O mercado dos biosimilares começa a ganhar terreno no sector farmacêutico e há quem não queira atrasar-se na corrida. É o caso do laboratório indiano Dr Reddy que se prepara para lançar, anualmente, uma versão genérica de um biofármaco durante os próximos anos, noticia a imprensa local.
Em declarações ao jornal indiano “The Business Standard”, a empresa afirma ter em mãos oito biosimilares que sucedem a outros tantos fármacos biológicos. Para além disso, a Dr Reddy tem planos para investir mais de 22 milhões de euros na construção de uma unidade de produção de biofármacos em Haiderabade, no sul da Índia, que deverá estar concluída em 2009.
A segunda empresa líder ao nível de vendas no mercado farmacêutico indiano diz ainda estar em conversações com a entidade reguladora europeia para lançar no mercado comunitário o Reditux, um uma versão biosimilar do Mabthera (Rituximab). O fármaco, utilizado no tratamento do Linfoma não-Hodgkin, é comercializado na Europa pela Roche.
O Reditux, um anticorpo monoclonal quimérico, foi lançado na Índia, em Maio, e caso seja aprovado na União Europeia deverá competir com o Mabthera. Porém, “são necessários pelo menos dois anos para que possamos familiarizar-nos com os diversos requisitos legais para os biosimilares na Europa e aguardar que os EUA criem um enquadramento regulador claro para as versões genéricas dos biológicos”, afirmou um porta-voz da Dr Reddy numa entrevista anterior concedida ao portal Biopharma-Reporter.com.
O Reditux é o segundo biosimilar lançado pela unidade de biológicos da farmacêutica indiana. Na mesma linha, a empresa comercializa ainda o Grafeel (Filgrastim), um tratamento que fomenta a produção de glóbulos brancos. O Filgrastim é comercializado na Europa pela Amgen como Neupogen.
De acordo com um outro periódico indiano, a empresa pretende também lançar o Grafeel no mercado europeu. Segundo afirma o director de operações da empresa, Satish Reddy, na edição desta quarta-feira (29 de Agosto) do “The Economic Times”, as negociações para colocar o Grafeel no mercado europeu já foram iniciadas.
Os biofármacos têm-se mantido alheios à concorrência dos genéricos porém a chegada dos biosimilares torna-se inevitável e previsível à medida que muitas das patentes começam a perder os direitos de protecção. Tal como noticiou o Farmacia.com.pt, num artigo publicado no dia 17 de Julho de 2007, alguns dos produtos de topo da indústria verão as patentes expirar dentro de sete ou oito anos e o Rituxan está entre os principais exemplos.
É certo que o desenvolvimento de biogenéricos envolve grandes recursos financeiros, bastante superiores aos que são requeridos para produzir os genéricos comuns, uma vez que o processo é complexo e implica testes mais exaustivos e difíceis procedimentos de aprovação. No entanto, várias empresas indianas, como é o caso da Dr Reddy, estão a desenvolver capacidade para produzir biofármacos complexos e versões biosimilares de medicamentos de topo e, posteriormente, de as vender a preços inferiores. Até agora o mercado indiano tem sido o único receptor desses produtos mas a Europa parece ser o próximo alvo.
Marta Bilro
Fonte: Bio-PharmaReporter.com, Infarmed.

As mulheres a quem foram removidos os ovários antes da menopausa correm maior risco de desenvolver problemas de memória, demência e dificuldades de movimento como o parkinsonismo, revelam dois estudos publicados no jornal da academia norte-americana de Neurologia.


Reagindo às notícias que, no início deste mês, davam conta de um possível interesse da companhia suíça no mercado brasileiro, para onde teriam inclusivamente viajado vários responsáveis, com o objectivo de avaliar a viabilidade deste projecto, o farmacia.com.pt foi interpelar o assessor da Roche Farmacêutica, João Pereira, que não confirmou o teor daquelas informações, alegando não estar ao corrente de decisões institucionais que só os escritórios centrais da empresa, em Genebra, poderiam tomar e anunciar. Entretanto, a imprensa suíça vem acompanhando com interesse as movimentações da companhia, e anuncia agora que a Roche estará a preparar um aumento do investimento no Brasil, designadamente com o objectivo de ali poder desenvolver projectos de investigação de novos medicamentos.
A companhia farmacêutica Teva recebeu resposta afirmativa da norte-americana Food and Drug Administration (FDA) ao seu pedido para iniciar a produção da versão genérica do Famvir (famciclovir) da Novartis, mas reconheceu que não deverá avançar com essa produção antes de 5 de Setembro, altura em que será conhecida a sentença relativa ao medicamento, cuja patente a empresa suíça considera ser válida até 2010, e que esteve na base de um processo lançado contra a Teva em 2005. No mercado farmacêutico dos Estados Unidos aquele fármaco é comercializado com base num acordo entre a Novartis e a TAP, um consórcio constituído pela Abbott e pela Takeda, e tem sido utilizado para o tratamento de episódios agudos de herpes zoster, bem como de certos casos de herpes simplex.