domingo, 3 de junho de 2007

Herceptin traz nova esperança no combate ao cancro da mama

Um novo estudo apresentado hoje, no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, vem trazer novas esperanças no combate ao cancro da mama.
O estudo, NeOAdjuvant Herceptin (NOAH), demonstra que a combinação do Herceptin - um anticorpo humanizado, desenhado para bloquear o desenvolvimento do HER2, uma proteína produzida por um gene especifico, com potencial cancerígeno - com a quimioterapia, antes da cirurgia, pode aumentar de forma significativa a resposta ao tratamento.
Os resultados mostram que se verifica uma contracção do tumor, podendo mesmo provocar o seu desaparecimento. A combinação do Herceptin, com as sessões de quimioterapia, antes da cirurgia, foi testada em pacientes com cancro da mama HER2 positivo avançado, uma das variantes mais graves, que se caracteriza pelo rápido crescimento do tumor e pelo elevado número da recaídas.
O estudo demonstrou que em 43% dos casos, em que foi utilizada a combinação do Herceptin com a quimioterapia, o tumor foi completamente erradicado, quase duas vezes mais do que nos pacientes que apenas foram submetidos a sessões de quimioterapia (23%).
Os resultados deste estudo são prometedores, uma vez que traduzem mais uma esperança no combate ao cancro da mama, que aliada à cirurgia, pode aumentar a taxa de sobrevivência desta doença.
Segundo o professor L. Gianni, director de Oncologia Médica, Fondazione IRCCS Istituto Nazionale Tumori, em Milão, “o cancro da mama HER2 positivo, continua a ser um diagnóstico extremamente grave, uma vez que um elevado número de doentes regista recaídas e progressão da doença”. Para L. Gianni, a combinação do Herceptin com a quimioterapia pode trazer grandes benefícios para os doentes.
Jean-Jacques Garaud, responsável pelo desenvolvimento global de fármacos, na Roche, garante que “estes resultados prometedores, vêm juntar-se ao substancial número de evidências que indicam o Herceptin como a base para o tratamento do cancro da mama HER2 positivo”.
Garaud, relembra também que, além dos benefícios do Herceptin no combate ao HER2 positivo e na cura do cancro de mama em fase inicial, ele é também determinante na diminuição da amplitude da cirurgia a que os doentes têm que ser sujeitos.
O cancro da mama é o cancro mais frequente nas mulheres em todo mundo, sendo anualmente detectados cerca de um milhão de novos casos. O HER2 positivo atinge cerca de 20 a 30% das mulheres com cancro da mama. Todos os anos, o cancro da mama tira a vida a cerca de 400.000 mil doentes.

Inês de Matos

Fonte: PR Newswire

CE aposta na luta contra o cancro

A Comissão Europeia (CE) disponibilizou 2,9 milhões de euros para apoiar o projecto COBRED (Colon and Breast Cancer Diagnostics), que pretende identificar biomarcas para o cancro da mama e do cólon de forma a monitorizar a sua evolução no paciente.

Coordenado pela BioSystems International, o objectivo do projecto passa por tentar identificar possíveis biomarcas para o período de pós-diagnóstico, de forma a avaliar o potencial da detecção precoce de cancro e fornecer novas pistas sobre aspectos desconhecidos da doença.

Este “projecto sem precedentes”, como o descreveu o seu coordenador, Laszlo Takacs, “irá permitir descobrir novas formas de diagnóstico contra o cancro”. Os especialistas envolvidos na iniciativa acreditam que a gestão e diagnóstico do cancro podem sofrer progressos significativos que se traduzem em melhores tratamentos e custos mais reduzidos.

Marta Bilro

Fonte: iGov, cobred.com

Coimbra: VI Congresso Português de Psico-Oncologia

O Hotel D. Luís em Coimbra vai receber o VI Congresso Português de Psico-Oncologia nos dias 15 e 16 de Junho, subordinado ao tema “Resposta Psicológica, Intervenção Psicossocial e Sobrevida em Oncologia”. Encabeçando o painel de oradores o congresso conta com a presença da Dra. Maggie Watson.

Psicóloga e investigadora no Royal Marsden Hospital de Londres, a Dra. Watson irá inaugurar o evento com a problemática "Does Psychological Response Affects Survival; Evidence and Mechanisms?". A mesma irá orientar também o IX Curso Intensivo de Psico-Oncologia, nos dias 13 e 14, sobre "Problem Focused Interactive Therapy: Therapy in Action".

Outros destaques do congresso focam a presença de João Oliveira, no dia 15 às três da tarde, com o tema: "O FUTURO DA ONCOLOGIA: O TRATAMENTO DO CANCRO EM 2015" e a médica Isabel Neto que inaugura o painel de sábado, dia 16, às 9h30 focando "A ESPIRITUALIDADE NO FIM DA VIDA: QUE REFLEXOS?”.

O evento termina às 15 horas de sábado com um encontro dos Grupos de Psico-Oncologia que integra organismos como o IPO de Lisboa e Coimbra, o Hospital de São João, o Centro Saúde Odivelas e o Hospital de Portimão.

Susana Teodoro

Fonte: Academia Portuguesa de Psico-Oncologia

Corrida da mulher: etíopes mostram que também podem vencer a “corrida” contra o cancro

As atletas etíopes Yimer Wude Ayalew e Belayneh Fidaku terminaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente, a 2ª Corrida da Mulher, hoje na zona ribeirinha de Lisboa. A corrida tinha como objectivo angariar fundos para a compra de aparelhos de rastreio do cancro da mama. As doações totalizaram cerca de 130.000 euros, mais dez mil do que na primeira edição desta prova. O número de participantes aumentou demarcadamente: de cinco mil mulheres na primeira corrida para as dez mil de 2007.

A corrida ocorreu hoje de manhã e o percurso iniciou-se nas docas de Alcântara e terminou na Torre de Belém. A queniana Alice Timbilili ocupou a terceira posição e a melhor portuguesa em prova foi Inês Monteiro que conseguiu o sexto lugar. Para as participantes menos conhecidas e menos desportistas houve a atribuição de prémios especiais para grupos de três amigas, para mães e filhas e para avós e netas.

Susana Teodoro

Fonte: Sapo/Lusa e Record

Cannabis mais prejudicial do que o tabaco

Um estudo britânico alerta: quatro cigarros de cannabis equivalem a 20 de tabaco normal.

Os números foram revelados em 2002 num relatório do Instituto Pulmonar Britânico. Fumar marijuana mata mais depressa e deixa muitas vezes sequelas irreversíveis. Agora o especialista em problemas respiratórios, Onn Min Kon, confirma: «Tenho cada vez mais casos de jovens cujos pulmões se assemelham aos de uma pessoa com 65 anos». A causa? O consumo regular de cannabis

A cannabis produz químicos semelhantes aos do tabaco, mas pode danificar as vias respiratórias de forma muito mais desenvolvida. Kon refere mesmo a possibilidade de o paciente não apresentar sintomas mas apresentar buracos nos pulmões após exames mais aprofundados. Muitos dos problemas são agravados pela conjugação das duas substâncias, facto que impede os estudos de serem totalmente claros relativamente às causas de um e de outro.

Os jovens começam fumar cedo e com mais frequência o que leva a que tenham enfermidades pulmonares geralmente apenas verificadas em pacientes com mais de 65 anos. A maioria está mal informada e ainda julga a cannabis menos prejudicial e menos dependente do que o tabaco. A facilidade de compra da substância é também um factor que alimenta as estatísticas negativas.

Susana Teodoro

Fonte: Sol e Correio da Manhã

Médicos do Hospital Santa Maria (HSM) admitem invocar o estatuto de objector de consciência para evitar IVG.

No serviço de ginecologia do hospital trabalham 34 especialista e 16 internos. Apenas um quarto destes médicos está disposto a praticar a interrupção voluntária da gravidez (IVG) nos seus pacientes. A percentagem é marcante o suficiente: cerca de 70% recusa-se a praticar a IVG sendo automaticamente resguardado pela nova lei que permite que estes especialistas invoquem que o procedimento vai contra os valores éticos da profissão.

Apesar da magnitude dos números, Luís graça, o responsável pelo serviço, afirma que o hospital estará pronto para efectuar o procedimento, tal como manda a lei, formando pequenas equipas médicas. Para tal, Luís Graça já procedeu à elaboração de uma listagem com nomes daqueles dispostos a ir praticar a IVG no HSM.

O Hospital irá ainda receber uma máquina de aspiração e a chamada "pílula abortiva" (ainda à espera de uma autorização especial de utilização, do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Farmácia). A nova lei está ainda em período de regularização e os hospitais terão até 21 de Junho para preparar os serviços de forma a efectuar interrupções voluntárias da gravidez até às dez semanas.

Susana Teodoro

Fonte: Sol e RTP

Ginseng pode reduzir fadiga em doentes com cancro


O consumo de doses diárias de ginseng pode ajudar a reduzir a fadiga e a melhorar os níveis de energia e o bem-estar emocional dos doentes com cancro, revelou uma pesquisa elaborada por especialistas da Clínica Mayo em Rochester, no Minnesota. Os primeiros resultados deste estudo piloto, que envolveu 282 pacientes, foram hoje apresentados durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO na sigla inglesa).

Apesar dos resultados positivos, os especialistas aconselham prudência até que possam ser desenvolvidas mais investigações. A fadiga é um dos efeitos secundários mais frequentes nos doentes com cancro e que mais afecta a normalidade do dia-a-dia dos pacientes.

Os benefícios do ginseng no tratamento das constipações e da diabetes têm vindo a ser aplaudidos, os cientistas acreditam que poderá funcionar também como uma substância que ajuda o corpo a superar os efeitos do stress físico e psicológico a que os doentes com cancro estão frequentemente sujeitos.

O grupo de pacientes aos quais foram administradas doses diárias de ginseng admitiu ter sentido melhoras a nível físico, mental, espiritual e emocional. No entanto, os cientistas consideram que, embora os resultados sejam auspiciosos, ainda é prematuro recomendar suplementos de ginseng aos doentes com cancro.

Debra Barton, uma das cientistas envolvidas no projecto, explicou que “apesar dos resultados serem promissores”, ainda há pesquisas que precisam ser desenvolvidas. Para além disso, existem várias composições de ginseng disponíveis no mercado e algumas podem não ser adequadas.

Marta Bilro

Fonte: BBC News, SpiritIndia.com

Portugal na vanguarda da Urologia

Em Portugal, mais de 650 mil pessoas sofrem de incontinência urinária e cerca 1800 morrem, todos os anos, vítimas do cancro da próstata. Os números são impressionantes, mas os avanços na área da urologia permitem que não sejam ainda mais alarmantes.
“A urologia tem sido muito bem dotada tecnologicamente, com avanços em todas as áreas”, confirma o especialista Paulo Guimarães, do British Hospital.
Os avanços tecnológicos têm permitido aos médicos salvarem mais vidas, reduzindo o tempo de internamento e proporcionando maior qualidade de vida aos doentes. “Há vinte anos tínhamos que fazer uma cirurgia aberta. Hoje temos a vaporização e os lasers, que permitem as cirurgias de um dia. Em menos de 24 horas o doente pode ir para casa”.
Mas os custos desta tecnologia de ponta são elevados. Contudo, Paulo Guimarães acredita que, “um maior rigor nos gastos dos orçamentos”, permitirá o investimento neste tipo de tecnologia, principalmente se forem tidos em conta outro tipo de custos que geralmente não são equacionados. “Os gastos com internamento, as faltas dos doentes ao trabalho... Tudo isto, com as novas técnicas, pode ficar muito reduzido. Aliás, hoje em dia a medicina evolui cada vez mais para a cirurgia com recobro de apenas um dia, com menos gastos a todos os níveis”, garante o especialista.
Portugal tem apostado em novos tratamentos e novas tecnologias. Paulo Guimarães afirma que os doentes portugueses não têm a necessidade de procurar novos tratamentos no estrangeiros, uma vez que “por cá temos do melhor que se faz neste momento”.
Há cerca de três anos que Portugal recorre à técnica conhecida como VPF luz verde, que usa um laser de última geração e permite vaporizar – ou seja, eliminar – o tecido, evitando, ao mesmo tempo, a possibilidade de hemorragia. Apesar dos excelentes resultados, para além do British Hospital, onde são operados todos os anos cerca de 300 doentes, contam-se ainda pelos dedos de uma mão, o número de unidades de saúde que fazem este tratamento.
O cancro da próstata é a segunda causa de morte, por cancro nos homens, logo a seguir ao do pulmão. Os avanços da medicina, com a ajuda da tecnologia de ponta, têm permitido um maior optimismo por parte dos médicos, que para além da tradicional cirurgia, podem também aplicar a braquiterapia, um tratamento que recorre à radiação implantada directamente nos locais onde se desenvolve o cancro, ou recorrer à criocirurgia, que consiste na congelação dos tecidos.
Noutra área da urologia, a incontinência urinária, o principal problema é o social, uma vez que a dependência das fraldas leva ao isolamento, por força da vergonha. No entanto, também aqui os avanços tecnológicos tem proporcionado uma forte evolução da medicina.
De facto, um grupo de investigadores portugueses encontra-se a desenvolver uma técnica pioneira, que resulta de uma parceria entre as faculdades de Medicina e de Engenharia do Porto, o Hospital de São João e vários centros internacionais. Trata-se de um aparelho que vai medir a força dos músculos do pavimento pélvico e avaliar o risco de incontinência.
Teresa Mascarenhas, uma das especialistas ligadas ao projecto, adianta que o aparelho está em fase de testes, podendo a sua comercialização ter inicio num “futuro breve”.
A incontinência urinária pode ser constante, estando sempre presente, ou de esforço, atingindo maioritariamente as mulheres. Os seus principais factores de risco são, o tabagismo, a obesidade, a maternidade e a idade avançada, surgindo frequentemente depois da menopausa.

Inês de Matos

Fonte: Correio da Manhã

Obesidade

A maior parte da população portuguesa tem excesso de peso ou sofre de obesidade. As causas estão relacionadas com, hábitos alimentares desequilibrados, sedentarismo e consumo de tabaco.
A obesidade é uma doença crónica complexa que resulta da acumulação excessiva de tecido adiposo, provocando um aumento de peso superior em 25% ao peso normal estimado. O seu tratamento deve basear-se no grau de obesidade e no quadro clínico geral de cada pessoa.
O objectivo inicial deve ser a perda de 10% do peso inicial, através de dieta específica e de actividade física. Em casos específicos poder-se-á recorrer à utilização de fármacos. Em casos extremos, poder-se-á equacionar a cirurgia para redução do tamanho do estômago.
Tipos de Cirurgia ou Técnicas Cirúrgicas
A colocação de uma banda gástrica tem vindo a ser, a solução mais viável para a perda de peso. Mas, temos que ter em consideração, que nem todos os pacientes podem proceder à sua colocação.
A colocação da Banda Gástrica Ajustável consiste na aplicação por via laparoscópica, de uma cinta de "silastic" em volta da parte alta do estômago de modo a criar-se uma pequena bolsa gástrica e, assim, regular a passagem dos alimentos.
A perda de peso é mais rápida no primeiro ano e lenta nos subsequentes. A dieta tem que ser vigiada de forma muito cuidadosa à medida que a banda for sendo ajustada, necessitando de vigilância a longo-prazo.
"By-Pass" Gástrico com ansa em Y de Roux
Esta intervenção consiste igualmente na redução do tamanho do estômago e na ultrapassagem de parte do intestino delgado que resulta quer na menor ingestão de alimentos, quer na redução de absorção de gorduras.
A escolha desta técnica cirúrgica resultará dos estudos prévios a realizar ao doente, os quais poderão apontar razões de ordem técnica, nomeadamente, relacionados com o peso, a forma do abdómen e a existência de intervenções cirúrgicas prévias.
A maior parte da perda de peso vai ocorrer nos primeiros 14 meses. Mesmo após a sua estabilização, será necessário continuar a vigiar com muito cuidado a dieta, sob pena de recuperação do peso perdido.
Por isso, se tem excesso de peso, já sabe, consulte o seu médico, só ele poderá saber qual a melhor via para perder peso, de forma segura e equilibrada.

Fonte: Hospital da Arrábida
Liliana Duarte

Serviço Nacional de Saúde com Dentistas

A saúde em Portugal continua a ser um dos sectores com maior carência a nível de atendimento. As filas de espera são grandes e os utentes muitas vezes esperam longos meses para terem uma consulta. O facto é ainda mais preocupante quando se fala de uma especialidade, a estomatologia.
Em Portugal este ramo é considerado por muitos um “luxo”. A razão evidente é o preço praticado pelos dentistas. Mas porquê que no nosso país, ter acesso a este ramo da medicina é assim tão complicado?
Segundo a Constituição Portuguesa, o Serviço Nacional de Saúde deve ser universal e geral, isto é, deve abranger todos os cuidados considerados necessários para uma saúde completa e global. Isto não acontece, pois em Portugal, os serviços orais nunca estiveram abrangidos pelo Serviço Nacional de Saúde. Porque não, então, colocar à disposição de todos os serviços de estomatologia?
Claro que integrar estes profissionais fica caro, mas não podemos continuar a ter especialidades em que, apenas alguma população tem acesso. Estamos, assim, a descriminar as pessoas e a dividi-las em classes sociais.
A saúde é um problema grave no nosso País, e vai continuar a ser se, não se fizer nada para melhor.


Fonte: PCP
Jornal da Sic

Liliana Duarte

Mais uma nova iniciativa na Maia

A Câmara Municipal da Maia cedeu à instituição de apoio a adolescentes e jovens, Socialis, dois apartamentos T3, onde aquela instituição presta auxílio a mães solteiras. Ali, são ajudadas após o nascimento dos filhos, recebendo formação pré e pós-parto.
De acordo com o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, a iniciativa já atraiu milhares de pessoas. Além do aconselhamento e de poderem contactar com os projectos das várias instituições presentes, os visitantes têm ao dispor rastreios de tensão arterial, de glicose e de colesterol.
A Maia Saúde 2007 foi organizada no âmbito do Programa Rede Social e, durante a semana passada, centrou a sua acção no trabalho juntos dos alunos das escolas secundárias do concelho.
As crianças também não podiam ficar de fora e foi inaugurado ontem um Festival da Criança.
Este é um projecto que termina hoje no Parque Central, junto aos Paços do Concelho.

Fonte: Jornal de Notícias

Liliana Duarte

Tratamentos anti-rugas
devem começar antes dos 30 anos

Vários dermatologistas acreditam que tanto os homens como as mulheres devem começar a ter cuidados para prevenir o envelhecimento da pele até aos 30 anos. “Esta é a idade limite para dar início a estes tratamentos porque é nesta altura que se começam a manifestar as rugas de expressão”, explicou José María Antón, representanto do laboratório Lipoteca durante as Jornadas de Dermofarmácia que decorreram em Vigo.

De acordo com este especialista a cosmética aplicada à eliminação das rugas está a passar por um momento de “profissionalização” no qual “nos afastamos dos produtos milagrosos, com eficácia aleatória, para nos tornarmos mais profissionais”. Nos últimos anos, o sector dos produtos anti-rugas experienciou um duplo impulso que deu origem a um “boom” de produtos específicos para homens e à entrada no mercado cosmético do chamado “efeito botox”.

A partir do momento em a utilização da toxina do botulismo foi autorizada no âmbito estético, o botox tem vindo a revolucionar o sector. Para além disso, existem também no mercado variados produtos com qualidades similares que prometem a eliminação das rugas. Os cremes não são tão eficientes, nem tão dispendiosos quanto as injecções de botox, ainda assim, a sua utilização diária e constante provoca melhoras substanciais na pele do rosto.

COSMÉTICA MASCULINA. No caso dos produtos de cosmética para homens, José María Antón, revelou que este é um fenómeno crescente que surgiu há pouco mais de dois anos. Apesar de no mercado já existirem numerosas linhas de cosméticos, os homens optam por iniciar-se neste universo através de cremes hidratantes e revitalizantes, sendo mais renitentes em relação aos cremes anti-rugas ou para eliminar as olheiras. Apesar de serem compostos pelos mesmos princípios activos dos cremes que se dirigem às mulheres, a textura dos produtos masculinos é modificada e a sua oleosidade adaptada às especificidades do rosto dos homens.

Marta Bilro

Fonte: PMfarma, Ceres Televisión Salud

Hospital da Póvoa de Varzim sem berços

A unidade de Obstetrícia e Neonatologia do Hospital Distrital da Póvoa de Varzim, que desde Março de 2000 integra o Centro Hospitalar de Póvoa de Varzim/Vila do Conde, não dispõe de camas suficientes para os bebés que ali nascem. Por isso, a Liga dos Amigos do Hospital lançou uma campanha de solidariedade com vista à angariação de meios para a compra de 23 berços. Estima-se que a despesa ronde os nove mil euros.

Os cidadãos dos dois concelhos foram assim chamados a contribuir para a compra dos 23 berços, cujo custo unitário deverá ascender, de acordo com o presidente da liga de amigos da unidade hospitalar, a 320 euros. “Dar o melhor aos utentes e às suas famílias” é o lema do grupo de pessoas liderado por Manuel Fonte, que assim abraçou uma causa solidária que visa dotar o serviço de Obstetrícia e Neonatologia dos meios adequados às funções que exerce. Na unidade laboram 34 profissionais, distribuídos por médicos, enfermeiras e pessoal auxiliar, sendo a lotação possível de 18 camas em Obstetrícia, oito em Neonatologia e cinco no bloco de partos.
Sete anos após a junção dos hospitais de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim, por despacho da então ministra da Saúde Manuela Arcanjo, as duas cidades aguardam a conclusão do novo hospital, que só deverá iniciar funções em 2011 ou 2012. Até lá, a caridade poderá ser a resposta mais breve para a manifesta falta de meios no centro hospitalar.

Carla Teixeira
Fontes: Póvoa Semanário, Ministério da Saúde e Centro Hospitalar

Pazopanib associado ao recuo do cancro do rim

Mais de um quarto dos doentes com cancro do rim em estado avançado que foram submetidos a um tratamento de 12 semanas com o fármaco Pazopanib, produzido e comercializado pelo laboratório GlaxoSmithKline, viu diminuir o seu tumor. Aquele medicamento, que em Novembro de 2005 tinha já demonstrado capacidade para prevenir o crescimento da doença, surge agora associado à sua diminuição.

Depois de, na sequência daqueles primeiros resultados, a multinacional britânica ter anunciado a intenção de avançar no desenvolvimento de um “programa clínico agressivo” de investigação naquela área, especialistas reunidos no 43º Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, que decorre em Chicago, apresentaram ontem dados que atestam uma evolução positiva da situação de 27 por cento dos doentes acompanhados durante 12 semanas, através da acção da droga que subtrai aos tumores as suas reservas de sangue.
Noutros 46 pacientes tratados com Pazopanib o cancro do rim estabilizou, dando à comunidade médica um sinal muito claro de que ainda há esperança no tratamento daquele tipo de neoplasias. O médico Thomas Hutson, do Baylor Sammons Cancer Center, em Dallas, que conduziu o estudo, considerou que “estes são resultados muito encorajadores. A elevada taxa de resposta positiva a que temos assistido no decurso desta investigação mostra uma clara actividade clínica sobre o cancro do rim em estado avançado ou com metástases”.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Reuters

ALIMTA® útil no tratamento do cancro do pulmão

O medicamento ALIMTA® (pemetrexede injetável), fabricado e comercializado pela multinacional Eli Lilly and Company, mostrou utilidade adicional no tratamento do cancro do pulmão de não pequenas células, um dos mais diagnosticados em todo o mundo, e que representa 75 a 80 por cento de todos os carcinomas do pulmão. De acordo com os resultados de um estudo divulgado ontem, no âmbito do primeiro dia do 43º Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, sigla para a American Society of Clinical Oncology), que está a decorrer em Chicago, há uma nova esperança para aqueles doentes oncológicos.

A investigação, levada a cabo por especialistas do Norwegian Lung Cancer Group, envolveu 446 pacientes que não desenvolveram qualquer resposta à quimioterapia, e teve como objectivo principal avaliar se a combinação do fármaco ALIMTA com a substância carboplatina produziria algum tipo de benefício aos pacientes, quer em termos de qualidade de vida, finalidade primacial do estudo, quer no que respeita à hipótese de um maior período de sobrevivência à patologia. Os resultados obtidos sugerem que um regime de primeira linha baseado em ALIMTA pode proporcionar um menor grau de toxicidade do que a terapia geralmente utilizada para um cancro do pulmão de não pequenas células em estado avançado.
De acordo com os especialistas responsáveis pelo estudo agora divulgado, dos 384 pacientes entretanto analisados quanto à toxicidade, houve menos utilizadores do ALIMTA a apresentar sintomas de trombocitopenia ou um nível baixo de plaquetas, leucopenia ou diminuição dos leucócitos no sangue, e granulocitopenia ou baixa do número de granulócitos no sangue, enquanto os doentes submetidos ao tratamento habitual receberam transfusões de plaquetas, sem que no entanto fosse observada qualquer diferença entre as duas terapias no que concerne a sobrevivência. O líder da equipa de investigadores, Bjorn Henning Gronberg, do Hospital Universitário de Saint Olavs, na Noruega, disse que “os pacientes acompanhados no âmbito deste estudo receberam, quer no grupo tratado com a fórmula habitual, quer o grupo que usou o fármaco da Eli Lilly and Company, um benefício assinalável na qualidade de vida”, parecendo que “os pacientes do grupo do ALIMTA também beneficiaram de um perfil de toxicidade mais baixo”.
Este estudo preliminar foi conduzido com vista a avaliar a eficácia e segurança da combinação de duas terapias como tratamento de primeira linha para o cancro do pulmão de não pequenas células. “Estamos satisfeitos por ver que o ALIMTA tem um efeito sinergista com os agentes de platina, como a carboplatina”, considerou o médico Richard Gaynor, vice-presidente e responsável pela plataforma de pesquisa sobre cancro e oncologia da Eli Lilly and Company. Combinado com a cisplatina, o ALIMTA é actualmente indicado para o tratamento de pacientes com mesotelioma maligno da pleura, impossível de operar ou que de outro modo não são candidatos à cirurgia curativa. Como agente único, o medicamento é indicado para tratar doentes com cancro de pulmão de não pequenas células em estado avançado local ou metastático, depois da quimioterapia.

Carla Teixeira
Fontes: PRNewswire e site da Eli Lilly and Company

Portugal não fiscaliza mercado de plantas medicinais

A fitoterapia é um tipo de medicina complementar, que tem por base os compostos das plantas. Actualmente, muitos são os produtos vendidos em supermercados e ervanárias que se apoiam nessa mesma base. Desde cosméticos a produtos alimentares e farmacêuticos, até detergentes, todos eles nos são apresentados como milagrosos. A publicidade afirma os seus benefícios, mas o facto é que em Portugal não existe qualquer tipo de controlo ou legislação, que regule este mercado.
Em 2011, Portugal será obrigado a transcrever para a legislação nacional a directiva comunitária, de 2004, sobre os medicamentos tradicionais à base de plantas. A directiva pretende garantir a segurança e eficácia de todos os medicamentos de fitoterapia, que se encontrem à venda no mercado.
De acordo com Rosa Seabra, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, “não há duvida que as plantas têm compostos e que muitos deles têm uma acção benéfica para a saúde, não é por acaso que se fala na alimentação mediterrânica, mas é preciso conhecê-los bem, porque há os compostos vulgares, o pronto a vestir das plantas, e os raros, os Christian Dior”.
Dá como exemplos as flavonóides, que estão presentes em todos os legumes e verduras, “que não são tóxicos e inclusive existem medicamentos que os têm por base, como o Venex, para tratar casos leves de hemorróidas”. Por outro lado, existem compostos altamente tóxicos, mas fundamentais em termos medicinais, “como é o caso da cocaína, que vem da coca, e a morfina que vem da papoila do ópio”, sublinhou.
De acordo com a directiva europeia, estes medicamentos passarão a estar registados no Infarmed, "os que tenham indicações terapêuticas comprovadas cientificamente, terão que submeter o remédio a autorização", esclareceu Rosa Seabra.
Apesar de algumas capacidades terapêuticas terem já sido comprovadas, é preciso não esquecer que existem também desvantagens e efeitos secundários, decorrentes do uso destes medicamentos. Rosa Seabra aponta o exemplo do hipericão, um anti-depressivo natural, utilizado em situações ligeiras e médias. Contudo, “a determinada altura os alemães conseguiram perceber que esta planta tem também um efeito anti-retrovírico e fabricaram comprimidos (extractos de hipericão com álcool e água), o problema é que este composto activa uma enzima que acelera a metabolização de alguns medicamentos. Resultado, alguns doentes com sida tomavam, por exemplo, dois comprimidos químicos e também grandes doses de hipericão, a dose dos fármacos no sangue era igual a meio comprimido”, explicou a especialista.
Desde 1983 que a OMS investiga os compostos das plantas, apresentando monografias com normas para a sua aferição.

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

sábado, 2 de junho de 2007

Apreensão de pastas de dentes chinesas nas Honduras

Depois da Nicarágua, também o governo das Honduras tem procedido, desde quinta-feira, à apreensão de pastas de dentes, de origem chinesa, suspeitas de conterem uma substância tóxica, o dietileno glicol.
A apreensão destes produtos dentífricos foi ordenada pela Secretaria de Estado da Saúde das Honduras e teve inicio na capital do pais. No entanto, as autoridades fizeram já saber que vão estender a acção de fiscalização a outros locais do pais.
De acordo com a imprensa local, as pastas Mr. Cool, Genial, Excel e Floppi, poderão ser prejudiciais para a saúde, uma vez que o dietileno glicol, é um álcool de uso industrial, usado para adocicar e tornar mais espesso o dentífrico. O dietileno glicol já provocou cem mortes no Panamá, quando foi misturado com medicamentos da Segurança Social.
De acordo com o governo das Honduras, terão sido já apreendidas milhares de embalagens, que deverão ser imediatamente destruídas, caso seja confirmada a presença desta substância tóxica.
Na quarta-feira, o governo da Nicarágua anunciou a apreensão, em Managua, de 40 mil bisnagas de pasta de dentes da marca Mr. Cool e na sexta-feira a Administração dos Medicamentos e da Alimentação dos Estados Unidos, veio também alertar os consumidores para os perigos do consumo de dentífricos chineses.

Inês de Matos

Fonte: Diário Digital

V Congresso de Atenção Farmacêutica

O Centro de Congressos de Oviedo (Espanha) vai acolher, entre 4 e 7 de Outubro, a quinta edição do Congresso de Atenção Farmacêutica promovido pela Fundación Pharmaceutical Care España, e que este ano se subordinará ao tema «Atenção do farmacêutico para a segurança do paciente».

A presidente da fundação, Flor Alvarez de Toledo, e a líder do comité organizador do encontro, Ana Dago Martínez, recordaram que, não obstante o facto de ser tida actualmente pela maioria dos cidadãos como garantida, ou pelo menos controlada, a segurança na utilização dos medicamentos nem sempre é uma realidade, sendo relativamente comum a existência de problemas decorrentes da sua administração. O V Congresso de Atenção Farmacêutica visa a promoção do debate em torno das causas e das principais dificuldades de informação que grassa entre os pacientes e os profissionais do sector, pretendendo ainda analisar a falta de conhecimento face às inovações terapêuticas e às consequências desse obscurantismo, entre as quais constam o incumprimento da lei e a selecção de terapêuticas baseada em análises incorrectas da relação custo/benefício.
A presidente do comité científico, Teresa Eyaralar, defendeu, por seu turno, que “é necessário impulsionar a colaboração de médicos e farmacêuticos na investigação” neste domínio, que “deverá ser rigorosa e atentar a todos os aspectos relacionados com a prescrição, a dispensa e a administração do medicamento”, sublinhando que a garantia dessa segurança não deve limitar-se ao seguimento farmacoterapêutico, mas estar presente também na altura em que é realizada a indicação e processada a dispensa do tratamento.
No que toca à segurança das inovações terapêuticas, a responsável preconiza a ideia de que “o farmacêutico deve ter um papel relevante”, partindo do princípio de que o acesso rápido a documentação sobre os fármacos e tratamentos que forem sendo criados “permitirá informar o paciente das eventuais dificuldades em termos do seu uso, manipulação, conservação e administração”, ao mesmo tempo que tornará possível e mais fiável a previsão de riscos e interacções medicamentosas e a identificação de eventuais reacções adversas aos fármacos. Entre os temas mais aliciantes do congresso de Outubro em Oviedo, Teresa Eyaralar aponta a questão da segurança, os genéricos, os riscos da farmacoterapia, a salvaguarda do doente nas face às inovações terapêuticas e os aspectos legais e éticos da profissão.

Carla Teixeira
Fontes: Correo Farmaceutico e site do congresso

Distúrbios mentais medicados com psicofármacos

Distúrbios mentais medicados com psicofármacos

Ansiedade, depressão e perturbações do sono constituem, por esta ordem, os três principais diagnósticos que, na Medicina Geral e Familiar, motivam a prescrição de psicofármacos, à luz dos resultados de um estudo da rede Médicos Sentinela agora publicado, citado pelo Observatório da Saúde.

De acordo com o relatório do estudo, a maior parte dos distúrbios mentais requer a instituição de uma terapêutica com recurso a psicofármacos, e são as três doenças citadas pelos especialistas que mais contribuem para o avolumar das prescrições daquele tipo de fármacos. A investigação feita pela rede de médicos de família, que de uma forma voluntária participa em programas anuais de notificação contínua de doenças e situações no âmbito da Saúde, bem como em projectos de investigação clínica e epidemiológica, tem por base uma recolha de informação feita durante os meses de Janeiro, Fevereiro e Março de 2004, mas só agora foi publicada.
Ao longo daquele trimestre foram prescritos a mais de 95 por cento dos pacientes a quem foi traçado o diagnóstico de perturbações do sono, ansiedade ou de ambas as patologias, psicofármacos do grupo dos psicolépticos, enquanto a 49 por cento dos doentes diagnosticados exclusivamente com depressão foram receitados apenas anti-depressivos, e a 38 por cento anti-depressivos combinados com psicofármacos. Os medicamentos prescritos a um maior número de utentes foram o alprazolam a fluoxetina.

Carla Teixeira
Fonte: Observatório da Saúde

Tampas inteligentes para HPLC

Smart Healthy Caps e Smart Waste Caps são tampas concebidas pela Zetatec para proteger a saúde de quem trabalha com Hight Performance Liquid Chromatography (HPLC).


As primeiras são tampas adaptáveis a quaisquer garrafas de eluentes, equipadas com um eficaz sistema de válvulas que reduzem a evaporação das fases móveis, evitando a contaminação do ar, mantendo a sua concentração inalterável ao longo de dias e o risco de contaminação cruzada entre eluentes.

Smart Waste Caps são concebidas para os contentores de "esgoto" dos HPLC. São equipadas com filtros de carvão activado o que reduzem em 95% a evaporação e fuga de substâncias tóxicas antes do seu despejo.

A empresa portuguesa dedicada à Cromatografia vai produzir as tampas com várias medidas (GL45, S55, S60/61, S90) , configurações e adaptáveis para um ou mais sistemas de HPLC.

A Zetatec vai fornecer também garrafas de eluentes e jerricans para esgoto adequados ao manuseamento e despejo das suas fases móveis.

fonte: www.zetatec.pt
Sistema cobas h 232 já está disponível em Portugal
Diagnóstico cardiovascular em 15 minutos

Desenvolvido pela Roche Diagnostics, o cobas h 232 é o novo sistema que permite ao médico aceder aos dados clínicos mais relevantes do paciente possibilitando a agilização do processo de diagnóstico e a intervenção terapêutica em situações de avaliação dos sintomas associados às síndromes coronárias agudas, insuficiência cardíaca, trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

O aparelho já está disponível em Portugal e possibilita que em menos de 15 minutos seja confirmado ou descartado um diagnóstico de enfarte do miocárdio ou de insuficiência cardíaca. No caso de doentes com sintomas, o cobas h 232 facilita uma avaliação mais rápida e precisa.

Autónomo e portátil, este dispositivo pode ser utilizado pelo médico em qualquer lugar e possibilita uma redução de custos evitando o recurso a meios complementares de diagnóstico. O cobas h 232, apresentado aos especialistas no 5º pró Cardio Simposium que decorreu em Sevilha, funciona através de um sistema de tiras-teste pré-calibradas e estandardizadas face aos métodos de referência laboratorial da Roche Diagnostics, clinicamente validados em diversos ensaios.

Utilizando uma amostra de sangue venoso que é introduzida no aparelho, o cobas h 232 oferece aos doentes um exame preciso e célere e contribui para o diagnóstico precoce que se poderá traduzir no salvamento de vidas e na redução dos custos de internamento.

Marta Bilro
Fonte: Saúde Pública/Expresso, abc.es

Covilhã quer menos obstáculos para médicos brasileiros

A Universidade da Beira Interior (UBI) quer receber médicos brasileiros para diminuir a falta de especialistas em ginecologia e obstetricia , mas encontra «muitos obstáculos pela frente» afirma o responsável por esta iniciativa, Martinez de Oliveira.

«Em Portugal há uma grande carência de obstetras e ginecologistas, mas no Brasil há muitos interessados no nosso país. No entanto, em nove meses de cooperação, só conseguimos trazer uma pessoa», lamenta Martinez de Oliveira.

O reconhecimento das licenciaturas é um dos obstáculos a contornar, apesar da cooperação, desde de Setembro de 2006, entre a UBI e o Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB ) com a Universidade de Botucatu (S. Paulo).

Durante as Jornadas Luso-Brasileiras de Actualização em Ecografia, Obstétrica e Ginecologia, Martinez de Oliveira declarou que «parece que no Brasil não reconhecem os nossos cursos e por isso cá também não há disponibilidade para reconhecer os brasileiros».

O director do departamento de Saúde da Criança e da Mulher do Centro Hospitalar da Cova da Beira apelou às entidades responsáveis dos dois países para que cheguem a «um entendimento e equilíbrio nesta situação».

O presidente do colégio de ginecologia e obstetrícia da Ordem dos Médicos falou em ponderação e declarou que especialistas formados na América do Sul são «de segunda categoria» porque «a maioria das formações têm três anos, enquanto nós temos seis», o tempo necessário para «consolidar» conhecimentos.

Luís Graça admitiu, no entanto, a vinda de profissionais brasileiros durante o «período de carência», mas apenas «médicos com alguns anos de experiência» para «colmatar alguma formação menos consistente».

Primeiro encontro de GIST no Funchal

Este tipo de tumor, atinge cerca de 200 pessoas por ano. Dados foram apresentados em encontro médico, no Funchal, este fim-de-semana.

Todos os anos surgem em Portugal uma média de 150 a 200 novos casos de Gist, o Tumor do Estroma (parede) gastrointestinal, revela um estudo sobre esta patologia apresentado recentemente no Funchal, sob o apoio da Novatris Oncology.
O encontro, promovido pelo Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Central do Funchal, contou com a participação de anátomo-patologistas, cirurgiões, gastrenterologistas, oncologistas e radiologistas.
Um dos pontos em análise foi o estudo retrospectivo realizado pela unidade hospitalar madeirense a qual também referiu o surgimento de dois a três casos deste tipo de tumor, por ano, na Região.
O GIST, a designação médica do tumor do estroma gastrointestinal, afecta sobretudo homens com idade superior a 55 anos, apresenta uma taxa de cura elevada, sendo a cirurgia a forma de tratamento mais comum.
O programa tinha cinco pontos fundamentais, tendo diversos oradores. Assim, o médico Nuno Costa começou por falar sobre Tumores do Estroma Gastrointestinal (GIST) – Modelo de Tratamento Dirigido a Oncogenese.
O contributo da gastroenterologia no diagnóstico foi o tema a abordar por Nuno Ladeira, enquanto que Ana Filipa Capelinha e Michelle Cordeiro desenvolveram a questão do papel da anatomia patológica no diagnóstico e prognóstico. Por fim, Sandra Hilário explicou quando e como operar. Ao longo do encontro foram apresentados ainda diversos casos clínicos.

Juliana Pereira
Fonte: Lusa

Bombeiros atacam Ministério da Saúde

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) acusou hoje o Ministério da Saúde de estar a tentar criar uma "estrutura paralela" de socorro pré-hospitalar, através do INEM, para "substituir" e "descartar" os bombeiros.

"O Ministério da Saúde, há uns tempos a esta parte, vem tentando criar uma estrutura paralela de socorro pré-hospitalar para um dia poder substituir os bombeiros ou remetê-los para um papel residual", disse o presidente da LBP, Duarte Caldeira.
O responsável falava à agência Lusa no final de uma reunião do Conselho Nacional da LBP, que decorreu hoje, em Beja, e na qual foram debatidas as relações entre os bombeiros e o INEM nas operações de socorro pré-hospitalar.
Observando que Portugal "não tem um sistema de emergência adequado à sua realidade", Duarte Caldeira defendeu que, "se o Estado quiser garantir um socorro pré-hospitalar qualificado, pronto e de proximidade, tem, necessariamente, de apostar na parceria com os bombeiros".
Uma estrutura que Duarte Caldeira considerou "indefensável", lembrando que, actualmente, "o INEM tem 50 ambulâncias com tripulações próprias, enquanto que os bombeiros têm 3.500 em todo o país".
Perante estes números, questionou: "Quem é que pode defender que é bom para o país malbaratar o investimento feito pelos bombeiros em ambulâncias e tripulantes, deitando fora tudo o que existe para começar uma nova estrutura que nunca terá capacidade de chegar aos locais onde hoje os bombeiros chegam?"
A necessidade de actualização dos subsídios pagos pelo Ministério da Saúde defendida pela Liga de Bombeiros Portugueses levou esta organização a recusar uma tabela que lhe foi apresentada pelo Governo, que considerou ser uma decisão administrativa do Executivo, já que não foi alvo de qualquer processo negocial.

Juliana Pereira
Fonte: Lusa

Actualização em Farmacoterapia

«Significância estatística versus significado clínico na interpretação dos resultados de ensaios aleatórios e controlados: como abordar criticamente» é o tema do quarto seminário organizado pela Associação Nacional de Farmácias (ANF).

No próximo dia 22 de Junho ocorre no Auditório do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) entre as 14:00 e as 18:00 horas o quarto de seis seminários organizados pela ANF para fazer uma Actualização em Farmacoterapia.

Nos dias 29 de Junho e 6 de Julho têm lugar os últimos dois seminários desta iniciativa da ANF.

SPelicano

Hospitais psiquiátricos em risco

A desactivação de três dos seis hospitais psiquiátricos existentes em Portugal e a criação de uma rede de cuidados continuados de saúde mental são medidas recomendadas pela comissão encarregue de reorganizar a saúde mental em Portugal.

Num relatório enviado ao Ministério da Saúde, a Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental (CNRSSM) sublinha que «o internamento dos doentes mentais continua a consumir a maioria dos recursos (83%) quando toda a evidência científica mostra que as intervenções na comunidade, mais próximas das pessoas, são as mais efectivas».
Além disso, a distribuição de psiquiatras entre hospitais psiquiátricos e departamentos de psiquiatria de hospitais gerais é «extremamente assimétrica», havendo 2,6 e 1,1 médicos por 25.000 habitantes respectivamente, o que contrasta com o facto de 71% das consultas terem sido realizadas nos hospitais gerais.
Daí que a comissão proponha a progressiva descentralização dos serviços de saúde mental, que devem estar cada vez mais acessíveis nos hospitais gerais, que se constituem como «serviços locais de saúde mental».
Até 2012 deverão ficar desactivados o hospital Miguel Bombarda, Lisboa, o hospital do Lorvão e o Centro Psiquiátrico de Recuperação de Arnes, ambos na região de Coimbra.
Os doentes psiquiátricos crónicos que não necessitem de internamento hospitalar deverão passar a ser acompanhados por uma rede nacional de cuidados continuados, que será criada até ao final de Junho deste ano e cujas primeiras experiências piloto serão lançadas até Março de 2008.
Segundo o presidente da CNRSSM, Caldas de Almeida, a ideia «ir movendo os doentes institucionalizados para estes serviços», onde passam a ter mais qualidade de vida, e simultaneamente ir «esvaziando os hospitais psiquiátricos».


Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa

Impacto negativo das alergias alimentares na qualidade de vida

A alergia alimentar é uma doença caracterizada pela intolerância a alguns constituintes presentes na dieta, sendo que seu consumo pelo indivíduo doente acarreta uma série de manifestações clínicas. As substâncias mais comuns de desencadear o quadro são: o leite, o glúten (presente no trigo, aveia, centeio e cevada), o amendoim e o camarão, entre outros.

A alergia alimentar manifesta-se clinicamente através de transtornos gastrointestinais (diarreia, vómitos, náuseas), além de lesões de pele, problemas respiratórios, emagrecimento. Com o intuito de avaliar o impacto que a alergia alimentar acarreta na qualidade de vida, um grupo de investigadores europeus escreveu um estudo na revista Current Opinion in Allergy and Clinical Immunology, em 2007.

Os autores afirmam, que a presença de alergia alimentar, associa-se a prejuízos significativos da qualidade de vida do indivíduo doente e dos seus familiares, destacando-se as restrições na área social, as implicações emocionais e os gastos com tratamentos. As crianças, vítimas de alergia alimentar, têm redução da autonomia nas suas relações sociais, enquanto os adolescentes com a doença, apresentam um maior número de faltas escolares e pior desempenho estudantil.

Assim, os autores concluem que é inegável a influência negativa acarretada pela alergia alimentar, na qualidade de vida da família e da pessoa doente. Deve ser dispensada atenção especial aos portadores desta enfermidade, fornecendo-se suporte social adequado para uma boa condução do quadro.


Fonte: Curr Opin Allergy Clin Immunol

Centro Hospitalar de Viana vai iniciar rastreio de surdez neonatal

O Centro Hospitalar do Alto Minho (CHAM), em Viana do Castelo, vai começar a fazer, muito em breve, um rastreio da surdez neonatal, graças a um aparelho de otoemissões que lhe foi oferecido no âmbito da "Missão Sorriso".

O director do Serviço de Pediatria do CHAM, Rei Amorim, disse à agência Lusa que a falta do aparelho inviabilizava a realização daquele rastreio nos recém-nascidos.

"O aparelho de otoemissões foi-nos atribuído esta semana e estamos neste momento na fase de formação do pessoal, sendo certo que muito em breve começaremos a fazer o rastreio", garantiu Rei Amorim.

Uma iniciativa do "Continente", a Missão Sorriso 2006, traduzida na venda naqueles hipermercados do livro, CD e DVD "Leopoldina e a tartaruga bebé", resultou na dotação do Serviço de Pediatria do CHAM com um equipamento avaliado em cerca de 50 mil euros.

O CHAM recebeu também uma bomba extractora de leite, para mães com bebés internados, e a "nova geração" do aparelho de fototerapia destinado a tratar a icterícia nos recém-nascidos.

A icterícia manifesta-se na cor amarela da pele e no branco dos olhos dos bebés e é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue.

"Mas a doação de maior valor foi, sem dúvida, o novo equipamento da sala de recém-nascidos da maternidade, desde mobiliário, ar condicionado a banheiras. O equipamento de que dispúnhamos era muito antigo, estava lá desde a criação do hospital", acrescentou Rei Amorim.

Fonte do "Continente" disse à Lusa que a Missão Sorriso 2006 permitiu angariar, em todo o país, 800 mil euros, que foram convertidos em mais de 250 equipamentos médico-científicos e lúdicos para distribuir pelos serviços pediátricos de 25 unidades hospitalares.

Desde 2003, a Missão Sorriso já contribuiu com mais de dois milhões de euros, traduzidos numa oferta de mais de 700 equipamentos.


Fonte: Lusa

Benzilpiperazina com utilização crescente pelos jovens europeus

O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) avalia os riscos de saúde e sociais desta droga psicoativa.

A Benzilpiperazina é vendida aos jovens como alternativa ao Ecstazy e não tem qualquer uso a nível medicinal. Os técnicos da OEDT fazem a listagem dos sintomas derivados do consumo: hipertensão, taquicardia (pulsações aceleradas), convulsões, ansiedade e insónias, podendo qualquer um deles prolongar-se 24 horas.

Segundo a agência europeia «a BZP foi preparada pela primeira vez em 1944 pelos laboratórios Welcome Research (Reino Unido) como um potencial anti-helmíntico (no tratamento de germes intestinais) do gado, não tendo sido utilizado como tal, dado que se identificou ser relativamente ineficaz e causou efeitos contrários, como convulsões, nos mamíferos».

O Conselho da União Europeia foi órgão que decidiu avaliar este estupefaciente, decisão esta que teve por base um relatório conjunto do OEDT e da Europol. A apreciação de riscos está a a cabo do Comité Científico do OEDT. Existe também a participação de peritos da Comissão Europeia, da Europol e da Agência Europeia dos Medicamentos (EMEA). O relatório com todas as conclusões do estudo irá ser apresentado ao Conselho Europeu em meados de Junho.

Susana Teodoro

Fonte: Público e Sol

Estudo avaliou prevalência da síndrome metabólica
31% das mulheres portuguesas
correm risco cardiovascular

O estudo epidemiológico VALSIM, realizado em vários Centros de Saúde dos 18 distritos do país, revelou que 31 por cento das mulheres portuguesas correm o risco de contrair doenças cardiovasculares derivadas da síndrome metabólica (SM). A pesquisa sobre SM, conduzida por Manuela Fiuza, professora auxiliar de Cardiologia da Universidade de Medicina de Lisboa, apontou ainda os distritos de Beja, Leiria, Santarém e Viseu como os locais onde se verificou uma maior incidência do fenómeno.

De acordo com o jornal Expresso, o conceito de SM é recente e resulta da conjugação de cinco factores de risco: tensão arterial elevada, elevados níveis de glicemia em jejum, obesidade abdominal, aumento da gordura no sangue por elevação dos triglicéridos e diminuição do colesterol HDL (o colesterol “protector”). “Para que se possa confirmar o diagnóstico da SM, é necessário que pelo menos três dos cinco factores de risco estejam presentes no mesmo indivíduo”, explicou Manuela Fiuza ao semanário.

Segundo os resultados obtidos pelo VALSIM, a SM está associada a um risco três vezes superior de sofrer um enfarte de miocárdio (EM) ou acidente vascular cerebral (AVC) e um risco cinco vezes maior de progressão da diabetes tipo II. A especialista apontou ainda a “hipertensão (HTA) como o factor de risco mais frequentemente associado à SM, 70 por cento do total da amostra em estudo, seguido da gordura abdominal, com 58 por cento, e da hiperglicemia em jejum, 45 por cento”.

A pesquisa que recolheu dados de 16.333 doentes de ambos os sexos, cuja idade média se situa nos 58 anos, revelou igualmente que 28 por cento dos homens inquiridos também podem vir a sofrer de problemas cardiovasculares. A idade provou ainda ser um “factor concomitante da prevalência mais elevada: a partir dos 60 anos a percentagem de casos situa-se acima dos 46 por cento”, concluiu a especialista.

Marta Bilro

Fonte: Saúde Pública/Expresso

Uma abordagem pedagógica para candidatos a médicos

Professores da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho desenvolveram uma abordagem pedagógica para os alunos do curso de medicina (adaptável a alunos de qualquer curso de ciências biológicas) que permite a aprendizagem e o uso de ferramentas de bioinformática na pesquisa e análise de dados sobre informação genética. A descrição desta actividade educacional foi publicada na edição da revista PloS ONE de Junho.
A importância do desenvolvimento de iniciativas pedagógicas desta natureza e a sua inclusão no currículo médico têm em conta os avanços recentes no campo da genética. De tal forma tem aumentando a informação genética disponível em bases de dados de livre acesso que se antecipa a sua grande utilidade na prática clínica. Como exemplo, o crescente investimento na farmacogenómica e terapia personalizada com base no genoma individual enfatiza a necessidade dos médicos se familiarizarem com a genética, bioinformática e obtenção de informação.

Por estas razões, a inclusão da aprendizagem da bioinformática no contexto da medicina tem sido sugerido por entidades como a Association of American Medical Colleges. A abordagem de aprendizagem que agora se publica enquadra-se nestas recomendações e pode ser adaptada a diferentes contextos biomédicos e clínicos.
O desenvolvimento de estratégias alternativas de aprendizagem enquadra-se no currículo do curso de medicina da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho.

Fonte: Universidade do Minho

Nova droga psicoactiva BZP no Observatório Europeu

A nova droga, Benzilpiperazina (BZP) resulta da junção de um fármaco com um produto comum e está a ser avaliada pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT).

Em meados de Junho será apresentado um relatório do Comité Científico da Agência Europeia sobre os riscos sociais e para a saúde da BZP dado que o consumo desta droga estimulante tem aumentado, principalmente entre jovens e adolescentes.

Segundo o OEDT «a BZP foi preparada pela primeira vez em 1944 pelos laboratórios Welcome Research (Reino Unido) como um potencial anti-helmíntico (no tratamento de germes intestinais) do gado, não tendo sido utilizado como tal, dado que se identificou ser relativamente ineficaz e causou efeitos contrários, como convulsões, nos mamíferos».
Na União Europeia a BZP não tem nenhuma utilização médica e é vendida no mercado como ecstasy. Os técnicos do OEDT alertam para os perigos que resultam do consumo da droga como hipertensão, taquicardia (pulsações aceleradas), convulsões, ansiedade e insónias, sintomas que se podem prolongar por 24 horas.
A BZP tem efeitos anfetamínicos mais fracos do que os das anfetaminas. Em Portugal não se tem conhecimento do consumo desta substância mas já se têm feito apreensões da mesma.
O Conselho da União Europeia decidiu estudar esta substância no seguimento de um procedimento jurídico que procura dar resposta a novas drogas psicoactivas que se revelem potencialmente perigosas na União Europeia.
Para avaliar os riscos o Comité Científico do OEDT conta com a participação de outros peritos da Comissão Europeia, da Europol e da Agência Europeia dos Medicamentos (EMEA).A primeira notificação da BZP foi em 1999, através de um sistema de alerta precoce relativo a novas drogas e, desde então, o número de notificações tem vindo a aumentar.
A BZP encontra-se no mercado legal, publicitada como uma “alternativa legal ao ecstasy”, segundo fonte da Agência Europeia, levando os consumidores a pensar que a droga é segura. O consumo do estupefaciente pode ser feito por via oral, sob a forma de comprimidos, mas este também pode ser aspirado ou fumado.
A BZP foi incluída a 1 de Janeiro deste ano na Lista de Substâncias Proibidas do Código.


Fonte: SOL, Diário Digital


Vacina contra tuberculose latente disponível em 2012

A única vacina contra a tuberculose latente estará pronta em 2010 e poderá ser aplicada, a um terço da população mundial afectada pela enfermidade disse hoje Pere-Joan Cardona, director da investigação para o desenvolvimento da vacina.

As experiências em humanos da vacina RUTI demonstraram a sua tolerância e a ausência de toxicidade, o principal problema que enfrenta o tratamento da mais antiga das enfermidades humanas que afecta 2.500 milhões de pessoas.

«A vacina estará pronta em 2012 e, potencialmente, poder-se-á administrá-la a um terço da humanidade, a população que se calcula estar infectada pelo bacilo da tuberculose», afirmou Cardona.

Segundo explicou, inicialmente o tratamento está dirigido às pessoas que tenham maior necessidade, como os seropositivos que além disso estão infectados por tuberculose latente, uma combinação mortal - dez por cento das pessoas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH-SIDA) dos países desenvolvidos têm também tuberculose.

O desenvolvimento da RUTI é um marco mundial porque não existe nenhuma vacina terapêutica para tratar a infecção latente da Tuberculose para além do tratamento à base de isoniazida durante nove meses que, devido à sua toxicidade, não se administra a muitos dos infectados.

A infecção latente da Tuberculose não gera sintomas e é diagnosticada por um teste cutâneo ou pela prova da tuberculina: «Um tratamento com antibiótico com a duração de nove meses é difícil de seguir ainda mais se não se tem nenhum sintoma, pelo que a principal vantagem é que a nova vacina estimula a resposta imune e ao ser administrada pode reduzir-se para um mês o tratamento com antibiótico».

Responsáveis da Archivel Farma e do Hospital Germans Trias i Pujol de Badalona (Barcelona), onde também está a ser levada a cabo a primeira fase de experimentação da vacina em humanos, apresentaram os resultados das primeiras duas semanas de desenvolvimento clínico para garantir que não haja risco ao ser comercializada.

O chefe do serviço de Farmacologia e da Unidade responsável por esta primeira fase de experimentação. Joan Costa, explicou que foi administrada uma primeira dose de quatro microgramas da vacina a quatro dos seis voluntários saudáveis dia 23 de Abril e aos outros dois voluntários foi administrado um placebo.

Na quarta semana foi-lhes administrado uma segunda dose da vacina "sem nenhum problema".

Esta primeira fase da investigação em humanos, na qual se comprova a toxicidade e a segurança do novo fármaco em 24 voluntários sãos vai durar mais de um ano e será seguida se outra na qual se vai experimentar a imunidade e a eficácia da vacina com uma amostra significativa de 72 infectados com tuberculose.

A terceira e última fase, prévia à comercialização da RUTI, requer uma amostra representativa de 3.000 pessoas, que segundo adiantou Cardona fazer-se-á num país subsariano e previsivelmente a investigação em humanos será alargada até ao ano de 2012.


Fonte: Destak

Quase 90% das crianças come alimentos com açúcar ao pequeno-almoço

Apenas uma em 27.500 crianças, dos seis aos 10 anos, consome alimentos sem açúcar ao pequeno-almoço, segundo um estudo realizado no âmbito do Projecto Bom Dia Planta apresentado esta semana em Lisboa.

O estudo, feito em parceria com o Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, tem como base inquéritos realizados a cerca de 27.500 alunos do ensino básico, na faixa etária dos 6 aos 10 anos, sobre os seus hábitos alimentares relativamente à primeira refeição do dia.

De acordo com nutricionistas, o pequeno-almoço deve conter alimentos como leite ou iogurte, pão de mistura rico em fibras barrado com margarina ou creme vegetal e uma peça de fruta.

Os resultados do estudo indicam que apenas 12,4% das crianças inquiridas tomam um pequeno-almoço com algumas escolhas saudáveis, mas não na sua totalidade, dado que alguns dos alimentos referidos pelos inquiridos continham açúcar.

Fonte: Lusa

Grupo Hospital da Trofa pondera internacionalizar-se

O grupo privado Hospital da Trofa, pretende liderar o mercado de saúde privada na zona norte do país e não só. O presidente do conselho de administração do grupo, José Vila Nova, pondera internacionalizar-se nos próximos três a cinco anos e afirma que só ainda não o fez porque “não temos dimensão nem estrutura suficientes”.
A saúde é um dos sectores por excelência onde Portugal poderia ser competitivo e criar novas oportunidades para os quadros, pois os grandes mercados que hoje existem no mundo são, os da qualidade de vida, de bem-estar, do turismo e da terceira idade.
Na sua opinião dentro de cinco anos a internacionalização deveria ser aposta de qualquer grupo português na área da saúde, pois, pelo clima que Portugal dispõe deveria apostar na área do turismo para a saúde, sendo também uma óptima oportunidade para as empresas privadas crescerem.
Assim, a saúde devia ser prioritariamente bem investida no nosso país e só depois expandir-se para outros.
Contudo, o problema da saúde privada em Portugal está neste momento, do lado da oferta e não da procura. A oferta existente, ou é insuficiente ou inadequada e há que reestruturá-la com, novas unidades desenhadas à medida das necessidades dos potenciais clientes, ou redefinindo o modelo operativo das actuais.
Quando isto começar a ser feito, aparecerá então um mercado que estava latente à procura dessa oferta.

Fonte: Agência Lusa

Liliana Duarte

Conferência do ICN encerra em Yokohama com um «pezinho» na África do Sul

A Enf.ª Hiroko Minami e a Enf:ª Judith Oulton, Presidente e Directora Executiva do International Council of Nurses (ICN), respectivamente, foram as anfitriãs da cerimónia de encerramento da Conferência do ICN, que decorreu entre 30 de Maio e 1 de Junho em Yokohama (Japão).
Na cerimónia que contou com a presença especial dos membros do Conselho de Representantes Nacionais e da Princesa Muna Al-Hussein da Jordânia, entre outros, a Enf.ª Setsuko Hisatune, Presidente da Associação de Enfermeiros Japoneses fez o balanço de um encontro que reuniu em Yokohama mais de 4 mil enfermeiros de todo o mundo.
Por sua vez, o Enf. Ephraim Mafalo, Presidente da Organização Democrática dos Enfermeiros Sul-africanos, convidou todos os presentes a visitarem aquele país da África Austral daqui a dois anos, participando assim na próxima Conferência do ICN.
A exemplo do que aconteceu na quarta e quinta-feira, o último dia do encontro contou com a participação dos enfermeiros portugueses em várias sessões. Desde logo os dois vencedores do Concurso Nacional de Comunicações Livres promovido pela Ordem dos Enfermeiros - Enf. Hugo Amaro e Enf.ª Cidalina Abreu – tiveram a oportunidade de apresentar os seus trabalhos.
Na tarde do último dia, e a convite do ICN, a Enf.ª Augusta Sousa, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, teve oportunidade para falar do projecto Biblioteca Móvel em Português.
Mais uma vez as intervenções dos enfermeiros portugueses incluíram a apresentação de pósteres, comunicações livres e a moderação de sessões. Educação em Enfermagem, CIPE, Girl Child Project, Prudência e a experiência dos Conselhos Jurisdicionais Regionais da OE foram alguns dos temas em discussão.
Na sala principal do National Convention Hall de Yokohama estiveram em debate assuntos como a necessidade de globalizar os valores éticos que combatem a pobreza e ajudam as pessoas a cuidar de si mesmas, bem como a necessidade de melhorar a remuneração, os ambientes de trabalho e a dignidade da profissão. Também ficámos a conhecer o exemplo das Bermudas enquanto país que recruta enfermeiros no estrangeiro e do Gana enquanto Estado que sofre as consequências de uma emigração em massa.
Ontem, 31 de Maio, os participantes na Conferência do ICN puderam assistir a nove intervenções dos enfermeiros portugueses e analisar quatro pósteres lusos. O projecto dos Padrões de Qualidade, Ética no fim de vida e Educação foram algumas das temáticas versadas.
Nas principais salas falou-se da importância dos ambientes de trabalho positivos para a melhoria da satisfação e para uma maior responsabilização, factor que pode permitir um maior desenvolvimento profissional. Em destaque esteve igualmente o Sistema de Saúde misto (público e social) do Japão, onde, devido ao envelhecimento da população e à baixa natalidade é difícil encontrar jovens interessados em optar por uma carreira de Enfermagem.
No final do dia, um grupo de conferencistas convidados - entre os quais alguns membros da delegação oficial portuguesa - participaram numa recepção que teve como convidada de honra a Imperatriz do Japão. Em conversa com a Enf.ª Maria Augusta Sousa, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, a Imperatriz Michiko saudou a presença de Portugal na Conferência do ICN e dedicou palavras de apreço a todos os enfermeiros portugueses.

Hospital São João inaugura registo gratuito dos recém-nascidos

O Hospital de S. João, no Porto, inaugurou sexta-feira, o registo imediato e gratuito dos recém-nascidos no próprio serviço de Ginecologia e Obstetrícia, evitando que os pais tenham de se deslocar às Conservatórias.

Este serviço faz parte do projecto "Nascer Cidadão", que entrou em funcionamento no dia 28 de Março em cinco hospitais e maternidades e prevê o registo simultâneo das crianças em três dimensões: no registo civil, no serviço de saúde e no serviço de segurança social.

Fonte hospitalar acrescentou que o S. João passará a emitir os boletins de nascimento das crianças, procedendo "numa segunda fase a sua inscrição no serviço nacional de saúde e na segurança social.

Um funcionário dos serviços do registo civil vai estar em permanência, de segunda-feira a sábado, das 14:00 às 18:00, num gabinete criado para o internamento de parturientes. Para registar uma criança nas unidades de saúde basta indicar o nome e naturalidade da criança, devendo, sempre que possível, ser apresentados os documentos de identificação dos pais.

Fonte: Jornal Notícias

Medicamento nas farmácias portuguesas não dá para fabricar droga psicoactiva BZP

Segundo a agência Lusa, o Infarmed esclareceu que não existe qualquer tipo de problema com o medicamento que se vende nas farmácias com a substância Benzilpiperazina (BZP), que associada a uma outra substância de uso comum dá uma droga psicoactiva.
O porta-voz da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) explicou que “não se regista o mais pequeno problema", com este medicamento, usado para combater as lombrigas há vários anos e que, se houver problema será "com a substância activa utilizada para fins ilícitos”, embora acredite que se tal acontecer seja um caso da polícia e não da Autoridade Nacional do Medicamento.

A BZP provoca efeitos semelhantes aos das anfetaminas. O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT) está a avaliar as consequências desta droga psicoativa..

Nestes últimos dois anos produtos contendo BZP têm vindo a ser submetidos a uma publicidade elevada sendo comercializados por vários retalhistas e na Internet como produtos psicoactivos "naturais" ou "de ervanário", referindo também que são uma alternativa legal à ecstasy, induzindo falsamente os consumidores, pois acreditam que é uma droga segura.

Fonte: Agência Lusa

Liliana Duarte

Administração Central do Sistema de Saúde, I. P. (ACSS) aprovada pelo Decreto-Lei n.º 219/2007

As novas leis orgânicas dos serviços do Ministério da saúde foram publicadas no dia 29 de Maio em Diário da República. Estes diplomas surgem no âmbito das orientações definidas pelo Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) e dos objectivos do Programa do Governo relativamente à modernização administrativa e à melhoria da qualidade dos serviços públicos.

A Lei Orgânica do Alto-Comissariado da Saúde (ACS), aprovada pelo Decreto-Lei n.º 218/2007, reforça as atribuições do ACS, que passam a incluir a coordenação da actividade do Ministério da Saúde nos domínios do planeamento estratégico e das relações internacionais, bem como assegurar a elaboração, acompanhamento e avaliação do Plano Nacional de Saúde. Nas funções de planeamento inclui-se também a elaboração de documentos estratégicos, como as Grandes Opções do Plano, e a monitorização do seu cumprimento.

Pela Lei Orgânica aprovada pelo Decreto Regulamentar n.º 65/2007, a Secretaria-Geral do Ministério da Saúde tem por missão assegurar o apoio técnico e administrativo aos gabinetes dos membros do Governo integrados no Ministério da Saúde e aos demais órgãos, serviços e organismos que não integram o Serviço Nacional de Saúde, nos domínios da gestão de recursos internos, do apoio técnico, jurídico e contencioso, da documentação e informação e da comunicação e relações públicas.

A Lei Orgânica da Direcção-Geral da Saúde (DGS), aprovada pelo Decreto Regulamentar n.º 66/2007, define como missão regulamentar, orientar e coordenar as actividades de promoção da saúde, prevenção da doença e definição das condições técnicas para adequada prestação de cuidados de saúde.

De acordo com a Lei Orgânica da Autoridade para os Serviços do Sangue e da Transplantação (ASST), aprovada pelo Decreto Regulamentar n.º 67/2007, este organismo tem por missão fiscalizar a qualidade e segurança da dádiva, colheita, análise, processamento, armazenamento e distribuição de sangue humano e de componentes sanguíneos, bem como garantir a qualidade da dádiva, colheita, análise, manipulação, preservação, armazenamento e distribuição de órgãos, tecidos e células de origem humana.

A orgânica da Administração Central do Sistema de Saúde, I. P. (ACSS), aprovada pelo Decreto-Lei n.º 219/2007, determina ser missão da ACSS administrar os recursos humanos, financeiros, instalações e equipamentos, sistemas e tecnologias da informação do Serviço Nacional de Saúde e promover a qualidade organizacional das entidades prestadoras de cuidados de saúde, bem como proceder à definição e implementação de políticas, normalização, regulamentação e planeamento em saúde, nas áreas da sua intervenção, em articulação com as administrações regionais de saúde.

A missão do Instituto Nacional de Emergência Médica, I.P., definida pelo Decreto-Lei n.º 220/2007, que aprovou a respectiva Lei Orgânica, consiste em definir, organizar, coordenar, participar e avaliar as actividades e o funcionamento de um Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) de forma a garantir aos sinistrados ou vítimas de doença súbita a pronta e adequada prestação de cuidados de saúde.

A Lei Orgânica das Administrações Regionais de Saúde, I.P. (ARS), aprovada pelo Decreto-Lei n.º 222/2007, atribui-lhes a missão de garantir à população da respectiva área geográfica de intervenção o acesso à prestação de cuidados de saúde de qualidade, adequando os recursos disponíveis às necessidades em saúde e cumprir e fazer cumprir o Plano Nacional de Saúde na sua área de intervenção.


Fonte: Mistério da Saúde

Conferência "The World of Health IT 2007"

Realiza-se nos dias 23 a 25 de Outubro de 2007 em Viena, Austria a Conferência The World of Health IT 2007.


Para participar ou saber mais informações sobre esta conferência poderá consultar o seguinte endereço http://cfp.worldofhealthit.org/ . Para contactar directamente a organização do evento poderá utilizar os seguintes contactos:

Joanne Bartley
The World of Health IT 2007
Chicago, IL
e-mail: jbartley@worldofhealthit.org
tel +1 312 915 9251

Proposta de Participação

Tumor do Estroma atinge cerca de 200 pessoas por ano

Todos os anos surgem em Portugal uma média de 150 a 200 novos casos de Gist, o Tumor do Estroma (parede) gastrointestinal, revela um estudo sobre esta patologia apresentado recentemente no Funchal, sob o apoio da Novatris Oncology.

O encontro, promovido pelo Serviço de Anatomia Patológica do Hospital Central do Funchal, contou com a participação de anátomo-patologistas, cirurgiões, gastrenterologistas, oncologistas e radiologistas.

Um dos pontos em análise foi o estudo retrospectivo realizado pela unidade hospitalar madeirense a qual também referiu o surgimento de dois a três casos deste tipo de tumor, por ano, na Região.

O GIST, a designação médica do tumor do estroma gastrointestinal, afecta sobretudo homens com idade superior a 55 anos, apresenta uma taxa de cura elevada, sendo a cirurgia a forma de tratamento mais comum.

Fonte: Lusa

Mulheres incontinentes mais predispostas a depressões

Uma investigação pioneira realizada em Portugal pela Prof.ª Doutora Teresa Mascarenhas, docente e investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), concluiu que a gravidez e o parto induzem incontinência urinária em 20% das mulheres.

O estudo, que teve como objectivo compreender os factores de risco para a incontinência urinária, avaliou uma amostra de 123 mulheres, entre os últimos três meses de gravidez e os primeiros 6 meses após o parto. Todas as mulheres em estudo eram saudáveis, sendo que nenhuma apresentava sintomas de incontinência urinária antes da gravidez.

A investigação demonstrou que, nos últimos três meses de gestação, mais de metade das grávidas sofreram de incontinência (52%). É sabido que durante a gravidez estes sintomas são recorrentes mas temporários, desaparecendo após o parto na maior parte dos casos. Contudo, de acordo com os resultados obtidos, 6 meses após o parto, 20% das mulheres mantinham incontinência urinária, o que indica o carácter permanente da doença, nestes casos.

Apenas 30% das mulheres estudadas mantiveram o controlo urinário durante a gravidez e após o parto.

O estudo avaliou ainda o impacto da incontinência urinária na vida das doentes, tendo-se concluído que a doença diminui significativamente a qualidade de vida destas mulheres, impondo limitações às suas actividades quotidianas, sejam elas laborais, ou lúdicas, e condicionando até o sono e as suas relações pessoais. Segundo a análise realizada, há uma diferença muito significativa no que toca a sintomatologia depressiva entre os dois grupos de mulheres estudadas, sendo que as mulheres com incontinência apresentaram índices de sintomatologia depressiva muito superiores aos apresentados pelas mulheres continentes (16 pontos percentuais de diferença). 84% da amostra demonstrou querer fazer tratamento. Note-se que estas mulheres têm uma diminuição muscular do pavimento pélvico que pode ser tratada com fisioterapia adequada.

Neste momento, a FMUP está também, em colaboração com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a desenvolver novos aparelhos que permitam fazer uma avaliação precisa da força muscular do pavimento pélvico, e a realizar estudos de simulação do parto vaginal, para perceber os biomecanismos subjacentes aos traumatismos obstétricos.

Recorde-se que as disfunções do pavimento pélvico da mulher constituem um problema de saúde de dimensões não completamente conhecidas. No entanto, o aumento da esperança de vida e o envelhecimento da população sugerem que haverá um aumento da necessidade de tratar estas patologias.

A incontinência urinária é um importante problema de saúde dada a sua alta prevalência, o impacto na qualidade de vida e os custos que acarreta. A Organização Mundial de Saúde identificou esta patologia como um problema maior de saúde pública, que afecta mais de 200 milhões de pessoas em todo o Mundo.

Segundo a investigadora, é preciso sensibilizar mulheres e médicos para a importância do problema e para as soluções existentes. Quebrar o tabu que ainda rodeia a incontinência urinária, consultar o médico e fazer tratamento em fases iniciais dos sintomas é crucial.

Fonte: Universidade do Porto

Uma em cada quatro pessoas, com mais de 65 anos, vive sozinha

A coordenadora da Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados em Portugal, Inês Guerreiro, afirmou hoje que uma em cada quatro pessoas com mais de 65 anos vive sozinha.

A responsável pela criação da rede nacional que permita tratar de doentes no período pós-hospitalar, fora das unidades de saúde tradicionais, fez o ponto da situação do projecto durante o VII Congresso Nacional das Misericórdias, que é encerrado, sábado, pelo Presidente da República.

Actualmente, referiu Inês Guerreiro, 77 por cento da Rede Nacional de Cuidados Continuados e 65 por cento dos equipamentos da Rede de Convalescença pertencem ás Misericórdias.

Um número que - frisou - traduz o empenho dos privados, mas que Inês Guerreiro quer que envolva todos os níveis do Serviço Nacional de Saúde: «Os Cuidados Continuados não podem ser apenas um serviço de retaguarda dos hospitais, uma medida que permita livrar camas no Serviço de Saúde e criar 'hospitalinhos' um pouco por todo o lado».

Em vez disso, Misericórdias e Unidade de Missão defendem que a Rede de Cuidados Continuados tem que ser uma resposta única a cada doente único: «Tem que haver um plano individual de cuidados para cada doente e, em Portugal, ainda ninguém sabe fazer isso».

A responsável sustentou que quando um médico preenche um guia de alta, onde não menciona todos os cuidados que o doente deve ter, não está a trabalhar com brio e está a prejudicar a Rede de Cuidados Integrados Continuados.

Para concretizar a Rede, disse, será preciso «reformar totalmente o Sistema Nacional de Saúde, tirando o profissional de saúde do centro do sistema e colocando, no centro de tudo, o doente».

«Temos que deixar de nos acusar uns aos outros e envolver toda a comunidade, desde Misericórdias e médicos a autarquias e Segurança Social para tratar com êxito as pessoas que, após a doença, continuam a necessitar de cuidados especiais», sustentou Inês Guerreiro.


Fonte: Lusa

Dia 3 de Maio, um dia diferente no IPO


O Instituto Português de Oncologia, em conjunto com o Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, abriu as suas portas às escolas. Este dia teve como objectivo abordar temas ligados à prevenção do cancro de pele, uma vez que se está a aproximar a época balnear.3 de Maio, Dia do Sol, teve como conferencistas o Dr. Fernando Ribas (director do Serviço de Dermatologia do IPO-Porto ) e a Dr.ª Cristiana Fonseca (da Liga Portuguesa Contra o Cancro).Os alunos da Escola EB 2/3 da Maia tiveram uma participarão especial, com a peça de teatro “Com o Sol no Coração, Vamos ter Precaução”.A escola EB2/3 de Alvarelhos, da Trofa, apresentou o projecto “Educação para a Saúde”.Os alunos estiveram atentos às conferências e mostram saber os cuidados a ter com a pele.Espera-se que iniciativas como esta, voltem a acontecer brevemente.

Fontes: IPO Porto e Universidade Fernando Pessoa

Liliana Duarte

"Não se esqueça dos seus ouvidos" chega a Lisboa

A GAES – Centros Auditivos convida-a/o a estar presente na acção de sensibilização sobre os problemas de audição “Não se esqueça dos seus ouvidos”, que decorre no próximo dia 4 de Junho pelas 11h00, na Praça da Figueira, em Lisboa.

A campanha itinerante pretende alertar a população para a importância dos teste auditivos periódicos e sensibilizar os jovens para os cuidados a ter, de forma a evitar problemas auditivos.

A perda de audição afecta cada vez mais a camada jovem, devido aos elevados níveis de ruído nas discotecas, bares e concertos, e por uma má utilização dos MP3 e iPod.

A iniciativa conta com a presença de Jaime Ramalho, Director Geral da Gaes em Portugal e o Dr. Nobre Leitão, Médico Otorrinolaringologista, para prestar mais informações.

Com o apoio de um camião com cerca de 13 metros de comprimento e 5 metros de largura, o roadshow teve início a 31 de Maio, no Porto, e termina a 6 de Junho em Lisboa.

Uma equipa especializada, na unidade móvel da GAES, realiza testes de audição à população, exibe um filme sobre o funcionamento do ouvido e distribui material informativo para prevenir, detectar e solucionar este problema.

Locais e datas do roadshow

Lisboa, Praça da Figueira – 4, 5 e 6 de Junho

A GAES – Centros Auditivos está presente em Portugal há 14 anos. Foi fundada em 1949, em Barcelona por Juan Gassó, e actualmente conta com centros auditivos próprios e franchisados em Portugal, Espanha, Argentina, Chile, Itália e México e Turquia.

A actividade da empresa vai desde o desenvolvimento de soluções auditivas na fábrica Microson, em Barcelona, até à distribuição em centros auditivos, que contam com audioprotesistas, técnicos especialistas na selecção e adaptação de soluções auditivas.

Para além da produção própria da marca Microson, a GAES – Centros Auditivos distribui os produtos de empresas líder mundiais como Phonak, Starkey e Siemens.


Fonte: Saúde Sapo

Portugal e Itália juntos no diagnóstico de doenças raras

A Raríssimas, Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras e a Fundação Italiana B.I.R.D. (Mauro Baschirotto Institute for Rare Diseases) vão assinar um protocolo de cooperação para promover o diagnóstico de doenças raras em Portugal. Pais e crianças que lidam com esta realidade vão ter a oportunidade de realizar testes de diagnóstico gratuitos que permitirão a identificação correcta da patologia.

Representantes desta Fundação Italiana e da Raríssimas, vão reunir-se com profissionais de saúde e doentes para discutir a realidade portuguesa e formalizar esta parceria, no próximo dia 2 de Junho, Sábado, entre as 10h00 e as 12h00 no Hospital de Dona Estefânia em Lisboa.


Adequar o tratamento a cada caso e a cada doente

A nível mundial estão contabilizadas cerca de 7.200 doenças raras. 8% da população portuguesa é portadora de uma doença rara, que pode ou não estar diagnosticada. Esta parceria vai tornar possível a identificação desses casos, permitindo adequar o tratamento a cada caso e a cada doente. Na União Europeia são entre 24 e 36 milhões (seis a oito por cento da população). Em todo o mundo são reportadas cinco novas doenças raras por semana.

As doenças raras, também designadas como doenças órfãs, são aquelas que afectam um pequeno número de pessoas, por comparação com a população em geral. Ocorrem com pouca frequência, ou raramente. Existem ainda várias variantes raras de doenças frequentes. Na Europa, uma doença é considerada rara quando afecta uma em duas mil pessoas.

A Raríssimas existe desde 2002 para apoiar doentes, famílias, amigos de sempre e de agora que convivem de perto com as doenças mentais e raras. A sua congénere italiana, Baschirotto Institute for Rare Diseases (BIRD) nasceu em 1989 e tem como objectivos promover estudos e desenvolver investigação no âmbito das doenças raras, ainda caracterizadas por uma falta de conhecimentos científicos e médicos que não permitem o diagnóstico e tratamento correctos.

Fonte: JasFarma

Laura Bush vai a Moçambique em finais deste mês para avaliar luta contra HIV/SIDA

A primeira-dama dos EUA, Laura Bush, estará em Moçambique em finais deste mês, para avaliar os progressos conseguidos com o programa de combate à SIDA, lançado pelo seu marido em 2003, disse hoje à Agência Lusa fonte diplomática norte-americana.

Moçambique recebeu desde 2003 um total de 141,4 milhões de euros do Programa de Emergência Presidencial de Alívio à SIDA (PEPFAR, na sigla em inglês), aprovado pelo congresso norte-americano a pedido de George Bush, para o apoio no combate à doença em 15 países de África e Caraíbas, gravemente afectados pela pandemia.

O pacote financeiro autorizado pelo congresso norte-americano em 2003 ultrapassa 11 mil milhões de euros e prevê, entre outras medidas, o alargamento do acesso de mais doentes aos anti-retrovirais.

No caso moçambicano, estima-se que 110 mil pessoas tenham acesso aos anti-retrovirais até 2008, contra 34.000 este ano, e 16.200 em 2006, como efeito directo dos apoios concedidos no quadro do PEPFAR.

Para analisar a evolução verificada nos últimos anos na luta contra a SIDA, em resultado da iniciativa defendida pelo seu marido, Laura Bush vai visitar Moçambique em finais deste mês, devendo encontrar-se com as autoridades do país, principalmente com entidades ligadas ao combate à doença.

Números oficiais referem que 16,2 por cento dos mais de 19 milhões de moçambicanos estão infectados com o vírus do HIV/SIDA e mais de 500 novos casos verificam-se diariamente.

A deslocação de Laura Bush insere-se numa digressão por África, que a levará igualmente ao Botsuana e Zâmbia, dois países da sub-região da África Austral que também beneficiam do PEPFAR.


Fonte: Lusa

Listas de espera de transplantes cada vez maiores

No ano passado foram realizados 1457 transplantes. Com dadores vivos, foram 38 transplantes de rim e dois de fígado. As listas de espera aumentam cada vez mais, por dificuldades na colheita de órgãos, pois apenas 42 hospitais estão autorizados a o fazerem com regularidade.
Em Portugal os dadores não são identificados e como tal, muitas vezes morrem na Unidade de Cuidados Intensivos, pois o diagnóstico, feito por neurocirurgiões, não é suficiente para se saber se o dador teve morte cerebral, factor essencial para se realizar uma colheita.
Reduzir as listas de espera é um ponto crucial a ser resolvido no nosso país, para que muitas vidas sejam salvas.

Fonte: Diário de Notícias e Expresso

Liliana Duarte

IPO vai para Oeiras

Segundo o jornal Expresso o Ministro da Saúde, António Correia de Campos, aceitou a proposta de Isaltino Morais. O novo Instituto Português de Oncologia (IPO) vai ser construído num terreno de 12 hectares em Leceia, no concelho de Oeiras.
Segundo Isaltino Morais vai ser criado um pólo pólo de saúde onde está previsto um centro de investigação na área da oncologia, bem como unidades de ensino.

Fonte: Expresso

Liliana Duarte

Utentes reconhecem qualidade do serviço prestado pelas farmácias

Os utentes das farmácias portuguesas avaliam a qualidade dos serviços por estas prestados de forma extremamente positiva, sendo capazes de diferenciar este nível de qualidade do que reconhecem noutras entidades (tais como centros de saúde, hospitais ou consultórios)”, refere um estudo hoje apresentado em Lisboa.

Realizado pelos investigadores do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Alzira Duarte, Francisco Nunes e Luís Martins, a partir de uma solicitação da Ordem dos Farmacêuticos, o estudo intitulado “Responsabilidade Social no Sector das Farmácias” teve como principal objectivo caracterizar e avaliar a dimensão da responsabilidade social das farmácias portuguesas através da realização de inquéritos a cerca de 1.400 farmacêuticos e 1.200 clientes de farmácias durante o primeiro trimestre de 2007.

De acordo com estes investigadores, “os farmacêuticos portugueses têm vindo a efectuar um trabalho notável nas suas farmácias, revelando estas organizações níveis de desempenho francamente acentuados”. Do mesmo modo, acrescenta o estudo, “os seus utentes estão a responder com níveis de satisfação e de lealdade muito dificilmente atingíveis por outros sectores da actividade económica”.

Os farmacêuticos constituem uma fonte de aconselhamento com uma fortíssima prevalência, uma vez que 80% dos inquiridos declara ter pedido um conselho ao farmacêutico pelo menos uma vez nos últimos seis meses. No total da amostra, 53% dos clientes das farmácias solicitou conselho ao farmacêutico 1 a 3 vezes nos últimos seis meses e 20% 4 a 6 vezes neste mesmo período de tempo. No seguimento destes resultados, os inquéritos realizados nas farmácias revelam ainda que 50% dos utentes afirma ter evitado, pelo menos uma vez nos últimos seis meses, uma ida ao médico na sequência do conselho farmacêutico.

Segundo este relatório, o investimento do sector das farmácias em programas de intervenção na comunidade, seja pelo financiamento directo das acções seja pela formação inerente à sua realização, situou-se nos 4.119.000 euros, em 2006.

Entre o vasto conjunto de práticas de responsabilidade social analisadas neste estudo, os autores realçam a proporção de directores técnicos de farmácias que indica a venda de medicamentos a crédito (89%). O envolvimento no programa da Valormed, a informação à população através de folhetos ou publicações periódicas, o apoio à promoção e utilização de medicamentos genéricos, o apoio a instituições sociais e o encaminhamento ou indicação de doentes para consulta médica foram outras práticas referidas por mais de 75% dos farmacêuticos inquiridos.

No caso particular dos programas de intervenção farmacêutica, os dados apurados indicam que quase metade das farmácias envolvidas neste estudo esteve ou está envolvida em programas de identificação de suspeitos de risco em doenças crónicas, programas de cuidados farmacêuticos na diabetes, em campanhas de cessação tabágica e em programas de cuidados farmacêuticos na hipertensão.

"As conclusões deste trabalho indicam que as farmácias portuguesas orientam a sua actividade “para a promoção da saúde e não tanto para a mera dispensa de medicamentos”. Os autores acrescentam que, “atendendo ao facto de o sector das farmácias ser composto por micro-empresas”, este apresenta-se como “um caso verdadeiramente paradigmático no contexto europeu”.

O trabalho realizado pelos investigadores do ISCTE insere-se num conjunto de estudos e pareceres solicitados pela Ordem dos Farmacêuticos a diversas entidades independentes em torno do sector farmacêutico. “Responsabilidade Social do Sector das Farmácias em Portugal” sucede-se, assim, à perspectivas jurídica, da autoria do constitucionalista Joaquim Gomes Canotilho e económica, da responsabilidade do Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (CEISUC), sobre os efeitos de uma desregulamentação do sector das farmácias no nosso país.


Fonte: Destak