segunda-feira, 11 de junho de 2007

Farmácias: mudança traz novas exigências

Novo cenário exige nova atitude dos farmacêuticos
A Farmácia deixou de ser a única plataforma entre medicamentos e população – a iminência da abertura da propriedade de farmácia a outros que não farmacêuticos de formação e profissão, a desregulamentação da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica – são alguns dos meios que se interpuseram. Para a ANF, este é “um desafio que importa vencer”.

Os sinais de que a via é pela lei liberalizadora, só podem apontar um novo caminho ao sector: adaptação.
“Que as regras estão a mudar é indiscutível. As políticas já concretizadas, as planeadas e as anunciadas apontam para novos rumos, novas exigências a que a farmácia tem de se adaptar e às quais tem de saber responder com eficácia e eficiência”, sublinhou a Associação Nacional dasFarmácias (ANF).
“Fomentar o espírito de equipa é essencial para a sustentabilidade da farmácia, enquanto empresa e enquanto unidade prestadora de cuidados de saúde. Para passar da farmácia da tradição à farmácia da modernidade”, defendeu a associação.
Um novo cenário que, na opinião da ANF, exige dos farmacêuticos uma nova atitude: “Ainda mais activa, mais dinâmica, mais empreendedora”, reforçando que “há desafios que importam enfrentar e vencer.”
Os representantes do sector farmacêutico, encaram, assim, a desregulamentação da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica “não como um obstáculo, não como um revés, mas como uma oportunidade de reforçar a intervenção farmacêutica”, reforçando que “há que fazer a transição entre a farmácia da tradição e a farmácia da modernidade."
De farmacêutico a gestor
Transição essa que, para a ANF, "não pode ser alheia uma nova atitude na gestão da farmácia e na gestão dos recursos humanos", defendendo, deste modo, que "há que olhar para a farmácia como uma pequena e média empresa como outra qualquer."
Segundo a Associação Nacional das Farmácias, há ainda uma marca que pode fazer a diferença: "O director técnico deve abandonar a postura de que é apenas, ou acima de tudo, farmacêutico, e entrar no papel de gestor", frisou, concretizando que "trata-se de transpor para a farmácia a filosofia que está subjacente a um qualquer negócio: antes de mais, impõe-se uma visão - um conjunto de valores e princípios que irão orientar a actividade da farmácia."
A gestão dos recursos humanos, "assente na partilha de regras, valores e princípios" é o passo apontado pela ANF para "uma das pontes mais sólidas."

Raquel Pacheco
Fonte: ANF/Farmácia Portuguesa

ANF promove encontros de Farmacoterapia

Até 6 de Julho no Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra)


Estão a decorrer, até 6 de Julho, encontros de Farmacoterapia no Auditório do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra). As sessões estão creditadas pela Ordem dos Farmacêuticos e são promovidas pela Associação Nacional das Farmácias que apela a todos os profissionais para a passagem da “farmácia da tradição” à “farmácia da modernidade.”

É um Ciclo de Seminários de Actualização em Farmacoterapia - organizado pela Escola de Pós-Graduação em Saúde e Gestão e que, arrancou já em Maio -, e visa abordar diferentes temas relacionados com a área em destaque. As sessões fazem parte da componente curricular do curso de pós-graduação em Farmacoterapia mas, o interesse que suscitaram junto dos farmacêuticos fez com a organização abrisse a participação a todos os interessados.

«Detecção e sinalização da suspeita iatrogénica na rotina clínica», foi o tema do primeiro encontro deste mês – Seminário 3.
Nuno Machado (farmacêutico) e Zita Mendes (especialista em estatística do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde) são os conferencistas do Seminário 4 que, decorrerá, 22 de Junho, sobre o tema «Significância estatística versus significado clínico na interpretação dos resultados de ensaios aleatorizados e controlados: como abordar criticamente».
O Seminário 5, está agendado para 29 de Junho, e ficará a cargo do farmacêutico João Carlos Felício que vai abordar «A avaliação do “risco para prognóstico” como critério de decisão terapêutica».
Francisco Batel Marques, docente na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e coordenador da pós-graduação em Farmacoterapia, vai encerrar o ciclo de encontros, explorando o tema «Métodos qualitativos na avaliação da farmacoterapia: quais e como utilizar».

Raquel Pacheco
Fonte: ANF

CE doa 400 milhões

Fundo Global de Luta contra Sida, Tuberculose e Malária

José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia (CE), revelou que o executivo comunitário vai contribuir, até 2010, com 400 milhões de euros para o Fundo Global de Luta contra a Sida, Tuberculose e Malária.

Durão Barroso fez o anúncio, em Bruxelas, depois de uma reunião com responsáveis do fundo global e outras instituições envolvidas no combate a estas patologias.
Segundo adiantou o presidente da CE, uma primeira fatia de 100 milhões de euros será disponibilizada imediatamente, ao passo que o resto do montante será atribuído entre 2008 e 2010.
Sublinhando que a verba “é uma parte do esforço da União Europeia”, que contribui com 55% do orçamento do fundo global, o antigo primeiro-ministro português acrescentou que “a CE vai pedir aos outros que dêem mais”, já que, – reiterou – “todos têm de contribuir para o esforço global.”

Raquel Pacheco
Fonte: FarmaNews
Muitas vezes é o elo mais próximo do utente
Farmacêutico é elemento-chave na promoção da saúde


A participação dos farmacêuticos em estudos para aferir a prevalência das doenças e detectar possíveis focos de perigo para a saúde assume um papel preponderante numa sociedade cada vez mais exigente no que toca à demanda de informação por parte dos utentes, o que obriga aqueles profissionais a investir continuadamente na melhoria da sua preparação técnica, a fim de assessorar os pacientes sobre o uso correcto dos medicamentos e a promoção de estilos de vida que potenciem melhor prevenção das doenças.

Porque o farmacêutico é muitas vezes o único contacto que determinados cidadãos têm com os serviços de saúde, ou pelo menos aquele a que mais frequentemente recorrem em busca de aconselhamento, ele assume responsabilidades específicas no cuidado e na promoção da saúde na sociedade actual. Países como Espanha, em que 99 por cento das povoações dispõem de pelo menos um estabelecimento de farmácia, o farmacêutico poderá tornar-se um agente de primeira importância na veiculação de conselhos práticos, o que reforça a importância da sua participação em estudos que procurem conhecer os números e saber as razões da prevalência de determinadas doenças em determinados meios, contribuindo para uma melhor compreensão, por parte da sociedade, da relevância de cada uma das patologias.

Carla Teixeira
Fonte: Faculdade de Farmácia da Universidade de Granada

Medicamentos: efeitos secundários, riscos e benefícios

Os efeitos secundários dos medicamentos, aqueles que estão inerentes à utilização dos fármacos para além dos efeitos terapêuticos esperados, acarretam por vezes, riscos demasiado elevados. Muitas vezes inseparáveis do efeito benéfico que o medicamento confere à saúde do doente, os efeitos secundários causam incómodos e geram desconfianças acerca da segurança de determinadas substâncias.

De acordo com António Vaz Carneiro, médico do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, em declarações ao Diário Económico, nunca foi definida “qual seria a taxa de mortalidade ou os efeitos adversos a partir dos quais um medicamento deve ser considerado perigoso”. A análise está dependente dos riscos e benefícios registados. Podemos dispor-nos a “tomar um medicamento que vai dar-nos enjoos violentíssimos, deixar-nos carecas e que pode até matar, se for para tratar o cancro. Mas é claro que nunca aceitaríamos um medicamento destes para tratar uma gripe”, concretiza o especialista.

No capítulo da segurança, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) refere apenas que “qualquer medicamento comporta um equilíbrio entre riscos e benefícios, sendo que, na análise de autorização, as autoridades consideraram que os benefícios superam os riscos”. A Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares profere uma opinião semelhante ao referir que “às vezes, os efeitos secundários são inseparáveis do efeito benéfico para a saúde e são incómodos que se devem aceitar, sempre que não sejam graves e sejam superados pelos benefícios conseguidos”.

Mesmo depois da autorização de lançamento de um medicamento no mercado, é preciso não abusar na confiança e ficar alerta, já que “os ensaios clínicos podem não prever todos os efeitos dos medicamentos no organismo humano”, sendo por isso, “necessário o acompanhamento após a comercialização de acções de farmacovigilância”, refere o Infarmed (Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento).

Os custos e as decisões

De acordo com a descrição do Infarmed, a Reacção Adversa Medicamentosa (RAM) “consiste em qualquer resposta prejudicial e indesejada a um medicamento que ocorre com doses habitualmente usadas para profilaxia, diagnóstico ou tratamento, ou para modificação de funções fisiológicas (OMS)”.

Antes de lançar um medicamento no mercado, são calculados os custos que esse processo acarreta, tanto os económicos, como de saúde ou sociais. No entanto, alheios a cálculos matemáticos, os custos sociais parecem ser os mais difíceis de avaliar. Para António Vaz Carneiro “a decisão do que o Serviço Nacional de Saúde deve disponibilizar um medicamento é um processo social, cultural, político e, portanto, subjectivo.”

Nesse sentido, “não há urgência que justifique um processo de lançamento [de um medicamento] sem garantias de qualidade”, refere Paulo Kuteev Moreira, investigador da área da Saúde. Vaz Carneiro concorda e acrescenta que é irresponsável o argumento algumas vezes utilizado de que “acelerar a introdução dos medicamentos no mercado é apoiar a inovação”.

O Infarmed considera que a notificação espontânea de Reacções Adversas Medicamentosas (RAM) por profissionais de saúde é um método não dispendioso e eficaz de promover a vigilância de todos os medicamentos após a sua introdução no mercado.

No entanto, a situação é complexa já que envolve custos de investigação muito elevados e gastos avultados em ensaios clínicos. É por isso que Paulo Kuteev Moreira salienta que “a decisão de retirar os medicamentos é muitas vezes mais assente nas consequências económicas para a empresa farmacêutica, devido às indemnizações, do que propriamente por obrigação de uma agência”.

Marta Bilro

Fonte: Diário Económico, Associação Portuguesa dos Farmacêuticos Hospitalares, Apifarma, Infarmed

Grupo português ALERT, lança software de gestão hospitalar nos EUA

O grupo português ALERT, responsável pela criação de um software de gestão hospitalar único, que permite o acesso imediato a todo o processo clínico dos pacientes, iniciou recentemente a sua implementação no mercado norte-americano.

O software, já instalado em cinquenta por cento dos serviços de urgência nacionais, foi aplicado nos hospitais de South Cameron Memorial Hospital, no Louisiana, Knox County Hospital, no Kentucky e Minnie G. Boswell Memorial Hospital, na Geórgia, bem como a outro hospital de Nova Orleães, onde ainda se procede à fase de construção.

As soluções informáticas aplicadas nestes hospitais pertencem ao software «ALERT PFH», o «ALERT Edis», destinado aos serviços de urgências, o «ALERT Outpatient», para gestão de consulta externa, o «ALERT Surgery Room», aplicado ao bloco operatório e o «ALERT Inpatient», sistema de informação para internamento.

«Em 2001, nas relações com médicos, desenvolvemos um verdadeiro ambiente médico sem papéis, adequado para todos os perfis e para todos os serviços, como bloco operatório, internamentos e urgências», explicou Miguel Rocha, administrador da ALERT.

«A partir daí, as coisas começaram a acontecer muito depressa. Começámos a acreditar que tínhamos um produto global, único no mundo, até porque, numa feira internacional da especialidade a que fomos, o nosso produto foi considerado o melhor».Estava garantida a qualidade e eficácia do software.

A expansão para mercados internacionais começou de seguida, representando já cerca de 10% da facturação da marca. A ALERT tem contratos firmados em vários países europeus e também no continente asiático, nomeadamente na Indonésia, e chega agora ao mercado norte-americano. Significa definitivamente, «uma grande aposta», mesmo com a concorrência feroz das multinacionais americanas.

De acordo com Miguel Rocha, o software da ALERT está «a concorrer a um nível muito alto. As nossas concorrentes podem a curto ou médio prazo bater-se connosco. E estou a falar de gigantes como o Google ou a Microsoft». No entanto, «a ALERT nunca mudou de rumo por questões de concorrência. Acreditamos que o nosso produto é bom, tem referências nacionais e internacionais».

De facto, as potencialidades deste software de gestão hospitalar estão já a ser demonstradas em 76 hospitais e 102 centros de saúde, permitindo o rápido acesso ao processo clínico electrónico do doente e uma maior proximidade entre os centros de saúde e os hospitais, na marcação de consultas. O administrador da ALERT realça ainda o facto de este sistema criar «verdadeiros ambientes clínicos sem papéis, o que permite reduzir o ruído nos serviços, e fazer com que, em todas as fases, todos os intervenientes saibam o que se está a fazer».

Mas as expectativas do grupo português são ainda mais altas. «Queremos ir para outros mercados, como a Singapura, onde estamos a participar na informatização dos serviços de saúde», garante Miguel Rocha, isto apesar das barreiras colocadas pelo mercado aos produtos estrangeiros, como aconteceu no pais vizinho, onde existe «uma certa resistência em adoptar não tudo o que seja português, mas tudo o que não seja espanhol».

Até ao final do ano, a ALERT espera aumentar consideravelmente o número de instituições com o seu programa instalados e alcançar a meta do meio milhar.

Inês de Matos

Fonte: Agência Financeira

Apresentada em Portugal lente inovadora para pacientes com Astigmatismo

Foi colocada pela primeira vez em Portugal, uma nova lente intra-ocular, a Acrysof Tórica, a primeira que corrige Astigmatismo, num paciente do sexo masculino, com 74 anos, e que também sofria de Cataratas.

O implante cirúrgico da lente, efectuado no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA), foi gravado ao vivo e transmitido em directo para uma sala do Hotel de Santa Eulália, em Albufeira, onde estavam reunidos em congresso centenas de Oftalmologistas. A nova lente, que traz avanços no tratamento do Astigmatismo, tem o preço de fábrica de cerca de 300 euros, e foi lançada nos EUA em finais de Abril.

Esta inovadora lente é a última revolução no tratamento de pacientes mais velhos que necessitem de uma correcção de Astigmatismo, para que possam ficar a ver, com nitidez, tanto ao longe como ao perto. Segundo o especialista Fernando Vaz e presidente da Cirurgia Implanto-Refractiva de Portugal (CIRP), "Hoje em dia todas as pessoas com mais de 70 anos têm Cataratas e com o avanço tecnológico avança-se para o tratamento com cirurgia", contudo muitos pacientes continuavam a não conseguir focar com nitidez os objectos por padecerem de Astigmatismo.

A CIRP é uma Secção da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia que agrupa a maioria dos Oftalmologistas portugueses que se dedicam ou interessam pela área da Cirurgia de Córnea, Refractiva e Catarata.

De referir ainda que foi apresentada, no mesmo congresso do CIRP, uma outra cirurgia que permitiu corrigir uma Miopia sem recorrer à sutura para uma recuperação imediata. A cirurgia veio demonstrar que nos casos onde não se pode utilizar o laser, seja possível colocar lentes multi-focais sem recurso a suturas e tendo recuperações imediatas.


Paulo Frutuoso
Fonte: MNI- Médicos Na Internet

Universidade Nova de Lisboa apresenta estudo sobre Serviços de Medicina Interna

Segundo um estudo realizado pela Universidade Nova de Lisboa denominado de “Serviços de Medicina Interna: ineficiência ou comparação “injusta”", os hospitais com mais especialistas em medicina interna têm um menor custo global.

Este estudo analisou o papel da medicina interna dentro dos hospitais e concluiu que os médicos da medicina interna diferenciam-se dos especialistas por terem uma formação mais abrangente e pluridisciplinar, tratando não só dos casos mais complexos e variados, mas também dos mais terminais e severos. É por este motivo que são associados a um maior consumo de recursos por paciente tratado.

O estudo procurou analisar esse consumo de recursos, comparando o desempenho de várias especialidades para a mesma patologia e gravidade do estado de saúde, e chegou à conclusão que os médicos de medicina interna provocam menos custos para a mesma produção, sobretudo nos hospitais maiores, com grau de complexidade global controlada pelo índice case-mix, que engloba as diferenças da complexidade de casos tratados, juntando-os sem diferenciar especialidades.

A experiência de aumentar em 1% os especialistas de medicina interna, revelou uma poupança nos custos de 11%. Este resultado leva a concluir que nem sempre os serviços de medicina interna são maiores consumidores de recursos ou geram piores resultados de saúde.
A comparação com os serviços de pneumologia, revelou que a medicina interna tem menos dias de internamento e maior mortalidade. Os serviços de medicina interna são, em geral, similares aos serviços da especialidade. No entanto, os serviços de medicina interna apresentam maior taxa de mortalidade. A simulação de ganhos associados com a redução dos tempos de internamento tem uma vantagem de 10% no valor globalmente consistente com o resultante da análise agregada.

Paulo Frutuoso
Fonte: Hospital do futuro

Famílias alegam que vacinas causaram autismo em crianças

Chega hoje a tribunal o processo que envolve as queixas de milhares de famílias que atribuem às vacinas a responsabilidade pelo autismo diagnosticado nas suas crianças. O caso remonta a 1999 altura em que mais de 4.800 famílias apresentaram reclamações junto do governo norte-americano alegando que as crianças contraíram autismo em resultado da vacinação de rotina. A maioria sustentou que o conservante timerosal contido nas vacinas é o responsável pelas disfunções na interacção social e comunicacional fruto da alteração do espectro autista.

Se a justiça considerar que têm razão, as famílias têm direito a uma compensação de um fundo de milhões de dólares norte-americanos. Estudos científicos anteriores não encontraram qualquer ligação entre esta patologia e a administração das vacinas com timerosal.

O caso apresentado em tribunal baseia-se na teoria de que o aparecimento de autismo se deve às vacinas da varicela, rubéola e papeira quando combinadas com outras vacinas que contêm timerosol. Actualmente, o referido conservante já não faz parte dos compostos das vacinas obrigatórias nas crianças, porém ainda pode ser encontrado em algumas vacinas de gripe.

Segundo o W. Rondó Medical Center, muitos pediatras têm colocado a vacinação de rotina sob suspeita, uma vez que muitas vacinas contêm o conservante timerosol, com índices significativos de mercúrio, de alta toxicidade, capaz de causar sérios problemas de saúde. “Considere-se que, actualmente, uma criança recebe 22 ou mais vacinas antes da época escolar – uma simples conta de somar mostra que uma criança de 8 meses que cumpra o calendário de vacinação já se expôs a 237,5 mcg/kg de mercúrio por dia, quando a dose diária permitida não deve ultrapassar a 0,1 mcg”, pode ler-se no Jornal de Saúde da referida clínica publicado on-line.

O autismo é uma disfunção no desenvolvimento cerebral que tem origem na infância, persiste ao longo de toda a vida e pode dar origem a uma grande variedade de expressões clínicas.

De acordo com a Autism-Europe, “as perturbações incluídas no espectro do autismo, Perturbações Globais do Desenvolvimento nos sistemas de classificação correntes internacionais, são perturbações neuropsiquiátricas que apresentam uma grande variedade de expressões clínicas e resultam de disfunções do desenvolvimento do sistema nervoso central multifactoriais".

As pessoas com autismo têm uma grande dificuldade na interpretação da linguagem, devido à dificuldade na compreensão da entoação da voz e da mímica dos outros com quem se relacionam. Uma das características mais comuns é o isolamento social e a insistência na repetição.

Dados da Federação Portuguesa de autismo indicam que há mais rapazes do que raparigas com autismo. A sua proporção é de 4 a 5 para 1. De acordo com estudos feitos por Eric Fombonne no Canadá (2003), para uma população de 10.000 pessoas há 10 pessoas com autismo.

Marta Bilro

Fonte: ABC News, MSN Money, The Seattle Times, W. Rondó Medical Centre, Federação Portuguesa de Autismo, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo.

"Infecções Hospitalares: Prevenção e Impacto Financeiro" em discussão.

O Fórum Hospital do Futuro vai realizar mais um encontro no dia 28 de Junho, na sala Almada Negreiros do Hotel Villa Rica, em Lisboa. Esta sessão de trabalho será subordinada ao tema “Infecções Hospitalares: Prevenção e Impacto Financeiro”, e será moderada pelo Director-Geral da Saúde, Francisco George. O orador convidado será Maarten Grootswagers, Director da Divisão de Saúde da Europa, Médio-Oriente e África, na Johnson Diversey.

Segundo dados do Programa Nacional de Controlo da Infecção, entidade pública responsável pela melhoria dos cuidados prestados nas instituições de saúde, estima-se que cerca de 8% dos doentes internados contraem infecções nosocomiais, ou seja, aquelas que são adquiridas em meio hospitalar. Assim sendo, as infecções hospitalares são um problema de saúde pública com dimensões relevantes, sendo necessário reflectir sobre o seu impacto, não só para a saúde pública, mas também as suas consequências financeiras, derivadas da prevenção e da resolução dos problemas colocados por este tipo de infecções. Este será um dos temas relevantes nesta sessão temática.

Importa assim pensar nas melhores estratégias para prevenir, detectar e tratar as infecções hospitalares, bem como aplicá-las de forma eficaz. Esta é uma tarefa que depende também de uma estreita colaboração entre a administração central e os hospitais, implicando a este nível uma forte articulação entre os vários departamentos, serviços e unidades funcionais.

Para mais informações, consulte o programa da sessão e a ficha de inscrição em http://www.portaldasaude.pt/

Paulo Frutuoso
Fonte: Portal da saúde

Negrão quer lutar para manter IPO em Lisboa

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa prometeu hoje «batalhar» pela manutenção do Instituto Português de Oncologia na capital, considerando que é preciso fazer o Governo «parar» na intenção de transferir aquela unidade para fora do concelho.

Na última quinta-feira, o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, anunciou ter recebido uma «resposta favorável» do governo quanto ao projecto das novas instalações do IPO em Barcarena, num terreno de 12,5 milhões de euros a ser adquirido pela autarquia.

Fernando Negrão, que falava aos jornalistas à margem de uma visita à casa de repouso dos Inválidos do Comércio, no Lumiar, lamentou ainda a «desertificação» que está a ocorrer em Lisboa com a saída das instituições "mais importantes" da capital, exigindo que o executivo socialista «pare».

Referiu ainda: «Vou batalhar para que o IPO (Instituto Português de Oncologia) não saia de Lisboa», assegurou o candidato social-democrata às eleições intercalares para o município da capital, Fernando Negrão.

«É preciso fazer o Governo parar e dizer que Lisboa é a capital do país», concluiu.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Lusa

Objecção de consciência pode limitar realização de IVG

Segundo notícia avançada pelo semanário sol, a Direcção-Geral de Saúde (DGS) estima que 60% dos médicos nos hospitais públicos se declararem objectores de consciência em relação ao aborto.

A DGS diz ter recebido pedidos de licenciamento para poderem realizar interrupções voluntárias da gravidez (IVG) de várias clínicas privadas. Na zona de Lisboa, existem seis clínicas, cinco portuguesas e a espanhola Los Arcos, que já se disponibilizaram para efectuar abortos. No entanto, a DGS pretende garantir que os hospitais públicos consigam fazer cumprir a nova lei da IVG, antes de começar a licenciar estas unidades privadas.

Com o fim de verificar a capacidade de resposta do sector público, a DGS procedeu a um levantamento do número de profissionais objectores de consciência, que existem nos estabelecimentos com serviço de obstetrícia, e verificou que este número chega a ultrapassar os 60%. Tendo em conta estes números elevados, o presidente do Colégio de Obstetrícia da Ordem dos Médicos (OM) entende que as mulheres que pretendam realizar um aborto devem recorrer aos hospitais da sua área de residência. Segundo o semanário Sol, existe no Hospital de Santa Maria, entre 70% a 80% de médicos objectores de consciência, o que, poderá dificultar a realização de IVGs fora da unidade hospitalar da sua área de residência.

Luís Graça considera que «há coisas que não se podem sobrepor. Se não temos capacidade, a nossa obrigação é para com as mulheres da nossa área de residência e isso é uma coisa perfeitamente enquadrada com a administração do hospital».

Recorde-se que a regulamentação da lei que está a ser preparada, e que prevê a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas, deverá ser entregue ao ministro da Saúde, durante a próxima semana.

Paulo Frutuoso
Sontes: Sol, Fábrica de conteúdos

Cientistas descobrem testes que prevêem aparecimento de Alzheimer

Um conjunto de investigadores desenvolveu testes inovadores que, através de análises ao sangue e ao cérebro, permitem detectar sintomas da doença de Alzheimer. Para além disso, poderão fornecer estimativas do funcionamento real da vida de forma a prever quem tem pré-disposição para desenvolver a patologia.

Os cientistas estão muito satisfeitos com a importante descoberta, que poderá contribuir para actuar na prevenção, uma vez que não há nenhum medicamento que tenha efeitos significativos na doença, embora haja alguns que provocam impacto quando aplicados em fase inicial.

Depois de ter sido divulgado um estudo da Universidade de Johns Hopknins, que prevê que em 2050 o número de doentes de Alzheimer deverá atingir os 100 milhões em todo o mundo, a detecção precoce parece ser uma medida cada vez mais urgente.

Uma equipa de cientistas da DiaGenic, uma empresa de biotecnologia sedeada em Oslo, detectou um conjunto de 96 genes que têm uma aparência diferente no sangue dos doentes de Alzheimer. O estudo, que envolveu mais de 100 pessoas idosas, diagnosticou a doença com precisão em 85 por cento das vezes. A equipa liderada por Anders Lonneborg, identificou genes relacionados com o sistema imunitário, com inflamações e com a divisão de células. A empresa já solicitou às entidades reguladoras norte-americanas e europeias a aprovação do teste, afirmou o responsável durante uma reunião da Associação de Alzheimer, em Washington.

Christos Davatzikos e um grupo de colegas da Universidade da Pensilvânia utilizaram uma combinação de exames de Tomografia Axial Computorizada (TAC) e ressonância magnética para diagnosticar a doença. As TAC’s podem ser utilizadas para medir o fluzo sanguíneo em tempo real, enquanto que as ressonâncias magnéticas permitem mostrar claramente o tamanho e forma de estruturas físicas no cérebro.

Através deste método foram detectados 15 casos de debilidade cognitiva moderada, uma das primeiras fases da doença de Alzheimer, e eliminados 15 voluntários saudáveis. “Este padrão anormal de estrutura cerebral e fluxo sanguíneo detectou não apenas esta debilidade cognitiva moderada mas também um estado anterior…quando os pacientes ainda eram clinicamente saudáveis”, explicou Davatzikos.

Marta Bilro

Fonte: The Boston Globe, The Gazette

Novo fármaco eficaz no tratamento do Cancro do fígado

Segundo um estudo publicado nos EUA, a esperança de vida dos doentes com Cancro do Fígado aumentou cerca de metade com a administração de um novo fármaco.

O sorafenib, comercializado em comprimidos, já foi autorizado em Portugal, mas ainda não está à venda, segundo informações do site na Internet do INFARMED (Instituto da Farmácia e do Medicamento).

Este novo fármaco é destinado a tratar o Cancro do Rim, mas estão a ser realizados vários estudos para avaliar a sua capacidade no tratamento de outros tipos de cancro.


No estudo, conduzido pela Mount Sinai School of Medicine, Nova Iorque, EUA, o sorafenib prolongou a vida aos pacientes com Cancro do Fígado. Os ensaios clínicos foram realizados em 602 doentes que não tinham sido submetidos anteriormente a qualquer tratamento. Um grupo de 299 doentes tomou 400 miligramas do fármaco, duas vezes por dia durante seis meses, e ao restante grupo de 303 pacientes foi administrado um placebo. Nos que tomaram sorafenib, a duração média de sobrevivência depois do diagnóstico foi de 10,7 meses, enquanto no outro grupo foi de 7,9 meses.


Paulo Frutuoso
Fontes: MNI- Médicos Na Internet, Lusa

Susana Félix canta a favor da Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras(Raríssimas)

A cantora e compositora ,Susana Félix, lançou quarta-feira o single "o mesmo olhar"uma música adoptada como hino oficial pela Raríssimas.
Para além do single, junta-se um vídeo que mostra o "rosto das doenças raras"explicou a presidente da associação.
As receitas angariadas coma venda do disco destinam-se à construção da Casa dos Marcos, que acolherá 60 portugueses portadores de doenças raras.

Sandra Cunha

Fonte:Sol

Marcha de solidariedade rende 3.600 euros

A marcha de solidariedade hoje realizada em Gondomar a favor do Martim,um menino com paralisia cerebral, reuniu mais de mil pessoas e permitiu angariar cerca de 3.600 euros

Martim, menino de um ano de um ano e meio, ficou a padecer de paralisia cerebral devido a problemas durante o parto, tendo os médicos de uma clínica de Guimarães admitido existirem fortes probabilidades de poder vir a andar e segurar-se de pé com recurso a fisioterapia.

Com o objectivo de recolher fundos para ajudar a pagar as sessões de fisioterapia (30 euros cada),foi organizada uma marcha de solidariedade sob o lema "Um Futuro Melhor", onde os participantes foram convidados a adquirir, por dois euros, uma t-shirt e um balão.
A marcha contou também com a adesão de um grupo de motards, começou no Largo do Mosteiro, em Rio Tinto, e terminou frente aos Paços do Concelho de Gondomar, onde teve lugar uma largada de balões.

Segundo declarou uma fonte da organização da iniciativa à Lusa, "Correu tudo muito bem,as pessoas foram fantásticas"admitindo que, em breve,serão divulgadas novas iniciativas para ajudar o menino, que poderão ser alargadas "outras crianças com necessidades".


Sandra Cunha
Fonte:Lusa,Lusa

Prémios Pfizer

Este ano, a Pfizer e a Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa voltam a lançar os prémios e bolsas já conhecidos do público. Com o objectivo de “dinamizar a investigação em Ciências da Saúde” no nosso país, são seleccionados os melhores trabalhos que tenham sido realizados em instituições portuguesas, quer por investigadores de nacionalidade portuguesa ou estrangeira.

O “Prémio Pfizer de Investigação Básica” será atribuído ao melhor trabalho na área da investigação biomédica básica e o “Prémio Pfizer de Investigação Clínica” será entregue ao trabalho que se distinguir no âmbito da investigação clínica. Ambos os prémios são no valor de 20 mil euros.
Aquele que for considerado o melhor projecto de investigação clínica no domínio do envelhecimento e geriatria, com vista a ser realizado em instituições, ganhará a “Bolsa Pfizer de Investigação em Envelhecimento e Geriatria” no valor de 60 mil euros.

Na escolha dos vencedores o Júri terá em conta alguns critérios como a originalidade, carácter de utilidade ou aplicabilidade futura e colaboração de outras instituições.
Todos os trabalhos e projectos candidatos aos Prémios e à Bolsa, respectivamente, terão de ser enviados até dia 30 de Junho.

Para os interessados em obter mais informações o regulamento encontra-se disponível em www.pfizer.pt.

Sara Nascimento

Fonte: sites da Pfizer e Hospital do Futuro

Medicamentos gratuitos e apoios médicos e sociais para idosos e carenciados de Barrancos

Foi apresentado hoje,um serviço de acção social"Apoiar +" aos idosos e carenciados do concelho alentejano de Barrancos,onde vivem cerca de 1.900 pessoas, na sua maioria idosos.

Esses idosos e carenciados irão dispor de medicamentos gratuitos e apoios médicos e sociais.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Barrancos, António Tereno o projecto é "essencialmente vocacionado para apoiar os idosos e carenciados do concelho"com o objectivo de "promover o bem-estar e a qualidade de vida dos idosos e dos carenciados".
Duas faixas da população, que, segundo o autarca, "por várias razões, normalmente, não têm acesso a determinados serviços e cuidados de saúde ou precisam de intervenção complementar à existente em outras entidades"
"Trata-se de um serviço multidimensional que irá prevenir ou resolver problemas decorrentes de carências socio-económicas da população idosa e carenciada, respondendo às suas necessidades sociais e de saúde", explicou o presidente.
O novo serviço, adiantou, "vai integrar todos os programas e serviços de solidariedade e acção social já existentes na autarquia e novos que vão ser criados em parceria com entidades do concelho e do distrito de Beja".
Entre as várias valências e apoios de acção social do serviço, António Tereno destacou, na área da saúde, o Banco de Medicamentos, que irá disponibilizar fármacos gratuitamente.
Os serviços de Atendimento, de Apoio e Acompanhamento Psicossocial, de Fisioterapia e o de Actividade Física Integrada são outras das valências a criar na área da saúde.
O novo serviço "vai integrar todos os programas e serviços de solidariedade e acção social já existentes na autarquia e novos que vão ser criados em parceria com entidades do concelho e do distrito de Beja".
O Banco de Ajudas Técnicas, que irá prestar apoios para pequenas obras e reparações nas habitações dos utentes, e a Oficina do Idoso, que irá promover actividades para os mais velhos, são as restantes valências do Serviço de Apoio Integrado à Comunidade.
As acções a desenvolver e os apoios a prestar pelo serviço, explicou António Tereno, serão assegurados por uma equipa multidisciplinar,composta por uma uma técnica de acção social, um assistente social, um fisioterapeuta e uma psicóloga, além de outros técnicos a afectar caso a caso, que vai ser criada e gerida pela autarquia.
Os custos de execução do serviço, em termos de recursos humanos e materiais, vão ser suportadas pela autarquia, explicou António Tereno, acrescentando que "as verbas afectas serão flexíveis de acordo com as necessidades dos utentes e as disponibilidades orçamentais da autarquia".
Por outro lado, continuou, "alguns dos apoios, valências e serviços vão ser prestados em parceria com outras entidades".
O Instituto de Segurança Social, o Centro de Saúde, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Bombeiros Voluntários e Lar N. Sra. da Conceição de Barrancos, o Centro de Emprego de Moura e as delegações regionais de Beja do Instituto Português da Juventude e do Instituto da Droga e da Toxicodependência são os parceiros do projecto.
António Tereno adiantou que vai "acertar agulhas com os parceiros para colocar o serviço a funcionar em pleno o mais rápido possível".

Sandra Cunha
fonte:Lusa

Avastin lançado hoje no Japão

A Chugai Pharmaceuticals, um laboratório que integra o grupo Roche, lançou hoje (11 de Junho) no mercado japonês o fármaco Avastin (bevacizumab), destinado ao tratamento do cancro colorretal. A autorização foi concedida pelo Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar japonês e o medicamento foi listado no seguro público de saúde daquele país.

O Avastin é produzido pela Genentech, Inc., uma parceira da Roche, e tem vindo a tornar-se uma terapia comum no tratamento do cancro colerretal metastático em 88 países, incluindo a Europa e Estados Unidos da América.

No Japão o preço de mercado do Avastin foi fixado em 50,291 ienes, cerca de 310 euros, por cada 100 miligramas e 191,299 ienes, cerca de 1. 177 euros, por 400 miligramas, revelou a Chugai. O preço definido pelas autoridades nipónicas corresponde a menos 40 por cento do que o praticado nos Estados Unidos da América, onde 100 miligramas de Avastin custam cerca de 500 euros.

Marta Bilro

Fonte: First World, Bloomberg, Chugai, Morning Star

Vitiligo: Manchas Brancas

Ocorre, geralmente em forma de placas e aparece geralmente nos dedos, axilas, pescoço e rosto. É uma doença não-contagiosa, em que ocorre a perda de pigmentação natural da pele.

O local afectado fica com um aspecto esbranquiçado e bastante sensível ao sol. Para tal, é necessário o uso de protector solar, pois podem ocorrer queimaduras graves nestas zonas do corpo.
A doença pode piorar quando existe tensão e stress. Essas placas podem ficar para o resto da vida.

O vitiligo é difícil de tratar. São utilizados esteróides para remover as manchas, mas os resultados não tem sido os mais eficazes.
Quando existe uma percentagem elevada de manchas na pele, pode-se fazer uma despigmentação das áreas restantes da pele normal. Quando são áreas pequenas e ainda em fase inicial da doença, pode ser proposto um tratamento tópico.
Pode-se também ingerir alimentos ricos em carotenos ou tomar betacarotenos, que originam a cor amarela, levando o doente a sentir-me melhor fisicamente.

Esta doença leva muitas vezes os doentes a necessitarem de acompanhamento psicológico, por não se sentirem inferiores às outras pessoas.

Liliana Duarte

Fontes: ABC da Saúde
Saúde e Bem-Estar

Schering-Plough e Bayer comercializam Zetia no mercado japonês

A Schering-Plough Corporation e a Bayer anunciaram que o Zetia (ezetimiba), um fármaco redutor de colesterol que impede a sua absorção no intestino, foi disponibilizado Japão para ser utilizado em pacientes com hipercolesterolemia, hipercolesterolemia familiar ou sitosterolemia homozigótica. O medicamento, comercializado em Portugal com o nome Ezetrol, foi aprovado em Abril pelo Ministro japonês encarregue das pastas da Saúde, Trabalho e Bem-Estar e é hoje lançado no mercado.

A farmacêutica norte-americana estima que o número total de pacientes com colesterol elevado no Japão, incluindo os que ainda não foram diagnosticados, ascenda aos 30 milhões, o que coloca o país no segundo lugar da lista onde se contabilizam mais pacientes com colesterol elevado, atrás dos Estados Unidos da América. A parceria da Schering-Plough com o laboratório alemão Bayer obteve aprovação da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA) em 2002, e o medicamento é já utilizado em 90 países.

A Schering-Plough desenvolveu e comercializou o medicamento em parceria com a Merck para todo o mundo, excluindo o Japão. O fármaco actua no tracto digestivo de forma a inibir a absorção de colesterol e complementa um conjunto de substâncias redutoras de colesterol, que actuam no fígado com o intuito de reduzir a produção de colesterol. A acção do fármaco, sozinho ou em conjunto com inibidores da enzima HMG CoA reductase, deu provas de eficácia na normalização dos níveis de colesterol LDL.

A administração do Zetia é recomendada em conjunto com uma dieta saudável, e pode ser utilizado isoladamente ou em conjunto com um inibidor da enzima HMG CoA reductase, em pacientes com colesterol elevado, para reduzir o colesterol LDL e o colesterol total sempre que a resposta à dieta não seja adequada.

Marta Bilro

Fonte: First World, Market Watch, Forbes, The Washington Times

Herpes Labial

O Herpes Simplex é o vírus responsável por uma variedade de infecções na pele e mucosas. Designada de Herpes Labial, prevê-se que 80% da população mundial, em idade adulta, sofra deste “mal”.

A infecção manifesta-se quando aparecem pequenas bolhas dolorosas, juntamente com uma sensação de comichão. Inicialmente o vírus entra numa fase de latência, fica inactivo. Mais tarde, devido a diversos factores, como gripe, constipações, sol, etc, o vírus pode entrar em acção.

A transmissão dá-se por contacto directo com as lesões, dai ser de evitar tocar ou rebentar as bolhas e evitar contactos físicos. Partilhar objectos pessoais como, toalhas, copos, talheres, são comportamentos a evitar.

No mercado existe já um bálsamo que alivia os sintomas em apenas 48 horas, fazendo com que as bolhas não apareçam. Esse produto é inovador porque possui na sua composição elementos naturais, que possuem uma acção antibacteriana, calmante e cicatrizante.


Liliana Duarte

Fonte: Saúde e Bem-Estar

Mulheres podem escolher Hospital para Abortar livremente

Uma mulher que queira fazer um aborto, de forma livre até às dez semanas de gestação, tem toda a liberdade na escolha do hospital que tenha serviço de Obstetrícia e Ginecologia independentemente do local onda resida.

Essa opção da mulher está prevista na regulamentação da nova lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, já aprovada e que será publicada esta semana.

Segundo Jorge Branco, director da Maternidade Alfredo da Costa ao CM refere que «A mulher terá toda a liberdade de escolher o hospital para fazer a IGV. Será estabelecido um protocolo com as Unidades Coordenadoras Funcionais, ou seja, há uma ligação entre os centros de saúde e os hospitais para o encaminhamento das mulheres», afirmou.

As maternidades fazem abortos com a pílula abortiva mifepristone, que são 40 euros por comprimido.

Como a Agência europeia do Medicamento (EMEA) ainda não autorizou a venda da pílula abortiva, os hospitais obtêm os comprimidos através de uma requisição de uso específico.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Correio da Manhã

Seguro público, pago em função dos rendimentos

A Comissão de peritos analisa criação de um seguro público de saúde é uma das ideias analisadas pelo grupo de peritos a quem o Governo encomendou um relatório sobre a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

O seguro público de saúde funciona de forma autónoma ao sistema de impostos mas também se basearia no rendimento individual dos interessados em subscrevê-lo.

Trata-se de uma contribuição específica para o sector da saúde e não de um pagamento genérico, como acontece com os impostos e que já é usado em vários países europeus, explica o Jornal de Negócios.

De acordo com o relatório do grupo que analisa a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, poderia haver mais do que uma entidade a gerir este seguro social.

Caso o Governo optasse pela criação deste seguro social, os problemas de sustentabilidade financeira voltariam em 2027, estimam os peritos.

Na semana passada, a TVI e o Jornal de Negócios noticiaram que uma das recomendações deste relatório apontava para a extinção de subsistemas de saúde que não sejam capazes de se auto-sustentar sem o apoio do Estado, como o caso da ADSE para os funcionários públicos.

O aumento das taxas moderadoras ao ritmo da inflação ou a redução do grupo de isentos ao pagamento dessas taxas foram outras das medidas noticiadas.

Em reacção a estas notícias, o Ministério da Saúde assegurou que, durante o actual mandato, não vai criar um novo imposto ou fazer alterações às isenções das taxas moderadoras.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Jornal de Negócios

Carmona Rodrigues justifica que Lisboa perdeu IPO por não ter terrreno disponível

O ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, reconheceu hoje que Lisboa perdeu o Instituto Português de Oncologia (IPO) porque não tem terreno disponível, defendendo a permanência daquela unidade de saúde nas actuais instalações.

Carmona Rodrigues contou que quando foi contactado pelo ministro da Saúde a propósito deste e de outros projectos, como o Hospital de Todos-os-Santos, pediu aos serviços de planeamento da cidade para ver a possibilidade de arranjar terrenos com a capacidade que lhe foi manifestada pelo Ministério da Saúde.

«Estamos a falar de terrenos com cerca de sete hectares. Como deve imaginar não é fácil arranjar num município como Lisboa sete hectares de terreno disponíveis para uma construção», referiu.

Carmona Rodrigues explicou que foi essa razão que fez com que não tivesse havido um entendimento na altura.
Defende ainda que «o IPO, tal como está, é o melhor local possível».
«Falta se calhar, perante a opinião pública, justificar muito bem porque é que o IPO eventualmente terá de sair dali», afirmou.

O candidato à C. M. Lisboa adiantou que há muitos projectos de remodelação das instalações actuais que se fossem realizados permitiram que o IPO permanecesse no mesmo local.
«São obras que precisam de algum investimento, mas parecia-me que, se assim fosse, seria muito mais económico e muito mais desejável que o IPO se mantivesse onde está» em vez de ser transferido para Oeiras, acrescentou.

Posição contrária tem o presidente do Conselho de Administração do IPO, Ricardo da Luz que defendeu, em declarações ao Rádio Clube Português, a construção de um novo edifício.
Ricardo da Luz justificou que nas actuais instalações, os edifícios mais antigos, têm cerca de 80 anos, outros cerca de 60, e foram construídos numa época em que a actividade oncológica era uma actividade muito asilar e cirúrgica.

«Hoje a oncologia é algo de completamente diferente em que a grande maioria não é uma actividade asilar, nem de internamento. É uma actividade ambulatória e estas instalações não estão vocacionadas para esse tipo de trabalho», constatou.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Lusa

Índices ultravioleta mais altos até quarta-feira

O índice de raios ultravioleta vai estar hoje entre «alto» a «muito alto» em todo o país, com a zona Sul do continente, Madeira e grupo Oriental dos Açores a obterem os valores mais elevados.

De acordo com o site do Instituto de Meteorologia, os valores vão continuar elevados nos próximos dois dias, prevendo-se que na terça-feira os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu alcancem o índice máximo (11), à semelhança do que acontecerá com a Madeira.

Os valores máximos serão alcançados entre as 11h e as 16h no continente e Açores e entre as 12h e as 17h na Madeira.

Os índices previstos para hoje, entre 6 e 9, aconselham a utilização de óculos de sol com protecção ultravioleta, chapéu, t-shirt e protector solar, sendo que nos locais onde os valores vão estar mais elevados se desaconselha a exposição ao sol pelas crianças.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Lusa

Governo quer diminuir listas de espera

O Ministério da Saúde quer reduzir o tempo médio de espera para uma cirurgia de seis para cinco meses até ao final deste ano, anunciou hoje a secretária de Estado Adjunta da Saúde

Carmen Pignatelli, em entrevista à Antena 1 referiu que conseguir uma redução de 20 mil pessoas na lista de espera para uma operação cirúrgica até ao fim do ano.

«A nova previsão para o final deste ano é a seguinte: ter cerca de 200 mil pessoas inscritas na lista e uma redução do tempo de espera para os cinco meses», afirmou.Actualmente há 220 mil pessoas a aguardar cirurgia em Portugal e o tempo médio de espera é de seis meses.

De acordo com dados oficiais divulgados em Março, 225.409 utentes encontravam-se em lista de espera em 2006, menos 6,6 por cento do em 2005.

Em 2006, o tempo médio de espera era de 6,9 meses, uma redução de 1,7 meses face a 2005.

Carmen Pignatelli anunciou ainda o «lançamento, no próximo ano, de um portal na Internet onde o utente pode saber em que lugar está na lista de espera e quando deverá ser operado», concluiu.

Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Antena1

AstraZeneca quer aumentar oferta de produtos através de aquisições

Desde que assumiu o cargo de conselheiro delegado da farmacêutica britânica AstraZeneca, em Janeiro de 2006, David Brennan já investiu mais de 12 mil milhões e euros em aquisições de empresas. O responsável garante que vai continuar a apostar nesta estratégia de forma a aumentar a oferta de produtos do laboratório. Para 2007, Brennan tem disponíveis 5.240 milhões de euros destinados aos novos investimentos.

Brennan e John Symonds, o director financeiro da empresa que se demitiu no dia 6 de Junho para se transferir para a Goldman Zachs, procederam à compra de quatro empresas para aceder a medicamentos experimentais. As investigações levadas a cabo pelo próprio laboratório não foram bem sucedidas nas últimas quatro fases de teste.

A AstraZeneca investiu mais de mil milhões de euros em patentes entre 2006 e o primeiro trimestre de 2007. Actualmente, os seus dois medicamentos com maior sucesso de comercialização enfrentam batalhas jurídicas relativamente à perda de protecção das patentes.

“Não estabelecemos quaisquer limites monetários aos nossos objectivos”, assegurou Brennan durante uma entrevista, acrescentando que a empresa está interessada em “abraçar” oportunidades que se encontrem na fase final de estudo nas várias áreas disponíveis. De acordo com o mesmo responsável, a farmacêutica pretende adquirir tratamentos para doenças do foro respiratório, cardiovascular, ao nível das inflamações, infecções e cancro.

Recorde-se que em Abril, a AstraZeneca comprou a norte-americana MedImmune (de biotecnologia), num negócio que ultrapassou os 11 mil milhões de euros, uma oferta 11 vezes superior às vendas da MedImmune. De saída para a instituição financeira no final do mês de Julho, onde ocupará o cargo de director executivo, Symonds assegurou que a compra da empresa de vacinas “foi sem qualquer dúvida o passo mais adequado” da AstraZeneca.

Alguns analistas prevêem que a saída de Symonds possa afectar os projectos de aquisição da farmacêutica. Após a compra da MedImmune, a agência internacional de notação financeira (rating) Fitch Ratings, reavaliou a qualificação de dívida da empresa. Desde então, as acções da farmacêutica caíram cerca de 11 por cento. Actualmente a AstraZeneca tem 165 compostos em desenvolvimento, mais 60 do que em 2006.

Marta Bilro

Fonte: Bloomberg, PM Farma, cincodias.com.

América unida a pedalar contra o HIV/ Sida

Terminou no passado dia 9 de Junho, a sexta edição da AIDS/LifeCycle, uma corrida anual de ciclismo, cujo objectivo é ajudar financeiramente organizações que prestem serviços na área do HIV/Sida.

Foram cerca de 2.300, os ciclistas que cortaram a meta em Los Angeles, depois de um percurso de quase 880 km, cuja partida aconteceu uma semana antes em São Francisco.

Com eles traziam 11 milhões de dólares, em donativos acumulados, que entregaram ao L.A. Gay & Lesbian Center e à San Francisco AID Foundation, duas das maiores organizações de prevenção e luta contra a Sida, dos Estados Unidos.

Esta foi a maior verba destinada à luta contra a Sida, alguma vez acumulada pela AIDS/LifeCycle, superando os 3 milhões de dólares acumulados na edição anterior.

Surpreendente foi também o número de participantes no encontro. Cerca de 2.300 ciclistas, com idades compreendidas entre os 18 e os 78 anos, provenientes de 43 estados norte-americanos e dez países, contaram com o apoio de 450 voluntários, ao longo de todo o percurso.

De acordo com Mark Cloutier , director executivo da San Francisco AID Foundation, “mais de um milhão de pessoas vive com o HIV nos Estados Unidos, e muitos outros milhares, são pessoalmente afectados. Os nossos participantes são um exemplo de empenho, coragem e apoio à comunidade, que nos leva a imaginar um futuro sem o HIV/Sida”.

Este ano, a AIDS/LifeCycle teve também o objectivo de apelar à educação e prevenção, convidando todos os participantes a efectuarem o teste do HIV.

É preciso ter a consciência de que a Sida continua a ser um problema, alerta Lori L. Jean, chefe do gabinete executivo do L.A. Gay & Lesbian Center. “Durante esta corrida, cerca de 700 americanos serão infectados com HIV” e muitos mais serão infectados, se os portadores do HIV positivo não fizerem o teste, nem tomarem precauções.

Desde a sua primeira edição, a AIDS/LifeCycle acumulou já cerca de 30 milhões de dólares, em donativos, cujo destino foi sempre o mesmo, ajudar no combate ao HIV/Sida.

Inês de Matos

Fontes: PR Newswire, AIDS/LifeCycle

Imunosupressor de uma só dose

Advagraf é o nome do imunosupressor fabricado pela farmacêutica Astellas. O químico é indicado para a prevenção da rejeição de órgãos transplantados. A União Europeia já licenciou a sua venda.

O fármaco, cujo princípio activo contém tacrolimus, tem uma fórmula de libertação prolongada o que possibilita que o doente o tome uma só vez durante o dia.

O fármaco permite uma maior aderência à medicação o que aumenta a sua eficácia e ajuda assim a combater um problema verificado recentemente pelos especialistas. «Vários estudos indicam que a não aderência à medicação converteu-se numa importante preocupação no tratamento de doentes transplantados», explica o médico Johannes van Hoff.

Advagraf é usado uma só vez durante o dia porque a sua fórmula de libertação prolongada o permite. Os medicamentos que existem actualmente no mercado exigem aos transplantados mais do que uma dose diária.

Este facto faz com que muitas vezes haja esquecimento de uma dose e assim os riscos de rejeição do órgão aumentam.

Sara Pelicano

Fontes: Pm Farma

Associação Cívica quer retirar símbolos religiosos dos hospitais

A Associação Cívica República e Laicidade solicitou a intervenção do Ministro da Saúde, Correia de Campos, de forma a acabar com a existência de símbolos religiosos, em estabelecimentos de saúde e hospitais.

A associação fez já chegar ao Ministério da Saúde, um documento por escrito, onde denuncia a quebra da laicidade destas instituições. “Estamos deveras preocupados com algumas situações de evidente abuso clerical católico, que ocorrem com unidades de prestação de cuidados integradas no Serviço Nacional de Saúde – hospitais e centros de saúde de construção recente – e cujos relatos nos chegam com frequência”, denuncia a associação.

No entanto, a reivindicação da associação vai além dos símbolos religiosos, criticando também o estatuto privilegiado de que ainda gozam os capelães hospitalares, no acesso às instalações de saúde, considerando que “há um desequilíbrio” e que esta é uma situação totalmente desadequada dos tempos modernos.

Para a igreja católica, esta é uma posição antiquada e pouco democrática. De acordo com Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa e porta-voz da Conferência Episcopal, “não pode haver a ditadura de uma minoria sobre a maioria”.

Portugal é um pais de tradição católica e na opinião do Bispo auxiliar de Lisboa, “a sociedade portuguesa não é laica, o Estado é que o é, mas o Estado deve também respeitar a sociedade”.

Inês de Matos

Fonte: Correio da Manhã

CE promove campanha para doenças musculo-esqueléticas

«Aliviar o fardo» é o nome da campanha da Comissão Europeia (CE). O objectivo é prevenir, reabilitar e reinserir as pessoas que sofrem de patologias musculo-esqueléticas. Mas também tem a missão de alertar para as normas de segurança e saúde no trabalho.

Segundo dados da CE, divulgados a semana passada em Bruxelas, 48% dos trabalhadores na União Europeia (EU) sofrem de problemas nas costas e de dores musculares, 62% estão expostos um quarto de tempo a movimentos repetitivos da mão e braços.

Os dados referentes aos 27 estados-membros revelam ainda que 46% dos profissionais estão sujeitos a posições cansativas e 35% carregam cargas pesadas.

A agricultura e a construção civil são os sectores que têm maior número de sofredores destas patologias. Os homens estão mais sujeitos aos distúrbios físicos profissionais do que as mulheres, embora também tenham posições dolorosas e cansativas.

A campanha foi anunciada na semana passada.

Sara Pelicano

Fontes:Saúde na Internet

domingo, 10 de junho de 2007

Cientistas apontam pesticidas como causa de cancro cerebral

A exposição frequente e continuada a pesticidas, pode conduzir ao desenvolvimento de cancro no cérebro. O alerta foi dado por um estudo publicado na revista britânica Occupational and Environmental Medicine.

De acordo com esta investigação, os agricultores têm o dobro de probabilidades de vir a desenvolver um tumor cerebral e mais do triplo de contrariarem glioma, um tipo de cancro que afecta o sistema nervoso central.

O estudo baseou-se na análise de 221 casos de tumores cerebrais, registados no Instituto Francês de Saúde Pública, Epidemiologia e Desenvolvimento, na região vinícola de Bordéus, França. Nesta região francesa, 80% dos pesticidas são do tipo fungicidas, usados para proteger as vinhas contra os fungos.

Apesar de os cientistas não terem conseguido definir o tipo de pesticida relacionado com o aparecimento de cancro no cérebro, acreditam que o facto de os homens serem mais atingidos por gliomas, se deve à sua maior exposição aos pesticidas.

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

Sapatilhas com rodas originam lesões ortopédicas

Um estudo divulgado pela pelo jornal “Pediatrics” refere que as sapatilhas com rodas constituem um perigo para os seus utilizadores. Ao analisar as taxas de lesões registadas num hospital norte-americano, durante um período de dez semanas, em crianças que utilizam as referidas sapatilhas, os investigadores anotaram 67 lesões ortopédicas, 49 das quais se referiam a fracturas nos pulsos.

Os dados da Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA (Consumer Product Safety Commission), indicam que as lesões relacionadas com o referido tipo de calçado originaram, durante o último ano, 1.600 deslocações aos serviços de urgência, uma estimativa muito inferior à que tinha sido anteriormente divulgada.

A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos aconselha a utilização e capacete, protectores para os pulsos, joelheiras e cotoveleiras aos utilizadores deste calçado da moda. As recomendações surgem na sequência da divulgação de relatórios médicos recentes, provenientes de diversas partes do globo, que dão conta de fracturas cranianas, pulsos, braços e tornozelos fracturados e cotovelos deslocados em crianças que utilizam as sapatilhas.

Face ao elevado registo de lesões, a empresa responsável pela comercialização do produto respondeu através de uma declaração que salienta a segurança dos sapatos proferida por Edward Heiden, presidente da Heiden Associates, uma consultora de segurança de produtos contratada pela Heelys para testar as sapatilhas.

De acordo com este responsável, o aumento do número de incidentes surge em consequência do aumento das vendas dos sapatos com rodas, uma vez que “a taxa de lesões não aumentou nos últimos 15 meses”, acrescentou.

Haiden diz ainda que os números confirmam as análises anteriores que “referem que a utilização de sapatos com rodas é 42 vezes mais segura do que o basquetebol, 29 vezes mais segura que andar de bicicleta, e 18 vezes mais segura que a prática de skate”.

Ainda assim, alguns especialistas na área da saúde temem que a utilização das sapatilhas, que têm a sola plana se a roda for removida, alteram a dinâmica do andar, o que poderá afectar o desenvolvimento físico das crianças.

Marta Bilro

Fonte: The Vancouver Sun, saukvalley.com, The Independent

Yoga no tratamento de dores na costa

Cientistas norte-americanos vão realizar testes para verificar a eficácia da prática de Yoga no tratamento de pessoas que sofrem de dores de costas de forma permanente e contínua.


«A Yoga oferece uma combinação entre exercício físico e o exercício mental que pode resultar numa terapia eficaz no tratamento da dor nas contas», explica o director da University of York Clinical trials Unit.

Uma equipa de investigadores, professores e Yoga e praticantes delinearam um curso de 12 semanas para fazer o ensaio.
Depois recrutaram 260 pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos que sofrem de dores lombares desce há 18 meses.

Metade destas pessoas vai continuar com o tratamento regular, a outra metade vai começar por fazer os exercícios básicos deste desporto com gradual aumento de dificuldade.

Ao fim de seis meses vão ser comparados resultados, e um ano depois novamente.


A Yoga é um desporto que desenvolve a flexibilidade e a massa muscular alongando e e fortalecendo a musculação. Após este teste pode verificar-se também a sua utilidade no tratamento (de baixo custo) de dores nas costas.

Sara Pelicano

Fontes: BBC

Indica um estudo da Universidade Johns Hopkins
100 milhões com Alzheimer em 2050


Mais de 26 milhões de pessoas em todo o mundo são actualmente afectadas pela doença de Alzheimer. Uma nova previsão indica que por volta do ano 2050 o número deverá aumentar quatro vezes, ascendendo aos 100 milhões. De acordo com o estudo elaborado por cientistas da Universidade Johns Hopkins, entre os 100 milhões de portadores da patologia, 40 por cento atingirão a fase terminal. Se os dados se confirmarem, dentro de 40 anos, uma em cada 85 pessoas será portadora de Alzheimer, avançam os investigadores.

Os resultados divulgados hoje (10 de Junho) durante uma conferência da Associação Alzheimer, em Washington, indicam ainda que o maior aumento do número de doentes deverá ocorrer no continente asiático, que passará a representar 59 por cento do total de casos diagnosticados, comparativamente aos actuais 48 por cento.

“O número de pessoas afectadas pela doença de Alzheimer está a crescer a um ritmo preocupante, e o aumento dos custos financeiros e pessoais terá efeitos devastadores na economia mundial, nos sistemas de cuidados de saúde e nas famílias”, alertou o vice-presidente para as relações médicas e científicas da instituição, William Thies.

Os responsáveis pelo estudo, financiado pela Elan Pharmaceuticals e pela Wyeth Pharmaceuticals, recorreram às previsões e dados das Nações Unidas sobre a prevalência da doença de Alzheimer na população mundial para criar um modelo de computador matemático multi-estatal. A equipa foi liderada por Ron Brookmeyer, um professor de bioestatísticas e presidente do mestrado do programa de saúde pública na Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade de Johns Hopkins, em Baltimore.

Os dados fornecidos pelo computador indicam também que atrasar a progressão da doença de Alzheimer no estado inicial por um ano poderia reduzir o número de casos previstos para 2050 em cerca de 12 milhões. Se o início e a progressão da doença fossem atrasados em dois anos, o número de casos poderia ser reduzido em 18 milhões. Grande parte dessa diminuição, cerca de 16 milhões de casos, envolveria os pacientes em fase terminal que requerem cuidados mais permanentes.

“Está a aproximar-se uma epidemia global de Alzheimer, no entanto, mesmo os mais modestos avanços na prevenção da doença ou no atraso da sua progressão podem provocar um impacto enorme na saúde pública global”, sublinhou Brookmeyer.

ALZHEIMER E A REALIDADE PORTUGUESA. A doença de Alzheimer conduz a uma deterioração mental progressiva, afectando regiões do cérebro, que alteram, mais frequentemente, o comportamento físico, mental e a linguagem conduzindo à demência. A doença tem consequências dramáticas para o paciente, a família e a sociedade devido aos elevados custos financeiros exigidos pelo tratamento.

Segundo um relatório da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFADA) e da Apifarma (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica), apesar de esta ser uma doença incurável, progressiva e irreversível, “nem sempre merece ser reconhecida com o estatuto de doença crónica”. Os medicamentos específicos, “porque não curam”, situam-se no último escalão de comparticipação, “sujeitos à obrigatoriedade de prescrição exclusiva dos especialistas, com discriminação não só dos doentes mas também dos próprios médicos”, salientam os responsáveis da APFADA. Segundo a Associação para o Desenvolvimento de Novas Iniciativas Para a Vida (ADVITA), uma projecção para o ano 2010, refere que haverá em Portugal cerca de 75 mil doentes de Alzheimer.

Marta Bilro

Fonte: Bloomberg, Canada.com, Forbes, www.alzheimerportugal.com, APIFARMA, Associação para o Desenvolvimento de Novas Iniciativas Para a Vida.

Campanha europeia de prevenção de Doenças Musculo-Esqueléticas

A comissão Europeia apresentou, a semana passada, uma campanha de prevenção de doenças musculo-esqueléticas denominada de "Aliviar o fardo". Milhares de trabalhadores na União Europeia (UE) são afectados por este problema de saúde e esta campanha destina-se, não só à prevenção, mas também, à reabilitação e reinserção dos trabalhadores que sofrem destas patologias. A campanha visa alertar para o respeito pelas normas de saúde e segurança no trabalho e pelas medidas de prevenção apropriadas.

Segundo dados da União Europeia, 25% dos trabalhadores sofrem de problemas nas costas e 23% queixam-se de dores musculares. Os mesmo dados avançam que 62% dos trabalhadores dos 27 estados-membros estão expostos um quarto do tempo a movimentos repetitivos da mão ou do braço, 46% a posições cansativas e 35% carregam ou movem cargas pesadas.

Em todos os sectores laborais existem trabalhadores que sofrem desta doença, contudo, os índices mais elevados registaram-se na agricultura e na construção. Na generalidade, as mulheres estão menos expostas que os homens a factores físicos de risco, no entanto, estão igualmente expostas a trabalhos que envolvem movimentos repetitivos das mãos e braços e a posições dolorosas ou cansativas.

As doenças músculo-esqueléticas são a principal causa das dores crónicas e da incapacidade física e ocupam o primeiro lugar das patologias profissionais em Portugal, tendo também vindo a aumentar, devido às novas formas de trabalho, com novos gestos técnicos.

Paulo Frutuoso
Fontes: MNI- Médicos Na Internet, Manualmerck, Diário Digital

Prótese inovadora para o ombro é apresentada dia 16 de Junho no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã.

O Centro Hospitalar da Cova da Beira, EPE (CHCB) apresenta dia 16 de Junho, no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã, um Sistema Modular para o Ombro.

Esta iniciativa do Centro Hospitalar Cova da Beira, com a empresa Lima Implantes, proporcionará a todos os profissionais desta especialidade, a visualização de duas cirurgias em directo do bloco operatório, ao Ombro Degenerativo e ao Ombro Inverso, que poderão ser vistas no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã.
O evento conta ainda com uma conferência em que participam dois especialistas de renome internacional.
Paula Helena, Ortopedista do CHCB será a organizadora desta apresentação.


Liliana Duarte

Fonte: Centro Hospitalar da Cova da Beira, EPE
Portal da Saúde

1ºColóquio Regional sobre Tabagismo

Realiza-se no dia 19 de Junho, no Centro Hospitalar de Coimbra, o 1º Colóquio Regional sobre Tabagismo.

Entre os objectivos de motivar os profissionais de saúde na prevenção do tabagismo, pretende-se sensibilizar e adquirir conhecimentos sobre a neurobiologia da nicotina.

As inscrições são gratuitas mas limitadas à capacidade do auditório.
Para se inscrever e adquirir mais informações consulte o sitio http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/eventos/coloquio+tabaco.htm

Liliana Duarte

Fonte: Portal da Saúde
À venda em farmácias e espaços de saúde
Programa de emagrecimento adaptado à idade da mulher

Já está disponível no mercado o primeiro programa de emagrecimento que tem em conta as alterações físicas e metabólicas sofridas pelo organismo da mulher com o passar dos anos, e que são particularmente significativas na menopausa e na fase que a precede, a partir dos 40 anos.

O Ymea Silhouette, comercializado pela Chefaro Portuguesa, é um medicamento especialmente concebido para resolver de uma forma eficaz e natural os problemas de alteração de peso e de formas do corpo feminino que estão associados à idade, proporcionando alívio face aos respectivos sintomas. A empresa esclarece que, na menopausa e na fase que a antecede, sensivelmente a partir dos 40 anos, ocorrem variações hormonais no corpo da mulher, que provocam importantes alterações fisiológicas, como acessos de calor, suores nocturnos, irritabilidade e problemas de sono, acompanhadas do alargamento das formas do corpo (inchaços incómodos do ventre e das ancas, sensação de fome regular e aumento de peso frequente e mais difícil de resolver).
Porque conhece o corpo da mulher e as manifestações da idade na sua estrutura, o novo produto foi desenvolvido segundo uma fórmula inovadora à base de nutrientes e extractos vegetais, que responde à especificidade do organismo feminino em fase de mudança, controlando a retenção de líquidos, eliminando gorduras e regulando o apetite. Ymea Silhouette responde ainda às implicações fisiológicas do processo de amadurecimento da mulher, reduzindo os afrontamentos, a irritabilidade e os distúrbios do sono, e regularizando os ciclos menstruais irregulares habituais nas fases da menopausa e do climatério. A ingestão de uma cápsula branca de manhã e de uma cápsula azul à noite, com um copo de água e uma refeição, garante uma eficácia reforçada da fórmula pela acção cronobiológica do produto, que fornece os ingredientes adequados nas horas certas.

Carla Teixeira
Fonte: Chefaro Portuguesa

Café pode reduzir risco de cancro de mama

Segundo uma pesquisa, as mulheres que consomem entre 2 a 3 cafés por dia reduzem em 10% o risco de desenvolver cancro de mama. A percentagem aumenta para 69%,quando se consome entre 4 a 5 cafés por dia.

A informação é de um estudo realizado por uma equipe canadense, publicado na edição de Janeiro do International Journal of câncer.

A pesquisa baseou-se em mulheres que apresentam mutações dos genes BRCA1 e BRCA2, que implicam um risco de até 80% de desenvolver este tipo de cancro.

Os resultados foram positivos e referem-se principalmente às mulheres com o gene BRCA1.
O estudo foi feito com 1.690 mulheres, no Canadá, Estados Unidos, Israel e Polônia.


Liliana Duarte


Fonte: AFP

Brystol-Myers Squibb em negociações para testar Sprycel no tratamento de Leucemia Mielóide Crónica

A farmacêutica Bristol-Myers Squibb (BMS) está em negociações com as autoridades sanitárias dos Estados Unidos da América e da Europa para que possa dar início aos ensaios globais a longo prazo de forma a avaliar o potencial do desatinib, comercializado pelo laboratório com o nome “Sprycel”, e a sua utilização no tratamento da Leucemia Mielóide Crónica (LMC) em pacientes em fase crónica.

A declaração surge na recente apresentação durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e foi reafirmada na abertura do XII Congresso da Associação Europeia de Hematologia, que hoje (10 de Junho) termina em Viena. Os resultados dão conta de um ensaio independente em Fase II elaborado por investigadores do “M. D. Anderson Cancer Center”, explicou Francisco Cervantes, médico consultor sénior do Hospital Clinic de Barcelona.

O estudo, que envolveu 33 pacientes, 29 dos quais mostraram evolução, foi descrito por este especialista como “encorajador”. A investigação demonstra que o Sprycel pode desempenhar um papel importante como terapia de primeira linha no tratamento de LMC. Um ano após o início do tratamento foram observadas alterações citogenéticas completas rápidas em 95 dos pacientes com LMC em fase crónica que não tinham recebido qualquer tratamento prévio com a dose diária de 100mg de desatinib.

De acordo com declarações prestadas à Europa Press por fontes da empresa, o novo estudo aleatório que irá avaliar o potencial do desatinib enquanto tratamento de primeira linha contará com a participação de mais de quinhentos pacientes provenientes de vários hospitais mundiais.

Francisco Cervantes mostrou-se confiante no potencial do próximo estudo que vai ser realizado pelo laboratório. A LMC é a doença “que mais tem progredido nos últimos 20 anos”, afirmou o responsável, acrescentando que, no futuro, “a cura passará pela combinação de fármacos”.

A Leucemia Mielóide Crónica resulta de uma lesão adquirida (não hereditária) no DNA de uma célula tronco da medula óssea, nesta condição há uma sobreprodução de células mielóides de aparência madura mas defectivas, ao ponto de quase não restarem células normais. Na maioria dos casos, a doença surge associada a uma anormalidade cromossómica, denominada cromossoma Filadélfia, que contém um gene responsável pela produção de uma enzima que se acredita ser a causa da doença. A LMC corresponde a cerca de 20 a 30 por cento das leucemias do adulto, afectando maioritariamente as pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 60 anos. É uma doença que requer um tratamento longo e complicado, envolvendo, muitas vezes o transplante de medula óssea e tratamentos de quimioterapia.

De acordo com o portal Ciência Viva, não há dados estatísticos sobre a incidência da leucemia em Portugal nem se sabe, ao certo, quantos são os dadores voluntários de medula.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, Portal do Cidadão com Deficiência, cienciaviva.pt, Europa Press, fuerteventuradigital.com, interbusca.com


Esponjas com poderes curativos



Duas biólogas do Museu de Ciências Naturais do Rio Grande do Sul, Brasil, estudam desde 1998, o poder das esponjas para curar doenças.
Para tal procuraram na costa do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e encontraram mais de 60 espécies de esponjas.
As esponjas, para se defenderem dos seus predadores ”cospem” substâncias químicas que os afastam. Essas substâncias são hoje o alvo dos pesquisadores.
Sabe-se agora que possuem substâncias antioxidantes, aptos para alterar a produção de radicais livres, as moléculas que provocam o envelhecimento, podendo causar doenças como cancro, doença de Alzheimer e Parkinson.


Liliana Duarte

Fonte: Programa do Jornalismo Ambiental
Site Portal Farmácia On-Line; Foto de J.P.Cauduro Filho retirada do site



Espanha retirou lote da vacina para a febre-amarela

O Ministério da Saúde de Espanha considera que uma reacção adversa previsível poderá explicar o facto de quatro pessoas terem desenvolvido reacções adversas à vacina da febre-amarela nas Canárias, mas ordenou a suspensão de todo o lote do fármaco enquanto está a ser investigada a causa do problema.

O director-geral de Saúde, Manuel Oñorbe, informou que “em todo o caso, estamos a proceder à imunização com outro lote, e não vamos administrar nenhuma vacina do lote suspeito até termos resultados definitivos sobre o que se passou”, embora, asseverou, “pareça tratar-se de um caso pontual” de efeitos secundários da vacina, devidamente previsto e totalmente inofensivo. O governante afirmou que há apenas uma pessoa internada em Tenerife, enquanto outras três terão sofrido transtornos menores, como mal-estar, dores de cabeça e febres ligeiras, sintomas que, para os serviços do ministério, “parecem ser normais”.
Dados do laboratório de referência do governo espanhol em Majadahonda (Madrid) atestam que, da análise ao paciente hospitalizado, reforça a convicção de que se trata de “um caso pontual” de uma reacção adversa, e que dentro de uma semana será possível ter a certeza de que o paciente não foi afectado por qualquer doença grave. “Em princípio trata-se de um problema que está devidamente contemplado na ficha técnica da vacina, que às vezes resulta numa reacção adversa, e que não produz os mesmos efeitos em todas as pessoas”, frisou o director-geral de saúde do país vizinho. Um caso semelhante ocorrido em Huelva, em 2004, terminou na morte de uma jovem de 26 anos.

Carla Teixeira
Fonte: El Mundo
Cientistas desvendam resistência aos fármacos
Segredo da malária quase descoberto


Investigadores do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, acreditam estar perto de desvendar o segredo da resistência que o agente causador da malária vem desenvolvendo, ao longo das três últimas décadas, aos sucessivos tratamentos.

Os cientistas criaram artificialmente um gene protozoário que parece contribuir para o desenvolvimento daquela resistência no âmbito de uma experiência laboratorial que durou dois anos, que terá culminado na criação do maior gene sintético alguma vez construído, podendo assim estudar mais facilmente a proteína que ele produz em largas quantidades. De acordo com os resultados da investigação, publicada na revista científica «Biochemistry», através da adição do gene recriado e da proteína, conseguiram aceder a todo o material biomolecular necessário para entender como é que o parasita responsável pela malária (plasmodium falciparum) logrou tornar-se resistente à maioria dos medicamentos concebidos para o destruir.
Entretanto, os investigadores descreveram dois outros genes conhecidos pelo facto de conferirem resistência: “Agora temos estes genes, que podem ajudar a entender a base molecular da resistência aos medicamentos contra a malária, possibilitando o esclarecimento sobre como deverão ser desenvolvidos os novos fármacos para o combate àquela doença, de maneira a exterminar realmente o parasita”, disse Paul Roepe, docente e investigador da secção de Bioquímica e Biologia Molecular e Celular do departamento de Química da universidade.
A malária é a doença parasitária mais importante do mundo, estimando-se em 300 a 500 milhões o número de novos casos diagnosticados anualmente e em cerca de dois milhões o número de mortos por ano (um milhão corresponde a crianças com menos de cinco anos de idade). É actualmente a sétima causa de morte no mundo e, sendo endémica em 91 países, apresenta uma taxa de prevalência comparável à da sida. Em Portugal não há hoje registo da existência da malária, que representou um importante problema de saúde pública até meados do século passado. O último caso autóctone da doença, que é transmitida pela picada das fêmeas do mosquito Anopheles, remonta a 1962.

Carla Teixeira
Fontes: Bio.com, Centro Médico da Universidade de Georgetown, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Eurosurveillance e Wikipédia.
Jornal acusado de prestar “mau serviço” aos doentes
Amgen desmente notícia do «The New York Times»


Uma notícia de primeira página e um editorial, publicados em edições diferentes do jornal «The New York Times» no passado mês de Maio, suscitaram um desmentido da farmacêutica Amgen, com sede na Califórnia, que acusa aquele diário de ter prestado um mau serviço às pessoas que sofrem de anemia e aos profissionais que tratam desses doentes.

Em causa está, segundo a Amgen, a publicação daqueles conteúdos, nas edições de 9 e 14 de Maio, em que se afirmava que os descontos e o sistema de reembolso aplicado aos medicamentos contra a anemia levaria os médicos e os farmacêuticos a prescrevê-los em quantidade abusiva e desnecessária. De acordo com a Amgen, a notícia difunde ideias erradas e perniciosas acerca do sistema de administração daqueles fármacos, induzindo os leitores a acreditar que o sistema de saúde estará a ganhar dinheiro às custas dos doentes anémicos.
A Amgen explica que o sistema é legal, estando a ser aplicado a largas dezenas de medicamentos, produzidos por diversas empresas do sector farmacêutico, e reitera a ideia de que o «The New York Times» não procurou aferir a verdade, limitando-se antes a lançar o anátema da corrupção sobre os médicos e os laboratórios. Porque o sistema de “compra e cobrança” em vigor consiste na compra, pelos prestadores de cuidados de saúde, de medicamentos complexos, como o Anaresp® da Amgen, aos fornecedores, e pela sua cobrança à Medicare e às companhias de seguros só no momento em que aqueles produtos são administrados.
Por este motivo, a multinacional assegura que, ao contrário do que refere a notícia, as clínicas e os hospitais podem até perder dinheiro, e frisa que, mesmo nos casos em que consigam comprar os medicamentos a um preço inferior ao do retorno das seguradoras, esse lucro pode ser usado no pagamento do pessoal e em despesas correntes dos serviços, ou mesmo no apoio a doentes que não tenham cobertura do seguro, não constituindo em si um acto de corrupção.
A Amgen assegura que o sistema não penaliza os doentes, e diz mesmo que mais perniciosos terão sido os efeitos da notícia e do editorial publicados, que poderão ter disseminado a ideia de que os medicamentos indicados para o tratamento da anemia estão a ser prescritos em doses excessivas nos Estados Unidos.

Carla Teixeira
Fonte: Amgen
Eleições na Ordem dos Farmacêuticos
Boletins de voto já foram enviados


Os boletins de voto que permitem aos farmacêuticos portugueses a participação no acto eleitoral do próximo dia 21, que definirá o nome da primeira bastonária da OF – Filomena Cabeça e Irene Silveira estão na corrida por um lugar que nunca antes foi ocupado por uma mulher –, e que exercerá funções durante o triénio 2007-2010, foram ao longo desta semana remetidos aos profissionais, que poderão optar pelo voto por correspondência.

No próximo dia 21, os farmacêuticos são chamados a pronunciar-se sobre o futuro do organismo que os representa, podendo exercer o seu direito cívico nas secções e delegações regionais da Ordem, de forma presencial, ou fazendo chegar, através dos CTT, os boletins de voto devidamente preenchidos. A votação para os Colégios de Especialidade pode também ser feita, presencialmente ou por correspondência, no mesmo dia, na sede nacional, em Lisboa.
Filomena Cabeça, que lidera a lista A, foi a primeira candidata a assumir esse estatuto, em Maio, e defende o lema da “inovação na continuidade”, partilhando os mesmos ideais de gestão da Ordem dos Farmacêuticos que têm sido preconizados pelo actual bastonário, Aranda da Silva, e integrando na sua lista algumas figuras da actual direcção. Vincando o facto de fazer parte da estrutura, com a qual tem partilhado “alguns projectos” desde há 12 anos, dos quais garante não se demitir, admite no entanto estar aberta ao contributo de “todos os que queiram melhorar os procedimentos” de Farmácia em Portugal.
Pela lista B, Irene Silveira, catedrática da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, apela ao “voto na mudança”, assumindo como principal reivindicação da sua candidatura a reformulação do actual sistema de renovação da carteira profissional, de modo a permitir a “valorização da experiência diária integrada no acto farmacêutico”. Afirmando que os princípios e a forma de obtenção de créditos têm sido adulterados, “favorecendo negócios e criando entraves a uma verdadeira política de formação”, recorda que todos os farmacêuticos são licenciados por universidades acreditadas pela OF, “não sendo sério nem credível” impedir que os profissionais competentes possam desempenhar as suas funções por não terem pago uma das sessões de formação”.

Carla Teixeira
Fontes: Lusa, Diário de Notícias, sites das candidaturas

Farmacêuticos debatem prescrição de fármacos

A Real Sociedade Farmacêutica da Grã-Bretanha (Royal Pharmaceutical Society of Great Britain) promove amanhã, dia 11 de Junho, uma jornada de reflexão sobre a experiência corrente dos farmacêuticos britânicos na prescrição de medicamentos.

O encontro – sob a designação «Pharmacists as prescribers: the UK experience» – está agendado para o Sheraton Hotel de Amesterdão, na Holanda, e visa debater as razões pelas quais os profissionais de Farmácia do Reino Unido foram levados a tomar este passo, substituindo-se tantas vezes aos médicos no aconselhamento e na indicação terapêutica a seguir pelos pacientes, providenciando aquilo que a organização deste evento define como “uma resposta ao desafio de oferecer um novo e importante serviço aos doentes e aos colegas da Medicina”.
Os participantes e os vários oradores convidados, em representação de numerosos serviços de saúde da Grã-Bretanha, pretendem reflectir sobre a forma como o sector se organizou e trabalhou para levar em frente a “agenda da prescrição” no país, tendo em conta que também as enfermeiras que exercem funções no Reino Unido conquistaram já o direito de prescrever fármacos aos seus doentes.

Carla Teixeira
Fonte: Royal Pharmaceutical Society of Great Britain

Nova unidade privada de saúde abre brevemente no Norte do país

Instituto Médico de Diagnóstico e Tratamento do Norte em Matosinhos

Com o intuito de revolucionar parte da oferta de saúde no Norte do país, o Instituto de Diagnóstico e Tratamento CUF Campos Costa abre portas em finais do próximo mês e vai oferecer, pela primeira vez no país, um espaço privilegiado para todos os meios complementares de diagnóstico, consultas diferenciadas, cirurgias em ambulatório e tratamentos complexos, como os oncológicos. O centro fica situado perto da estação de metro de Sete Bicas, na Senhora da Hora, em Matosinhos.

A nova unidade de Saúde terá 14 mil metros quadrados de área clínica, com diversas especialidades, equipas médicas apetrechadas com a mais alta tecnologia nas áreas da imagem, oncologia integrada, patologia clínica, medicina nuclear, insuficiência renal, cardiovascular, medicina dentária, gastrenterologia, pneumologia, oftalmologia e reabilitação, para além de uma completa e bem equipada área de cirurgia ambulatória.

O futuro Instituto está preparado para receber mil doentes por dia, oferecendo serviços de topo nas áreas de oncologia, cardiologia e neurociências. Contará ainda com uma unidade de fisioterapia, uma clínica para “consultas rápidas” de pediatria, hemodiálise e uma área de "medicina do conforto". Um conceito inovador que engloba medicina dentária, dermatologia, oftalmologia, cirurgia vascular, cirurgia estética e nutrição. N área da cirurgia em ambulatório, o projecto pretende estar aberto a diversos médicos, convidando cirurgiões externos para operar no Instituto.

A colaboração com o Estado está garantida no que se refere a meios complementares de diagnóstico e nos tratamentos de hemodiálise, o mesmo não acontece com a oncologia. Este pode revelar-se como o maior desafio do novo Instituto. O que este propõe é que o Estado comparticipe os tratamentos e o Instituto faculta o espaço, de modo a proporcionar um maior conforto aos pacientes.

Isabel Marques

Fontes: Jornal de Notícias e www.josedemelo.pt

Cerveja reduz colesterol

Um estudo feito pela Sociedade Espanhola de Dieta e Ciências da Alimentação (Sedca) e pela Universidade de Valência, comprovou que a cerveja pode trazer benefícios para a saúde.
O estudo foi realizado em 50 freiras, de três conventos espanhóis, com idades compreendidas entre os 68 anos, que foram submetidas, durante 45 dias, ao consumo de meio litro de cerveja sem álcool.
Depois de a beberem, comprovou-se que o colesterol baixou na ordem dos 6% a 8%, devido a uma substância chamada lúpulo, que funciona como antioxidante.
Estudos anteriores comprovam que na Antiguidade, o lúpulo era utilizado pela medicina tradicional no tratamento de diversas doenças por possuir agentes anti bacterianas e anti inflamatórias, além de propriedades sedativas e diuréticas.
A cerveja pode diminuir o risco de problemas cardiovasculares e reduzir o colesterol. Jesus Román Martínez, um dos responsáveis pelo estudo afirma que “ o consumo de cerveja sem álcool pode contribuir para a redução de patologias associadas à idade e, portanto, promover um envelhecimento mais saudável".


Liliana Duarte

Fonte: BBC Brasil

Pertuzumab apresenta resultados promissores no tratamento do cancro da mama

Pertuzumab, um medicamento da Roche ainda em fase de investigação, mostra resultados promissores no combate ao cancro da mama avançado, quando combinado com Herceptin. Os resultados iniciais dos testes ao pertuzumab, um inibidor de dimerização de HER, mostram uma substancial actividade anti-tumor quando combinado com Herceptin, em pacientes pré-tratados com cancro da mama HER2 positivo. O estudo mostrou que um em cada cinco pacientes responderam ao tratamento com pertuzumab e um em cinco também apresentaram uma estabilização da doença durante seis meses ou mais. Os resultados são particularmente promissores, uma vez que os benefícios foram observados em pacientes em fase avançada de cancro, cujas opções para tratamento posterior são limitadas.

Segundo um dos principais investigadores, Dr. José Baselga do Hospital Universitário Vall d'Hebron em Barcelona, estas são potencialmente boas notícias para pacientes cujo cancro de mama HER2 positivo não está a responder aos tratamentos actuais. A fase II do estudo, apresentado no Congresso Anual da Sociedade Americana De Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago, investigou a combinação de dois agentes da Roche que atingem a proteína HER2, o pertuzumab e o Herceptin, em pacientes com cancro da mama metastizado com HER2 positivo, cuja doença tinha progredido durante o tratamento com Herceptin e quimioterapia.

O pertuzumab é o primeiro de uma nova e inovadora classe de agentes direccionados conhecidos como inibidores de dimerização de HER (HER dimerization inhibitors - HDIs). O fármaco inibe o emparelhar ou dimerização da proteína HER2 com outros receptores da família HER (HER1, HER2, HER3 e HER4). Crê-se que esta interacção tem um papel importante no crescimento e formação de vários tipos de cancro diferentes. O pertuzumab aumenta a actividade do Herceptin devido aos seus distintos modos de acção. Os resultados positivos deste estudo permitiram progredir para a fase III do desenvolvimento do pertuzumab no tratamento do cancro da mama.

Para além da avaliação do pertuzumab no tratamento do cancro da mama, a Roche e a Genentech estão a avaliar a sua utilização no cancro dos ovários em combinação com outras terapias.

O cancro da mama e o HER2

O cancro de mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres do todo mundo. Todos os anos mais de um milhão de novos casos de cancro da mama são diagnosticados em todo o mundo e cerca de 400 000 pessoas irão morrer anualmente desta doença. No cancro da mama com HER2 positivo, são encontradas quantidades aumentadas de proteínas HER2 na superfície das células cancerígenas. Níveis elevados de HER2 são encontrados em formas particularmente agressivas da doença que responde deficientemente à quimioterapia. Pesquisas demonstram que aproximadamente 20 a 30 por cento das mulheres com cancro da mama são HER2 positivo.

Isabel Marques

Fontes: First Word, Pharmalive.com, Roche.pt

Farmacêuticas condicionam ensaios de medicamentos

Os resultados dos ensaios sobre medicamentos dependem, em grande parte, da farmacêutica que os subsidia, revela uma análise elaborada por um grupo de investigadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF). Os dados desta investigação foram divulgados nas edições mais recentes da PLoS Medicine.

Os cientistas examinaram 192 resultados de ensaios de fármacos publicados e elaborados entre 1999 e 2005 que comparavam um medicamento inibidor da enzima HMG CoA reductase capaz de reduzir o colesterol com outro semelhante, ou com um placebo. Ao examinarem os resultados constataram que se estes favorecessem o medicamento em teste, o ensaio tinha uma probabilidade vinte vezes superior de ser subsidiado pelo produtor da enzima HMG CoA reductase do que pela empresa produtora do fármaco semelhante. Os dados apresentados pelos investigadores mostram ainda que caso as conclusões do ensaio confirmassem a fiabilidade do medicamento em teste, as probabilidades do ensaio ser patrocinado pelo produtor do fármaco aumentam para 35 relativamente ao laboratório produtor da substância semelhante. É possível afirmar, por isso, que as empresas implicadas nos estudos sentem-se mais disponíveis para financiar os ensaios apenas quando estes as favorecem.

“Há muitas pessoas preocupadas com o crescente número de ensaios farmacológicos realizados pelos produtores de medicamentos”, salientou o autor do estudo Lisa Bero, professor de farmácia clínica e estudos de política da saúde na UCSF. Os resultados desses ensaios têm influência nos medicamentos que serão abrangidos pelos planos de saúde e nos tratamentos prescritos pelos médicos, nesse sentido, “se os resultados dos ensaios aos fármacos são condicionados pelos seus patrocinadores, não sabemos realmente qual é o mais eficaz”, advertiu.

Há, no entanto, um conjunto de factores que, de acordo com estes cientistas, poderão explicar porque é que os resultados favoreceram os financiadores dos medicamentos, entre os quais o facto dos patrocinadores dos ensaios optarem por não divulgar resultados que sejam desfavoráveis aos seus produtos. Pode também acontecer que as farmacêuticas seleccionem especificamente a atribuição de fundos aos ensaios com mais probabilidades de produzir resultados significativos.

Para além disso, acrescentou Lisa Bero, “a falta de medidas sobre os reais resultados clínicos neste mundo competitivo das comparações de medicamentos é decepcionante, uma vez que os estudos não nos fornecem a melhor informação necessária para escolhermos um inibidor da enzima HMG CoA reductase em detrimento de outros”.

O vice-presidente da “Pharmaceutical Research and Manufacturers of America”, entidade que congrega as indústrias farmacêuticas de pesquisa dos Estados Unidos, Ken Johnson, afirmou que “o novo estudo negligencia o papel crucial da ‘Food and Drug Administration’ (FDA) na revisão e aprovação de descobertas baseadas nos resultados de ensaios clínicos. A nossa indústria está dependente de ensaios clínicos bem estruturados que serão aprovados pela FDA”.

Marta Bilro

Fonte: Pharma Times