quarta-feira, 25 de julho de 2007

Teste diagnostica leptospirose em 15 minutos

O laboratório brasileiro Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) desenvolveu um novo teste de diagnóstico para a leptospirose que permite obter resultados em apenas 15 minutos. Esta inovação tem especial importância porque a detecção da doença no estado inicial pode salvar vidas evitando o surgimento de complicações, como é o caso da insuficiência renal ou hemorragia pulmonar que causam a morte a 50 por cento dos doentes.

A leptospirose é caracterizada por um grupo infecções causadas pelas bactérias Leptospira. A doença aparece em muitos animais domésticos e selvagens. Alguns animais actuam como portadores e albergam as bactérias na urina; outros adoecem e morrem. Por sua vez, as pessoas contraem as infecções através de contacto com o animal ou com a sua urina. A incidência da doença aumenta na época de chuvas e enchentes.

No Brasil, surgem cerca de três mil novos casos da doença a cada ano, 10 por cento dos casos acabam por se revelar fatais. Na maioria das vezes, o diagnóstico é realizado através de um exame clínico cujos testes de confirmação demoram entre três a cinco dias para revelar o resultado. Este factor é muitas vezes agravado porque os sintomas da leptospirose são muito semelhantes aos da dengue, o que deixa os médicos em dúvida, muitas vezes optando por prescrever medicamentos contra esta última.

O teste está a ser desenvolvido pelo laboratório há mais de 10 anos. Mitermayer Galvão dos Reis, director do Centro de Pesquisa Gonçalo Muniz, a unidade do Fiocruz sedeada na Bahia e encarregue desta investigação, calcula que, dentro de seis a oito meses, o exame possa estar pronto para produção em larga escala.

Marta Bilro

Fonte: A Tarde, Manual Merck.

Exposição solar na infância diminui risco de desenvolver esclerose múltipla

As pessoas que estão sujeitas a mais tempo de exposição solar enquanto crianças têm um risco mais reduzido de desenvolver esclerose múltipla do que os que passaram pouco tempo ao sol, revela um estudo norte-americano.

Os investigadores da Escola de Medicina Keck da Unversidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, analisaram 79 pares de gémeos idênticos com o mesmo risco genético de desenvolver a doença, entre os quais apenas um dos gémeos era portador de esclerose múltipla.

Foi pedido aos gémeos que especificassem qual dos dois passava mais tempo a brincar no exterior durante os dias quentes, frios e ao longo do verão. Os cientistas quiseram também saber qual dos dois passava mais tempo a bronzear-se ao sol, qual estava mais tempo na praia e qual deles jogava desportos de equipa enquanto criança.

As conclusões do estudo, publicado na revista “Neurology”, indicaram que o gémeo portador de esclerose múltipla tinha passado menos tempo ao sol quando era criança do que o que não tinha a doença. Dependendo de cada tipo de actividade, o gémeo que gastou mais horas no exterior apresentou um risco entre 25 e 57 por cento mais reduzido de desenvolver esclerose múltipla.

Os autores acreditam, por isso, que “a exposição solar parece ter um efeito protector contra a esclerose múltipla”. Conforme explicaram Talat Islam e Thomas Mack, responsáveis pela investigação, “a exposição aos raios ultra violeta induz a protecção contra a esclerose múltipla através de mecanismos alternativos, quer seja directamente por alterar a resposta imunológica celular ou indirectamente por produzir vitamina D”.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, OnMedica.net.

Doença Huntington: detecção poderá ser feita mais cedo

Investigadores identificaram uma anomalia plasmática

A identificação de uma anomalia sanguínea ligada à perda de peso observada na doença de Huntington pode servir para melhor seguir a evolução desta doença neurodegenerativa, segundo um estudo publicado na revista PLoS One.

De acordo com a publicação, os investigadores identificaram uma anomalia plasmática - uma diminuição da ácidos aminados, componentes que formam as proteínas - associada à perda de peso nos doentes ainda numa fase precoce da doença. A anomalia sanguínea foi também detectada em pessoas portadoras da anomalia genética mas que não apresentavam ainda sinais neurológicos.

Para os cientistas do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm), “este parâmetro biológico simples - a diminuição da taxa de ácidos aminados (ditos ramificados) cada vez mais evidente ao longo do avanço da doença, medido graças a uma recolha de sangue - poderá permitir seguir melhor a evolução da doença, quem sabe até detectá-la precocemente”, sublinhando que o estudo “abre as vias para novas abordagens terapêuticas.”

Segundo informa a PLoS One, o estudo abrangeu um grupo de 32 pacientes num estado precoce da doença e também pessoas portadoras de anomalias genéticas mas que não apresentavam ainda sinais neurológicos (estado da doença chamado de pré-sintomático) e 21 indivíduos saudáveis que serviram como grupo de comparação.

A doença de Huntington é uma doença neurodegenerativa hereditária incurável, que chega a ser fatal. Geralmente a doença surge, entre os 30 e os 50 anos, através de perturbações de comportamento e movimentos anormais, seguidos de perturbações intelectuais e demência.

Em Portugal

Em Portugal, é uma das patologias raras com menor incidência, afectando entre 500 a 1000 portugueses, ainda assim devido ao seu carácter degenerativo progressivo exige uma acompanhamento e um apoio constante dos doentes e familiares, que não existe em Portugal.

Na maioria dos países ocidentais, estima-se que a doença de Huntington (DH) afecte entre 5 a 10 em cada 100 000 indivíduos. Afecta ambos os sexos e ocorre geralmente em adultos, embora em idades variáveis. Os casos de DH juvenis representam menos de 10% do total, tendo início antes dos 20 anos de idade, o principal sintoma da doença nos jovens é a rigidez muscular e não os movimentos involuntários.

Raquel Pacheco
Fonte: Lusa/PLoS One/Associação Portuguesa de Doentes de Huntington

Quebra homóloga de 89,1 por cento entre Janeiro e Junho
Compra da Serono castrou lucros da Merck


A Merck, empresa farmacêutica de química especializada com sede na Alemanha, registou no primeiro semestre deste ano um lucro líquido de 77,2 milhões de euros, numa evolução que representa uma quebra de 89,1 por cento face a igual período do ano passado. Na origem do “desaire” estará a recente aquisição da companhia suíça Serono…

De acordo com informações avançadas hoje pela Merck, a quebra nos lucros deve-se aos elevados custos de integração e amortização dos activos pela aquisição da Serono, que terá absorvido cerca de 10,6 mil milhões de euros. A facturação subiu 57,9 por cento entre Janeiro e Junho deste ano, chegando aos 3,51 mil milhões de euros, números que incluem as receitas obtidas com a alienação da sua divisão de medicamentos genéricos. Karl-Ludwig Kley, presidente da empresa alemã, referiu que, “com a completa aquisição de Serono e com a venda das nossas actividades em genéricos, a Merck pretende agora concentrar-se no crescimento nos sectores da farmácia e da química”.
Nos seis primeiros meses deste ano a divisão farmacêutica da Merck duplicou o seu volume de negócios, atingindo os 2,4 mil milhões de euros, num resultado que sofreu um forte impulso com o aumento da venda dos seus medicamentos contra a esclerose múltipla (Rebif) e contra o cancro (Erbitux). Na Bolsa de Frankfurt as acções da Merck sofreram uma queda de 1,5 por cento depois da divulgação dos números relativos ao desempenho no primeiro semestre deste ano, estando agora cotadas a 96,12 euros cada.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Efe
Estudo divulgado numa conferência na Austrália
Metanfetaminas aumentam propagação de VIH


O consumo das metanfetaminas, drogas associadas ao conceito de diversão que são muito vulgares nos circuitos nocturnos, podem contribuir para o aumento das infecções pelo vírus da sida em jovens homossexuais dos países desenvolvidos. Um estudo divulgado numa conferência da Sociedade Internacional para a Sida, a decorrer em Sydney, na Austrália, refere que o número de seropositivos que usa drogas como o «speed» e o «ice» triplicou entre 2000 e 2005.

Esta é a primeira vez que um estudo científico estabelece uma ligação forte entre o uso de metanfetaminas e a propagação do VIH, tendo em conta que as chamadas drogas para recreação têm como efeito um aumento significativo do desejo sexual e encorajam a prática de relações sexuais mais arriscadas, porque anestesiam as dores. David Cooper, presidente da conferência e director do Centro Nacional para Epidemiologia de HIV e Pesquisa Clínica australiano, considerou que o aumento do número de portadores do vírus indicia essa ligação ao uso de drogas. Prevendo que “a grande epidemia de metanfetaminas em curso na Austrália estará também a ter lugar noutros países desenvolvidos”, o especialista alerta para o elevado risco de a “hipersexualidade” associada a esse maior consumo de drogas poder fazer disparar o risco e a propagação do VIH. Pede, por isso, um reforço das campanhas de sensibilização para o sexo seguro e contra o uso de drogas entre os jovens.

Carla Teixeira
Fonte: BBC Brasil

Chip pode prevenir epilepsia e restaurar funções vitais

Esperança dos cientistas é curar várias doenças rapidamente

Investigadores da Universidade da Flórida (UFA) estão a desenvolver chips que, uma vez implantados no cérebro humano, poderão prevenir os ataques epilépticos e restaurar funções vitais.

Segundo esclareceu fonte daquele centro universitário, , “os pequenos chips - estrategicamente implantados no cérebro - poderão interpretar sinais e estimular os neurónios para que reajam correctamente, algo que permitirá a uma pessoa que perdeu um membro de seu corpo controlar a prótese com seus próprios pensamentos.”

O projecto que visa desenvolver o chamado “neuroprótese” conta com 2,5 milhões de dólares americanos doados pelos Institutos Nacionais da Saúde. Actualmente, foi implantado somente em ratos, mas espera-se que, nos próximos quatro anos, os cientistas contem com um protótipo de dispositivo que poderá ser testado em seres humanos.

Para os investigadores do Colégio de Medicina e de Engenharia da UFA, o objectivo inicial é “combater desordens como a paralisia e a epilepsia.”

"Sentimos que podemos fazê-lo, que teremos a tecnologia para oferecer novas opções aos pacientes", disse Justin Sánchez, diretor do Grupo de Pesquisa de Neuroprótese da UFA, acrescentando que a esperança é poder "curar mais rapidamente uma variedade de doenças."

Raquel Pacheco
Fonte: Agência EFE
Consumo de refrigerantes predispõe à síndrome metabólica
Bebidas light associadas a doenças cardíacas


O facto de terem menos calorias não isenta as chamadas bebidas light de riscos no que diz respeito à propensão para o desenvolvimento de doenças cardíacas. À luz dos dados de um estudo agora divulgado nos Estados Unidos, o consumo diário de pelo menos uma bebida refrigerante aumenta o risco de síndrome metabólica.

O quadro clínico de síndrome metabólica corresponde a um conjunto de factores que aumentam a predisposição e o risco de doenças cardíacas e diabetes, como a pressão alta, excesso de gordura na cintura e baixos níveis do bom colesterol. Os refrigerantes dietéticos têm menos calorias e açúcar, mas no que respeita ao risco destas doenças são tão ou mais perigosos do que os refrigerantes comuns.
Um dado que surpreendeu uma equipa de investigadores norte-americanos que ao longo de quatro anos acompanhou a evolução do estado de saúde de mais de seis mil adultos de meia-idade, apurando, no final do estudo, que o consumo de uma ou mais bebidas refrigerantes por dia aumenta o risco de síndrome metabólica e, por consequência, de um vasto conjunto de doenças potencialmente fatais.
“Ficámos surpreendidos pelo facto de não ser significativa a diferença nos doentes que consumiam bebidas light e nos outros, que bebiam refrigerantes comuns”, disse Ramachandran Vasan, investigador da Escola Universitária de Medicina de Boston, à revista «Circulation», citada pela BBC. Após um período de quatro anos, os consumidores de bebidas light sofreram um aumento de 31 por cento nos riscos de sofrerem de obesidade, revelando também um aumento de 30 por cento na medida da circunferência da cintura e uma quebra de 32 por cento nos níveis de HDL (bom colesterol).

Carla Teixeira
Fonte: BBC
Agendada para Setembro em Lisboa
«EMEA Pharmacovigilance Working Party»

O Grupo Europeu de Farmacovigilância da Agência Europeia de Medicamentos vai reunir-se numa sessão informal em Lisboa nos próximos dias 24 e 25 de Setembro. A «EMEA Pharmacovigilance Working Party» integra-se no programa para a Saúde da presidência portuguesa da União Europeia, e a participação no evento é limitada por convite.

A equipa encarregada da farmacovigilância da EMEA constitui um departamento da Comissão de Medicamentos de Uso Humano da agência europeia que tem como missão principal a emissão de pareceres sobre os assuntos de segurança relativos ao uso de fármacos em seres humanos autorizados no espaço comunitário, bem como a análise das reacções adversas resultantes da administração daquele tipo de produtos, de forma a identificar, avaliar e gerir os riscos associados à utilização dos medicamentos em todo o seu ciclo de vida. É composto por um representante de cada estado-membro da UE, nomeado pela autoridade nacional do sector, e a título excepcional pode integrar, por nomeação, outros elementos, com o objectivo de complementar áreas científicas específicas. Todos os meses à excepção de Agosto, aqueles especialistas reúnem-se em Londres, no Reino Unido, a fim de acordar, discutir e informar assuntos agendados. Desta feita organizaram também uma reunião informal em território luso.

Carla Teixeira
Fonte: Infarmed
Workshop enquadrado na presidência portuguesa da UE
Medicamentos à base de células em debate


A Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) desenvolveu uma guideline sobre a qualidade e o desenvolvimento não clínico de medicamentos à base de células. No seguimento dessa medida, e enquadrado no programa da presidência portuguesa da União Europeia, tem lugar nos dias 18 e 19 de Outubro no auditório do Infarmed (Lisboa) o «Workshop sobre a guideline europeia sobre medicamentos à base de células humanas», que discutirá os contornos daquela proposta de regulamento comunitário.

A sessão de trabalho organizada pela EMEA em parceria com o Infarmed e a Rede Expertissues, com sede em Portugal, deverá abordar os aspectos mais relevantes da nova guideline, discutindo as suas aplicações e implicações com os parceiros da indústria farmacêutica, e integra uma reunião satélite sobre engenharia de tecidos. Todos os trabalhos e prelecções constantes no programa desta iniciativa serão apresentados em Língua Inglesa.
No encontro de dois dias marcarão presença muitas e destacadas figuras do sector farmacêutico e das entidades reguladoras de vários países europeus e dos Estados Unidos, entre os quais avultam os nomes de Pekka Kurki, presidente da Agência Nacional de Medicamentos da Finlândia, Nicolas Rossignol, representante da Comissão Europeia, Richard McFarland, membro da norte-americana Food and Drug Administration, Margarida Menezes-Ferreira do Infarmed, Cristina Galli em nome do Instituto Superior de Saúde de Itália, Egbert Flory do Paul Ehrlich Institute na Alemanha, Beatriz Silva do Infarmed, David W. Levine da Genzyme, Emo Chiellini da Universidade de Pisa e Nuno Neves da Universidade do Minho, entre muitos outros.
Mais informações poderão ser consultadas no site do Infarmed ou requeridas pelo endereço de e-mail celltherapies@infarmed.pt, numa mensagem dirigida a Adélia Noronha.

Carla Teixeira
Fonte: Infarmed
Apenas 15 por cento das necessidades são supridas
Crianças sem acesso a tratamento anti-retroviral


Cerca de 75 por cento das crianças portadoras do vírus da sida e que precisam de tratamento anti-retroviral não têm acesso àqueles fármacos. Um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em Inglês) e pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH), ambos com sede nos Estados Unidos, foi apresentado ao início da tarde de ontem e sugere que mais crianças seropositivas sobreviverão se receberem tratamento adequado.

Os resultados desta investigação, intitulada «Children with HIV early antiretroviral therapy» (CHER), aferiram que, devido ao facto de o sistema imunológico dos mais novos não estar ainda totalmente desenvolvido no seu primeiro ano de vida, eles são particularmente mais susceptíveis à rápida progressão do vírus e, por essa via, à morte prematura. O director do NIAID, Anthony S. Fauci, declarou que “o estudo poderá ter implicações significativas na saúde pública em todo o mundo”, uma vez que as descobertas agora divulgadas “farão com que os especialistas considerem a introdução de alterações nos padrões dos cuidados de saúde que são prestados actualmente aos doentes com VIH e sida à escala mundial”.
Realizado na África do Sul, o estudo foi planeado para continuar até 2011, mas os primeiros resultados justificaram a antecipação na sua divulgação, tendo em conta a elevada taxa de sobrevivência conseguida: de acordo com os dados preliminares da investigação, compilados no passado dia 20, foi aferido um aumento significativo na sobrevivência entre crianças que receberam imediata terapia anti-retroviral (96 por cento, contra 84 por cento de sobreviventes no grupo de controlo). Baseados nesses números, os cientistas concluíram que fornecer atempadamente terapias anti-retrovirais a crianças é uma estratégia mas eficaz para prevenir a sua morte precoce do que atrasar o tratamento até que os sintomas da doença comecem a ser observados.

Carla Teixeira
Fonte: NIAID, Agência de Notícias da Sida
Medicamentos sem receita médica estão mais caros
Liberalização fez disparar preços


Um estudo da Defesa do Consumidor (Deco) que incidiu sobre a análise dos efeitos da liberalização do sector farmacêutico no preço dos medicamentos concluiu que, ao contrário do que previra o Governo, a generalidade daqueles produtos está mais cara do que em 2005. Nos 20 medicamentos analisados pela associação, metade custa efectivamente mais, e apenas nove estão ligeiramente mais baratos.

De acordo com os resultados do estudo, a que o farmacia.com.pt teve acesso, que deverá ser publicado na próxima edição da revista «Proteste», a descida de preços “nunca atingiu os 10 por cento”, mas as subidas “foram menos meigas, com vários produtos a ultrapassar os 20 por cento de aumento”, e um deles – o Antigripine – a registar mesmo 43 por cento de subida no preço, de 2,57 euros em 2005 para 3,67 euros actualmente. A associação de defesa do consumidor contrapõe, no lado das descidas, a evolução do preço do Ilvico N, que em 2005 custava 3,74 euros e hoje pode ser comprado por 3,43 euros (menos 8,3 por cento), apesar de haver locais onde o mesmo fármaco custa actualmente 4,10 euros.
O estudo da Deco promete espoletar uma onda de choque junto dos consumidores portugueses, visto que as prometidas descidas de preços deram afinal lugar a uma subida generalizada, e bastante acentuada, que se evidencia principalmente nas farmácias, onde os preços médios estão hoje 6,3 por cento mais elevados do que antes da liberalização do sector. Nas parafarmácias, e apesar de a tendência ser também de subida, fica-se pelo um por cento em termos médios, num cenário que sofreu o impulso dos preços praticados nas lojas Vale e Dantas (Pingo Doce), Jumbo e Modelo/Continente, onde os medicamentos não sujeitos a receita médica são vendidos a preços quatro a cinco por cento inferiores aos cobrados em 2005. No entanto, se estas três cadeias de lojas fossem excluídas da contagem da Deco, o aumento global médio dos preços fora das farmácias teria ascendido aos quatro pontos percentuais.
A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) não faz a mesma leitura destes dados, e atesta que os estudos que mensalmente vem realizando dão conta de um decréscimo generalizado nos preços daqueles produtos, que em Junho estariam 0,7 por cento abaixo dos valores praticados há cerca de dois anos. Não obstante, a convicção do instituto não contradiz o estudo da revista «Proteste», uma vez que o Infarmed apenas tem acesso às vendas das lojas de medicamentos fora do circuito das farmácias, nas 471 parafarmácias que já operam em Portugal, mas ainda são as farmácias convencionais que detêm 95 por cento da quota de mercado. A tutela está a preparar medidas no sentido de, no futuro, obrigar as farmácias a reportar os seus resultados em termos de vendas em ambulatório.
A Deco assegura, na posse destes números, que ao contrário do que pretendia o Governo, os preços dos medicamentos “não desceram de forma generalizada” com o advento do mercado livre. Já no ano passado aquela associação tinha analisado o impacto da liberalização do sector das farmácias, tendo nessa altura aferido um aumento médio de 2,8 por cento face aos preços praticados em 2005 nos fármacos não sujeitos a prescrição. A avaliação agora divulgada incidiu sobre uma amostra de 330 farmácias e 205 lojas, contactadas por escrito e instadas a preencher um questionário. Responderam 110 estabelecimentos de venda livre e 97 farmácias. Os medicamentos que fizeram parte do estudo – os 20 actualmente mais vendidos no nosso país – foram A-A-S 150 (20 comprimidos 150/36,7 mg), Aero-OM (emulsão oral 100 mg), Antigrippine (12 comprimidos), Aspirina (20 comprimidos 500 mg), Bebegel (gel tubo 3,83/0,054 g), Bisolvon Linctus (xarope 200 ml), Canesten (creme bisnaga 10 mg), Cêgripe (20 comprimidos), Dulcolax (20 comprimidos gastro-resistentes 5 mg), Fenistil (gel bisnaga 1 mg), Guronsan (20 comprimidos efervescentes), Halibut (pomada 100), Ilvico N (20 comprimidos revestidos), Mebocaína Forte (20 pastilhas), Pankreoflat (comprimidos revestidos 80/172 mg), Pursennide (20 comprimidos revestidos 12 mg), Tantum Verde (solução bucal 1,5 mg/250 ml), Thrombocid (pomada 0,04/1 mg), Trifene 200 (20 comprimidos revestidos 200 mg) e Zovirax Doseador (creme bisnaga 50 mg).

Carla Teixeira
Fonte: Deco-Proteste, Agência Lusa, Diário Digital, Diário de Notícias
Doença mata milhões de pessoas por ano em todo o mundo
Metade dos tuberculosos não cumpre tratamento

Volvidos 14 anos sobre o lançamento de uma estratégia da Organização Mundial de Saúde que tinha como objectivo conseguir que todas as pessoas afectadas pela tuberculose tivessem acesso ao tratamento adequado para a doença, a realidade está ainda longe do cenário ideal. O incumprimento dos tratamentos é hoje a maior causa de morte de milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

Um estudo divulgado na última edição da revista «PloS Medicine» pretendeu aferir as razões da enorme taxa de abandono das terapias por parte dos tuberculosos, e refere que o facto de os tratamentos serem longos (cerca de seis meses) e plenos de efeitos secundários desagradáveis constituem os principais motivos na base da desistência dos doentes, mesmo sabendo que a tuberculose não tem cura e que por ano há milhares de óbitos à escala mundial que são atribuídos a esta doença. A “irresponsabilidade” de interromper o tratamento não soa como tal aos doentes, já que, em regra, começam a sentir-me melhor assim que o abandonam.
Os especialistas garantem que nem sempre basta que o doente queira ser tratado. Muitas vezes a abundância de sintomas, a distância a que ficam os serviços a que tem de se deslocar para aceder aos medicamentos ou a impossibilidade de levar a cabo as suas obrigações profissionais conduzem os doentes à descontinuação da terapia. As conclusões dos peritos baseiam-se na revisão de 44 estudos anteriores, que incidiram em entrevistas a doentes, familiares e serviços de saúde do Sul de África, do Reino Unido e da Noruega.

Carla Teixeira
Fonte: El Mundo
Novidade divulgada nos Estados Unidos
Vacina melhora defesas contra cancro do ovário

Uma vacina experimental para o cancro do ovário provou ser capaz de melhorar as defesas do organismo contra a incidência daquele tipo de tumores, a mais fatal das doenças oncológicas reprodutivas, perspectivando-se como um tratamento útil para as doentes.

Definido como um assassino silencioso, por ser normalmente assintomático até ao momento em que já é demasiado tarde para o tratar, o cancro do ovário mata cerca de 70 por cento das pacientes, que apesar de responderem bem à quimioterapia no primeiro tratamento tendem a ser vítimas de reincidência da doença nos cinco anos posteriores ao primeiro diagnóstico. De acordo com um estudo constante nas Actas da Academia Nacional de Ciências, a vacina experimental agora anunciada não tem como objectivo primacial prevenir o cancro, mas adiar o momento da eventual recorrência dos sintomas, provocando uma melhoria das respostas do sistema imunológico da mulher ao tumor.
Num ensaio clínico preliminar realizado em 18 mulheres acometidas de um cancro epitelial do ovário que receberam a vacina, registou-se uma média de 19 meses sem recorrência de tumores. A imunização também demonstrou ter capacidade para melhorar os anticorpos das doentes. A propósito destes dados, investigadores do Instituto de Oncologia de Roswell Park, em Buffalo, Nova Iorque, consideraram que estes resultados são “animadores” e que esta ou outra vacina semelhante poderão servir de base a uma imunoterapia para o cancro do ovário.

Carla Teixeira
Fonte: APF, Último Segundo
Anti-retroviral da Merck Sharpe & Dohme tem menos efeitos adversos
Raltegravir mais eficaz do que o efavirenz

O raltegravir, um novo medicamento anti-retroviral produzido pela Merck Sharpe & Dohme que se encontra actualmente na segunda fase de estudos, demonstrou ser responsável por menos efeitos colaterais do que o efavirenz, quando utilizado em terapia combinada.

De acordo com os resultados de uma investigação realizada por especialistas da Aaron Diamond Aids Research, de Nova Iorque, divulgada hoje na IV Conferência Internacional de Patogénese, Tratamento e Prevenção do VIH, que está a decorrer nos Estados Unidos, a combinação daquele fármaco com outros produz um efeito semelhante ao do efavirenz, mas com efeitos mínimos no que respeita aos níveis de lípidos. Em estudos de longo prazo a combinação do raltegravir com o tenofovir e a lamivudina revelou eficácia no aumento das células CD4, de 144 para 221 por milímetro cúbico de sangue, sem provocar efeitos adversos sobre o colesterol baixo (LDL) e os triglicerídeos. Estes resultados são opostos aos apresentados no âmbito da Conferência Internacional da Sida realizada no ano passado em Toronto, no Canadá.

Carla Teixeira
Fonte: Agência de Notícias da Sida

Descoberta anomalia sanguínea responsável pela perda de peso associada à doença de Huntington

A perda de peso associada à doença de Huntington é causada por uma anomalia sanguínea, que resulta numa diminuição dos ácidos aminados, componentes que formam as proteínas. A descoberta foi hoje publicada na revista PLoS One e abre um novo caminho para a compreensão desta doença neurodegenerativa, hereditária e incurável.

Este estudo "abre as vias para novas abordagens terapêuticas", afirma a equipa de Alexandra Durr, do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm). Os investigadores registaram uma anomalia plasmática associada à perda de peso nos doentes ainda numa fase precoce da doença e também em pessoas portadoras da anomalia genética mas que não apresentavam ainda sinais neurológicos.

No estudo estiveram em observação 32 pacientes num estado precoce da doença e também pessoas portadoras de anomalias genéticas mas que não apresentavam ainda sinais neurológicos, num estado da doença chamado de pré-sintomático, e ainda 21 indivíduos saudáveis que serviram como grupo de comparação.

Os resultados da investigação mostraram uma diminuição da taxa de ácidos aminados (ditos ramificados), ao longo do avanço da doença, o que foi ditado por exames de sangue realizados, que permitiram "seguir melhor a evolução da doença, quem sabe até detectá-la precocemente".

Os principais sintomas da doença de Huntington passam por perturbações de comportamento e movimentos anormais, seguidos de perturbações intelectuais e demência. A doença de cariz neurológico surge geralmente entre os 30 e os 50 anos de idade, não tem cura e pode mesmo ser fatal.

Inês de Matos

Fonte: RTP

terça-feira, 24 de julho de 2007

MedImmune desenvolve anticorpo eficaz em doentes asmáticos

Os resultados provisórios de um ensaio clínico de Fase I indicam que o novo anticorpo monoclonal desenvolvido pela MedImmune é bem tolerado e demonstra actividade biológica em adultos com asma. Segundo revelou a empresa de biotecnologia, o estudo comprovou que os anticorpos são biologicamente activos e reduzem o número de eosinófilos, uma espécie de glóbulos brancos que estão implicados na maioria dos casos de asma.

As células, também responsáveis pelo combate às infecções por parasitas, produzem o receptor de interleucina-5 (IL-5) e acredita-se que respondam de forma diferente na medula óssea face à presença das citoquinas IL-5 e IL-3. Este tipo de células circula no sangue e migra para zonas inflamadas no organismo, como é o caso daquelas que são provocadas por respostas alérgicas.

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que, em indivíduos susceptíveis, origina episódios recorrentes de pieira, dispneia (dificuldade na respiração), aperto torácico e tosse, conduzindo a cerca de 180 mil mortes por ano, em todo o mundo. O anticorpo monoclonal MEDI-536 tem vindo a ser desenvolvido num esforço para reverter os efeitos debilitantes provocados pela doença através da eliminação dos eosinófilos que se acumulam nos pulmões.

De acordo com os resultados da investigação, apresentados no 5º Simpósio Bianual da Sociedade Internacional de Eosinófilia, realizado em Snowbird, nos Estados Unidos da América, este anticorpo tem capacidade não só para destruir as células produtoras do receptor de IL-5, como também para inibir a interacção entre o IL-5 e as células. As pesquisas pré-clinicas indicaram que a diminuição de libertação de eosinófilos através da actuação da inibição do IL-5 promoveu a redução da inflamação nas vias aéreas, da hipersensibilidade das vias respiratórias e da segregação do muco.

“Os dados iniciais deste ensaio clínico sugerem que os nossos esforços para inibir a citoquina envolvida na produção de eosinófilos e também para efectivamente diminuir de forma directa os eosinófilos, podem revelar-se uma abordagem terapêutica viável para o desenvolvimento de novos tratamentos para os doentes com asma”, destacou Barbara White, vice-presidente do departamento de desenvolvimento clínico e doenças inflamatórias da MedImmune.

O MEDI-536 foi desenvolvido através de uma tecnologia da BioWa, subsidiária da Kyowa Hakko Kogyo, uma empresa japonesa líder no ramo farmacêutico e biotecnológico. Em Dezembro de 2006, as duas empresas estabeleceram um acordo de licenciamento e colaboração para desenvolver e comercializar novas terapias para doenças inflamatórias que tenham como alvo o IL-5.Em Junho do ano corrente a MedImmune foi adquirida pela farmacêutica britânica AstraZeneca numa operação que envolveu 11,1 mil milhões de euros.

Marta Bilro

Fonte: BioPharma-reporter.com, medarex.com, Portal da Saúde.

«Vencer o tabu do Cancro» em debate no Porto

Hoje, dia 25 de Julho, pelas 18:00 horas vai ser apresentado na Fnac do GaiaShopping do Porto o resultado de um estudo que teve como objectivo saber qual o nível de esclarecimento das pessoas em relação ao cancro. A apresentação vai ser seguida de um debate sobre o tema «Vencer o tabu do cancro».

O director do GaiaShopping, Paulo Valentim, Victor Cavaco, Sociólogo da empresa SPIRITUC e responsável pela análise do inquérito, Helena Gervásio, Presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, Nuno Costa, Medical Adviser da Novartis Oncology e o Atleta Olímpico Roberto Dória Durão, doente oncológico recuperado, vão estar presentes na mesa de debate.

«Vencer o tabu do cancro» é também o nome da semana dedicada à oncologia. As pessoas que passaram pelo centro comercial GaiaShopping, no Porto, entre os dias 10 e 16 deste mês puderam assistir a acções informativas e formativas sobre a doença e responderam ainda a algumas questões para avaliar o grau de conhecimento sobe o cancro.

Da amostra deste inquérito fazem parte 298 pessoas, 139 homens e 159 mulheres, solteiros, casados, unidos ou divorciados, com e sem filhos, entre os 15 anos e maiores de 55 anos.

A Sonae Sierra e a Sociedade Protuguesa de Oncologia em parceria com a Novartis Oncology são os autores desta semana de informção que decorreu entre os dias 10 e 16 de Julho no Espaço «Saúde no Centro», no GaiaShopping.

Os dados mais recentes datam de 2003 e revelam que morreram 22.711 mil portugueses vítimas de cancro. A Sociedade Portuguesa de Enfermagem Oncológica calcula que até 2020 este número possa aumentar 20%.

sara pelicano

fontes: press release do grupo gci, setubal na rede

Nova esperança contra o paludismo

Processo inovador de identificação de proteínas contribui para a elaboração de vacinas

Uma nova abordagem científica desenvolvida por um grupo de investigadores suíços, da Universidade de Lausanne na Suiça, resultou na rápida identificação de uma dezena de moléculas de fragmentos de proteínas, susceptíveis de servirem para a elaboração de vacinas eficazes contra o paludismo, que continua a matar mais de um milhão de pessoas por ano, em todo o mundo.

O trabalho foi hoje publicado na revista PLoS One e identificou uma dezena de fragmentos de proteínas, chamadas péptidas, fáceis de reproduzir e susceptíveis de servirem como base para a formação de vacinas eficazes.

A universidade helvética anunciou que a investigação combinou os mais recentes progressos da bio-informática e da síntese química, identificando certos fragmentos particulares das proteínas, "as péptidas em forma de hélices intercaladas" que, de acordo com professor Giampietro Corradin, responsável pelo projecto, podem ser os alvos dos anticorpos protectores produzidos pelo sistema de defesa do organismo humano.

Na etapa seguinte, os investigadores sintetizaram quimicamente uma centena dessas péptidas, das quais "uma dezena revelou ser o alvo dos anticorpos capazes de inibirem o crescimento in vitro do parasita".

O processo revelou-se vantajoso e relativamente fácil, identificando os segmentos de proteínas de forma bastante rápida, permitindo "testá-las rapidamente em fase clínica e a custos reduzidos".

Os investigadores acreditam que no futuro, esta investigação será fundamental não só para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de vacinas contra o parasita responsável pelo paludismo, como também contra outros agentes patogénicos.

Inês de Matos

Fonte: Lusa

Isotechnika completa recrutamento de pacientes para Fase 3 do estudo da Psoríase

A 20 de Julho de 2007, a Isotechnika terminou o recrutamento de 638 pacientes, sendo 228 provenientes do Canadá, 294 da Alemanha e 116 da Polónia

O principal composto da Isotechnika, o ISA247, está a ser investigado actualmente num ensaio de Fase 3 sobre a Psoríase, na Europa e no Canadá, tendo a companhia completado recentemente o recrutamento para este ensaio pivot, o ESSENCE. O ISA247 completou com êxito um ensaio clínico humano de Fase 3 no Canadá para o tratamento da Psoríase moderada e grave e num ensaio de Fase 2b na América do Norte para a prevenção da rejeição do enxerto após transplantes do rim.

Existe uma necessidade médica importante que ainda não está atendida no que se refere aos tratamentos de transplantes de órgãos sólidos e doenças auto-imunes. Estima-se que o potencial de mercado supera os dois mil milhões de dólares canadianos por ano, no que diz respeito às vendas dos inibidores da calcineurina, como o ISA247.

O director geral da Isotechnika, Dr. Randall Yatscoff, declarou que a companhia está muito satisfeita por se ter conseguido o recrutamento no período estipulado. A capacidade de finalizar o recrutamento de forma rápida serve para fazer frente à necessidade médica ainda não atendida de tratamento para a Psoríase, uma doença grave e debilitante. Este é um marco importante para facilitar o avanço do ISA247 para conseguir a aprovação final para comercialização do tratamento para a Psoríase.

Espera-se que no primeiro trimestre de 2008 comece um segundo ensaio europeu da Fase 3 da Psoríase incluindo aproximadamente 630 pacientes. Este ensaio, em conjunto com o ensaio actual ESSENCE, proporcionará dados suficientes sobre os pacientes para pedir a aprovação na Europa e no Canadá.

Isabel Marques

Fontes: PRNewswire

Cannabis afinal pode espoletar esquizofrenia


IDT admite uso para fins medicinais; Infarmed não recebeu pedidos de regulamentação de fármacos com a substância

Fumar cannabis - a droga ilícita mais consumida em todo o mundo - pode desencadear esquizofrenia e outros tipos de psicoses. O alerta partiu de investigadores que conduziram um estudo realizado na Clínica Universitária Psiquiátrica de Zurique, na Suíça, e contraria um estudo da Universidade de Colónia, na Alemanha, que apontava a planta como cura da mesma doença.

A pesquisa publicada, esta semana, na revista especializada «Schizophrenia Research» é uma recompilação de dados clínicos levantados ao longo das últimas três décadas no país.

Os cientistas recomendam uma reavaliação dos factores de risco propiciados pelo consumo de THC (tetrahidrocanabinol), princípio activo desta erva, e sua influência no desenvolvimento de outros males psíquicos.

De acordo com as estatísticas, os casos de psicoses esquizofrénicas (entre os jovens de 15 a 19 anos) aumentaram de 20 para 50, por cada 100 mil habitantes, entre 1990 e 1998.


Legalização para fins medicinais?

De acordo com o livro «Marijuana - A medicina proibida», da autoria de Lester Grinspoon e James B. Bakalar (da Harvard Medical School), a cannabis tem um uso médico corrente no alívio dos sintomas de tratamentos de quimioterapia, glaucoma, epilepsia, paraplegia e quadriplegia, sida, dor crónica, enxaqueca, doenças reumáticas, sintomas pré-menstruais e dores de parto, depressões e outras doenças mentais.

O Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) afirmou, recentemente, não ter "objecções de princípio" à legalização da marijuana para fins medicinais. O presidente do IDT, João Goulão, admitiu, assim, o uso da cannabis em tratamentos médicos, desde que os fins sejam "devidamente comprovados", afirmando, porém, não conhecer as "investigações médicas em curso" para validar as vantagens terapêuticas da planta.

João Goulão não deixou de alertar para os efeitos nocivos relacionados com o consumo não controlado: "O sintoma mais comum é a desmotivação, mas também há registo das chamadas psicoses canábicas, doenças mentais que, embora tendo uma associação estatística com o consumo, não possuem uma relação de causa-efeito confirmada."

Já a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) advogou, por seu turno, que é preciso provar a eficácia da substância e a sua relação benefício/risco, dando o exemplo de alguns fármacos comercializados em Portugal que contêm derivados do ópio.

Confirmando que estão em curso estudos sobre o uso da planta da cannabis e da sua substância psico-activa para fins terapêuticos, o Infarmed negou, no entanto, ter recebido qualquer pedido de regulamentação de medicamentos com base na marijuana.


Raquel Pacheco
Fonte: «Schizophrenia Research»/Saúde em Movimento/Agência Lusa/IDT/Infarmed/Livro «Marijuana - A medicina proibida»

Agência Europeia do Medicamento recomenda retirada do mercado de medicamento para a menopausa

A Agência Europeia do Medicamento recomendou a retirada do mercado do medicamento Agreal/Agradil, utilizado para tratamento dos afrontamentos associados à menopausa, por considerar que a sua utilização acarreta mais riscos do que benefícios para a saúde das consumidoras.

Para além da limitada eficácia da substância activa do Agreal/Agradil, a veralipride, esta tem sido também associada a efeitos secundários como a depressão, ansiedade e uma alteração da mobilidade que pode ser de longa duração ou mesmo irreversível.

Em Setembro de 2006, a Comissão Europeia pediu a avaliação do fármaco em questão, depois de este ter sido retirado do mercado espanhol por apresentar efeitos secundários graves, que afectaram o sistema nervoso dos doentes que o ingeriram.

A Sanofi-Aventis, empresa que comercializa o produto, anunciou entretanto que irá enviar uma carta a todos os profissionais de saúde com as normas de boa utilização do produto em causa, antecipando assim a decisão da Comissão Europeia, que apoiada na recomendação da Agência Europeia, deverá emitir um parecer em Outubro.

Até lá, os doentes que se encontrem em tratamento com este medicamento devem consultar o seu médico e discutir as hipóteses de alteração do tratamento, aconselha a Agência Europeia, que salienta ainda que o medicamento não deve deixar de ser tomado abruptamente, devendo haver uma redução progressiva da dose

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias
Prometidas novidades para um encontro científico em Agosto
Cientistas brasileiros estudam vacina para a sida


Edécio Cunha Neto, um investigador brasileiro da Universidade de São Paulo que lidera uma equipa de cientistas que tem conseguido resultados muito promissores no que respeita à possibilidade de, a breve trecho, desenvolver uma vacina contra a sida, vai estar presente no XIII Congresso Internacional de Imunologia, agendado para os dias 21 a 25 de Agosto no Rio de Janeiro, onde vai apresentar novidades sobre o assunto.

No encontro, que deverá reunir cerca de cinco mil especialistas ligados à pesquisa do vírus da imunodeficiência adquirida, Edécio Cunha Neto deverá reiterar o que já disse publicamente noutras ocasiões: “Embora a resposta global ideal para a epidemia de VIH/sida inclua factores como a educação, a prevenção e o tratamento dos casos já diagnosticados”, há diversas circunstâncias sócio-culturais e de custo que limitam a eficácia daquela estratégia. Por isso, de acordo com aquele perito, “a única forma de travar a proliferação da doença é o desenvolvimento de uma vacina preventiva segura, estável e de custo reduzido”.
O desenvolvimento de uma imunização eficaz em todas as regiões do mundo é, por isso, “uma prioridade global”, mas a variabilidade genética do vírus constitui ainda o principal obstáculo à obtenção de uma vacina, visto que o VIH assume mutações e ganha resistência aos medicamentos que vão sendo desenvolvidos com o objectivo de pôr fim à incidência e mortalidade daquela epidemia, que se assume já como a maior crise de saúde pública a nível mundial desde a medieval peste negra. Com 40 milhões de indivíduos infectados e mais de 20 milhões na contagem dos mortos, a sida é diariamente contraída por 15 mil pessoas.
A vacina ideal deveria demonstrar capacidade para gerar anticorpos contra o vírus, que agiriam nas mucosas genital e anal, onde tem origem a maior parte dos casos de contágio, neutralizando o VIH de modo a impedir a sua entrada e progressão no organismo e, por essa via, a impossibilitar a infecção das células. Numa altura em que esse tipo de imunização permanece ainda muito longe da realidade, os peritos têm concentrado esforços na elaboração de vacinas que controlem a multiplicação do vírus e desacelerem a disseminação da doença. Mesmo sem impedir a infecção, uma vacina deste tipo já constituiria um grande passo em termos de saúde pública.

Sida em Portugal
No nosso país o primeiro caso de sida foi diagnosticado em 1983 no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, num homem que se encontrava já em fase terminal da doença. A OnuSida estima a existência de 42 mil infectados em Portugal, que detém a mais elevada taxa de diagnósticos de sida da Europa. O volume de casos notificados até ao dia 31 de Dezembro de 2005 era de 28370, dos quais 46,1 por cento utilizavam drogas por via endovenosa, 36,3 por cento tinham sido contagiados em relações heterossexuais desprotegidas, 11,7 por cento através de transmissão homossexual masculina, e 5,9 por cento pelas restantes formas de transmissão. Até ao final de 2005 morreram 7399 pessoas com infecção por VIH em Portugal.

Carla Teixeira
Fonte: Jornal do Brasil, BBC, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge
Purdue Pharma foi condenada a pagar 634,5 milhões de dólares
Publicidade enganosa com medicamentos


A empresa farmacêutica Purdue Pharma, que fabrica e comercializa o OxyContin, e três dos seus quadros executivos, foi condenada em tribunal a pagar uma multa de 634,5 milhões de dólares americanos por ter enganado os consumidores ao afirmar na rotulagem daquele analgésico que ele seria menos viciante do que os fármacos de marcas concorrentes.

Fontes judiciais informaram que o ex-presidente da empresa, o advogado principal e outro antigo quadro executivo, que em Maio passado se declararam culpados das acusações, foram condenados ao pagamento daquele montante, tendo igualmente sido decidido que o laboratório farmacêutico terá de ser vigiado durante cinco anos, e que os três arguidos terão de prestar 400 horas de trabalho comunitário vinculado à prevenção do consumo de medicamentos que causem dependência.
A multa foi estipulada na parte final de uma audiência de cerca de cinco horas em que foram lidos os testemunhos de pessoas que afirmaram ter visto a sua vida ser prejudicada pelo consumo daquele produto, que segundo disseram terá um efeito semelhante ao da heroína. Números da Direcção Americana Anti-Drogas referem a ocorrência, no período compreendido entre 1996 e 2001, do quíntuplo das mortes associadas ao consumo de OxyContin, acrescentando que o medicamento já terá provocado a morte de 146 norte-americanos, sendo também responsável por danos na saúde de outras 318 pessoas.

Carla Teixeira
Fonte: Agência JB
No tratamento de doentes com sida em falha terapêutica
Darunavir é mais eficaz do que o lopinavir

O anti-retroviral darunavir revelou ser mais eficaz do que o lopinavir no tratamento de doentes com sida em situação de falha terapêutica. Um estudo desenvolvido por cientistas do Centro de Referência em Doenças Sexualmente Transmissíveis/Sida de São Paulo aferiu que o darunavir, aprovado em Junho no Brasil, e que em breve deverá ser disponibilizado no mercado, permitiu reduzir a carga viral dos doentes em que foi testado.

Segundo José Valdez Madruga, investigador que conduziu o estudo que comparou os dois fármacos, que ao longo de 48 semanas acompanhou 595 pacientes, houve mais doentes no grupo tratado com darunavir a conseguir baixar significativamente a sua carga viral, com menos efeitos colaterais do que os mais diagnosticados nos pacientes tratados com o lopinavir: 31 por cento dos doentes do primeiro grupo tiveram problemas de diarreia após a toma do medicamento, enquanto no segundo grupo foram 41 por cento os casos em que aquele efeito secundário se manifestou. “O único efeito colateral superior mais presente no darunavir foi a alergia de pele”, explicou o investigador, referindo que 16 por cento dos doentes que usaram o novo medicamento apresentaram aquele problema.
Tal como o farmacia.com.pt oportunamente noticiou, o darunavir é a mais recente esperança dos doentes com sida, mas em Portugal ainda não tem a autorização do Infarmed para entrar no mercado. O fármaco, que se destina exclusivamente a ser usado em meio hospitalar, tem revelado sucesso no combate ao VIH2, mas o Estado português argumenta não ter ainda dados conclusivos dessa efectividade, pelo que ainda não autorizou a sua utilização em seres humanos.

Carla Teixeira
Fonte: Agência de Notícias da Sida, jornal «24 Horas»

Imigração traz de volta a lepra

Em 2006 o número de casos duplicou em relação ao ano anterior

Portugal registou no ano passado 16 casos de lepra, o dobro do ano anterior em que tinham sido detectados apenas sete, segundo dados oficiais da Direcção-Geral de Saúde. A maior incidência da doença deve-se à imigração, pessoas que chegam a Portugal provenientes de países fortemente afectados pela lepra, também denominada por doença de Hansen.

De acordo com as estatísticas das doenças de declaração obrigatória, divulgadas hoje pela OMS, o elevado número de casos de lepra detectados em 2006 corresponde à totalidade de casos identificados entre 2002 e 2005, período em que também se verificou um forte aumento da imigração oriunda da Ásia, África e América Latina.

O director do Serviço de Dermatologia do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, Jorge Cardoso, explica que estes “são casos importados. Tem a ver com a imigração de pessoas, nomeadamente do Brasil e África, onde a doença é endémica”.

Segundo a Associação Portuguesa Mãos Unidas, que apoia os doentes com lepra, os 12 países mais atingidos são: Brasil, Índia, Guiné-Bissau, Moçambique, Madagáscar, Nepal, Níger, Bangladesh, República Centro Africana e República Democrática do Congo.

Os tratamentos com antibióticos tornam a doença controlável podendo mesmo curá-la, mas os medicamentos têm de ser administrados por longos períodos de tempo e, nalguns casos, para o resto da vida do doente.

A Associação Mãos Unidas acredita que cada vez mais é possível curar os doentes com lepra, pois ao longo de 15 anos contabilizam-se já mais de 10 milhões de doentes curados. Ao contrário do que se possa pensar a lepra nem sempre exige o isolamento do doente, o que acontece apenas na sua forma mais grave, apesar de existirem ainda muitos países que continuam a recorrer a este método em todos os casos de lepra.

A lepra é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que atinge mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo. Nos casos mais graves, os doentes podem ficar completamente desfigurados e sem um tratamento adequado, leva à morte.

Inês de Matos

Fonte: Sol

Compostos fotodinâmicos activados por laser para o tratamento do cancro em desenvolvimento

A Theralase Technologies Inc. anunciou que entrou num acordo com a University Health Network (UHN) e com o Center Of Excellence for Photonics do Ontario Centres of Excellence (OCE), para expandir em conjunto a pesquisa e o desenvolvimento dos componentes fotodinâmicos patenteados (PDC, sigla em inglês) da companhia, que são activados por tecnologia laser de biofeedback super-pulsed, o TLC-3000 PDC, que poderá ser utilizado no tratamento do cancro.

A Theralase desenha, desenvolve e fabrica tecnologia laser super-pulsed patenteada que é utilizada num amplo leque de aplicações clínicas de bio-estimulação e bio-destruição. A plataforma tecnológica da Theralase aponta para diversos sectores da saúde: em primeiro lugar, para controlar a dor de forma não invasiva, e terapia clínica, em centenas de doenças neuro-musculares e esquelético-musculares, incluindo artrite; em segundo, para bio-estimular e acelerar o tratamento de feridas e cicatrização, incluindo regeneração óssea pós-fractura e doenças osteoartríticas e, por último, combinando compostos fotodinâmicos com tecnologia laser biofeedback super-pulsed para atacar especificamente cancros seleccionados, bactérias, vírus e células adiposas.

O presidente da Theralase Technologies Inc., Roger White, afirmou que este é um marco significativo para a companhia, que posteriormente irá expandir a pesquisa e o desenvolvimento dos compostos fotodinâmicos combinados e da tecnologia laser para a destruição selectiva de cancros, bactérias, vírus e células adiposas. As aplicações clínicas desta tecnologia, caso seja bem sucedida, poderão ter um impacto significativo numa das doenças mais devastadoras dos nossos tempos.

Isabel Marques

Fontes: PRNewswire

Cabra produz “antídoto” contra gases mortais

Medicamento em estudo da PharmAthene recebeu fundos do Departamento de Defesa americano

Cabras modificadas geneticamente podem produzir um antídoto no leite que protege contra os efeitos mortais de gases nervosos, como o sarin e o VX. A descoberta - que os cientistas acreditam ser uma protecção para soldados em cenário de guerra - foi publicada na revista científica «Proceedings of the National Academy of Sciences», nos Estados Unidos.

De acordo com a publicação, o Departamento de Defesa do governo americano está a patrocinar as investigações conduzidas pela empresa PharmAthene, que desenvolve a experiência com as cabras.

As autoridades esperam que o “antídoto” que será produzido a partir da enzima butirilcolinesterase - obtida em grandes quantidades no leite de cabras modificadas geneticamente -, possa proteger soldados contra a exposição a agentes nervosos nos campos de batalha.

Segundo relatam os cientistas no artigo publicado, “a enzima butirilcolinesterase é produzida em baixas quantidades pelo organismo humano.” Os investigadores explicam que, durante a experiência, “o gene humano foi incorporado pela sequência de ADN da cabra”, sublinhando que os caprinos resultantes da experiência, todos saudáveis, produziram grandes quantidades da enzima no seu leite.

“Até agora, as cabras modificadas geneticamente produziram quase 15 quilos do antídoto”, salientaram, reforçando que “na cabra, podemos obter entre dois ou três gramas por litro."

Protexia

Langermann, autor da investigação, considera que o “antídoto”, baptizado com o nome comercial de Protexia, será mais eficiente do que a combinação dos actuais, atropina e 2-PAM utilizados, actualmente, por soldados para a prevenir a acção dos gases nervosos.

"As substâncias actuais são eliminadas pelo organismo rapidamente, mas mesmo que o soldado sobreviva, vai sofrer graves danos neurológicos", advertiu, frisando que "com Protexia, ele sobrevive e ainda poderá retornar ao campo de batalha."

No entanto, apesar da ventilada “eficiência”, para entrar em uso, o novo medicamento tem ainda de passar por testes de segurança e ter a aprovação do governo americano.

De referir que, os agentes como o gás sarin fazem parte do grupo de organofosforados, substâncias que podem ser utilizadas na fabricação de armas químicas. Em contacto com o organismo, os gases afectam o sistema nervoso, provocando convulsões, paralisia no sistema circulatório e nos pulmões, podendo causar a morte.

Raquel Pacheco
Fonte: BBC/www.pharmathene.com/protexia

Sida: Circuncisão pode evitar contágio de milhões

VIH: Novos tratamentos em foco na Austrália

A prática da circuncisão masculina como método para reduzir o risco de transmissão da sida pode evitar o contágio de milhões de pessoas. A conclusão foi apresentada, ontem, durante a Conferência sobre Patogénese e Tratamento e Prevenção do VIH que está a decorrer, em Sidney (Austrália) e que, também, avançou novas estratégias de tratamento da doença.

Segundo garantiu o professor de Epidemiologia da Universidade de Illinois (Estados Unidos), Robert Bailey, a circuncisão reduz a transmissão do VIH em 60%. O especialista esclareceu que suas conclusões se baseiam em 45 estudos com testes clínicos e várias pesquisas biológicas.

O especialista americano – que realizou trabalhos sobre circuncisão em Uganda, Quênia, Malawi, Zâmbia e Estados Unidos - informou que a circuncisão foi considerada, pela primeira vez, no âmbito científico como uma técnica preventiva para a sida, há já 24 anos, e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a medida somente, em Março.

Apesar de se tratar de uma prática originária do Egipto (que data do ano 2.300 a.C.), e praticada em 67% dos homens na África, em muitos países deste continente, com a maior incidência da sida, há uma forte oposição por motivos culturais e religiosos.

“É preciso passar da pesquisa às políticas, é necessário que a circuncisão possa ser praticada de forma segura e que eticamente não seja discriminatória”, defendeu Bailey.

Segundo adiantou o professor, apesar dos receios das mulheres face às possíveis reacções dos homens à prática, “foram realizados diversos estudos que indicam que elas são as primeiras a relacionar a circuncisão com higiene.” Bailey afirmou que serão elas que, como mães, deverão decidir a circuncisão dos filhos, de preferência imediatamente após o nascimento.

Novos tratamentos: tradicionais e inovadores

Sidney também foi palco da apresentação de novas estratégias de tratamento da sida que combinam medicamentos tradicionais, como os inibidores, e tratamentos genéticos inovadores.

John Rossi, professor de biologia molecular americano, abordou o sistema de alteração genética para conter a multiplicação do vírus. O estudo no qual trabalha começou com a identificação de três inibidores de genes baseados em ácidos ribonucléicos (chamados RNA, que são macromoléculas encarregadas de mediar a transferência de informação) que inibem a propagação do VIH.

A equipa de investigadores de Rossi espera que esta tripla combinação iniba a infecção pelo VIH, sendo que, o método já começou a ser testado em doentes.

"Os novos inibidores CCR-5, NRTIs, TMC 125 e TMC 278 podem melhorar a vida dos doentes com sida", sublinhou também o diretor das unidades de Doenças Infecciosas e Sida do Hospital de Barcelona.

José Gatell explicou que estes inibidores “não causam a chamada 'lipoatrofia' - perda de gordura subcutânea que dá um aspecto doentio às pessoas em tratamento -, e outras alterações do metabolismo das gorduras que provocam problemas secundários, como os acidentes vasculares.

“É um momento muito emocionante em matéria de desenvolvimento de novos medicamentos, temos novas fórmulas de fármacos que já existiam, mas também temos novos tipos. Os doentes e médicos agora têm um rol de possibilidades muito mais amplo”, concretizou o co-presidente da conferência considerada a mais importante do mundo na área, e que termina amanhã, na Austrália.

Raltegravir mais eficaz do que Efavirenz

Durante a IV Conferência Internacional de Patogénese, Tratamento e Prevenção do VIH foi ainda apresentado um estudo norte-americano que indica que o Raltegravir (novo anti-retroviral produzido pela Merck Sharpe & Dohme) – quando combinado com outros - apresenta menos efeitos colaterais do que o Efavirenz.

De acordo com Martin Markowitz, investigador da pesquisa e diretor-clínico da Aaron Diamond Aids Research (Estados Unidos), a utilização deste fármaco - que está no fim da fase II – em terapia combinada produz um efeito parecido com o Efavirenz, porém com o mínimo de efeitos adversos.

“Num estudo efectuado a longo-prazo (48 semanas) a combinação do raltegravir com o tenofovir e a lamivudina demonstrou ser eficaz no aumento de células CD4 (de 144 para 221), sem efeito adverso no colesterol baixo (LDL) e triglicerídeos”, explicou Martin Markowitz em Sidney.

Estas conclusões divulgadas, na Autrália, contrariam as apresentadas no ano passado, na Conferência Internacional de Aids, em Toronto, Canadá, quando a pesquisa tinha 24 semanas.

Raquel Pacheco

Fonte: Agência EFE/Rodrigo Vasconcellos (em Sidney)

“Vencer o tabu do tabaco” é tema de debate no GaiaShopping

No âmbito do projecto “Saúde Centro”, a FNAC do GaiaShopping recebe amanhã (25 de Julho), às 18:00 horas, um debate subordinado ao tema “Vencer o tabu do cancro”. Na mesma ocasião serão apresentados os resultados do estudo sobre o grau de conhecimento, percepções e comportamentos da população do grande Porto face às doenças oncológicas.

A iniciativa surge na sequência da semana da oncologia, uma iniciativa da Sonae Sierra desenvolvida em conjunto com a Sociedade Portuguesa de Oncologia, em parceria com Novartis Oncology, que decorreu, entre os dias 10 e 16 de Julho, no Espaço “Saúde no Centro”, no GaiaShopping. Durante sete dias realizaram-se acções formativas e informativas sobre a patologia em causa e foi lançado o desafio à população residente do grande Porto para a elaboração de inquéritos, com a finalidade de verificar o grau de conhecimento sobre o cancro.

O evento conta com a presença de Paulo Valentim, director do GaiaShopping, Victor Cavaco, sociólogo da empresa SPIRITUC e responsável pela análise do inquérito, Helena Gervásio, presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia e Nuno Costa medical advisor da Novartis Oncology.

Marta Bilro

Fonte: e-mail do farmácia-press

Antidepressivos: prescrição para crianças quadruplicou

Médicos britânicos receitaram mais de 630 mil medicamentos em 2006

De acordo com dados oficiais, em 2006, os médicos britânicos prescreveram mais de 630 mil antidepressivos para jovens diagnosticados com doenças mentais ou depressão. O número deste tipo de medicamentos receitados para crianças (menores de 16 anos) quadruplicou, nos últimos dez anos, na Grã-Bretanha.

Os dados foram obtidos por David Laws, um deputado do Partido Liberal Democrata que lida com temas ligados à infância. Segundo apurou o responsável, a quantia excede em muito a média de antidepressivos recomendados pelos médicos do país para jovens em meados dos anos 90, sendo que, naquela época, a quantidade era de, aproximadamente, 146 mil por ano.

De acordo com uma reportagem publicada, ontem, no jornal «Daily Telegraph», uma menina de quatro anos tornou-se na mais jovem do país a ser medicada com antidepressivos. Segundo informa o «DT», a menina passou a sentir-se mal e a chorar quando foi enviada para o novo colégio. Neste sentido, a publicação britânica conta que os pais levaram a criança a um médico (com mais de 20 anos de prática) que receitou o uso de antidepressivos.

Ainda segundo aquele diário, o médico defendeu a sua acção, afirmando concordar que tal prática é ''pouco comum, mas não sem precedentes.'' ''Nós primeiro tentamos uma série de uma série de terapias psicológicas, mas não descartamos o uso de antidepressivos nem por uma criança de quatro anos'', terá sustentado o especialista.

Para o deputado David Laws, o facto de este tipo de medicamento ser indicado para crianças em idade escolar é um tema “de grande preocupação”, revelando que, segundo os dados que recolheu, no ano passado, no Reino Unido, “em cerca de 31 milhões de receitas constava a prescrição de antidepressivos para pessoas de todas as idades.” Esta taxa representa um aumento de seis por cento em relação ao ano anterior.

Entretanto, Mayur Lakhani, presidente do principal órgão britânico de clínicos gerais, - o Royal College of General Practicioners - defendeu que ''os médicos receitam antidepressivos apenas após uma cuidadosa avaliação da condição do paciente.''

Portugal segue aviso europeu

Recorde-se que, a relação entre os antidepressivos e o suicídio nas crianças e jovens levou a Autoridade Europeia do Medicamento a recomendar, em 2005, a não utilização, ou seja, a não prescrição destes fármacos nesta faixa etária, aviso que está a ser seguido em Portugal.

Na altura, o alerta não surpreendeu alguns pedopsiquiatras, que garantiram a "segurança" dos fármacos, "desde que seja dado o devido acompanhamento." Os especialistas consideraram que, em Portugal, "há um abuso" na prescrição de psicofármacos nestes jovens, baseado numa "confiança excessiva e injustificada."

No entanto, um novo estudo sobre os efeitos dos antidepressivos em jovens com comportamentos suicidas - divulgado este mês pelo Farmacia.com.pt - sugere que aqueles que recorrem ao tratamento correm menos riscos de tentar suicidar-se do que aqueles que não tomam quaisquer antidepressivos.

Consumo aumentou 65%

Recentemente, um outro relatório - divulgado pelo Alto-Comissariado da Saúde e que teve em conta o período compreendido entre 2001 e 2005 - revelou que os portugueses consomem cada vez mais antidepressivos. Só nos últimos cinco anos, o consumo destes medicamentos aumentou 65 por cento.

"A caixa milagrosa que tira a tristeza", é assim que um técnico farmacêutico descreve os antidepressivos, corroborando da tendência crescente. "Como dizem os americanos, é a vitamina da alegria", disse ao JN, acrescentando que muitos destes medicamentos causam dependência logo à terceira semana. "As pessoas sentem-se melhor, mais alegres e desinibidas, mas há muita gente dependente", considerou o técnico, advertindo para o maior problema deste consumo, "mais expressivo nas componentes fluoxetina - e, no caso dos ansiolíticos, alprazolam, do Xanax, e lorazepan, do Lexotan e Lorenin - a dependência."

Raquel Pacheco

Fonte: BBCNews/«Daily Telegraph»/Psicologia.com.pt/JN/Ministério da Saúde

Anti-inflamatórios não esteróides reduzem risco de cancro colorretal

Os anti-inflamatórios não esteróides, como a aspirina, permitem reduzir o risco de cancro colorrectal revela um estudo realizado com pacientes da Medicare. No entanto, antes desta terapia preventiva poder ser utilizada são necessários fármacos mais seguros, referem os especialistas.

“Esta é uma boa notícia para as pessoas que tomam regularmente medicamentos anti-inflamatórios não esteróides para a osteoartrite”, notou Elizabeth Lamont, do Centro de Cancro do Hospital Central do Massachussets e a principal autora do estudo. Embora estejam sujeitos a riscos de hemorragias ou lesões renais provocadas por esta terapia, “provavelmente correm um risco inferior de desenvolver cancro colorretal”, acrescentou.

Ensaios clínicos aleatórios já tinham demonstrado anteriormente que o tratamento com medicamentos anti-inflamatórios não esteróides actuava na prevenção do desenvolvimento de pólipos colorretais pré-cancerígenos, porém a eficácia desta terapia na redução dos riscos de desenvolver cancro colorretal invasivo ainda não tinha sido confirmada. Essas investigações utilizaram doses reduzidas de aspirina e não detectaram diferenças significativas nos níveis de cancro colorretal entre esses pacientes e os que ingeriram um placebo. Vários estudos de observação demonstraram um efeito protector destes fármacos relativamente ao cancro colorrectal, mas a interpretação de alguns desses resultados pode ter sido deturpada por outros comportamentos saudáveis dos pacientes.

“O ideal seria realizar um ensaio clínico aleatório – no qual metade dos pacientes recebessem anti-inflamatórios não esteróides em doses mais elevadas do que as utilizadas em estudos anteriores e a outra metade recebesse placebos – em dois grupos que seriam vigiados quanto à presença de vestígios de cancro durante vários anos” considera Lamont. Porém, essas investigações são dispendiosas, demoradas e poderiam representar sérios riscos para a saúde dos participantes. Foi por isso que a equipa de investigadores resolveu “aproveitar a experimentação natural comparando os dados de pacientes que regularmente tomam grandes quantidades desses medicamentos, com os de outros que ingerem doses reduzidas, de forma a avaliar qualquer efeito no risco de desenvolver cancro colorretal”, explicou a orientadora do estudo.

De acordo com os resultados da pesquisa publicados na edição de Agosto do “Journal of General Internal Medicine”, os riscos inerentes às dosagens destes medicamentos destinadas ao tratamento da osteoratrite, levam os investigadores a desaconselhar que as substâncias anti-inflamatórias não esteróides, disponíveis actualmente, sejam utilizadas unicamente para prevenir o cancro. Ainda assim, o sucesso dos resultados leva os cientistas a afirmarem que é “necessária mais investigação para identificar anti-inflamatórios não esteróides que sejam suficientemente seguros para uso regular enquanto terapia preventiva”.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, Science Daily.

FDA quer mais informações sobre Pristiq no tratamento dos sintomas da menopausa

A Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) recusou a aprovação do Pristiq (desvenlafaxina), um medicamento da Wyeth, em fase experimental, destinado ao alívio dos sintomas da menopausa.

A entidade reguladora emitiu uma carta de aprovação onde se salienta que são necessárias mais informações acerca do medicamento antes de poder ser tomada uma decisão final. Segundo afirmou Rita Chapelle, porta-voz da FDA, a candidatura submetida pela Wyeth está completa em vários aspectos, mas os cientistas exigiram mais informações sobre o tratamento antes de o aprovarem. A emissão de uma carta de aprovação indica que a FDA considera que o produto deveria ser aprovado, mas requer detalhes adicionais para que o possa garantir um parecer final.

“Espero que o Pristiq seja aprovado”, frisou Barbara Ryan, analista do Deutsche Bank. Depois disso, a utilização do fármaco no tratamento dos sintomas da menopausa deverá depender dos custos, isto porque, segundo referiu Ryan, “algumas mulheres poderão não querer pagar mais por um medicamento que não funciona tão bem como o Premarin”. Caso seja aprovado, as vendas do Pristiq poderão ascender aos 216,8 milhões de euros em 2012, prevê Steven Scala, analista da Cowen & Co.

A utilização do fármaco no tratamento da depressão profunda está também a ser analisada, tendo já recebido uma carta de aprovação da FDA. A farmacêutica norte-americana pretende agora enviar uma missiva que responde a todas as informações requeridas e está confiante que o medicamento possa ser aprovado no primeiro semestre de 2008 com estas indicações de utilização.

Marta Bilro

Fonte: Firts Word, CNN Money, Chron.com

Monitores hemodinâmicos Nexfin recebem aprovação CE

A Bmeye anunciou que recebeu aprovação CE para a Nexfin, a nova linha de monitores hemodinâmicos precisos e de fácil utilização. A linha de monitores Nexfin utiliza um sensor de dedo fácil de aplicar, permitindo monitorizar a pressão sanguínea e o rendimento cardíaco constantemente e de maneira simples, produzindo dados contínuos e precisos, não invasivos, que são mostrados num ecrã de toque intuitivo.

Segundo o presidente da Bmeye, Bill Bednarski, a companhia foi criada para desenvolver e comercializar tecnologia inovadora, que irá transformar a prática médica no que respeita à monitorização hemodinâmica do paciente. A Bmeye está satisfeita e grata pela aprovação CE que lhe permite comercializar os monitores Nexfin junto a cardiologistas e a qualquer clínico que precise de medir a pressão sanguínea e o rendimento cardíaco facilmente e com precisão, de maneira não invasiva e de forma contínua. Os monitores Nexfin têm uma óptima relação produtividade/preço e irão melhorar significativamente a cura dos pacientes.

Isabel Marques

Fontes: PRNewswire

Lucros da Almirall descem 1,1% no primeiro semestre

O grupo espanhol Almirall registou lucros no valor de 92,9 milhões de euros no primeiro semestre do ano, uma diminuição de 1,1 por cento relativamente ao mesmo período do ano anterior. A empresa refere que a descida é justificada com os 29,7 milhões de euros em receitas extraordinárias registadas naquela altura.

Excluindo estas especificidades atípicas, os resultados do grupo teriam aumentado 45 por cento, salienta um comunicado divulgado pela farmacêutica junto da Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhol, no qual destaca que os lucros antes da dedução dos impostos atingiram os 112,5 milhões de euros, face aos 103,6 milhões em igual período de 2006.

Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA na sigla inglesa), alcançaram os 118,1 milhões de euros, uma subida de 32,2 por cento, impulsionada pelo aumento das vendas e pela diminuição dos gastos gerais. No primeiro semestre do ano, a empresa registou 412,8 milhões de euros em receitas líquidas, mais 3,1 por cento do que no período homólogo do ano anterior, aumento que se fica a dever ao crescimento nas vendas de alguns produtos no mercado espanhol e mexicano.

A Almirall emprega 2.900 pessoas e está representada em mais de 80 países, principalmente na Europa e América Latina, através das fliais localizadas na Alemanha, Bélgica, França, Itália, Portugal e México.

Marta Bilro

Fonte: Invertia, Intereconomia.com.

Descargas de medicamentos no passado ameaçam rios no presente

O desperdício de fármacos é um fenómeno crescente e uma realidade cada vez mais comum nos países desenvolvidos. Não passou muito tempo desde que se recomendava que os medicamentos inutilizados fossem depositados na sanita, hoje em dia esse é um conselho errado e que está a levantar preocupações face à detecção de vestígios de substâncias em vários rios um pouco por todo o mundo.

Algumas investigações recentes demonstraram que as substâncias hormonais desperdiçadas pelos seres humanos e descartadas através de uma descarga de autoclismo podem estar a alterar as espécies selvagens e as reservas de água, prejudicando os peixes e diminuindo as probabilidades de sobrevivência dos ovos.

Um estudo realizado entre 2004 e 2005 pelo departamento norte-americano de inspecção geológica, nos rios Columbia e Willamette, em Oregon, detectou a presença na água de acetaminofenos, anti-histamínicos e antibióticos. No entanto, o relatório salienta que não há padrões de descarga estabelecidos para indicar o prejuízo causado à vida humana ou aquática relativamente às substâncias detectadas, logo esses mesmos padrões não estariam a ser infringidos. O rio Rogue, em Oregon, nos Estados Unidos da América, está também entre os mais afectados.

Em 1999, estudos europeus revelaram que a presença de vestígios de contraceptivos orais nos rios estava a causar anomalias reprodutivas nos peixes. “O tratamento de águas convencional não tem capacidade para, nesta altura, filtrar estas substâncias”, afirmou Jim Hill, administrador da estação de tratamento de águas do rio Rogue e membro de um grupo especial que luta pela criação de alternativas para solucionar o desperdício de medicamentos. Reunidos em Salem, capital do estado do Oregon, desde Outubro de 2006, os participantes estão agora a finalizar um esboço que projecta um depósito seguro para os fármacos inutilizados. Este plano é substancialmente financiado pela indústria farmacêutica que, no entanto, não faz parte do grupo que o elabora.

Dados apresentados pela Associação das Agências de Limpeza de Águas, em Portland, indicam que 77 por cento das consultas dadas em hospitais pediátricos no Oregon, em 2004, tiveram origem em intoxicações acidentais com medicamentos prescritos. Nos EUA, a intoxicação é a segunda causa de morte das pessoas entre os 35 e os 54 anos de idade e a terceira em pessoas entre os 25 e os 34 anos de idade. As farmacêuticas não são as culpadas do problema, porém podem ser uma parte da solução, considera Jim Thompson, da Associação de Farmácias Estatais do Oregon e um dos membros do projecto. Na opinião deste responsável, a melhor alternativa seria que os doentes tomassem os seus medicamentos até ao final, tal como lhes são prescritos.

Uma das ideias que está a ser ponderada por este grupo de trabalho sugere que os abrigos e instalações de cuidados a longo prazo pudessem devolver os medicamentos inutilizados para que fossem depositados num recipiente nas farmácias ou que os enviassem aos responsáveis legais ou outras entidades competentes. Os fármacos seriam posteriormente incinerados através do mesmo método de eliminação de substâncias ilegais.

Marta Bilro

Fonte: MailTribune.com

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Alzheimer: cientistas aproximam-se da cura

Cientistas ingleses desenvolveram um inibidor que pode impedir o crescimento da enzima ABAD, produzida em excesso pelos doentes de Alzheimer. Os testes seguintes procuram transformar esta descoberta num medicamento para a cura desta patologia.

«O estudo possibilita mais uma importante peça na compreensão do puzzle que é Alzheimer e abre portas para o desenvolvimento de tratamentos para a doença, uma área que tem sido pouco explorada», explica uma das cientistas envolvidas no estudo, a Dra. Susanne Sorensen.

Esta descoberta pode vir a melhorar a capacidade de memória e aprendizagem nos casos mais avançados da doença.

A doença de alzheimer atinge cerca de 70 mil portugueses e caracteriza-se pela falta de memória devido ao envelhecimento de células cerebrais. A perda de autonomia é também uma consequência da doença.

Os investigadores da Universiadade de St. Andrews vão continuar os estudos para chegar ao desenvolvimento de um fármaco capaz de curar a doença.

sara pelicano

fontes: BBC, Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer

Novo medicamento para leucemia mielóide

Tratamento dispensa quimioterapia e transplante

A descoberta de um medicamento para a leucemia mielóide está a ser considerada um marco histórico nas investigações sobre o cancro. O anúncio foi feito durante o Congresso Internacional de Hematologia, realizado em Atlanta, nos Estados Unidos.

De acordo com os investigadores, com o novo fármaco – similar ao AZT ou Zidovudina (uma substância usada no tratamento de infeccções por VIH) - será possível combater a doença sem recorrer à quimioterapia ou transplantes. “O medicamento é, por enquanto, específico, mas começará a ser adaptado para outros tipos de cancro”, frisaram.

Moshe Talpaz, oncologista responsável pela investigação do fármaco, garantiu que o novo tratamento “reduz em muito a necessidade dos transplantes, que passariam a ser necessários apenas para os casos de cancro em estágio crónico”, ressalvando, porém, que “apenas daqui a cinco anos, os doentes serão tratados através de uma vacina” como, actualmente, acontece com os portadores de diabetes ou de hipertensão. Por isso, as filas para os transplantes ainda deverão continuar.

Nelson Hamerschlak, hematologistas brasileiro que participou no congresso, considerou que o preço e a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil) “são os principais entraves”.

Leucemia: o que é?

A leucemia é uma forma de cancro que afecta o sistema responsável pela formação das células sanguíneas, incluindo o sistema linfático e a medula óssea.

Esta afecção é classificada em aguda ou crónica, sendo que, normalmente, a leucemia aguda tende a atingir as crianças, enquanto a crónica é mais comum nos adultos.

A doença apresenta diversos subtipos, identificados de acordo com a aparência microscópica das células doentes, o comportamento da doença e o resultado de testes específicos.

A leucemia mielóide - um dos três tipos de cancro na medula óssea - é diferente da leucemia linfóide, doença que é mais comum entre as crianças.

Raquel Pacheco
Fonte: Última Hora News/Manual Merk

Tabaco pode antecipar menopausa

Uma pesquisa realizada na Universidade de Oslo, na Noruega, constatou que as mulheres fumadoras têm mais probabilidade de entrar na menopausa antes dos 45 anos. Facto que as coloca ainda num risco maior de virem a sofrer de osteoporose e doenças cardíacas.

O estudo envolveu 2.123 mulheres, de 59 e 60 anos, e concluiu que 59 por cento das que fumavam terão entrado mais cedo nesta fase do que seria suposto. Para as que fumavam intensamente, o risco terá duplicado.

Segundo os investigadores, as mulheres que deixam de fumar (dez anos antes da menopausa) já não apresentarão tantos riscos de iniciar esta fase, antes dos 45 anos de idade.

De acordo com os dados divulgados em Oslo, dez por cento das mulheres analisadas entraram na menopausa antes dos 45. Destas, cerca de 25 por cento eram fumadoras, 28,7 por cento ex-fumadoras e 35,2 por cento estavam expostas passivamente a fumo de tabaco.

Recorde-se que, uma outra pesquisa realizada pela Universidade de Versailles, na França, - divulgada recentemente pelo Famacia.com.pt – já sugeria que o fumo seria responsável pela chegada precoce da menopausa, que se caracteriza pelo fim do ciclo menstrual.

Raquel Pacheco
Fonte: Agência Reuters

Abbott Labs anuncia aumento de lucros no segundo trimestre

A Abbott Labs informa que obteve 717,5 milhões de euros de lucro no segundo trimestre deste ano.

Segundo informa o «Dinheiro Digital», na companhia verificou-se um crescimento na ordem dos 61,4% face a igual período do ano anterior. As receitas trimestrais da empresa ascenderam a 4.623 milhões de euros, o que corresponde a um incremento de 16%.

De acordo com a Abbott Labs, estes resultados devem-se à recuperação nas vendas em vários dos seus principais fármacos.

Raquel Pacheco
Fonte: Dinheiro Digital

Ovários de fetos afectados por exposição a químicos

Estudo feito com carneiros em pastos fertilizados

A exposição de um feto de carneiro a fracas doses de substâncias químicas, frequentemente presentes no ambiente, pode perturbar o desenvolvimento dos ovários. A conclusão saiu de uma investigação conduzida por cientistas escoceses.

“Constatámos que os ovários dos fetos, cuja mãe se alimentou de pastagens tratadas, continham menos óvulos e apresentavam alterações proteicas. Essas diferenças podem vir a ter consequências mais tarde, podendo desembocar em doenças oncológicas”, indicaram os investigadores.

A investigação da equipa liderada por Paul Fowler, da University of Aberdeen, Escócia, consistiu em expor fetos de carneiro em desenvolvimento, fazendo com que a progenitora pastasse em campos fertilizados, comparando os resultados com um grupo de animais não exposto ao fertilizante.

Posteriormente, os investigadores examinaram os ovários de fetos no 110º dia de gestação, o equivalente à 27.ª semana para a gravidez humana.

No quadro do estudo, Richard Sharpe, identificou um nível de testosterona menos elevado e um número de células reduzido nos testículos dos fetos machos expostos às pastagens tratadas.

Os dados foram anunciados durante a 23.ª conferência anual da European Society for Human Reproduction & Embryology (ESHRE) que, recentemente, se realizou em Lion, França. Os investigadores esperam agora obter mais fundos para estudar as eventuais implicações destes resultados no homem.

Raquel Pacheco
Fontes: Agência Lusa/MNI

Homens adiam exame de próstata por “medo e machismo”

Os homens adiam a realização do exame de próstata por medo de descobrir que têm a doença, e por adoptar uma atitude machista em relação à consulta, revela um estudo efectuado na Grã-Bretanha.

De acordo com a pesquisa - publicada no British Journal of Health Psychology – 20 homens com cancro na próstata que participaram no estudo da Universidade de Birmingham, admitiram ter adiado uma visita ao médico por medo de descobrir os resultados, ou simplesmente por achar que o exame "não é coisa de macho."

Segundo os cientistas, uma das razões mais comuns apontadas foi a pressão de fazer jus ao estereótipo segundo o qual homens "de verdade" ignoram os problemas de saúde. Paralelamente, os homens inquiridos também se mostraram preocupados com a possibilidade de se submeterem ao toque rectal, (exame que detecta o tumor).

Susan Hale, coordenadora do estudo, sublinhou que "o estudo sugere que, muito ao contrário de ignorar os sintomas ou serem descuidados em relação à saúde, os homens são extremamente ansiosos em relação ao câncer de próstata", concretizando que "o temor quanto aos efeitos da doença e ao tratamento influenciaram muito a sua decisão de procurar ajuda."

O cancro da próstata é o tipo mais comum entre homens de meia-idade, causando a morte de um terço dos pacientes. Entre os sintomas - uma glândula próxima à bexiga e à uretra - estão dor no momento de urinar ou ejacular, sangue no sémen ou na urina, e dor na parte inferior das costas, quadris e coxas.

Raquel Pacheco
Fonte: BBCNews/ British Journal of Health Psychology

Enzima pode ajudar ao tratamento do stress pós-traumático

O stress pós-traumático pode ser tratado através da inibição de uma enzima no cérebro, defendem investigadores norte-americanos. As conclusões saem de uma pesquisa publicada na revista «Nature Neuroscience» e poderão conduzir a novos tratamentos.

Uma equipa de investigadores do departamento de Ciências Neurológicas e Cognitivas do Massachusettes Institute of Technology (MIT) demonstraram que ao inibirem uma enzima específica em ratinhos de laboratório conseguiram fazer com que eles deixassem de demonstrar medo, revelam

Actualmente não existem terapêuticas para tratar este distúrbio, embora os antidepressivos e os soníferos possam ajudar a controlar sintomas como a raiva, a ansiedade e a depressão.

Os investigadores analisaram os efeitos da enzima Cdk5 nos cérebros de ratinhos geneticamente modificados sujeitos a choques ligeiros nos pés, sendo que aqueles que registaram um aumento da actividade dos níveis da Cdk5 apresentaram uma maior dificuldade em se libertar deste tipo de memórias, continuando a ficar petrificados de medo.

Já naqueles em que a actividade da enzima foi bloqueada, a má memória dos choques desapareceu quando os animais se aperceberam que não deviam continuar a ter medo do ambiente onde os choques tinham acontecido.

“Estes dados apontam para a possibilidade de desenvolver um tratamento para tratar distúrbios emocionais e aumenta as esperanças para as pessoas que sofrem de fobias e stress pós-traumático”, sublinharam os cientistas à BBC News.

Raquel Pacheco
Fonte: BBCNews/«Nature Neuroscience»/MIT

Lucros da Merck crescem 12% no segundo trimestre


Os lucros do laboratório norte-americano Merck cresceram 12 por cento no segundo trimestre de 2007, impulsionados pelo aumento da procura de alguns tratamentos inovadores, como é o caso da vacina para o cancro do colo uterino e fármacos para a diabetes. Esta subida levou a farmacêutica a rever em alta as estimativas de resultados para este ano.

De acordo com um comunicado divulgado pela Merck, os resultados líquidos da empresa atingiram os 1,21 mil milhões de euros, ou 56 cêntimos por acção, comparativamente aos 1,08 mil milhões de euros registados em igual período do ano anterior. As vendas totais da empresa alcançaram os 4,4 mil milhões de euros, um acréscimo de 6 por cento face ao período homólogo de 2006.

"Uma larga escala dos nossos novos produtos e dos já estabelecidos registou novamente um forte crescimento durante o segundo trimestre", afirmou o presidente e CEO da empresa, Richard T. Clark, acrescentando que o desempenho global da empresa a colocou numa “boa posição” que lhe permitirá atingir os objectivos traçados, “responder aos desafios que se encontram pela frente, e continuar a investir na descoberta de novos medicamentos”.

A farmacêutica reviu as previsões dos resultados para 2007 em mais de 7 por cento, para um intervalo entre os 2,03 e os 2,14 euros por acção. As previsões dos accionistas indicavam que os lucros da Merck se deveriam situar nos 2,08 euros por acção.

Marta Bilro

Fonte: Jornal de Negócios, Último Segundo, Diário Económico.

BSE: "versão humana vai morrer"

A versão humana da doença de Creutzfeldt-Jacob (DCJ) é uma patologia “com tendência a desaparecer”, quem o diz é o neurologista Cortez Pimentel.

O médico e ex-coordenador do Programa de Vigilância de Doenças Humanas por Priões acredita que a nova variante da DCJ “é uma doença que vai morrer”, sustentando que se poderá dever, em grande parte, às medidas que foram aplicadas para o controlo da BSE, que - segundo considerou - “revelaram-se eficazes.”

Cortez Pimentel sublinhou, também, a importância dos “médicos estarem de sobreaviso” para a eventualidade de surgirem novos casos: “Caso surja qualquer pessoa com menos de 50 ou 40 anos com quadro neurológico progressivo para o qual não temos um diagnóstico, devemos pensar nessa possibilidade”, afirmou.

Recorde-se que, o Hospital de S. João (Porto) enviou, na sexta-feira, à Direcção-Geral da Saúde (DGS) um relatório a confirmar que a nova variante da DCJ foi a causa de morte de um rapaz de Famalicão em Abril, bem como de um segundo caso provável da doença detectado numa rapariga de 14 anos que é da mesma zona, embora ainda não haja conformação, uma vez que o diagnóstico definitivo só é conseguido mediante autópsia e a menina está viva.

Raquel Pacheco
Fonte: FarmaNews/Lusa
Espanha autorizou uso combinado de erlotinib e gemcitabina
Melhorada sobrevida do cancro do pâncreas


As autoridades sanitárias de Espanha aprovaram a utilização do primeiro fármaco que na última década demonstrou capacidade para melhorar a sobrevivência dos doentes de cancro do pâncreas. A combinação da terapia biológica erlotinib com a quimioterapia gemcitabina consegue aumentar em 25 por cento a taxa média de sobrevida daqueles pacientes quando comparada com a quimioterapia isolada, sem um aumento significativo da toxicidade.

O governo espanhol aprovou o uso da combinação das duas substâncias para o tratamento do cancro do pâncreas metastásico, depois de conferir que nos últimos 10 anos, desde que a comercialização da gemcitabina teve início, não se produziu qualquer novidade farmacológica com efeito relevante no combate àquele tipo de tumor, normalmente assintomático até fase avançada do tumor, em que o doente já desenvolveu várias metástases. A nova terapia, que actua de uma forma específica e diferente dos tratamentos convencionais, será administrada por via oral e vendida no país vizinho pelos Laboratórios Roche, com a designação comercial de Tarceva e em doses de 100 mg.
A entrada do erlotinib no mercado farmacêutico espanhol acontece meses depois de aquele medicamento ter sido aprovado na União Europeia, em Dezembro. Nos Estados Unidos o erlotinib já tinha recebido a autorização da FDA em Novembro de 2004. Actualmente o uso da combinação de erlotinib e gemcitabina está autorizada em 15 países do continente americano e da Austrália. Nos Estados Unidos e na UE a terapia combinada é ainda usada no tratamento de estádios avançados do cancro do pulmão não microcítico com metástases. O cancro do pâncreas é o sexto mais frequente na Europa, causando uma média de 82 mil mortes anuais.

Carla Teixeira
Fonte: PM Farma

Merck apoia campanha de vacinação contra HPV em tribo indígena

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