Os investigadores descobriram que o receptor do sabor doce que sente o açúcar e adoçantes artificiais não está somente na língua, mas também no intestino. Esta descoberta deixa em aberto a possibilidade de novas abordagens para o tratamento da diabetes e da obesidade. Além disso, também poderá explicar a razão pela qual os alimentos e bebidas com edulcorantes artificiais por vezes não conseguem ajudar a reduzir o peso.
Os investigadores observaram que a absorção de açúcares no intestino é mediada por uma proteína – transportadora de açúcar – que varia a sua resposta consoante o conteúdo do açúcar das comidas. O intestino utiliza um sistema de sensores de glicose para medir as variações, mas até agora a natureza deste sistema era desconhecido.
A professora Soraya Shirazi-Beechey, uma das investigadoras, declarou que a equipa descobriu que o receptor dos sabores doces e a proteína do gosto, a gustducin, encontram-se nas células gustativas do intestino. Estas proteínas que detectam o sabor doce permitem aos humanos e aos animais detectar a glicose presente no intestino. Os investigadores descobriram que os ratos que não têm o gene destas proteínas são incapazes de processar a produção do açúcar intestinal, sendo por isso também incapazes de regular a capacidade intestinal de absorver os açúcares.
A investigadora acrescentou ainda que, surpreendentemente, também foi observado que este receptor era capaz de detectar açúcares artificiais nas comidas e nas bebidas, resultando no aumento da capacidade do intestino de absorver os açúcares. Isto pode ajudar a explicar a razão pela qual os adoçantes se revelam ineficazes a ajudar as pessoas a perder peso.
A equipa de investigação está agora a pesquisar mecanismos nos quais estes receptores poderão ser adaptados para beneficiar as pessoas com distúrbios relacionados com a dieta alimentar, como por exemplo, na diabetes, uma vez que nesta doença o nível de açúcar no sangue é mais elevado do que o normal. Para esta condição, caso fosse possível utilizar o receptor de sabor como um interruptor, poderia ser possível programá-lo de maneira a que só a quantidade apropriada de açúcar fosse absorvida pelo organismo.
Isabel Marques
Fontes: www.dmedicina.com, www.liv.ac.uk








A Novartis anunciou igualmente que aguarda agora aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) para introduzir a nova terapia na Europa, onde deverá adoptar a designação comercial de Aclasta. De acordo com a empresa farmacêutica, é de esperar que essa autorização possa ser concedida ainda no decurso deste ano. Na base desta decisão da FDA estão os resultados de um estudo financiado pelo laboratório, que dão conta de uma redução de 70 por cento na ocorrência de fracturas espinhais em 7.700 mulheres que tomaram o Reclast. A investigação demonstrou que cerca de 11 por cento de pacientes tratadas com um placebo sofreram fracturas no intervalo de três anos, mas entre as que receberam o Reclast só 3,3 por cento sofreram do problema.