quarta-feira, 13 de junho de 2007
Junta da Marinha Grande quer 24 horas para doentes
No final de uma reunião com a direcção do centro de saúde, o presidente da Junta de Freguesia, Francisco Duarte afirmou à Agência Lusa que as pessoas “querem é ter médicos e atendimento 24 horas por dia”, mesmo que Correia de Campos encerre o actual SAP.
Da reunião, Francisco Duarte afirmou que trouxe “poucas novidades”, isto deve-se ao facto do director do Centro de Saúde saber e que “esperava o fecho do SAP”, mas que ainda não recebeu qualquer tipo de indicação de quando é que essa medida irá realmente acontecer.
“Numa coisa estivemos de acordo: não se pode encerrar o SAP sem criar condições alternativas” para a população, realçou o presidente da junta.
”Para nós, o nome não interessa. O que interessa é o atendimento 24 horas, seja no SAP ou noutra estrutura que venha a ser criada”, Francisco Duarte, rejeita aliás a possibilidade de coisas graves que possam acontecer durante a noite e as pessoas serem transportados para o hospital de Leiria.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital
Praia ou termas?
Os doentes reumáticos perguntam frequentemente aos seus médicos se devem gozar as férias na praia ou nas termas.
Em doenças reumáticas, como por exemplo no Lúpus Eritematoso Sistémico, a praia não é segura e pode mesmo ser fatal já que as radiações ultra-violetas da luz solar agravam a doença.
Pessoas com Artrite Reumatóide, com Espondilite Anquilosante, e outras doenças reumáticas inflamatórias agudas e crónicas, em fase de agudização, pioram na praia, logo não é melhor sítio para passarem os seus dias de descanso.
No entanto, se os doentes estiverem a tomar a medicação e forem orientados pelo seu médico podem fazer férias junto ao mar, mas nunca devem estar em contacto directo com o sol.
A montanha não é aconselhada aos doentes reumáticos no Inverno, mas pode ser uma alternativa no Verão. O campo é excelente para as férias dos doentes reumáticos crónicos.
Um local sempre perfeito é algum hotel ou outro tipo de isntalações com piscina de água quente para poderem exercitar as suas articulações, no entanto outro factor a ter em consideração é que estes doentes não devem viajar de automóvel, mas sim de comboio.
Mas acima de tudo, a melhor recomendação é que descansem, e gozem muito as férias, para não chegarem a casa ainda mais cansados.
Juliana Pereira
Fonte: sapo
“Alvo da Moda” termina a 22 de Junho
Esta iniciativa internacional, que chegou em Abril ao nosso pais, tem como objectivos principais, sensibilizar a população para o cancro da mama e recolher fundos para esta causa.
Tal como aconteceu na primeira vez, foram várias as caras nacionais como Fátima Lopes, Astrid Werdnig, Bárbara Guimarães, Sofia Carvalho e Sara Tavares, que se juntaram a defender uma causa.
Frances Austin, representante da Associação Laço e directora do projecto Fashion Targets Breast Câncer em Portugal, afirma que “este projecto internacional é um passo fundamental para desmistificar a doença e, ao mesmo tempo, angariar fundos para que todas as mulheres tenham igual acesso ao diagnóstico precoce e ao melhor tratamento possível.”E acrescenta: “Todos os anos, a campanha O Cancro da Mama no Alvo da Moda terá novidades. Este ano, para além das novas cores, haverá dois modelos distintos: uma t-shirt com decote em bico (que custará 19,90 euros) e uma t-shirt Top Marcel, mais desportiva (que custará 17,90 euros). Também no dia 22 de Junho, para finalizar a campanha, a Laço organizará o FTBC Friday, uma Sexta-Feira em que a associação convida todas as mulheres a vestirem a sua camisola e a juntarem-se na luta contra o cancro da mama.”
A associação conseguiu em apenas 3 meses, vender 16 mil t-shirts, no ano passado foram vendidas 15.237 t-shirts em apenas sete semanas e mais de 16 mil durante os 3 meses da campanha. No total foram angariados 254 mil euros.
Ao todo são 13 países unidos por um mesmo objectivo: Estados Unidos, Brasil, Argentina, Reino Unido, Islândia, Austrália, Canadá, Grécia, Chipre, Turquia, Japão, Irlanda e Portugal foram os 13 países que já abraçaram este projecto.
O Fashion Targets Breast Cancer já conseguir angariar mais de 100 milhões de dólares em merchandising e distribuídos mais de 40 milhões de dólares por diferentes associações de luta contra o cancro da mama.
Juliana Pereira
Fonte: Sapo
Prémio Nacional de Saúde 2007 Candidaturas até 30 de Junho
A entrega do Prémio terá lugar no dia 4 de Outubro que corresponde ao aniversário da Direcção-Geral da Saúde, criada em 1899.
As candidaturas deverão ser apresentadas até dia 30 de Junho, juntamente com um formulário devidamente preenchido, e enviadas numa carta registada com aviso de recepção ou entregues na recepção da Direcção-Geral de Saúde.
O formulário que deve acompanhar a candidatura encontra-se disponível em www.dgs.pt.
Sara Nascimento
Fonte: site da DGS
Estudo comprove que o tipo de tratamento contra o cancro da próstatas depende de cada especialista
O cancro da próstata pode ser tratado eficazmente ao usar a radiação, sementes radioactivas ou a remoção cirúrgica da próstata.
A cirurgia ou os medicamentos para parar a produção de testosterona, conhecida como a terapia da hormona, podem igualmente ser usadas em pacientes de alto risco.É igualmente recomendado frequentemente uma observação médica próxima,pelos médicos. Cada tratamento é associado com os diferentes benefícios e efeitos secundários.
A cirurgia da próstata pode causar a incontinência urinária e a deficiência erectile; a terapia de radiação pode causar a diarreia e a deficiência orgânica erectile; e a terapia da hormona pode causar "hot flashes" e ternura no peito.
Embora a taxa de sobrevivência de cinco anos para homens com cancro de próstata localizado seja quase 100 por cento, é o terceira causa comum da morte do cancro nos homens de todas as idades, e a causa principal da morte do cancro nos homens com mais de 75 anos.
Segundo o especialista, Jang " Não há nenhum estudo científico que prova que a terapia trabalha melhor, por isso, os homens tendem seguir as recomendações médicas".
O estudo de mais de 85.000 homens com mais de 65 anos de idade com cancro de próstata foi descoberta uma correlação forte entre o tipo do médico e o tratamento.
A maioria de pacientes que sofrem de cancro da próstata tendem a ver primeiramente um urologista porque são os que executam biópsias e fazem diagnósticos.
Se o médico do paciente for um urologista, por exemplo, a recomendação mais frequente, para homens com menos de 70 anos de idade, será a cirurgia -- 70 por cento dos casos.
Para homens com mais de 75 anos que viram somente um urologista, a escolha era a observação "watching waitng" ou a terapia da hormona em 91 por cento dos pacientes.
Mas se consideraram além de um urologista,um oncologista da radiação, 78 por cento dos homens mais novos e 85 por cento dos mais idosos receberam a terapia de radiação.
Segundo,o Dr.Justin Bekelman,oncologista de radiação que trabalhou neste estudo," os pacientes tendem a ir bem em todas as opções do tratamento, a escolha recai sobre quais os efeitos secundários e as opções de tratamento que são as melhores para cada paciente".
Para Jang,"tanto os urologistas como os gatekeepers têm que apresentar informação equilibrada."
A sociedade americana contra o cancro estima que,já este ano, 218.890 homens irão ser diagnósticados com a doença e 27.000 homens já diagnósticados irão morrer.
Sandra Cunha
Fontes:Reuters,CNN
Novartis distinguida em Espanha
O laboratório tem conseguido manter-se no ranking das empresas espanholas ao longo de cinco anos consecutivos e encontra-se também entre as 30 melhores empresas para trabalhar.
Marta Bilro
Fonte: Diário Médico
Conjunto de sintomas ajuda na detecção precoce do cancro dos ovários
Este é o primeiro reconhecimento oficial de que esta patologia, que se acreditava só apresentar indícios visíveis quando já se encontrava num estágio avançado, causa sintomas numa fase primária em muitas mulheres.
Nesse sentido, os investigadores alertam para os inchaços, dor pélvica ou abdominal, dificuldade em comer ou a sensação de ficar cheio muito depressa e a necessidade frequente de urinar. É aconselhável que uma mulher que detecte qualquer um destes problemas, quase todos os dias e durante duas ou três semanas, consulte o ginecologista, principalmente se os sintomas são novos e alteram o seu estado de saúde normal.
Os médicos estão confiantes que estas recomendações possam alertar as pacientes e os especialistas para os primeiros sintomas da doença e conduzam a um diagnóstico precoce. Desta forma é possível salvar mais vidas ou, pelo menos, prolongar a sobrevivência destas pacientes.
No entanto ainda é demasiado cedo para saber se as novas metodologias vão funcionar, se irão conduzir a um excesso de testes de diagnóstico ou mesmo se poderão significar a realização de exames desnecessários. Ainda assim, os especialistas acreditam que vale a pena apostar numa aproximação mais agressiva para detectar o cancro de ovário, um dos mais mortais, porque na maioria das vezes é diagnosticado tardiamente, depois da doença já se ter espalhado pelo organismo.
Se o cancro for encontrado e removido numa fase primária, antes de se espalhar para fora do ovário, cinco anos depois, 93 por cento dos pacientes ainda estão vivos. Apenas 19 por cento dos casos são detectados numa fase precoce e 45 por cento das mulheres com esta patologia sobrevive, pelo menos cinco anos, depois do diagnóstico. Entre as mulheres com cancro da mama, a percentagem de sobrevivência durante cinco ou mais anos atinge os 89 por cento.
As novas precauções estão a ser recomendadas pela Fundação de Cancro Ginecológico, pela Sociedade de Oncologistas Ginecológicos e pela Sociedade Americana de Cancro.
“Na maioria das vezes estes sintomas não vão corresponder a um cancro no ovário, porém é algo que deve ser tido em consideração”, afirmou Barbara Goff, responsável do departamento de ginecologia e oncologia da Universidade de Washington, em Seattle, e autora de vários estudos que contribuíram para identificar sintomas relevantes.
Segundo os dados do portal Saúde na Internet, o cancro dos ovários é responsável por 4 por cento dos cancros nos países industrializados, sendo a quarta mais frequente doença maligna visceral. A idade média de diagnóstico é aos 55 anos. A incidência aumentou ligeiramente durante os últimos 30 anos e a taxa de sobrevivência mantêm-se imutável.
Marta Bilro
Fonte: The Boston Globe, Saúde na Internet
Sanofi-Aventis altera esquema de distribuição
A Sanofi-Aventis anunciou esta semana a intenção de, em 2008, alterar o sistema de distribuição. Numa carta enviada aos accionistas, a empresa dá conta daquele objectivo, mas não concretiza as medidas em estudo. Depois das norte-americanas Pfizer, Janssen-Cilag, MSD e Lilly, é o primeiro laboratório europeu a equacionar mudanças na comercialização.
Depois de, há cerca de três semanas, ter asseverado que avaliaria a viabilidade de “qualquer estratégia que permita garantir de uma forma consistente e sustentável o acesso dos pacientes aos seus medicamentos”, a Sanofi-Aventis admitiu alterações tendo por base, nomeadamente, “as estratégias de preço livre, a racionalização da distribuição, a possível ampliação da capacidade logística interna, a utilização de operadores logísticos externos à companhia ou a promoção da venda directa”. São medidas eventuais a ter em conta neste processo, de acordo com a empresa, no âmbito de um “processo de reflexão” em curso. A decisão relativa às alterações já foi tomada e é irreversível, mas ainda não é conhecida a abrangência e a forma de materialização das mudanças a implementar.
Carla Teixeira
Fonte: Correo Farmaceutico
Imunossupressor derivado de um fungo
Integrando o grupo dos imunossupressores, fármacos que têm como função fazer o controlo do sistema imunitário do organismo depois de um transplante, o Certican é utilizado para evitar a rejeição do órgão recebido, sendo normalmente administrado em conjunto com ciclosporina para microemulsão e corticosteróides no transplante de rim ou coração, a fim de evitar a rejeição do órgão transplantado. Apresenta-se em comprimidos de 0,25mg, redondos marmoreados de cor amarelada. Manuel Rengel, nefrólogo do Hospital Gregorio Marañon, em Madrid, perito em neufropatia crónica de enxertos, disse que “este medicamento ajuda sobretudo no transplante renal, já que a molécula everolimus funciona como um inibidor do surgimento de tumores e de outras possíveis complicações e efeitos secundários”.
Aprovado há vários anos na Europa, o Certican é utilizado também no Chile, onde a sua administração tem revelado bons resultados no período pós-transplante de órgãos como rins, coração, fígado e pulmões, entre outros. Aliás, aquele país teve um papel fulcral no desenvolvimento deste fármaco, na medida em que ele tem por base a molécula everolimus, um derivado de um fungo existente na Ilha da Páscoa, e que a Novartis sintetizou para tornar a sua utilização mais “amiga” dos seres humanos.
Carla Teixeira
Fonte: La Segunda Online, Novartis
Testes com células humanas dispensam cobaias
Um estudo divulgado ontem (12 de Junho) indica que aperfeiçoando os testes de laboratório, o processo de avaliação da toxicidade dos produtos químicos poderá ser apressado, reduzindo a dependência de testes realizados em animais.
Melhorar a metodologia utilizada para a elaboração dos testes em células e tecidos poderá conduzir a mudanças fundamentais na forma como são realizados os testes de toxicidade, revela o Conselho Nacional de Pesquisa norte-americano.
O segredo está em usar células, preferencialmente de origem humana, e esperar que os testes laboratoriais indiquem o perigo que certas substâncias podem representar para os seres humanos, como é o caso dos pesticidas. Os actuais testes de produtos químicos, levados a cabo em animais, nem sempre apresentam resultados confiáveis ou que possam ter aplicação directa na fisiologia humana.
Para além disso, a metodologia actual pode ser demorada, enquanto os testes elaborados em células e linhagens de células podem ser efectuados com rapidez, afirmam os especialistas do conselho que integra a Academia Nacional de Ciências.
Esta investigação, elaborada a pedido da Agência de Protecção Ambiental, recomenda que sejam tidos em conta os novos métodos de teste centrados nas actividades celulares que, ao serem perturbadas, podem levar o surgimento de doenças.
Ainda que os testes em animais não possam ser negligenciados, o uso das novas técnicas poderá reduzir a necessidade de utilizar estas cobaias e permitir a sua eliminação a longo prazo. No entanto, os autores do estudo advertem que há ainda muitas pesquisas que têm que ser realizadas antes da eficácia dos novos testes poder ser comprovada.
Marta Bilro
Fonte: Associated Press, estadão.com.br
Novos fármacos para vários cancros
A Novartis Oncology anunciou hoje que tem em processo de registo sete novos medicamentos para o tratamento de diversos tipos de cancro. Além dos produtos da marca já em comercialização – Glivec, Zometa, Femara, Sandostatin LAR Depot e Exjade –, a Novartis diz ter em fase de investigação clínica um grande número de novos fármacos, sete dos quais poderão em breve fazer a sua estreia no mercado europeu e norte-americano.
David Epstein, presidente de Novartis Oncology, anunciou na cidade espanhola de Barcelona que os novos medicamentos deverão estar disponíveis no prazo máximo de três anos, e que um dos primeiros a chegar será o Tasigna (nilotinib), um “filho” do Glivec, produto que revolucionou o tratamento da leucemia mielóide crónica. De acordo com aquele responsável da marca suíça, o novo fármaco será mais potente e mais selectivo que o antecessor, devendo o nilotib permitir o tratamento com êxito a pequena percentagem de doentes que não respondeu à terapêutica com base no imatinib.
Outro composto que está a gerar grande expectativa e entusiasmo entre os peritos da Novartis Oncology, que o definem como “muito promissor”, é o RAD001, inibidor da mTOR, um fármaco oral que poderá ser usado no tratamento de diversos tipos de cancro e que foi ensaiado para o tratamento de carcinomas do rim, do pâncreas e em tumores neuroendócrinos. De acordo com a empresa farmacêutica prossegue ainda a investigação em torno de medicamentos já aprovados, com o objectivo de abrir caminho a novas indicações terapêuticas para os mesmos.
Na apresentação destes novos desenvolvimentos, o director da Novartis Oncology na Europa, Guido Guidi, destacou o papel de Espanha no âmbito da investigação e do desenvolvimento dos novos produtos oncológicos da companhia, depois de, só entre 2003 e 2007, o número de ensaios clínicos com medicamentos realizados no país vizinho ter aumentado 255 por cento. “A nossa aposta na investigação mostra o nosso profundo empenho e compromisso na descoberta e no desenvolvimento de novas estratégias para ajudar os pacientes com cancro, ao mesmo tempo que o nosso catálogo de produtos evidencia os esforços diários de milhares de pessoas dedicadas a essa missão”, enfatizou David Epstein.
Carla Teixeira
Fontes: Doyma, Novartis Oncology
Tykerb útil no combate ao cancro da mama
Um dos estudos demonstrou que a associação do Tykerb com paclitaxel no âmbito do tratamento de primeira linha de pacientes com cancro da mama metastásico ou em estado avançado permitiu aumentar em média 7,9 meses a sobrevivência das mulheres afectadas, mais do que os 5,2 meses conseguidos através da utilização isolada do paclitaxel. Além disso, 60 por cento das pacientes que foram tratadas com a fórmula combinada desenvolveram resposta positiva ao tratamento, contra apenas 36 por cento das que receberam apenas uma substância.
Um outro estudo revelou eficácia do Tykerb no tratamento de doentes com cancro da mama que sofreram metástases no cérebro. Os resultados indicam que 19 das pacientes (sete por cento das integradas no estudo) experimentaram uma resposta terapêutica parcial, conseguindo uma redução de 50 por cento das lesões cerebrais sem aumento da necessidade de esteróides ou deterioração dos sintomas de nível neurológico da doença. Em 19 por cento dos casos produziu-se mesmo uma baixa da volumetria de 20 por cento nas lesões cerebrais, e em 42 por cento dos casos a evolução da doença estabilizou por um período mínimo de oito semanas.
A GlaxoSmithKline afirmou que continua a trabalhar no desenvolvimento do Tykerb, no sentido de melhorar o seu grau de eficácia no tratamento do carcinoma da mama, anunciando a breve realização de um ensaio clínico de fase III que deverá contar com mais de mil pacientes.
Carla Teixeira
Fonte: PM Farma
30% não cumpre prescrição médica até ao fim

Associação Nacional das Farmácias, Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, Ordem dos Farmacêuticos e Ordem dos Médicos estão de mãos dadas numa campanha de publicidade que vai arrancar, em todo o País, no dia 20 de Junho.
«Adesão à terapêutica» é o nome da iniciativa inédita que conta com a união de esforços das entidades: ANF, Apifarma, OF e OM.
A campanha, - que tem como alvo a população adulta e como mote: «Leve até ao fim para não voltar ao princípio» - , pretende alertar os utentes para a necessidade de cumprirem a prescrição médica integralmente.
Com a duração de três semanas, a iniciativa culmina a 12 de Julho, contando com um investimento de cerca de 200 mil euros.
A mensagem vai passar na imprensa escrita, outdoors, na rede Multibanco, nas farmácias (com folhetos, sacos e cartazes) e em centros de saúde (cartazes).
Recorde-se que, um estudo, recentemente, divulgado demonstrou que 30% dos adultos portugueses não cumprem a prescrição médica até ao fim. Os parceiros envolvidos sublinham que "o problema da não adesão à terapêutica, não é só um problema individual, mas também, um problema de saúde pública. Não cumprir a prescrição médica, não só tem implicações na nossa saúde individual, como também nos recursos de saúde do país."
Raquel Pacheco
Fonte: ANF/Apifarma/OM/OF
Cientistas utilizam células-mãe na cura de Parkinson
As células-mãe de humanos foram injectadas nos primatas. Estes não as rejeitaram, mas as células também não tiveram o papel renovador, antes protegeram a o cérebro de deteriorar.
Nos primeiros quatro meses, os macacos estiveram estáveis, mas depois a doença avançou. Os cientistas acreditam que o corpo dos macacos começou nesta altura a rejeitar as células, pelo que numa próxima experiência não vão poder descurar o seu sistema imunitário.
Richard Sidman, co-autor do estudo refere que este trabalho «pode lever anos em teste, mas é um começo e é de salientar que estamos a falar da possibilidade de descobrir tratamento para inúmeras doenças».
Parkinson afecta homens e mulheres, sobretudo depois dos 40 anos, e carecteriza-se pela rigidez dos músculos e tremos dos membros inferiores e superiores. Esta condição física é causada pela perda de células cerebrais que produzem um químico chamado dopamina.
A utilização de células-mãe no tratamento de Parkinson é encarado como a melhor forma de superar a doença.
Sara Pelicano
Fontes: BBC
Tykerb dá resultados positivos no tratamento do cancro
Numa primeira fase de testes, foram criados dois grupos de doentes de cancro da mama com metástases. Um medicado com Tykerb, onde 60% das pessoas tiveram uma recuperação parcial ou total das metástases. A um outro grupo administraram apenas paclitaxel. Neste apenas houve resultados positivos em 36% dos casos.
A duração de tempo sem reincidências também aumentou de 19 meses para 24, acrescentou a GSK.
As metástases têm se verificado também na actividade cerebral pelo que este foi um factor averiguado na segunda fase de testes. Através da monoterapia com Tykerb 19 doentes, 7% do grupo analisado, conseguiram uma redução aproximada de 50% das lesões cerebrais, sem consequências neurológicas e sem a utilização de esteróides.
A GSK conclui que o Tykerb, associado com a capecitabina, reduz o número de doentes da mama com metástases cerebrais. Adiantou ainda que estão inscritas mil pessoas para continuar o estudo sobre o medicamento.
Sara Pelicano
Fontes: Pm Farma, GSK
Novos fármacos eficazes no tratamento da artrite reumatóide
O professor Josef Smolen e um grupo de cientistas do departamento de Reumatologia da Faculdade de Medicina de Viena estudaram os efeitos do uso de Rituximab, Abatacept e Tocilizumab e as reacções provocadas nos pacientes quando os medicamentos eram usados como tratamentos individuais ou combinados com outras terapias.
Os autores do estudo exploraram a patogenia da artrite reumatóide e calcularam novas estratégias terapêuticas de forma a perceber como poderá ser melhorada a resposta do paciente ao tratamento. Estes especialistas acreditam que a única forma de prevenir as consequências da doença em cada indivíduo e nos sistemas de saúde é através de tratamentos efectivos.
Entre os três remédios avaliados no estudo, o Rituximab e o Abatacept já obtiveram aprovação, sendo que o Tocilizumab continua em período de testes. Os testes realizados com Rituximab demonstraram que o fármaco reduz os sintomas provocados pela artrite reumatóide em mais de 50 por cento num terço dos pacientes.
A administração de dez gramas de Abatacept, que interfere no mecanismo de resposta da célula T, por cada quilo de massa corporal do doente posteriormente submetido a um tratamento de metotrexate, revelou uma diminuição de 50 por cento dos sintomas da doença em 40 por cento dos pacientes. A ingestão de Tocilizumabb em conjunto com o metotrexate resultou numa redução dos sintomas em 50 por cento, em mais de 40 por cento dos pacientes.
Ainda assim os cientistas relembram que é preciso ter precaução com os efeitos secundários que podem variar de acordo com cada medicamento.
Entre os pacientes tratados com Rituximab, 30 a 35 por cento reagiram à primeira dose intra-venosa, e apresentaram taxas muito mais elevadas de infecções graves relativamente àqueles a quem foi administrado um placebo. Nos doentes que tomaram Abatacept foi registado um maior índice de dores de cabeça, enjoos e infecções graves do que nos que receberam o placebo. Os pacientes sujeitos à terapia com Tocilizumab relataram sintomas de dor de cabeça e erupções na pele, estomatite, febre, subida dos níveis de colesterol e enzimas de fígado.
Nas conclusões da investigação, os cientistas observaram que os três fármacos permitem diminuir os sintomas da artrite reumatóide, melhorar as funções físicas e a condição de saúde do paciente, ao mesmo tempo que retardam a progressão dos danos nas articulações.
A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crónica, de causa ainda desconhecida, envolvendo particularmente as articulações. Atinge mais o sexo feminino do que o masculino e inicia-se, normalmente, entre os 30 e os 40 anos, podendo também ocorrer na terceira idade. A doença afecta a vida e o dia-a-dia do paciente tanto a nível familiar como social.
De acordo com a descrição da Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide (A.N.D.A.R.), esta patologia caracteriza-se por provocar dor, principalmente nas articulações das mãos, punhos, cotovelos, joelhos e pés, mas pode afectar qualquer articulação. Problemas nos olhos, coração, pulmões, rins e no sistema nervoso periférico também não são excluídos do rol de sintomas detectados em alguns casos.
Tal como explica António Vilar, presidente da Direcção do Instituto Português de Reumatologia, «a inflamação afecta a cartilagem, corrói o osso e destrói a articulação, daí que, quando não se consegue parar a inflamação, possam surgir deformações». As cartilagens e o próprio osso acabam por ser corroídos pela inflamação.
Os especialistas sabem como é que se desenvolve a inflamação, como é que a doença progride e que graus de incapacidade pode provocar, mas continuam sem saber qual é a sua causa.
Os tratamentos mais clássicos, onde se incluem os sais de ouro, o metotrexato, a salazopirina e os antipalúdicos têm uma taxa de indução de remissão que anda na casa dos 40 a 60 por cento. Em Portugal, existem cerca de 40.000 doentes diagnosticados com artrite reumatóide.
Marta Bilro
Fonte: Último Segundo, Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide
terça-feira, 12 de junho de 2007
FDA aprova comercialização da doxiciclina da Mylan
Nos Estados Unidos o fármaco teve autorização de venda durante 12 meses, período em que foram vendidos 34 milhões de dólares.
O prazo de comercialização terminou a 31 de Março. Neste período a farmacêutica apresentou no requrimento ao FDA. A entidade deferiu e acrescentou a possibilidade de venda do medicamento com 50mg, 75mg e 100mg, para além das 150mg já no mercado.
O medicamento existe no mercado dos genéricos através da Par Farmacêutica.
Sara Pelicano
Fonte: PM Farma
Jornadas de trabalho para despertar consciências para a diabetes
Com o objectivo de contrariar essa tendência e de "despertar e silenciar a comunidade parar uma doença silenciosa"irá realizar-se, este sábado,as primeiras jornadas de trabalho para os diabéticos das ilhas de São Miguel e Santa Maria,no auditório do Centro de Saúde da Ribeira Grande, ilha de São Miguel.
"A relação do diabético com os profissionais de saúde", é o tema das primeiras jornadas de trabalho em prol da diabetes.
A associação foi desafiada por um dos seus associados a organizar um encontro informativo sobre a diabetes, juntando doentes, médicos e outros interessados.
Nutricionistas, médicos dentistas, oftalmologistas e de clínica geral e familiar são alguns dos oradores convidados a participar numa sessão aberta a todos os interessados, disse Rui Cordeiro. De acordo com os números do Programa de Controlo da Diabetes, criado nos Açores em 1989, estão registados nas ilhas cerca de 14.000 doentes, embora os clínicos estimem que os números reais possam rondar as 25.000 pessoas.
A Associação de Diabéticos de São Miguel e Santa Maria foi formada no final de 2005 e conta com cerca de 200 sócios, um número que Rui Cordeiro considerou ficar "aquém das expectativas", dado que "só em São Miguel existem mais de 7.000 doentes registados".
O pagamento de uma quota de dois euros mensais confere ao associado descontos em várias entidades parceiras da associação e a possibilidade de receber informação sobre a doença. Perda de peso, muita sede, cansaço constante e uma vontade frequente de urinar são alguns dos sintomas da diabetes, uma doença que o presidente da Associação referiu estar a ser diagnosticada "cada vez em pessoas mais novas".
O presidente adiantou ainda que, "o excesso de comida de plástico na alimentação e a falta de exercício físico são erros que se pagam caro".
Sandra Cunha
Fonte:Lusa,Sol,Açoriano Oriental
Especialistas defendem brincadeiras ao ar livre
Alguns estudos recentes indicam que os pais têm tendência a impedir os filhos de brincar no exterior, principalmente por receito que estes se magoem. De acordo com os especialistas é necessário que os pais aceitem que é possível que as crianças se magoem, até porque, os arranhões, os galos e as nódoas negras não são lesões graves e fazer parte do crescimento. Esta temática vai ser discutida em pormenor numa conferência internacional organizada pela RoSPA que se realiza quinta-feira (14 de Junho).
Peter Cornall, um dos responsáveis da entidade, aconselha os pais a fazerem uma pergunta a si mesmos: “é preferível que uma criança fracture o pulso ao cair de uma árvore, ou que sofra uma lesão por utilizar o computador ou a consola de jogos”?
Quando as crianças passam tempo fora de casa, sujam-se na lama, molham-se, mexem nas plantas, “aprendem lições importantes sobre o que magoa, o que escorrega, onde podemos tropeçar ou cair”, salientou o mesmo responsável.
Uma das formas de ultrapassar as barreiras sobre as brincadeiras fora de casa poderá passar pela “criação de áreas selvagens de lazer”, sugere Cornall, acrescentando que, se estas áreas fossem criadas em ambientes vigiados os pais ficariam menos preocupados.
É a correr, a pular e a trepar às árvores que as crianças se desenvolvem quer no que toca à sua personalidade ou no que diz respeito ao conhecimento do mundo. Para além disso, os imprevistos inerentes a qualquer brincadeira ou correria são contributos valiosos para o desenvolvimento do raciocínio e os reflexos, aumentam a autoconfiança e contribuem para a sociabilização.
Ao ser capaz de interagir com o mundo à sua volta, as crianças “aprendem a ampliar os limites e desenvolvem a sua própria capacidade de discernir”, conclui.
Marta Bilro
Fonte: BBC, O Globo Online
Criação de um centro hospitalar de Viseu e de Tondela
Essa tendência de criar centros hospitalares pretende, por um lado, evitar "a progressiva evolução para fragilização do pequeno estabelecimento, que deixa de atrair médicos e enfermeiros novos" e, por outro, os "custos normalmente altos dos tratamentos por diagnóstico do paciente".
O ministro explicou que visto este caso ser ser uma associação, com tempo e com vagar,passará provavelmente por mais do que uma etapa de transição", explicou.
Todavia admitiu existir "alguma dificuldade jurídica nessa integração", já que o Hospital de Viseu é uma Entidade Pública Empresarial e o de Tondela pertence ao sector público administrativo o que, "Torna-se um pouco mais complexo."
No final de Maio, o PSD de Tondela pediu a Correia de Campos que esclarecesse qual o futuro do hospital local, exortando-o a divulgar um estudo que sustentaria a decisão de criar, ou não, o centro hospitalar.
O PSD decidiu reiterar a sua oposição à criação do centro hospitalar e exigir os esclarecimentos ao governante,por considerar que existem "demasiadas contradições" relativamente ao futuro do hospital.
"Queremos acreditar que o senhor ministro mantém a palavra de que não faria nada ao arrepio das vontades locais, nomeadamente da Câmara Municipal, e das populações", defendeu João Carlos Figueiredo,presidente da Concelhia do PSD.
O governante garantiu aos jornalistas não querer que o hospital de Tondela "perca a sua capacidade", considerando que, pelo contrário, "pode ter uma especialização produtiva muito boa"e que têm " muito interesse que aquilo que é bom seja melhor ainda e que o hospital não decaia".
Correia de Campos adiantou desconhecer a opinião do presidente da Câmara de Tondela, Carlos Marta (PSD), sobre o assunto mas considerou que "só se pode dizer se as pessoas são contra ou a favor depois de verem a solução".
No entanto, "a decisão final, naturalmente, é do poder central", realçou, acrescentando não ter ainda analisado também a integração, inicialmente falada, do Hospital de Seia.
Sandra Cunha
Fonte:Lusa
Prisão de Ventre
Sofrer de prisão de ventre acontece quando, existe uma perturbação em que a pessoa tem evacuações incómodas ou pouco frequentes.A prisão de ventre aguda começa de forma repentina. A crónica, por outro lado, pode começar de forma subtil e persistir durante vários meses ou até anos.
Antes de iniciar um tratamento deve-se perceber porque se tem prisão de ventre. Umas das muitas causas apontadas são: preguiça em defecar, maus hábitos alimentares e administração prolongada de medicamentos.
Correr, andar a pé e alterar os hábitos alimentares, introduzindo mais legumes e bebendo muita água, são alguns dos passos a seguir, para que este problema fique resolvido.
O uso e abuso de laxantes muitas vezes pode trazer problemas como diarreia e vómitos, perda de algumas vitaminas e até mesmo modificação grave da forma dos intestinos. Muitos deles contém magnésio e fosfato de sódio, logo não devem ser usados diariamente. Desta forma, são aconselháveis laxantes à base de metilcelulose e policarbófilo, que não prejudicam tanto a saúde.
Para saber mais sobre este problema visite o sitio http://www.dulcolax.pt/pt/Homepage.jsp
Liliana Duarte
Fonte: Informação Farmacêutica
www.manual.merck.net
Pesquisa identifica factores genéticos de 7 doenças
A pesquisa tem como objectivo principal, mostrar como se pode desmascarar os múltiplos factores genéticos que incidem nas mais variadas doenças.
A análise foi feita em 17 mil voluntários britânicos e permitiu identificar factores genéticos até agora desconhecidos, podendo desenvolver-se a partir daí, novos tratamentos para elas.
Segundo Peter Donnelly, pesquisador da Universidade de Oxford e presidente do associação que executou a investigação: «Essa estratégia permitirá grandes avanços na compreensão das doenças e na nossa maneira de as enfrentar».
Entre as várias conclusões do estudo destaca-se que foi identificada na região do cromossoma 9, a possível causa para doenças coronárias.
Liliana Duarte
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1679041-EI296,00.html
Fibrose Quística
A alteração dá-se no cromossoma 7, responsável pelas secreções, o que faz com que se tornem mais espessas e viscosas nos aparelhos respiratório e digestivo, levando a que as secreções deixam de funcionar como lubrificantes e passem a bloquear canais e outras passagens, principalmente no pâncreas e nos pulmões.
Nos primeiros, o facto do muco ser espesso impede a passagem de enzimas que levam à decomposição dos alimentos. Isso desencadeia deficiências nutricionais.
No caso dos pulmões, o acumular do muco faz com que se desenvolvam bactérias que mais tarde provocam infecções. Essas infecções provocam insuficiências respiratórias que podem mesmo levar à morte.
A doença pode ser detectada logo nos primeiros dias de vida, pois o recém-nascido tem um bloqueio dos intestinos, fazendo com que as fezes não consigam passar pelos intestinos.
Um outro factor a realçar é o sabor salgado da pele, que um doente com fibrose tem, uma vez que as glândulas sudoríparas são salgadas. Isso acontece porque o gene responsável pela doença altera o funcionamento da proteína que regula a passagem do cloro e do sódio, através das membranas celulares.
Os doentes devem ter um especial cuidado com a alimentação, beber líquidos com abundância, evitar fumar e fazer sempre a vacina anual da gripe.
Para saber mais consulte o sítio: http://www.apfq.pt/fibrose/index.html
Liliana Duarte
Fontes: Revista Farmácia e Saúde e http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D69
Gene humano inserido no arroz
Arroz geneticamente modificado para alcançar proteínas do leite materno vai começar, finalmente, a ser cultivado nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos EUA já autorizou o início das plantações no estado do Kansas, e este é um dos primeiros alimentos modificados com vista a alcançar proteínas humanas. A produção será em grande escala - 12 mil quilómetros quadrados.
De acordo com o site da empresa de biotecnologia norte-americana responsável pelo produto, Ventria Bioscience, a estirpe de arroz a ser cultivada irá produzir lizozima, lactoferina e albumina – proteínas encontradas no leite materno.
O objectivo da empresa é enriquecer o arroz com propriedades antibacterianas, antivirais e antifúngicas. O arroz vai servir para produzir bebidas para combater a diarreia infantil, uma das maiores causas de morte nos países em desenvolvimento.
A empresa prevê ainda a produção de suplementos dietéticos para a anemia que poderão passar por sobremesas, iogurtes e barras de cereais.
Biotecnologia: Portugal acompanha ritmo
A biotecnologia em sentido lato, é hoje, reconhecida como uma das tecnologias com maior potencial de crescimento e impacto na sociedade. De facto, tem vindo a tornar-se numa tecnologia de alicerce em sectores tão diversos e essenciais como agro-alimentar, ambiental, farmacêutico e médico.
Portugal tem conseguido acompanhar a bom ritmo o desenvolvimento da biotecnologia através das suas universidades e centros de I&D, tendo também realizado um importante investimento na formação avançada de recursos humanos nesta área.
Neste âmbito, o IIR Portugal, através da Divisão PTI – Pharmaceutical Training Institute, apresenta em Lisboa - nos dias 19 e 20 de Junho - um Seminário Específico sobre Patentes em Biotecnologia.
De referir que, Institute for Internacional Research (IIR) é, desde 1973, uma referência internacional no desenvolvimento de eventos de formação e informação para o mundo empresarial.
Em 2005, IIR passou a fazer parte de Informa plc, o maior especialista mundial de desenvolvimento de conteúdos profissionais, cientificos e académicos, unindo, assim, dois líderes mundiais e criando uma grande empresa com presença em mais de 40 países dos cinco continentes.O IIR desenvolve mais de 200 eventos ao ano, e é a empresa de referência na organização de conferências, congressos, seminários, mastercouses e Formação na Empresa desde 1988 .
Raquel Pacheco
Fonte: Ventria Bioscience/BBC/Biotech Brasil/PTI
Nova geração: «Plantação Farmacêutica»
Uma nova geração de produtos geneticamente modificados pode alcançar fármacos e vacinas mais baratos para os países em desenvolvimento. Neste âmbito, um laboratório em Londres está a desenvolver pesquisas com o tabaco. Os investigadores acreditam que a planta pode salvar vidas.
A técnica é apelidada de «pharmaceutical pharming» (plantação farmacêutica), e está a emergir como o mais novo campo de batalha na guerra sobre alteração genética.
Nesta investigação, – e de acordo com os cientistas londrinos – cada planta sofreu uma alteração para carregar um gene que é normalmente encontrado num tipo de alga. Segundo explicaram os investigadores, “dentro das células, o DNA estrangeiro força o tabaco a liberar uma proteína que não tem utilidade para ele mas, que funciona como potencial droga contra o HIV.”
A verdade é que, o Reino Unido já rejeitou as plantas geneticamente modificadas mas, com a indústria farmacêutica, as linhas de combate ainda não estão claramente definidas.
Na França, segundo a BBC, uma plantação de milho transgénico foi alvo de sabotagem. O milho estaria a produzir uma proteína que poderia ser usada para tratar fibrose cística.
Para os cientistas apologistas da «pharmaceutical pharming», não há dúvidas e os benefícios são claros. “As maneiras convencionais de se fazer medicamentos modernos são caras”, argumentam os investigadores, considerando que as companhias farmacêuticas, geralmente, têm na mira doenças que afectam pessoas que podem pagar.”
O processo também é simples: as plantas podem ser cultivadas, colhidas e delas extraída a alegada substância curativa.
Os defensores da técnica dizem que “de 100 hectares de plantação de batata poderia ser extraída quantidade suficiente de vacina contra a hepatite B para proteger a população do Sudeste asiático por um ano.”
No entanto, há também preocupações. Teme-se a possibilidade de as plantas se misturarem com suas parentes selvagens e perturbarem a cadeia de genes naturais.
Raquel Pacheco
Governo divulga tempos de espera para cirurgia na Internet
A garantia foi dada pela secretária de Estado adjunta, Carmen Pignatelli, que em entrevista à Antena 1, afirmou que essa "divulgação pública completa", acontecerá no próximo mês de Julho e terá uma periodicidade semestral.
Para 2008 o Governo prevê o lançamento um portal na Internet, através do qual os utentes poderão aceder ao seu processo e conhecer a posição que ocupam na lista de espera, bem como o tempo médio que deverá decorrer até à cirurgia.
Esta divulgação permitirá também, fazer uma avaliação comparativa da capacidade de resposta de cada unidade hospitalar.
Até ao final deste ano, o governo tenciona ver a lista de espera para cirurgia reduzida em cerca de 10%, passando dos actuais 222 mil inscritos para 200 mil.
Para alcançar esta meta, o governo deverá apostar em acordos com estabelecimentos do sector privado e social, prevendo-se a diminuição do tempo de espera em cerca de um mês, dos actuais seis meses, para cinco. Em 2009, espera-se que o número de doentes em lista de espera, seja apenas de 175 mil.
Os doentes com neoplasias malignas deverão ter prioridade, já que nestas doenças o factor tempo assume um carácter decisivo para a perspectiva de sobrevivência.
De acordo com dados oficiais divulgados em Março, no final de 2006 encontravam-se em lista de espera 225.409 pacientes, números que representam já uma diminuição de 6, 6%, relativamente ao ano anterior, em que o tempo médio de espera ascendia aos oito meses. Destes, 122.858 aguardam há mais de seis meses por uma cirurgia e 25.191 há mais de dois anos.
Inês de Matos
Fonte: Jornal de Noticias
Insulina inalável disponível em Espanha
A diabetes afecta hoje 230 milhões de pessoas em todo o mundo, registando uma tendência de aumento que a Organização Mundial de Saúde estima poder chegar aos 336 milhões em 2020. Em Portugal há 400 a 500 mil afectados. Todos os anos morrem três mil doentes e 35 mil necessitam de quatro injecções de insulina por dia para se manterem vivos. A chegada ao mercado espanhol da insulina inalável, alvo de intensa investigação ao longo dos últimos anos, poderá ser a boa notícia por que esperavam.
Com incidência crescente no nosso país, onde é a primeira causa de amputações não traumáticas, insuficiência renal e enfarte do miocárdio, a diabetes altera de um modo significativo a vida das pessoas que afecta, designadamente quando obriga à administração diária de doses de insulina. Facilitar essa administração e melhorar a qualidade de vida dos pacientes são as grandes vantagens da entrada no mercado da insulina inalável, que hoje começou a ser vendida nas farmácias espanholas, ao cabo de muitos anos de pesquisas da comunidade científica internacional em torno daquela possibilidade farmacêutica.
A comunidade científica internacional considera que a nova fórmula – a Exubera, da Pfizer – poderá ser o maior feito da investigação relacionada com o tratamento da diabetes das últimas oito décadas, e depois de Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Irlanda e México, a insulina inalável está agora disponível aqui ao lado, em Espanha, onde a sua prescrição e administração são totalmente financiadas pela Segurança Social. O novo medicamento de acção rápida é apresentado em pó e deve ser inalado pela boca 10 minutos antes das refeições.
Em declarações ao jornal «El Mundo», o director médico da Pfizer recordou que “há mais de 15 anos decorriam estudos e ensaios com a insulina inalável” em que terão participado mais de 2500 doentes. Trabalhos que demonstraram que esta fórmula é semelhante à injectável do ponto de vista da sua eficácia, mas mais cómoda e mais fácil de aceitar pelos pacientes, melhorando a sua qualidade de vida. O lançamento deste produto foi por diversas vezes anunciado em vários pontos do globo, e com as mais variadas marcas comerciais. A Exubera está disponível em blisters de 1 e de 3mg, pronta a consumir.
Carla Teixeira
Fonte: El Mundo, Sociedade Brasileira de Diabetes, ABC da Saúde
Ex-trabalhadores da Eli Lilly Brasil exigem 12 mil euros em indemnizações
O advogado que representa os ex-trabalhadores, Paulo Cunha Torres, referiu que para além destas seis acções judiciais, estão a ser preparadas outros quatro processos de indemnizações de ex-funcionários com base nas mesmas alegações.
Um outro grupo de funcionários da Eli Lilly está a trabalhar em conjunto com o seu representante legal para reunir antecipadamente provas que certifiquem que os trabalhadores foram expostos às substâncias contaminantes. O objectivo é entrar na justiça com uma acção colectiva e um pedido de indemnização à multinacional.
Elias Soares Vieira, um dos antigos funcionários ao qual foi retirado um rim e detectado cancro no outro, garante que os problemas de saúde estão relacionados com o trabalho desempenhado para a farmacêutica entre 1988 e 1996. Segundo o advogado, os trabalhadores exerciam as suas actividades laborais sem equipamentos de protecção e teriam sido submetidos a contaminações através do ar, da água e do solo.
A Eli Lilly do Brasil não admite qualquer relação entre os problemas de saúde dos ex-trabalhadores e as actividades laborais exercidas na empresa. De acordo com o laboratório, em 2004 foram detectados no local resíduos de baixa toxicidade e sem efeitos nocivos. Estas substâncias seriam derivadas da produção de herbicidas, o que levou a farmacêutica a fazer uma auto-denuncia às autoridades competentes. Desde esse momento a empresa tem levado a cabo um projecto de recuperação da área.
Marta Bilro
Fonte: Paulínia News
Empresa privada vai controlar facturas de medicamentos
Para seleccionar a entidade privada que vai fiscalizar as facturas de todo o país, os Ministérios da Saúde e das Finanças vão lançar, dentro de semanas, um concurso público. Segundo publicado no Diário da República, o concurso público visa "a criação e gestão do centro de conferência de facturas de medicamentos, meios complementares de diagnóstico (MCDT) e terapêutica e de outras prestações complementares a utentes do [Serviço Nacional de Saúde] SNS".
O objectivo principal é centralizar todo o processo numa única empresa, sendo o trabalho feito através de um sistema informático, o que vai permitir que seja mais rápido e eficaz. Para este projecto, o Ministério vai gastar cerca de 30,5 milhões de euros nos próximos quatro anos, sendo a maior parte paga no próximo ano, tendo em conta que é o ano de desenvolvimento do projecto e de aquisição de software e hardware. Apenas as facturas apresentadas pelas farmácias e consultórios privados é que são abrangidas por este sistema, as dos hospitais não estão incluídas.
Actualmente, o Governo estima que "o volume de prescrições electrónicas ronde os 34%". Para além de permitir que a verificação das facturas seja mais rápida e barata, a prescrição electrónica pode ainda trazer vantagens para os utentes. Algumas das aplicações informáticas existentes já têm, como suporte, informação sobre a totalidade dos medicamentos disponíveis, assim como as dosagens e preços.
Isabel Marques
Fontes: Jornal de Notícias, Diário de Notícias e www.tvi.iol.pt
Vacina para a cólera a partir de arroz
Este tipo de imunizações oferece “uma estratégia muito prática e efectiva” no que diz respeito aos custos para vacinar oralmente grandes populações, de acordo com os especialistas, que consideram que o facto de a vacina, por ser feita à base de arroz geneticamente modificado, poder permanecer por longos períodos em locais à temperatura ambiente facilitará também a sua distribuição nos países africanos e da América Latina, os mais afectados pela incidência da cólera.
Citados pela revista científica «Proceedings of the National Academy of Sciences», os cientistas japoneses explicaram que, em testes feitos em ratos a nova vacina foi eficaz na geração de uma dupla imunidade, provocando a resistência normal do corpo, ao mesmo tempo que fomentava a produção de anticorpos nas mucosas do nariz, da boca e do trato urinário. Os peritos japoneses criaram a vacina através da inserção de uma parte da bactéria causadora da doença – o Vibrio Cholerae – na planta do arroz. O alimento foi dado aos ratos, que desenvolveram imunidade à variedade da cólera que normalmente se transmite pela comida ou pelo consumo de água contaminada.
Carla Teixeira
Fonte: AFP
Brystol-Myers Squibb declara-se culpada no caso da patente do Plavix
A declaração de culpa, que tinha sido anunciada pela empresa há cerca de um mês, deu hoje entrada no tribunal federal de Washington. Num comunicado emitido a Bristol-Myers informou que a Comissão de Comércio Federal dos Estados Unidos e o Procurador Geral de Nova Iorque, Andrew Cuomo, continuam a investigar o acordo em causa. O impacto da declaração de culpa nessas investigações “não pode ser previsto”, referiu a empresa.
A farmacêutica justifica o facto de ter aceitado pagar a multa como forma a resolver as acusações de concorrência desleal por ter omitido ilegalmente parte de um acordo com a Apotex que envolvia uma patente do Plavix. De forma a obter a aprovação da Apotex para reter o lançamento do seu genérico até 2011, a Bristol-Myers ofereceu à farmacêutica canadiana uma compensação cujo valor não foi revelado.
O acordo não foi bem sucedido já que, em 2006, a Apotex inundou o mercado com uma versão genérica de Plavix, fazendo com que as vendas do medicamento caíssem. A Bristol-Myers começou a ser investigada pela autoridade da concorrência do Departamento de Justiça Norte-Americano de Washington, por ter proposto a oferta de acordo.
Em 2005, quando não enfrentava qualquer tipo de concorrência, as vendas do fármaco renderam cerca de 3,8 mil milhões de dólares norte-americanos.
Mesmo depois de ter aceitado pagar a multa, o director-executivo da empresa, Jim Cornelius, divulgou uma declaração aos funcionários onde garantia que a farmacêutica nunca teve um “acordo paralelo” de nenhum tipo com a Apotex para impedir que esta lançasse no mercado uma versão do Plavix.
A agência norte-americana reguladora dos medicamentos (FDA) concedeu aprovação à Apotex para produzir um genérico do Plavix. Porém a empresa não possuía autorização legal para o fazer, uma vez que a Bristol-Myers detém a patente até 2011. Ainda assim a Apotex seguiu em frente com a produção do genérico até a Bristol-Myers ter conseguido que a produção fosse bloqueada por decisão de um juiz federal de Nova Iorque.
Marta Bilro
Fonte: First World, Bloomberg, Bristol-Myers Squibb, CNN Money, MSN Money, New York Times
Disfunção Eréctil: Faro recebe Unidade Móvel “Saúde em Movimento”
A unidade móvel, nascida de uma parceria entre a Sociedade Portuguesa de Andrologia e a farmacêutica Lilly Portugal, pretende sensibilizar e informar a população sobre os problemas relacionados com a Disfunção Eréctil.
O atendimento será feito por psicólogos, de forma personalizada, anónima e confidencial, durante três dias, entre as 09:30 e as 19:00 horas, na Unidade Móvel “Saúde em Movimento”, que em Faro, estará estacionada no Jardim Manuel Bívar, junto à Marina.
Quem se deslocar até esta unidade, poderá também proceder à medição dos níveis de glicemia e da tensão arterial, de forma a despistar duas das patologias mais associadas à DE, a hipertensão e a diabetes.
Existirá ainda um centro de informação, onde será exibido um filme e serão disponibilizados folhetos informativos, elucidativos das causas, sintomas e formas de tratamento não só da Disfunção Eréctil, como também da hipertensão e diabetes.
Depois de Faro, também outras cidades do país receberão esta unidade móvel, uma vez que esta é uma iniciativa de âmbito nacional.
Inês de Matos
Fonte: Região Sul (Jornal semanário do Algarve)
Pfizer e Astellas lançam hoje Celecox no Japão
O analgésico, com a denominação de Celebrex, está à venda nos Estados Unidos há mais de oito anos, tendo sido submetido um requerimento para a aprovação no Japão em Dezembro de 2002. Um medicamento fica normalmente disponível no mercado japonês quatro anos após ter sido lançado nos Estados Unidos ou na Europa. Contudo, o porta-voz da Astellas, a terceira maior farmacêutica do Japão, não fez comentários ao porquê do atrasado no lançamento do fármaco no Japão.
Descoberto pela Pfizer, o celecoxib é o primeiro agente anti-inflamatório destinado a inibir selectivamente a enzima COX-2 (ciclo-oxigenase 2), reduzindo assim especificamente a produção de prostaglandina, um agente químico envolvido na inflamação. Lançado inicialmente nos Estados Unidos em 1999, o celecoxib tem sido comercializado em mais de cem países e prescrito a mais de 31 milhões de pacientes como Celebrex ou Celebra.
O celecoxib é o primeiro inibidor selectivo da COX-2, desenvolvido e comercializado em todo o mundo, que se espera que proporcione benefícios terapêuticos evitando problemas gastrointestinais. O medicamento deu provas de eficácia no combate aos sintomas da artrite reumatóide e da osteoartrite com a administração de duas doses diárias.
O Celebrex opera de maneira semelhante ao Vioxx da Merck & Co., que foi retirado do mercado em Setembro de 2004 depois de ter sido relacionado a ataques cardíacos e acidentes vasculares celebrais.
Em todo o mundo, as vendas do Celebrex renderam à Pfizer 598 milhões de dólares no primeiro trimestre, 22 por cento mais que nos mesmos três meses de 2006.
Isabel Marques
Fontes: FirstWord, Bloomberg, JCNNetwork e Pfizer.pt
Primeira terapêutica biológica para doença de crohn
Esta aprovação é uma das principais novidades no 27º Congresso Nacional de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva que está a decorrer no Algarve, esta nova aprovação é para toda a Europa, incluindo Portugal que a partir de agora pode tratar as crianças e os adolescentes (dos 6 aos 17 anos de idade) com um novo medicamento biológico.
Este novo método é feito em manutenção (de 8 em 8 semanas) que ajuda a controlar a sintomatologia (diarreias e dor abdominal) como também facilita o crescimento normal das crianças.
A Doença Inflamatória do Intestino pode afectar pessoas de qualquer idade, mas é mais frequente entre os 20 e 40 anos. Em 20% dos casos a doença começa durante a infância e a adolescência.
Acredita-se que, em Portugal, mais de 25 mil portugueses sofram desta patologia, sendo que a incidência da DII na Europa é de cerca de 16 novos doentes por cada 100 mil habitantes por ano e a prevalência é de 160 – 320 por 100 mil habitantes.
Juliana Pereira
Fonte: Sapo
Novo estudo sobre a memórias
A investigação afirma que as pessoas com tendência para experimentarem emoções negativas têm mais 40 por cento de probabilidades de desenvolverem uma “deterioração cognitiva leve “ que é um estado de transição entre o envelhecimento normal e a demência leve, que muitas vezes é associado à doença de Alzheimer.
Robert Wilson, autor do estudo, revelou em comunicado que “Há muitas diferenças na forma como enfrentamos o stress e outras emoções negativas mas essas reacções tendem a ser constantes durante a vida adulta”.
“Estas descobertas sugerem que, ao longo da vida, o stress crónico afecta a zona do cérebro responsável por que o organismo dê uma resposta; infelizmente, essa parte do cérebro também regula a memória”, afirmou ainda Wilson.
Os investigadores da Universidade Rush de Chicago foram buscar resultados a estudos já feitos durante 12 anos em 1.256 pessoas, sem indícios de sofrerem aquela doença. Nessa altura, 482 indivíduos desenvolveram a enfermidade.
Foi medido o nível emocional das pessoas, através da sua indicação de as três afirmações estavam mais de acordo com os seus hábitos diários: “Não sou uma pessoa que se preocupe com tudo”; “Amiúde sinto-me tenso e nervoso”; “Amiúde aborreço-me pela forma como as pessoas me tratam”.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Novo sistema de propriedade de farmácias
As excepções a esta autorização são os profissionais de saúde prescritores de medicamentos, empresas de distribuição de medicamentos, indústria farmacêutica, empresas prestadoras de cuidados de saúde ou associações representativas das farmácias.
A liberalização da propriedade das farmácias tinha sido falada pelo primeiro-ministro, José Sócrates em Maio de 2006, durante um debate mensal na Assembleia da República.
“Termina assim um regime de condicionamento reconhecidamente anacrónico que perdurou tempo demais”, disse na altura o primeiro-ministro, no entanto, o Governo avisa que esta liberalização da propriedade será feita através de regras muito exigentes para evitar situações eticamente menos claras.
A Associação Nacional das Farmácias continua contra esta medida, porque acredita que o modelo actual de propriedade, que dá apenas prioridade a farmacêuticos é “melhor serve o interesse dos doentes”
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Cientistas japoneses desenvolvem arroz com vacina para a cólera
A confirmarem-se os resultados desta investigação preliminar, a descoberta poderia resolver o problema de alguns países com serviços médicos precários, que não possuem mecanismos de conservação e armazenamento de vacinas.
De acordo com o director do Burnet Institute, em Melbourne, Steve Wesselingh, o modelo de vacina desenvolvido pelos investigadores japoneses aparenta ser bem sucedido e estável. “O que se prevê é uma dose muito controlada, administrada oralmente a uma população”, explicou este virólogo. A principal vantagem, acrescentou o responsável, é a possibilidade de o produzir a custos reduzidos e não haver muitos processos de preparação depois de o produto ter crescido e ter sido colhido, “o que obviamente reduz as necessidades de biotecnologia de ponta em países que não possuem capacidade para a ter”.
Para a equipa de investigadores liderada por Hiroshi Kiyono, o principal benefício desta nova abordagem reside no facto dela causar reacções imunes que abrangem todo o sistema corporal e os tecidos de mucosa como a boca, o nariz e o tracto genital. A investigação levada a cabo pelos cientistas japoneses foi subsidiada por várias agências governamentais nipónicas.
As vacinas comuns, aplicadas através de uma injecção, não provocam respostas de imunidade nas áreas mucosas, o que significa que a nova vacina poderá ter uma vantagem contra infecções que frequentemente atacam essas membranas, como é o caso da cólera, o VIH, o vírus da gripe e da pneumonia atípica.
“Este não é o grau de progresso que esperávamos ter neste momento”, afirmou Hugh Mason, investigador da Universidade do Estado de Arizona, que já trabalhou em várias pesquisas com plantas para a elaboração de vacinas. O especialista preveniu ainda que não é fácil conseguir uma boa resposta às substâncias ingeridas oralmente devido ao ambiente hostil do aparelho digestivo.
“Teremos que desenvolver formas de proteger a vacina da degradação provocada pelo estômago e posteriormente introduzi-la na direcção do intestino para que possa ser absorvida ”, explicou Mason.
David Pascual, um especialista em biologia molecular da Universidade do Estado de Montana, em Bozeman, salientou o facto dos investigadores japoneses terem conseguido gerar uma resposta imunitária protectora nos ratos e ao mesmo tempo evitar qualquer reacção alérgica ao arroz. Para além disso, o arroz transgénico pode ser armazenado à temperatura ambiente e não oferece os riscos de infecção inerentes a uma injecção. Pascual que não participou nesta pesquisa, lembra que várias outras plantas têm sido desenvolvidas para serem usadas na produção de vacinas.
Ainda assim, o responsável pela investigação advertiu que o facto de a vacina derivar do arroz não significa que seja comestível. “Não queremos criar a ideia nas pessoas de que se comerem arroz ficam vacinados”, afirmou Kiyono, acrescentando que a vacina seria distribuída em cápsulas ou comprimidos contendo pó de arroz e deverá ser encarada como um medicamento e não como comida.
Depois dos primeiros testes em ratos, Kiyono sublinhou que ainda são necessários mais estudos preliminares e mostrou-se confiante que “num futuro próximo” a vacina possa ser testada num macaco.
Marta Bilro
Fonte: AHN, imirante.com, ABC Today, CNN Money,
Laboratório reembolsa Estado caso fármaco não resulte
Segundo a proposta do laboratório Janssen-Cilag, o NHS só assumiria o custo do tratamento se der bons resultados ou seja, os cerca de 36 mil euros necessários para a compra do medicamento Velcade (bortezomib) serão suportados pelo governo britânico apenas se a terapia se revelar positiva.
Caso ganhe a autorização do Estado, esta proposta pode abrir um precedente que, poderá ajudar a custear novos e dispendiosos tratamentos contra o cancro.
Entretanto, o laboratório em causa já adiantou que, na fase dos testes clínicos, o bortezomib reduziu ou até reverteu a evolução da doença.
O bortezomib é o primeiro fármaco na classe (inibidor de proteosoma), desenvolvido especificamente para inibir a actividade do tipo quiotripsina.
O fármaco é indicado em doentes com mieloma múltiplo em progressão e que já tenham sido sujeitos ou não possam recorrer ao transplante de medula óssea.
Segundo as recomendações do National Institute for Clinical Excellence (NICE), “os pacientes que respondam de forma parcial ou completa ao fármaco deverão continuar com o tratamento subvencionado pelo NHS.”
Andrew Dillon, director-executivo do NICE considerou que "ainda é cedo para dizer se isto pode ser o começo de uma nova tendência mas, a julgar pelas nossas conversas com outras empresas, há sinais de que também estão a pensar actuar nessa mesma linha."
A viabilidade da proposta espera agora o parecer do Ministério da Saúde britânico o que, deverá acontecer, em Outubro.
Raquel Pacheco
Fonte: British Medical Journal/MNI/NICE
Novas instalações precisam-se
“A oncologia que se faz actualmente é mais de ambulatório e não tem o carácter asilar, com internamentos muito prolongados, que tinha na altura em que este hospital foi projectado e para o qual foi dimensionado”, acrescentou Ricardo da Luz.
Ricardo da Luz falou também que segundo, as novas regras de segurança hospitalar, de segurança dos profissionais de saúde e dos próprios doentes, as instalações estão “desadequadas” às necessidades.
No entanto, quando foi questionado sobre a possibilidade do IPO mudar para Oeiras, o presidente do Conselho de Administração do Instituto remete essa questão para o Ministério da Saúde: “competência exclusiva do Ministério da Saúde, embora a administração do hospital tenha sempre uma palavra a dizer”.
A mudança do IPO para Oeiras é ainda algo em estudo, após a oferta por parte presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais de ceder um terreno, a custo zero ao Ministério da Saúde para a construção de novas instalações.
A saída do IPO para Oeiras ainda não é uma certeza, segundo declarações de uma assessora de imprensa do ministro da Saúde.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Zimulti aumenta risco de suicídio e depressão
O fármaco Zimulti (Rimonabant) do laboratório Sanofi-Aventis, destinado à perda de peso, poderá aumentar os riscos de suicídio e os pensamentos suicidas, avançou a Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA). De acordo com um estudo divulgado ontem, durante os testes clínicos, os pacientes que administraram o medicamento relataram com maior frequência a ocorrência de pensamentos ou actos suicidas em relação ao grupo que administrou um placebo. Segundo os testes, 5,9 por cento registaram sintomas de ansiedade e 3,9 por cento transtornos depressivos.
Num outro conjunto de testes, cerca de 26 por cento dos pacientes administrados com a dose de 20 miligramas do medicamento relataram episódios psiquiátricos adversos, incluindo depressão, ansiedade e insónia, comparativamente aos 14 por cento de pacientes que tomaram o placebo. No comunicado emitido a FDA afirma que "foram identificadas duas categorias de episódios adversos que estão a ser observadas cuidadosamente. São episódios psiquiátricos (ansiedade e depressão, incluindo pensamentos suicidas) e episódios neurológicos (mudanças sensoriais, dificuldades motrizes, dificuldades cognitivas)”.
Por outro lado, a FDA confirmou a eficácia da dose de 20 miligramas de Zimuti, ao referir que provocou diminuições significativas de peso em pessoas obesas. "Um tratamento com a dose de 20 miligramas da droga, em conjunto com uma ingestão modesta de calorias e exercício físico, reduz significativamente o peso do corpo e a circunferência da cintura nos pacientes com excesso de peso ou obesos", refere o mesmo documento. A entidade reguladora realizou 59 estudos clínicos em mais de 16 mil pacientes. A eficácia do remédio no tratamento da obesidade ficou comprovada em quatro estudos, pode ler-se no documento que está disponível no site da FDA.
Um grupo de analistas vai amanhã (13 de Julho) avaliar se os benefícios do produto na redução do peso, do colesterol e do açúcar no sangue superam os riscos. Posteriormente os investigadores vão ou não recomendar o lançamento da substância no mercado norte-americano.
A primeira tentativa da farmacêutica francesa para que o fármaco fosse liberalizado pela FDA remonta a Abril de 2005, e pretendia que este fosse utilizado no tratamento da obesidade e que ajudasse os fumadores a deixarem o vício. No entanto, esta última pretensão foi rejeitada e a utilização do Zimulti na perda de peso obteve autorização condicionada em Fevereiro de 2006. Em Outubro a Sanofi-Aventis voltou a submeter o fármaco à aprovação da FDA para ser utilizado em pacientes obesos.
Ainda assim, na Europa o medicamento já obteve parecer positivo e a sua utilização foi autorizada em cerca de 10 países. Em Portugal existem duas apresentações do rimonabant autorizadas pelo Infarmed (Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento), o Acomplia e o Zimulti, ambos na mesma dosagem e comercializados pela Sanofi-Aventis. A autorização de introdução no mercado português data de Junho de 2006, nenhum dos medicamentos é comparticipado pelo estado e uma embalagem de 14 comprimidos custa 49.68 euros.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, CNN Money, MSN Money, The Street, First World, Último Segundo, FDA, Infarmed.
Nova legislação permitirá a qualquer pessoa ser proprietária de uma farmácia
A autorização legislativa hoje publicada dá ao Governo 180 dias para aprovar um decreto-lei onde será alterado o regime de propriedade da farmácia, permitindo a todas as pessoas serem proprietárias das farmácias.
As excepções a esta autorização são os profissionais de saúde prescritores de medicamentos, empresas de distribuição de medicamentos, indústria farmacêutica, empresas prestadoras de cuidados de saúde ou associações representativas das farmácias.
O Governo vai ainda alterar o número máximo de farmácias por proprietário de uma para quatro.
A liberalização da propriedade das farmácias tinha sido anunciada pelo primeiro-ministro em Maio de 2006, durante um debate mensal na Assembleia da República.
«A propriedade das farmácias vai deixar de ser um exclusivo dos licenciados em farmácia. Termina assim um regime de condicionamento reconhecidamente anacrónico que perdurou tempo demais», disse na altura o primeiro-ministro, garantindo que a liberalização da propriedade será acompanhada de regras muito exigentes para evitar situações eticamente menos claras.
Contra esta medida esteve sempre a Associação Nacional das Farmácias, para quem o modelo que dá o exclusivo da propriedade aos farmacêuticos é o que «melhor serve o interesse dos doentes».
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Diário da República
“Stress” e depressões causam problemas de memória
A MCI compreende-se como um estado de transição entre o envelhecimento normal e a demência leva, por vezes associada à doença de Alzheimer. De acordo com Sociedade contra o Alzheimer, cerca de dez a 15 por cento das pessoas afectadas pela MCI, acaba mesmo por vir a sofrer de Alzheimer.
Robert Wilson, principal autor do estudo, adianta que, "há muitas diferenças na forma como enfrentamos o 'stress' e outras emoções negativas, mas essas reacções tendem a ser constantes durante a vida adulta”.
No entanto, Wilson acrescenta ainda que, “estas descobertas sugerem que, ao longo da vida, o 'stress' crónico afecta a zona do cérebro responsável por que o organismo dê uma resposta; infelizmente, essa parte do cérebro também regula a memória”.
Esta investigação baseou-se no acompanhamento de 1.256 pessoas, sem indícios de MCI , ao longo de 12 anos. Durante o decorrer do estudo, 482 indivíduos desenvolveram a doença.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Estudo recente mostra uma diminuição substancial das doenças cardiovasculares
Contudo, apesar destes resultados animadores, as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte, tanto nos Estados Unidos como em Portugal, apesar de no nosso país terem vindo a diminuir nos últimos quatro anos. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes a 2005, estas doenças mataram quase 37 mil portugueses, dos quais 20240 eram mulheres. Em 2002, o total de mortes resultantes de problemas cardiovasculares ascendia a cerca de 41 mil pessoas.
Os especialistas estão optimistas no que se refere a uma diminuição destes casos, devido a uma maior informação e consciencialização das pessoas sobre os factores de risco e também a alterações no estilo de vida, tais como a adopção de dietas mais saudáveis, o aumento da prática de exercício físico e reduzir ou deixar de fumar.
Isabel Marques
Fontes: PRNewswire, Jornal de Notícias
Descoberto mecanismo de defesa das bactérias
As bactérias estão divididas em dois tipos, gram-positivas e gram-negativas, sendo a principal diferença a composição da parede celular externa da bactéria, mas também se diferenciam no que se refere ao género de infecções que causam e ainda ao tipo de antibióticos capazes de as destruir. Sabe-se pouco acerca do modo como a bactéria gram-positiva – aquela que pode levar a intoxicações alimentares, distúrbios da pele e choque tóxico – evita ser morta pelos péptidos antimicrobianos. Estes são produzidos por quase todos os grupos de organismos, tais como anfíbios, insectos, diversos invertebrados e mamíferos, incluindo os humanos.
As bactérias gram-positivas são as maiores ameaças à saúde humana, especialmente devido aos problemas crescentes da resistência aos medicamentos. Estas descobertas podem ajudar a delinear um caminho para esquematizar novos fármacos que reforcem as opções de tratamento antimicrobiano.
Nas bactérias gram-negativas – aquelas que provocam peste e salmonelose – um sistema de regulação de sensores e genes chamado PhoP/PhoQ protege a bactéria invasora, e cientistas acreditam que, se desenvolverem um conhecimento mais aprofundado deste sistema, poderão desenvolver novos medicamentos mais eficazes na protecção das pessoas contra as infecções.
O grupo de investigadores espera possibilidades semelhantes para as bactérias gram-positivas com a descoberta do sensor de péptidos antimicrobianos. Os investigadores estão cientes que para a bactéria gram-negativa, o PhoP/PhoQ tem sido o principal alvo para as descobertas de fármacos antimicrobianos, mas pouco trabalho similar tem sido feito com a bactéria gram-positiva. O grupo está entusiasmado com o que conseguiu demonstrar – uma maneira eficiente e única que a bactéria gram-positiva tem de controlar a resistência – e continua a investigar o sistema do sensor de péptidos antimicrobianos para o desenvolvimento de medicamentos.
Isabel Marques
Fonte: Pharmalive.com e ManualMerck.net
segunda-feira, 11 de junho de 2007
São já 270 os bebés portugueses nascidos em Badajoz
Desde o dia 12 de Junho de 2006, data do encerramento da sala de partos de Elvas, “até hoje, foram registados 270 partos de grávidas portuguesas no Hospital Materno-Infantil de Badajoz", de acordo com uma fonte dos serviços de saúde do governo regional da Extremadura espanhola.
Ao longo de um ano, o hospital de Badajoz atendeu já mais de 800 grávidas portuguesas, das quais 480 necessitaram mesmo de hospitalização, durante a gravidez.
Com o encerramento da sala de partos do Hospital de Santa Luzia de Elvas, o estado português estabeleceu um acordo as autoridades da Extremadura, segundo o qual as grávidas provenientes de Elvas e de Campo Maior, poderão optar por ter os seus bebés em Badajoz, uma vez que esta é a maternidade geograficamente mais próxima, a apenas 12 km.
Évora e Portalegre, são também opções de escolha para as grávidas. Contudo, os distantes 80 e 60 km que, respectivamente, as separam de Elvas e Campo Maior, têm levado a maioria a optar pela maternidade espanhola.
Ao fim de um ano, as autoridades portuguesas e da Extremadura fazem um balanço positivo do processo. "Da auscultação realizada, até ao momento, percebe-se que o índice de satisfação das mulheres assistidas no Hospital Materno-Infantil de Badajoz é elevado", segundo um comunicado do Hospital de Elvas.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Nova vacina para tuberculose
Como não há sintomas que permitam identificar a infecção latente da tuberculose, as únicas maneiras de detectar o bacilo são através do teste cutâneo ou da prova da tuberculina, sendo por isso difícil precisar o número de pessoas afectadas, temendo-se que seja elevado.
Sendo assim, o responsável por esta investigação, Pere-Joan Cardona, define como primeira estratégia a administração da vacina a grupos de risco, como é o caso dos seropositivos, visto que o vírus da Sida ao entrar em contacto com a tuberculose pode mesmo ser fatal.
Esta vacina vem trazer uma nova esperança no combate desta doença pois é a primeira a ser apresentada e, para além disso, só existe um tratamento para a infecção que consiste num antibiótico cuja administração deve ser feita durante nove meses. Pere-Joan Cardona afirma que este tratamento não é eficaz porque a maior parte das vezes as pessoas desistem de continuar a tomar o antibiótico.
Actualmente a vacina está a ser administrada em seres humanos no Hospital Germans Trias i Pujol de Badalona, na primeira fase da experiência que decorre em Barcelona. Já decorreram duas semanas com resultados positivos mas a vacina só poderá ser comercializada quando se chegar à terceira fase e depois de ser feita a avaliação de todo o processo.
Sara Nascimento
Fonte: netFarma
Medicamento barato para a epilepsia é negado a milhões de crianças
O professor Emilio Perucca, da Unidade Clínica de Farmacologia, do Instituto de Neurologia da Universidade de Pavia, em Itália, adverte organizações governamentais e não governamentais, em países em desenvolvimento, que o tratamento deve estar disponível para todos.
Dos 35 milhões de pessoas com epilepsia que vivem em países em desenvolvimento, cerca de 85% não recebem tratamento algum. Como resultado, acabam por sofrer as consequências nefastas desta condição, os ataques epilépticos, que podem também levar a consequências psicológicas de estigma e discriminação social. Infelizmente, a maior parte destas pessoas, muitas das quais crianças, poderiam ter uma vida sem complicações se tomassem por dia uma dose única de um medicamento (fenobarbital), que custa menos de 3 dólares por ano, cerca de €2,20.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o fenobarbital como o tratamento de escolha em países de recursos restritos, mas a sua política tem sido questionada devido a preocupações acerca de efeitos comportamentais adversos, particularmente em crianças.
No entanto, um estudo em crianças de Bangladesh, também publicado na semana passada pelo BMJ, não encontrou diferenças significativas nos problemas comportamentais entre o fenobarbital e outro medicamento, a carbamazepina. Apesar de algumas limitações, o estudo providência maior evidência para o suporte do uso do fenobarbital nos países em desenvolvimento.
Segundo o Professor Perucca, o fardo da epilepsia não tratada, em termos de sofrimento humano e social, tem consequências enormes. Ele conclui que um programa de controlo da epilepsia eficaz irá apenas resultar se estiver completamente integrado num sistema de cuidados de saúde dentro da comunidade. Este deverá providenciar não só o abastecimento seguro de medicamentos, com instalações adequadas de armazenamento e distribuição, mas também programas educacionais para profissionais de saúde e para a população em geral.
Paulo Frutuoso
Fontes: BMJ
Exames médicos passam a imagens digitais
Este sistema resulta de um protocolo entre o Grupo Português de Saúde, através do IMI (Imagens Médicas Integradas) e a Kodak Health Group e vem beneficiar tanto utentes como profissionais de saúde. Para os utentes o acesso torna-se prático e rápido, pois passa a não ser necessário levantar o exame e deslocar-se a uma consulta, bastando apenas aceder a um site controlado. Com o PACS, os profissionais de saúde realizam o diagnóstico com maior rapidez e eficácia uma vez que é mais fácil editar, analisar e comparar as imagens.
Com este sistema é possível criar um processo clínico de cada doente, com o seu historial, dados pessoais e as imagens dos exames realizados, que será integrado na rede do Grupo. A reunião dos vários processos clínicos vai dar origem a um Data Center, onde toda a informação e imagens ficarão guardadas. Deste modo os dados relativos à saúde encontram-se arquivados num sistema mais seguro. Em Portugal nunca se tinha criado nada do género na área da imagiologia digital.
A utilização do formato digital é, igualmente, uma solução benéfica para o ambiente. Ao substituir o método tradicional (revelação) possibilita poupar cerca de 700 mil películas, nos primeiros tempos. O investimento deste novo sistema irá rondar um milhão de euros.
Sara Nascimento
Fonte: Hospital do Futuro, Semana Informática, First Solutions, Grupo Português de Saúde
Tabaco acima dos medicamentos: cigarro é 13ª prioridade no orçamento familiar
“Os fármacos antitabágicos ajudam a cessar um hábito que, terá como consequência, mais tarde ou mais cedo, alterações profundas e irreversíveis no seu estado de saúde”, sublinhou o médico do HSM, advogando, por isso, a necessidade de “motivar e informar bastante as pessoas para que elas compreendam que, efectivamente, estes medicamentos de cessação funcionam.”
“Muitas vezes, não é fácil a pessoa gastar dinheiro na farmácia, nomeadamente em algo que, teoricamente, lhes irá tirar o prazer”, afirmou o clínico, considerando que “é mais fácil arranjar os três euros para comprar um maço de tabaco do que por vezes arranjar 60 euros para investir no tratamento.”
Lamentando, deste modo, o “dantesco” da situação, Bugalho de Almeida defendeu que este tipo de fármacos “deviam ter comparticipação do Estado.”
Preço da cessação tabágica afasta fumadores
De referir que, e segundo noticiou o «Farmácia e Medicamento», o Hospital de Santa Maria foi responsável pela elaboração de um estudo de cessação tabágica que concluiu que 70% dos fumadores – que recorrem à ajuda daquela unidade de saúde – não conseguem deixar o vício porque, não têm dinheiro para comprar os medicamentos.
Os dados da pesquisa – com base num universo de 860 utentes das consultas de apoio ao fumador – revelam ainda que, em média, 21% do orçamento familiar é gasto em tabaco, sendo que os cigarros surgem em 13º lugar na lista de prioridades, acima dos medicamentos.
De acordo com uma responsável pelo serviço de pneumologia do hospital, “a taxa de cessação dos hábitos tabágicos ronda apenas os 27 por cento."
Cancro da laringe: 98 em 100 são fumadores
Conhecidos os números negros do cancro do pulmão, o «Farmácia e Medicamento» apurou ainda que, dos 100 casos de cancros na laringe que são diagnosticados, quase todos os dias, 98 são fumadores.
A esperança é que, na globalidade, as estatísticas provam que está a “fumar-se menos” em Portugal.
O aumento da oferta de produtos antitabágicos nas farmácias, a dispensa de receita médica para este tipo de fármacos e o projecto de legislação mais restritivo, podem ter sido a causa deste novo cenário.
Raquel Pacheco
Fonte: HSM, Sociedade Portuguesa de Pneumologia