domingo, 17 de junho de 2007
Doar o cadáver é um acto de generosidade
A utilização de corpos humanos faz parte da aprendizagem e investigação clínica. O problema maior é quando os familiares não deixem utilizar os corpos, mesmo sabendo que o seu familiar tinha a vontade do doar o seu corpo para estudo.
Isso acontece porque, a nossa sociedade tem o culto do corpo após a morte, passando também por questões no campo da religião. Desta forma, o número de declarações de doações não corresponde, de facto, ao número de doações efectivas.
Entidades como o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, já se fizeram manifestar, afirmando que, “do ponto de vista ético, é inaceitável que a vontade de outrem, quem quer que seja, se possa sobrepor à vontade do próprio”.
O Instituto de Anatomia da faculdade apela à generosidade dos cidadãos Portugueses, alertando para o facto de doarem um cadáver ao Ensino e à Investigação, contribuir para formar melhores médicos, com conhecimentos mais sólidos, e maior humanismo, logo, mais aptos a tratar dos vivos.
De realçar que, os médicos, cientistas e estudantes de Medicina têm a máxima consideração pela dignidade pessoal e social do falecido e dos seus familiares.
As cerimónias fúnebres que antecedem o acto de doação não deixem de existir. Para além disto, a entidade cientificamente beneficiada fica responsável pela cremação ou inumação dos restos mortais dissecados, quando terminada a pesquisa científica.
Liliana Duarte
Fonte: http://www.jasfarma.pt/noticia.php?id=836
Cápsula de gel promete redução de peso através de sensação de saciedade
O comprimido está ainda a ser sujeito a ensaios clínicos no Hospital Policlinico Gemelli, em Roma, mas a ideia parece promissora. Será como “comer um prato de massa”, descreve Luigi Ambrosio, um dos cientistas responsáveis pela invenção, levada a cabo em conjunto com Luigi Nicolais, no Instituto de Materiais Compósitos e Biomédicos de Nápoles.
“Se nos sentarmos para fazer uma refeição e já sentirmos o estômago cheio, vamos acabar por comer menos”, afirmou o mesmo responsável. A cápsula, que ainda não foi baptizada, é constituída por um composto celuloso de hidrogel superabsorvente, totalmente biocompatível e não interage com o corpo, sendo expulso naturalmente pelo organismo.
O gel consegue absorver até mil vezes o seu peso. Uma cápsula com uma grama que rapidamente se transforma numa pequena bolinha ou num balão que comporta cerca de um litro de liquido.
Os dois investigadores tinham estado envolvidos num projecto que pretendia desenvolver materiais super-absorventes para uma produtora de papel sueca, foi aí que começaram a questionar-se acerca das hipóteses de um hidrogel poder surtir o mesmo efeito que um bypass gástrico, mas que não envolvia cirurgia.
Porém, num mercado inundado por curas milagrosas e dietas da moda, algumas pessoas desconfiam do sistema. Lona Sandon, uma dietista do “UT Southwestern Medical Center”, em Dallas, e porta-voz da Associação Americana de Dietas também não parece estar convencida. “Não acredito que a resposta para a obesidade esteja num comprimido”, afirmou a especialista, acrescentando que “a única solução a longo prazo é cortar nas calorias e fazer exercício”.
Embora não seja uma solução mágica, alguns especialistas acreditam que poderá ajudar aqueles cujo peso já ultrapassou largamente as medidas. “Um comprimido deste género pode ser uma ajuda válida quando já se tem um problema sério”, comentou Antonino De Lorenzo, da Universidade Tor Vergata, em Roma. Ainda assim, este especialista considera que “o verdadeiro desafio é ensinar às pessoas a comer correctamente antes de precisarem do comprimido”.
Num comunicado divulgado pelo Centro Italiano da Investigação Científica, Ambrosio revelou que “o desenvolvimento do produto já se encontra numa fase avançada”. Se tudo correr bem, os investigadores esperam colocar o comprimido no mercado europeu e norte-americano no prazo de um ano.
A obesidade é um problema de grandes dimensões, “se com este comprimido conseguirmos reduzi-la em 10 por cento, é uma grande conquista”, salientou Ambrosio.
Marta Bilro
Fonte: Público, Wired.com
Pânico afecta 3% da população mundial
Este tipo de perturbações pode levar as pessoas a “não querer sair de casa, não ir trabalhar, não ter relações sociais”, explica Ricardo Gusmão, psiquiatra no Hospital de S. Francisco Xavier.
O isolamento surge da vergonha pela incompreensão da doença, uma vez que o seu diagnóstico é difícil, sendo em muitos casos confundida com a depressão.
Quando se regista uma crise, o sistema emocional fica muito instável, “há a ideia de que estão a falhar enquanto pessoas, profissionais ou até como pai e mãe e de que toda a gente se apercebe disso”, nota Marta Pavoeiro de Sousa, psicóloga clínica do Serviço de Apoio Psicológico e Psicoterapia (SAPP).
Os sintomas associados à perturbação de pânico são vários. Tonturas, náuseas, medo de morrer, palpitações ou ritmo cardíaco acelerado, dor de cabeça e sensações de falta de ar, são alguns dos mais comuns, bem como a sensação de terror ou irrealidade.
Inês de Matos
Fonte: Correio da Manhã
FDA tem falta de pessoal para fiscalizar medicamentos importados
Os fiscalizadores de fármacos e os biólogos da FDA “estão no limite” o que faz com que a frequência e amplitude das inspecções “cubram apenas uma fracção do número que seria necessário para garantir a pureza e segurança dos produtos e para assegurar a conformidade no processo de produção dos medicamentos”, relata o CongressDaily. Para além disso, é posta em risco a supervisão dos fabricantes estrangeiros e dos produtores “listados por terem cometido lapsos ou por práticas anteriores questionáveis”.
Os dados avançados pelo jornal indicam que nos últimos anos, o número de fármacos importados pelos Estados Unidos da América mais do que triplicou, enquanto o número de fiscalizadores se ficou por um aumento de 10 por cento. O CongressDaily salienta que quatro em cada 10 medicamentos distribuídos nas farmácias dos EUA são provenientes de produtores estrangeiros.
Segundo os responsáveis pela investigação, a falta de financiamento e de funcionários prejudica, inclusivamente, os esforços dos Congresso para aprovar legislação que permita reimportar medicamentos mais baratos.
O mesmo estudo diz ainda que os críticos acreditam que a política da FDA, ao concentrar as fiscalizações nos produtores, tanto estrangeiros como nacionais, que oferecem mais “riscos” potenciais, poderá ser inadequada face ao aumento do volume de medicamentos prescritos. O jornal cita uma resposta da FDA na qual se afirma que as fiscalizações centradas na nas “empresas de risco são mais importantes do que um número absoluto de inspecções”.
Ainda assim a investigação não se ficou pela identificação das falhas. O CongressDaily diz também que os funcionários encarregues de conduzir as inspecções aos fármacos “estão acima dos níveis de competência e especialização necessárias para desempenhar tal função”.
O processo de fiscalização
Actualmente, a FDA utiliza um sistema de fiscalização que identifica os potenciais “actores de risco”, a nível nacional e internacional, e concentra os seus inspectores nesses alvos. Alguns críticos afirmam que este sistema se torna mais falível à medida que o número de fármacos importados aumenta. Apesar das opiniões adversas, a FDA considera que o método actual continua a ser o mais adequado.
O presidente da “Synthetic Organic Chemical Manufacturers Association”, Joseph Acker, referiu que “conforme aumenta a diversidade de produtores estrangeiros, a tarefa torna-se impossível” para a FDA. Uma das soluções, acrescenta o responsável, seria fazer com que “os outros países, tal como acontece na Europa, estabelecessem as suas próprias exigências, da mesma forma que nós fazemos. Depois nós poderíamos realizar fiscalizações casuais para verificar se tudo estava de acordo com os padrões de pureza e eficácia”.
Marta Bilro
Fonte: kaisernetwork.org, Pharma Times.
VIII Encontro do Serviço de Psicologia Clínica
A organização está a cargo do Serviço de Psicologia Clínica e Unidade de Senelogia do Serviço de Cirurgia Geral e Digestiva.
Entre os congressistas encontra-se o Prof. Dr. Carvalho Teixeira (Instituto Superior de Psicologia Aplicada), Prof. Dr.ª Catarina Soares (Hospital Júlio de Matos) e Dr. José Moisão (HPV).
Liliana Duarte
Fontes: http://www.jasfarma.pt
http://www.roche.pt/
I Congresso Nacional do Idoso
Pretende-se uma abordagem científica e rigorosa, de forma a se discutir os principais problemas dos idosos e conduzir a uma prática médica que contribua para um envelhecimento com uma melhor qualidade de vida.
A organização está a cabo da Ad médic. Para mais informações consulte o sítio: www.admedic.pt
Liliana Duarte
Fontes:
http://www.roche.pt/rochenet/academico/congressos/#topo http://www.acs.minsaude.pt/ACS/conteudos/calendario/congresso+nacional+idoso.htm
sábado, 16 de junho de 2007
Metade das mulheres portuguesas não faz reconstrução do seio
Esta foi uma das muitas questões em discussão no simpósio sobre reconstrução mamária, que decorreu ontem em Lisboa.
"Penso que há muitos casos de desconhecimento. As mulheres têm pânico de fazer a reconstrução quando deviam estar serenas", explica Biscaia Fraga, director do Departamento de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.
A decisão é adiada, por medo ou desconhecimento. “Tenho mulheres que já foram operadas há 20 anos e que só agora fizeram a reconstrução. Há todo o tipo de desinformação. As pessoas pensam que podem morrer mais cedo", constata o especialista, realçando que "em situações extremas, mais vale viver com qualidade menos tempo do que mais tempo".
O simpósio abordou também novas técnicas de reconstrução mamária e lançou a discussão acerca da importância da cirurgia que conserva a mama, uma alternativa à mastectomia, que implica a retirada total ou parcial do seio.
A técnicas cirúrgicas não param de evoluir, já é possível reconstruir o seio, de uma só vez, sem cicatrizes, com recurso a tecido de zonas ocultas da mulher. Ontem foi apresentada uma prótese mamária "com um gel altamente coesivo, que não sai do sítio nem mesmo quando há um acidente que provoque um corte", adianta Biscaia Fraga.
De acordo com o cirurgião, Portugal tem acesso às técnicas mais avançadas na área da reconstrução mamária, dependendo a sua aplicação do médico responsável.
A Unidade da Mama do Centro Hospital de Lisboa Ocidental, recentemente inaugurada, é um novo e precioso recurso na luta contra o cancro da mama, uma vez que conta com médicos de várias especialidades, essenciais ao tratamento deste tipo de cancro.
O cancro da mama atinge uma em cada dez portuguesas e todos os anos são detectados seis mil novos casos.
Inês de Matos
Fonte: Diário de Noticias
Biochip detecta predisposição genética para a fibromialgia
Com o novo aparelho, bastará apenas uma análise ao sangue para perceber porque é que esta síndrome afecta de forma mais grave alguns pacientes que outros. Os responsáveis pelo desenvolvimento do biochip pretendem que o mecanismo possa estar disponível ainda em 2008.
“A fibromialgia tem um componente genético”, explicou Javier Rivera, coordenador da Comissão de Assuntos Científicos da Sociedade Espanhola de Reumatologia e especialista em reumatologia do Hospital Universitário Gregorio Marañón. De acordo com o responsável, o biochip permitirá proceder à “combinação dos genes de cada indivíduo”, de forma a “detectar a susceptibilidade de cada um a padecer desta síndrome”.
Há “várias condicionantes” que conduzem ao desenvolvimento desta patologia, explicou Javier Rivera, salientando que a genética é um factor determinante uma vez que “as famílias com membros afectados pela fibromialgia podem chegar a multiplicar por oito as possibilidades de padecer, num futuro próximo, desta síndrome”.
Segundo o portal Médicos na Internet, a fibromialgia é “uma síndrome de dor músculo-esquelética difusa, não inflamatória, não articular, com pontos dolorosos à palpação muscular em locais definidos”. A dor provocada pela patologia é frequentemente acompanhada de alterações ao sono e fadiga.
O problema que afecta entre 2 a 5 por cento da população adulta não revela qualquer causa ou sinal bioquímico que justifique a dor, sendo apenas as queixas dos doentes a única forma de adivinhar um diagnóstico. Cerca de 90 por cento dos doentes são mulheres entre os 20 e os 50 anos.
Marta Bilro
Fonte: MSN Notícias, Granada Digital, Médicos de Portugal.
Lei do Aborto: Proposta final contraria recomendação de Cavaco Silva
A versão final da proposta já foi entregue ao ministro da saúde, Correia da Campos, devendo ser publicada em Diário da República, até quinta-feira.
A ecografia ficará no processo clínico da mulher e servirá apenas para “questões médicas”, de acordo com Maria José Alves, obstetra membro da comissão. A médica adianta ainda que, será com base nestas ecografias que será feita a avaliação do tempo de gravidez, para se saber se cabe na moldura legal das 10 semanas, considerando que seria “abusivo”, mostra-las.
Na proposta entregue a Correia de campos, consta também a obrigatoriedade de marcação de uma consulta prévia à interrupção da gravidez, bem como o aconselhamento sobre contracepção, uma vez que este “é um momento apropriado, porque as mulheres não querem voltar a passar pelo mesmo”. “É preciso falar de contracepção, saber o que falhou. É importantíssimo”, garante Maria José Alves.
No que respeita à informação sobre os apoios existentes à maternidade e a alternativa da adopção, outra recomendação de Cavaco Silva, Maria José Alves adianta que esta chegará às mulheres, essencialmente através de brochuras.
No entanto, o tema pode também surgir em conversa, durante a consultada prévia ao aborto, principalmente nas situações em que a gravidez já ultrapassou as 10 semanas, dependendo “da sensibilidade do médico na avaliação de cada caso”.
Como já se sabia, a lei obrigará sempre a uma consulta depois da interrupção da gravidez.
Inês de Matos
Fonte: Portugal Diário
Cirurgia bariátrica propicia embriaguez
O estudo, apresentado durante o encontro anual da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica, em San Diego, na Califórnia, esteve a cargo de John Morton, professor de cirurgia e director do departamento de cirurgia bariátrica na “Stanford University School of Medicine”, e será divulgado no jornal “Surgery for Obesity and Related Diseases”, a publicação oficial da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica (SOARD).
De acordo com os especialistas, a colocação de um bypass gástrico altera o metabolismo do álcool, originando picos muito elevados e efeitos prolongados sem aumentar os sintomas.
Nos casos analisados, entre os pacientes submetidos a uma cirurgia bariátrica, a concentração de álcool no sangue atingiu um máximo superior em 0.03 por cento e demorou mais 40 minutos a dissipar-se relativamente aos indivíduos que não foram submetidos a tal procedimento cirúrgico.
O estudo vem confirmar algo que já levantava suspeitas na mente de alguns cirurgiões, salientou o principal responsável pela investigação que diz ter-se inspirado no programa televisivo de Oprah Winfrey no qual foram relatados casos de pessoas submetidas à cirurgia e que alertava para os perigos da ingestão de álcool por parte desses pacientes.
Este especialista, que já esteve envolvido em mais de mil cirurgias de banda gástrica, adverte que “a ingestão de álcool após a colocação de um bypass gástrico deve ser feita com precaução”.
Alguns dos pacientes que assistiram ao programa dirigiram-se ao gabinete de Morton e revelaram que sentiam uma absorção do álcool mais rápida depois de se terem submetido à cirurgia de banda gástrica. Esta alteração relatada pelos pacientes, aparentemente estaria a causar-lhes uma “transferência do vício” na qual tinham deixado de ingerir alimentos compulsivamente para passarem a fazê-lo com o álcool.
“Sempre aconselhámos os pacientes a serem cuidadosos com a ingestão de álcool após a cirurgia”, afirmou Morton, acrescentando que ficou “surpreendido ao aperceber-se que não havia muito trabalho desenvolvido acerca dessa questão”.
Todos os factores envolvidos no metabolismo do álcool, tais como o peso, a função hepática, a ingestão de alimentos e a produção da enzima álcool desidrogenase, sofrem “alterações profundas” após a cirurgia bariátrica, explicou o investigador. Porém, havia um único estudo anterior de origem sueca tinha analisado o assunto e apenas com a participação de 11 mulheres.
Na tentativa de dar resposta às preocupações dos pacientes, Morton constatou que havia poucas provas científicas acerca do assunto e convidou Judith Hagedorn, estudante da “Stanford University School of Medicine” para o acompanhar no desenvolvimento da investigação.
A equipa de cientistas reuniu 19 pacientes que tinham sido submetidos à colocação de um bypass gástrico e 17 voluntários com características semelhantes relativamente à idade, ao peso e ao género mas que não tinham realizado uma cirurgia bariátrica. Cerca de 20 por cento dos participantes de ambos os grupos eram do sexo masculino, com padrões e historiais semelhantes relativamente à ingestão de álcool. No entanto, o grupo de participantes do primeiro grupo tinha uma média de idades mais elevada (cerca de 47 anos, contra a média de 37 anos do segundo grupo), e tinha menos peso (90,7 kg, contra 67,9 kg).
Foi distribuído pelos dois grupos de participantes um copo com cerca de 15 centilitros de vinho tinto que teve de ser ingerido dentro de 15 minutos. Posteriormente foi medido o nível de álcool no sangue através do hálito a cada cinco minutos até atingir o zero.
Os resultados desta análise mostraram que os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica atingiram um máximo de 0.08 por cento de álcool contabilizado através do hálito, relativamente aos 0.05 por cento registados no outro grupo de participantes. Para além disso, o teste de controlo do nível de álcool através do hálito demorou, em média, 108 minutos para voltar ao zero no primeiro grupo de pacientes, enquanto no grupo de voluntários se registou apenas uma demora de 78 minutos.
Face aos resultados, Morton foi obrigado a concluir que os pacientes com bypass gástrico sofreram uma alteração relevante no metabolismo alcoólico. “Eles atingem o limite mais rapidamente e demoram mais tempo a normalizar”, alertou o especialista, salientando que os pacientes não têm consciência desta questão.
É possível que o facto da viciação em alimentos se ter transformado numa dependência alcoólica esteja relacionado com outras alterações psicológicas inerentes à realização da cirurgia, particularmente da diminuição da enzima álcool desidrogenase, responsável pelo metabolismo alcoólico que se encontra com frequência no fígado e no estômago.
Os investigadores consideram também a possibilidade desta ser uma consequência do divertimento social experienciado aquando da ingestão de álcool. O álcool diminui a tonificação muscular no esfíncter esofagiano inferior, esvaziando o estômago mais rapidamente, e potencialmente causando uma sensação de apetite no paciente que derivado dessa situação volta a comer com demasiada antecedência.
Marta Bilro
Operações ao estômago tornam pessoas mais sensiveis ao alcóol
John Morton, da equipa de cientistas da Universidade de Standford (na Califónia), já fez mais de mil operações deste género com o intuito de combater a obesidade. Quando foi convidado a participar no programa televisivo da Oprah onde falou das consequências deste tipo de intervenção, ficou surpreso quando se apercebeu da quantidade de pessoas que referiam os efeitos do álcool.
Ao ouvir a história de um doente que acusou álcool no sangue durante uma operação stop quando só tinha bebido um copo de vinho, o investigador ficou curioso acerca dos efeitos do álcool nos pacientes, antes e depois da operação.
Na investigação foi dado 15 centilitros de vinho tinto a 19 pessoas que tinham sido operadas, que o ingeriram em 15 minutos e a 17 pessoas que não fizeram a operação. Nos resultados foi possível observar que aqueles que se tinham submetido à cirurgia atingiram os 0,08% e os restantes não chegaram aos 0,05%.
Portanto, as pessoas que são operadas ao estômago ficam alcoolizadas mais rápido e demoram mais tempo a atingir a taxa de alcoolemia nula. De acordo com os investigadores, demoraram mais 46 minutos do que as pessoas que não foram operadas.
Fonte: Diário Digital, RTP
1º Transplante de células estaminais criopreservadas em Portugal
As células estaminais, provenientes do cordão umbilical do irmão mais velho do bebé, foram criopreservadas num banco privado português, onde permaneceram até à data.
Segundo uma fonte da Crioestaminal correu tudo bem. "A criança já teve alta e está a recuperar bem em casa, deslocando-se apenas ao IPO/Porto para exames de controlo", confirmou.
Os pais da criança decidiram guardar o sangue do irmão na Crioestaminal, que foi contactada pelo IPO/Porto quando foi diagnosticada à criança uma imunodeficiência combinada severa.
A imunodeficiência combinada severa consiste num grupo heterogéneo de doenças raras, que tem por característica a existência de deficiências no sistema imunitário, tornando os doentes mais fracos na resistência de infecções graves.
A criança em causa tinha uma redução elevada de linfócitos CD8, um problema que se poderia tornar fatal e o transplante de células estaminais provenientes de sangue do cordão umbilical era uma das soluções.
"Depois de os pais da criança nos terem dito que tinham guardado as células do sangue do cordão umbilical do irmão, contactei o laboratório, pedi a verificação das condições das células e testei a compatibilidade", disse Alzira Carvalhais, directora do Departamento de Imuno-Hemoterapia do IPO/Porto. Os casos de compatibilidade entre irmãos acontecem em 25% dos casos.
Em todo o mundo o sangue do cordão umbilical já foi utilizado em mais de 7.000 transplantes para tratar doenças hemato-oncológicas. No nosso país o sangue utilizado para transplantes era armazenado em bancos públicos internacionais mas agora a Crioestaminal já possui perto de 15 mil amostras de sangue do cordão umbilical.
Sara Nascimento
Fonte: Sol, Lusa
Sumário da semana
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138 11-06-2007 Farmácias: mudança traz novas exigências
114 10-06-2007 CE promove campanha para doenças musculo-esqueléti...
101 10-06-2007 Eleições na Ordem dos Farmacêuticos
93 09-06-2007 Peritos apelam à vacinação contra a hepatite B
93 10-06-2007 100 milhões com Alzheimer em 2050
88 11-06-2007 Medicamento para hipertensão utilizado eficazmente...
87 10-06-2007 Marijuana ajuda a eliminar alergias de pele
85 11-06-2007 Famílias alegam que vacinas causaram autismo em cr...
83 11-06-2007 Vitiligo: Manchas Brancas
83 11-06-2007 Especialistas farmacêuticos recebem títulos
82 13-06-2007 Nova geração: «Plantação Farmacêutica»
80 14-06-2007 Irene Silveira em entrevista ao farmacia.com.pt
79 12-06-2007 Linfogranuloma Venéreo (LGV) - Uma IST em crescend...
77 09-06-2007 Ossos de vidro, uma doença real
73 11-06-2007 Estimativas do tabagismo revelam números avassalad...
73 11-06-2007 ANF promove encontros de Farmacoterapia
71 14-06-2007 Ritalina: um fenómeno geracional?
69 10-06-2007 Farmacêuticas condicionam ensaios de medicamentos
68 15-06-2007 Filomena Cabeça em entrevista ao farmacia.com.pt
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60 14-06-2007 Chumbo da FDA desvaloriza Sanofi-Aventis em 6,33%
60 15-06-2007 Eleições à Ordem dos Farmacêuticos
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14 14-06-2007 Ruanda recebe conferência internacional sobre HIV/...
11 09-06-2007 HIV na gestação
Terapia da imaginação minimiza insónias
“A terapia da imaginação é algo que as pessoas podem aprender a fazer elas próprias”, afirmou Yara Molen, da Universidade Federal de São Paulo, em declarações à Reuters.
Esta especialista estudou 24 pessoas com insónia crónica, através de reuniões de duas horas por um período de cinco semanas durante as quais recebiam conselhos básicos educativos sobre higiene do sono e controlo de estímulos. Para além disso eram também transmitidos conhecimentos acerca de crenças de atitudes que não se coadunam com uma boa noite de sono.
Entre o grupo de indivíduos envolvidos no estudo, 12 deles foram ensinados a praticar terapia da imaginação. Segundo referiu Molen, “eles ouviam um CD antes de irem para a cama que lhes ensinava a respirar, a relaxar, a orientar a imaginação, algo que os ajuda a livrarem-se das preocupações e deixarem-se levar pelo sono”.
“As preocupações, a ansiedade e a depressão, perturbam o sono de muitas pessoas”, afirmou Molen. Esta especialista acredita que é necessário que cada um descubra as emoções que se encontram por detrás das preocupações e que libertem essas mesmas preocupações antes de se deitarem. “O CD ajuda-as a fazer isso”, salientou.
As pessoas com insónia que praticaram terapia nocturna de ensaio da imaginação registaram melhorias tanto na qualidade do sono como na quantidade. “O tempo total de sono aumentou 30 minutos comparativamente ao grupo que não praticou terapia da imaginação”, afirmou a responsável. Para além disso, houve também um decréscimo das taxas de depressão e ansiedade com a aplicação da terapia. As preocupações com o sono melhoraram em ambos os grupos mas as melhorias do grupo submetido à terapia foram superiores.
Por enquanto, o CD de terapia da imaginação desenvolvido por Molen é apenas aplicado nas pesquisas, porém a especialista tem planos para comercializá-lo.
De acordo com o portal Médicos de Portugal, a insónia é a mais comum desordem do sono na Europa e Estados Unidos e igualmente a mais incompreendida.
Caracteriza-se pela dificuldade em conciliar o sono ou permanecer adormecido, ou uma alteração no padrão do sono que, ao despertar, leva à percepção de que o sono foi insuficiente. A insónia não é uma doença, mas um sintoma, explica o Manual Merck. Pode ser consequência de diversas perturbações emocionais e físicas e do uso de medicamentos. A dificuldade em conciliar o sono é frequente entre jovens e idosos e muitas vezes manifesta-se no decurso de alterações emocionais, como a ansiedade, o nervosismo, a depressão ou o temor. Há mesmo pessoas que têm dificuldade em conciliar o sono simplesmente porque não experimentam cansaço, nem físico nem mental.
A insónia crónica tem uma duração geralmente superior a seis meses e pode ser recorrente ao longo de vários anos. As principais consequências da insónia são geralmente a perturbação do humor, a fadiga, a diminuição do desempenho e as dificuldades no plano social. A constatação destes problemas reforça as cognições disfuncionais, aumenta a activação e potencia a insónia.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, Reuters Health, Médicos de Portugal, Manual Merck, Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral.
Consumo moderado de álcool previne artrite reumatóide
De acordo com Henrik Kallberg, do Karolinska Institute, de Estocolmo, o consumo de três a dez copos de vinho por semana, aumenta as defesas do organismo e diminui em 50% a possibilidade de aparecimento da artrite reumatóide.
Os benefícios do consumo moderado de álcool, haviam já sido demonstrados em estudos anteriores, nomeadamente na redução do risco de doenças cardiovasculares, no tratamento de alguns tipos de cancros e até da doença de Alzheimer.
“Estes resultados mostram que o álcool não só pode ter um efeito preventivo da AR, reduzindo também os riscos associados ao tabaco, como também nos dá uma ideia da dosagem indicada”, explica Kallberg.
No entanto, a missão está longe de estar terminada, é ainda necessária a confirmação através de novos estudos, relembra Tore Kvien, presidente da Liga Europeia Contra o Reumatismo, admitindo contudo, que os resultados anunciados são “muito interessantes”.
A artrite reumatóide é uma desordem inflamatória degenerativa, altamente incapacitante, que afecta mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo.
Inês de Matos
Fonte: Reuters
Investigadores americanos identificam células importantes para parar o crescimento do cancro
Os investigadores descobriram que o papel das CPE é orientar a formação e organização da estrutura vascular que, por fim, alimenta o tumor à medida que este cresce. Os novos resultados mostram que as CPE só estão presentes nas fases inicias da progressão do tumor, antes da formação dos vasos sanguíneos.
Através da utilização de anticorpos desenvolvidos para o tratamento angiogénico do cancro, os investigadores do Laboratório Cold Spring Harbor, em colaboração com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, foram capazes de remover as CPE sem danificar os vasos sanguíneos saudáveis.
Isto revela um potencial clínico significativo, particularmente na luta contra um cancro que volte a crescer, após uma ressecção cirúrgica incompleta ou quimioterapia. O estudo torna claro que, para além do desenvolvimento de terapias que atacam directamente as células cancerígenas, também é igualmente importante desenvolver terapias que atacam células essenciais não-cancerígenas, como as CPE.
Estas descobertas iniciam uma área de investigação completamente nova, no que se refere à maneira como as células progenitoras vasculares controlam o crescimento dos tumores e acentuam o seu potencial nas terapêuticas contra o cancro. O estudo, publicado ontem (15 de Junho), no “Genes & Development”, resolve a questão no campo da angiogénese, tendo sido o resultado de anos de descobertas inconsistentes acerca da existência de CPE em tumores cancerígenos. Até agora, este campo de pesquisa, que se foca no desenvolvimento de novos vasos sanguíneos, tinha-se dividido entre os investigadores que sugeriram a existência de CPE e os que questionavam veementemente a sua presença.
Isabel Marques
Fontes: Cold Spring Harbor Laboratory e FirstScience
FDA aprova Torisel para o tratamento do cancro renal
A aprovação surge depois dos resultados positivos alcançados num estudo realizado em 626 pacientes, divididos em três grupos. O primeiro grupo foi medicado com este medicamento e revelou melhores índices de sobrevivência do que os restantes grupos, a quem havia sido administrado outros medicamentos de comparação.
O Torisel é o terceiro medicamento destinado ao tratamento do cancro do rim, a ser aprovado, nos últimos 18 meses, depois da aprovação do Nexavar (sorafenib) da Bayer em Dezembro de 2005 e do Sutent (sunitinib), da Pfizer, já em Janeiro deste ano.
Em ambos os medicamentos haviam sido registados resultados animadores, verificando-se uma lenta progressão da doença e até mesmo uma redução no tamanho dos tumores.
Inês de Matos
Fonte: PM Farma
Genoma de organismo marinho promissor na produção de agentes contra doenças

Cientistas do Instituto de Oceanografia Scripps (SIO), da Universidade da Califórnia em San Diego, e da Escola Skaggs de Farmácia e Ciências Farmacêuticas resolveram o enigma do genoma de um organismo descoberto no oceano, com potencial para produzir componentes promissores no tratamento de doenças como o cancro.
Os cientistas conseguiram sequenciar com sucesso o genoma da “Salinispora trópica”. A descodificação abre portas a um abrangente número de possibilidades para isolar e adaptar moléculas potentes que o organismo marinho emprega, no ambiente marítimo, para defesa química. Os resultados foram apresentados, esta semana, na edição online do “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
A "Salinispora" foi descoberta, em 1991, nos sedimentos superficiais do oceano, na costa das Bahamas, por cientistas do Instituto de Oceanografia Scripps. A bactéria produz componentes que mostraram sinais promissores para tratar o cancro. A substância que produz, a “salinosporamide A”, é usada actualmente em ensaios clínicos humanos para tratar o mieloma múltiplo, um cancro de células plasmáticas na medula óssea, assim como no tratamento de tumores sólidos.
Grande parte da antecipação na produção de novos medicamentos, a partir da “Salinispora”, advém do seu potencial em aumentar o actual arsenal de antibióticos, muitos dos quais são ineficazes devido ao aumento de bactérias resistentes. Mais de metade dos antibióticos naturais utilizados clinicamente são derivados do tipo “Streptomyces”, os parentes terrestres da “Salinispora”, e que são considerados os reis dos organismos produtores de antibióticos.
A sequenciação do genoma revelou vários aspectos desconhecidos da “Salinispora trópica”, até ao momento. Por exemplo, enquanto observações em bactérias semelhantes revelaram que normalmente seis a oito por cento do genoma do organismo é dedicado à produção de moléculas para antibióticos e agentes anti-cancerígenos, o genoma da “Salinispora trópica” mostrou um impressionante dez por cento, para contentamento dos cientistas.
Isabel Marques
Fontes: Universidade da California - San Diego e Science Daily
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Células estaminais humanas reduzem efeitos de Parkinson em primatas
O estudo realizado por uma equipa de cientistas de Yale, de Harvard, da Universidade do Colorado e do Instituto Burnham foi divulgado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
A doença de Parkinson afecta cerca de 1 por cento da população com mais de 65 anos e 0,4 por cento da população com mais de 40 anos. Esta patologia resulta da incapacidade do cérebro para produzir dopamina, o principal neurotransmissor dos gânglios basais que são responsáveis por processar os sinais e transmitir a informação ao tálamo, que selecciona os impulsos processados e os envia para o córtex cerebral. A causa da degenerescência das células nervosas e da perda de dopamina, habitualmente, não é conhecida.
Apesar de os resultados serem promissores, ainda deverá demorar alguns anos para avaliar se um procedimento semelhante poderá ter valor terapêutico nos seres humanos, explicou o coordenador do estudo, Eugene Redmond, professor de psiquiatria e neurocirurgia em Yale, no Connecticut.
O grupo de cientistas tem vindo a explorar a utilização de células estaminais humanas no cérebro de pessoas e animais com a doença de Parkinson. “Primeiro tratamos os macacos com um químico que induz a doença de Parkinson destruindo as células de dopamina”, explicou Eugene Redmond. Posteriormente, acrescentou o responsável, “foram-lhes implantadas no cérebro células estaminais que observámos para perceber que tipo de efeitos teriam no comportamento e que tipo de alterações produziriam no cérebro”.
Para surpresa dos especialistas, em vez de apenas substituírem as células danificadas como estava previsto, as células estaminais actuaram na protecção das células danificadas prevendo futuras deteriorações. “Não só foi verificado o potencial das células estaminais na substituição de outras, como também se registaram uma variedade de efeitos que conduziram à regularização de algumas anomalias”, esclareceu Redmond.
As células neurológicas humanas implantadas nos primatas sobreviveram, migraram e tiveram um impacto funcional. Apesar de considerar que este é um passo importante, o cientista ressalvou que “há uma quantidade de estudos que precisam ser feitos antes de determinar se isto poderá ter impacto em ambiente clínico”.
Durante a elaboração do estudo, cinco em oito macacos com doença de Parkinson em estado avançado foram injectados com células estaminais neurológicas humanas enquanto os outros três receberam injecções de um placebo.
Os animais foram observados durante quatro meses antes da aplicação das injecções e durante os quatro meses que se seguiram ao procedimento. Os primatas injectados com as células estaminais apresentaram melhorias progressivas em todo o período pós-tratamento e agiram de forma significativamente distinta dos macacos a quem foi injectado o placebo.
Um conjunto composto por 21 macacos foi também analisado durante oito meses para avaliar outros possíveis efeitos biológicos das células estaminais. Não se registou o aparecimento de tumores ou outros efeitos secundários.
A Doença de Parkinson é uma afecção não reversível, que se prolonga por toda a vida. No entanto, a qualidade de vida dos doentes pode ser, substancialmente, melhorada com a utilização da medicação, sendo que, por exemplo, com a levodopa há uma redução dos sintomas em cerca de 75% dos pacientes, refere o portal da Administração Regional de Saúde do Centro.
Os dados da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson, indicam que em Portugal existem dois estudos epidemiológicos de prevalência que apontam para a existência aproximada de 12 mil doentes. A doença pode manifestar-se pela quinta ou sexta década da vida, e só excepcionalmente mais cedo. A sua incidência aumenta com a idade constituindo esta, só por si, um factor de risco. É previsível, portanto, que o número de doentes venha a aumentar à medida que aumenta a esperança de vida. Afecta ambos os sexos com ligeira preponderância para o sexo masculino.
Marta Bilro
Fonte: The Times of India, Voa News, News-medical.net, Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson, Administração Regional de Saúde do Centro, Manual Merck.
Pilula do Dia Seguinte já conquistou as portuguesas

Apesar das divergências entre os especialistas, geralmente motivadas pela forma como a pílula do dia seguinte evita o desenvolvimento de uma gravidez, se ela é ou não abortiva, o facto é que este parece ser um modo de contracepção cada vez mais usual. Só nos primeiros dois meses de 2007 foram vendidas 42561 unidades.
A pílula do dia seguinte, como é vulgarmente designada a contracepção oral de emergência (COE), é composta por doses elevadas de progestagénio - levonorgestrel - isolado ou associado a estrogénio - etinilestradiol. A sua toma deve acontecer em casos de emergência, quando os restantes métodos contraceptivos falharam e existe a possibilidade real de gravidez. Nestes casos e quando tomada num máximo de 72 horas após o acto sexual desprotegido, a contracepção oral de emergência tem uma eficácia na ordem dos 80%.
Mas o êxito das vendas podem traduzir uma realidade perigosa, estarão as mulheres portuguesas a utilizar a pílula do dia seguinte, como forma de contracepção regular?
De facto, os especialistas têm pedido estudos no sentido de perceber, de que forma está a ser utilizada a contracepção oral de emergência.
Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Ginecologia, Martinez de Oliveira, os números da contracepção de emergência podem ser lidos de duas formas. "Uma, a que se pretende, que está a evitar o risco de gravidez. A outra, é que esta fórmula começa a ser olhada como uma situação mais confortável do que a contracepção regular".
De acordo com um estudo apresentado na 22ª Conferência Internacional de Farmacoepidemiologia, que decorreu no Centro de Congressos de Lisboa, no verão do ano passado, 79,6 por cento das consumidoras da pílula do dia seguinte usam contracepção regular, sendo que 31 por cento elegem a contracepção hormonal oral (pílula) como o seu método anticoncepcional.
No entanto, a toma regular deste medicamento é cada vez mais uma realidade. Graça Conceição, coordenadora do Gabinete de Apoio à Sexualidade Juvenil, que funciona nas instalações do Instituto Português da Juventude (IPJ), de Aveiro, admite a existência de casos de jovens que “já tomaram três e quatro vezes”.
Para o presidente do Colégio de Especialidade de Obstetrícia e Ginecologia da Ordem dos Médicos, Luís Mendes Graça, esta realidade traça o “retrato de um país de pessoas mal educadas para a saúde. Muitas raparigas persistem numa incultura completa sobre a pílula, com diversos anátemas, logo não a utilizam. Por outro lado, surge esta receita milagrosa e acham que não têm que se preocupar".
Os riscos do uso regular
Falta de informação, uma educação sexual deficiente ou simplesmente a falta de consciência, são vários os motivos apontados para o uso recorrente a esta pílula. Mas o facto é que o uso continuado deste medicamento, pode acarretar riscos para a saúde, uma vez que uma toma da pílula do dia seguinte equivale ao consumo de 15 comprimidos de uma pílula convencional, tendo em conta a ingestão da substância activa levonorgestrel.
O seu uso repetido e continuado aumenta a possibilidade de se manifestarem efeitos secundários, como “o risco de pressão arterial, risco embólico ou descompensação de diabetes, que são raros, mas, quando acontecem, são muito graves”, alerta Luís Mendes Graça.
Quando tomada ocasionalmente, o que se verifica é a toma de uma dose de estrogénio pontual, não levantando riscos directos para a mulher. Contudo, os especialistas continuam a alertar para o carácter de emergência deste medicamento, que não dispensa o uso do preservativo, pois só este consegue prevenir as doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV/Sida.
Nas farmácias, também existe uma preocupação em informar os utentes sobre a correcta utilização da pílula de emergência, desincentivando a sua toma recorrente. Mário Pereira, farmacêutico, afirma que, “já apareceu uma ou outra pessoa que tenta pedir a pílula para uma segunda utilização ou comprar mais uma caixa para ficar de reserva e, nesse caso, o utente é fortemente desincentivado de o fazer. Às vezes também nos pedem erradamente a venda de uma pílula do dia seguinte, antes até eventualmente de ter havido relações, como método preventivo e temos de explicar que aquilo não se destina a prevenir, mas sim a remediar”.
Como se toma a pílula do dia seguinte?Quem procura este medicamento raramente tem dúvidas, a esmagadora maioria toma de acordo com as indicações do folheto informativo.
A pílula o dia seguinte deve ser tomada até 72 horas após uma relação sexual não protegida, quando a mulher se encontrar no seu período fértil, entre o 12º e o 16º dia após o início do período menstrual, impedindo a nidação do óvulo nas paredes no útero.
No entanto, a actuação da pílula do dia seguinte varia consoante a altura do ciclo menstrual em que é tomada, podendo impedir ou atrasar a ovulação, impedir a fecundação/fertilização (o encontro do óvulo com o espermatozoide) ou pode impedir a implantação dum ovulo na parede do útero (nidação).
Se a nidação já tiver acontecido, num período superior a 72 horas, a contracepção emergência não produz um efeito anticonceptivo, não tendo qualquer efeito sob uma gravidez já implantada.
Questões Éticas
A pílula do dia seguinte interfere na ovulação, na fecundação e no revestimento interno do útero (endométrio), criando um ambiente impróprio para a implantação do óvulo fecundado, não produzindo deste modo um efeito abortivo. Esta é a visão da comunidade cientifica, que definiu o inicio de uma gravidez a partir do momento que se dá a nidação.
Contudo, diversos especialistas discordam deste ponto de vista, acreditando que uma gravidez tem inicio com a fecundação do óvulo, dai que considerem a impossibilidade de nidação, um efeito abortivo.
Os fármacos utilizados na contracepção de emergência podem ser divididos em dois grupos: os que têm principalmente uma acção anovulatória, e aqueles em que prevalece o efeito antiimplantatório. Os estrogéneos actuam fundamentalmente inibindo a ovulação, e os progestagéneos inibindo a ovulação e a implantação. É precisamente esta acção antiimplantatória que é posta em causa, pois a fecundação do óvulo já aconteceu e de acordo com este ponto de vista, a acção da pílula será abortiva.
A realidade portuguesa em números
A pílula do dia seguinte entrou no mercado português em 2000, mas só no ano seguinte seria aprovada a sua comercialização livre de receita médica.
Nos primeiros cinco anos de comercialização, as vendas triplicaram e só no ano passado foram vendidas quase 240 mil pílulas do dia seguinte, tendo o Algarve e os Açores registado o maior número de embalagens vendidas. As mulheres que mais procuraram este método de emergência situam-se na faixa etária dos 18 aos 22 anos.
Actualmente, encontram-se à venda no mercado nacional três marcas de contracepção oral de emergência, sendo apenas uma sujeita a receita médica, cujo preço, segundo o site do Infarmed, se situa nos 3,53 euros. As restantes, variam entre os nove e os 11 euros.
Inicialmente a COE era apenas vendida em farmácias, mas desde Novembro de 2005 passou a estar também disponível em postos de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica.
Esta pílula é ainda distribuída gratuitamente nos Centros de Atendimento a Jovens e nos Centros de Saúde ou hospitais, obedecendo ao direito ao planeamento familiar, garantido na Lei n.º 3/84 e inscrito na Constituição da República Portuguesa.
Inês de Matos
Fontes: Médicos de Portugal, Juventude.gov.pt, Jornal de Noticias, oaveiro.pt
Imagens: Jornal de Noticias, oaveiro.pt
Porto debate Ciências Forenses

Raquel Pacheco
Fonte: INML
Cidadãos de Vendas Novas felizes com decisão
“A população de Vendas Novas, com excepção daqueles que faleceram, devido à arrogância do governo, está de parabéns”, disse à agência Lusa o porta-voz do movimento, António Leitão.
Este movimento realizou nas últimas semanas várias acções de protesto contra o fecho das urgências na cidade, incluindo desfiles e vigílias, onde várias pessoas participaram.
O ministro da Saúde fez reabrir o SAP, a partir de hoje, do serviço nocturno no Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Vendas Novas, de forma a cumprir uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja.
A decisão do tribunal de Beja é feita depois de uma providência cautelar interposta pelo Município de Vendas Novas, após o encerramento daquele serviço.
Depois da decisão, Correia de Campos emitiu um despacho, a que a Lusa teve acesso, a assim dar razão ao tribunal: “a partir de sexta-feira, dado que hoje é manifestamente impossível”.
“O Centro de Saúde encerra, como anteriormente, a actividade à hora regular e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo providenciará para reabrir o SAP nas exactas condições em que funcionava até à sua descontinuidade”, determina o ministro, no despacho.
O Serviço de Atendimento Permanente (SAP), responsável pelas urgências durante 24 horas/dia no Centro de Saúde de Vendas Novas, fechou as portas a 28 de Maio, de acordo com a lista elaborado pelo Ministério da Saúde.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Investigadores revelam ter descoberto dois novos genes associados à diabetes
Segundo o coordenador do grupo de investigação, Jácome Armas, e também director do "Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular" (SEEBMO),"vai ser possível perceber melhor o mecanismo de susceptibilidade à doença e assim encontrar determinado tipo de fármacos que possam travar o seu desenvolvimento".
Estes genes, agora associados à diabetes são do do género "KIR- Killer inhibitory receptors", ou seja, "inibidores dos receptores assassinos".Esta descoberta ocorreu no âmbito do projecto "Diabetogen", apoiado pelo programa Europeu INTERREG III-B, que envolve doze investigadores médicos do Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo (Terceira) e do Hospital Universitário das Canárias.
A diabetes é uma doença crónica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glucose) no sangue. À quantidade de glucose no sangue, dá-se o nome de glicemia. O aumento da glicemia chama-se hiperglicemia. A diabetes tem a tendencia de aumentar a sua frequência com a idade, atingindo ambos os sexos. Estima-se que em Portugal, exsitam cerca de meio milhão de pessoas com Diabetes.
Paulo Frutuoso
Fontes: Ciência Hoje, Associação Protectora dos diabeticos de Potugal
Analistas prevêem atrasos na aprovação de fármacos contra a obesidade
A comissão de especialistas considerou que eram necessários mais testes para comprovar se o Zimulti (também comercializado com o nome Acomplia em Portugal) aumenta os riscos de suicídio. O mesmo poderá acontecer com as substâncias que estão a ser desenvolvidas pela Pfizer e pela Merck, uma vez que actuam na mesma parte do cérebro, referem os analistas.
Após a decisão da FDA, a francesa Sanofi-Aventis viu as suas acções desvalorizarem 6,33 por cento (ou 4,26 euros), para 63 euros por acção, traduzindo-se na maior quebra da empresa nos últimos três anos. Esta sequência de acontecimentos tem levado os especialistas a especular sobre a forma como o desenvolvimento de fármacos similares poderá ser afectado.
O desempenho das três substâncias no organismo é idêntico, já que ambos actuam bloqueando selectivamente os receptores CB1 situados centralmente ao nível do cérebro. Os investigadores acreditam que estes receptores também poderão ter influência na regulação do humor uma vez que, quando é activado, cria uma sensação de euforia e boa disposição.
O parecer do comité “poderá atrasar a velocidade do desenvolvimento dos dois compostos adicionais CB1 para combater a obesidade”, afirmou Tony Butler, analista do banco de investimento norte-americano Lehman Brothers, em Nova Iorque. “A balança dos riscos e dos benefícios parece estar a pender para o lado do risco neste tipo de fármacos. Acreditamos, por isso, que o CB1 pode não representar um desenvolvimento terapêutico viável para a obesidade”, acrescentou.
O taranabant, fármaco que está a ser desenvolvido pela Merck, e o CP-945598, medicamento da Pfizer, encontram-se actualmente na fase III entre os testes regularmente requeridos para poderem obter a aprovação da FDA.
Steven Lederer, porta voz da Pfizer, em declarações à Bloomberg revelou que o programa de testes ainda está a decorrer, no entanto, escusou-se a revelar quando é que a empresa irá submeter a substância à aprovação da FDA.
A farmacêutica Merck deverá pedir aprovação à FDA para comercializar o medicamento já em 2008, avançou Ron Rogers, porta-voz da empresa.
Caso receba parecer positivo, o taranabant, do laboratório alemão Merck, poderá estar no mercado em 2009 e, eventualmente representar lucros no valor de 747 milhões de euros, prevê Charles Butler, analista da Lehman Brothers.
As acções da Merck sofreram hoje (15 de Julho) uma quebra de cerca de 33 cêntimos para 37,54 euros na bolsa de Nova Iorque. Por sua vez, as acções da Pfizer registaram uma subida de cerca de 3 cêntimos para 19.72 euros.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, Business Week.
Segurança Clínica em debate em workshop
Este evento vem marcar uma fase inicial na identificação e avaliação de erros nos serviços de saúde em Portugal. No nosso país não há dados estatísticos sobre o erro em saúde mas, de acordo com uma estimativa realizada em 2004 com base num estudo desenvolvido nos EUA fez-se uma previsão de 2900 pessoas que morriam por ano em hospitais devido a falhas ocorridas no sistema organizacional ou pelos próprios profissionais de saúde.
A iniciativa conta com a participação de investigadores espanhóis e ingleses, que vão expor as soluções que se utilizam nos seus países para controlar situações adversas que ocorram nos hospitais e das medidas tomadas para garantir a segurança do doente.
A sessão de abertura tem lugar às 9h30 pelo presidente da CESPU e o evento decorrerá pelo resto da manhã.Para mais informações consultar o site www.cespu.pt.
Fonte: JASFarma e site oficial da CESPU
EMEA revê licença europeia do Acomplia
Depois da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration – FDA) ter recusado a aprovação do medicamento no mercado daquele país, a Comissão dos Produtos Médicos para Uso Humano da EMEA vai agora reavaliar a comercialização do fármaco na Europa.
A decisão da FDA ter-se-á baseado num estudo que, apesar de confirmar a eficácia do tratamento na diminuição de peso, referia que os pacientes a quem foi administrado o medicamento relataram com frequência a ocorrência de pensamentos ou actos suicidas e perturbações psicológicas.
Morgan Stanley, porta-voz da EMEA referiu que a Comissão irá avaliar o fármaco à luz das recomendações da FDA para poder decidir a se haverá ou não necessidade de tomar alguma atitude. De acordo com esta responsável, a decisão poderá surgir no final da próxima semana, e o prior cenário previsto é a suspensão imediata da licença de comercialização do fármaco.
“Existe um leque de reacções possíveis, entre as quais a revogação da autorização de comercialização, porém podem ser recomendados avisos adicionais, avisos de reforço, novas contra-indicações, basicamente alterar os termos da autorização de comercialização”, afirmou a mesma fonte.
O laboratório francês veio a público dizer que não tinha recebido qualquer tipo de notificação por parte da EMEA e acrescentou que na Europa, o fármaco é acompanhado de um aviso que alerta para a possibilidade de causar efeitos secundários do foro psiquiátrico.
Para além disso, um porta-voz da empresa fez questão de sublinhar que a Sanofi-Aventis não alterou as suas perspectivas de ganhos para 2007 porque nunca houve indícios de que o Acomplia pudesse ser lançado nos Estados Unidos da América ainda este ano.
“A aprovação do Zimulti [Acomplia] é pouco provável até ao inicio da próxima década, e esta seria a melhor das hipóteses”, referiu Alexandra Hauber, analista do banco de investimentos norte-americano Bear Stearns, num trabalho de pesquisa.
Outros analistas equacionaram alguns cenários sobre as repercussões deste caso no futuro da farmacêutica. “Não transmite uma boa imagem ter um fármaco reprovado nos EUA e autorizado na Europa”, apontou Laurent Vallee da Richelieu Finance. Um representante do Citigroup prevê que esta ameaça sobre a “segurança” do Acomplia possa atrasar o crescimento das vendas na Europa.
O fármaco tem actualmente aprovação em 37 países em todo o mundo e já é comercializado em 18. Na Europa, o rimobanabant é utilizado desde Junho de 2006.
Marta Bilro
Fonte: Forbes, First World.
Portugal Sem Fumo
Os resultados desta discussão serão posteriormente apresentados numa sessão pública, de forma a dar origem a novos debates.
Entre a comissão Cientifica estão nomes como Francisco George, Director Geral de Saúde Maria do Céu Machado, Alta comissária da Saúde.
Para mais informações consulte o sitio http://www.portugalsemfumo.org/
Fonte: Portal da Saúde
Liliana Duarte
Eleições à Ordem dos Farmacêuticos; (Lista B)
Candidata à Lista B, Professora Irene Silveira, realiza Festa de Encerramento de Campanha e apresentação dos candidatos da Lista J para as Secções Regionais, esta noite, no Hotel Pestana Palace, em Alcântara, Lisboa, às 21h00.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: www.irenesilveira.com/
Eleições à Ordem dos Farmacêuticos; (Lista A)
Candidata à Lista A, Professora Filomena Cabeçadas, continua com reuniões com os Farmacêuticos, desta feita será esta noite, em Braga, às 21h00.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: www.filomenacabeca.com/scid/fcabeca/
Motivo psíquico pode justificar aborto
Uma avaliação dos números de chamadas que têm sido feitas para a Linha Opções permite concluir que os médicos estão mais receptivos a concordar com um aborto se os motivos apresentados forem de ordem psíquica.
Segundo a coordenadora da Linha, Elisabete Souto, 4% das chamadas foram feitas por técnicos de saúde de cuidados primários que, na sua maioria, "tinham a utente à frente, a pedir a IVG" e "queriam ajudá-la, saber onde encontrar respostas, pedir esclarecimentos sobre o quadro legal, sobre como passar o atestado de risco de saúde psíquica".
A aceitação tem vindo a sofrer alterações desde o referendo de Fevereiro que legalizou a interrupção voluntária da gravidez (IVG) até às dez semanas e perante as mulheres que se apresentam nos serviços de saúde a pedir a mesma. "São todas mulheres muito angustiadas. Em muitas circunstâncias é possível dizer-lhes que há uma alínea da lei para isso", afirma Elisabete Souto, quando se trata de uma gravidez que já ultrapassa as dez semanas consideradas legais. "A nova lei só acrescentou a alínea da opção da mulher até às dez semanas. As restantes mantêm-se com os mesmos prazos", continua a coordenadora, realçando que às 12 semanas o risco de saúde pode ser psíquico.
No entanto Elisabete Souto diz que não se trata de banalizar a IVG, facto que se temia com a legalização, pois considera que tomar uma decisão destas e chegar a fazê-lo não é nada fácil. De qualquer modo, os casos de aborto em gravidezes adiantadas são raros, tendo em conta os números da Linha Opções. Em seis meses foram recebidas 383 chamadas das quais 68% para pedir a interrupção, justificada por razões sócio-económicas. A maioria das chamadas dizia respeito a gravidezes com menos de dez semanas e 6,4% tratava-se de gravidezes superiores a 12 semanas.
Sara Nascimento
Fonte: Jornal de Notícias
Debate o erro nas organizações de saúde em Workshop Internacional
O workshop internacional decorre durante toda a manhã de dia 16 (sábado), a partir das 9h30, no auditório da Escola Superior do Vale do Ave, em Vila Nova de Famalicão.
Dirigido a profissionais de saúde, a iniciativa conta com um painel composto por investigadores espanhóis e ingleses que darão a conhecer as realidades e estratégias dos seus países, no campo da identificação e controlo dos eventos adversos nos hospitais, bem como no desenvolvimento e resultados da segurança do doente.
Em Portugal não existem dados estatísticos sobre o erro em saúde, apesar do problema poder ser minimizado através da monitorização de indicadores da qualidade e do consequente aperfeiçoamento da organização dos estabelecimentos de saúde.
A única estimativa foi elaborada em 2004 e baseou-se num estudo realizado nos EUA, adaptando e extrapolando os números à realidade nacional.
Na altura, previa-se que 2900 pessoas morressem todos os anos em hospitais portugueses, devido a erros relacionados com falhas no sistema organizacional ou cometidas pelos profissionais de saúde.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Jasfarma
Estudo sobre "salas de chuto" parado
“Estávamos em fase final de definição dos moldes de funcionamento e dos locais”, referiu, no entanto não mencionou quais os locais a serem estudados.
“Estamos na expectativa para reatar as negociações. Este é um momento de renegociar o plano de intervenção com a Câmara Municipal, fruto também das mudanças a que vamos assistindo no universo da toxicodependência. Esperamos não perder esse interlocutor”, disse ainda, João Goulão
Quando questionado, sobre a opinião negativa que alguns candidatos à câmara têm manifestado contra as ICAR, o Presidente Instituto de Drogas e Toxicodependência, mostrou alguma preocupação mas com cautela: “Logo veremos. Não vale a pena especular sobre os resultados eleitorais, mas é claro que continuamos preocupados com a questão. A evidência das necessidades é sempre sentida por quem lida mais proximamente com a realidade”, concluiu.
As ICAR, fazem parte da estratégia municipal de intervenção para as dependências e serão financiadas em 60 por cento pelo Instituto de Droga e Toxicodependência. Além do consumo de drogas permitido, os toxicodependentes terão nestas instalações apoio médico, psicossocial, de higiene e alimentação, e informação sobre o tratamento.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Salas de injecção assistida «suspensas» em Lisboa
João Goulão afirmou que o Instituto mantém a intenção de criar na capital duas instalações de consumo apoiado para a recuperação (ICAR), mas adiantou que desde a queda da autarquia, a 10 de Maio, os trabalhos da comissão encarregada do projecto pararam.
«Estávamos em fase final de definição dos moldes de funcionamento e dos locais», referiu, escusando-se, no entanto, a precisar a localização das salas.
«Estamos na expectativa para reatar as negociações. Este é um momento de renegociar o plano de intervenção com a Câmara Municipal, fruto também das mudanças a que vamos assistindo no universo da toxicodependência. Esperamos não perder esse interlocutor», acrescentou o responsável.
Questionado sobre a oposição manifestada por alguns candidatos à autarquia lisboeta quanto à criação das ICAR, João Goulão admitiu alguma inquietude, mas preferiu não antecipar eventuais dificuldades.
«Logo veremos. Não vale a pena especular sobre os resultados eleitorais, mas é claro que continuamos preocupados com a questão. A evidência das necessidades é sempre sentida por quem lida mais proximamente com a realidade», concluiu.
As ICAR, aprovadas em reunião de câmara em Novembro passado com a abstenção do PCP e os votos contra do CDS-PP, inserem-se na estratégia municipal de intervenção para as dependências e serão financiadas em 60 por cento pelo Instituto de Droga e Toxicodependência.
Além do consumo de drogas permitido, os toxicodependentes terão nestas instalações apoio médico, psicossocial, de higiene e alimentação, e informação sobre o tratamento.
Segundo fonte do gabinete do vereador da Acção Social, Sérgio Lipari Pinto, a primeira sala deveria abrir no segundo trimestre do ano, um projecto que tem merecido críticas e queixas de deputados municipais e de moradores das zonas inicialmente previstas para a sua localização - a Quinta do Lavrado, na freguesia de São João, e no bairro do Charquinho, em Benfica, onde funcionam gabinetes de apoio ao toxicodependente (GAT).
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Lusa
Hospital de Mirandela viola regras
José Silvano em declarações à Lusa disse que a administração do CHNE pretende alterar o regime de serviço dos cirurgiões e que ameaça “encerrar a cirurgia durante a noite se os profissionais recusarem as condições propostas”.
Segundo o autarca, o hospital pretende apenas que a equipa de cirurgia apenas fique no hospital durante o dia e que durante a noite, só sejam chamados se assim se justificar, não tendo que ficar assim no centro hospitalar.
José Silvano afirma que “os cirurgiões recusaram a proposta” da administração do CHNE, que terá “ameaçado encerrar o serviço de cirurgia à noite, entre as 24:00 e as 08:00, já a partir de segunda-feira, se as condições não forem aceites”. A CHNE justificou esta medida, por existir uma redução de casos que precisem de
José Silvano, que tem lutado tanto pelas reformas na saúde acredita que este tipo de iniciativa viola o acordo feiro entre a Câmara e o Ministério da Saúde.
A autarquia assinou, em Abril, com o ministro Correia de Campos um acordo que mantém a urgência médico-cirúrgica no hospital local, depois desta já ter constado na lista de encerramentos do Ministério.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Femara eficaz no tratamento do cancro do ovário
Os investigadores acreditam que o tratamento hormonal aplicado nos pacientes com cancro da mama poderá retrair significativamente o risco de reincidência do tumor do ovário. Os testes comprovaram que a utilização de um anti-estrogéneo num grupo de 44 pacientes prolongou a vida de algumas das mulheres até três anos e, noutros casos, atrasou a utilização dos tratamentos com quimioterapia.
Para além de evitar que as pacientes sejam sujeitas à quimioterapia, o tratamento, que envolve a toma de um comprimido diário, não causa náuseas, fadiga, perda de cabelo ou infertilidade temporária. A comprovar-se esta descoberta depois da repetição de testes em maior escala, esta será a primeira terapia inovadora para o cancro desde os anos 80.
“Um marco importante”, é desta forma que John Smith, o professor responsável pelo programa, descreve a descoberta que permitirá desenvolver a pesquisa e tratamento do cancro do ovário.
Apesar das intensas investigações levadas a cabo nos últimos 20 anos, têm havido poucas pistas que permitam perceber o funcionamento da doença, refere o especialista, salientando que “o novo estudo sugere que a inclusão de terapia hormonal na nossa estratégia de tratamento poderá prolongar e melhorar a vida das mulheres com cancro”.
Os cientistas esperam agora que com a evolução da investigação, possam ser desenvolvidos tratamentos para mulheres na fase inicial da doença de forma a prolongar-lhe ainda mais a esperança de vida.
A aplicação de Letrozol (comercializado em Portugal com o nome Femara), reconhecida pela utilização no tratamento do carcinoma da mama, ataca o cancro ao impedir o fornecimento de estrogéneo, substância essencial no crescimento de alguns tumores.
Observando os níveis de uma molécula existente no sangue segregada pelo cancro do ovário, os investigadores conseguiram seguir o progresso dos tumores durante o tratamento.
O estudo, publicado no “Clinical Cancer Research”, refere que depois de seis meses de tratamento com o anti-estrogéneo, o tumor não se desenvolveu em um quarto das mulheres. Da mesma forma, um terço das participantes com mais sensibilidade ao estrogéneo mostrou uma resposta positiva permitindo atrasar o tratamento com quimioterapia.
Conforme explicou John Smith, se forem utilizados medicamentos hormonais numa fase anterior, a hipótese de reincidência pode ser atrasada, possivelmente durante um longo período de tempo. Uma vez que na maioria das mulheres se regista uma recaída dentro de dois anos, este é um passo "muito significativo”, sublinhou.
Segundo o portal Saúde na Internet, o cancro dos ovários é responsável por 4 por cento dos cancros nos países industrializados, sendo a quarta mais frequente doença maligna visceral. A idade média de diagnóstico é aos 55 anos. A incidência aumentou ligeiramente durante os últimos 30 anos e a taxa de sobrevivência mantêm-se imutável.
Apesar de ser o terceiro cancro mais frequente do aparelho reprodutor feminino, morrem mais mulheres de cancro do ovário do que de qualquer outro que afecte o aparelho reprodutor, referem dados do portal Manual Merck.
Marta Bilro
Fonte: BBC, Guardian Unlimited, Teleghaph, Manual Merck, Saúde na Internet.
Farmácia Hospitalar de vanguarda
O grau de implantação da prescrição electrónica assistida nos principais hospitais de Espanha é mais elevado do que nos Estados Unidos, projectando a Farmácia Hospitalar do país vizinho para um nível de charneira no que respeita ao capítulo da utilização das novas tecnologias na Saúde.
Ainda que muito continue por fazer no domínio da salvaguarda da segurança e da eficácia no manuseamento e na administração dos medicamentos em Espanha, o sector da Farmácia Hospitalar daquele país começa a evidenciar-se como área de vanguarda na aplicação das novas tecnologias com vista a cumprir esse objectivo. Um estudo realizado pelo Grupo Tecno, uma equipa de trabalho constituída para a avaliação das novas tecnologias na área da Saúde pela Sociedade Espanhola de Farmácia Hospitalar, analisou o grau de implantação e desenvolvimento de várias ferramentas informáticas de gestão relacionadas com a prescrição e a dispensa de medicamentos em 82 hospitais, que representam cerca de 40 por cento do tecido farmacêutico hospitalar em Espanha.
Teresa Bermejo, responsável pelo Serviço de Farmácia do Hospital Ramón e Cajal e coordenadora do Grupo Tecno, disse ao «Correo Farmaceutico» que “não existe um estudo similar a este a nível nacional, nem sequer a nível europeu”, já que só a área da prescrição electrónica assistida foi explorada em anteriores investigações, que deram conta justamente do elevado grau de implantação daquela medida nos hospitais espanhóis, informação que este estudo vem agora confirmar. De acordo com a pesquisa agora divulgada, 22,7 por cento das unidades de saúde analisadas funciona com prescrição electrónica, havendo ainda uma percentagem de 6,6 por cento que trabalha com a prescrição electrónica integrando a história clínica dos pacientes que trata.
A responsável sublinha que, “à luz destes dados, a informatização em Espanha é actualmente muito maior do que nos Estados Unidos, onde em 2004 a implantação da prescrição electrónica era de apenas 4,2 por cento”, evidenciando o facto de o país vizinho estar a “trabalhar bastante bem” uma tecnologia que é ainda recente. Reconhece, contudo, que a primazia espanhola na área da prescrição electrónica não se espelha noutros sectores da gestão hospitalar, onde o modelo vigente nos Estados Unidos continua, claramente, a ser mais eficaz.
Carla Teixeira
Fonte: Correo Farmaceutico
Falta de sangue no parto mata 125 mil mulheres por ano
Este ano, a campanha do Dia Mundial do Dador de Sangue visa enaltecer o papel salvador de vidas de uma transfusão de sangue durante os cuidados maternais e perinatais. De acordo com os dados da OMS, 99% das mortes maternas ocorrem nos países pobres ou em desenvolvimento onde as transfusões de sangue são mais raras e as doações são motivadas por dinheiro. Destes óbitos, cerca de 44% sucedem em África, 31% na Ásia e mais de 21% na América Latina e nas Caraíbas, sendo atribuídas a hemorragias e ao risco de desenvolvimento de complicações. As hemorragias severas são mais frequentes em mulheres grávidas com problemas de saúde, tais como anemia, sépsis, malária, HIV/SIDA e mutilação genital feminina.
A OMS revelou igualmente que, de acordo com dados recolhidos em 172 países em 2004, houve um aumento da percentagem de doações voluntárias de sangue de 25% para 47% em países pobres ou em desenvolvimento. A organização espera que o Dia Mundial do Dador de Sangue, celebrado todos os anos desde 2004, venha a encorajar mais pessoas a tornarem-se dadores de sangue voluntariamente, evidenciando, igualmente, a importância da doação regular para prevenir falta de sangue nos bancos.
De referir que Portugal, nos últimos 15 anos, triplicou o número de doadores de sangue existindo, neste momento, cerca de 400.000 dadores.
Para doar sangue é necessário estar em bom estado de saúde, possuir hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. Para uma primeira dádiva, o limite de idade é aos 60 anos. Os homens podem dar sangue de 3 em 3 meses (4 vezes/ano) e as mulheres de 4 em 4 meses (3 vezes/ano) sem qualquer prejuízo para si próprios.
Para mais informações contacte o Serviço de Promoção da Dádiva de Sangue do Instituto Português do Sangue situado no Parque de Saúde de Lisboa, em Lisboa
Telef: 217 921 020
E-mail: dadiva@ips.min-saude.pt
Paulo Frutuoso
fontes: OMS, Instituto Português do Sangue, BBC Brasil
Cientistas identificam gene comum a 30% dos cancros da mama
A presença do gene, identificado como IKBKE, foi detectada por dez vezes em células cancerosas, enquanto que as células normais são apenas compostas por duas cópias do gene IKBKE, explica o estudo desenvolvido pelos investigadores da Faculdade de Medicina de Harvard e do Instituto de Cancro Dana Farber em Massachussets, nos Estados Unidos da América.
“Este é um oncogene do cancro mamário produzido numa grande percentagem dos cancros de mama. Isto é relevante porque significa que pode ser muito importante para muitos pacientes com esta patologia”, afirmou William Hahn, professor de medicina na Escola de Medicina de Harvard e oncologista no Instituto de Cancro Dana-Farber e no “Bringham and Women’s Hospital”, em Boston.
Este gene difere dos genes susceptíveis ao cancro da mama, o BRCA1 e BRCA2, presentes nas mulheres desde o seu nascimento. As mulheres portadoras de uma mutação nesses genes apresentam um risco de 70 a 80 por cento de desenvolver cancro da mama.
Neste caso, as mulheres à nascença são portadoras de uma versão saudável do gene IKBKE, porém ocorre uma mutação durante a vida que provoca a multiplicação do gene em várias cópias nas células mamárias, mas em nenhuma outra parte do corpo.
Segundo explicam os investigadores, o gene codifica um certo tipo de proteína e actua como um comutador que ajuda a regular o crescimento celular. Quando existem demasiadas cópias do IKBKE, a célula produz demasiada proteína que estimula de forma excessiva um conjunto de sinais de crescimento permitindo à célula prosperar em vez de morrer.
Por outro lado, ao impedir a produção dessa proteína nas linhas de células de cancro de mama que comportem amplificações de IKBKE a célula deixa de crescer e em alguns casos morre, refere o artigo.
A partir de agora o objectivo dos investigadores, segundo Han, passa por tentar desenvolver um fármaco que consiga fazer o mesmo nos pacientes cujos tumores contenham cópias extra.
“Se houver 10 por cento de hipótese desta descoberta conduzir ao tratamento do cancro da mama, cerca de 30 por cento das mulheres vão beneficiar dele, o que, de acordo com o nosso ponto de vista é um avanço muito significativo”, salientou Steven Narod, professor da Universidade de Toronto e co-autor do estudo que identificou o gene BRCA1.
O Herceptin, considerado a maior descoberta para combate ao cancro nos últimos 15 anos, e o Gleevec, um fármaco que revolucionou o tratamento da leucemia e de alguns tumores gastro-intestinais, podem vir a desempenhar um papel importante já que actuam atingindo apenas o gene que sofreu mutação.
O Herceptin actua na proteína HER-2, produzida em 20 a 25 por cento dos cancros de mama. “A magnitude aqui é a mesma relativamente à HER-2, cujos benefícios foram claros quando foi administrado Herceptin aos pacientes”, referiu Hahn.
Analisado todas as estratégias levadas a cabo, os cientistas podem agora penetrar na complexidade das mutações de DNA que ocorrem tradicionalmente nas células de tumor e isolar outros responsáveis pelo cancro.
De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, o cancro da mama mata cerca de 500 mil pessoas por ano em todo o mundo, e 1,2 milhões de homens e mulheres são diagnosticados todos os anos.
Marta Bilro
Fonte: Reuters, Xinhua, Canada.com, ABC News, Web Medical News, Terra.es