terça-feira, 13 de novembro de 2007

ICBAS promove sessão para sensibilizar e prevenir a diabetes

Para assinalar o Dia Mundial da Diabetes, a Associação de Estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar (AEICBAS), em colaboração com o Serviço de Endocrinologia do Hospital Geral de Santo António (HGSA), promove no dia 14 de Novembro, entre as 9 horas e as 12 horas, uma sessão de esclarecimento sobre a diabetes, denominada “Diabetes na criança e no adolescente”, junto de 270 alunos da Escola Secundária Fontes Pereira de Melo, no Porto.

Esta acção tem como objectivo alertar para os perigos desta doença, e sensibilizar os jovens para a importância de uma alimentação saudável e da prática regular de exercício físico na prevenção da diabetes, que já atinge cerca de 900 mil portugueses, estimando-se que 20 mil sejam jovens. A actividade vai ser realizada em colaboração com diversos profissionais de saúde: médicos, enfermeiros e nutricionistas do Serviço de Endocrinologia do HGSA. A sessão de esclarecimento será da responsabilidade dos mesmos.

Os alunos da Escola Secundária Fontes Pereira de Melo, entre os 13 e os 18 anos, poderão ainda determinar o seu índice de massa corporal (IMC), bem como participar em actividades físicas lúdicas. Adicionalmente, serão entregues dois prémios para a melhor ementa realizada previamente pelos alunos e proporcionado um lanche, como exemplo de uma refeição apropriada.

Esta iniciativa da AEICBAS demonstra-se relevante, na medida em que cada vez mais surgem jovens com diabetes e em situações ligadas à obesidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que existam, a nível mundial, 185 milhões de pessoas com diabetes, sendo a doença a quarta causa de morte na maioria dos países desenvolvidos, com uma morte a cada 10 segundos.

Isabel Marques

Fontes: O Primeiro de Janeiro, http://sigarra.up.pt/icbas/, http://aeicbas.blogspot.com/, http://www.jasfarma.pt/
Conferência reúne especialistas na cidade do Mondego
HUC comemoram Dia Mundial da Diabetes

No corolário de uma semana marcada por muitos acontecimentos relacionados com a diabetes, de encontros científicos a reivindicações várias, nomeadamente sobre a necessidade de maior consciencialização das populações e da comparticipação do tratamento com bomba de insulina, assinala-se nesta quarta-feira o Dia Mundial da Diabetes, e os Hospitais da Universidade de Coimbra associam-se às celebrações.

Está assim agendado para as 11 horas o arranque de uma conferência dinamizada pela direcção do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo dos HUC, que visa “debater a incidência da doença nas crianças e nos jovens”, que constituem o ponto nevrálgico das comemorações deste ano, subordinadas justamente ao tema «A diabetes nas crianças e nos adolescentes». Na acção estarão presentes vários membros da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo e da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia e Diabetologia Pediátrica, para alertar para aquela patologia e os seus efeitos, designadamente junto dos doentes de mais tenra idade. Num momento em que se discute na comunidade médica portuguesa a oportunidade de uma eventual comparticipação do tratamento com bomba infusora de insulina, um dos interlocutores do evento será Francisco Carrilho, o médico dos HUC que foi responsável pela colocação da primeira bomba de insulina realizada no nosso país, há já vários anos.

Carla Teixeira
Fonte: «Diário As Beiras», entrevista com Helena Cardoso, comunicados de imprensa sobre o Dia Mundial da Diabetes
Membrana amniótica útil na reabilitação de queimaduras
Placenta pode salvar visão

Um oftalmologista do Instituto Penido Burnier, no Brasil, desenvolveu um método para a recuperação de lesões oculares provocadas por queimaduras químicas e cicatrizes na córnea, que podem ser corrigidas com um implante de células-tronco retiradas da placenta.

Em vez de ir para o lixo, onde invariavelmente são depositadas as placentas depois de concluído o trabalho de parto – e serão milhões os partos realizados todos os dias, em todo o mundo – a membrana amniótica (parte interna da placena) pode ser usada na reabilitação das lesões provocadas por queimaduras químicas, que representam sete a 10 por cento dos acidentes oculares no trabalho, e por cicatrizes na superfície do olho causadas por algumas doenças, que constituem igualmente uma importante causa de deficiência visual. A inovação no tratamento destes problemas surge agora no Brasil, onde o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto garante que aquelas doenças podem ser corrigidas através de implantes de células-tronco retiradas da membrana amniótica.
Pioneiro naquele procedimento cirúrgico, o médico de Campinas explica, em comunicado, que a “cirurgia permite recuperar até 70 por cento dos casos de queimaduras oculares, inclusivamente as decorrentes do contacto com produtos alcalinos como a soda cáustica, a cal e o amoníaco, substâncias que marcam presença na maior parte dos acidentes industriais ocorridos com homens dos 20 aos 40 anos de idade. O especialista assevera que é possível recuperar a visão, já que as células da membrana amniótica conseguem diferenciar-se das restantes e dão a possibilidade de criar tecido na superfície ocular, tendo também propriedades a nível anti-inflamatório e cicatrizante.
Uma investigação científica realizada em Taiwan concluiu que a membrana amniótica não tem capacidade para refazer a totalidade dos 216 tecidos do corpo humano, mas pode diferenciar-se e assumir o lugar de diversos tipos de células, sendo que, na área da Oftalmologia, a placenta “pode ser útil também na reconstrução de pálpebras, bem como na eliminação de inflamações pós-cirúrgicas e tumores, e ainda na conjuntivite, na penfigóide (doença auto-imune que ataca a mucosa dos olhos) e na alergia ocular de Stevens-Johnson, que pode causar cicatrizes na córnea”.
Queiroz Neto explica que depende do grau de destruição da superfície ocular o cálculo da taxa de sucesso da intervenção, mas frisa que “o implante de membrana amniótica é suficiente”. Quando a córnea não está em processo activo de necrose é associado o transplante de limbo, que pode ser retirado do próprio paciente (se apenas um olho tiver sido afectado pelo acidente que motiva a cirurgia), ou de um doador (no caso de ambos os olhos terem ficado lesionados nesse acontecimento).

Carla Teixeira
Fonte: e-mail do farmacia-press

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

ENTREVISTA

Endocrinologista Helena Cardoso em entrevista
“O diabético é o seu próprio médico”


Por ocasião do Dia Mundial da Diabetes, que se comemora nesta quarta-feira, pela primeira vez com o beneplácito das Nações Unidas, o farmacia.com.pt foi ouvir quem lida diariamente com a doença. Helena Cardoso, endocrinologista no Hospital Geral de Santo António, no Porto, é clara: é essencial responsabilizar e envolver o doente no tratamento.

Porque a vida moderna é predisponente ao desenvolvimento de muitas e diferentes patologias, a docente no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar (ICBAS) considera que poderá haver um subdiagnóstico da diabetes, tendo em conta que os 650 mil doentes actualmente identificados em Portugal correspondem ao resultado do 4º Inquérito Nacional de Saúde, que assenta numa auto-declaração da doença, quando se sabe que muitas pessoas poderão estar doentes e não saber disso. Em entrevista ao farmacia.com.pt, Helena Cardoso lembrou que “os estudos mostram que existem muitos casos não diagnosticados de diabetes de tipo 2 e de alterações da tolerância à glicose”, um estádio anterior na escala de evolução da doença, pelo que se prevê entre a comunidade médica que o número de doentes diagnosticados poderá ser igual ao de não diagnosticados.
Uma situação que não se esgota no facto simples de desconhecer a realidade, mas que entronca numa dificuldade acrescida: “o diagnóstico tardio conduz ao atraso no tratamento e ao aparecimento de complicações”, ao mesmo tempo que a situação de “pré-diabetes associa-se a muitos factores de risco que são modificáveis, como a hipertensão, a dislipidemia (o aumento da gordura no sangue), a obesidade ou o tabagismo, que devem ser agressivamente corrigidos nestes doentes”. Na diabetes de tipo 2, esclarece a endocrinologista, é a vida moderna que potencia o problema, através do “aumento do sedentarismo” e ao ritmo de “cidades que desencorajam a prática de actividade física”. Por outro lado, acrescenta, “a publicidade, aliada a um mais baixo preço dos alimentos que têm alto valor calórico, bem como a facilidade da sua conservação, tornam os alimentos ricos em fibras como vegetais, legumes e frutas algo que se vai dispensando ou de que não se gosta, também devido à falta de hábito de os comer”.
Considerando que “o principal problema da diabetes não é as injecções diárias de insulina, mas a dificuldade de, tomando todas as medidas necessárias, conseguir controlar a evolução da doença, evitando as suas complicações de médio e longo prazo, essas sim incapacitantes”, Helena Cardoso deixa aos doentes diabéticos um apelo: “É preciso chamar a atenção da sociedade e do poder político para a doença e para a gravidade das suas repercussões”, preconizando ainda a necessidade da criação de “cidades mais saudáveis e da obrigação de proporcionar aos diabéticos as formas de conseguirem a optimização do seu controlo num investimento a curto e a longo prazo”. Diz ainda, em jeito de mensagem de esperança, que “os avanços da Medicina e da Ciência são constantes”, e pede “persistência no tratamento”, por considerar que “o diabético é o seu próprio médico”. Envolver os doentes na terapia só pode, na opinião da especialista, favorecer o seu sucesso. “O médico vai ensinar o que tem de fazer para se tratar, mas é ele que terá de assumir a responsabilidade pelo tratamento, para que, quando mais novidades vierem, possa usufruir em pleno dessas novas realidades”.

Bomba de insulina
Ligada à introdução em Portugal da terapia com bomba de insulina – apesar de não ter sido a primeira médica a apostar naquele tratamento, um mérito que reconhece a Francisco Carrilho, endocrinologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra, a investigadora do ICBAS frisa que aquele método “é cómodo e permite uma maior estabilidade glicémica”, destacando “a eliminação das múltiplas injecções diárias e a maior flexibilidade de horários e conteúdos das refeições” como vantagens. A não comparticipação da bomba de insulina – que tem um custo de cerca de 3500 euros e pressupõe uma despesa mensal de pelo menos 150 euros em consumíveis (cada cateter tem três dias de validade e os adesivos que o fixam à pele têm também de ser mudados), embora alguns doentes falem em verbas bastante superiores – é um grande obstáculo à sua generalização, mas Helena Cardoso assevera que uma vez adquirida a bomba e feita a adaptação ao aparelho “o diabético não tem vontade de abandonar” o tratamento.

Carla Teixeira
Fonte: Entrevista a Helena Cardoso
No âmbito da programação da Semana do Diabético
Jovem de 14 anos dá hoje aula a famosos


Kátia Sopas tem apenas 14 anos e sofre de diabetes do tipo 1. Nesta terça-feira, véspera do Dia Mundial da Diabetes, transforma-se em “professora” e dá uma aula sobre a doença que tão bem conhece. Os “alunos” são diversas personalidades da vida pública portuguesa que, no âmbito da programação da Semana do Diabético, se reúnem a partir das 16h30 no Centro Comercial das Amoreiras, em Lisboa.

A iniciativa tem a chancela da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal e tem como principal finalidade “desmistificar os mitos associados à diabetes”, suscitando a consciencialização da população para “a importância de aprender com aqueles que lidam diariamente com a doença”. Os actores da série «Morangos com açúcar» Mafalda Teixeira e Pedro Carvalho, os apresentadores Carolina Patrocínio e Luís Filipe Borges e o cantor Fernando Marques são alguns dos alunos da jovem Kátia, e já admitiram não estar devidamente informados sobre o problema que afecta 650 a 900 mil portugueses. Uma atitude que o presidente da AJDP, em declarações ao farmacia.com.pt, defendeu ser salutar. “É necessário que a população portuguesa em geral admita que ainda não sabe o suficiente sobre a diabetes, as complicações que dela podem resultar, as diferenças entre os dois tipo da doença, a necessidade de gerir a medicação e como lidar com a insulina em casos de diabetes tipo 1, entre outras questões”.

Carla Teixeira
Fonte: Comunicado da Hill and Knowlton, contacto telefónico com Paulo Madureira, presidente da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal

Cegueira diabética: fenofibrato diminui necessidade de tratamento a laser

Retinopatia diabética afecta cerca de 25 milhões de pessoas em todo o mundo
Os doentes com diabetes tipo 2 sujeitos a uma terapia com fenofibrato (um antidislipidémico) requerem, menos vezes, do tratamento a laser para retinopatia diabética, comparativamente, com os doentes que não recebem fenofibrato. Esta foi a conclusão que saiu do primeiro estudo que examinou o efeito protector de um agente para baixar os lipídios nas cegueiras causadas pela diabetes.

A cegueira causada pela diabetes (chamada de retinopatia diabética) é a maior causa da perda de visão em adultos - afectando cerca de 25 milhões de pessoas mundialmente. Actualmente, o único tratamento usado para combater esta doença é a terapia a laser. Contudo, sabe-se que, frequentemente, esta técnica reduz a visão periférica, bem como, causa outros efeitos colaterais e, nem tampouco, restaura a visão.

Entretanto, um estudo agora divulgado pela revista online «The Lancet» pode trazer uma nova luz aos casos de retinopatia diabética. Cientistas da Austrália, Nova Zelândia e Finlândia investigaram os efeitos de um agente para baixar os lipídios amplamente disponível - o fenofibrato - no uso do tratamento a laser em mais de 9000 homens e mulheres com a diabetes.

De salientar que, o Fenofibrate Intervention and Event Lowering in Diabetes (FIELD) Trial (Teste de Intervenção e Evento de Redução do Fenofibrato na Diabetes) é o maior estudo de agente para baixar os lipídios já realizado, até hoje, em adultos com diabetes que foram acompanhados ao longo de cinco anos. Foi também efectuado um sub-estudo dos seus efeitos na progressão da retinopatia diabética em mais de 1000 doentes.

Segundo avança a «The Lancet», os resultados do FIELD permitiram aos investigadores constatarem que “o fenofibrato reduziu em 31% a frequência do primeiro tratamento a laser para edemas maculares, e em 30% na proliferativa retinopatia diabética.” No sub-estudo – informa ainda a revista – “a redução do risco de ter o primeiro tratamento a laser foi 70% naqueles que recebem fenofibrato, no entanto, o número total de eventos foi pequeno - 23 cirurgias no grupo placebo, em comparação com cinco no fenofibrato grupo.”

Tony Keech, investigador e professor da Universidade de Sydney, (Austrália), esclareceu que o fenofibrato, agente modificador, “não conduziu a variações clinicamente significativas concentrações de HDL - colesterol entre os grupos placebo e fenofibrato.”

Assim, a equipa de cientistas do FIELD concluiu que “os benefícios substanciais do fenofibrato sobre a necessidade de tratamento a laser para retinopatia diabética são susceptíveis de ser equacionados aos benefícios resultantes de um controlo apertado da glucose no sangue e da pressão sanguínea na gestão de tipo 2 pacientes com diabetes mellitus”, garantindo que os resultados “emergem rapidamente após o tratamento é iniciado.”

A doença ocular diabética ocorre quando a diabetes afecta os vasos sanguíneos na parte de trás do olho danificando a retina e restringindo o fluxo do sangue. Este processo destrutivo ocorre em cerca de 74 por cento das pessoas que sofrem de diabetes por 10 anos ou mais.


Raquel Pacheco

Fontes: The Lancet/PRNewswire/ Medical News Today

Diabéticos usufruirão de “cheques-dentários” em 2009

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) e o Governo estão a negociar o usufruto de “cheques-dentários” para diabéticos, em 2009. Orlando Monteiro da Silva quer que estes doentes sejam também beneficiados, para além das grávidas e dos idosos.

Em declarações ao «Diário de Notícias», o bastonário explicou que esta medida “tem estado a ser negociada com o Governo nos últimos meses, uma vez que, a ideia é que o novo programa seja alargado de forma progressiva a outras faixas da população.”

No que concerne ao novo programa – no âmbito desta área e, recentemente, anunciado pelo primeiro-ministro, Orlando Monteiro da Silva considerou estar assegurado o que era fundamental para a OMD, “a liberdade de escolha do utente, já que, todos os dentistas poderão aderir e não haverá um mecanismo burocrático.”

Segundo avançou o dirigente, a OMD e a tutela “vão agora acertar ponteiros sobre o número e o tipo de tratamentos a que o “cheque-dentário” dá direito nos grupos abrangidos.”

Raquel Pacheco

Fonte: DN

Pós-IVG: mais de 20% das mulheres têm problemas físicos e psicológicos

I Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida apresenteu vários estudos


Mais de 20 por cento das mulheres sofre de problemas e doenças psicológicas depois de praticar uma interrupção voluntária da gravidez (IVG). A conclusão saiu do I Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida, promovido pela Associação Mulheres em Acção (AMA) e que decorreu a semana passada, em Lisboa.

Em declarações ao farmacia.com.pt, fonte da organização fez o balanço do evento: “Esta iniciativa focalizou-se na análise das consequências físicas e psicológicas da IVG, tendo sido apresentados e debatidos uma série de estudos internacionais dedicados a esta matéria.”

Um dos estudos - coordenado Priscilla Coleman, professora da Universidade da Virgínia (EUA) intitulado «Mulheres recebem cuidados psicológicos 90 dias a seguir a um aborto» - “revelou que mais de 20 por cento das mulheres sofre de problemas e doenças psicológicas depois de praticar uma IVG”, informou a mesma fonte.

Por seu turno, em entrevista à Rádio Renascença, Carlos Ramalheira, médico psiquiatra dos Hospitais da Universidade de Coimbra e um dos coordenadores científicos do encontro, defendeu que “são necessários mais estudos a nível nacional para se conhecer esta realidade em concreto.”

Na opinião do especialista – responsável pela sessão de encerramento – “o que é importante é discutir se existem ou não determinados mecanismos que podem levar ao surgimento de determinadas doenças do foro neuropsiquiátrico em pessoas que são expostas a situações de vida traumáticas, como são sempre as situações ligadas ao aborto.”

Segundo Carlos Ramalheira, “não há ainda estudos feitos em Portugal, mas a discussão que está em cima da mesa é de extraordinária importância e apontará caminhos para aquilo que será necessário fazer em Portugal no acompanhamento destas situações”, destacou.

Raquel Pacheco

Fontes: AMA/ RR/ Email do farmacia-press

Novo Nordisk lança barómetro para avaliar progressão da diabetes

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk lançou esta semana o Barómetro Changing Diabetes, uma ferramenta que permitirá avaliar o progresso da luta contra a diabetes em todo o mundo.

Através deste instrumento de análise, os profissionais de saúde, associações de pacientes, políticos, instituições e meios de comunicação passam a dispor de informação valiosa para saberem como melhorar a qualidade de vida dos diabéticos, diminuindo as complicações, aumentando as expectativas de vida e reduzindo os custos económicos.

“Há demasiado tempo que a luta contra a diabetes é feita às escuras. Chegou o momento de acender as luzes e mostrar os resultados que foram alcançados, com o objectivo de marcar uma mudança sustentável. O Barómetro Changing Diabetes oferecerá informação sobre como melhorar a vida das pessoas com diabetes e de como dar prioridade aos seus cuidados e tratamentos”, afirmou Lise Kingo, vice-presidente executiva da Novo Nordisk.

O laboratório publicará anualmente – em simultâneo com a comemoração do mundial da Diabetes – um relatório sobre os indicadores globais que foram identificados. O primeiro estudo, que engloba 21 países, indica que se poderão alcançar importantes poupanças se os diabéticos forem diagnosticados com maior antecedência, uma economia que pode chegar aos 20 por cento. Para além disso, as complicações aliadas á doença, incluindo as falhas renais, as amputações de membros, a cegueira e as doenças cardiovasculares, podem ser reduzidas através de um controlo mais apertado.

O relatório sublinha que adoptar uma atitude de passividade face ao problema sai mais caro, uma vez que vão continuar a ser gerados gastos com cuidados de saúde, ao nível social e indirectamente todos aqueles que derivem da perda de produtividade. Não é o número de diabéticos em si que está a fazer subir os gastos, mas antes as complicações derivadas da doença seguidas de uma detecção tardia e de um controlo escasso do problema.

“Apesar das estimativas indicarem que o número de diabéticos deverá ascender aos 380 milhões a nível mundial em 2025, o Barómetro Changing Diabetes revela que apenas alguns países possuem um sistema que lhes permite avaliar a diabetes e os seus efeitos na população”, adverte o professor Jean- Claude Mbanya, vice-reitor e professor de medicina e endocrinologia na Universidade de Yaundé, nos Camarões. “Se agirmos agora tirando lições do Barómetro, podemos melhorar o conhecimento, o tratamento e a consciencialização para a doença”, acrescentou.

A Novo Nordisk espera que o Barómetro se torne uma referência na discussão, avaliação, progresso e tratamento de dados relativos à doença.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, Europa Press, IndiaPRWire

Pneumonia matou seis mil portugueses em 2006

A pneumonia é a mais fatal de todas as doenças respiratórias tendo provocado a morte a seis mil portugueses em 2006, indicam os dados do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, citados pelo Diário de Notícias. Embora o número de vítimas provocadas por esta doença se mantenha estável, a lista de afectados não pára de crescer, sendo que, no ano passado o número de internamentos cresceu para os 34 mil, mais 6 por cento do que no ano anterior.

Apesar da mortalidade por pneumonia se manter estável, com cerca de 18 por cento dos doentes internados nos hospitais a falecer, o número de internamentos aumentou no ano passado 6 por cento em relação ao ano anterior, situando-se acima dos 34 mil. O número de internamentos não tem em conta os doentes hospitalizados devido a outras patologias, mas que também tinham pneumonia.

Esta subida no número de internamentos pode ser um indicador do aumento da gravidade da doença. “Ao todo o número de casos sobe aos 50 mil”, disse ao DN pneumologista e presidente da Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias, Teles Araújo, justificando que, "o acréscimo de casos pode ter a ver com o reforço da resistência aos antibióticos e com a idade dos doentes, na maioria com mais de 65 anos”.

Os dados do relatório indicam ainda que, em 91 por cento dos casos a morte por pneumonia ocorreu em doentes idosos. Relativamente à distribuição geográfica da doença, “o Norte e o Centro do País têm mais casos de internamento do que outras regiões, mas a mortalidade é maior no Centro e na Madeira”, salientou o especialista.

No que diz respeito a outras doenças respiratórias, como o cancro do pulmão, o relatório revela uma tendência de subida, com 4700 casos de internamento registados e 32 por cento de mortalidade. Ainda assim, os óbitos baixaram 1 por cento. Apesar da incidência da doença ser ainda “demasiado alta”, a tuberculose está também a diminuiu, referiu Teles Araújo.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, TSF, Diário Digital.

sábado, 10 de novembro de 2007

Merck & Co. irá pagar 4,85 mil milhões de dólares para resolver caso Vioxx

A norte-americana Merck & Co está a planear desembolsar 4,85 mil milhões de dólares para resolver grande parte das queixas, tanto a nível estatal, como federal, de danos, que incluem ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, que o anti-inflamatório Vioxx (rofecoxib) terá provocado em pacientes norte-americanos. A Merck afirmou que não está a admitir a culpa ao propor o acordo.

O acordo, o maior nos Estados Unidos este ano, está projectado para resolver aproximadamente 85 por cento dos processos lançados contra o fármaco para a osteoartrite. As entidades da companhia estimam que o acordo, caso seja aceite, irá encerrar 45 mil a 50 mil processos de danos pessoais, que envolvem utilizadores norte-americanos do Vioxx que sofreram ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral (AVC) isquémico.

Irá ser criado um fundo para o acordo no valor de 4 mil milhões de dólares para aqueles que sofreram ataques cardíacos enquanto tomaram o fármaco. 850 milhões de dólares serão postos de parte para aqueles que sofreram acidentes vasculares cerebrais.

O Vioxx, que atingiu vendas anuais de 2,5 mil milhões de dólares, foi retirado do mercado em 2004, após um estudo ter demonstrado que aumentava o risco de ataques cardíacos em alguns pacientes, no caso de utilização por mais de 18 meses. A companhia enfrenta mais de 26 500 processos judiciais de antigos utilizadores que declaram que o fármaco provocou AVC e ataques cardíacos.

O acordo marca uma mudança de estratégia por parte da Merck, que tencionava contestar cada caso individualmente, em vez de considerar um acordo alargado, mas agora a companhia afirma que diversos factores tornaram esta a altura certa para o acordo. Segundo o presidente da Merck, Richard T. Clark, este é um acordo bom e responsável, que é certo que forneça um grau significativo de certeza.

O vice-presidente executivo da Merck, Kenneth Frazier, declarou que sem este acordo a litigação poderia prolongar-se por muitos anos. Frazier denominou este acordo como responsável e razoável, e que permite à Merck quantificar a responsabilidade legal, estimada anteriormente em 50 mil milhões de dólares. Desta forma, evita-se uma batalha judicial longa que poderia ser ainda mais dispendiosa.

Esta é uma grande concessão por parte da Merck, que sempre defendeu que o Vioxx apenas provocava danos após uma utilização durante 18 meses. Estas alegações foram rejeitadas por cientistas independentes e pelos advogados dos queixosos.

Para serem elegíveis para receber os pagamentos, os queixosos devem reunir três requisitos: prova médica de ataque cardíaco ou AVC, utilização documentada de, pelo menos, 30 comprimidos de Vioxx, e provas de que tomaram o fármaco, pelo menos, 14 dias antes de sofrerem os danos. O acordo não inclui pessoas fora dos Estados Unidos, nem com danos diferentes.

Os pagamentos deverão variar, dependendo da gravidade dos danos, da duração de utilização do Vioxx, e dos riscos que cada pessoa tinha para doenças cardiovasculares. As indemnizações poderão começar em Agosto de 2008.

A farmacêutica declarou ainda que irá contestar todas as queixas não incluídas no acordo. Desde a retirada do Vioxx, a Merck ganhou 11 casos em tribunal e perdeu cinco.

Isabel Marques

Fontes:
www.networkmedica.com, Bloomberg, The Associated Press, Reuters

40% dos idosos portugueses tomam medicação inadequada

Cerca de 40 por cento dos idosos portugueses tomam medicamentos inapropriados, que deveriam ser substituídos por outros mais seguros. A conclusão resulta de um estudo elaborado pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa que revelou também que os erros de prescrição dão origem a vários efeitos adversos, estando ligados a “11% dos internamentos hospitalares nos idosos”, noticia a edição deste sábado do jornal Diário de Notícias.

O estudo, que contou com a participação de 213 pacientes da área da Grande Lisboa, “revela que o País tem muitos mais casos de idosos a tomar fármacos errados do que outros países europeus, onde a percentagem é de 25%”, afirmou Sofia de Oliveira Martins, investigadora da Faculdade de Farmácia, citada pelo DN.

Tendo em conta os critérios Beers de 2003, "que avaliam o que o idoso deve tomar", foram detectados 114 casos de doentes (38,5 por cento dos participantes) com medicação errada, 40 por cento dos quais diziam respeito a fármacos que, de acordo com a listagem internacional, deveriam ser evitados pela população idosa, como as benzodiazepinas de longa duração (calmantes) e a ticlopidina, um anticoagulante utilizado na prevenção de tromboses e AVC.

Conforme explicou Sofia Martins, o diazepam, por exemplo, por ser “um medicamento de longa duração” torna-se difícil de eliminar do organismo, o que faz com que os idosos fiquem confusos, sonolentos, tontos e com tendência para caírem quando se levantam. Um estudo realizado em 2002 indicava que as quedas eram a principal causa de internamento associada a reacções adversas a medicamentos.

Por sua vez, a ticlopidina, que é utilizada para evitar a formação de coágulos, não supera a actuação da aspirina sendo, porém, muito mais tóxica, refere o estudo. Os antidepressivos, responsáveis por 22,8 por cento dos casos de medicação errada, surgem também entre os principais causadores de internamento entre os idosos. Em 96 por cento das situações estes medicamentos eram prescritos. A mesma investigação diz ainda que se para 70 por cento dos doentes um medicamento era desadequado, em 23,2 por cento dos casos dois fármacos deveriam ser excluídos.

No total, os pacientes incluídos neste estudo estavam a tomar 1543 medicamentos, o que resulta numa média de 7,23 fármacos por pessoa, um número que não se distancia do registado em outros países. A duração e a dosagem foram outros dos aspectos analisados, tendo-se observado que um em cada dez idosos tomava medicamentos em doses demasiado elevadas ou por demasiado tempo. "Há alternativas mais seguras e baratas. Além disso, acontece frequentemente que os idosos, com organismos envelhecidos, continuam a tomar as mesmas doses que tomavam em novos", referiu a investigadora

A dificuldade dos médicos em aceder a instrumentos específicos para os idosos foi uma das principais razões apontadas para o elevado número de prescrições erradas. Segundo afirmou Sofia Martins, “apesar de haver alguma informação, ainda não passou para a prática clínica”. A alternativa seria o acompanhamento por geriatras, mas "a especialidade não existe em Portugal. Para António Leuschner, ex-coordenador do Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas, há falta de atenção específica para o idoso, um aspecto que está já “a ser analisado no plano“. Maria João Quintela, especialista em gerontologia, chama a atenção para a necessidade de "uma revisão da terapêutica, para retirar os medicamentos ineficazes".

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Infarmed.

10 a 15 por cento dos cancros são de origem sanguínea

Entre 10 e 15 por cento dos cancros têm origem sanguínea, mas os tratamentos são cada vez mais eficazes e as taxas de sobrevivência elevadas, disse à Lusa o presidente da Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH). O linfoma, a leucemia ou o mieloma são os três tipos de cancro de origem sanguínea com maior incidência nos últimos 30 a 40 anos, em parte por a esperança de vida ser cada vez maior.

O presidente da SPH participa na reunião anual da instituição, que se encontra a decorrer desde quinta-feira até sábado, em Albufeira, onde deverão ser debatidas as doenças de Hematologia, especialidade médica que se foca nos tecidos e órgãos responsáveis pela proliferação, maturação e destruição das células sanguíneas.

Ao contrário de outros tumores, estes, por não serem sólidos, não podem ser tratados através de cirurgia, já que a medula óssea está distribuída por todo o corpo humano, assim como as células sanguíneas, explicou Parreira.

Os tratamentos, como a quimioterapia, permitem taxas de cura que rondam os 80 por cento nos casos de leucemia em crianças (a doença maligna mais frequente na população infantil) e os 60 por cento em determinados tipos de linfoma.

"Ao contrário do que se pensa, ter uma leucemia ou um linfoma não é uma sentença de morte", sublinhou o presidente da SPH, adiantando ainda que, nos casos em que não há cura, existem tratamentos que permitem atenuar ou eliminar os sintomas da doença.

"Existem certos tipos de linfoma cuja taxa de cura é baixa, mas a eficácia dos tratamentos permite conviver com a doença por períodos muito longos", observou António Parreira. No entanto, os cancros do sistema sanguíneo não são passíveis de prevenção e só a detecção precoce através de exames de rotina pode abrir a oportunidade para um tratamento mais eficaz.

"Em circunstâncias particulares há uma predisposição genética, como nos casos do cancro da mama e cólon, mas não há razões conhecidas para o aumento da incidência de linfomas", explicou o especialista, revelando que uma das razões possíveis, embora não esteja comprovada cientificamente, prende-se com factores ambientais, como a exposição a agentes tóxicos para o organismo ou substâncias poluentes.

No caso do linfoma, a incidência é superior nas pessoas mais idosas e pode atingir 20 a 30 em cada 100 mil, mas nos mais jovens a incidência atinge os 2 0u 3 casos por 100 mil habitantes.

Inês de Matos

Fonte: Lusa

FDA aprova anti-histamínico Zyrtec-D para venda livre

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) aprovou a comercialização no formato de venda livre, ou OTC (“over the counter”), do fármaco Zyrtec-D (cetirizina), da Johnson & Johnson, para a alergia e febre dos fenos. O medicamento irá ser comercializado nos Estados Unidos sob as mesmas restrições dos restantes fármacos que contêm pseudoefedrina.

O Zyrtec-D, aprovado desde 2001 e originalmente sujeito a receita, combina um anti-histamínico, a cetirizina, e um descongestionante, a pseudoefedrina. Os reguladores norte-americanos aplicaram restrições à pseudoefedrina, porque é utilizada no fabrico de narcóticos ilegais, como a metanfetamina.

As limitações impostas pela FDA estão relacionadas com a administração do fármaco (apenas para maiores de 12 anos), e com a quantidade de caixas que o consumidor pode comprar, como também na obrigatoriedade do farmacêutico registar o nome do comprador. Os pacientes poderão ter de mostrar ao farmacêutico uma identificação emitida pelo governo para comprar o Zyrtec-D.

O Zyrtec-D é utilizado para aliviar os sintomas de febre dos fenos ou de outras alergias respiratórias, tais como, nariz a pingar, espirros frequentes, olhos lacrimejantes, congestão nasal e pressão sinusal.

Isabel Marques

Fontes: www.networkmedica.com, Bloomberg, CNNMoney

Cephalon paga 425 milhões de dólares para concluir investigação

A companhia biotecnológica Cephalon Inc acordou pagar ao Departamento de Justiça norte-americano 425 milhões de dólares como acordo extrajudicial para concluir uma investigação federal e de estado sobre práticas ilegais de marketing que vão contra o Medicaid. A companhia irá declarar-se culpada de violar a legislação federal de prescrição de fármacos.

As investigações sobre as vendas e práticas de marketing da Cephalon envolveram a utilização extensiva “off-label” (para outras indicações terapêuticas, dose ou posologia que não as aprovadas durante a avaliação que antecede a entrada do medicamento no mercado) de alguns dos fármacos, incluindo o Fentora (fentanilo) e o Actiq (citrato de fentanilo), para alívio da dor em pacientes oncológicos, o Gabitril (hidrocloreto de tiagabina), para a epilepsia, e o Provigil (modafinil), para a narcolepsia.

As companhias só estão autorizadas a promover os fármacos para utilizações que foram aprovadas pelos reguladores norte-americanos, contudo os médicos podem prescrever os medicamentos para outras indicações, como achem melhor.

Isabel Marques

Fontes: http://www.networkmedica.com Reuters, www.chron.com , The Wall Street Journal Online

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

«Comida que Cuida 2» auxilia diabéticos na mesa e na vida

“Pequenas mudanças no prato e nos hábitos, grandes efeitos na qualidade de vida, na imagem…”

A Sanofi-Aventis lançou, hoje, o livro «Comida que Cuida 2 - O prazer na vida e na mesa de quem tem diabetes», em São Paulo (Brasil). A obra dá continuidade ao primeiro livro da série e procura mostrar aos diabéticos que não é preciso abrir mão do prazer de se alimentar e como é possível desfrutar da vida, mesmo sendo portadores da doença.

Um ano depois de «Comida que Cuida – dicas de alimentação durante o tratamento de cancro», a farmacêutica francesa dirige-se agora aos doentes diabéticos com uma obra que vem para trazer uma boa notícia para os adolescentes e adultos que convivem com a doença: “É possível sim estabelecer uma relação mais prazerosa com a alimentação, mesmo diante das limitações que a diabetes impõe.”

Conseguir equilibrar a distribuição dos alimentos e na moderação da dieta, além da monitorização das taxas de glicemia é, segundo revelou a Sanofi-Aventis, “o segredo desvendado” no livro que está dotado de uma linguagem “acessível e bem-humorada” para abordar as dificuldades do dia-a-dia de quem tem diabetes.

De acordo com a farmacêutica, «Comida que Cuida 2 - O prazer na vida e na mesa de quem tem diabetes» traz também orientações para pais que têm filhos com diabetes que são complementados com depoimentos de vários especialistas de renome brasileiros que, deste modo, derrubam alguns mitos e esclarecem dúvidas sobre a doença.

“O livro reúne 70 receitas, inclusive sobremesas, que mostram como pequenas mudanças no prato podem melhorar a qualidade de vida do paciente com diabetes e ainda dá dicas de como se alimentar fora de casa, na churrascaria, no fast-food ou em ocasiões especiais, sem transgredir as regras básicas de alimentação que as pessoas com diabetes precisam seguir”, informa ainda a companhia.

Segundo a Sanofi-Aventis, a obra será disponibilizada, gratuitamente, nos hospitais e instituições que ofereçam serviços de apoio ao doente diabetético. A partir do dia 12 de Novembro, as instituições poderão encaminhar seus pedidos em formulário próprio, que será disponibilizado no site da empresa (www.sanofi-aventis.com.br) e, para permitir o acesso a um número maior de pessoas, nesta data, a obra também será publicada na íntegra no site corporativo da farmacêutica para download.

O primeiro livro «Comida que Cuida 1, para portadores de cancro, já beneficiou mais de 30 mil pacientes, frisou a farmacêutica.

Raquel Pacheco

Fonte: Sanofi-Aventis/InvestNews

Stresse piora controlo da diabetes

Estado emocional influencia manutenção dos níveis de açúcar no sangue, diz estudo

Investigadores norte-americanos da universidade Thomas Jefferson acreditam que o stresse psíquico agrava o controlo da diabetes. O estudo - publicado na revista «Alternative Therapies in Health and Medicine» - envolveu 14 diabéticos que foram submetidos a um programa de redução do stresse.

De acordo com os resultados divulgados, após um mês da intervenção, os cientistas constataram que “os marcadores de adequado controlo da doença melhoraram significativamente nos diabéticos que conseguiram diminuir o stresse, assim como, verificou-se uma queda da pressão arterial em níveis médios de 6 mmHg (milímetro de mercúrio).”

Segundo revelou a equipa norte-americana, a redução do stresse emocional “permitiu também a baixa da incidência de depressão, ansiedade e outras manifestações psicológicas”, concluindo, assim, que a diminuição do stresse emocional “auxilia na manutenção dos níveis de açúcar no sangue em valores aceitáveis para doentes diabéticos.”

A diabetes mellitus é uma doença crónica, definida pelo aumento constante da quantidade de açúcar no sangue, mesmo nos períodos de jejum. A doença costuma surgir na idade adulta, sendo mais comum em indivíduos obesos, sedentários, com dieta pouco saudável e com antecedentes familiares da doença.

Em Portugal existem cerca de 650 mil portugueses diagnosticados com diabetes. Estima-se que 65 mil portugueses sejam diabéticos tipo 1.

Recorde-se que, a Semana do Diabético começou na passada quarta-feira (dia 7) e termina a 14 de Novembro. O objectivo é sensibilizar os portugueses para a diabetes, com o intuito de incentivar a população a prevenir a diabetes tipo 2 e a compreender as implicações da diabetes tipo 1, diferenciando-a da tipo 2.

Tal como noticiou oportunamente o farmacia.com.pt, enquanto o Governo não se decide a ajudar, a Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) vai apoiar dois jovens diabéticos carenciados ao oferecer-lhes duas bombas de insulina (ainda sem comparticipação) para provar a melhoria deste dispositivo na vida destes dois jovens.

No dia 13 de Novembro, Kátia Sopas, uma jovem diabética tipo 1 de apenas 14 anos, dará uma aula a famosos cujos principais objectivos são desmistificar os mitos associados à diabetes e consciencializar a população em geral da importância de aprender com aqueles que lidam com ela diariamente.

No Dia Mundial da Diabetes, dia 14, a AJDP irá realizar rastreios gratuitos à diabetes nas principais estações de metro de Lisboa, durante todo o dia.

Raquel Pacheco

Fontes: «Alternative Therapies in Health and Medicine»/Manual Merck/ AJDP/ farmacia.com.pt

Parkinson: Açores querem maior divulgação da doença

Divulgar a Associação de Doentes de Parkinson (ADP) nos Açores é uma das metas da delegação de Ponta Delgada. Neste sentido, esta semana, o organismo daquela Região Autónoma apresentou à direcção (no Continente) um dossier que acolhe os principais objectivos a atingir em 2008.

De acordo com um comunicado que o farmacia.com.pt teve acesso, “apoiar os doentes de Parkinson e as respectivas famílias; sensibilizar a família para os cuidados a ter com esses doentes e alertar as entidades regionais para o apoio a conceder a esses doentes; divulgar a informação disponível sobre esta doença e apoiar as escolas em trabalhos de investigação sobre esta matéria” são outros objectivos da delegação açoriana anunciados à direcção nacional da ADP com sede em Lisboa.

De referir que, com o apoio desta delegação, actualmente, em S. Miguel estão a realizar-se dois estudos sobre a incidência da doença de Parkinson na ilha: um de um grupo de alunos da Escola Superior de Enfermagem e outro de alunos finalistas da Escola Domingos Rebelo.

"Iremos também estreitar os laços de relacionamento com os Serviços de Neurologia do Hospital do Divino Espírito Santo. Estaremos atentos quanto às listas de espera das consultas e a frequência com as mesmas se realizam em cada doente”, adianta a ADP/Açores na nota, denunciando que “há familiares de doentes que se queixam de que os Neurologistas mandam voltar os doentes à consulta com pouca assiduidade."

"Visitaremos idosos com esta patologia em internamento para dar apoio psicológico e daremos continuidade ao mesmo depois da ´alta´ e voltaremos à carga com o apoio ao domicílio, através de um protocolo de colaboração com uma empresa especializada neste tipo de ajuda para idosos, assunto pendente na sede nacional", revelou ainda aquela delegação.

Raquel Pacheco

Fonte: Comunicado da ADP/Açores

Alergias podem proteger contra tumores cerebrais?

A alergia pode ser um factor de protecção contra o desenvolvimento de tumores cerebrais, sugere um estudo publicado na «American Journal of Epidemiology». Segundo a revista médica, a correcta relação ainda não foi estabelecida, por isso, novas investigações realizar-se-ão para avaliar as condições.

A insólita correlação alergias/tumores cerebrais foi observada por investigadores norte-americanos da Universidade do Estado de Ohio, Estados Unidos, a partir de estudos sobre glioma e meningioma - tipos diferentes de tumores cerebrais.

De acordo com «American Journal of Epidemiology» foi com alguma “surpresa” que os cientistas constataram que “os doentes que tinham algum tipo de alergia, apresentavam um risco menor de desenvolver glioma, sendo que, essa redução era ainda maior, se a condição alérgica ocorria no momento do diagnóstico do tumor, com excepção da asma.” Para o meningioma – segundo o artigo – “somente a ocorrência de eczema parece ser um factor de protecção contra o seu surgimento.”

Informações sobre a ocorrência de doenças alérgicas, como a asma e o eczema, foram correlacionadas com o desenvolvimento dos tumores cerebrais, seleccionados de forma aleatória. Ao todo, foram 1.527 casos de glioma e 1.210 casos de meningioma, que foram comparados com outros 3.309 casos de tumores cerebrais.

O estudo decorreu em centros especializados da Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia e sudoeste da Inglaterra, no período de 2000 a 2004.

Raquel Pacheco

Fonte: «American Journal of Epidemiology»

Insuficiência cardíaca: estatina pouco eficaz em casos avançados


Novos dados sobre rosuvastatin calcium da AstraZeneca

A adição de uma estatina para optimizar o tratamento de insuficiência cardíaca não melhorou, de forma significativa, o prognóstico para doentes com insuficiência cardíaca avançada, revelaram os novos dados do estudo CORONA (Estudo Multinacional Controlado com Rosuvastatin para Insuficiência Cardíaca) apresentados, esta semana.

“Os pacientes que receberam o Crestor (rosuvastatin calcium) 10 mg da AstraZeneca apresentaram uma redução de 8 por cento (p=0,12) na finalidade principal combinada de morte cardiovascular ou enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC), que não foi estatisticamente significativa”, anunciou John Kjekshus, coordenador do estudo divulgado durante as Sessões Científicas de 2007 da Associação Americana de Cardiologia.

Segundo explicou o investigador (responsável também pelo Departamento de Cardiologia do Hospital Universitário Rikshospitalet, em Oslo, Noruega), a conclusão deu-se “porque a estatina não conseguiu reverter ou prevenir a deterioração de um coração insuficiente”, acrescentando que “a redução foi, principalmente, causada por uma diminuição dos eventos ateroscleróticos, ou seja, AVC e enfarte do miocárdio (análise post hoc p=0,05) que é onde as estatinas provaram ter benefícios.”

John Kjekshus informou ainda que, neste estudo, “a maioria das mortes foram mortes súbitas, ou por causas não-isquémicas, que parecem não ter sido afectadas pela terapia com estatina”, sublinhando que, adicionalmente, “ocorreram, de forma significativa, menos hospitalizações dos pacientes que recebiam rosuvastatin calcium comparado com placebo, quer sejam por qualquer causa (p=0,007), causas cardiovasculares (p<0,001) ou por piora da insuficiência cardíaca (p=0,01).”

Considerando que os resultados do CORONA representam “um grande avanço na pesquisa médica e na interpretação dos doentes com insuficiência cardíaca avançada, que são, claramente, diferentes dos pacientes sem insuficiência cardíaca na resposta ao tratamento com estatina", destacou o investigador norueguês.

CORONA enfatiza intervenção precoce

"Nós adicionamos uma estatina altamente eficiente a um regime de tratamento ideal. As nossas descobertas sugerem que a principal causa da morte destes pacientes, provavelmente, não está relacionada aos eventos ateroscleróticos, onde foi demonstrado o benefício com estatinas em pacientes sem insuficiência cardíaca, mas em vez disso podem ter sido causadas pela deterioração do dano irreparável ao músculo do coração insuficiente”, reforçou John Kjekshus.

De acordo com o coordenador do estudo, o CORONA “enfatiza a necessidade de intervenção precoce na progressão da aterosclerose para prevenir uma de suas piores consequências, a insuficiência cardíaca."

Opinião partilhada por Elisabeth Bjork, diretora-geral de Ciência Médica para o Crestor (rosuvastatin calcium): “com este resultado, a AstraZeneca forneceu novas informações científicas para ajudar a responder estas importantes questões", frisou.

O CORONA foi realizado em 21 países, fazendo parte do extensivo programa de testes clínicos GALAXY da AstraZeneca, que tem o objectivo de tratar de importantes questões ainda sem respostas na pesquisa com estatinas. O Crestor (rosuvastatin calcium) já recebeu aprovações regulatórias em mais de 90 países, sendo que, mais de 11 milhões de pessoas receberam prescrição do fármaco em todo o mundo.

Raquel Pacheco

Fontes: PRNewswire/ http://www.AstraZenecaPressOffice.com/ www.GalaxyProgramme.org / www.crestor.com

Regulamentação sobre vendas online e transferência das farmácias só em Dezembro

O Infarmed está ainda a preparar a regulamentação necessária para que as farmácias possam mudar de localização ou vender medicamentos na Internet, o que só deverá acontecer em Dezembro, informou sexta-feira a Autoridade Nacional do Medicamento em comunicado.

O Infarmed anunciou que se encontra a preparar a regulamentação para a efectiva aplicação da legislação que entrou quarta-feira em vigor sobre o funcionamento das farmácias.

A regulamentação do Infarmed dirá respeito, nomeadamente, às transferências de farmácia dentro do mesmo município ou para municípios limítrofes e das transformações de postos farmacêuticos móveis permanentes, em farmácias. A regulamentação deverá também definir as áreas mínimas das farmácias e de divisões como sala de atendimento ao público, armazém, laboratório ou instalações sanitárias, entre outras regras.

"Por isso, enquanto a referida regulamentação não entrar em vigor, não será possível validar os correspondentes pedidos com a consequente devolução dos mesmos aos apresentantes", lê-se no comunicado do Infarmed, que estima que a entrada em vigor da regulamentação aconteça a 01 de Dezembro.

Também as comunicações obrigatórias das farmácias ao Infarmed, por via electrónica, a apresentação de pedidos através da página electrónica do instituto e a utilização de formulários adequados, dependem da prévia definição de regras.

À margem da regulamentação ficam os casos de averbamentos de transmissão da propriedade das farmácias ou das alterações dos respectivos nomes dos estabelecimentos.

Ainda segundo o Infarmed, o quadro normativo será publicado na sua página da Internet, "sem prejuízo da publicação em Diário da República, quando exigida", garante o organismo.

Por outro lado, o Infarmed diz ainda que existirá um período prolongado para a entrada em vigor da referida regulamentação, o que permitirá o seu conhecimento antecipado pelos interessados, "em termos que permitam igualdade de oportunidades na apresentação dos pedidos".

Inês de Matos

Fonte: Lusa
Cadeia de parafármacias deverá crescer 200 por cento em 2008
Pharmacon prevê abrir mais 18 lojas

Volvido apenas um ano sobre a entrada da Pharmacon no mercado português, a cadeia de parafarmácias prevê expandir em 200 por cento a sua rede de lojas em território nacional, com a abertura de 10 novos espaços no próximo trimestre e de outros oito até final de 2008. A aposta numa oferta diferenciada de produtos é, de acordo com os responsáveis pelo projecto, a razão do seu sucesso.

Em comunicado enviado ao farmacia.com.pt a Pharmacon frisa que esta aposta no crescimento da marca incidirá sobre a totalidade do território nacional, dando a resposta mais adequada dos investidores e do mercado a “um conceito de saúde completamente inovador e próximo do cidadão”. Aos espaços da empresa que já se encontram em funcionamento nas cidades de Albufeira, Alcabideche, Almada, Amadora, Beja, Coimbra, Massamá, Montijo, Portalegre, Quarteira, Sines, Vila Nova de Famalicão e Tavira juntar-se-ão, até final de Janeiro, as novas lojas de Braga, Brandoa, Cacém, Castro Verde, Faro, Guarda, Lisboa, Tomar e Vila Real de Santo António, para depois, durante o próximo ano, serem inauguradas novas lojas em Lisboa, Faro, Abrantes, Guimarães, Oeiras e Ourique.
Fernando Saraiva, director da Pharmacon, recorda que a cadeia só está no nosso país há cerca de um ano, e frisa que, “apesar dos constrangimentos inerentes à ainda recente implementação do sector das parafarmácias no mercado nacional, as nossas lojas apresentam um franco crescimento”, sendo hoje “notório que os portugueses confiam cada vez mais no nosso serviço diferenciado, que aposta na proximidade com o cliente e na assistência completa”, que inclui um catálogo de serviços mais abrangente do que é usual naquele tipo de estabelecimentos, que abrangem áreas como a fisioterapia, a homeopatia, a nutrição e a acupunctura, e a realização de análises clínicas.
Tendo em conta as necessidades dos doentes, o “sentido prático da vida actual” e as novas regras impostas ao sector farmacêutico, nos termos do novo regime jurídico, a Pharmacon disponibiliza já aos seus clientes o serviço de entrega de medicamentos ao domicílio, proporcionando-lhes também, em exclusividade, um inovador serviço: os gabinetes de telemedicina, onde os clientes Pharmacon têm a possibilidade de aderir a uma espécie de “consultório interactivo”, através do qual podem receber informações e aconselhamento médico, expondo as dúvidas a um médico de clínica geral, que estará disponível por videoconferência. Neste fim-de-semana a Pharmacon está presente na 10ª edição do Franchising Show, a decorrer na Exponor, em Matosinhos, onde dará a conhecer aos interessados o seu conceito de parafarmácia.

Carla Teixeira
Fonte: comunicado da ADBDCommunicare, site da Pharmacon

Pílula aumenta probabilidade de desenvolver cancro do colo do útero

A pílula contraceptiva aumenta o risco de desenvolver cancro do colo do útero, afirma um estudo publicado esta sexta-feira na revista médica britânica The Lancet. Porém, de acordo com os responsáveis pela investigação, o perigo é transitório, voltando à normalidade após uma pausa de dez anos.

Depois de analisarem 52 mil mulheres que tinham participado em 24 estudos em todo o mundo, os cientistas da Cancer Research UK, na Universidade de Oxford, verificaram que o risco é tanto maior quanto mais se prolongar o período de tempo durante o qual as mulheres tomam a pílula. No entanto, se suprimirem a toma do contraceptivo oral durante dez anos, o risco diminui drasticamente, é como se nunca tivessem tomado a pílula.

Investigações anteriores associaram a utilização da pílula a um aumento do risco de desenvolver cancro da mama, mas também a uma diminuição do risco de sofrer de cancro nos ovários e no colo do útero. Esta também não é a primeira vez que os especialistas encontram uma ligação entre a pílula e o cancro do colo do útero, mas até agora não estava clara a relação com o período de tempo.

Ainda assim, o risco de contrair cancro do colo do útero é reduzido quando comparado com o poder preventivo do contraceptivo em casos de cancro do ovário e do endométrio, sublinham os investigadores.

Os dados da pesquisa, no caso do Reino Unido, indicam que o risco de desenvolver cancro do colo do útero em mulheres que nunca tomaram o contraceptivo corresponde a uma média de 3,8 em mil, sendo que este risco aumenta para 4 em mil entre as que tomaram a pílula durante cinco anos e para 4,5 em mil para quem a tomou durante dez anos.

Apesar destas conclusões, a pílula continua a ser um dos contraceptivos mais eficazes e, a longo prazo, o ligeiro aumento no risco de desenvolver cancro do colo do útero e de mama é contrabalançado pela redução no risco de cancro do ovário e do útero, referiu Jane Green, investigadora que conduziu o estudo.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa, Globo Online.

Rastreio ao cancro da próstata: Deputados dão o exemplo

A Assembleia da República vai receber, na terça e quarta-feira, uma acção de rastreio ao cancro da próstata. Deputados e funcionários do hemiciclo vão ter, durante dois dias, a oportunidade para fazer um check-up à doença que afecta todos os anos em Portugal entre 3000 a 4000 homens.

O diagnóstico é feito através do PSA Check, um teste que consiste numa pequena picada no dedo que, em apenas cinco minutos, permite detectar os níveis de PSA – a proteína que, quando presente no sangue, indica problemas na próstata.

A iniciativa, que conta com o apoio da Pharmasense/ADBD Communicare, pretende alertar para a necessidade do diagnóstico precoce, muitas vezes descurado pela maioria dos portugueses.

O cancro da próstata é a segunda causa de morte entre os homens na Europa e nos Estados Unidos da América. Em Portugal, a patologia é diagnosticada a 10 por cento dos homens com mais de 50 anos. Os sintomas revelam-se numa fase muito avançada, já quase sem hipótese de cura. O diagnóstico atempado é crucial para aumentar a possibilidade de tratar eficazmente a doença.

Marta Bilro

Fonte: Comunicado ADBD Comunicare, Portal da Saúde, Portal do Cidadão com Deficiência.

Estudo põe em causa necessidade de vacinação de reforço

A vacinação de reforço para doenças como o tétano, o sarampo ou a papeira pode estar a ser administrada desnecessariamente. A questão surge com a divulgação dos resultados de um estudo norte-americano, que detectou níveis elevados de anticorpos presentes no sangue dos pacientes que receberam a vacinação há anos, sugerindo que as actuais recomendações sobre a vacinação de reforço devem ser revistas.

De acordo com o trabalho realizado por investigadores da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon, nos Estados Unidos da América, a persistência dos anticorpos pode ser um indicativo de que as actuais recomendações sobre a frequência com que devem ser administradas as doses de reforço deveriam ser reanalisadas, visto que a protecção pode durar para toda a vida.

Segundo explicou Mark K. Slifka, um dos autores do estudo, a vacina do tétano, por exemplo, poderia ser administrada a cada 30 anos, em vez de o ser a cada 10 anos, como acontece actualmente. “Se continuarmos a melhorar as nossas vacinas, um dia poderemos vir a conseguir fornecer imunidade para toda a vida através de uma só vacina”, afirmou o mesmo responsável.

Ainda assim, de acordo com John Treanor, um médico especialista em doenças infecciosas na Universidade de Rochester, no estado de Nova Iorque, antes do sistema de saúde poder eliminar as doses de reforço são necessários mais estudos sobre surtos de determinadas doenças e sobre a inexistência de eficácia das vacinas. Apesar de considerar que o estudo é uma boa ajuda, Treanor duvida que as conclusões sejam “tão definitivas”.

Os autores do estudo, publicado no “New England Journal of Medicine”, analisaram 630 amostras de sangue de 45 pacientes. Em cada amostra foi analisada a taxa de decadência em anticorpos de vacinas para o sarampo, papeira, rubéola, varicela, vírus de Epstein-Barr e vírus do herpes causador da mononucleose.

As vacinas no sistema imunitário

Uma vacina é uma substância derivada, ou quimicamente semelhante, a um agente infeccioso particular, causador de doença. Esta substância é reconhecida pelo sistema imunitário do indivíduo vacinado, suscitando uma resposta que o protege de uma doença associada ao agente. A vacina, portanto, induz o sistema imunitário a reagir como se tivesse realmente sido infectado pelo agente, explica Manuel Carmo Gomes, no portal da Faculdade de Ciências de Lisboa.

A primeira resposta do sistema imunitário, quer a uma vacina, quer ao agente infeccioso, é em geral lenta e inespecífica. Porém, o facto de o agente não existir na vacina com capacidade para se multiplicar rapidamente e causar doença, dá ao sistema imunitário tempo para preparar uma resposta específica e memorizá-la. No futuro, caso o vacinado seja realmente infectado, o sistema imunitário responderá com rapidez e eficácia suficiente para o proteger da doença.

Ainda assim, a reacção individual a uma vacina depende sempre dos antecedentes de estimulação do sistema imunitário do indivíduo vacinado, da genética subjacente às características do sistema imunitário, e do seu estado geral de saúde

Marta Bilro

Fonte: The Wall Street Journal, Pharmalot, Portal da Saúde, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Atral-Cipan entra no mercado dos genéricos através da filial Vida

O grupo farmacêutico Atral-Cipan vai lançar-se no negócio dos medicamentos genéricos em Portugal e no estrangeiro através da empresa Vida, anunciou, esta quinta-feira, o administrador-delegado, José Gavino.

“A empresa Vida, após a reestruturação do grupo, vai passar a apostar na área dos medicamentos genéricos [para o mercado interno e para exportação], além das matérias-primas, medicamentos veterinários e especialidades farmacêuticas que já faziam parte da sua actividade”, disse à agência Lusa o gestor.

José Gavino considera que “o mercado português de genéricos, mas sobretudo o internacional, têm um potencial de crescimento enorme”, uma aposta que o grupo está empenhado em vencer num mercado cada vez mais global.

Esta é a melhor altura para “dar um salto significativo” para fora do país, através do incremento das exportações, afirma o responsável, salientando que, após a reestruturação interna levada a cabo no grupo, o desafio é crescer através da exportação. “À reestruturação interna [já realizada] segue-se agora a internacionalização e a exportação, que permitirá ao grupo alcançar um volume de negócios na ordem dos 50 milhões de euros nos próximos três anos”, frisou José Gavino.

Com vista á reorganização e modernização das suas estruturas, a Atral-Cipan tem investido 5 milhões de euros por ano, prevendo encerrar 2007 com um volume negócios de 40 milhões de euros, uma subida de 5 por cento face a 2006.

"A empresa Vida é sobejamente conhecida da classe médica e dos farmacêuticos", defende José Gavino, motivo pelo qual foi escolhida pelo grupo para avançar no negócio dos medicamentos genéricos. "Temos toda a capacidade tecnológica, conhecimento e tecnologia, além de uma equipa altamente qualificada e motivada, pelo que não foi necessário arrancar com uma empresa de raiz", explicou.

Os mercados emergentes, como a Índia e a China, estão cada vez mais presentes no mercado farmacêutico mundial e também não escapam à atenção do grupo Atral-Cipan. O mesmo acontece com a Turquia, para onde têm exportado matérias-primas e produtos farmacêuticos.

Em Julho de 2006 o grupo deu início a uma reestruturação interna com o encerramento das suas operações no Porto, Coimbra e Funchal e a concentração no Carregal. A imagem do grupo deverá também sofrer alterações, através da adopção de um novo logótipo, mantendo como chapéu a Atral-Cipan. O grupo engloba sete empresas: a Atral-Cipan (Atral e Cipan), a Atral-Cipan PRINMON, Mediquímica, Mediscript, Vida e a Gesframa e conta com 470 colaboradores.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Lusa, RTP, Farmacia.com.pt.

Governo holandês deve aprovar desenvolvimento de fármaco à base de canábis

O Governo holandês fez saber que pretende dar luz verde à empresa Echo Pharmaceuticals para o desenvolvimento de um medicamento à base de canábis, medicamentos que se encontram à venda desde 2005, desde a sua aprovação no Canadá.

Em 2003, a Holanda foi o primeiro país do mundo a aprovar a comercialização de canábis em farmácias, mediante receita médica, para tratar dores crónicas, náuseas, falta de apetite provocada pelo cancro, HIV e esclerose múltipla.

Depois da Holanda, vários foram os países que legalizaram a venda de marijuana para fins medicinais e actualmente é comercializada no Reino Unido, Canadá, Espanha, Austrália e em alguns estados dos EUA.

Em Portugal, o Infarmed declarava em Julho deste ano à agência Lusa que havia já algum tempo que alguns laboratórios nacionais se encontravam a realizar testes sobre os efeitos medicinais da marijuana, mas negou ter recebido qualquer pedido de regulação de um medicamento à base de canábis.

O Infarmed fez ainda saber que existem no mercado nacional “medicamentos contendo derivados do ópio”, explicando que para tal “a substância tem apenas que provar que é eficaz e com uma relação benefício/risco adequada à indicação terapêutica a que se destina”.

Em Itália, onde os medicamentos à base de canábis são proibidos, uma mulher doente em estado terminal com cancro do pulmão recorreu aos tribunais para que lhe fosse permitido o acesso aos fármacos e ganhou a causa, pois a juíza reconheceu-lhe o direito à saúde, decretado no artigo nº32 da Constituição, permitindo à doente o uso destes medicamentos..

Inês de Matos

Fonte: Correio da Manhã, Lusa, AidsPortugal

FDA emite novos alertas sobre fármacos para a anemia

A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) lançou um alerta para a actualização da rotulagem de aviso dos fármacos para a anemia induzida por quimioterapia, da Amgen e da Johnson & Johnson. Esta acção reflecte as preocupações com a segurança, reveladas anteriormente, ligadas à utilização excessiva dos fármacos por pacientes com cancro ou doença renal. As companhias anunciaram que já alteraram a rotulagem dos fármacos em colaboração com a FDA.

A FDA declarou que aprovou várias alterações à rotulagem para os fármacos para a anemia, conhecidos como agentes estimulantes da eritropoiese (ESA), que foram relacionados a um aumento da taxa de mortalidade, ataques cardíacos e coágulos sanguíneos. Os novos rótulos enfatizam que os fármacos causaram crescimento do tumor ou reduziram a sobrevivência em pacientes, com cancro da mama avançado, cancro da cabeça e do pescoço, leucemia linfóide e cancro do pulmão de não pequenas células, submetidos a quimioterapia, e que tomaram fármacos para combater a anemia. Os pacientes com maior risco de sofrer os efeitos adversos receberam uma dose para tentar atingir um nível de hemoglobina de 12 gramas por decilitro ou mais.

Os fármacos em questão são comercializados como Procrit (epoitina alfa), comercializado e distribuído por uma subsidiária da Johnson & Johnson, o Epogen (epoetina alfa) e Aranesp (darbepoetina alfa), da Amgen Inc. Estes fármacos são versões geneticamente desenhadas de uma proteína natural que aumenta o número de glóbulos vermelhos. A Amgen e a Johnson & Johnson são as únicas companhias, nos Estados Unidos, que fabricam medicamentos para a anemia. Os fármacos geraram 10 mil milhões de dólares em vendas para as duas companhias no ano passado.

A FDA tinha aprovado, em Março, novos rótulos para os fármacos, mas os novos avisos enfatizam os tipos de cancros afectados, e ressaltam que os medicamentos não melhoram a qualidade de vida geral dos pacientes. A FDA reforçou que as terapias com ESA devem ser descontinuadas a seguir à conclusão da quimioterapia.

Isabel Marques

Fontes: www.rttnews.com, CNNMoney, Associated Press, www.thestreet.com

Cientistas portugueses criam microship para diagnosticar precocemente a espondilite anquilosante

Um grupo de investigadores nacionais encontra-se a desenvolver um microship que irá permitir diagnosticar precocemente a espondilite anquilosante, uma doença que em Portugal afecta entre 30 a 50 mil pessoas e que em média demora cerca de oito anos a ser diagnosticada.

Trata-se de um “novo sistema de classificação com relevância para o diagnóstico, prognóstico e monitorização da actividade da doença através da criação de um microship”, fazem saber os investigadores em comunicado.

Os objectivos do estudo serão apresentados no próximo dia 10, durante o XIX Encontro Nacional de Espondilíticos e seus familiares, que vai ter lugar na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, a partir das 10:00. O evento é promovido pela Associação Nacional de Espondilite Anquilosante e vai contar com a presença do Presidente da Federação Internacional da Espondilite Anquilosante.

A iniciativa está a cargo do Hospital de Egas Moniz, em Lisboa, mas engloba todos os centros de Reumatologia a nível nacional e pretende, pela primeira vez, caracterizar uma população representativa de doentes portugueses com espondilite anquilosante no que diz respeito a dados clínicos, estado funcional e de qualidade de vida.

Por outro lado, “esta investigação irá permitir a caracterização das variantes genicas e será ainda possível estabelecer comparações entre formas familiares versus esporádicas da doença”explica o documento.

“A avaliação dos resultados do estudo poderá estabelecer a importância de diferentes alelos e genótipos na susceptibilidade para a doença e de correlações com variáveis diversas como a idade de início da doença, o tipo de envolvimento, manifestações sistémicas, actividade da doença, compromisso funcional e gravidade radiológica”, acreditam os investigadores.

A espondilite anquilosante é uma doença reumática inflamatória da coluna vertebral e das articulações sacroilíacas (situadas no final da coluna com os ossos da bacia), responsável por dores e rigidez da coluna, podendo levar à perda da mobilidade.

Inês de Matos

Fonte: Comunicado de imprensa

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Ranbaxy chega a acordo com Boehringer e Astellas sobre patente do Flomax

A companhia indiana Ranbaxy Laboratories Ltd chegou a acordo com a alemã Boehringer-Ingelheim e com a japonesa Astellas Pharma Inc para terminar uma disputa sobre a patente do fármaco Flomax (cápsulas de tamsulosina), conseguindo, assim, a companhia indiana os direitos exclusivos para lançar uma versão genérica do produto nos Estados Unidos.

Segundo o acordo, a Ranbaxy irá lançar a tamsulosina, equivalente genérica do Flomax, utilizado para tratar a hiperplasia benigna da próstata, no mercado norte-americano em Março de 2010, oito semanas antes da patente expirar. Durante este período, a Ranbaxy irá ser o único fabricante do genérico a comercializá-lo nos Estados Unidos. Como resultado do acordo, o caso irá ser encerrado sem prejuízos. Não foram revelados mais termos do acordo.

As vendas anuais do Flomax foram estimadas em 1,2 mil milhões de dólares. Crê-se que a Ranbaxy foi a primeira companhia a contestar a patente do Flomax. No passado mês de Junho, a Ranbaxy recebeu aprovação provisória da FDA para comercializar a tamsulosina.

Isabel Marques

Fontes: www.networkmedica.com, Reuters, www.business-standard.com

Quiroprática pode causar danos permanentes na coluna e matar

Estudo alerta para sérios riscos e defende controlo mais rigoroso

A quiroprática - um dos principais tratamentos alternativos para dor nas costas – pode causar danos permanentes na coluna e até matar. O alerta saiu de um estudo publicado pela revista especializada «Journal of the Royal Society of Medicine».

A dissecção das artérias vertebrais, o rompimento da dura-máter, edemas, danos no nervo, hérnia de disco, fracturas ósseas, inclusive, a morte são algumas das consequências da manipulação da coluna dorsal (prática adoptada na quiroprática) relatadas no estudo de Edzard Ernst.

Para o investigador, este tipo de medicina manual apresenta “sérios riscos e deveria ser controlada mais rigorosamente”, denunciando que "a quiroprática está associada a efeitos adversos leves, frequentes e passageiros, além de complicações sérias que podem levar a danos permanentes e à morte", advertiu.

Ao analisar dados de 32 estudos anteriores, além de inquéritos com médicos e quiropráticos, Ernst que é também director de medicina complementar da Peninsula Medical School, das universidades de Exeter e Plymouth, chegou à conclusão de que a dissecção das artérias vertebrais é um dos efeitos mais comuns desta técnica.

O autor do estudo revelou ainda que, na maioria dos casos com complicações, como rompimento da dura-máter (a membrana externa e mais resistente da medula espinhal) edemas, danos no nervo, hérnia de disco e fracturas ósseas “a manipulação da espinha superior foi apontada como causa.”

Trombose, embolia ou espasmo

De acordo com o «Journal of the Royal Society of Medicine», a quiroprática consiste em uso de pressão sobre vértebras do paciente e, na opinião de Ernst “pode resultar em danos às artérias que correm junto à coluna”, acrescentando que “alguns desses danos podem ser seguidos de sangramentos internos ou formação de pseudo-aneurismas, que podem resultar em trombose, embolia ou espasmo arterial.”

Deste modo, o especialista coloca em dúvida a eficiência da quiroprática como tratamento para dores nas costas ou no pescoço, advogando que
“a informação dos riscos aos pacientes deve ser mandatória para todos os terapêutas que aplicam a técnica.”

No entanto, na opinião dos quiropráticos, a ligação causal entre a prática e os efeitos descritos “é questionável”, alegando que “um dos primeiros sinais da dissecção das artérias vertebrais é a dor no pescoço, que muitas vezes é o que leva o paciente a procurar a terapia.”

Por seu turno, o autor do estudo considera “questionável” as estimativas dos quiropráticos que indicam que apenas 1 em cada 100 milhões de pacientes sofre danos por causa do tratamento.

De referir que, a quiroprática difere da osteopatia sobretudo na maneira de tratar as articulações onde as manipulações são diferentes e por se dedicar a tratar muitos dos problemas internos que têm origem na compressão das raízes nervosas ao nível da coluna.

Raquel Pacheco

Fonte: BBCNews /«Journal of the Royal Society of Medicine»/http://sacrocraniana.no.sapo.pt/index.html

Alimentos orgânicos podem benificiar saúde

Estudo indica maior conteúdo nutricional e menos substâncias indesejadas para a saúde

Mais antioxidantes, mais nutrientes e menos ácidos nocivos são algumas das vantagens apontadas aos alimentos orgânicos, considerados, deste modo, como mais benéficos para a saúde. Estes são resultados preliminares de um estudo britânico, cujas conclusões finais deverão ser publicadas dentro de um ano.

A investigação – financiada pela União Europeia – começou a ser realizada na Universidade de Newcastle, Reino Unido, há três anos, e deverá estar concluída em 2008.

Entretanto, segundo avança a BBC, os primeiros resultados divulgados sugerem que alguns alimentos orgânicos são melhores para a saúde do que os convencionais. “Os legumes e frutos orgânicos contêm até 40 por cento mais antioxidantes do que os seus equivalentes não-orgânicos e o leite orgânico poderá conter entre 50 a 80 por cento mais antioxidantes do que o leite normal”, revelaram os investigadores.

Em declarações à BBC, Carlo Leifert, responsável pelo estudo, referiu que
“os primeiros resultados mostram variações significativas na quantidade de antioxidantes presentes em frutos e legumes orgânicos em comparação com as variedades não-orgânicas”, ressalvando que o projecto “ainda está em andamento e, embora tenhamos alguns resultados encorajadores, ainda há muito trabalho a fazer.”

De referir que, os dados agora apresentados contrariam a opinião de especialistas que dizem não haver evidências de que o alimento orgânico seja melhor para a saúde. O certo é que, para além dos antioxidantes - que acredita-se ajudarem a combater o cancro e problemas cardíacos – um outro resultado sugere que os alimentos orgânicos também contêm menos ácidos nocivos para a saúde.

“O trigo, tomate, batata, repolho, cebola e a alface orgânicos contêm entre 20 a 40 por cento mais nutrientes do que os seus equivalentes não orgânicos”, indica ainda o estudo conduzido pela equipa britânica que, no entanto, admitiu não perceber o que causa as diferenças encontradas entre o alimento orgânico e o convencional.

Neste sentido, os cientistas anunciaram que o próximo passo é tentar descobrir o que, na agricultura orgânica, dá um conteúdo nutricional maior e menos substâncias indesejadas ao alimento.

De acordo com a BBC, ao longo de três anos, a equipa de Newcastle examinou frutos, legumes e rebanhos orgânicos e não-orgânicos cultivados ou criados lado a lado em vários pontos da Europa.

Raquel Pacheco

Fonte: BBC News

Genéricos: Quota de 50% permitiria poupar 450 milhões de euros

Os medicamentos genéricos representam actualmente perto de 17,8 por cento da quota do mercado total de medicamentos em Portugal. Um estudo divulgado esta quinta-feira indica que se esse valor crescesse para os 50 por cento os consumidores poderiam poupar 12,7 por cento nas suas despesas com medicamentos.

O relatório, elaborado pela Espírito Santo Research Sectorial e divulgado durante a Expofarma, analisou o impacto que o aumento da quota de mercado dos genéricos teria na poupança dos consumidores e concluiu que essa economia poderia chegar aos 449,5 milhões de euros anuais.

Segundo explicou Francisco Palma, um dos responsáveis pelo estudo, de acordo com o mesmo cenário, um casal português pouparia cerca de 100 euros em medicamentos. Se a quota de genéricos no mercado nacional se aproximasse da registada no Reino Unido, que se situa nos 20 por cento, a poupança dos consumidores portugueses representaria três por cento do total das respectivas despesas em medicamentos.

A Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos acredita que, a médio prazo e com uma maior promoção do consumo, a quota dos medicamentos genéricos em Portugal poderá aproximar-se da que já se verifica em mercados internacionais de referência. "Não nos enganaremos se dissermos que é inevitável chegar aos 50 por cento de quota de mercado", afirmou o novo presidente da Apogen, Paulo Lilaia, citado pelo Jornal de Negócios.

Para já, o objectivo da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) e do Ministério da Saúde é fazer com que a quota de mercado deste tipo de medicamentos atinja os 20 por cento no final de 2008. Uma finalidade que Paulo Lilaia considera ser “possível atingir e ultrapassar”.

Marta Bilro

Fonte: Jornal de Negócios, Portugal Diário, Agência Financeira.

Prometheus Labs adquire fármaco para o cólon irritável da GSK

A companhia farmacêutica privada Prometheus Laboratories Inc. entrou num acordo com a britânica GlaxoSmithKline(GSK) para a aquisição dos direitos exclusivos, nos Estados Unidos, do fármaco para a Síndrome do Cólon Irritável (SCI), o Lotronex (hidrocloreto de alosetron), um fármaco que foi retirado do mercado em 2000, quando alguns pacientes apresentaram problemas intestinais graves, mas que foi reintroduzido dois anos depois com restrições de utilização.

A Prometheus irá promover e comercializar o Lotronex sob um acordo exclusivo de distribuição até a aquisição estar completa, o que é esperado em Janeiro de 2008. Os termos do acordo do fármaco, que só atingiu vendas de 14 milhões de dólares em 2006, não foram revelados.

A companhia irá continuar a fornecer o Lotronex exclusivamente através do actual programa estabelecido de prescrição do Lotronex. O fármaco só poderá ser prescritos por médicos que aderiram ao programa. O Lotronex é o único fármaco, que necessita de prescrição médica, aprovado pela FDA para mulheres com Síndrome do Cólon Irritável grave com diarreia predominante.

O Lotronex está indicado somente para mulheres com SCI grave com diarreia predominante que não responderam à terapia convencional, e cujos sintomas da SCI são crónicos. Os estudos clínicos não foram efectuados para confirmar adequadamente os benefícios do fármaco para homens ou pacientes com menos de 18 anos.

Isabel Marques

Jovens diabéticos dão lições de alimentação saudável

A Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) vai dar conselhos nutricionais. A iniciativa, que se realiza esta sexta-feira, insere-se nas comemorações da Semana do Diabético, a decorrer até ao dia 14 de Novembro, no Amoreiras Shopping, em Lisboa, e conta com o apoio da Associação Portuguesa de Dietistas (APD) e da Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa.

Num debate aberto a toda a população, dietistas e jovens diabéticos juntam-se, durante toda a manhã do dia 9 de Novembro, para, em conversa aberta, dar conselhos e tirar dúvidas para uma alimentação mais saudável. Depois, entre as 14h30 e 15h30 as dietistas da APD, Vânia Costa e Rute Borrego, darão um curso prático sobre alimentação saudável com explicação dinâmica e tridimensional da pirâmide alimentar. Os responsáveis pretendem assim alertar para os benefícios de um estilo de vida saudável na prevenção da diabetes tipo 2.

“O nosso objectivo é sensibilizar os portugueses para a diabetes, incentivando a população através das actividades da Semana do Diabético, a prevenir a diabetes tipo 2 e a compreender as implicações da diabetes tipo 1, diferenciando-a da tipo 2”, frisou Paulo Madureira, presidente da AJDP.

Entre as diversas actividades a decorrer no âmbito da Semana do Diabético destacam-se também a exposição de fotografias, patente no Amoreiras Shopping, sobre a expedição de 26 diabéticos ao Toubkal, o ponto mais alto da Cordilheira do Atlas, no Norte de África; ou a realização de rastreios gratuitos à diabetes nas principais estações de metro de Lisboa, na quarta-feira, dia 14 de Novembro.

Marta Bilro

Fonte: Comunicado da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal.

Merck solicita aprovação de medicamento para tratar hiperfenilalaninemia

A farmacêutica norte-americana Merck submeteu um pedido de aprovação à Agência Europeia do Medicamento (EMEA) para comercializar o Sapropterin enquanto tratamento para a hiperfenilalaninemia, uma doença genética capaz de provocar lesões neurológicas.

Esta candidatura é particularmente importante “para os pacientes com fenilcetonúria ou deficiência na BH4”, salientou o director de operações europeias da Merck Serono, Roberto Gradnik, uma vez que, segundo o laboratório, não existe qualquer medicamento na Europa destinado ao tratamento desta patologia.

De acordo com o comunicado emitido pela Merck - a que o Farmacia.com.pt teve acesso - o Sapropterin recebeu estatuto de medicamento órfão atribuído pela EMEA e pela Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA). Caso seja aprovado no tratamento da hiperfenilalaninemia deverá garantir sete anos de exclusividade no mercado norte-americano e 10 anos na Europa.

Os dados divulgados pelo laboratório indicam que existem actualmente 50 mil pacientes nos países desenvolvidos que sofrem do tipo de hyperphenylalaninemia para o qual o Sapropterin foi desenvolvido.

Marta Bilro

Fonte: Merck, CNN Money, Reuters.

China acusa farmacêuticas de publicidade exagerada

SFDA ameaça suspender 16 licenças de produção

A Administração Chinesa para os Alimentos e Fármacos (SFDA) ameaçou confiscar as licenças de 16 empresas farmacêuticas que alegadamente divulgaram anúncios que publicitam exageradamente os benefícios dos seus produtos.

De acordo com a entidade reguladora chinesa, os anúncios continham “uma grande quantidade de afirmações e promessas não científicas acerca dos benefícios e efeitos dos produtos”, relata a agência noticiosa oficial do país. Os responsáveis afirmam também que, para além de ter infringido as leis, esta publicidade fez com que os consumidores fossem induzidos em erro.

Entre os alegados exageros está uma afirmação da Tonghua Shenlong Pharmaceutical Co. de acordo com a qual um medicamento da sua responsabilidade poderia “produzir um efeito instantâneo num paciente que tenha sofrido de doença cardíaca durante sete ou oito anos”, refere a Xinhua.

A China tem vindo a lutar contra as infracções das empresas produtoras de medicamentos numa campanha intensiva para aumentar a qualidade dos produtos. A medida foi impulsionada pelos recentes relatos de contaminação, impurezas ou alterações na composição de alguns produtos, como pastas de dentes ou brinquedos e que denegriram seriamente a reputação das exportações chinesas.

O país está a tornar mais rigorosos os requisitos de qualidade para a atribuição de licenças para novos medicamentos e ordenou a reavaliação de 170 mil licenças de produção de fármacos atribuídas durante a direcção do ex-director da SFDA, Zheng Xiaoyu, executado em Julho depois de ter sido condenado à pena de morte sob acusações de corrupção relacionada com a aprovação de fármacos que não cumpriam os padrões de qualidade.

Marta Bilro

Fonte: International Herald Tribune, Pharmalot, Xinhua, Farmacia.com.pt.

Medicamentos contrafeitos invadem o mercado global

Índia lidera produção de falsificações

Os medicamentos contrafeitos estão a inundar os mercados globais. De acordo com um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) o número de medicamentos falsos que se infiltram nas cadeias de fornecimento mundiais é preocupante e as novas tendências aliadas a este tipo de actividade não param de crescer.

“Actualmente, poucas jurisdições estão imunes aos medicamentos contrafeitos e à infracção dos direitos de propriedade intelectual”, salienta o relatório. Enquanto as estimativas falam numa prevalência do fenómeno abaixo do 1 por cento, muitos países desenvolvidos, como a Austrália, Canadá, os países da União Europeia, Japão, Nova Zelândia e Estados Unidos da América, estão a ser largamente afectados à medida que se intensifica o fornecimento e a produção global.

“Uma tendência preocupante reside no facto dos medicamentos contrafeitos estarem a ser cada vez mais detectados como tendo entrado na cadeia de fornecimento de algumas das jurisdições mais reguladas”, afirma a OCDE.

Num inquérito conduzido pela organização junto de produtores farmacêuticos em 2005, uma empresa relatou um aumento da existência de ingredientes farmacêuticos activos contrafeitos, bem como o aumento da dificuldade em distinguir as substâncias genuínas dos produtos falsificados.

Uma das empresas inquiridas pela OCDE afirmou ter detectado, em 33 países, ingredientes farmacêuticos activos falsos provenientes da Índia. Uma outra firma disse ter encontrado, em 42 países, falsificações dos seus produtos farmacêuticos com origem na China.

Os cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU), citados pelo estudo da OCDE, indicam que a prevalência de medicamentos contrafeitos nos países em vias de desenvolvimento se situa entre os 10 e ao 13 por cento. A Índia foi identificada como sendo destacadamente a nação líder na produção de medicamentos falsos – segundo as estatísticas de 2005 da Direcção-Geral dos Impostos Indirectos e União Aduaneira (TAXUD) divulgadas pela União Europeia, 75 por cento dos registos globais de medicamentos falsos têm origem na Índia, 7 por cento no Egipto e 6 por cento na China.

As conclusões do trabalho OCDE apontam também para o aumento da diversificação do tipo substâncias produzidas. “A análise dos dados relativos à UE e à América do Norte revelam que os medicamentos contrafeitos têm como alvo um largo espectro de fármacos modernos para o tratamento do cancro (anti-tumorais e anemia), da disfunção eréctil, na área da cardiologia (redutores do colesterol e anti-hipertensores), hormonas e esteróides”, sublinha o relatório.

Os medicamentos genitourinários são visivelmente os principais alvos da falsificação. Conforme afirma a OCDE, foram relatados 253 casos de contrafacção que envolviam esta classe de fármacos, sendo que o número de incidentes subiu para os 401 em 2005. Os fármacos anti-infecciosos e os medicamentos para o sistema nervoso central surgem em segundo lugar na lista das falsificações mais frequentes, com 172 e 147 casos detectados, respectivamente.

Uma das tendências mais inquietantes relaciona-se com o contributo cada vez mais relevante da internet na propagação dos produtos contrafeitos. O relatório salienta mesmo, como exemplo particular, o caso do Rimonabant, que foi publicitado e colocado à venda na internet mesmo antes de ter recebido autorização de comercialização na União Europeia.

A OCDE traçou também o perfil dos indivíduos que se dedicam à produção e distribuição de medicamentos contrafeitos, entre os quais estão farmacêuticos e físicos, grupos de associação criminosa, membros do crime organizado, empresas farmacêuticas corruptas, funcionários locais e nacionais corruptos e organizações terroristas.

Marta Bilro

Fonte: BioPharma-Reporter.com.