sexta-feira, 8 de junho de 2007
Grupo dos Chefes das Agências de Medicamentos (HMA) da UE em reunião
A Presidência Portuguesa do Conselho da UE orienta as duas reuniões a ter lugar nos dias 10 e 11 de Julho no INFARMED, em Lisboa, e nos dias 6 e 7 de Novembro no Funchal, Madeira.
São discutidas questões da natureza política e estratégicas relacionadas com a autorização, a segurança e a qualidade dos medicamentos de uso humano e veterinário. São igualmente discutidas medidas de melhoria da eficiência e de desempenho da rede Europeia do medicamento e adoptados programas conjuntos de divisão e partilha de trabalho.
O grupo assegura:
- Apoio ao sistema comunitário através da contribuição com recursos profissionais e científicos de elevada qualidade.
- A formulação de uma perspectiva equilibrada no funcionamento dos procedimentos de autorização Europeus bem como nas suas implicações para as agências dos Estados membros. - Capacidade de liderança e uma visão global do procedimento de Reconhecimento Mútuo no âmbito do sistema Europeu.
- Reflectir e propor soluções práticas para fazer face aos problemas que emergem no sistema, os quais afectam os Estados membros.
- Um mecanismo para a comunicação de perspectivas das Autoridades Competentes dos Estados membros com a Comissão Europeia e com a EMEA.
- Reunir-se duas vezes por semestre, transitando a presidência do grupo para o Estado membro que detém Presidência da UE, e o respectivo secretariado assegurado pelo mesmo Estado membro.
Se as circunstâncias não o permitirem, os Estados membros deverão acordar entre si a presidência do grupo e o secretariado. A responsabilidade da continuidade dos trabalhos depende dos Chefes das Agências de Medicamentos dos Estados membros responsáveis pelas Presidências anterior, actual e futura da UE.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Infarmed
VI Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Imunohemoterapia
No programa do Congresso incluí Estratégia para Optimização de Consumo de Sangue: Papel do Imunohemoterapeuta, Estratégia para Optimização de Consumo de Sanguem, Doenças Emergentes na Transfusão, Estratégia em Pediatria, entre outros assuntos.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Website do congresso
Sites de saúde visitados por mais de 1/5 dos internautas domésticos
Segundo um estudo, efectuado pela Marktest, no primeiro trimestre deste ano, os sites de saúde foram acedidos por mais de um quinto dos internautas que navegaram na Internet, a partir de sua casa. Nos primeiros três meses do ano, foram cerca de 653 mil os residentes, em Portugal continental, com mais de 4 anos, que acederam a sites temáticos relacionados com saúde. Este número corresponde a 21,6% do total de internautas.
Neste último trimestre, de Abril a Junho, foram visitadas cerca de 6 milhões de páginas destes sites, uma média de 10 por utilizador, com cerca de 80 mil horas de navegação, o que dá uma média de 7 minutos por utilizador.
No primeiro trimestre de 2007, o site www.manualmerck.net liderou o ranking, no primeiro trimestre de 2007, quer em utilizadores únicos, querem páginas visitadas ou tempo dispendido, recebendo, neste trimestre, 254 mil visitantes diferentes, que visualizaram cerca de 1,8 milhões de páginas, com cerca de 21 mil horas de navegação.
O site www.medicosdeportugal.iol.pt foi o segundo site com mais visitantes (186 mil utilizadores únicos) e tempo despendido (9 676 horas), enquanto o www.roche.pt foi o segundo com mais páginas visitadas (714 mil).
Paulo Frutuoso
Fonte: Diário Digital
Commonwealth Biotechnologies anuncia o fim da aquisição da Tripos Discovery Research
A transacção, aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração, coloca a CBI numa posição estratégica, no acesso ao mercado britânico e prevê a aquisição da totalidade de acções da TDR.
De acordo com Paul D'Sylva, director executivo da CBI, esta aquisição está prevista na nova estratégia da CBI, cujo objectivo passa pela expansão dos serviços de descoberta e desenvolvimento de medicamentos, na área da química pré-clinica. “Com as capacidades e recursos técnicos e comerciais adicionais que a TDR traz, a CBI prevê que poderá desenvolver uma franquia de serviços de descoberta de medicamentos poderosa, robusta e diversificada que atende ao crescente mercado global de descoberta de medicamentos”, adianta.
A aquisição da totalidade de acções em circulação da TDR, deverá passar pelo pagamento imediato de 350 mil dólares, aos quais se seguirá o pagamento de 1,8 milhões de dólares, em títulos e facturas.
Richard Freer, presidente da CBI, mostra-se satisfeitos com o potencial da aquisição e espera que o crescimento dos lucros e receitas da CBI, sejam em breve uma realidade, uma vez que "a TDR é amplamente reconhecida como uma das principais companhias de serviços de descoberta de medicamentos, do mundo. Com esta transacção, o grupo da CBI oferece agora produtos e serviços de descoberta abrangentes nas três principais classes de medicamentos de produtos biológicos, peptídeos e pequenas moléculas”.
A CBI passa agora a controlar o capital da TDR, cujos serviços e produtos são complementares às ofertas de produtos biológicos e peptídeos customizados, oferecidos pela CBI.
Inês de Matos
Fonte: Reuters
PróFarmácia: venda de medicamentos on-line
À pergunta “É uma farmácia on-line?”, a resposta dos mentores do site é peremptória: “Não, a ProFarmácia não é uma farmácia, é um canal de revenda de produtos naturais e químicos fornecidos por parceiros que trabalham com uma rede de médicos e farmacêuticos na Europa.”
De acordo com a empresa liderada por profissionais de farmácia – e sediada nas Seychelles – os produtos da ProFarmácia (PF) são “seleccionados e de alta qualidade” e “provêm de farmácias e ervanárias licenciadas na Europa.”
Na categoria dos químicos, o potencial comprador encontra uma vasta gama de produtos para a disfunção eréctil, controle de peso, queda de cabelo e prevenção da gripe.
No rol dos fármacos naturais, a PF tem à disposição estimulantes sexuais, estimulantes de memória, medicamentos para insónias e, também, para controlo do peso.
Afiliado da empresa Transpharmacy, Ltd, os mentores do portal de vendas ressalvam que é esta que deve assumir “todas as responsabilidades do foro médico e farmacêutico relacionado com a venda de medicamentos.”
Os “utentes” têm ainda ao dispor informação (posologia/reacções adversas/contra-indicações) de fontes oficiais – que a PF avalia como fontes “credíveis” – sobre os produtos que tem em venda. No entanto, também neste âmbito, a empresa exime-se de qualquer responsabilidade “por eventuais erros na informação.”
A PróFarmácia garante que trabalha em conjunto com os seus clientes, no intuito de “passar uma mensagem de competência, dinamismo e seriedade”, asseverando aos consumidores que “podem depender, confiar e usufruir.”
Os mais vendidos
Medicamentos para a disfunção eréctil (Viagra e Cialis) e para a terapêutica da obesidade (Xenical) perfilam na montra dos químicos mais vendidos.
Relativamente aos produtos naturais, o Vigorin (estimulante sexual para homens) lidera a lista seguido do Sleep Now (para tratamento de insónias).
Encomendas
De modo a poder efectuar compras na ProFarmácia é apenas necessário efectuar o registo no site. Porém, este processo é dispensável para a simples navegação pelo site e visualização dos seus conteúdos.
O envio de encomendas está disponível para Portugal Continental e Ilhas em local designado pelo comprador, sendo que, para encomendas a serem entregues em Portugal Continental, a PF esclareceu que varia de três a sete dias, “em função das características da encomenda (destino, quantidade, disponibilidade).”
Confidencialidade
E se houver algum pudor em comprar o que quer que seja, descanse porque, a PróFarmácia prima pela confidencialidade: “Informações pessoais contidas nas nossas bases de dados jamais serão disponibilizadas a entidades terceiras”, garantem, reforçando que “não só os clientes podem estar seguros do tratamento confidencial das encomendas no momento da transacção como também no acto de entrega sendo o conteúdo da embalagem completamente isolado.”
Raquel Pacheco
Fonte: www.profarmacia.com
Novo plano de Contingência já em vigor
A grande novidade deste plano é a monitorização da procura das ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), em caso de aumento súbito das temperaturas.
Este plano vai-se manter em vigor até o dia 30 de Setembro e pretende definir os alertas a nível regional, pelas Administrações Regionais de Saúde.
Prevê-se que assim, exista uma maior eficácia na gestão de informação e dos recursos necessários.
De recordar que, as ondas de calor em 2006 causaram 1.300 óbitos e prevê-se que este ano seja ainda pior.
Liliana Duarte
Fontes: Agência Lusa
Revista Notícias Magazine
Cientistas analisam capacidade abortiva do Misoprostol
Cientistas analisam capacidade abortiva do Misoprostol
É um medicamento para tratamento e prevenção da úlcera gástrica e está indicado em mais de 85 países, mas ao longo dos últimos anos tem sido utilizado sobretudo para induzir o aborto, especialmente o ilegal, sendo mesmo comercializado online por alguns sites que defendem a interrupção voluntária da gravidez. Cientistas da Organização Mundial analisaram a eficácia abortiva do Misoprostol e divulgaram as condições em que a sua toma produz mais facilmente aquele efeito.
Conscientes de que, quando administrado em doses elevadas, o Misoprostol induz o aborto e pode provocar perdas de sangue ou assepsia que podem levar à morte da mulher, razão por que é contra-indicado na gravidez, os investigadores da OMS concluíram que o Misoprostol tem maior eficácia para efeito abortivo se for tomado por baixo da língua a cada três horas, ou por via vaginal, de 12 em 12 horas. Uma pesquisa divulgada pela revista científica «The Lancet» abre caminho ao consenso relativamente à forma mais adequada para a administração do fármaco com intuito de provocar o aborto, tendo por base um estudo que acompanhou 2.046 mulheres grávidas, que foram divididas em quatro grupos.
Um grupo tomou Misoprostol por via vaginal a cada três horas e outro de 12 em 12 horas. Nos outros dois grupos o fármaco foi administrado por via sub-lingual com intervalos de três ou 12 horas. Nas tomas de 12 em 12 horas a gravidez persistiu em nove por cento das mulheres que ingeriram o medicamento por via oral e em quatro por cento das que o tomaram por via vaginal. Nos casos de administração a cada três horas a gravidez continuou em seis por cento dos casos em que o Misoprostol foi ingerido por baixo da língua e em quatro por cento das mulheres que o introduziram na vagina, justificando a conclusão dos especialistas de que o Misoprostol é mais eficaz na interrupção da gravidez quando ingerido por baixo da língua a cada três horas ou aplicado por via vaginal a cada 12 horas.
No site do medicamento (www.misoprostol.com) é salientado o facto de ele ter sido indicado em mais de 85 países desde que foi lançado no mercado, em 1985, e que, embora na generalidade dos países seja autorizado apenas no tratamento da úlcera péptica e de infecções do foro gástrico, em França, no Brasil, na Tailândia e no Egipto está autorizado em tratamentos na área da Ginecologia e da Obstetrícia.
Carla Teixeira
Fontes: Lusa, Wikipédia, Misoprostol.com
«Amor, Sexo e Crime»

De acordo com fonte da comissão organizadora do evento, durante o congresso “procurar-se-á que os profissionais e estudantes tenham um contacto mais aprofundado com a investigação produzida aquém e além fronteiras respeitante a vítimas e agressores sexuais, sejam eles menores ou adultos”, informando que, são esperados também contributos de profissionais do terreno, nomeadamente do contexto prisional, da reinserção social e da avaliação de perfis criminais, entre outros.
“Existe, assim, a preocupação de levar junto de um público especializado, e simultaneamente curioso, um saber e um saber-fazer que contribuam para o aumento do conhecimento sobre a problemática da criminalidade sexual nas suas múltiplas vertentes, de forma séria e rigorosa”, esclarece a organização.
O congresso é aberto a qualquer participante, tendo como principais destinatários: psicólogos, médicos, técnicos de serviço social, professores, juristas, magistrados, sociólogos, profissionais dos serviços prisionais e da reinserção social, estudantes de direito, de psicologia, de serviço social, de sociologia.
Segundo a mesma fonte, o evento “procurará ainda dar a conhecer o que se vai fazendo em Portugal no âmbito da investigação, avaliação e intervenção na criminalidade sexual.”
«Abuso sexual e violação; Avaliação de agressores sexuais; Avaliação em contextos penitenciários; Avaliação de menores agressores; Avaliação Pletismográfica; Avaliação de vítimas de violência sexual; Castração cirúrgica e química; Construção e avaliação de perfis criminais; Enquadramento cultural da violência sexual; Estilos de pensamento e vida criminal; Intervenção com ofensores sexuais; Investigação policial de crimes sexuais; Lei e crimes sexuais; Mulheres agressoras; Parafilias; Sexologia forense e Tratamento penitenciário de agressores sexuais» são os temas que vão estar em cima da mesa, numa altura em que, disparam na opinião pública portuguesa os casos envolvendo vítimas e criminosos sexuais.
Raquel Pacheco
Fonte: UM
Portugueses com doença de Crohn com site
A companhia biofarmacêutica UCB Pharma e a Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino apresentaram o site Eu&Crohn, no Congresso Nacional de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva, ontem, dia 7 de Junho,em Vilamoura (Tivoli Marinotel).
O site Eu&Crohn, já se encontra disponível e é a primeira plataforma em português dedicada exclusivamente à informação e sensibilização para as Doenças Inflamatórias do Intestino (DII), nomeadamente a Doença de Crohn e a colite ulcerosa.
Estas doenças, que podem surgir em qualquer idade, atacam sobretudo na juventude, sendo que a média de idade para diagnóstico é de 27 anos.
Esta comunidade pretende dar assim uma oportunidade aos doentes, de trocaram experiências e esclarecerem as suas dúvidas e contém um fórum de discussão com permanente actualização sobre dados da doença.
Esta doença caracteriza-se por uma inflamação constante no intestino. Os sintomas da doença incluem diarreia persistente, dores abdominais e perda de apetite/peso, febre e hemorragias rectais.
Juliana Pereira
Fonte: sapo
IPO ainda sem local definitivo
A reacção do Ministério surge depois do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, anunciar à comunicação social que está disposto a fornecer ao Ministério um terreno, em Oeriras, a custo zero.
O terreno com 12 hectares, oferecido numa tentativa deslocalização do organismo, ainda não existe uma decisão, o Ministério diz apenas que as negociações com Oeiras decorrem já há muito tempo, mas ainda se trata de um processo em aberto.
O candidato do PS às eleições para a Câmara de Lisboa, António Costa, já fez saber que não pretende abrir mão do instituto de Lisboa, e lamenta que a autarquia da capital se tenha «deixado ultrapassar por Oeiras» e espera que «o próximo executivo ainda vá a tempo».
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital
Novas regras para os desempregados
A publicação faz esta referência, como uma das sete recomendações do relatório final da comissão para a Sustentabilidade do Financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao qual o jornal teve acesso.
O relatório, que foi entregue em Fevereiro, deste ano ao ministro da Saúde, Correia de Campos pretende que a isenção apenas seja atribuída considerando «apenas critérios de capacidade de pagamento e necessidade continuada de cuidados de saúde».
O actual regime no SNS, faz com que todos aqueles que estão desempregados e inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), não paguem qualquer tipo de taxa moderadora.
O Ministério da Saúde ainda não fez qualquer comentário, sobre esta noticia avançada hoje.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital
Farmacêutica vai recorrer da decição
A Eli Lilly anunciou que a empresa tem intenções de recorrer das sentenças proferidas pelos tribunais canadianos e germânicos que deram permissão às farmacêuticas concorrentes para produzir equivalentes genéricos ao Zyprexa naqueles países. No entanto, James Kelly, um analista da Goldman Sachs acredita que os genéricos vão começar a produzidos antes da Eli Lilly ter possibilidades de ganhar o apelo.
O laboratório prevê que a concorrência não tenha um impacto significativo nos lucros e confirmou uma previsão anterior sobre os rendimentos previstos para este ano. As vendas da Eli Lilly, que lidera o mercado dos medicamentos para a esquizofrenia e doença bi-polar com o Zyprexa, renderam, em 2006, 4.2 mil milhões de dólares norte-americanos.
Os representantes da Eli Lilly consideram que as decisões dos tribunais apresentam “graves falhas” e que a empresa deverá ser recompensada pelos danos causados pelas vendas dos genéricos caso o recurso lhe seja favorável. Os medicamentos genéricos custam, por norma, menos 70 por cento do que os seus congéneres de marca.
De acordo com o vice-presidente sénior e conselheiro geral da Eli Lilly, Robert A. Armitage, “caso não sejam invertidas, estas decisões põem em causa a protecção da propriedade intelectual no Canadá e na Alemanha”. O mesmo responsável disse ainda que as patentes da empresa noutros países não são afectadas com estas deliberações.
Marta Bilro
Fonte: First World, Bloomberg, Eli Lilly, Market Watch, TheStreet.com
Segundo gene ligado ao Alzheimer identificado
A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, de instalação insidiosa, com agravamentos progressivos, lentos e irreversíveis
O estudo identificou o gene ao examinar o DNA de 1,4 mil pessoas, metade delas com Alzheimer. A variante genética identificada, GAB2 ,parece inicialmente ser benigna, mas, quando colocada ao lado de uma variante do gene APOE, principal marcador genético para a doença, aumenta as probabilidades de desenvolvimento do estado degenerativo.
Os pesquisadores acreditam que a variante GAB2 potencializa o efeito do APOE4 ao fortalecer a formação de uma das duas proteínas que obstruem o cérebro dos pacientes com Alzheimer.
Com base nessa pesquisas e em anteriores,os cientistas do Transnational Genomics Research Institute (TGen) em Phoenix, Arizona, consideram que o GAB2 pode funcionar em condições normais para compensar os efeitos negativos do APOE4 em adultos, mas que a variante deste gene carece de efeitos protectores.
Estima-se que, em Portugal, mais de 70.000 pessoas sofrem de Doença de Alzheimer.
O diagnóstico é difícil sendo feito por exclusão de outras doenças com características semelhantes e ainda não hánenhum tratamento eficaz para a cura da doença nem possibilidade de prevenção.
Sandra Cunha
Fontes:AFP,APFADA
Infarmed promove medicamentos genéricos
Infarmed promove medicamentos genéricos
Um seminário sobre medicamentos genéricos em Portugal e na Europa, agendado para o próximo dia 21 no Centro de Congressos do Estoril, dá o pontapé de saída para uma série de actividades com que, ao longo do segundo semestre deste ano e todo o ano de 2008, o Infarmed pretende promover a utilização dos fármacos sem marca comercial.
Subordinado à temática «A qualidade como princípio», o simpósio é organizado em parceria com a Associação Portuguesa dos Medicamentos Genéricos (Apogen), e constitui, segundo o secretário-geral daquela entidade, “o primeiro passo para uma campanha mais vasta de promoção dos medicamentos genéricos”, que no segundo semestre de 2007 e ao longo de 2008 fará recurso a imprensa, meios audiovisuais e mobiliário urbano para passar a mensagem.
Em declarações ao portal «Farmácia e Medicamento», António Telleria Teixeira disse que a APOGEN se associou à iniciativa do Infarmed, autoridade nacional do medicamento e produtos de saúde, no que definiu como “uma conferência dirigida essencialmente aos profissionais de saúde, designadamente aos médicos e aos farmacêuticos”, mas que se insere na campanha mais vasta, que terá seguimento em muitas e variadas actividades. No encontro, continuou o responsável, marcarão presença especialistas do Reino Unido, da Polónia e da Bélgica.
O simpósio no Estoril marca uma espécie de antevisão de um programa que terá o seu arranque oficial a 1 de Julho, primeiro dia da presidência portuguesa da União Europeia, e que se desenrolará não apenas em território nacional, mas em todo o espaço da Europa comunitária, no que fonte do Infarmed entende constituir “uma importante oportunidade para a promoção de temas como a inovação farmacêutica, as terapias à base de células humanas, a segurança e a qualidade dos fármacos, a informação e transparência, entre outros”.
O programa de actividades inclui a realização de uma conferência internacional em Novembro deste ano, especialmente dedicada à inovação farmacêutica, que terá a coordenação das presidências portuguesa, alemã e eslovena da UE, e que contará com a participação da Comissão Europeia e da Organização Mundial de Saúde. Os genéricos atingiram em Fevereiro último a sua maior quota de mercado de sempre em Portugal (17,04 por cento), num crescimento de 29 pontos percentuais face a igual período de 2006. No entanto, para o próximo ano o Infarmed coloca a fasquia ainda mais elevada, e avança como objectivo uma quota de mercado na ordem dos 20 por cento, segundo informou o seu presidente, Vasco Maria.
De acordo com o Infarmed, os genéricos já dominam o mercado de substâncias activas (que inclui genéricos e medicamentos de marca) em áreas de tratamento de úlceras, depressão, colesterol e em alguns antibióticos e anti-inflamatórios não esteróides. Na área terapêutica da diabetes há um genérico com quota de mercado superior a 90 por cento. Em Março havia no mercado nacional 3.321 medicamentos genéricos, correspondentes a 13.887 diferentes formas de apresentação.
Carla Teixeira
Fonte: contactos telefónicos
Partir comprimidos ao meio pode ser prejudicial
No estudo pode ser visto que, a divisão de comprimidos mostra uma variedade de aspectos favoráveis e desfavoráveis. Se o produto for de libertação sustentada, ou seja, de libertação durante todo o dia no organismo, a posologia não fica garantida, o que pode comprometer o tratamento e a saúde do doente.
Partir ou dividir comprimidos, normalmente ocorre quando o doente quer obter uma dose pretendida pelo médico, mas que não se encontra disponível à venda. Nas crianças e idosos, acontece porque muitas vezes porque não conseguem tomar medicamentos líquidos, e necessitam de doses mais baixas.
No entanto, partir um comprimido nem sempre é fácil. São duros, o que dificulta a divisão em partes iguais, ou seja, nunca sabemos ao certo a dose que estamos a tomar. Por isso quando pensar em dividir um comprimido, consulte o seu médico ou farmacêutico.
Liliana Duarte
Fonte: Portal Farmácia On-Line
Farmacologia em destaque no Euroanaesthesia 2007
A terceira edição do Congresso Europeu de Anestesiologia, que tem início amanhã e termina na próxima terça-feira na cidade alemã de Munique, pretende dar ênfase à área da farmacologia, com um painel internacional de oradores convidados, que deverão abordar temas de particular interesse para a classe farmacêutica, como os efeitos das interacções medicamentosas na anestesia, as propriedades dos novos produtos disponíveis no mercado e as perspectivas de futuro para o sector.
Criado em 2005, três anos após a fusão na Sociedade Europeia de Anestesiologia (ESA, sigla de European Society of Anaesthesiology) das três anteriores agências europeias do sector – além daquela entidade havia ainda a Academia Europeia de Anastesiologistas e a CENSA –, o Euroanaesthesia pretende assumir-se como um um fórum multidisciplinar de discussão entre especialistas, contando, em cada nova edição, com milhares de participantes oriundos de todo o continente europeu e com colaborações de peritos do resto do mundo.
Numa nota publicada no site oficial, o presidente da ESA, Peter Simpson, remontou aos anos de 2005 e 2006 para, recordando os encontros de Viena e Madrid, atestar a história bem sucedida do congresso depois da fusão das três agências europeias anteriores à nova entidade. Para a edição deste ano o responsável garante que foi concebido “um programa atractivo e diversificado”, frisando a presença de peritos de nomeada internacional que serão capazes de dar a conhecer a mais actualizada informação disponível, bem como os últimos desenvolvimentos conseguidos na que diz respeito à área da investigação.
No âmbito do encontro em Munique deverá ser igualmente debatido, segundo Peter Simpson, o “estado da arte” na prática clínica europeia, como complemento de um programa que inclui ainda cursos de reciclagem e demonstrações, pelas empresas líderes de mercado naquela área, dos novos produtos disponíveis e dos que ainda se encontram em fase de pesquisa. O presidente da ESA congratula-se ainda pelo apoio expresso pela Sociedade Alemã de Anestesiologia ao evento, enaltecendo o entusiasmo daquela entidade na preparação do congresso.
Carla Teixeira
Fonte: Sociedade Europeia de Anesteseologia
Cientistas divulgam que Células embrionárias sem recurso a embriões
Cientistas norte-americanos e japoneses conseguiram abrir o caminho para acabar com os debates éticos sobre a investigação científica em embriões.
Esta semana nas revistas científicas Nature e na nova publicação especializada Cell Stem Cell, as equipas de investigadores, conseguiram obter o equivalente a células estaminais embrionárias a partir de banais células da pele adultas reprogramadas.
Estas experiências foram feitas em ratos mas os cientistas querem agora reproduzir os mesmos resultados a partir de células humanas. Se o conseguirem, conseguirão revolucionar não só a investigação neste domínio, como também os debates éticos associados a esta questão.
As células estaminais embrionárias (CEE) são células apenas presentes na fase embrionária da vida e que têm a capacidade de dar origem a qualquer tecido ou órgão que formarão o organismo.
Razão pela qual sobre elas recaem as maiores esperanças de terapias para numerosas doenças como a diabetes, Parkinson ou lesões na espinal medula.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: SIC On-line
Pazopanib eficaz no tratamento do cancro do rim e do ovário
O fármaco, que ainda se encontra em investigação, é administrado por via oral e actua sobre o receptor do factor de crescimento endotelial vascular (VEGFR), o receptor do factor de crescimento derivado das plaquetas (PDGFR) e o receptor c-kit, proteínas importantes no processo de angiogénese.
De acordo com o comunicado divulgado pela farmacêutica britânica, o estudo da fase II sobre carcinoma celular renal apresentou uma taxa de respostas preliminar às 12 semanas de 27 por cento nos 225 pacientes envolvidos. Para além disso, permitiu a estabilização da doença em 46 por cento dos pacientes, com um índice total de controlo da mesma de 73 por cento.
A explicitação dos efeitos secundários mais frequentes não foi esquecida pelo laboratório, entre os quais se destacam a diarreia, cansaço, alterações à coloração do cabelo, náuseas ou hipertensão. Foi também detectada uma incidência reduzida de síndrome de mão e pé (10 por cento), erupção (12 por cento), hemorragia (9 por cento) e mucosidade (5 por cento). Para o vice-presidente do departamento de Desenvolvimento Clínico Mundial do Centro de Desenvolvimento de Medicina Oncológica da GlaxoSmithKline, Debasish Roychowdhury, os resultados são claros e confirmam o potencial do Pazopanib enquanto opção terapêutica futura “no cancro de células renais, ou possivelmente, em muitos tipos de tumor diferentes”.
A eficácia do tratamento foi também testada em pacientes com cancro de ovário, trompa de Falópio ou peritoneal, ou em pacientes cuja terapia convencional tenha falhado. Nestes casos, o Pazopanib manteve-se até à progressão da doença, à interrupção devido a efeitos secundários ou à retirada do consentimento.
Foi observada a actividade biológica (medida com a diminuição de CA-125, um marcador biológico da actividade clínica) em 9 dos 22 pacientes disponíveis (41 por cento) que apresentaram recaídas. Diarreia, náuseas, dor abdominal, cansaço e vómitos estiveram no quadro de efeitos secundários mais comuns.
No que diz respeito ao estudo sobre o sarcoma de tecidos moles (Soft Tissue Sarcoma, STS), na primeira fase da investigação foi avaliada a actuação de Pazopanib em quatro tipos: o leiomiosarcoma (tecido muscular liso), o liposarcoma (tecido adiposo), o sarcoma sinovial e sarcomas de outros tecidos moles. Ficou demonstrada actividade em todos os tipos de sarcoma excepto no liposarcoma.
Marta Bilro
Fonte: PM Farma, saludalia.com
Humira aprovado para a Doença de Crohn na Europa
Tal como o «Farmácia e Medicamento» tinha já noticiado, o adalimumab (princípio activo do Humira) mostrou ser capaz de reduzir em 60 por cento em apenas um ano o risco de internamento nos doentes de Crohn, renovando a esperança numa melhor qualidade de vida e sobrevivência à doença, e assumindo-se como terapia mais eficaz do que alguns dos tratamentos anteriormente disponíveis, a que alguns pacientes desenvolveram resistência. Depois de, no início de Maio, ter recebido do comité científico da Agência Europeia do Medicamento autorização para ser usado no tratamento desta doença, o Humira tornou-se o primeiro medicamento biológico auto-administrado com aquela finalidade.
A Doença de Crohn consiste numa patologia grave, que afecta mais de um milhão de pessoas só na Europa e na América do Norte. Em Portugal são registados 200 a 300 novos casos por ano. Podendo ser diagnosticada a qualquer momento da vida do paciente, surge mais comummente em adolescentes e adultos jovens, que poderão ter de ser hospitalizados em virtude de sintomas como febre, vómitos e diarreias, obstrução intestinal e infecções, que muitas vezes tornam necessária a intervenção cirúrgica. Ainda sem causa conhecida, o surgimento da Doença de Crohn poderá estar associado à alimentação e ao desenvolvimento urbano e industrial, uma vez que é mais prevalente em sociedades mais desenvolvidas.
Carla Teixeira
Fontes: Forbes, First Word, Tribuna Médica Press, PM Farma e site do Humira
GlaxoSmithKline garante segurança do Avandia
O laboratório e a Food and Drug Administration, a autoridade norte-americana para o sector do medicamento, reuniram-se em Washington na última quarta-feira com o objectivo de analisar aquele problema. O volume de prescrições daquele fármaco sofreu um decréscimo considerável depois de ter sido divulgada a notícia dos seus possíveis riscos, mas os responsáveis da GlaxoSmithKline em Londres garantiram que procederam a análises do produto, e que aqueles resultados não encontraram confirmação. De acordo com aquela fonte, o estudo realizado internamente aferiu que o medicamento dobra o risco de enfraquecer o coração, mas sem aumentar as hipóteses de doença cardíaca ou morte do paciente.
“Existem agora quatro estudos diferentes, que mostram não haver diferenças entre o Avandia e outros tratamentos para a diabetes”, enfatizaram aqueles especialistas, asseverando que nos Estados Unidos “a agenda política sobrepôs-se à ciência, o que veio tornar mais difícil a explanação dos dados de forma correcta e a resolução da questão junto da opinião pública. O volume de vendas do Avandia garantiu mais de três mil milhões de dólares em todo o mundo durante o ano passado, num total que representa sete por cento dos lucros da Glaxo. De acordo com a empresa, seis milhões de americanos consumiram aquele fármaco em algum momento das suas vidas.
Dados das entidades de saúde dos Estados Unidos apontam para a existência de cerca de 21 milhões de diabéticos no país, a maioria dos quais sofre de obesidade e revela pouca propensão para a prática de exercício físico. A diabetes afecta cerca de 171 milhões de pessoas em todo o mundo e quase 500 mil portugueses. É tida como a quarta principal causa de mortalidade prematura nos países desenvolvidos, sendo responsável por três milhões de mortes por ano à escala global. Portugal é, apesar desta realidade, o país da Europa com menor taxa de insulinização, ou seja, os doentes diabéticos portugueses iniciam normalmente a terapêutica por via oral e só começam o tratamento com insulina numa fase mais adiantada da doença, quando por vezes já se encontram em estado crítico.
Carla Teixeira
Fontes: Blomberg, Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, Médicos na Internet, Associação Portuguesa de Podologia, Jornal do Centro de Saúde
Investigadores britânicos identificam raízes genéticas de sete doenças
O projecto, que procedeu ao rastreio da artrite reumatóide, diabetes tipo 1 e 2, doença coronária, hipertensão, doença de Crohn e doença bipolar, foi desenvolvido pelo consórcio Wellcome Trust Case Control Consortium (WTCCC), ao longo de dois anos.
De acordo com Peter Donnelly, super-coordenador do projecto e director do WTCCC, os resultados foram "verdadeiramente espectaculares", marcando mais um importante passo na aplicação da investigação genética, às exigências da saúde.
O sucesso do projecto ficou a dever-se às descobertas alcançadas. Os investigadores chegaram a novas variações genéticas na origem da doença bipolar, descobriram quatro novas regiões nos cromossomas motivadores da diabetes de tipo 1 e, entre outras descobertas, identificaram três novos genes causadores da doença de Crohn.
Os resultados desta investigação, publicados ontem na revista Nature, representam uma preciosa ajuda no conhecimento das causas destas doenças e abrem portas a estudos mais detalhados sobre a sua genética.
De acordo com a explicação de Peter Donnelly, "ao identificar os genes que estão na base destas patologias, o nosso estudo permite compreender melhor como a doença acontece, que pessoas estão mais em risco e, a prazo, desenvolver terapias mais eficientes".
De facto, os resultados alcançados permitem que se desenvolvam testes de despiste de propensão genética para estas doenças, identificando os indivíduos em situação de risco e actuando de forma preventiva.
Por outro lado, abre-se caminho ás terapias personalizadas, adaptadas às especificidades genéticas do doente ou a um alvo concreto, mediante medicação correctiva, como acontece com as proteínas produzidas em excesso, por um gene mutante.
A tecnologia utilizada no rastreio, foram os chips de informação genética, capazes de armazenar milhões de pedaços de informação do ADN, dentro de um espaço minúsculo.
Inês de Matos
Fonte: Diário de Noticias
Estado pode economizar se apoiar tratamentos da Medicina da Reprodução
Segundo João Silva Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR), o estado português poderia poupar milhões de euros se apoiasse os tratamentos da Medicina da Reprodução contra a Infertilidade.
Estas conclusão tem por base um estudo apresentado no 3º Congresso Português de Medicina da Reprodução, realizado no passado mês de Maio, onde Silva Carvalho referiu que as consequências dos tratamentos da Infertilidade, como as gravidezes duplas e triplas, e os cuidados Neonatais, custam mais ao Estado do que se este custeasse os tratamentos dos casais inférteis.
Apesar de este método já ter sido adoptado por governos europeus, o Estado português ainda não o adoptou, apesar dos números demonstrarem que seria possível uma poupança considerável nos custos a longo prazo.
De acordo com dados do estudo apresentado, cada parto custa ao Estado cerca de 1.600 euros, cada cesariana cerca de 3.500 euros e os internamentos em serviços de Neonatologia (durante aproximadamente 22 dias) custam cerca de 420 euros por dia, o que, no total e comparativamente aos custos dos tratamentos de Infertilidade, são valores mais elevados.
Paulo Frutuoso
Fonte: Lusa, MNI - Médicos na Internet
Universidade de Coimbra anuncia Unidade de Investigação Clínica em Cardiologia
Segundo uma nota divulgada pela universidade, a unidade, criada no Serviço de Cardiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), irá apoiar "todos os ensaios clínicos e outros projectos de investigação a desenvolver neste serviço, desde a fase de apreciação das propostas até à sua implementação, visando simplificar e acelerar a sua aprovação pelas entidades competentes, bem como facilitar o recrutamento de doentes e o seu seguimento clínico".
O comunicado conclui dizendo que, "desta forma será possível oferecer a um número crescente dos seus doentes a oportunidade de, em primeira mão e de forma gratuita, usufruir de tratamentos inovadores, contribuindo em paralelo para o progresso do conhecimento científico na área das doenças cardiovasculares".
A criação desta nova estrutura resulta do forte empenho por parte da Cardiologia dos HUC e da Clínica Universitária de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) na investigação científica.
Paulo Frutuoso
Fonte: MNI- Médicos na Internet
Cientista português distinguido pela Sociedade Europeia de Oftalmologia
O laureado vai anunciar na conferência, que fará na cerimónia de abertura do Congresso da SEO, em Viena, um novo método de mapeamento multimodal da mácula, que vai contribuir para o diagnóstico precoce da degenerescência neovascular macular relacionada com a idade.
O Professor José Cunha-Vaz tem 68 anos e é Professor Catedrático e Director do Serviço de Oftalmologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Presidente do Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem (IBILI), da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Presidente do Conselho de Administração da AIBILI (Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem) e Coordenador da Rede Europeia de Centros de Excelência de Ensaios Clínicos do Instituto Europeu da Visão.
Paulo Frutuoso
Fonte: Jornal Digital
UE aprova utilização de Remicade em crianças com Doença de Crohn
A decisão anunciada pelo laboratório farmacêutico Centor e pelo grupo Schering-Plough Corporation, surge em consequência do parecer positivo emitido em Março através do Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP na sigla inglesa) para a Agência Europeia do Medicamento (EMEA).
Salvatore Cucchiara, um especialista da Unidade de Pediatria, Motilidade Gastrointestinal e Endoscopia da Universidade de Nápoles, considera que esta é uma decisão importante, uma vez que a Doença de Crohn provoca um grande impacto na vida das crianças com esta patologia. “O infliximab proporciona aos médicos uma nova opção de tratamento que pode fazer frente às características particulares desta doença complicada e difícil de tratar entre a população pediátrica”, acrescentou.
O Remicade é a primeira e única terapia biológica aprovada pela União Europeia destinada ao tratamento da Doença de Crohn, que provoca infecções do tracto intestinal, causando diarreia, dores abdominais, perda de apetite e de peso e febre. Em casos mais raros podem também surgir atrasos no crescimento que originam malformações.
Marta Bilro
Fonte: PM Farma, www.euecrohn.pt, www.emea.europa.eu
Europa adopta Livro Branco da Obesidade disponível na Internet
O objectivo será garantir que os cidadãos possam escolher o que comem e promover a actividade física.
Isto implicará uma modificação das receitas pela indústria alimentar de forma a incluir menos gorduras, sal e açúcar.
Desde a década de 80, a prevalência da obesidade na União Europeia mais do que triplicou e na maioria dos países da UE, mais de 50 por cento dos cidadãos têm excesso de peso.
Entre esses dados,estima-se que três milhões de crianças sejam obesos.
Este facto é preocupante, tal como a nutricionista,Cláudia Silva,explicou à farmacia.com.pt pois"é nas crianças e adolescentes que recorremos o risco de virmos a ter adultos obesos”.
A obesidade é de facto uma preocupação em Portugal mas,tal como a farmacia.com.pt teve a oportunidade de demonstrar numa reportagem anterior, ela não é a única consequência de uma alimentação desequilibrada porque além das doenças como o diabetes ,começam a surgir em Portugal alguns problemas com a anorexia e hiper anorexia nervosa.
Os dados do Instituto Nacional de Saúde revelam que não é só o número de indivíduos com excesso de peso que tem vindo a aumentar, mas que, igualmente, o numero de indivíduos com um peso extremamente baixo, comprovando a existência de uma alimentação insuficiente, excessiva ou desequilibrada na maioria dos indivíduos.
O livro espera, contrariar esses dados e formar os Europeus sobre uma alimentação saudável.
E porque nunca é tarde demais para aprender,não hesite em consultar o documento em :http://ec.europa.eu/dgs/.health_consumer/index_en.htm
Sandra Cunha
Fontes :Público,MNI e reportagem anterior "Alimentação em Portugal"
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Um terço dos portugueses sofre de azia crónica
Os dados, revelados no decorrer do XXVII Congresso Nacional de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva, a decorrer de 6 a 9 de Junho, em Vilamoura, Algarve, tornam a azia crónica numa doença comum, que se manifesta num largo número de pessoas. No entanto, os especialistas advertem que, apesar de esta ser uma doença comum, deve existir acompanhamento médico, já que existe a possibilidade de evolução da doença, para estádios mais graves.
Os sintomas são variados, é comum existir sensação de azia ou regurgitação. Em alguns casos, a doença pode evoluir para inflamações graves que exigem uma vigilância clínica apertada, podendo mesmo ser necessário recorrer à cirurgia.
De acordo com Guilherme Macedo, director do departamento de gastrenterologia do Hospital de São Marcos, em Braga, a azia “é uma doença crónica, o que não significa que seja eterna”, uma vez que existem algumas terapêuticas que podem conduzir ao desaparecimento dos episódios crónicos.
As terapêuticas mais comuns são prolongadas e baseiam-se em medicamentos que inibem a secreção ácida do estômago, os “inibidores da bomba de protões”, segundo Guilherme Macedo. Contudo, existem outras formas de tratamento, como a endoscopia ou a cirurgia anti-refluxo, por via laparoscópica, uma tecnologia de monitorização do abdómen, através de uma lente, colocada numa pequena incisão.
Entre as causas da doença encontram-se a alimentação desregrada, a ingestão de bebidas alcoólicas e de alguns tipos específicos de medicamentos, como nitratos, estrogénios, contraceptivos orais, bloqueadores dos canais de cálcio e outros.
De forma a evitar a manifestação da doença, os especialistas aconselham refeições pequenas, não comer duas a três horas antes de deitar, não usar roupa apertada, nem praticar actividades que levem ao aumento da pressão intra-abdominal, logo após as refeições.
No que respeita aos alimentos, devem ser evitados os chocolates, os citrinos, as refeições à base de tomate, bem como as bebidas gaseificadas e com cafeína.
Inês de Matos
Fonte: Sol
António Costa não desiste: IPO no município de Lisboa
António Costa, candidato a câmara municipal de Lisboa,reagiu assim ao discurso feito hoje, na comemoração do Dia do Município, pelo presidente da câmara de Oeiras, Isaltino Morais, quando este afirmou receber «resposta favorável» do Governo quanto ao projecto das novas instalações do Instituto Português de Oncologia em Barcarena.
Durante esse discurso, Isaltino Morais afirmou que, «em apenas três meses», o concelho de Oeiras respondeu positivamente ao desafio do governo, apresentando um projecto para construção da unidade hospitalar num terreno de 12,5 milhões de euros, a ser cedido pela Câmara.
Isaltino Morais acrescentou que as negociações para compra dos terrenos estão «em fase de conclusão» e que «se se der uma mudança de opinião do governo», o cancelamento do projecto não será da responsabilidade do município de Oeiras.
O autarca não adiantou datas para a concretização mas acredita que com a transferência,o concelho "ganhará uma nova dimensão, capaz de, por si só, atrair um novo e ambicionado cluster de desenvolvimento".
Entretanto, António Costa Lamentou o facto da câmara municipal de Lisboa "não tenha sido capaz de disponibilizar os 12 hectares necessários à instalação do Instituto Português de Oncologia deixando-se ultrapassar pela Câmara Municipal de Oeiras".
Todavia,o candidato socialista não desiste e garante esperar que,"o próximo executivo da câmara municipal ainda vá a tempo e que esta solução não seja irreversível".
Sandra Cunha
Fontes:Diário digital, Lusa
Baixas quantidades de ecstasy afectam memória
Ben Schmand, professor na Universidade, recrutou 188 jovens que nunca tinham consumido a droga, mas confessaram que tinha intenção de o fazer em breve.
Dois anos depois foram contactados. Dos jovens que decidiram paticipar, 70 desistiram, 58 admitiram ter experimentado pelo menos uma vez e 60 não chegaram a consumir.
Nos testes efectuados, os investigadores pediram aos dois grupos que decorassem uma série de 15 palavras e as repetissem 20 minutos depois. Numa segunda fase, aumentaram a lista de palavras para 30 e a repetição mantém o mesmo tempo de espera.
Aqui acentuaram-se as diferenças entre os voluntários. Os novos usuários, que em média consumiram três vezes ecstasy, esqueceram grande parte das palavras.
A serotina é a hormona responsável pelas funções cognitivas, tendo um papel fundamental para a memória. A droga diminui a quantidade de serotina, afectando assim a aprendizagem.
O ecstasy é considerada por muitos a droga do século XXI, muito comum entre os jovens. Os pequenos comprimidos provocam a sensação de euforia.
Sara Pelicano
Fontes: BBC
Cientistas explicam a sensação de «dejá-vu»
As memórias e os contextos em ocorrem numa zona do cérebro chamada hipocampos. Os testes em laboratório provam que sempre que encontramos uma zona onde já estivemos as células transmitem pequenos choques no hipocampos produzindo a recordação.
Quando há muita sobreposição de acontecimentos semelhantes já vividos acontece então a sensação de já ter visto, o «dejá-vu».
Com esta descoberta os médicos acreditam que pode haver grandes avanços no tratamento de doenças relacionadas com a memória, como Alzheimer, e o envelhecimento que contribui para frequentes esquecimentos e confusões de memória.
O estudo foi publicado na revista Science.
Sara Pelicano
Fontes: Science, MIT
Associação Abraço alarga número de consultas dentárias gratuitas
António Rodrigues,coordenador do Centro de Atendimento e Acompanhamento Psicológico explicou que tinham mais 38 dentistas para fazer acompanhamento de pessoas com o vírus mas que já tinham"uma grande lista de espera".
Para além de existirem gabinetes destinados aos que não podem pagar um dentista, há consultas de apoio psicológico e jurídico, no Centro.
Todos os dias servem gratuitamente 80 refeições na cantina do Centro e o coordenador salienta que "a Abraço é a segunda organização no mundo a fazer este tipo de apoio".
A Associação abraço comemorou 15 anos de existência esta semana e é um exemplo a seguir.
Sandra Cunha
Fonte:Público
Novo medicamento contra a SIDA
A 20 de Junho a FDA fará a aprovação oficial do medicamento que será, posteriormente, distribuído por diversos países. O novo tratamento, cuja administração é feita por via oral, é mais um que se vem juntar aos vários já produzidos pela Pfizer.
O responsável pela sucursal sul-africana do grupo, Richard Paulson afirma que o objectivo é continuar a produzir mais medicamentos. «A nossa intenção é de produzir quatro a seis novos medicamentos por ano, nos próximos dez anos», afirmou Paulson, acrescentando que a Pfizer faz um investimento superior a 800 milhões de euros na produção de um produto.
Recentemente, a publicidade feita pelo grupo sobre o produto Viagra foi motivo de acusação para a Fundação Cuidados de Saúde e SIDA, que a considerou “irresponsável” pelo modo como abordou o tema das doenças sexualmente transmissíveis.
O novo medicamento vai ser distribuído, principalmente, na África do Sul por se tratar de um dos países do mundo com maior número de pessoas afectadas – mais 10% da população.
Sara Nascimento
Fonte: RTP (site oficial)
UE aprova utilização de Advagraf em transplantados
De acordo com o laboratório, o novo medicamento resulta de uma combinação entre as garantias do principal agente imunossupressor, o Prograf, mediante uma fórmula que permite aos pacientes uma única toma diária.
A descoberta foi tornada pública depois de ter sido demonstrada, através de um ensaio clínico, a eficácia da substância na fase II em pacientes com transplantes de fígado, rim, coração e um outro teste na fase III4. Em ambas as investigações, nas quais participaram 638 pacientes adultos transplantados, ficou comprovado que a eficácia de “uma única dose diária de Advagraf tinha efeitos similares a duas doses de Prograf por dia”.
Marta Bilro
Fonte: PM Farma, MedicinaTV.com
Infarmed retirou Viracept do mercado português
De acordo com uma decisão da Agência Europeia do Medicamento, a recolha está a ser feita pela Roche Farmacêutica Química, empresa titular do medicamento em Portugal, que notificou a EMEA da presença da impureza potencialmente tóxica no medicamento. Testes entretanto efectuados pela farmacêutica demonstram que o nível de contaminação poderá variar de acordo com os lotes, pelo que, dias depois da recolha voluntária da versão 250mg, foi decidida a retirada do mercado de todos os lotes, tida como a medida mais adequada para salvaguardar a saúde pública.
O Viracept é um medicamento antiretroviral indicado no tratamento da infecção por VIH, estando autorizado por procedimento centralizado na Europa, podendo estar a ser utilizado por pessoas infectadas com sida, incluindo grávidas e crianças. Numa nota emitida hoje, o Infarmed assegura que não existem outros medicamentos com a mesma substância activa no mercado nacional, havendo alternativas terapêuticas. Os pacientes que estejam medicados com Viracept deverão consultar o seu médico assistente tão rapidamente quanto possível, no sentido de lhe pedir a prescrição de um medicamento alternativo.
Carla Teixeira
Fonte: Infarmed
Reformas na saúde afectam serviço de transporte de doentes
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) lançou um inquérito de âmbito nacional, de forma a poder “argumentar factualmente e quantificar” o impacto provocado pela reorganização da rede hospitalar, no transporte de doentes.
A reestruturação do sistema hospitalar, provocou um aumento do tempo médio de transporte de doentes, nomeadamente nas regiões afectadas pelo encerramento de maternidades e de serviços de atendimento permanente.
Numa altura em que a LBP prepara o inicio de um novo processo negocial com o Ministério da Saúde, agendado para o próximo dia 14, os resultados deste inquérito poderão ser uma arma importante para a reivindicação de uma nova relação, baseada na contratualização de serviços.
A LBP espera poder contar em breve com os resultados deste inquérito nacional, ainda que não tenha estabelecido qualquer prazo, às suas associações, para a entrega dos dados apurados.
Duarte Caldeira, presidente da LBP, diz que existem “custos de estrutura que têm de ser contemplados, independentemente do número de serviços”, o que não acontece com o actual sistema de pagamento do transporte de doentes, que é feito ao quilometro.
A LBP tem também a pretensão de ver separados os serviços de transporte de doentes, das emergências pré-hospitalares, uma vez que estas "são duas áreas distintas de facto”. Este objectivo faz parte de um projecto que pretende criar um Serviço de Ambulâncias de Bombeiros, que a LBP se encontra a preparar.
O presidente da LBP, defende que os padrões de qualidade, bem como os níveis de serviços, devem ser previamente acordados com o Governo, de forma a promover uma gestão racional dos recursos oferecidos pelas associações.
O inquérito servirá para caracterizar a situação actual e possibilitará o diálogo com as associações, contudo Duarte Caldeira garante que existe possibilidade de escolha, sendo certo que, "aderir ao serviço não será uma obrigatoriedade para nenhuma filiada".
Inês de Matos
Fonte: Jornal de Noticias
Laboratório Zambon adquiriu Novaderm
Esta acção faz parte da estratégia da empresa que pretende ampliar o seu portfolio no país centrando-se na área respiratória, na saúde feminina e na dor. Tal como afirmou o presidente da farmacêutica Zambon no Brasil, Waldir Eschberger, “esta foi a primeira de uma série de aquisições que o Laboratório planeja para os próximos três anos”.
Há 49 anos no Brasil, o Zambon Brasil é a quarta afiliada do Grupo italiano Zambon que é detentor de fábricas na Itália, Suíça e China. Em 2006 a facturação global da empresa atingiu os 500 milhões de euros.
Marta Bilro
Fonte: InvestNews, Revista Fator
Bush retira 24 milhões de euros às investigações sobre cancro
Em Janeiro, Bush elogiou o trabalho dos pesquisadores e anunciou que o número de mortes por cancro tinha diminuído em 2004 pelo segundo ano consecutivo.
Três semanas depois, o presidente pediu ao Congresso que retirasse 8,2 milhões de euros ao Instituto. Despois deste corte seguiram-se outros, elevando a conta para os 23,8 milhões de euros.
Sara Pelicano
Fontes: Diario Económico e Net Farma
Novo sistema permite medição da glicose on-line
Depois de analisar os níveis de glicémia com a ajuda de um glicosímetro, os resultados são registados pelo paciente num prontuário electrónico na internet através de um computador ou de um telemóvel. As informações recolhidas são enviadas em conjunto com a condição física actual e com os dados nutricionais do doente. Posteriormente o paciente recebe uma mensagem que lhe indica a dose adequada de insulina que deverá ser administrada. Desta forma o utente vê facilitada a tarefa diária de cálculos que lhe indicam a quantidade de insulina necessária para compensar os alimentos ingeridos, já que o “organismo do paciente diabético não consegue metabolizar o açúcar”, lembrou o director do Quasar, Floro Dória, em declarações à agência Fapesp.
“Com base nas informações fornecidas pelo paciente e na sua prescrição médica disponível no Glic-OnLine, o software automaticamente indica, de acordo com a composição energética de cada alimento, quantas unidades de insulina devem ser aplicadas para manter a glicemia em níveis aceitáveis”, explicou o mesmo responsável.
O sistema está também à disposição dos médicos que, em qualquer altura, podem actualizar e conferir os tratamentos evitando as tabelas e os erros nos cálculos manuais dos pacientes.
Desenvolvido com o apoio do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas da Fapesp, através do projecto “Sistema de controlo de glicemia à distância” coordenado por uma especialista do Nead, o Glic-On-Line está a ser comercializado em hospitais e clínicas médicas brasileiras.
Marta Bilro
Fonte: Agência Fapesp, IDG Now
Cientistas criam células mãe sem embriões
Nos testes realizados como células da pele de ratos, os cientistas reprogramaram o seu núcleo para o estado embrionário e colocaram-nas em células maduras, não necessitando de destruir embriões.
Esta nova técnica possibilita também a passagem destas novas células pelo esperma e pelos ovários, ou seja torna-se genética.
O processo realizado em laboratório abre portas para a criação de células com o próprio ADN dos doentes e assim será possível conhecer a origem de mais doenças e a sua cura, embora a realização de testes com humanos não esteja para breve.
Rudolf Jaenisch sublinha que «estes resultados são apenas um início. Vai demorar algum tempo para se saber se será possível utilizar o processo em humanos. As células embrionárias dos humanos são pluripontentes, por isso é necessário continuar a estudá-las».
Em Agosto de 2006, investigadores da Universidade de Kyoto fizeram um estudo para gerar a vida de um rato a partir de células reprogramadas.
Os cientistas activaram 4 genes nas células da pele de um rato e reprogramaram-nas para um estado pluripontente, assemelhando-as assim a uma célula embrionária. Mas os resulatdos foram limitados quando comparadas a células embrionárias verdadeiras.
Deste modo, não foi possível gerar o rato.
O estudo foi publicado na revista Nature.
Sara Pelicano
Fontes: Nature, MIT, Reuters
IPO será transferido para Barcarena referiu Isaltino Morais

O ministro da Saúde, Correia de Campos, disse à agência Lusa que o governo estava a procurar um terreno em Lisboa ou fora da cidade para transferir o Instituto Português de Oncologia (IPO), em Setembro do ano passado, e justificou a mudança com as limitações físicas do actual edifício, junto à Praça de Espanha.
Nas comemorações do Dia do Município, Isaltino Morais afirmou que, «em apenas três meses», o concelho de Oeiras respondeu positivamente ao desafio do governo, apresentando um projecto para construção da unidade hospitalar num terreno de 12,5 milhões de euros, a ser cedido pela Câmara.
«Os terrenos a adquirir pela autarquia serão entregues gratuitamente ao Estado, num esforço responsável de atracção de profissionais altamente especializados e importantes centros de investigação para o concelho», explicou o presidente, referindo-se a uma área com cerca de doze hectares em Leceia, na freguesia de Barcarena.
O autarca não referiu datas mas ainda que, a confirmar-se a transferência do IPO para Oeiras, o concelho «ganhará uma nova dimensão, capaz de, por si só, atrair um novo e ambicionado `cluster` de desenvolvimento».
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Lusa
Solução Complete MoisturePlus retirada do mercado
Este produto já tinha sido retirado no mercado norte-americano, pois contém um organismo designado de "acanthamoeba", que nasce naturalmente na água, e pode originar graves infecções na córnea, levando à cegueira. A AMO aconselha e alerta a todos os utilizadores do líquido que deixem de o usar e deitem fora o porta-lentes e as lentes de contacto, que tenham sido expostas a este líquido. Se apresentarem sintomas tais como: vermelhidão, dor, lacrimejar, aumento de sensibilidade à luz e visão distorcida, devem contactar imediatamente o médico.
Liliana Duarte
Fontes:Jornal de Noticias
Correio da manhã
Destak
“Complete MoisturePlus” retirado pelo Infarmed
De acordo com estudos elaborados por especialistas norte-americanos, a utilização deste produto aumenta em sete vezes o risco de desenvolver infecções oculares provocadas pela acanthamoeba, relativamente a outros líquidos.
O alerta foi dado no final do mês de Maio pela Advanced Medical Optics (AMO), empresa que comercializa o produto, tendo decidido interromper a distribuição do “Complete MoisturePlus” e, com a ajuda do Infarmed, retirá-lo de todos os postos de venda.
Para além disso, a empresa aconselha a todos os utilizadores que deixem imediatamente de usar o líquido, o porta-lentes ou quaisquer lentes que tenham estado em contacto com o produto.
Marta Bilro
Fonte: Portugal Diário, TSF, Rádio Renascença
As crianças e os perigos das comunidades virtuais ( Reportagem)
Para Ana Martins, psicóloga, de um modo geral, «estes programas têm aderência por parte do público porque correspondem a uma necessidade de integração social».
As principais causas da utilização destes programas diferem, relativamente à faixa etária dos utilizadores, assim como, os perigos destas comunidades são também diferentes.
Se pensarmos sobretudo na faixa etária que mais adere a este género de programas, que difere entre os 18 e 25 anos, são indivíduos em que os contactos sociais e a questão da rede social são formas de afirmação, não só pessoal social. «Tanta na adolescência como na idade adulta, o estatuto, a forma como os outros me vêm ganha uma relevância e é absolutamente incontornável sobre o ponto de vista da identidade quase que individual», afirma Ana Martins. «Eu sou tão ou mais pessoa quanto mais pessoas eu tiver na minha lista de contactos e os outros virem que eu tenho mais “pessoal” conhecido», garante a psicóloga.
Quando falamos de crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, as questões relativamente ao conceito de grupo são diferentes, pois não tem uma intencionalidade nem um raciocínio consciente, «No caso das crianças tem mais a ver com o facto de comportamentos que eles vêem de pessoas próximas no caso, amigos. Sabe-se que as crianças funcionam muito por imitação, logo se o melhor amigo tem Hi5, ele também quererá e vai pedir aos pais. Funciona mais por imitação de comportamentos e não pelas mesmas razões apontadas para os adolescentes.»
Segundo a psicóloga os pais e educadores não devem ficar preocupados com o facto dos seus filhos serem utilizadores destes programas pois «o Hi5 em si não tem qualquer tipo de malefício, a utilização que as pessoas fazem dele, isso sim, pode ser prejudicial», comenta Ana Martins.
Os jogos violentos, a Internet e programas deste género não possuem malefícios, as crianças podem é retirar e interpretar a mensagem não da forma que ela deveria passar. «Os pais devem ser pais presentes na educação dos filhos, de forma a lhes poderem explicar e descodificar a mensagem trazida por este tipo de programas». Ana Martins chega mesmo a dar um exemplo acessível a todos, de forma a se perceber a ideia que quer transmitir «se recebermos uma mensagem para fazer o download de um toque, deveremos explicar à criança, que se mais dez pessoas receberem a mesma mensagem, estamos a contribuir financeiramente para algo».
Preocuparmo-nos com o facto de, uma criança ser utilizadora do Hi5 porque quer conhecer gente mais velha, ir “engatar”, ou fazer-se passar por quem não é, isso sim preocupa a psicóloga. “ É importante que os pais expliquem à criança como funciona o programa, para que estes não o utilizem de forma inadequada. No entanto os pais não se devem substituir à aprendizagem dos filhos, mas sim, ajuda-los a desenvolver o sentido crítico e descodificação das mensagens”, revela preocupada Ana Martins.
Paula Dias tem uma filha de 8 anos que começou este ano a “navegar” no mundo cibernauta. Para ela «é bom que as crianças tenham acesso a um computador, porque agora nada se faz computador».
A preocupação é diferente quando se questiona se a filha poderá utilizar computador para aceder a programas como o Hi5 «tenho conhecimento deste programa porque o meu irmão tem. Agora lá em casa não temos Internet mas a escola da minha filha tem, embora não tenha conhecimento se usam este programa». Paula Dias afirma ainda que «o programa é mau se as pessoas colocarem lá algo menos próprio para as crianças, corremos o risco de elas não interpretarem correctamente o que estão a ver». «A Internet tem de tudo, pessoas que nos querem fazer mal e bem, uma criança muitas vezes ainda não sabe distinguir o bom do mau», acrescenta Paula.
Por isso, já sabe, deve ter especial atenção com os seus filhos, sentar-se com ele e explicar-lhe tudo que está a ver, para que este possa interpretar correctamente a mensagem e cresça uma criança mentalmente saudável.
Liliana Duarte
Fontes: Psicóloga Ana Martins
Paula Dias
Hi5
Médicos de Portugal
Médicos Cubanos cooperam em Luanda
O director provincial da Saúde, Vita Vemba, adiantou que o Governo da Província de Luanda tem criada as condições para que os médicos se simtam bem para realizar o seu trabalho.
O responsável explicou que 17 especialistas vão trabalhar no município do Kilamba Kiaxi, dois na Samba, igual número no Rangel e Sambizanga, três na Maianga, 11 em Viana, sete na Ingombota, 12 no Cazenga e quatro em Cacuaco.
A cooperação cubana tem como finalidade reduzir a carência de médicos nos hospitais municipais, centros e postos de saúde da capital do país.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Jornal Angola
A pílula
Para além dos efeitos contraceptivos, ajuda a diminui as dores menstruais, diminui o fluxo de sangue perdido em cada menstruação, melhora o acne e o excesso de pêlos.
A pílula toma-se diariamente, durante 21 dias. Posteriormente, dá-se um período de descanso, que normalmente são 7 dias. Neste espaço de tempo, dá-se a menstruação e a pílula continua a ser eficaz como método contraceptivo. No final da menstruação, retoma-se o tratamento, com o início de uma nova embalagem.
Para que nunca se esqueça de a tomar, aconselha-se que a coloque perto de algo que faz diariamente, como lavar os dentes. Se a tomar à noite, tem a vantagem que na manhã seguinte pode voltar a lembrar-se. Pode também colocar no telemóvel uma lembrança, que desperta à hora que a toma.
A pílula deve ser ingerida sempre à mesma hora, com água e sem a mastigar.
No entanto, convém esclarecer que, apesar de possuir um índice de 98%/99% de eficácia, a pílula não protege de qualquer tipo de doença sexualmente transmissível, como o HIV, Herpes Genital ou Hepatite B. Por tudo isso, aconselha-se o uso de preservativo em todas as relações sexuais.
Se ainda tem dúvidas ligue para 707 220 249 entre as 12h e as 20h, nos dias úteis. Este é o contacto da APF (Associação de Planeamento para a Família)
Pode consultar também http://juventude.gov.pt ou o site http://www.medicosdeportugal.iol.pt
Liliana Duarte
Fonte: Médicos de Portugal
Portal da Juventude
Ranbaxy ganha processo das patentes norueguesas de atorvastatina
O tribunal de primeira instância de Oslo já tinha previamente decidido a favor da Ranbaxy ao considerar que o laboratório não transgrediu duas das patentes norueguesas (177.566 e 180.199) da Pfizer que protegem compostos intermédios concretos. Ainda assim, a justiça não aceitou razões da Ranbaxy sobre o incumprimento da patente norueguesa da Pfizer 177.706, que protege o mesmo tipo de composto. A farmacêutica indiana interpôs um apelo ao processo e o tribunal de recurso corroborou a decisão acerca das patentes 177.566 e 180.199 e revogou a decisão acerca da patente 177.706.
A justiça norueguesa invalidou também a patente da Pfizer (309.322) naquele país num processo com vista à produção de atorvastatina amorfa. A decisão proferida hoje vai permitir que a Ranbaxy comercialize comprimidos de atorvastatina na Noruega. De acordo com o vice-presidente para os assuntos de propriedade intelectual global da farmacêutica, Jay Deshmuckh, esta é uma decisão muito importante porque valida a posição da empresa acerca das patentes do fármaco. Para além disso, “permite que a Ranbaxy comercialize uma fórmula genérica de atorvastatina a um preço mais reduzido que beneficiará os utentes noruegueses”, concluiu o responsável.
Marta Bilro
Fonte: PM Farma
Na Europa os portugueses são quem mais paga pela Saúde
Segundo uma comissão de peritos nomeada pelo Governo revela que os portugueses pagam directamente do seu bolso 22, 5 por cento das despesas de saúde, mais do dobro dos franceses, holandeses e britânicos, tudo povos com o poder de compra muito superior ao nosso, que só pagam cerca de 10 por cento dos cuidados médicos e produtos farmacêuticos.
As «taxas de comparticipação do Estado são baixas» comparadas com as dos outros países europeus, e as «Despesas directas com a saúde tendem a onerar as famílias mais pobres», informa o estudo dos peritos.
As taxas moderadoras cobradas aos portugueses, não fogem à média europeia, embora haja países como a Espanha, Dinamarca e Itália onde não são cobradas a ninguém.Os peritos sugerem ao governo a criação de taxas diferenciadas em função do rendimento de cada um.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Jornal Digital
Imigrantes com dificuldade em ter aceso a tratamentos do HIV
A European Aids Treatment Group é uma das associações internacionais que organiza a conferência sobre Migrações e HIV/Sida que hoje começa em Lisboa.
Com cerca de 200 participantes, incluindo redes comunitárias, autoridades da saúde, decisores políticos da Comunidade Europeia e de instituições internacionais e nacionais, reúnem-se a partir de hoje em Lisboa, para debater a situação de particular vulnerabilidade dos migrantes e minorias étnicas na Europa face à infecção pelo HIV/SIDA.
O coordenador do dossier da presidência portuguesa da União Europeia para a área de Saúde, Pereira Miguel, afirmou, em finais de Abril, ser «fundamental que a questão da saúde seja abordada não só nos países de origem dos migrantes, mas também nos países de trânsito e de destino».
Como principais preocupações e objectivos a seguir pela UE para garantir uma melhor saúde às pessoas migrantes, o responsável apontou a necessidade «de aumentar a informação disponível sobre a saúde, conseguir obter um melhor conhecimento sobre os problemas que são trazidos pelos imigrantes para a Europa ou aqueles que são adquiridos nos países de acolhimento».
De acordo com o responsável, os migrantes «são mais vulneráveis» e encontram-se expostos «a maiores riscos do que as populações europeias», sendo «as mulheres, as crianças e os imigrantes irregulares os grupos mais vulneráveis».
«Para melhorar a saúde dos migrantes é preciso olhar para as condições laborais, de vida e económicas, assim como para as suas redes sociais e hábitos», frisou, lembrando que o acesso restrito aos serviços de saúde por parte dos migrantes na Europa é influenciado pelas barreiras linguísticas e a iliteracia, mas também em grande parte, à falta de estatuto legal, pelo que é essencial «garantir uma melhor integração para melhorar a sua saúde».
«Lançámos esta conferência em Lisboa para discutir os principais desafios que enfrenta a Europa neste matéria e para que possam ser apresentadas recomendações que influenciem os processos políticos durante a Presidência Portuguesa [da União Europeia, a partir de 1 de Julho de 2007]», explicou à Lusa um dos responsáveis da organização e membro do EATG, Peter Wiessner.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Lusa/SOL
Merck reduz para metade preço do Efavirenz na Tailândia
Ainda assim, a oferta do laboratório não consegue acompanhar os 20 dólares praticados na Índica sobre a mesma versão do medicamento. Em Novembro de 2006, a Tailândia emitiu uma licença compulsória do fármaco para que este fosse produzido a um custo reduzido. A partir daí o governo e o laboratório farmacêutico têm estado em negociações.
A proposta da Merck acerca da redução de preço foi apenas afiançado verbalmente, o acordo será formalizado na próxima terça-feira (12 de Junho). Apesar de estarem satisfeitos com o anúncio, as autoridades deverão aceitar a proposta principalmente pelos grandes benefícios concedidos ao tratamento infantil.
Marta Bilro
Fonte: Agência da Notícias da Aids
Regiões motoras suplementares do cérebro evitam movimentos involuntários
De acordo com Masud Husain, investigador dos Institutos de Neurologia e de Neurociência Cognitiva da Universidade de Londres, "quando alguém vê numa mesa uma chávena com a asa à direita, automaticamente é activada a parte do cérebro que controla o lado direito do corpo, ainda que não se queira alcançar a chávena".
Depois de observarem casos raros de doentes, que haviam sofrido lesões nestas regiões do córtex cerebral, os cientistas perceberam que esses pacientes apresentavam dificuldades para controlar os movimentos involuntários.
Segundo as conclusões desta investigação, são precisamente as regiões motoras suplementares do cérebro, que nos impedem de executar o movimento involuntário de alcançar a chávena.
Petroc Sumner, da Universidade de Cardiff , explica que “os estímulos visuais activam automaticamente o cérebro, mas esta activação pode ser cancelada, para evitar que façamos certas coisas de acordo com os objectos que vemos”.
As regiões suplementares do cérebro, provocam movimentos voluntários e involuntários, sempre que reconhecemos uma pessoa ou um objecto. No entanto, os movimentos involuntários não chegam a exprimir-se, a menos que exista alguma lesão, nestas regiões cerebrais.
Estas regiões estão relacionadas com diversos distúrbios neurológicos, entre os quais a doença de Parkinson, que levam à reacção por si só, das extremidades do corpo, mesmo contra a vontade das pessoas.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Exposição sobre o corpo humano ajuda AMI na reciclagem de radiografias

Todos os visitantes da exposição «O Corpo Humano como nunca o viu…» que na aquisição dos seus bilhetes entregarem uma radiografia com mais de cinco anos ou sem valor de diagnóstico, até ao dia 30 de Junho, têm um desconto de cinco euros na visita.
Esta acção de comunicação é uma parceria entre a organização da exposição e a AMI. José Cardoso, responsável pela organização da exposição, afirma que tendo como suporte o lema da AMI «Por dentro somos todos iguais», a organização da exposição decidiu ajudar a instituição na reciclagem de radiografias, «no seguimento das iniciativas que a organização está a desenvolver, vamos, desta vez, ajudar a AMI. O lema da instituição `Por dentro somos todos iguais´ enquadra-se perfeitamente na linha pedagógica que a exposição pretende transmitir a todos os visitantes (…)».
Fernando Nobre, presidente da AMI, diz que, «como cirurgião e anatomista», assegura que, «seja qual for a cor da pele, a religião ou condição social, somos todos iguais por dentro», pelo que espera que esta «evidência possa ajudar-nos a construir um mundo de pontes, de diálogo e de paz».
A exposição «O Corpo Humano como nunca o viu…» está aberta ao público até ao final de Setembro, na rua da Escola Politécnica, nº42, em Lisboa.
Paulo Frutuoso
Fontes: Fabrica de conteúdos, Sic Online (imagem)
LCA e Congressistas americanos unidos contra cigarros cor-de-rosa
Esta organização americana sem fins-lucrativos, que se dedica a ajudar doentes com cancro no pulmão, pretende boicotar a campanha publicitária dos cigarros Camel No.9, cuja embalagem preta e cor-de-rosa foi desenhada para seduzir as mulheres em idade jovem.
De acordo com Laurie Fenton-Ambrose, presidente da LCA, “este é o primeiro passo para retirar definitivamente do mercado estes cigarros, deliberadamente destinados às mulheres jovens”.
As congressistas Lois Capps, Jan Schakowsky e Hilda Solis, foram encarregues pela presidente da LCA, de redigir uma carta, destinada às mais importantes revistas femininas, pedindo que recusem incluir nas suas publicações, a campanha publicitária, não só dos cigarros Camel No. 9, como também todas as campanhas da tabaqueira R.J. Reynolds Tobacco Company.
A carta, foi hoje enviada para onze revistas femininas, entre as quais constam a Elle, a Cosmopolitan, a Glamour e a Vogue. Dela constavam 41 assinaturas de membros da Casa dos Representantes.
Fenton-Ambrose, espera poder contar com a ajuda não só dos congressistas, como também de todos aqueles que estejam interessados em acabar com a venda destes cigarros.
Ambrose apela às jovens, principal público alvo dos novos cigarros da Camel, que não se deixem seduzir pelo aspecto atraente do cigarros. “Não há nada de fashion no cancro do pulmão”, diz a presidente da LCA, que adianta ainda que o cancro do pulmão tem registado o dobro das mortes que o cancro da mama. “Não é sexy, não é bonito, é letal”, avisa.
Inês de Matos
Fonte: PR Newswire
Estudo identifica genes de sete doenças hereditárias
O maior estudo alguma vez realizado sobre doenças hereditárias identificou 15 novos genes que podem ser considerados factores de risco para, pelo menos, sete doenças, incluindo diabetes e distúrbio bipolar.O estudo, publicado na revista Nature, analisou o DNA retirado de amostras sanguíneas de 14 mil pessoas que foram comparadas com as amostras de 3 mil pessoas saudáveis. Os cientistas envolvidos no estudo encontraram variações genéticas associadas a distúrbio bipolar, doença de Crohn, doença coronária, hipertensão, artrite reumática e diabetes dos tipos 1 e 2. Estas descobertas foram consideradas revolucionárias, já que, permitiu o rastreamento sistemático do genoma. Os cientistas acreditam que, num futuro próximo, seja possível submeter as pessoas a testes em busca de combinações de genes específicas que revelem o risco que elas correm e assim orientá-las a mudar o seu estilo de vida ou realizar exames de rotina.
Paulo Frutuoso
Baixos níveis de testosterona podem ser fatais
A investigação, que envolveu 800 participantes, com idades compreendidas entre os 50 e os 91 anos, revelou que os homens com nível reduzido de testosterona aumentam em 33 por cento as probabilidades de falecer num período de 18, comparativamente aos que apresentavam níveis normais.
Os especialistas responsáveis pelo estudo avançaram ainda que entre os indivíduos que cooperaram nesta análise, 29 por cento apresentavam doses reduzidas de testosterona, responsável pelo desenvolvimento das características masculinas, entre as quais se destaca a libido.
De acordo com os observadores ter um estilo de vida saudável é um dos segredos para ajudar a manter os níveis regulares da hormona no corpo, uma vez que a idade se encarrega de os ir diminuindo. “Em vez de suplementos, deve-se mudar o estilo de vida, manter o corpo em forma e aproveitar o máximo da testosterona”, aconselha Richard Sharpe, investigador da MCR Human Reproductive Sciences Unit, de Edimburgo.
Marta Bilro
Fonte: BBC
DECO alerta para o perigo dos "Piercings" e Tatuagens
Na sequência deste estudo, a DECO começou esta quarta-feira, na Escola Secundária António Arroio, em Lisboa uma campanha de sensibilização sobre 'piercings' e tatuagens que servirá, essencialmente, para sensibilizar os mais jovens para os cuidados que deverão ter na realização de um 'piercing' ou de uma tatuagem, para as questões de higiene a ter em conta na escolha do estabelecimento e para os potenciais riscos associados a estas práticas. Além da divulgação em spots de rádio, a DECO irá distribuir folhetos que alertam que os 'piercings' e tatuagens mal feitos poderão ter consequências graves para a saúde, existindo a possibilidade de surgirem infecções, alergias, doenças de pele, contaminação com hepatite B, hepatite C ou mesmo o Vírus da Imunodeficiência Adquirida (VIH).
A DECO recomenda a todos os consumidores que, antes de fazerem um 'piercing' ou tatuagem, se informem, convenientemente, sobre os cuidados necessários e os riscos que correm. A associação aconselha ainda os consumidores a visitar a sala de trabalho do estabelecimento e as suas condições de higiene. É de extrema importância o profissional usar luvas, máscara e agulhas descartáveis e a sala ter um caixote de lixo e lavatório accionados por um pedal.
A DECO acha que o Governo deve intervir, urgentemente, neste assunto, defendendo uma fiscalização mais activa aos estabelecimentos, apresentando como solução a formação de profissionais nesta área.
Paulo Frutuoso
Fonte: Correio da Manhã
GlaxoSmithKline contesta resultados de estudos sobre o Avandia
O estudo levado a cabo ao longo de quatro anos envolveu 4.446 pacientes e demonstra que no grupo de doentes tratados com Avandia foram registadas 29 mortes derivadas de problemas cardíacos, enquanto no grupo tratado com dois outros medicamentos para a diabetes tipo 2 se registaram 35 mortes.
Porém, a análise da farmacêutica, recentemente publicada na edição on-line do New England Journal of Medicine, contraria a investigação, divulgada na mesma publicação, do cardiologista Steven Nissen que estimou que o Avandia aumenta em 43 por cento o risco de ataque cardíaco.
Para além disso, o estudo apresentado pela Glaxo parece não ter obtido muito sucesso junto dos especialistas. Para David Nathan, chefe do serviço de cuidados para diabéticos do Massachusetts General Hospital, "este estudo clínico, concebido sobretudo para mostrar os benefícios do rosiglitazone (nome da molécula), não oferece qualquer segurança sobre a inocuidade deste medicamento".
O mesmo referem Bruce Psaty, da Universidade de Washington, e Curt Furberg, da Universidade de Wake Forest, ao concluírem, através do mesmo método de análise utilizado por Nissen, que os pacientes deste estudo têm um risco de ataque cardíaco aumentado de 33 por cento.
Marta Bilro
Fonte: Último Segundo