segunda-feira, 18 de junho de 2007
11% dos doentes compra fármacos na Internet
O grupo de compradores de medicamentos online tem mais de 40 anos, com educação universitária, casados e adeptos das novas tecnologias. Dentro destes 11%, a grande maioria (78%) obteve o produto através de sites legais.
Este resultado é muito elevado tendo em conta os problemas que existem de legalização e qualidade dos fármacos.
A Forrester contabilizou ainda que 27% dos consumidores recorreram a uma farmácia de venda pelo correio.
As grandes indústrias farmacêuticas, sobretudo norte-americanas, já lançaram o aviso de que vão começar a investir neste canal de venda através de uma publicidade agressiva.
Sara Pelicano
Fonte: PM Farma
Cientistas identificam proteína inibidora da infecção por HIV/Sida
O estudo, realizado ao longo de uma década, foi publicado na última edição da revista ‘Nature Cell Biology’ e representa um importante passo para o conhecimento as fases iniciais da infecção.
Santos Mañes, director do estudo, explica que os cientistas "encontraram uma proteína que se liga aos receptores que usam o vírus para entrar nas células" e infectá-las, acrescentando que "cada uma das células do organismo possui um esqueleto, o citoesqueleto, que define a sua forma e fornece o suporte interno necessário para que funcione".
Perante uma tentativa de infecção, “o citoesqueleto reage reorganizando-se mediante um complexo sistema no qual possuem um papel essencial um determinado tipo de enzimas, as Rho GTPases”, esclarece Mañes.
Em investigações anteriores, os cientistas da CSIC haviam já percebido que o vírus da Sida precisa de activar as enzimas RHO-A, para invadir a célula e infectá-la, o que permitiu avançar para o estudo agora publicado.
"A equipa tentou analisar como a RHO-A é activada quando o vírus se liga à célula, levando-nos até uma proteína de união do citoesqueleto, a filamina A". Em caso de infecção, esta proteína une os receptores do vírus com o citoesqueleto da célula, activando ao mesmo tempo a enzima RHO-A.
Estas e outras conclusões levam a acreditar que o HIV/Sida, se apropria do mecanismo fisiológico que activa as células de defesa do organismo do ser humano, os linfócitos T, para invadi-las e destrui-las.
De acordo com os investigadores, o processo depende da função da filamina A que, ao interagir com os receptores do vírus, inicia um processo de recolocação de receptores, muito semelhante ao que ocorre na activação dos linfócitos.
"O sucesso que o vírus da Sida tem em infectar as células do sistema imunológico, os linfócitos T, possivelmente está no mecanismo descrito neste estudo", conclui Santos Mañes.
Inês de Matos
Fonte: CiênciaPT
Teleassistência a idosos: alarme com botão de pânico
O envelhecimento da população portuguesa coloca enormes desafios à sociedade. Em 2004, cerca de 17 por cento da população tinha 65 ou mais anos. De acordo com estudos do INE (Instituto Nacional de Estatística), esta percentagem irá duplicar para 32 por cento, em 2050.
Os números constatam ainda que, cerca de 30% dos indivíduos com 65 ou mais anos sofrem quedas em casa. Um valor que sobe para 50% no grupo dos indivíduos com 80 ou mais anos, aumentando, também, a gravidade das consequências destes acidentes.
No sentido de dar resposta a esta problemática e para ajudar os idosos em situações de emergência dentro das suas casas (quedas, mal-estar, dor, entre outras), foi criado um dispositivo inovador: Primus Care Alarme - um sistema de alarme por teleassistência direccionado para os idosos que necessitem de cuidados e apoio continuados.
O responsável explicou que “o alarme é accionado através de um botão de pânico, que pode ser utilizado no pescoço ou no pulso e faz uma ligação ao centro de atendimento telefónico através de uma unidade central montada em casa da pessoa.”
Em situação de emergência, mesmo a distâncias consideráveis do aparelho, João Gonçalves esclareceu que o idoso poderá falar com o operador para que este avalie a situação e accione a resposta necessária.
“Nos casos em que o idoso não possa falar, de imediato são efectuados os contactos necessários (familiares, vizinhos ou ambulância) para o socorro. O sistema pode ainda incluir outros acessórios, como detectores de gás ou de água”, frisou.
O representante do produto inovador considera que “a vida autónoma e condigna dos seniores nas suas casas é um factor primordial para o desenvolvimento da sociedade portuguesa, uma vez que esta está envelhecida”, reforçando que, deste modo, “é urgente criar condições que sustentem a manutenção, ou mesmo, o aumento da qualidade de vida dos idosos.”
Raquel Pacheco
Fonte: Hospital do Futuro/Fórum Enfermagem
Doações convertidas em 250 equipamentos médico-científicos

A Missão Sorriso 2006 permitiu angariar, em todo o país, 800 mil euros, que foram convertidos em mais de 250 equipamentos médico-científicos e lúdicos para distribuir pelos serviços pediátricos de 25 unidades hospitalares.
Desde 2003, a Missão Sorriso já contribuiu com mais de dois milhões de euros, traduzidos numa oferta de mais de 700 equipamentos.
No Centro Hospitalar do Alto Minho (CHAM) – e resultado da campanha traduzida na venda naqueles hipermercados do livro, CD e DVD «Leopoldina e a tartaruga bebé» - foi atribuído um aparelho de otoemissões.
Segundo o director do Serviço de Pediatria do CHAM (Viana do Castelo), a falta do aparelho inviabilizava a realização daquele rastreio nos recém-nascidos. “Estamos, neste momento, na fase de formação do pessoal, sendo certo que, muito em breve, começaremos a fazer o rastreio”, asseverou Rei Amorim.
De acordo com aquele responsável, o CHAM recebeu, também, uma bomba extractora de leite, para mães com bebés internados, e a “nova geração” do aparelho de fototerapia destinado a tratar a icterícia nos recém-nascidos.
A icterícia manifesta-se na cor amarela da pele e no branco dos olhos dos bebés e é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue.
Segundo sublinhou Rei Amorim, “a doação de maior valor foi, sem dúvida, o novo equipamento da sala de recém-nascidos da maternidade, desde mobiliário, ar condicionado a banheiras”, rematando que o equipamento de que dispunham “era muito antigo, estava lá desde a criação do hospital.”
Raquel Pacheco
Fonte: Lusa
Longevidade e vida saudável podem estar no cérebro
Ao longo dos anos, investigadores verificaram a relação entre uma alimentação saudável e a longevidade. No entanto, não conseguiram encontrar uma justificação para esta relação.
Agora, um estudo de biólogos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) demonstrou que esta relação alimentar e o envelhecimento pode estar na cabeça e não no estômago em si, como até agora se avaliava. O professor da Novartis of Biology, Leonard P. Guarente, verificou que existem dois neurónios associados à longevidade. Quando estes foram mortos com raios laser, os vermes deixaram de poder gozar desta característica, normalmente associada a uma dieta alimentar.
«Este estudo dirige a nossa atenção para o cérebro como centro mediador dos efeitos benéficos na restrição de calorias em muitos organismos, inclusive o humano. E uma compreensão molecular completa sobre a restrição de calorias pode levar à produção de novos fármacos para as principais doenças associadas ao envelhecimento», explica o professor.
O estudo revela que a dieta saudável activa um gene (skn-1) em dois neurónios sensoriais. Estes traduzem informação sobre a disponibilidade alimentar aos elementos endócrinos. Assim há um aumento da actividade metabólica que possibilita maior longevidade dos vermes. Sem estes genes o envelhecimento saudável com uma restrição alimentar desapareceu.
«Suspeitamos que os dois neurónios sensoriais e a restrição dietética emitem uma hormona que aumenta o metabolismo e consequentemente dão um pouco mais de tempo de vida aos vermes», esclarece Guarente.
Em 2000, este cientista demonstrou que a dieta activa nos vermes um gene (SIR2) que tem a capacidade de reduzir o tempo de envelhecimento. O ser humano possui um gene semelhante a este. O próximo passo de Guarente é relacionar o SIR2 com os dois neurónios identificados neste estudo mais recente. Deste modo, acredita que em 10 a 20 anos será possível controlar doenças que anunciam o envelhecimento do corpo.
Este trabalho é apoiado pelos Institutos Nacionais da Saúde e Glenn Foundation.
Sara Pelicano
Fontes: MIT e Nature
17ª Farma Racine Expo no Brasil
Assume-se como “o maior evento farmacêutico da América Latina”, e entre os dias 11 e 14 de Julho volta a abrir portas no Expo Center Norte, em São Paulo. A 17ª edição da Farma Racine Expo, que decorre em simultâneo com o 6º Ciclo Racine para Universitários no âmbito da Semana de Actualização, promete novidades de interesse para proprietários, farmacêuticos, académicos e técnicos daquela área.
Ao longo da Semana Racine de Actualização em Farmácia terão lugar 21 cursos e quatro simpósios, a cargo de palestrantes de renome internacional, que permitirão a troca de experiências e o cruzamento de dados entre profissionais de diversos países da América Latina e da Europa. Pela primeira vez, a edição 2007 do evento contempla a área de Farmácia Hospitalar, inserida numa programação que prevê dois cursos e um simpósio. Durante quatro dias o evento deverá congregar cerca de 20 mil pessoas, que visitarão os mais de 100 stands distribuídos por mais de 16 mil metros quadrados. A entrada na feira é gratuita.
A grande novidade deste ano passa pela existência de um espaço de showcase em que terão lugar palestras técnicas, difusão de vídeos institucionais e workshops. No seguimento do êxito alcançado nas anteriores edições deste certame, o stand de Farmácia Integrada continuará a demonstrar as possibilidades de estruturação de um estabelecimento comercial farmacêutico à luz de um conceito inovador lançado pelo Grupo Racine há quatro anos. Nos dias 13 e 14 de Julho decorre o 6º Ciclo Racine para Universitários, que há seis anos presta esclarecimentos a licenciados e recém-formados da área da Saúde, designadamente sobre assuntos ligados ao mercado de trabalho e ao início da carreira profissional.
Carla Teixeira
Fonte: 17ª Farma Racine Expo
GSK quer lançar cinco novos medicamentos contra o cancro até 2010
De acordo com Moncef Slaoui , presidente da R&D, GSK “nos próximos três anos, a GSK fará a diferença para milhões de pacientes com cancro”.
Estes novos medicamentos encontram-se ainda em fase de testes, mas poderão representar um bom avanço no tratamento do cancro renal, cervical, ITP, Emesis e NHL/CLL.
A GSK encontra-se “a desenvolver medicamentos para combater 12 tipos de cancro diferentes, desde o tratamento pioneiro com o Tykerb, a vacinas para prevenção e tratamento do cancro”, afirma Slaoui.
O Tykerb, é um novo tratamento oral para o cancro da mama, da GSK, que nos Estados Unidos tem conhecido uma forte aceitação, sendo já utilizado no tratamento de 3.000 doentes, desde Março.
A GSK pretende afirmar-se, cada vez mais, na área da investigação oncológica.”Vamos lançar um número sem precedentes de produtos para tratamento, prevenção e apoio dos doentes com cancro” avisa Paolo Paoletti, do Centro de Desenvolvimento de Medicina Oncológica, da GSK.
O mercado oncológico movimenta 20 biliões de dólares e anualmente regista um crescimento na ordem dos 20%.
Medicamentos em causa
Entre os medicamentos hoje apresentados, encontra-se o Cervarix, uma nova esperança na prevenção do cancro cervical, cujos resultados têm sido animadores..
O Pazopanib, cujos resultados têm sido também muito positivos, destina-se ao tratamento do carcinoma renal e motivou já diversos estudos, no sentido de aplicar este medicamento ao tratamento de mais 11 tipos de cancro.
O Promacta, indicado para o tratamento da thrombocytopenia (ITP), revelou ser eficaz no aumento das plaquetas, reduzindo as hemorragias nos pacientes que sofrem de ITP. A sua utilização no tratamento desta doença, deverá ser aprovada ainda este ano.
O Rezonic, em combinação com o Zofran, registou resultados muito optimistas no tratamento da emesis. A combinação destes dois medicamentos foi hoje apresentada, até então apenas o Zofran era utilizado neste tratamento, mas a sua junção com o Rezonic revelou significativos progressos.
Estes cinco novos medicamentos deverão ser lançados num prazo máximo de três anos, encontrando-se ainda em fase de teste.
Inês de Matos
Fonte: PharmaLive
Quimioterapia Oral
Uma vez que a quimioterapia oral é tomada sob a forma de um comprimido ou de uma cápsula, não é preciso injectá-la no corpo, como acontece com outros tipos de quimioterapia.
Em muitos casos, os medicamentos da quimioterapia são administrados directamente na veia da pessoa através de uma linha intravenosa, com a ajuda de um cateter implantado sob a pele.
Adicionalmente, os dispositivos intravenosos ficam no interior do corpo entre os tratamentos, e a sua presença pode conduzir a complicações adicionais em até 30% dos casos.
Tomar quimioterapia oral sob a forma de um comprimido ou de uma cápsula elimina esses riscos. Engolida com um pouco de água, a quimioterapia oral é um método simples e não invasivo de receber tratamento contra o cancro.
A quimioterapia oral pode ser usada para diferentes tipos de cancro, no entanto nem em todos os pacientes pode ser administrada.
Para saber mais consulte o sítio: http://www.quimioterapiaoral.org/html/pt/guide/index.cfm
Liliana Duarte
Fonte: Site mencionado em cima
Falta de medicamentos atrasa altas hospitalares no Reino Unido
Durante o Outono do ano passado 141447 doentes internados em 167 unidades de saúde britânicas foram inquiridos sobre a sua experiência de internamento. Apenas 81 mil (cerca de 59 por cento) responderam ao inquérito, mas os resultados dizem que só 37 por cento consideraram terem sido totalmente esclarecidos relativamente a eventuais efeitos secundários dos tratamentos a que foram submetidos, enquanto outros 19 por cento afirmaram ter sido razoavelmente informados. À luz do mesmo estudo, 76 por cento dos doentes garantiu que as equipas médicas lhes falaram de forma acessível sobre os medicamentos que tinham de tomar, mas somente 65 por cento tiveram acesso a documentação adicional.
Carla Teixeira
Fonte: Hospital Pharmacist, Picker Institute
Cientistas constroem vasos sanguíneos a partir de células estaminais
Os cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh desenvolveram células estaminais em tubos elásticos biodegradáveis de forma a criar os vasos sanguíneos artificiais para ratos. Foram “semeadas” 10 milhões de células derivadas de músculos, em tubos com apenas 1,2 milímetros de diâmetro. Sete dias depois os vasos estavam cultivados e foram posteriormente implantados na aorta abdominal dos animais.
Oito semanas após o implante, os cientistas observaram que o enxerto de vasos sanguíneos não apresentava qualquer taxa de obstrução e que a formação do tecido tinha evoluído para uma artéria madura.
“O próximo passo é demonstrar a utilização dos vasos sanguíneos artificiais num animal de maiores dimensões, como é o caso do porco, que possui um sistema de coagulação mais parecido ao dos seres humanos”, avançou David Vorp, membro da equipa de investigação e professor de cirurgia e bioengenharia.
Conforme explicou o responsável, teoricamente, as células estaminais conseguem regenerar artérias inteiras, no entanto ainda é necessário perceber o verdadeiro contributo das células. Ainda assim, os investigadores verificaram que esta tecnologia consegue muitas vezes prevenir coágulos sanguíneos que podem ser fatais noutros enxertos.
À medida que se vai degradando, com o passar do tempo, o tubo “deixa espaço suficiente para que as células estaminais cresçam e se regenerem para ampliar a circulação sistémica”, acrescentou Alejandro Nieponice, outro dos especialistas envolvido no estudo.
A principal vantagem, salientou Vorp, é que o enxerto pode utilizar as células estaminais dos próprios pacientes e estar disponível para implante quase de imediato, ou após um curto período de cultivo.
Os investigadores acreditam que, face aos resultados, esta tecnologia poderá ser praticada sem seres humanos.
Apesar de ser uma metodologia com alguma taxa de insucesso, actualmente são utilizadas partes de veias ou artérias retiradas da perna do paciente para a colocação de um bypass por enxerto da artéria coronária. A colocação de um enxerto arterial é um método preferencial uma vez que oferece menos riscos de obstrução. A principal adversidade desta metodologia reside no facto de haver escassez de enxertos arteriais quando muitos dos pacientes necessitam de vários.
Marta Bilro
Fonte: Reuters, Forbes, The Age.
Amamentação previne artrite reumatóide
De acordo com o estudo, as mães que amamentaram durante 13 ou mais meses comportam um risco reduzido de desenvolver artrite reumatóide em comparação com as mulheres que não o fizeram. O relatório diz mesmo que quanto mais longo for o período de amamentação menor é o risco.
O uso de contraceptivos orais ou da terapia de substituição hormonal, métodos com efeito reconhecido, não surtiram um efeito tão significativo na diminuição do risco de desenvolver artrite reumatóide.
“Enquanto outros estudos sugerem que os factores hormonais são relevantes no desenvolvimento da artrite reumatóide, e sabemos que a gravidez pode aliviar os sintomas da doença, quisemos investigar os efeitos da amamentação a longo-prazo”, explicou Mitra Keshavarz, investigadora do Hospital Universitário Malmö, na Suécia.
“O estudo salienta, de forma específica, o potencial das hormonas induzidas naturalmente na protecção contra o desenvolvimento futuro de artrite reumatóide”, continuou a especialista, acrescentando que este é mais um elemento a somar ao rol de evidências a favor da amamentação e das suas implicações positivas para a saúde, neste caso dos seus benefícios para as mães.
Os dados foram recolhidos a partir dum estudo de saúde de uma comunidade de participantes em conjunto com informações do “Swedish National Hospital Discharge” e do “National Cause of Death Register”, entre 1991 e 1996. A investigação comparou informações relativas à saúde de 136 mulheres que mais tarde desenvolveram artrite reumatóide com os dados das 544 mulheres envolvidas no grupo de controlo.
Através de um questionário foram recolhidas informações acerca da utilização de contraceptivos orais, de terapias de substituição hormonal e de outros factores associados ao estilo de vida de cada participante, que depois foram analisadas por uma equipa do Hospital Universitário Malmö.
A investigação revelou que a amamentação durante 13 ou mais meses estava associada à redução do risco de desenvolver artrite reumatóide (com um rácio de probabilidades de 0,46 pontos, e um intervalo de confiança de 95 por cento). Para as mulheres que amamentaram entre 1 e 12 meses o rácio de probabilidades situou-se nos 0,74 pontos, com um intervalo de confiança de 95 por cento, comparado directamente com as que nunca amamentaram.
Marta Bilro
Fonte: The Times of India, Press TV, Medical News, Dailyindia.com.
Remicade apresenta resultados positivos para os sintomas da Espondilite Anquilosante
O estudo incluiu 279 pacientes distribuídos por 33 centros de pesquisa na América do Norte e na Europa. Todos os pacientes sofriam de Espondilite Anquilosante activa que tinha sido diagnosticada pelo menos três meses antes. Para fazer parte do estudo, os pacientes tinham de ter Espondilite Anquilosante activa, determinada pela presença de sintomas típicos, tais como fadiga, rigidez matinal, dores nas costas e nas articulações.
Os pacientes foram tratados e avaliados em intervalos de seis semanas até à semana 102. De acordo com os resultados, os pacientes tratados com Remicade (201 pacientes), na semana 24 apresentaram uma melhoria dos sintomas, em comparação com o grupo que recebeu um placebo (78 pacientes). 51 por cento dos pacientes tratados com Remicade apresentaram melhoras significativas em comparação com os 31 por cento dos pacientes tratados com o placebo. As melhoras registadas na semana 24 foram mantidas até à semana 102 nos pacientes que continuaram a extensão do ensaio clínico (161 pacientes). Além disso, também os pacientes que receberam inicialmente o placebo e que mudaram, na semana 24, para o grupo que recebia Remicade, apresentaram melhoras.
Os sinais e sintomas da Espondilite Anquilosante são medidos através de uma avaliação que atribui uma pontuação, incluindo a apreciação do médico de como o paciente está, a quantidade de dor nas costas presente, a capacidade de efectuar actividades físicas, e a quantidade de rigidez matinal. No início do estudo, todos os pacientes foram examinados por um médico e foi-lhes dado uma pontuação. No final do estudo, os pacientes voltaram a ser examinados. Os pacientes, a quem foi administrado Remicade, apresentaram melhoras na ordem dos 20, 50 e 70 por cento, ou seja, estes pacientes tiveram menos dores de costas e rigidez matinal e conseguiam efectuar as actividades diárias mais facilmente.
Isabel Marques
Fontes: FirstWord, www.remicade.com e Yahoo!Finance
Diagnóstico genético pré-implantação é um procedimento seguro
Este procedimento, que surgiu nos anos 90 a par do avanço das técnicas de reprodução medicamente assistida, permite confirmar a causa genética de determinada doença. O DGPI avalia “a presença ou ausência de mutações genéticas ou aberrações cromossómicas, associadas ao desenvolvimento de doenças em fetos, em familiares de pacientes afectados por doenças de natureza genética, ou em indivíduos sem familiares afectados”, esclarece o relatório sobre o assunto emitido pelo Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.
O mesmo documento explica também que o DGPI consiste no “estudo genético de embriões obtidos por fecundação “in vitro”, durante os primeiros dias de desenvolvimento”. É uma técnica de diagnóstico pré-natal que envolve um conjunto de procedimentos destinados ao estudo genético de células do embrião, antes da sua implantação “in utero”.
A principal vantagem da utilização deste método reside no facto de permitir prevenir a transmissão de doenças genéticas hereditárias, uma vez que pode evitar a implantação de embriões com anomalias genéticas pois apenas os embriões saudáveis são transferidos para o útero.
Alguns especialistas estavam preocupados com o facto de tal procedimento representar, a longo-prazo, um risco para a segurança dos recém-nascidos. A investigação analisou 583 crianças submetidas a este procedimento, das quais 563 sobreviveram ao parto.
Segundo Ingeborg Liebaers, responsável pela investigação, o peso dos recém-nascidos submetidos ao diagnóstico genético pré-implantação era idêntico ao dos que não foram sujeitos a este procedimento. Aos dois e três meses de idade, a taxa de anomalias ou malformações detectadas à nascença era também semelhante entre os bebés que passaram pelos diferentes processos.
Assim, foi possível aos cientistas concluírem que a taxa sucesso do procedimento é semelhante à do método tradicional de fertilização “in vitro” (FIV) ou à da Injecção Intra-citoplasmática de Espermatozóide (ICSI na sigla inglesa).
No entanto, esta especialista preveniu que são ainda necessárias mais investigações no que diz respeito à taxa de mortalidade perinatal, a qual foi mais elevada nestes fetos do que nos casos de FIV ou de ICSI. A maioria das mortes acontecia em casos de gravidezes múltiplas, um factor que pode ser relevante, referem os autores do estudo.
“Estou muito confiante e nada surpreendido com estes últimos resultados”, afirmou Alan Handyside, porta-voz da Sociedade Britânica de Fertilidade e um dos cientistas responsáveis pelo desenvolvimento do PGD nos anos 90, em declarações à BBC.
Apesar de estarem esperançados com o facto de este procedimento não causar anomalias, os investigadores estão conscientes de que serão necessárias várias décadas para que os resultados a longo-prazo sejam claros, uma vez que as primeiras crianças nascidas através do PGD estão agora a atingir os 17 anos de idade.
Marta Bilro
Fonte: BBC News, News-Med.com, Forbes, Relatório sobre “Diagnóstico Genético Pré-implantação” da autoria de Fernando Regateiro, emitido pelo Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.
OMS emite novas regras para prevenir epidemias
A OMS pretende que haja uma maior abertura no tratamento de questões de saúde pública e, ao mesmo tempo, fornecer um incentivo à segurança, afirmou David Heyman, representante da organização. As novas regras, que acabaram de entrar em vigor, prevêem também que sejam relatados os casos de debilitação causados por materiais radioactivos ou químicos e alimentos contaminados.
Com a nova regulamentação sanitária internacional os países membros devem reportar, num prazo de 24 horas, o aparecimento de doenças infecciosas ou qualquer emergência ao nível da saúde pública que possa causar preocupações internacionais.
Heyman salientou que estas directivas vão alterar a forma como as doenças infecciosas são geridas a nível global. “Conseguimos alterar a norma. Os países perceberam que não se podem omitir doenças infecciosas e que reportá-las é uma questão de honra, mesmo que comporte gastos”, acrescentou.
A pneumonia atípica, que em 2003 matou 800 pessoas em todo o mundo, funcionou como uma chamada de atenção para a rapidez com que uma nova doença pode alastrar-se, referiu a directora-geral da OMS, Margaret Chan Para além disso, mostrou que nenhum país, agindo por conta própria, poderá proteger-se das ameaças à saúde pública.
A responsável máxima da organização disse ainda que a pandemia de gripe é actualmente a maior ameaça à segurança da saúde pública internacional.
É para prevenir esse tipo de situações que, de acordo com as novas regras, os países devem estar preparados para desenvolver e manter um protocolo de resposta e vigilância aos surtos epidémicos num prazo de cinco anos. Para além disso, os membros devem reconhecer os direitos dos viajantes estrangeiros, tratando-os com respeito, prezando a sua dignidade, os direitos humanos e as liberdades fundamentais quando as medidas de segurança são solicitadas.
Apesar das justificações da OMS, há quem discorde das medidas. A directora do Centro Norte-Americano para o Controlo de Doenças, Julie Gerberdin, teceu criticas às regulamentações afirmando que há detalhes, tais como quem ficará responsável pelos gastos de movimentação ou isolamento de um paciente, que não foram definidos.
Marta Bilro
Fonte: News-Medical.net, eMAxHealth.com, The Calgary Sun, Diário de Notícias.
Mais doadores para aumentar reservas de sangue
Criar uma Reserva Estratégica de Sangue que proporcione cerca de 12 dias de autonomia em caso de epidemia, é uma das próximas prioridades do Instituto Português do Sangue (IPS).Pretende-se que em pouco tempo seja possível ter uma reserva que permita estar 12 dias sem fazer colheitas de sangue, para prevenir situações como, por exemplo, se a população for atingida pela gripe das aves.
"Pode acontecer qualquer coisa. Pode vir aí um surto da gripe das aves e, nessa altura, a maior parte da população não poderá dar sangue. Essa Reserva Estratégica quer dizer que, numa emergência, teremos sangue suficiente para alguns dias", explica Francisca Avillez, da direcção do IPS.
O Instituto revela preocupação por esta questão, pois Francisca Avillez confirma que "para lá da auto-suficiência, sabemos que conseguimos estar cinco a sete dias sem fazer uma colheita de sangue".
De acordo com os números fornecidos pelo IPS, são as cerca de mil dádivas diárias que garantem a auto-suficiência do nosso país. Em Portugal são 400 mil os dadores registados. No entanto Francisca Avillez destaca a importância de continuar a promover a doação de sangue para que a camada mais jovem também comece a ajudar.
Autarcas da Régua falam quarta-feira
A propósito do processo de reestruturação da rede de urgências, o Ministério da Saúde fez saber aos autarcas e sua proposta para o Peso da Régua, a qual passava pela substituição da urgência por um serviço de «consultas abertas» a funcionar entre as 08:00 e as 24:00.
Estas consultas seriam feitas pelos médicos de família ou clínicos gerais dos centros de saúde da Régua, Mesão Frio e Santa Marta de Penaguião, sendo os casos nocturnos assegurados por reforço local do sistema de emergência médica do INEM, designado de SIV.
Os três centros de saúde da área de influência do Hospital D.Luíz I passariam a funcionar das 09:00 às 22:00 nos dias úteis e das 09:00 às 15:00 durante dos fins-de-semana e feriados.
Ña altura as autarquias quiseram então um centro de urgência básica, algo a que o ministro Correia de Campos ainda não respondeu. Nuno Gonçalves, garantiu que toda a Assembleia Municipal “concordaram genericamente com o protocolo”, no entanto sempre pediram uma “urgência básica a funcionar em permanência”.
O autarca referiu ainda “não existir qualquer possibilidade real de os médicos de clínica geral e familiar assegurarem um qualquer serviço de atendimento no D.Luíz I”.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
50 novas vagas para equipas do INEM no Alentejo
Margarida França, vogal executiva do Conselho Directivo do INEM, referiu à Lusa que este concurso “já tem cabimento orçamental” e tem por objectivo tornar mais fortes as equipas de emergência médica no Alentejo.
Margarida França, explica que este aumento de pessoal, tem a ver “com o encerramento de algumas urgências, é necessário encontrar alternativas”, explicou à Lusa.
Num debate sobre a «Segurança Clínica: O paradigma das organizações fiáveis», organizado pela Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário, a vogal do INEM disse ainda existe em curso um processo para mais de 125 elementos em todo o país.
“O INEM está em fase de crescimento e é natural que haja falhas de pessoal, mas o governo já descongelou verbas para que seja possível contratar mais elementos”, disse ainda a vogal executiva do Conselho Directivo.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
FDA dá luz verde ao ambrisentan para tratar hipertensão pulmonar
Esta doença rara provoca continuamente pressão elevada nas artérias que transportam sangue pobre em oxigénio do coração para os pulmões. O estreitamento das artérias obriga o coração a bombear mais arduamente, enfraquecendo-o com o tempo. Se não for tratada, esta doença pode provocar a morte num prazo de três anos.
A maioria dos pacientes com hipertensão arterial pulmonar queixa-se de exaustão, dificuldades em respirar, incapacidade para andar grandes distâncias ou para desempenharem as tarefas normais do dia-a-dia.
Os analistas acreditam que, em 2010, a venda do medicamento possa render cerca de 746 milhões de euros (mil milhões de dólares norte-americanos) por ano.
O fármaco, que nos Estados Unidos da América será comercializado com o nome Letairis, deverá estar disponível na próxima semana e, de acordo com Amy Flood, porta-voz da Gilead, o custo mensal do tratamento deverá rondar os três mil euros.
“O Letairis representa uma opção valiosa no tratamento desta doença órfã”, afirmou o director do departamento de novos fármacos da FDA, John Jenkins. O novo medicamento desempenha um papel importante na hipótese de diversificação da farmacêutica que concentra 70 por cento das suas vendas em medicamentos contra o HIV/Sida.
A Gilean, especializada em biotecnologia, conseguiu obter o fármaco após a compra da Myogen, em 2006, por 1,9 mil milhões de euros (2,5 mil milhões de dólares), assumindo o controlo sobre o negócio dos medicamentos experimentais para tratamento de hipertensão levados a cabo pela empresa.
No entanto, nem tudo são vantagens. O fármaco é acompanhado por fortes advertências que alertam para a probabilidade de causar malformações nos fetos, razão pela qual não deve ser administrado a grávidas. Há ainda o risco de provocar danos hepáticos. Por recomendação da FDA, os pacientes aos quais for administrado o tratamento diário composto pela toma de um comprimido deverão sujeitar-se, todos os meses, à realização de análises ao sangue para verificar a existência de lesões no fígado.
O fármaco não foi aprovado à primeira pelas autoridades norte-americanas, mas tinha prioridade de revisão pela FDA. A revisão prioritária é concedida aos produtos destinados a satisfazer necessidades médicas que ainda não têm resposta. Nestes casos, a FDA estabelece um prazo limite nos seis meses que se seguem à data de recepção do fármaco que lhe permita avaliar todos os aspectos de uma revisão.
Nos ensaios clínicos realizados, o ambrisentan ajudou os pacientes a caminharem 124 passos extra num teste clínico de seis minutos e os benefícios da sua actuação prolongaram-se por 48 semanas, revelou a empresa. O director de operações da Gilead, John Milligan, disse ainda que o medicamento tem benefícios para o paciente ao nível da capacidade de se exercitar e atrasa o agravamento progressivo da doença.
O Letairis insere-se na classe dos antagonistas dos receptores de endotelina, um composto que relaxa os vasos sanguíneos, diminuindo a pressão do sangue, aliviando a pressão no coração e nos pulmões.
Apesar da hipertensão arterial pulmonar ser uma doença pouco comum, já existem vários tratamentos disponíveis, como é o caso do Revatio (sildenafil), da Pfizer, que contém a mesma substância presente na composição do Viagra. Ainda assim, o Letairis deverá competir de forma mais directa com o Tracleer (bosentano), um fármaco comercializado pelo laboratório suíço Actelion. O Thelin (sitaxentano), desenvolvido pela Encysive, actua da mesma forma, porém ainda não recebeu parecer positivo da FDA.
Porém, John Milligan fez questão de salientar que, quando comparado com o Tracleer, o perigo de toxicidade para o fígado é “significativamente mais reduzido” com a utilização de Letairis. “O funcionamento do fígado é uma questão muito importante para os médicos”, acrescentou.
Segundo revelou o mesmo responsável, uma das ambições da Gilead é trabalhar de perto com os médicos enquanto o fármaco ainda é recente. O objectivo é assegurarem que o Letairis é receitado aos pacientes para que os médicos possam ganhar confiança na sua utilização.
Essa é uma das razões pela qual o medicamento tem um preço de comercialização idêntico ao do Tacleer. “Não queremos que os médicos e os pacientes se baseiem numa decisão económica”, mas antes “que escolham o melhor fármaco”, explicou Milligan.
O que é a hipertensão arterial pulmonar?
De acordo com a Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar, esta é uma doença crónica, rara, e progressiva, caracterizada por um aumento da pressão sanguínea na artéria pulmonar.
Numa pessoa saudável a pressão arterial média na artéria pulmonar (PAMAP) (diferença entre o valor mais alto e o mais baixo) é de 14 mmHg. Falamos em HP quando a pressão média na artéria pulmonar for superior a 25 mmHg em repouso ou superior a 30 mmHg durante exercício. A doença caracteriza-se por destruição e estreitamento progressivo dos vasos sanguíneos pulmonares.
Nas fases mais avançadas da doença o aumento da pressão na artéria pulmonar provoca uma sobrecarga de trabalho para o coração que pode conduzir a insuficiência cardíaca.
Marta Bilro
Fonte: The Wall Street Journal, The New York Times, First World, FDA News, MSN Money, Bloomberg, Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar.
UE ameaça publicidade sobre fast-food
Em entrevista publicada na edição de hoje do jornal Diário de Notícias, o comissário europeu anuncia que a obesidade infantil é um ponto muito importante e que deve ser combatido com a ajuda dos produtores.
O responsável europeu, acredita que “as pessoas não vivem hoje em bolas de segurança onde as possamos proteger”, e tendo em conta as diversas tecnologias, “adoptámos como abordagem tentar que a indústria voluntariamente pare de anunciar comidas não saudáveis para crianças pequenas”, como a fast-food.
Markos Kyprianou acredita na proposta comunitária de combate à obesidade infantil e quer ainda uma “nova formulação de produtos, de forma a termos ofertas saborosas e também mais saudáveis”.
No que diz respeito à obesidade infantil, que todos os anos afecta em toda a Europa mais 200 mil crianças, o comissário tem a certeza que um dos passos importantes é “ introduzir o exercício físico nas escolas de uma forma mais activa e através de jogos divertidos”, fala Markos Kyprianou.
Apesar que, este tipo de medidas é apenas uma recomendação, já que isso é apenas da competência dos Estados membros.
Além de que “o exercício não pode ser uma obrigação. O que acontece agora é que as crianças que mais precisam são as que tudo fazem para evitá-lo porque se sentem envergonhadas e não conseguem competir com os outros”, afirma Markos Kyprianou.
Dente inteligente controla medicação
Esta tecnologia, chamada dente inteligente, foi inventada por Andy Wolf, um médico israelita. O dente inteligente está programado para fornecer ao doente a dose exacta do fármaco no momento certo e o médico pode regular a frequência com que é administrada a medicação e a quantidade, tendo em conta as necessidades do doente.
“Trata-se de oferecer uma medicina personalizada para as necessidades e características de cada doente”, afirma o inventor, que criou este aparelho porque as pessoas não tomam os medicamentos a horas ou, por vezes, deixam mesmo de os tomar, o que pode ser prejudicial para a saúde.
O dente inteligente também pode ser utilizado para combater a secura que afecta 80 milhões de pessoas no Ocidente. “Há pessoas que têm uma secura na boca muito avançada e séria e precisam de um estímulo mais frequente. Damos então uma ordem ao microprocessador do dente, ao programa de inteligência artificial instalado, para que dispare a cada minuto uma dose de corrente eléctrica”, explica Andy Wolf. Deste modo as glândulas salivares são estimuladas e produzem mais saliva, o que melhora a qualidade de vida do doente.
Com esta nova tecnologia a administração dos medicamentos torna-se mais fácil e só é preciso ir ao médico uma vez por mês. Dentro de pouco tempo o dente inteligente passará a ser comercializado com o valor de 100 euros.
Sara Nascimento
Fonte: Sic
Primeiro centro de fisioterapia oncológica já é um sucesso
Nascido do esforço de Verónica Rufino e Mafalda d'Assunção Matos, mãe e filha, o projecto viu recentemente o seu mérito reconhecido, ao ser galardoado com o Prémio de Acessibilidade e Atendimento no Serviço Privado, entregue pelo ministro da Saúde, no âmbito do Fórum Hospital do Futuro
O sucesso, é obra do trabalho humano que se consegue nesta associação, onde o voluntariado representa um importante recurso.
"Além das linhas de atendimento e de apoio social, psicológico, jurídico e lúdico, decidimos criar esta valência da fisioterapia e também nos preocupámos em dar formação aos voluntários profissionais", sublinha Verónica, fisioterapeuta no Instituto Português do Cancro (IPO) e directora da associação.
Quando surgiu a APAMCM, sentiu-se logo a necessidade de fazer mais, "as terapias utilizadas no tratamento do cancro podem originar complicações a nível funcional que exigem intervir - por exemplo, menos função articular, menor força muscular, alteração da postura, linfedema".
A concretização do projecto surgiu em 2006, inicialmente apenas com um atelier de expressão plástica, uma vez que esta é “uma maneira excelente de libertar tensões. Não é precisa a palavra, apenas a libertação da expressividade". Depois surgiram as terapias complementares.
Na perspectiva de quem frequenta o centro de fisioterapia, os resultados não podiam ser melhores. "Nunca estive no sítio certo até chegar aqui", afirma Maria Manuela Silva, utente assídua do centro, onde faz sessões de drenagem linfática ao braço que inchou drasticamente, depois de ter retirado a mama e 15 gânglios linfáticos. "Desde que aqui estou já colhi frutos, o braço já não está rijo e anda muito menos inchado".
Maria Ermelinda Morais sente que está em “boas mãos”. Conheceu a associação pelo médico que a operou para retirar um tumor que tinha na perna e desde então passou a frequentar o centro de fisioterapia, onde faz massagens linfáticas na perna, para reordenar o líquido retido devido à operação.
A associação disponibiliza todo o acompanhamento psicológico de apoio na situação de doença e ensina também o auto-exame da mama, pois "há muito a fazer pelas mulheres e homens com cancro da mama", sublinha Verónica Rufino .
Inês de Matos
Fonte: Jornal de Noticias
domingo, 17 de junho de 2007
Doar o cadáver é um acto de generosidade
A utilização de corpos humanos faz parte da aprendizagem e investigação clínica. O problema maior é quando os familiares não deixem utilizar os corpos, mesmo sabendo que o seu familiar tinha a vontade do doar o seu corpo para estudo.
Isso acontece porque, a nossa sociedade tem o culto do corpo após a morte, passando também por questões no campo da religião. Desta forma, o número de declarações de doações não corresponde, de facto, ao número de doações efectivas.
Entidades como o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, já se fizeram manifestar, afirmando que, “do ponto de vista ético, é inaceitável que a vontade de outrem, quem quer que seja, se possa sobrepor à vontade do próprio”.
O Instituto de Anatomia da faculdade apela à generosidade dos cidadãos Portugueses, alertando para o facto de doarem um cadáver ao Ensino e à Investigação, contribuir para formar melhores médicos, com conhecimentos mais sólidos, e maior humanismo, logo, mais aptos a tratar dos vivos.
De realçar que, os médicos, cientistas e estudantes de Medicina têm a máxima consideração pela dignidade pessoal e social do falecido e dos seus familiares.
As cerimónias fúnebres que antecedem o acto de doação não deixem de existir. Para além disto, a entidade cientificamente beneficiada fica responsável pela cremação ou inumação dos restos mortais dissecados, quando terminada a pesquisa científica.
Liliana Duarte
Fonte: http://www.jasfarma.pt/noticia.php?id=836
Cápsula de gel promete redução de peso através de sensação de saciedade
O comprimido está ainda a ser sujeito a ensaios clínicos no Hospital Policlinico Gemelli, em Roma, mas a ideia parece promissora. Será como “comer um prato de massa”, descreve Luigi Ambrosio, um dos cientistas responsáveis pela invenção, levada a cabo em conjunto com Luigi Nicolais, no Instituto de Materiais Compósitos e Biomédicos de Nápoles.
“Se nos sentarmos para fazer uma refeição e já sentirmos o estômago cheio, vamos acabar por comer menos”, afirmou o mesmo responsável. A cápsula, que ainda não foi baptizada, é constituída por um composto celuloso de hidrogel superabsorvente, totalmente biocompatível e não interage com o corpo, sendo expulso naturalmente pelo organismo.
O gel consegue absorver até mil vezes o seu peso. Uma cápsula com uma grama que rapidamente se transforma numa pequena bolinha ou num balão que comporta cerca de um litro de liquido.
Os dois investigadores tinham estado envolvidos num projecto que pretendia desenvolver materiais super-absorventes para uma produtora de papel sueca, foi aí que começaram a questionar-se acerca das hipóteses de um hidrogel poder surtir o mesmo efeito que um bypass gástrico, mas que não envolvia cirurgia.
Porém, num mercado inundado por curas milagrosas e dietas da moda, algumas pessoas desconfiam do sistema. Lona Sandon, uma dietista do “UT Southwestern Medical Center”, em Dallas, e porta-voz da Associação Americana de Dietas também não parece estar convencida. “Não acredito que a resposta para a obesidade esteja num comprimido”, afirmou a especialista, acrescentando que “a única solução a longo prazo é cortar nas calorias e fazer exercício”.
Embora não seja uma solução mágica, alguns especialistas acreditam que poderá ajudar aqueles cujo peso já ultrapassou largamente as medidas. “Um comprimido deste género pode ser uma ajuda válida quando já se tem um problema sério”, comentou Antonino De Lorenzo, da Universidade Tor Vergata, em Roma. Ainda assim, este especialista considera que “o verdadeiro desafio é ensinar às pessoas a comer correctamente antes de precisarem do comprimido”.
Num comunicado divulgado pelo Centro Italiano da Investigação Científica, Ambrosio revelou que “o desenvolvimento do produto já se encontra numa fase avançada”. Se tudo correr bem, os investigadores esperam colocar o comprimido no mercado europeu e norte-americano no prazo de um ano.
A obesidade é um problema de grandes dimensões, “se com este comprimido conseguirmos reduzi-la em 10 por cento, é uma grande conquista”, salientou Ambrosio.
Marta Bilro
Fonte: Público, Wired.com
Pânico afecta 3% da população mundial
Este tipo de perturbações pode levar as pessoas a “não querer sair de casa, não ir trabalhar, não ter relações sociais”, explica Ricardo Gusmão, psiquiatra no Hospital de S. Francisco Xavier.
O isolamento surge da vergonha pela incompreensão da doença, uma vez que o seu diagnóstico é difícil, sendo em muitos casos confundida com a depressão.
Quando se regista uma crise, o sistema emocional fica muito instável, “há a ideia de que estão a falhar enquanto pessoas, profissionais ou até como pai e mãe e de que toda a gente se apercebe disso”, nota Marta Pavoeiro de Sousa, psicóloga clínica do Serviço de Apoio Psicológico e Psicoterapia (SAPP).
Os sintomas associados à perturbação de pânico são vários. Tonturas, náuseas, medo de morrer, palpitações ou ritmo cardíaco acelerado, dor de cabeça e sensações de falta de ar, são alguns dos mais comuns, bem como a sensação de terror ou irrealidade.
Inês de Matos
Fonte: Correio da Manhã
FDA tem falta de pessoal para fiscalizar medicamentos importados
Os fiscalizadores de fármacos e os biólogos da FDA “estão no limite” o que faz com que a frequência e amplitude das inspecções “cubram apenas uma fracção do número que seria necessário para garantir a pureza e segurança dos produtos e para assegurar a conformidade no processo de produção dos medicamentos”, relata o CongressDaily. Para além disso, é posta em risco a supervisão dos fabricantes estrangeiros e dos produtores “listados por terem cometido lapsos ou por práticas anteriores questionáveis”.
Os dados avançados pelo jornal indicam que nos últimos anos, o número de fármacos importados pelos Estados Unidos da América mais do que triplicou, enquanto o número de fiscalizadores se ficou por um aumento de 10 por cento. O CongressDaily salienta que quatro em cada 10 medicamentos distribuídos nas farmácias dos EUA são provenientes de produtores estrangeiros.
Segundo os responsáveis pela investigação, a falta de financiamento e de funcionários prejudica, inclusivamente, os esforços dos Congresso para aprovar legislação que permita reimportar medicamentos mais baratos.
O mesmo estudo diz ainda que os críticos acreditam que a política da FDA, ao concentrar as fiscalizações nos produtores, tanto estrangeiros como nacionais, que oferecem mais “riscos” potenciais, poderá ser inadequada face ao aumento do volume de medicamentos prescritos. O jornal cita uma resposta da FDA na qual se afirma que as fiscalizações centradas na nas “empresas de risco são mais importantes do que um número absoluto de inspecções”.
Ainda assim a investigação não se ficou pela identificação das falhas. O CongressDaily diz também que os funcionários encarregues de conduzir as inspecções aos fármacos “estão acima dos níveis de competência e especialização necessárias para desempenhar tal função”.
O processo de fiscalização
Actualmente, a FDA utiliza um sistema de fiscalização que identifica os potenciais “actores de risco”, a nível nacional e internacional, e concentra os seus inspectores nesses alvos. Alguns críticos afirmam que este sistema se torna mais falível à medida que o número de fármacos importados aumenta. Apesar das opiniões adversas, a FDA considera que o método actual continua a ser o mais adequado.
O presidente da “Synthetic Organic Chemical Manufacturers Association”, Joseph Acker, referiu que “conforme aumenta a diversidade de produtores estrangeiros, a tarefa torna-se impossível” para a FDA. Uma das soluções, acrescenta o responsável, seria fazer com que “os outros países, tal como acontece na Europa, estabelecessem as suas próprias exigências, da mesma forma que nós fazemos. Depois nós poderíamos realizar fiscalizações casuais para verificar se tudo estava de acordo com os padrões de pureza e eficácia”.
Marta Bilro
Fonte: kaisernetwork.org, Pharma Times.
VIII Encontro do Serviço de Psicologia Clínica
A organização está a cargo do Serviço de Psicologia Clínica e Unidade de Senelogia do Serviço de Cirurgia Geral e Digestiva.
Entre os congressistas encontra-se o Prof. Dr. Carvalho Teixeira (Instituto Superior de Psicologia Aplicada), Prof. Dr.ª Catarina Soares (Hospital Júlio de Matos) e Dr. José Moisão (HPV).
Liliana Duarte
Fontes: http://www.jasfarma.pt
http://www.roche.pt/
I Congresso Nacional do Idoso
Pretende-se uma abordagem científica e rigorosa, de forma a se discutir os principais problemas dos idosos e conduzir a uma prática médica que contribua para um envelhecimento com uma melhor qualidade de vida.
A organização está a cabo da Ad médic. Para mais informações consulte o sítio: www.admedic.pt
Liliana Duarte
Fontes:
http://www.roche.pt/rochenet/academico/congressos/#topo http://www.acs.minsaude.pt/ACS/conteudos/calendario/congresso+nacional+idoso.htm
sábado, 16 de junho de 2007
Metade das mulheres portuguesas não faz reconstrução do seio
Esta foi uma das muitas questões em discussão no simpósio sobre reconstrução mamária, que decorreu ontem em Lisboa.
"Penso que há muitos casos de desconhecimento. As mulheres têm pânico de fazer a reconstrução quando deviam estar serenas", explica Biscaia Fraga, director do Departamento de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.
A decisão é adiada, por medo ou desconhecimento. “Tenho mulheres que já foram operadas há 20 anos e que só agora fizeram a reconstrução. Há todo o tipo de desinformação. As pessoas pensam que podem morrer mais cedo", constata o especialista, realçando que "em situações extremas, mais vale viver com qualidade menos tempo do que mais tempo".
O simpósio abordou também novas técnicas de reconstrução mamária e lançou a discussão acerca da importância da cirurgia que conserva a mama, uma alternativa à mastectomia, que implica a retirada total ou parcial do seio.
A técnicas cirúrgicas não param de evoluir, já é possível reconstruir o seio, de uma só vez, sem cicatrizes, com recurso a tecido de zonas ocultas da mulher. Ontem foi apresentada uma prótese mamária "com um gel altamente coesivo, que não sai do sítio nem mesmo quando há um acidente que provoque um corte", adianta Biscaia Fraga.
De acordo com o cirurgião, Portugal tem acesso às técnicas mais avançadas na área da reconstrução mamária, dependendo a sua aplicação do médico responsável.
A Unidade da Mama do Centro Hospital de Lisboa Ocidental, recentemente inaugurada, é um novo e precioso recurso na luta contra o cancro da mama, uma vez que conta com médicos de várias especialidades, essenciais ao tratamento deste tipo de cancro.
O cancro da mama atinge uma em cada dez portuguesas e todos os anos são detectados seis mil novos casos.
Inês de Matos
Fonte: Diário de Noticias
Biochip detecta predisposição genética para a fibromialgia
Com o novo aparelho, bastará apenas uma análise ao sangue para perceber porque é que esta síndrome afecta de forma mais grave alguns pacientes que outros. Os responsáveis pelo desenvolvimento do biochip pretendem que o mecanismo possa estar disponível ainda em 2008.
“A fibromialgia tem um componente genético”, explicou Javier Rivera, coordenador da Comissão de Assuntos Científicos da Sociedade Espanhola de Reumatologia e especialista em reumatologia do Hospital Universitário Gregorio Marañón. De acordo com o responsável, o biochip permitirá proceder à “combinação dos genes de cada indivíduo”, de forma a “detectar a susceptibilidade de cada um a padecer desta síndrome”.
Há “várias condicionantes” que conduzem ao desenvolvimento desta patologia, explicou Javier Rivera, salientando que a genética é um factor determinante uma vez que “as famílias com membros afectados pela fibromialgia podem chegar a multiplicar por oito as possibilidades de padecer, num futuro próximo, desta síndrome”.
Segundo o portal Médicos na Internet, a fibromialgia é “uma síndrome de dor músculo-esquelética difusa, não inflamatória, não articular, com pontos dolorosos à palpação muscular em locais definidos”. A dor provocada pela patologia é frequentemente acompanhada de alterações ao sono e fadiga.
O problema que afecta entre 2 a 5 por cento da população adulta não revela qualquer causa ou sinal bioquímico que justifique a dor, sendo apenas as queixas dos doentes a única forma de adivinhar um diagnóstico. Cerca de 90 por cento dos doentes são mulheres entre os 20 e os 50 anos.
Marta Bilro
Fonte: MSN Notícias, Granada Digital, Médicos de Portugal.
Lei do Aborto: Proposta final contraria recomendação de Cavaco Silva
A versão final da proposta já foi entregue ao ministro da saúde, Correia da Campos, devendo ser publicada em Diário da República, até quinta-feira.
A ecografia ficará no processo clínico da mulher e servirá apenas para “questões médicas”, de acordo com Maria José Alves, obstetra membro da comissão. A médica adianta ainda que, será com base nestas ecografias que será feita a avaliação do tempo de gravidez, para se saber se cabe na moldura legal das 10 semanas, considerando que seria “abusivo”, mostra-las.
Na proposta entregue a Correia de campos, consta também a obrigatoriedade de marcação de uma consulta prévia à interrupção da gravidez, bem como o aconselhamento sobre contracepção, uma vez que este “é um momento apropriado, porque as mulheres não querem voltar a passar pelo mesmo”. “É preciso falar de contracepção, saber o que falhou. É importantíssimo”, garante Maria José Alves.
No que respeita à informação sobre os apoios existentes à maternidade e a alternativa da adopção, outra recomendação de Cavaco Silva, Maria José Alves adianta que esta chegará às mulheres, essencialmente através de brochuras.
No entanto, o tema pode também surgir em conversa, durante a consultada prévia ao aborto, principalmente nas situações em que a gravidez já ultrapassou as 10 semanas, dependendo “da sensibilidade do médico na avaliação de cada caso”.
Como já se sabia, a lei obrigará sempre a uma consulta depois da interrupção da gravidez.
Inês de Matos
Fonte: Portugal Diário
Cirurgia bariátrica propicia embriaguez
O estudo, apresentado durante o encontro anual da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica, em San Diego, na Califórnia, esteve a cargo de John Morton, professor de cirurgia e director do departamento de cirurgia bariátrica na “Stanford University School of Medicine”, e será divulgado no jornal “Surgery for Obesity and Related Diseases”, a publicação oficial da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica (SOARD).
De acordo com os especialistas, a colocação de um bypass gástrico altera o metabolismo do álcool, originando picos muito elevados e efeitos prolongados sem aumentar os sintomas.
Nos casos analisados, entre os pacientes submetidos a uma cirurgia bariátrica, a concentração de álcool no sangue atingiu um máximo superior em 0.03 por cento e demorou mais 40 minutos a dissipar-se relativamente aos indivíduos que não foram submetidos a tal procedimento cirúrgico.
O estudo vem confirmar algo que já levantava suspeitas na mente de alguns cirurgiões, salientou o principal responsável pela investigação que diz ter-se inspirado no programa televisivo de Oprah Winfrey no qual foram relatados casos de pessoas submetidas à cirurgia e que alertava para os perigos da ingestão de álcool por parte desses pacientes.
Este especialista, que já esteve envolvido em mais de mil cirurgias de banda gástrica, adverte que “a ingestão de álcool após a colocação de um bypass gástrico deve ser feita com precaução”.
Alguns dos pacientes que assistiram ao programa dirigiram-se ao gabinete de Morton e revelaram que sentiam uma absorção do álcool mais rápida depois de se terem submetido à cirurgia de banda gástrica. Esta alteração relatada pelos pacientes, aparentemente estaria a causar-lhes uma “transferência do vício” na qual tinham deixado de ingerir alimentos compulsivamente para passarem a fazê-lo com o álcool.
“Sempre aconselhámos os pacientes a serem cuidadosos com a ingestão de álcool após a cirurgia”, afirmou Morton, acrescentando que ficou “surpreendido ao aperceber-se que não havia muito trabalho desenvolvido acerca dessa questão”.
Todos os factores envolvidos no metabolismo do álcool, tais como o peso, a função hepática, a ingestão de alimentos e a produção da enzima álcool desidrogenase, sofrem “alterações profundas” após a cirurgia bariátrica, explicou o investigador. Porém, havia um único estudo anterior de origem sueca tinha analisado o assunto e apenas com a participação de 11 mulheres.
Na tentativa de dar resposta às preocupações dos pacientes, Morton constatou que havia poucas provas científicas acerca do assunto e convidou Judith Hagedorn, estudante da “Stanford University School of Medicine” para o acompanhar no desenvolvimento da investigação.
A equipa de cientistas reuniu 19 pacientes que tinham sido submetidos à colocação de um bypass gástrico e 17 voluntários com características semelhantes relativamente à idade, ao peso e ao género mas que não tinham realizado uma cirurgia bariátrica. Cerca de 20 por cento dos participantes de ambos os grupos eram do sexo masculino, com padrões e historiais semelhantes relativamente à ingestão de álcool. No entanto, o grupo de participantes do primeiro grupo tinha uma média de idades mais elevada (cerca de 47 anos, contra a média de 37 anos do segundo grupo), e tinha menos peso (90,7 kg, contra 67,9 kg).
Foi distribuído pelos dois grupos de participantes um copo com cerca de 15 centilitros de vinho tinto que teve de ser ingerido dentro de 15 minutos. Posteriormente foi medido o nível de álcool no sangue através do hálito a cada cinco minutos até atingir o zero.
Os resultados desta análise mostraram que os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica atingiram um máximo de 0.08 por cento de álcool contabilizado através do hálito, relativamente aos 0.05 por cento registados no outro grupo de participantes. Para além disso, o teste de controlo do nível de álcool através do hálito demorou, em média, 108 minutos para voltar ao zero no primeiro grupo de pacientes, enquanto no grupo de voluntários se registou apenas uma demora de 78 minutos.
Face aos resultados, Morton foi obrigado a concluir que os pacientes com bypass gástrico sofreram uma alteração relevante no metabolismo alcoólico. “Eles atingem o limite mais rapidamente e demoram mais tempo a normalizar”, alertou o especialista, salientando que os pacientes não têm consciência desta questão.
É possível que o facto da viciação em alimentos se ter transformado numa dependência alcoólica esteja relacionado com outras alterações psicológicas inerentes à realização da cirurgia, particularmente da diminuição da enzima álcool desidrogenase, responsável pelo metabolismo alcoólico que se encontra com frequência no fígado e no estômago.
Os investigadores consideram também a possibilidade desta ser uma consequência do divertimento social experienciado aquando da ingestão de álcool. O álcool diminui a tonificação muscular no esfíncter esofagiano inferior, esvaziando o estômago mais rapidamente, e potencialmente causando uma sensação de apetite no paciente que derivado dessa situação volta a comer com demasiada antecedência.
Marta Bilro
Operações ao estômago tornam pessoas mais sensiveis ao alcóol
John Morton, da equipa de cientistas da Universidade de Standford (na Califónia), já fez mais de mil operações deste género com o intuito de combater a obesidade. Quando foi convidado a participar no programa televisivo da Oprah onde falou das consequências deste tipo de intervenção, ficou surpreso quando se apercebeu da quantidade de pessoas que referiam os efeitos do álcool.
Ao ouvir a história de um doente que acusou álcool no sangue durante uma operação stop quando só tinha bebido um copo de vinho, o investigador ficou curioso acerca dos efeitos do álcool nos pacientes, antes e depois da operação.
Na investigação foi dado 15 centilitros de vinho tinto a 19 pessoas que tinham sido operadas, que o ingeriram em 15 minutos e a 17 pessoas que não fizeram a operação. Nos resultados foi possível observar que aqueles que se tinham submetido à cirurgia atingiram os 0,08% e os restantes não chegaram aos 0,05%.
Portanto, as pessoas que são operadas ao estômago ficam alcoolizadas mais rápido e demoram mais tempo a atingir a taxa de alcoolemia nula. De acordo com os investigadores, demoraram mais 46 minutos do que as pessoas que não foram operadas.
Fonte: Diário Digital, RTP
1º Transplante de células estaminais criopreservadas em Portugal
As células estaminais, provenientes do cordão umbilical do irmão mais velho do bebé, foram criopreservadas num banco privado português, onde permaneceram até à data.
Segundo uma fonte da Crioestaminal correu tudo bem. "A criança já teve alta e está a recuperar bem em casa, deslocando-se apenas ao IPO/Porto para exames de controlo", confirmou.
Os pais da criança decidiram guardar o sangue do irmão na Crioestaminal, que foi contactada pelo IPO/Porto quando foi diagnosticada à criança uma imunodeficiência combinada severa.
A imunodeficiência combinada severa consiste num grupo heterogéneo de doenças raras, que tem por característica a existência de deficiências no sistema imunitário, tornando os doentes mais fracos na resistência de infecções graves.
A criança em causa tinha uma redução elevada de linfócitos CD8, um problema que se poderia tornar fatal e o transplante de células estaminais provenientes de sangue do cordão umbilical era uma das soluções.
"Depois de os pais da criança nos terem dito que tinham guardado as células do sangue do cordão umbilical do irmão, contactei o laboratório, pedi a verificação das condições das células e testei a compatibilidade", disse Alzira Carvalhais, directora do Departamento de Imuno-Hemoterapia do IPO/Porto. Os casos de compatibilidade entre irmãos acontecem em 25% dos casos.
Em todo o mundo o sangue do cordão umbilical já foi utilizado em mais de 7.000 transplantes para tratar doenças hemato-oncológicas. No nosso país o sangue utilizado para transplantes era armazenado em bancos públicos internacionais mas agora a Crioestaminal já possui perto de 15 mil amostras de sangue do cordão umbilical.
Sara Nascimento
Fonte: Sol, Lusa
Sumário da semana
180 09-06-2007 Medicamento para emagrecer sem receita médica
138 11-06-2007 Farmácias: mudança traz novas exigências
114 10-06-2007 CE promove campanha para doenças musculo-esqueléti...
101 10-06-2007 Eleições na Ordem dos Farmacêuticos
93 09-06-2007 Peritos apelam à vacinação contra a hepatite B
93 10-06-2007 100 milhões com Alzheimer em 2050
88 11-06-2007 Medicamento para hipertensão utilizado eficazmente...
87 10-06-2007 Marijuana ajuda a eliminar alergias de pele
85 11-06-2007 Famílias alegam que vacinas causaram autismo em cr...
83 11-06-2007 Vitiligo: Manchas Brancas
83 11-06-2007 Especialistas farmacêuticos recebem títulos
82 13-06-2007 Nova geração: «Plantação Farmacêutica»
80 14-06-2007 Irene Silveira em entrevista ao farmacia.com.pt
79 12-06-2007 Linfogranuloma Venéreo (LGV) - Uma IST em crescend...
77 09-06-2007 Ossos de vidro, uma doença real
73 11-06-2007 Estimativas do tabagismo revelam números avassalad...
73 11-06-2007 ANF promove encontros de Farmacoterapia
71 14-06-2007 Ritalina: um fenómeno geracional?
69 10-06-2007 Farmacêuticas condicionam ensaios de medicamentos
68 15-06-2007 Filomena Cabeça em entrevista ao farmacia.com.pt
66 13-06-2007 Descoberto mecanismo de defesa das bactérias
65 09-06-2007 Sites de saúde visitados por mais de 1/5 dos inter...
64 11-06-2007 Medicamento de baixo custo para a epilepsia é nega...
61 10-06-2007 Brystol-Myers Squibb em negociações para testar Sp...
60 11-06-2007 Medicamentos: efeitos secundários, riscos e benefí...
60 14-06-2007 Chumbo da FDA desvaloriza Sanofi-Aventis em 6,33%
60 15-06-2007 Eleições à Ordem dos Farmacêuticos
59 10-06-2007 Farmacêuticos debatem prescrição de fármacos
58 09-06-2007 Estrogéneo usado no tratamento local da atrofia va...
56 10-06-2007 Pertuzumab apresenta bons resultados promissores c...
56 14-06-2007 Governo: principais medidas do "Compromisso com a ...
55 11-06-2007 Pfizer e Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa ...
54 11-06-2007 Exames médicos passam a imagens digitais
53 09-06-2007 Nova vacina para combater a meningite A
52 14-06-2007 Relatório aponta insustentabilidade da indústria f...
50 13-06-2007 Nova legislação permitirá a qualquer pessoa ser pr...
50 10-06-2007 1º Colóquio Regional sobre Tabagismo
50 11-06-2007 "Infecções Hospitalares: Prevenção e Impacto Finan...
49 13-06-2007 Governo divulga tempos de espera para cirurgia na ...
46 11-06-2007 Grupo português ALERT, lança software de gestão ho...
45 13-06-2007 Ex-trabalhadores da Eli Lilly Brasil exigem 12 mil...
45 11-06-2007 AstraZeneca aumenta oferta de produtos através de ...
44 10-06-2007 Espanha retirou lote da vacina para a febre-amarel...
44 11-06-2007 Almirall prepara entrada na bolsa
43 10-06-2007 Jornal acusado de prestar “mau serviço” aos doente...
43 11-06-2007 Schering-Plough e Bayer comercializam Zetia no mer...
43 14-06-2007 Medicamento não sujeito a receita para a obesidade
43 15-06-2007 Descoberta molécula da obesidade
42 10-06-2007 Cientistas apontam pesticidas como causa de cancro...
42 14-06-2007 Oeiras recebe Grávidas numa iniciativa «Barrigas d...
41 13-06-2007 Zimulti aumenta risco de suicídio e depressão
41 11-06-2007 Nova vacina para tuberculose latente
41 14-06-2007 “O Cancro da Mama no Alvo da Moda” termina a 22 de...
38 10-06-2007 Compostos da Lagarta da Couve podem ajudar no trat...
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Terapia da imaginação minimiza insónias
“A terapia da imaginação é algo que as pessoas podem aprender a fazer elas próprias”, afirmou Yara Molen, da Universidade Federal de São Paulo, em declarações à Reuters.
Esta especialista estudou 24 pessoas com insónia crónica, através de reuniões de duas horas por um período de cinco semanas durante as quais recebiam conselhos básicos educativos sobre higiene do sono e controlo de estímulos. Para além disso eram também transmitidos conhecimentos acerca de crenças de atitudes que não se coadunam com uma boa noite de sono.
Entre o grupo de indivíduos envolvidos no estudo, 12 deles foram ensinados a praticar terapia da imaginação. Segundo referiu Molen, “eles ouviam um CD antes de irem para a cama que lhes ensinava a respirar, a relaxar, a orientar a imaginação, algo que os ajuda a livrarem-se das preocupações e deixarem-se levar pelo sono”.
“As preocupações, a ansiedade e a depressão, perturbam o sono de muitas pessoas”, afirmou Molen. Esta especialista acredita que é necessário que cada um descubra as emoções que se encontram por detrás das preocupações e que libertem essas mesmas preocupações antes de se deitarem. “O CD ajuda-as a fazer isso”, salientou.
As pessoas com insónia que praticaram terapia nocturna de ensaio da imaginação registaram melhorias tanto na qualidade do sono como na quantidade. “O tempo total de sono aumentou 30 minutos comparativamente ao grupo que não praticou terapia da imaginação”, afirmou a responsável. Para além disso, houve também um decréscimo das taxas de depressão e ansiedade com a aplicação da terapia. As preocupações com o sono melhoraram em ambos os grupos mas as melhorias do grupo submetido à terapia foram superiores.
Por enquanto, o CD de terapia da imaginação desenvolvido por Molen é apenas aplicado nas pesquisas, porém a especialista tem planos para comercializá-lo.
De acordo com o portal Médicos de Portugal, a insónia é a mais comum desordem do sono na Europa e Estados Unidos e igualmente a mais incompreendida.
Caracteriza-se pela dificuldade em conciliar o sono ou permanecer adormecido, ou uma alteração no padrão do sono que, ao despertar, leva à percepção de que o sono foi insuficiente. A insónia não é uma doença, mas um sintoma, explica o Manual Merck. Pode ser consequência de diversas perturbações emocionais e físicas e do uso de medicamentos. A dificuldade em conciliar o sono é frequente entre jovens e idosos e muitas vezes manifesta-se no decurso de alterações emocionais, como a ansiedade, o nervosismo, a depressão ou o temor. Há mesmo pessoas que têm dificuldade em conciliar o sono simplesmente porque não experimentam cansaço, nem físico nem mental.
A insónia crónica tem uma duração geralmente superior a seis meses e pode ser recorrente ao longo de vários anos. As principais consequências da insónia são geralmente a perturbação do humor, a fadiga, a diminuição do desempenho e as dificuldades no plano social. A constatação destes problemas reforça as cognições disfuncionais, aumenta a activação e potencia a insónia.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, Reuters Health, Médicos de Portugal, Manual Merck, Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral.
Consumo moderado de álcool previne artrite reumatóide
De acordo com Henrik Kallberg, do Karolinska Institute, de Estocolmo, o consumo de três a dez copos de vinho por semana, aumenta as defesas do organismo e diminui em 50% a possibilidade de aparecimento da artrite reumatóide.
Os benefícios do consumo moderado de álcool, haviam já sido demonstrados em estudos anteriores, nomeadamente na redução do risco de doenças cardiovasculares, no tratamento de alguns tipos de cancros e até da doença de Alzheimer.
“Estes resultados mostram que o álcool não só pode ter um efeito preventivo da AR, reduzindo também os riscos associados ao tabaco, como também nos dá uma ideia da dosagem indicada”, explica Kallberg.
No entanto, a missão está longe de estar terminada, é ainda necessária a confirmação através de novos estudos, relembra Tore Kvien, presidente da Liga Europeia Contra o Reumatismo, admitindo contudo, que os resultados anunciados são “muito interessantes”.
A artrite reumatóide é uma desordem inflamatória degenerativa, altamente incapacitante, que afecta mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo.
Inês de Matos
Fonte: Reuters
Investigadores americanos identificam células importantes para parar o crescimento do cancro
Os investigadores descobriram que o papel das CPE é orientar a formação e organização da estrutura vascular que, por fim, alimenta o tumor à medida que este cresce. Os novos resultados mostram que as CPE só estão presentes nas fases inicias da progressão do tumor, antes da formação dos vasos sanguíneos.
Através da utilização de anticorpos desenvolvidos para o tratamento angiogénico do cancro, os investigadores do Laboratório Cold Spring Harbor, em colaboração com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, foram capazes de remover as CPE sem danificar os vasos sanguíneos saudáveis.
Isto revela um potencial clínico significativo, particularmente na luta contra um cancro que volte a crescer, após uma ressecção cirúrgica incompleta ou quimioterapia. O estudo torna claro que, para além do desenvolvimento de terapias que atacam directamente as células cancerígenas, também é igualmente importante desenvolver terapias que atacam células essenciais não-cancerígenas, como as CPE.
Estas descobertas iniciam uma área de investigação completamente nova, no que se refere à maneira como as células progenitoras vasculares controlam o crescimento dos tumores e acentuam o seu potencial nas terapêuticas contra o cancro. O estudo, publicado ontem (15 de Junho), no “Genes & Development”, resolve a questão no campo da angiogénese, tendo sido o resultado de anos de descobertas inconsistentes acerca da existência de CPE em tumores cancerígenos. Até agora, este campo de pesquisa, que se foca no desenvolvimento de novos vasos sanguíneos, tinha-se dividido entre os investigadores que sugeriram a existência de CPE e os que questionavam veementemente a sua presença.
Isabel Marques
Fontes: Cold Spring Harbor Laboratory e FirstScience
FDA aprova Torisel para o tratamento do cancro renal
A aprovação surge depois dos resultados positivos alcançados num estudo realizado em 626 pacientes, divididos em três grupos. O primeiro grupo foi medicado com este medicamento e revelou melhores índices de sobrevivência do que os restantes grupos, a quem havia sido administrado outros medicamentos de comparação.
O Torisel é o terceiro medicamento destinado ao tratamento do cancro do rim, a ser aprovado, nos últimos 18 meses, depois da aprovação do Nexavar (sorafenib) da Bayer em Dezembro de 2005 e do Sutent (sunitinib), da Pfizer, já em Janeiro deste ano.
Em ambos os medicamentos haviam sido registados resultados animadores, verificando-se uma lenta progressão da doença e até mesmo uma redução no tamanho dos tumores.
Inês de Matos
Fonte: PM Farma
Genoma de organismo marinho promissor na produção de agentes contra doenças

Cientistas do Instituto de Oceanografia Scripps (SIO), da Universidade da Califórnia em San Diego, e da Escola Skaggs de Farmácia e Ciências Farmacêuticas resolveram o enigma do genoma de um organismo descoberto no oceano, com potencial para produzir componentes promissores no tratamento de doenças como o cancro.
Os cientistas conseguiram sequenciar com sucesso o genoma da “Salinispora trópica”. A descodificação abre portas a um abrangente número de possibilidades para isolar e adaptar moléculas potentes que o organismo marinho emprega, no ambiente marítimo, para defesa química. Os resultados foram apresentados, esta semana, na edição online do “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
A "Salinispora" foi descoberta, em 1991, nos sedimentos superficiais do oceano, na costa das Bahamas, por cientistas do Instituto de Oceanografia Scripps. A bactéria produz componentes que mostraram sinais promissores para tratar o cancro. A substância que produz, a “salinosporamide A”, é usada actualmente em ensaios clínicos humanos para tratar o mieloma múltiplo, um cancro de células plasmáticas na medula óssea, assim como no tratamento de tumores sólidos.
Grande parte da antecipação na produção de novos medicamentos, a partir da “Salinispora”, advém do seu potencial em aumentar o actual arsenal de antibióticos, muitos dos quais são ineficazes devido ao aumento de bactérias resistentes. Mais de metade dos antibióticos naturais utilizados clinicamente são derivados do tipo “Streptomyces”, os parentes terrestres da “Salinispora”, e que são considerados os reis dos organismos produtores de antibióticos.
A sequenciação do genoma revelou vários aspectos desconhecidos da “Salinispora trópica”, até ao momento. Por exemplo, enquanto observações em bactérias semelhantes revelaram que normalmente seis a oito por cento do genoma do organismo é dedicado à produção de moléculas para antibióticos e agentes anti-cancerígenos, o genoma da “Salinispora trópica” mostrou um impressionante dez por cento, para contentamento dos cientistas.
Isabel Marques
Fontes: Universidade da California - San Diego e Science Daily