terça-feira, 16 de outubro de 2007
Comparticipação de analgésicos é muito baixa
Os analgésicos actualmente disponíveis nas farmácias portuguesas são dos mais caros de toda a Europa. Em causa está o facto de no nosso país a comparticipação daqueles fármacos ser de apenas 37 por cento, quando há estados em que chega muito perto ou mesmo aos 100 por cento. A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor demanda um aumento daquela taxa para os 95 por cento.
Considerando que a sintomatologia da dor não pode continuar a ser desvalorizada, como tem sucedido até aqui, quer pelos profissionais de saúde, quer pelos próprios doentes, e tendo em conta que a taxa máxima de comparticipação actualmente admitida pelo Ministério da Saúde português é de 95 por cento, já que o governo português não prevê a gratuitidade daqueles fármacos, decorrente de um apoio na ordem dos 100 por cento, a APED estabelece a comparação entre a realidade nacional e o cenário comum na generalidade dos países da Europa, para demandar uma subida substancial do apoio estatal à aquisição de analgésicos.
José Romão, médico do Hospital Geral de Santo António, no Porto, e elemento da direcção da Associação para o Estudo da Dor, atesta que “a taxa de comparticipação de analgésicos em Portugal é muito baixa relativamente à da esmagadora maioria dos países europeus, já que em alguns desses países os analgésicos opióides chegam a ser gratuitos, usufruindo de comparticipações que atingem os 100 por cento”. Na opinião da APED, a comparticipação “adequada” aos analgésicos é de 95 por cento, sendo “inaceitável” que doentes com dor crónica possam ser impedidos de receber tratamento por falta de recursos económicos.
O clínico vai mais longe e compara a taxa de comparticipação dos analgésicos com a dos anti-inflamatórios, de 69 por cento, apesar de aqueles medicamentos revelarem “muitos efeitos secundários que são potencialmente graves”, tais como sangramentos e úlceras pépticas. Dados da Organização Mundial de Saúde relativos a 2004 demonstraram que o consumo de analgésicos opióides em Portugal é inferior ao que ocorre na grande maioria dos países europeus: seis vezes menos do que em Espanha, 12 vezes menos do que em França, 15 vezes menos do que na Alemanha e 20 vezes menos do que no Reino Unido. A associação exorta por isso a tutela a rever o apoio dado aos doentes que sofrem de dor crónica e que têm nos medicamentos analgésicos a principal fonte de alívio dos sintomas e de conforto no quotidiano.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, APED
Liga dos Amigos do Hospital São Bernardo vai oferecer 15 cadeiras terapêuticas para Oncologia
De acordo com Cândido Teixeira, presidente da LAHSB, a aquisição das 15 cadeiras terapêuticas, com um valor global de 30.000 euros, é um dos objectivos da Liga e deverá ser alcançado durante a campanha de sensibilização para a prevenção do cancro da mama, que decorre de 18 a 20 de Outubro, em Setúbal.
Cândido Teixeira falou aos jornalistas durante a apresentação pública de uma acção de prevenção contra o cancro da mama, promovida pela LAHSB e pela Sociedade Portuguesa de Senologia, no âmbito de uma campanha nacional que decorre ao longo do mês de Outubro.
Esta campanha de prevenção do cancro da mama deverá contar com a ajuda da antiga primeira-dama Maria José Ritta, que participa, sexta-feira, num passeio pela baixa da cidade de Setúbal, a que se seguem outras iniciativas, que terão lugar sábado à tarde no Auditório Charlot.
“O melhor diagnóstico do cancro da mama nas mulheres é a prevenção através do auto-exame, de preferência nos cinco dias após o período menstrual”, uma vez que a detecção precoce permite o tratamento de mais de 805 por cento dos casos, adianta a médica Emília Vaz Pereira, da Sociedade Portuguesa de Senologia.
“Em 2006 operámos 107 mulheres no Hospital São Bernardo, para além de muitas outras que foram tratadas sem cirurgia”, disse Emília Vaz Pereira, reforçando a ideia de que o auto-exame, feito pela própria mulher, é fundamental.
Emília Vaz Pereira lembra ainda que todas as mulheres com mais de 40 anos devem fazer uma mamografia todos os anos e que “qualquer mulher que detecte um corrimento mamilar, um nódulo palpável, uma alteração de cor ou de calor da mama, deve recorrer de imediato ao seu médico de família”.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Fármaco contra o cancro pode travar doenças vasculares
Investigadoras portuguesas descobrem novo efeito do "imatinib"; estudo vai ser publicado na revista «Angiogenesis»O imatinib – composto usado no tratamento de alguns tipos de cancro – pode combater também doenças vasculares. A descoberta da nova terapêutica deste fármaco pertence a três investigadoras portuguesas. O estudo será publicado na revista biomédica «Angiogenesis».
Sabiam que o fármaco era utilizado em células tumorais e decidiram investigar se, também, teria o mesmo efeito no combate à aterosclerose. A equipa de investigadoras do Serviço de Bioquímica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) partiu de uma probabilidade, cujo estudo veio a validar. “O imatinib pode ser um bom agente terapêutico contra a arterosclerose, a restenose e outras doenças do foro vascular”, anunciou Ana Sofia Rocha, bióloga que desenvolveu a investigação.
Caracterizadas pelo crescimento anormal das células do músculo liso (as células de revestimento dos vasos sanguíneos) as doenças vasculares, especificamente, a aterosclerose continua entre as principais causas de doença e morte, em Portugal, embora já existam outros medicamentos capazes de bloquear o processo aterosclerótico.
Este facto não dissuadiu a equipa do Porto na procura de mecanismos alternativos. “Os resultados mostraram que o imatinib pode reverter a aterosclerose”, reforçou Raquel Soares (bioquímica que orientou o estudo), destacando ainda que o fármaco “pode evitar o reaparecimento de obstrução do vaso” (restenose) – que acontece, em muitos casos, após cirurgia.
Segundo explicou Ana Sofia Rocha, “nos ensaios constatámos que a incubação com imatinib reduzia a capacidade e viabilidade de migração das células do músculo liso”, revelando ainda que “foi encontrado um aumento significativo da percentagem de células mortas após o tratamento com o fármaco.”
Ressalvando que os ensaios feitos pertencem a uma fase preliminar, a investigadora antecipou que, o próximo passo de um longo caminho de ensaios clínicos, será “a utilização de modelos animais, nomeadamente, ratos com predisposição para a doença.”
Caso vingue, a descoberta de Ana Rocha, Raquel Soares e Isabel Azevedo pode significar um meio para reduzir o número drástico de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e enfartes do miocárdio.
De acordo com dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia, 60% dos portugueses tem os níveis sanguíneos de colesterol elevados. Hipertensão arterial, obedidade, sedentarismo, tabagismo são factores que, equacionados ao colesterol, potenciam o risco de doenças vasculares.
Raquel Pacheco
Fontes: FMUP/Fundação Portuguesa de Cardiologia
Baldacci já retirou do mercado os lotes 05006 e 26605 de Lauroderme Creme
De acordo com o responsável, em causa estão os lotes 05006 e 26605, à venda em Portugal desde o ano passado, e que correspondem a uma forma de apresentação do medicamento com pouca representatividade em termos de vendas.
"A forma de apresentação em questão deve representar 1,5 a dois por cento das vendas totais em Portugal e não tem grande expressão quando comparada, por exemplo, com a pasta cutânea", explicou Vítor Coelho.
A recolha dos lotes em causa foi decidida na semana passada, imediatamente depois de detectado o anormal aspecto final granuloso, e contou com o acompanhamento da Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED).
"Este é um aspecto mais ligado à cosmética, uma vez que não estão em causa a saúde pública, a eficácia e segurança do produto", acrescentou
O Lauroderme Creme não está sujeito a receita médica e é usado como protector da pele, estando disponível em pasta, liquido, pó cutâneo e creme.
A empresa recomenda aos consumidores que estejam a usar estes lotes que se dirijam a uma farmácia para proceder à sua substituição da embalagem.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Afinal tomar a pílula não aumenta o risco de cancro da mama
Segundo Herbert R. Peterson, um dos responsáveis pelo estudo, os resultados apurados são “muito tranquilizantes”, pois permitiram também concluir que “não parece existir nenhum motivo de preocupação sobre o facto de as mulheres tomarem a pílula em idades jovens, pelo menos relativamente ao problema do cancro da mama”.
A crença de que o cancro da mama está relacionado com a utilização de métodos anticoncepcionais orais surgiu em 1996, depois de uma análise a 54 estudos ter detectado que as mulheres que tomam a pílula têm um risco acrescido de desenvolver a doença.
Contudo, o estudo agora levado a cabo por uma equipa de investigadores da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, EUA, sugere que o facto de as mulheres tomarem a pílula as aproxima dos cuidados de saúde, o que pode conduzir a um diagnóstico precoce, contribuindo para a diminuição da taxa de mortalidade da doença, pois evitaria que o tumor chegasse a um estado avançado.
Actualmente, a taxa de mortalidade por cancro da mama, em mulheres entre os 20 e os 54 anos, que tomam a pílula, é de 4,292 mulheres.
No entanto, os investigadores não encontraram um aumento da mortalidade nem associado ao uso da pílula, nem à duração da sua utilização, ou tão pouco a alguma formulação especifica deste método anticoncepcional. Aliás, as mulheres que utilizem correntemente este método podem ter um decréscimo de 10 por cento na probabilidade de virem a sofrer da doença, ainda que os investigadores não tenham percebido exactamente como se dá esta relação.
De facto, um outro estudo realizado em 2002 também não encontrou maiores riscos de cancro da mama, em mulheres que tomem a pílula, relembra Peterson.
“Existem dúzias e dúzias de estudos que abordam a relação entre a pílula e o cancro da mama, mas quando analisamos as suas conclusões de forma comparativa percebemos que o resultado é muito tranquilizante, pelo menos no que respeita à mortalidade da doença”, constata o investigador.
No entanto, os investigadores não conseguiram ainda apurar qual o real efeito da pílula durante a menopausa, isto apesar de um estudo recente ter indicado que as mulheres que recorram a terapias de compensação hormonal, nesta altura, têm um risco acrescido de virem a desenvolver a doença.
Pelo sim pelo não, Peterson acredita que “para as mulheres até aos 40 anos, que não sejam fumadoras, os métodos de contracepção oral continuam a ser a solução, para muitas uma boa solução”, mas para ter a certeza serão ainda necessários mais estudos que venham comprovar esta conclusão e que esclareçam a segurança da pílula em mulheres mais velhas.
Inês de Matos
Fonte: Reuters
Rede virtual sobre fármacos e tratamentos
Pfizer associa-se a fórum online para médicos
A Pfizer, multinacional suíça do sector farmacêutico, associou-se ao fórum online Sermo, uma página dedicada exclusivamente à classe médica (www.sermo.com), a quem visa fornecer informações detalhadas sobre a área do medicamento e dos dados clínicos a ele respeitantes.
Na rede virtual os médicos participam em debates, que resultam da sugestão dos utentes do site, trocam informações com os colegas, designadamente sobre a evolução registada nos tratamentos ou a posologia mais indicada para determinados casos clínicos. Há ainda a possibilidade de debater opiniões e pedir conselhos no que toca a diagnósticos e terapias. “Através desta associação com o Sermo, a Pfizer tenta descobrir, com ajuda dos médicos, a melhor maneira de trocar informações pela internet”, explicou o laboratório à Agence France-Presse. O Sermo está disponível online desde 2006 para os clínicos, mediante uma assinatura gratuita, estimando-se que tenha actualmente cerca de 30 mil assinantes.
Carla Teixeira
Fonte: AFP, Sermo.com
Crucell entra em acordo com a MedImmune para desenvolver anticorpos
A Crucell anunciou que a MedImmune irá efectuar pagamentos iniciais, anuais e quando forem atingidos objectivos, que poderão exceder os 40 milhões de dólares, para além do financiamento para investigação e desenvolvimento, e ainda regalias relativas às vendas, num valor não revelado.
Segundo a companhia, esta parceria combina as capacidades únicas de investigação, descoberta e desenvolvimento de anticorpos da Crucell com o conhecimento em desenvolvimento clínico e comercialização de anticorpos anti-infecciosos da MedImmune.
A MedImmune irá poder trabalhar com a tecnologia de anticorpos MAbstract da Crucell, que utiliza um método de subtracção de selecção para gerar anticorpos humanos, que a companhia afirma não estar disponível com outra tecnologia. Esta tecnologia pode ser utilizada para uma selecção mais rápida de especificidades monoclonais, e para identificar alvos únicos em proteínas, vírus, bactérias e células vivas ou tecidos. Também pode ser usada para identificar as regiões de ligação de anticorpos e antigénios, para ajudar no desenvolvimento de vacinas ou inibidores de pequenas moléculas.
Apesar dos resultados desta colaboração não serem esperados até daqui a alguns anos, este acordo é visto como uma validação importante da tecnologia da Crucell, e uma extensão positiva do seu negócio.
Segundo um analista da SNS, Marcel Wijma, os mercados para os tratamentos contra este tipo de infecções é substancial. No geral, este acordo é uma extensão positiva da pipeline actual de vacinas e anticorpos.
Segundo a Crucell, este acordo com a MedImmune tem como objectivo trabalhar numa das cinco áreas específicas de infecções adquiridas nos hospitais, sendo que a Crucell irá trabalhar independentemente nas outras quarto áreas.
A Crucell afirmou que as infecções bacterianas adquiridas nos hospitais afectam aproximadamente 2 milhões de pacientes por ano nos Estados Unidos e na Europa, provocando mais de 200 mil mortes.
Vacina contra o VPH a preço de custo
No mesmo dia em que começou a ser comercializada em Portugal a segunda vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (VPH), agente responsável pelo cancro do colo do útero, uma farmácia portuense decidiu vender a imunização mais antiga a preço de custo. A ideia é democratizar o acesso a um medicamento que, pelo elevado preço, se torna indisponível para muitas famílias. O crédito também é uma opção…
A entrada no mercado farmacêutico português da segunda vacina contra o Vírus do Papiloma Humano levou a direcção da Farmácia de Santa Catarina, na cidade do Porto, a optar por vender as duas imunizações ao mesmo preço, sendo que a vacina que já existia no mercado confere imunidade relativamente a quatro tipos de vírus (6, 11, 16 e 18), enquanto a nova apenas protege das estirpes 16 e 18. O preço do novo tratamento ronda os 433 euros, divididos entre três doses de 144,41 euros cada, mas a farmácia portuense vai vendê-la a 399 euros, o preço que paga por ela, e que equivale a um custo de 130 euros por cada uma das três doses.
Na prática as duas vacinas passam a custar exactamente o mesmo, o que, para os responsáveis por esta iniciativa traduz um esforço no sentido da democratização do acesso ao medicamento por parte da população mais carenciada, tendo em conta que o cancro do útero é actualmente uma das doenças mais mortíferas para as mulheres lusitanas, e considerando ainda que nas famílias em que haja mais do que uma menina em idade de ser vacinada a situação assumirá contornos de grande problemática, visto que a despesa aumenta de modo considerável.
Numa iniciativa que demonstra o elevado espírito de solidariedade da direcção da Farmácia Santa Catarina para com os seus clientes, que na grande maioria recusavam comprar a vacina por não terem disponibilidade financeira para a pagar, o estabelecimento abdicou totalmente da sua faixa de lucro, possibilitando ainda a aquisição da imunização a crédito. Nas palavras do director técnico da Farmácia Santa Catarina, Carlos Almeida, além de esta ideia materializar “um serviço de utilidade pública”, contribuirá previsivelmente para atrair um maior número de clientes ao estabelecimento, fidelizando-os na aquisição daquele e de outros medicamentos, agora e no futuro. Nos últimos dias o responsável admitiu já ter percebido um aumento do número de pessoas que cruzaram a porta da farmácia em busca da vacina ou de outro tipo de produtos.
Porque “a prevenção do cancro do colo do útero não pode ser um privilégio dos ricos”, e tendo em conta que, mesmo custando 390 euros a imunização continua a ter um preço demasiado elevado para a generalidade das carteiras portuguesas, o farmacêutico do Porto entendeu permitir ainda a celebração de contratos de crédito, que são firmados ao balcão do estabelecimento, com vista a que ninguém seja obrigado a deixar de se vacinar por não dispor de meios financeiros para tal.
Carla Teixeira
Fonte: JornalismoPortoNet
FDA aprova Hycamtin Oral para o cancro do pulmão de pequenas células
A agência norte-americana que regula os medicamentos (FDA) aprovou o Hycamtin Oral (topotecano), da GlaxoSmithKline (GSK), para o tratamento da reincidência do cancro do pulmão de pequenas células, uma forma bastante rara da doença. A GSK declarou que o fármaco estará disponível em 2008.
A Glaxo sublinhou que o Hycamtin oral é o primeiro agente-único de quimioterapia aprovado para o tratamento do cancro do pulmão de pequenas células, após falha da terapia de primeira linha, e que irá permitir que os pacientes sejam tratados em casa. Especificamente, as cápsulas orais de Hycamtin foram aprovadas para o tratamento de pacientes que responderam total ou parcialmente ao tratamento de primeira linha com quimioterapia, e que estão, pelo menos, a 45 dias de terminar o tratamento. As cápsulas de Hycamtin pertencem à classe de fármacos conhecidos por inibidores da topoisomerase I (topo-I).
A GSK indicou que esta aprovação baseou-se nos resultados positivos da Fase III do estudo que comparou os pacientes com reincidência do cancro do pulmão de pequenas células, que receberam cápsulas de Hycamtin mais cuidados de suporte, com pacientes que só receberam cuidados de suporte, para além dos resultados adicionais dos estudos de Fase II e III.
A GSK anunciou que já submeteu pedidos de registo para o Hycamtin Oral na Europa, Canadá e noutros mercados mundiais.
Isabel Marques
Fontes: www.networkmedica.com, Reuters, www.rttnews.com, CNNMoney
Eli Lilly deverá liderar mercado de fármacos para a osteoporose em 2011
A Eli Lilly, que no final do período previsto deverá reteruma quota de 29,7 por cento no mercado dos mediamentos para a osteoporose, possui dois fármacos principais no seu portfolio de produtos para o tratamento desta doença, nenhum dos quais se insere na classe dos biofosfonatos. O Evista (Raloxifeno) pertence ao grupo farmacoterapêutico dos moduladores selectivos do receptor do estrogénio, por sua vez, o Forsteo (Teriparatida) é o fragmento activo da hormona paratiroideia humana endógena.
No mercado dos biofosfonatos, os investidores habituais, como a Merck, a Procter & Gamble e a Sanofi-Aventis estão progressivamente a ser desafiados por novas terapias que exigem tomas menos frequentes, ao mesmo tempo que sobre eles paira a ameaça do surgimento de novas classes de medicamentos e de versões genéricas de terapias líder.
“Tanto o Evista como o Forsteo estão protegidos por patente até ao final da previsão; por isso mesmo irão fornecer uma base forte para o crescimento da Eli Lilly, especialmente tendo em conta a nova indicação do Evista na prevenção do cancro da mama inicial e o aumento da confiança dos médicos no Forsteo”, afirmou Matthew Runnalls, analista do “Millennium Research Group”.
No entanto, de acordo com o especialista, o principal impulsionador do crescimento da empresa nos anos mais próximos a 2011 deverá ser o arzoxifene, um modulador selectivo do receptor do estrogénio de segunda geração ainda em ensaios clínicos. Ainda assim, o lançamento deste medicamento deverá estar sujeito a algumas complicações por surgir depois do Viviant, um modulador selectivo do receptor do estrogénio de segunda geração desenvolvido pela Merck, e do Aprela, a combinação entre uma nova terapia de substituição hormonal e um modulador selectivo do receptor do estrogénio, também da Merck, salientou Runnalls.
O mesmo estudo sugere também que apesar de deter a patente do Fosamax (Ácido alendrónico) na Europa continental, a posição de liderança da Merck no mercado dos biofosfonatos – que gerou 1,4 mil milhões de euros nas receitas do sector da osteoporose em 2006 - deverá ser dizimada pelas versões genéricas do fármaco nos Estados Unidos da América, Japão e Reino Unido.
A Merck deverá assistir a uma quebra na sua quota de mercado, que desce dos 37.7 por cento para os 9.1 pontos percentuais em 2011. Uma lacuna que deverá ser equilibrada pela presença da Eli Lilly e de outras empresas nesse novo mercado competitivo. A Wyeth, a Amgen e a Novartis irão mais do que duplicar a sua quota de mercado em 2011, diz ainda o mesmo documento.
Mais de 20 por cento dos médicos inquiridos no âmbito deste relatório prevêem que a Wyeth será a empresa mais influente no ramo da osteoporose durante os próximos cinco anos, graças ao Viviant e ao Aprela. A Novartis e a Amgen deverão também apoderar-se de uma fatia significativa do mercado, no primeiro caso devido ao Aclasta, um biosfonato injectável de administração anual, e no segundo, graças ao Denosumab, o primeiro biológico da sua classe, administrado duas vezes por ano.
Marta Bilro
Fonte: PR Newswire, PharmaLive, Infarmed, Farmacia.com.pt.
Sanofi Pasteur quer desenvolver vacina contra malária
A Sanofi Pasteur, unidade de vacinas da farmacêutica Sanofi-Aventis, estabeleceu uma parceria com o Instituto Pasteur, um laboratório francês de destaque na área das ciências da saúde, com o objectivo de desenvolver uma vacina contra a malária, doença para a qual ainda não existe imunização.
O acordo vai permitir à Sanofi Pasteur aceder a antigénios identificados pelo Instituto Pasteur derivados do "plasmodium falciparum", o parasita responsável pela maior parte dos casos mortais da doença.
O projecto conta também com a colaboração de outras entidades, incluindo a da Universidade de Oxford, de forma a desenvolver uma vacina eficaz contra a doença que afecta anualmente 500 mil pessoas, das quais um milhão acabam por falecer.
“A Sanofi Pasteur explora continuamente novos caminhos para desenvolver vacinas inovadoras e este acordo com o Instituto Pasteur sublinha o envolvimento histórico da empresa em parcerias público-privadas com instituições de renome para ajudar a melhorar a saúde pública”, afirmou Wayne Pisano, presidente e director executivo da Sanofi Pasteur.
A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 40 por cento da população mundial esteja em risco de contrair malária.
Marta Bilro
Fonte: CNN Money, Forbes.
Analgésicos têm escassa comparticipação em Portugal
“A taxa de comparticipação de analgésicos em Portugal é muito baixa relativamente à da esmagadora maioria dos países europeus, já que nalguns países os analgésicos opióides são até gratuitos, com comparticipações de 100 por cento”, salientou o médico José Romão, em declarações à Lusa, esta segunda-feira, dia em que começa a Semana Europeia Contra a Dor, este ano dedicada à mulher.
O ideal, de acordo com a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor, seria que a comparticipação para os analgésicos fosse de 95 por cento, a máxima permitida pelo Ministério da Saúde. Até porque, a falta de recursos não pode justificar “que doentes com dor crónica não possam ser tratados”, salientou José Romão.
Em Portugal há um sério contraste que se verifica entre a baixa taxa de comparticipação dos analgésicos comparativamente à comparticipação de 69 por cento dos anti-inflamatórios, que têm “muitos efeitos laterais que são potencialmente graves”, como sangramentos ou úlceras gástricas e pépticas.
O consumo de analgésicos opióides por pessoa em Portugal é seis vezes inferior ao de Espanha, 12 vezes inferior a França, 15 vezes da Alemanha e fica 20 vezes abaixo do registado no Reino Unido, indicam dados da Organização Mundial de Saúde referentes a 2004.
A “maior probabilidade” das mulheres, relativamente aos homens, para apresentarem “dores múltiplas simultâneas” faz com que, este ano, a Semana Europeia Contra a Dor seja dedicada ao sexo feminino. Segundo explicou José Romão, são os factores hormonais e biológicos que explicam e condicionam várias patologias que afectam mais as mulheres. A Semana Europeia surge também da necessidade de “agitar o meio científico” e chamar a atenção de clínicos e investigadores para as diferentes necessidades das mulheres em matéria de controlo da dor.
A situação não é nova e já tinha sido abordada pelo Farmacia.com.pt num artigo dedicado ao tratamento da dor oncológica. O trabalho, no qual se destacavam as barreiras que se colocam no acesso a estes fármacos tanto por parte do doente como do profissional de saúde, alertava também para o facto de na maioria dos países comunitários os medicamentos para a doença crónica, onde se inclui a dor oncológica, serem comparticipados a 100 por cento pelo Estado. Por sua vez, “em Portugal, e à luz da legislação vigente, o doente de ambulatório tem que suportar um encargo financeiro de pelo menos 45 por cento, da sua medicação antiálgica”, refere um relatório do primeiro P.A.I.N. (Pain Associates International Network) workshop realizado em território nacional, em 2004, sob o tema “Barreiras ao adequado tratamento da Dor Oncológica em Portugal”.
Dor interfere de forma grave no trabalho de 85% dos doentes
Um estudo realizado em pessoas que frequentam unidades de dor crónica nos hospitais portugueses revelou que em 85 por cento dos doentes, a dor interfere de forma moderada ou grave no trabalho. Um problema que poderia ser minimizado, uma vez que se devidamente utilizados, os medicamentos permitem controlar a dor em cerca de 95 por cento dos casos.
Um outro trabalho levado a cabo em 2003 pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge indica que 26 por cento dos doentes sente que a dor tem impacto no seu trabalho; quinze dias de trabalho por ano são perdidos devido à dor e um em cada cinco doentes perde o seu emprego (19%). Para além disso, 74 por cento dos portugueses afirmaram ter tido pelo menos um episódio de dor e 50 por cento manifestaram ter tido mais de um tipo de dor. Entre as dores mais frequentes estão as dores lombares (51%), dores nos ossos e articulações (45%) e dores de cabeça (35%).
Marta Bilro
Fonte: Diário Digital, Lusa, Público, Associação Portuguesa Para o Estudo da Dor, E-mail do Farmacia-Press, Farmacia.com.pt.
FDA reavalia administração de Tamiflu em crianças
De acordo com uma nota informativa publicada no portal da FDA, o comité de especialistas deverá analisar os efeitos secundários neurológicos e comportamentais provocados pelo fármaco em crianças às quais o mesmo foi administrado. O Tamiflu está sujeito a uma avaliação anual desde que, em 2005, foram relatados casos de suicídio, alucinações e lesões auto-infligidas em pacientes que receberam o tratamento.
O ano passado, o comité de aconselhamento recomendou à Roche uma actualização à rotulagem da substância de forma a alertar para potenciais comportamentos irregulares em pacientes que estejam a receber o tratamento.
Recorde-se que, em Julho deste ano, uma família japonesa processou o ministério da saúde nipónico pela morte do filho que alegavam ter acontecido na sequência da ingestão de Tamiflu. De acordo com os familiares o rapaz terá saído de casa descalço quando foi atropelado por um veículo pesado, cerca de duas horas depois de tomar o medicamento.
Conforme foi noticiado pelo Farmacia.com.pt, o caso surgiu alguns meses depois das autoridades de saúde japonesas terem emitido avisos sobre a utilização do fármaco, indicando aos médicos que não o prescrevessem a doentes na faixa etária entre os 10 e os 19 anos, devido à detecção de dezenas de casos de mortes e ferimentos entre adolescentes aos quais este tinha sido administrado. A Roche negou qualquer relação entre a ingestão do medicamento e a ocorrência comportamentos fora do padrão normal.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, First Word, Farmacia.com.pt.
FDA aprova Isentress
A Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) deu luz verde ao Isentress (raltegravir), o novo tratamento da Merck contra o HIV e o primeiro na classe dos medicamentos anti-retrovirais denominados inibidores da integrase, que bloqueiam a intromissão do ADN do HIV no ADN humano. Fica assim disponível uma nova opção para os pacientes cujo vírus já desenvolveu resistência a outros medicamentos.
De acordo com a farmacêutica norte-americana, a FDA aprovou a utilização do Isentress em associação com outros anti-retrovirais no tratamento de pacientes com HIV-1, já submetidos a outras terapias anti-HIV, que demonstrem actividade do vírus mesmo depois de lhes terem sido administrados outros anti-retrovirais.
O Isentress é a primeira terapia anti-HIV desenvolvida pela Merck desde 1999. As estimativas dos analistas indicam que as vendas do fármaco poderão gerar mais de 700 milhões de euros, por ano, a nível mundial. Actualmente, cerca de 150 mil pacientes nos Estados Unidos da América poderão beneficiar do Isentreess, que deverá chegar ao mercado daquele país dentro de suas semanas, avançou o vice-presidente do departamento de doenças infecciosas e produtos hospitalares da Merck.
Os custos do tratamento deverão rondar os 18,96 euros por dia ou 7.000 euros anuais (27 dólares norte-americanos por dia ou 10.000 dólares por ano), um preço semelhante ao que é cobrado por outros fármacos anti-HIV recentemente desenvolvidos, revelou Amy Rose, porta-voz da empresa.
“Parece muito seguro, comparativamente a outras substâncias”, comentou Homayoon Khanlou, director de medicina na “AIDS Healthcare Foundation” e um dos investigadores envolvidos nos ensaios clínicos. “É muito forte em termos de supressão viral”, salientou o mesmo responsável. A aplicação do tratamento em pacientes órfãos está também a ser analisada pela Merck.
Esta é a segunda nova categoria de fármacos anti-HIV a chegar ao mercado durante este ano. O Selzentry, da Pfizer, recebeu recentemente aprovação da FDA e da Comissão Europeia e é o primeiro medicamento que actua através do bloqueio do CCRC, co-receptor que funciona como porta de entrada principal para o vírus nas células imunitárias humanas.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, First Word, Farmacia.com.pt.
Rinite alérgica afecta 21% das crianças em idade pré-escolar
A rinite alérgica afecta 21 por cento das crianças em idade pré-escolar, revela o primeiro estudo português que avaliou a prevalência de doenças alérgicas em crianças entre os 3 e os 5 anos de idade. Os resultados do ARPA KIDS, realizado pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), vão ser apresentados esta quarta-feira, às 10 horas, no Museu das Crianças, no Jardim Zoológico de Lisboa.
A SPAIC avaliou a prevalência da rinite alérgica e de sintomas de asma em mais de 5000 crianças. Os resultados demonstram que a doença “está sub-diagnosticada e sub-tratada, não recebendo cuidados médicos num número significativo de casos”, referem os responsáveis.
A asma poderá atingir um quarto desta faixa etária da população, sendo que apenas um quinto tinha o diagnóstico já estabelecido. Confirma-se, por isso, “que a alergia começa na infância, pelo que a prevenção deve acompanhar esta tendência”, refere um comunicado da SPAIC enviado ao Farmacia.com.pt.
Entre as queixas de rinite, o nariz congestionado por mais de uma hora seguida foi o principal sintoma citado, sendo que 25 por cento das crianças teve pelo menos uma crise de falta de ar no último ano. Os sintomas são “crónicos” e “muito perturbadores da qualidade de vida das crianças em idade pré-escolar”, alerta a SPAIC.
A rinite é uma inflamação da mucosa nasal e constitui uma patologia muito frequente na população, sendo que a sua principal causa são os alergénios, como os ácaros, fungos, pólens, faneras de animais e látex.
Os sintomas típicos são caracterizados por crises de espirros, congestão e obstrução nasal, corrimento aquoso e sensação de pressão na cabeça. A comichão nasal é muito frequente podendo envolver, também a garganta, ouvidos e olhos.
No tratamento farmacológico da rinite alérgica podem ser aplicados anti-hístamínicos orais (Buclizina, Dexclorofeniramina, Cetirizina, Ebastina), anti-Inflamatórios (corticosteroides intranasais e anti-Ieucotrienos) ou descongestionantes nasais (Efedrina, Fenilefrina, Nafazolina). Pode também optar-se pela imunoterapia específica através da aplicação da vacinação anti-alérgica.
Marta Bilro
Fonte: E-mail do Farmacia-Press, SPAIC.com, Médico Assistente online, Farmácia Técnica.
Revista Idade Maior é apresentada esta quarta-feira
A pensar nos interesses e na saúde dos adultos com mais de 55 anos de idade vai ser apresentada, esta quarta-feira, a Revista Idade Maior, uma publicação gratuita e especialmente dirigida àquela camada de público, que surge agora num novo formato. A exibição vai decorrer na Universidade de Lisboa Para a Terceira Idade, às 10h30, e conta com a presença de vários oradores que alertam para as questões de saúde a partir dos 55 anos.
“Viver com saúde depois dos 55” é o mote para a palestra que será ministrada pelo geriatra João Gorjão Clara, Coordenador do Grupo de Investigação e Tratamento do Doente Idoso e Director do Serviço de Medicina Interna II do Hospital Pulido Valente, que vai abordar a temática dos cuidados de saúde na Idade Maior. Para salientar a importância da actividade física em todas as idades estará presente o fisisatra Manuel Martins. Por sua vez, a apresentadora Luísa Castel-Branco vai destacar a necessidade de enfrentar a doença de forma positiva.
Fruto de uma parceria entre a farmacêutica Pfizer, a Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa e a Direcção-Geral de Saúde, a iniciativa integra-se no projecto Idade Maior, iniciado em 2005 com o objectivo incentivar comportamentos saudáveis e educar para a gestão da doença junto dos adultos de idade maior (maiores de 55 anos).
O novo formato da publicação centra-se cada vez mais na saúde, uma questão prioritária nesta faixa etária, sem esquecer a vertente mais lúdica que oferece também passatempos ao leitor. A revista pode ser encontrada nos Centros de Saúde de todo o País e ainda nas Câmaras Municipais, Centros de Dia, Sociedades Recreativas, Universidades da Terceira Idade e outros locais de interesse público.
Emília Barradas de Noronha, Directora da Universidade de Lisboa para a Terceira Idade, será a anfitriã deste evento, no qual participa também Carlos Macedo, Director de Assuntos Governamentais e Públicos da Pfizer.
Marta Bilro
Fonte: E-mail do Farmacia-press, Pfizer.
Farmacêuticos debatem regulamentação
Hélder Mota Filipe, vice-presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde (Infarmed) preside no dia 8 de Novembro, em Lisboa, ao primeiro de uma série de encontros bimestrais promovidos pelo Colégio da Especialidade em Assuntos Regulamentares da Ordem dos Farmacêuticos para debater temas relevantes naquela área.Segundo avança a OF na sua página online, a conferência deste ciclo tem como título «Responsabilidade farmacêutica no âmbito dos Assuntos Regulamentares», e deverá decorrer nas instalações do Hotel Dom Pedro Palace, na capital, a partir das 18h30, visando proporcionar aos profissionais de Farmácia uma oportunidade única para analisarem e debaterem, com diversos especialistas na área, o papel da classe no contexto da regulamentação do sector, que fruto da iminente aplicação de nova legislação anunciada pelo Governo – que concretiza, entre outros aspectos relevantes, a liberalização da propriedade das farmácias – atravessa uma fase de mudança e de consequente adaptação a novas regras.
Neste primeiro encontro dinamizado pelo Colégio de Especialidade em Assuntos Regulamentares da Ordem dos Farmacêuticos deverá ser tida em conta, para discussão, a questão da responsabilidade dos profissionais do sector, bem como as competências adicionais que lhe serão exigidas e o impacto que essas novas normas terão nas organizações em que desempenham funções. Nesta reunião e nas que hão-de seguir-se no âmbito deste ciclo, poderão participar todos os farmacêuticos especialistas em Assuntos Regulamentares interessados, bastando para tal comunicar a sua presença através do e-mail colegios@ordemfarmaceuticos.pt.
Perfil
Nascido em Mafra no dia 8 de Outubro de 1965, Hélder Dias Mota Filipe concluiu a sua licenciatura em Ciências Farmacêuticas em 1990, pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Na mesma altura iniciou actividade docente, na qualidade de professor assistente estagiário e investigador. Em 1996, na mesma academia, obteve o grau de doutor em Farmacologia, tendo concluído o seu pós-doutoramento em 1999 no William Harvey Research Institute, em Londres. Enquanto investigador esteve ligado à Comissão de Avaliação de Medicamentos, à Comissão Nacional de Ética para a Investigação Clínica e à equipa de peritos da Agência Europeia do Medicamento, tendo também feito parte da direcção da Sociedade Portuguesa de Farmacologia, entre outras actividades de índole internacional.
Segundo adianta o Infarmed na sua página online, ao longo da sua carreira Hélder Mota Filipe terá sido “autor de mais de uma centena de comunicações a reuniões científicas e de mais de 40 artigos em diversas publicações internacionais nas áreas da Farmacologia e da Medicina Experimental”. Actualmente exerce a missão de professor associado de Farmacologia e Imunofarmacologia, e em simultâneo é investigador da Unidade de Farmacologia e Farmacotoxicologia da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Desde 2005 acumula ainda, em parceria com Luísa Carvalho, a vice-presidência da Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde.
Carla Teixeira
Fonte: Ordem dos Farmacêuticos, Infarmed
domingo, 14 de outubro de 2007
Prémio Valormed formalmente criado
Foi formalmente criado, na passada sexta-feira, o Prémio Valormed, que tem a chancela da empresa homónima, que trabalha na área da gestão dos resíduos de embalagens e de medicamentos fora de uso. O galardão, cuja criação surge enquadrada num protocolo firmado entre a Valormed e a Universidade Nova de Lisboa, pretende acima de tudo incentivar o desenvolvimento de trabalhos científicos ou de projectos que minimizem o impacto ambiental daquele tipo de lixo.
José Carapeto, director-geral da Valormed, disse, em declarações ao portal Ambiente Online (www.ambienteonline.pt) que "a formação, a educação e a sensibilização ambiental junto do público" constituem uma "característica fundamental" da acção da empresa. O protocolo com a UNL dá, na opinião daquele responsável, um passo mais além na prossecução desses objectivos, pretendendo funcionar como um "incentivo à comunidade científica e empresarial para que apresente estudos e projectos tendentes a minimizar o impacto ambiental dos produtos colocados no mercado pelo sector farmacêutico". A fim de monitorizar a apresentação desses projectos a empresa pretende criar uma comissão que coordenará e acompanhará as actividades desenvolvidas. Desse órgão farão parte elementos representantes das duas entidades signatárias do acordo.
De acordo com informações avançadas pela Valormed, 98 por cento das farmácias portuguesas integram o projecto ambiental de recolha de resíduos de embalagens e medicamentos fora de uso concebido e implementado pela empresa. A notoriedade alcançada por aquele projecto permitiu, já no ano passado, que a Valormed celebrasse um protocolo com a Universidade de Coimbra, tendo igualmente como objectivo a promoção, em parceria com a academia universitária, de iniciativas para sensibilização da sociedade nas áreas da educação ambiental em saúde pública e do desenvolvimento sustentável.
Carla Teixeira
Fonte: Ambiente Online, Valormed
Preço dos anti-retrovirais deve baixar
Os medicamentos utilizados no tratamento da infecção causada pelo vírus da imunodeficiência adquirida (HIV) são muito caros e pouco acessíveis aos doentes que mais necessitam deles. Quem o diz é o coordenador do programa nacional de luta contra a sida, Henrique de Barros, que preconiza a adopção de “medidas urgentes”, a fim de “garantir a saúde das populações”.De acordo com aquele responsável, é evidente a necessidade de baixar “verdadeiramente” o preço dos medicamentos para combate às infecções causadas pelo HIV, bem como a adopção de medidas que garantam a igualdade no acesso ao tratamento para indivíduos migrantes e autóctones das zonas onde esse cuidado é requerido. “Há mais pessoas que se infectam por cada dia que passa do que as que têm acesso à medicação, e os fármacos são excessivamente caros”, disse Henrique de Barros à margem da reunião internacional de coordenadores dos programas contra o HIV, realizada em Lisboa neste sábado, sustentando igualmente que “há diversas dificuldades a superar para garantir a saúde das populações”.
Para facilitar o acesso aos medicamentos, o coordenador nacional defende o fim de “falsas barreiras", a fim de impedir que se ergam muros no que dis respeito ao acesso ao tratamento, publicitando os caminhos que as pessoas carenciadas desse cuidado podem seguir para chegarem àquilo de que precisam”. Dados do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge revelam que em Junho passado havia em Portugal 31.677 casos notificados de sida (mais 2.216 do que em igual período do ano passado). A principal via de infecção é, à luz do mesmo estudo, a via venosa, associada à toxicodependência, que representa 44,4 por cento das 14.061 notificações então registadas. A segunda via mais comum de transmissão da sida é actualmente o contágio sexual entre indivíduos heterossexuais (38,9 por cento), e a terceira a transmissão entre homossexuais, que abrange 11,9 por cento dos casos.
Ainda de acordo com Henrique de Barros, as taxas de utilização do preservativo em Portugal são ainda "tão baixas" que é preciso dar continuidade às campanhas de sensibilização cuja mensagem se centra exactamente nesse aspecto. Segundo aquele responsável, "é fundamental modificar a situação", já que só "quando atingirmos os níveis dos melhores países europeus poderemos começar a dirigir esforços também para outros aspectos". O actual coordenador do programa nacional de luta contra a sida é um epidemiologista da Universidade do Porto e assumiu aquelas funções no mês de Julho de 2005, na sequência da demissão de António Meliço-Silvestre da Comissão Nacional de Luta Contra a Sida, alegadamente por falta de apoio do Governo, e depois de o ministro da Saúde, Correia de Campos, ter decidido efectuar uma alteração naquela estrutura, que passou pela extinção da comissão e pela afectação do combate à sida ao Alto Comissariado da Saúde.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, Portugal Diário, Serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina do Porto
sábado, 13 de outubro de 2007
Infarmed deixa medicamentos sem vigilância
Está parada, há duas semanas, a vigilância sobre a segurança e as reacções adversas dos medicamentos (RAM). A notícia foi ventilada pelo semanário «Sol» e terá sido refutada pelo Infarmed, entidade nacional responsável pela farmacovigilância.
Segundo as informações avançadas por aquele semanário, o serviço terá deixado de funcionar na sequência do despedimento, em Setembro, da directora do departamento de Farmacovigilância.
O «Sol» divulga ainda que, num acto de “solidariedade” para com a directora despedida, “a maioria dos médicos que colaboravam com aquele sector decidiu demitir-se.”
A farmacovigilância é um serviço público da responsabilidade da Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde (Infarmed). No sentido de obter uma reacção do Infarmed, o farmacia.com.pt contactou fonte daquela entidade, mas a tentativa revelou-se infrutífera. No entanto, em declarações àquele jornal, o Infamed terá asseverado que “o serviço continua a funcionar normalmente.”
Raquel Pacheco
Fonte: Sol
Recolha do Lauroderme creme
A Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde (Infarmed) emitiu um comunicado “urgente” em que alerta para a decisão tomada voluntariamente pela firma Farmoquímica Baldacci, S.A., de proceder à recolha dos lotes n.º 05006, val: 03/2011 e n.º 26605, val: 12/2010 do medicamento Lauroderme creme, com registo de AIM n.º 3395993.
Assinada por Hélder Mota Filipe, do conselho directivo do Infarmed, a circular informativa esclarece que na origem da decisão estão as análises laboratoriais realizadas na Direcção de Comprovação de Qualidade do Infarmed I.P., onde se verificou que os lotes de medicamento supramencionados se encontram “fora de especificações no que respeita ao parâmetro “espalmabilidade”, uma vez que o creme apresenta grumos e provoca sensação de granulosidade ao tacto.”
Em virtude desta situação, o departamento de Inspecção Infarmed ordenou a suspensão imediata da comercialização dos referidos lotes de medicamento.
Raquel Pacheco
Fonte: Infarmed
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Em 2010, apenas um terço dos infectados com VIH terá acesso a tratamento
“O ritmo da nossa acção é muito lento e, vamos ser realistas, se continuarmos a este ritmo, em 2010 teremos apenas 4,6 milhões de pessoas a receberem tratamento, o que representa apenas um terço dos 13 milhões de pessoas que precisam de tratamento”, disse Michel Sidibe.
O responsável da ONU expressou a sua preocupação para com o futuro do combate à doença, no discurso que proferiu na sessão de abertura da reunião de coordenadores de programas nacionais de infecção VIH/Sida, realizada no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia e que reúne no Centro Cultural de Belém representantes de cerca de 50 países.
Sidibe lembrou também que, em 2006, mais de 135 países estabeleceram o acesso universal ao tratamento com anti-retrovirais como meta para o final da década. Contudo, o contributo da União Europeia será “fundamental” para a adopção de um compromisso político sobre a sida, é preciso agora que os países-membros assumam a “grande responsabilidade de transformar as palavras em acções”, considera Sidibe.
“Temos que liderar pelo exemplo e se queremos assegurar acesso universal à prevenção, tratamento e apoio em 2010 temos que estar preparados para agir e traduzir palavras por actos. Sabemos o que fazer é tempo de agir”, defendeu.
No entanto, para o responsável da ONUSIDA o desafio não passa apenas pelo acesso universal ao tratamento, já que por cada pessoa que inicia o tratamento há seis que são infectadas, é preciso reconhecer também o carácter “vital da prevenção”.
Michel Sidibe destacou ainda a vulnerabilidade à doença dos migrantes, lembrando que em muitos países não existe acesso aos cuidados básicos de saúde. “Quando estão muito tempo longe das famílias os migrantes tornam-se vulneráveis e é mais provável que tenham sexo ocasional. É extremamente importante que tenham acesso a serviços de prevenção e tratamento do HIV/sida, mas frequentemente encontram-se nas margens da sociedade, onde não acedem aos cuidados que precisam”, sublinhou.
Nesta matéria, Sidibe considera que Portugal é um bom exemplo, pois fornece cuidados de saúde aos imigrantes infectados pelo HIV/sida e implantou o programa de troca de seringas, que se tem revelado eficaz na prevenção da doença.Também presente na abertura da reunião esteve o ministro português da Saúde, Correia de Campos, que reafirmou que a sida “está na agenda política” da União Europeia, depois de ter sido assumida como uma prioridade pela presidência alemã da UE.
Para Correia de Campos, é necessário fomentar a colaboração entre as autoridades nacionais, regionais e locais e entre estas e a industria farmacêutica e as organizações da sociedade civil, no sentido de promover o acesso universal ao tratamento da doença com mais medicamentos e mais baratos.
Segundo o ministro, uma luta conjunta contra a epidemia traria benefícios para todos os países, mas para tal seria necessário criar um “mecanismo formal” que permita aos coordenadores nacionais da sida reunirem-se pelo menos cada dois anos.
Correia de Campos considerou ainda que a questão da sida tem sido negligenciada e que é preciso dar maior atenção à cooperação entre governos e ONG’s, envolvendo também a sociedade civil.
Calcula-se que no mundo existam 45 milhões de pessoas infectadas com o HIV/Sida, por dia são infectadas mais de 15 mil pessoas e todos os anos registam-se cerca de 3 milhões de mortes devido à doença.
Inês de Matos
Fontes: Lusa, Diário Digital, www.sida.pt
Farmacêutica lusa distinguida com «VPP Star»
Padrões de segurança no trabalho valeram galardão norte-americano à empresa portuguesa“Mais uma prova que deste jardim à beira-mar plantado (Portugal) nasce do melhor que há.” Foi assim que reagiu Guy Villax, administrador-delegado da farmacêutica portuguesa Hovione (com filial nos EUA) que foi distinguida com a insígnia «VPP Star». Um galardão norte-americano que premeia os altos padrões de segurança no trabalho.
A Hovione Nova Jérsia, fundada em 2001, em East Windor, Nova Jérsia, é uma filial da Hovione FarmaCiência, em Loures, Portugal, uma fábrica de ingredientes farmacêuticos activos, usados para a criação de novos fármacos.
Em comunicado distribuído pela Hovione, Guy Villax disse sentir “muito orgulho em apenas seis anos de laboração, ter conseguido este reconhecimento pelas autoridades americanas.” A insígnia VVP Star é atribuída a uma empresa quando esta é incluída no exigente Programa de Protecção Voluntária daquela divisão do Departamento do Trabalho do governo federal norte-americano.
Para alcançarem este galardão, as empresas têm de apresentar registos de pelo menos três anos de laboração com perfeito cumprimento das normas de segurança e de higiene no trabalho.
A Hovione é uma empresa portuguesa dedicada à saúde humana, especializada no desenvolvimento e fabrico de substâncias activas farmacêuticas. A empresa emprega 600 pessoas a nível de grupo, tem presença a nível mundial e exporta os seus produtos para os mercados mais exigentes do mundo.
A filial norte-americana é responsável por 60 por cento das vendas da Hovione, que tem fábricas em Loures e Macau e um centro tecnológico em Nova Jérsia, nos Estados Unidos, empregando cerca de 600 pessoas em todo o mundo.
Fundada em Portugal em 1959, a Hovione teve em 2006 uma receita de 81.4 milhões de dólares. O maior investimento da companhia continua a ser, contudo, a investigação, a que dedica oito por cento do seu volume de vendas.
Raquel Pacheco
Fontes: Lusa/Hovione
Cientistas estudam células estaminais adultas para reconstrução de ossos
ECBio é o único parceiro português do projecto científico europeu debatido em CarcavelosOs nove parceiros do Projecto Europeu Osteocord (financiado pela Comissão Europeia) estiveram reunidos, em Carcavelos, com o objectivo de discutir os últimos avanços científicos sobre a obtenção – a partir do sangue do cordão umbilical - de osteoblastos. Estas são células responsáveis pela produção de tecido ósseo. O grande objectivo dos especialistas é de chegar a uma fase em que seja possível a sua aplicação clínica em casos de reconstrução óssea.
“Há uma porção de células mais raras presentes no cordão umbilical que podem ser diferenciadas em células osteoblastos - importantes para doenças como a osteoporose ou em casos de traumatismos por acidentes. Os grupos de trabalho presentes no encontro têm interesses variados complementares e estão a trabalhar para conseguirem métodos de produção de osteoblastos para a fase clínica", explicou à Agência Lusa Hélder Cruz, da empresa ECBio (o único parceiro português do projecto).
O representante português destacou ainda como vantagem na produção destas células o facto de não serem rejeitadas pelos organismos, “pelo que é possível a qualquer organismo usar osteoblastos diferenciados do sangue de qualquer cordão umbilical”, assegurou.
A ECBio é uma empresa de biotecnologia que desenvolve actividades de investigação e desenvolvimento na área das células estaminais adultas, com a missão de elaborar o protocolo de isolamento e de cultura em laboratório.
“Nós conseguimos isolar estas células a partir do sangue cordão umbilical, são separadas das outras e temos meios para optimizar esta cultura in vitro", realçou Hélder Cruz, ressalvando que todo este processo “ainda está em fase de laboratório.” No entanto, o responsável revelou que, uma empresa britânica (presente no encontro) “já condições com qualidade certificada e o conhecimento para fazer a fase clínica.”
Vincando o aspecto de as células usadas não serem embrionárias, o representante luso concretizou que “uma boa parte do Projecto Osteocord é dedicado a questões éticas e a questões sociais, que abordam a expectativa que as pessoas têm no funcionamento destas descobertas científicas."
Dos nove parceiros do projecto, que tem um orçamento de 3,2 milhões de euros, seis são instituições e três empresas.
Raquel Pacheco
Fonte: Agência Lusa
Farmácias algarvias promovem rastreios gratuitos à osteoporose
Durante a segunda quinzena deste mês, cinco farmácias algarvias vão promover rastreios à osteoporose. A iniciativa insere-se numa campanha nacional – que decorre com o total apoio da empresa farmacêutica Ratiopharm - iniciada em Outubro do ano passado, e que termina no final deste ano.Compete ao profissional farmacêutico analisar alguns dos hábitos de cada pessoa, seguindo-se um breve exame de medição de densitometria óssea, cujos resultados serão anexados ao questionário, documentos que os examinados poderão depois levar ao seu médico assistente. Estes rastreios pretendem avaliar o risco de osteoporose por parte do indivíduo, sendo que o diagnóstico final será sempre elaborado pelo médico de família.
O programa dos rastreios no Algarve: Farmácia Martins, em Loulé, dias 15 e 16 de Outubro; Farmácia Penha, Faro, 17 e 18; Farmácia Rosa Nunes, Portimão, 18 e 19; Farmácia Pinto, Loulé, 25 e 26; e Farmácia Arade, Portimão, 29 e 30.
O objectivo dos laboratórios Ratiopharm é avaliar o risco de incidência de patologias como a osteoporose, doenças da próstata e coronárias, disponibilizando, assim, recursos humanos e materiais necessários aos exames.
Raquel Pacheco
Fonte: Ratiopharm
Bioject e Merck Serono fixam acordo de fornecimento
O acordo prevê o fornecimento dos seus produtos de tecnologia sem agulha, cool.click e Serojet, que serão utilizados pela Merck Serono nos seus medicamentos recombinantes da hormona de crescimento humana.
“Estamos satisfeitos por fixar este novo acordo com a Merck Serono que representa a continuação da nossa relação de sucesso”, afirmou o presidente e director executivo da Bioject, Ralph Makar. “A Merck Serono tem sido uma parceira excelente e nós apreciamos a confiança que a empresa tem na nossa tecnologia sem agulhas”, acrescentou.
Marta Bilro
Fonte: PR-inside.com, Trading Markets, RTT News, Bioject.com.
Bayer sob suspeita de negociar preço da Aspirina
A farmacêutica Bayer está a ser investigada pela autoridade da concorrência alemã por suspeitas de fixação ilegal do preço da Aspirina (ácido acetilsalicílico). De acordo com uma porta-voz da entidade reguladora, a Bayer Vital, uma subsidiária da Bayer, terá tentado influenciar as farmácias a inflacionarem o preço deste medicamento de venda livre.
“De acordo com as leis da concorrência nacionais e europeias é ilegal os produtores controlarem os preços de venda dos produtos e tal poderá ser punido com multas”, afirmou Silke Kaul, porta-voz da autoridade da concorrência.
De acordo com a revista alemã “Stern”, o laboratório é suspeito de ter movido influências na fixação dos preços de medicamentos de venda livre em mais de 11 mil farmácias na Alemanha.
A Bayer terá alegadamente proposto às farmácias um desconto até 3 por cento, caso estas concordassem em comercializar o fármaco e outros medicamentos não sujeitos a receita médica com um desconto de venda não superior a 20 por cento, durante não mais de quatro semanas.
Um porta-voz da Bayer afirmou, esta quinta-feira, que a empresa não tolerou a fixação de preços e que está a apoiar a investigação da autoridade da concorrência.
Conforme afirmou um porta-voz da entidade reguladora da União Europeia em Bruxelas a Comissão Europeia não está a participar na investigação. “De acordo com o meu conhecimento não estamos envolvidos nesta investigação”, disse Jonathan Todd em declarações ao “Dow Jones Newswires”.
Marta Bilro
Fonte: International Herald Tribune, CNN Money, Reuters.
Síndrome metabólica afecta 10% das crianças portuguesas
O estudo coordenado por Carla Pedrosa e que contou com a participação de três mil crianças de Aveiro entre os sete e os nove anos de idade, mostrou que "10 por cento já têm um conjunto de factores de risco cardiovascular, como hipertensão arterial, perímetro abdominal acima da média, colesterol alto, stress, glicemia elevada (diabetes)" ou triglicerídeos em altos níveis, explicou Maria Daniel Vaz de Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, em declarações ao jornal Diário de Notícias.
A responsável acredita que os números espelham a realidade de todo o país, "já que os hábitos alimentares não serão muito diferentes dos de Aveiro" e revelam que "as crianças começam a ter problemas típicos dos adultos, como a obesidade, diabetes ou hipertensão". Para não correr o risco dos problemas cardiovasculares, como o AVC ou enfarte do miocárdio, começarem a aparecer cada vez mais cedo, é urgente combater o problema desde a infância, salienta Maria Daniel Vaz de Almeida.
O estudo foi apresentado esta quinta-feira no Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação, que decorreu no Porto. Durante o mesmo encontro foram também expostos outros trabalhos, como é o caso do Lipgene, que envolveu seis países, incluindo Portugal, o pior classificado “com 13% dos inquiridos a reportar pelo menos três sintomas relacionados com a síndrome metabólica”, revelou a presidente da Sociedade.
O stress foi referido por 28 por cento dos inquiridos em Portugal, logo seguido do perímetro abdominal elevado (99 cm nos homens e 94 nas mulheres) e colesterol alto. "As mulheres, pessoas com mais de 55 anos e com escolaridade ao nível do ensino secundário são as mais afectadas", refere. Há, no entanto, vontade de mudar, referiu a responsável, sendo que o principal obstáculo mencionado se prende com a falta de tempo para comer ou fazer refeições saudáveis.
Os dados da Direcção-Geral da Saúde indicam que estas doenças são responsáveis por 40 por cento dos óbitos em Portugal. O país gasta anualmente 550 milhões de euros com a obesidade.
Marta Bilro
Fonte: Diário de Notícias, Portal da Obesidade, Farmacia.com.pt.
Boehringer Ingelheim elimina 220 postos de trabalho no Reino Unido
A unidade local fabrica produtos respiratórios e o encerramento da mesma é justificado pela empresa com a decisão de cessar a produção deste tipo de produtos em Bracknell. De acordo com a Boehringer Ingelheim, durante dois anos os funcionários não deverão ser afectados pelos cortes nos postos de trabalho, até 2010, altura em que a fábrica encerra definitivamente.
Actualmente a unidade britânica da Boehringer Ingelheim emprega cerca de 1.000 funcionários no Reino Unido. “A razão pela qual foi tomada a decisão de eliminar a produção prende-se com o facto de que no futuro vão haver novos produtos em formato de doses unitárias a sair da linha de investigação da Boehringer Ingelheim e as atenções centram-se agora nos novos dispositivos tecnológicos para produtos respiratórios”, afirmou um porta-voz da empresa.
“A zona de Bracknell é uma das que tem maior empregabilidade e a empresa acredita que os funcionários afectados possam ser reintegrados na Boehringer Ingelheim ou conseguirão encontrar outra alternativa de emprego”, acrescentou a mesma fonte.
O grupo Boehringer Ingelheim detém actualmente 137 afiliados a operar a nível global em 47 países e emprega 38.400 funcionários. Em 2006, as vendas da empresa alcançaram os 10.6 mil milhões de euros.
Marta Bilro
Fonte: BBC News.
Schering-Plough recebe aprovação europeia para comprar Organon
A Comissão Europeia, entidade que responsável pela avaliação do processo, considerou que a transacção proposta inicialmente iria dar lugar a preocupações competitivas em 12 áreas de produtos e em mais de 30 mercados relevantes.
No enatanto, a Schering-Plough “dispôs-se a abdicar de algumas actividades sobrepostas em todos os mercados em que se levantavam sérias dúvidas”, o que permitiu validar a operação, referiu a comissão.
A empresa norte-americana garante que o facto de se ter desapossado de alguns produtos não vai afectar os resultados financeiros e assegura que não abdicou de nenhum produto de uso humano.
A aquisição aguarda agora aprovação da autoridade da concorrência norte-americana. A Schering-Plough anunciou em Março ter chegado a acordo para a compra da Organon por 10,2 mil milhões de euros. As empresas esperam que o negócio possa estar concluído até ao final do ano corrente.
Sedeada na Nova Jérsia, a Schering-Plough emprega actualmente 33.500 funcionários e registou resultados líquidos no valor de 7,6 mil milhões de euros em 2006.
As vendas Organon renderam, no ano passado, 1,8 mil milhões de euros. A empresa holandesa empresa cerca de 13.700 funcionários.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, Market Watch, Farmacia.com.pt.
Taxol não cura todos os cancros da mama
O Taxol (paclitaxel), medicamento produzido e comercializado pela Bristol-Myers Squibb e que é amplamente prescrito, em associação com a quimioterapia, no tratamento de mulheres que sofrem com o cancro da mama, não é afinal eficaz num grande número daquelas pacientes, à luz dos dados resultantes de um estudo divulgado pelo «New England Journal of Medicine».De acordo com os especialistas, que se debruçaram na análise ao efeito do medicamento, o tratamento mais comum com recurso ao Taxol, que inclui aquele fármaco num cocktail de substâncias para limitar o reaparecimento do carcinoma mamário, só revela eficácia nas mulheres com um tumor específico (HER2 positivo), situação que corresponde apenas a cerca de 20 por cento dos casos. Nas doentes portadoras de outros tipos de cancro, o Taxol não tem um efeito significativo, a julgar pelos dados agora obtidos. No entanto, os especialistas avisam que os resultados deste estudo são ainda preliminares, considerando que seria prematuro para as pacientes optarem já por abandonar a terapia com o Taxol. No caso de estudos posteriores derem como comprovados os dados agora divulgados, os investigadores acreditam que será mais fácil a concentração do tratamento combinado de Taxol e quimioterapia nas pacientes que demonstrarem ser mais susceptíveis de obter dele um benefício real, como explicou, em declarações à Agence France-Presse, o director da clínica oncológica da Universidade do Norte do Michigan, Daniel Hayes.
Carla Teixeira
Fonte: AFP
Boehringer-Ingelheim é a melhor empresa empregadora do sector farmacêutico
“Pela primeira vez em seis anos de existência, o questionário da Science não elegeu a Genentech como a melhor empresa empregadora do sector biofarmacêutico, farmacêutico e indústrias relacionadas”, salienta a análise aos resultados publicada pela revista.
Entre o total de categorias avaliadas, há seis em que a Boehringer-Ingelheim obteve classificação máxima: fazer investigação importante de qualidade; ter visão clara para o futuro; ser um líder inovador; tratar os empregados com respeito; ter valores de cultura de trabalho aliados a valores pessoais; ter empregados leais e ser socialmente responsável.
A votação decorreu entre os dias 2 de Maio e 6 de Junho e foram obtidas 3.517 respostas. Foi pedido aos participantes que classificassem as empresas com base na resistência financeira, facilidade de adaptação à mudança e ambiente direccionado para a investigação. No final, os resultados demonstraram que 63 por cento votaram no seu próprio empregador como o melhor da tabela. Por outro lado, perto de um terço dos inquiridos responderam que muito provavelmente, no espaço de um ano, iriam procurar um novo emprego.
A lista abaixo mostra as 20 empresas empregadoras de topo:
1 - Boehringer Ingelheim
2 – Genentech
3 – Amgen
4 - Schering-Plough
5 – Genzyme
6 – Novartis
7 – DuPont
8 – Monsanto
9 – AstraZeneca
10 - Johnson & Johnson
11 - Eli Lilly
12 – GlaxoSmithKline
13 – Millenium
14 – Merck
15 – Wyeth
16 – Gilead
17 - Biogen Idec
18 – Roche
19 – Abbott
20 - Bristol-Myers Squibb
Marta Bilro
Fonte: Pharmalot, www.sciencecareers.org.
BioCodex reforça presença no mercado ibérico
A Genetest, empresa do grupo BioCodex pioneira na realização de exames genéticos na área da Cardiologia em Portugal, vai alargar a sua área de actividade ao país vizinho. No âmbito da estratégia de internacionalização do grupo, a BioCodex adquiriu a Climesa, um conceituado laboratório de Madrid.
Na sequência daquela compra, que visou sobretudo abrir caminho à implementação do negócio dos testes genéticos, para alargar a faixa de penetração do grupo no mercado ibérico, a Genetest vai passar a realizar aqueles exames também em Espanha, permitindo ao grupo BioCodex transferir know-how daquela área de trabalho para o país vizinho, ganhando assim maior competitividade naquele mercado e aumentando a sua área de influência e negócio, até agora suportada quase exclusivamente pela criopreservação de células estaminais do cordão umbilical. Tendo em conta o sucesso alcançado em Espanha pela Bioteca, actualmente o maior laboratório de criopreservação da Península Ibérica, a BioCodex espera poder consumar um volume de negócios de quatro milhões de euros neste ano, que no conjunto dos dois países deverá ascender aos seis milhões de euros.
Carla Teixeira
Fonte: Portugal Digital
Fábrica de medicamentos no Uganda
Foi inaugurado na última terça-feira no Uganda, país do continente africano, o primeiro laboratório para produção de medicamentos anti-retrovirais, cumprindo o objectivo de endurecer a luta contra a sida e a malária, duas doenças que assolam toda a África e comprometem seriamente a qualidade de vida das populações.
Resultante de um acordo firmado entre o governo de Kampala e as companhias farmacêuticas Quality Quemicals Industries, com sede no Uganda, e a Cipla, a maior produtora mundial de genéricos, que tem sede na Índia, e aprovado há cerca de dois anos, o laboratório deverá começar a ganhar forma nos próximos meses, contando com a mais sofisticada tecnologia para o desenvolvimento de todos os fármacos necessários ao tratamento integral dos doentes infectados com o vírus da sida ou que sofrem com a evolução da malária. De acordo com uma notícia avançada pela Rádio Vaticano, o facto de o novo laboratório poder produzir aqueles medicamentos permitirá que eles cheguem aos doentes a preços bastante reduzidos, facilitando o acesso ao tratamento a cerca de 300 mil pessoas.
Carla Teixeira
Fonte: Rádio Vaticano
ICBAS quer estimular investigação clínica
É uma iniciativa inédita em Portugal, e pretende dar aos estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar a possibilidade de concorrerem a bolsas de investigação clínica. Numa medida que conta com o apoio da companhia farmacêutica Roche e do Hospital Geral de Santo António, o ICBAS apresentou na quinta-feira a nova disciplina de Iniciação à Investigação Científica.
Disciplina opcional a que poderiam ter acedido os novos alunos de Medicina do ICBAS (as inscrições estiveram abertas até ao passado dia 4), a nova cadeira poderá, num futuro mais ou menos próximo, evoluir para o formato de programa de doutoramento, integrado em internatos médicos de especialidade. Para já terá lugar a selecção dos projectos, tendo o instituto disponível um total de 40 mil euros para financiar as propostas vencedoras. Sousa Pereira, presidente do Conselho Directivo do ICBAS, explicou que a nova disciplina é o resultado de um esforço da instituição no sentido da "reestruturação do curriculum", e enalteceu a colaboração de entidades externas ao instituto, designadamente a farmacêutica suíça.
José Tavares de Castro, director médico da Roche, asseverou que a empresa "associa-se com muita alegria a esta iniciativa", afirmando que "este projecto encontra-se alinhado com a cultura da empresa, e a Roche reconhece como sendo um dever seu o de colaborar com os parceiros". Na óptica daquele responsável, e tendo em conta que a inovação é o vector dominante da actividade da companhia suíça, este é "um projecto ganhador", porque "em nenhuma escola do país há uma cadeira destas, o que nos surpreende". Tavares de Castro é da opinião de que a ideia é "original e votada ao sucesso", que conta com o "prestígio muito bem formado" do ICBAS e do Hospital Geral de Santo António, que criaram uma associação fortemente sinérgica, o que não é muito frequente".
Carla Teixeira
Fonte: «O Primeiro de Janeiro»
Stent coronário da Medtronic recebe opinião positiva
O Stent coronário experimental, Endeavor (zotarolimus), da Medtronic Inc. revelou ser seguro e efectivo, devendo por isso ser aprovado nos Estados Unidos, segundo conclusões de um painel de peritos da FDA.Peritos de aconselhamento externo da FDA votaram unanimemente para recomendar que o stent Endeavor seja aprovado para comercialização. O painel também recomendou que a Medtronic mantenha o registo de, pelo menos, 5 mil pacientes durante cinco anos para determinar a efectividade do stent, e para se certificar se o aparelho revestido com fármaco causa coágulos sanguíneos potencialmente fatais, que se poderão desenvolver ao longo do tempo.
Os stents são pequenos tubos metálicos em forma de rede revestidos com fármaco para prevenir a obstrução das artérias, a sua utilização caiu, no ano passado, após estudos os terem associado a coágulos que apareceram meses ou anos após o aparelho ter sido implantado.
O Endeavor está a concorrer com o Xience, da Abbott Laboratories, para se tornar o primeiro, de uma nova geração de stents, a ganhar a aprovação no mercado norte-americano avaliado em 3 mil milhões de dólares. Caso seja aprovado, o Endeavor irá juntar-se ao Taxus (paclitaxel), da Boston Scientific Corp., e ao Cypher, da Johnson & Johnson, como o terceiro stent revestido com fármaco a ser comercializado nos Estados Unidos.
Isabel Marques
Medicamentos antigripais de venda livre para crianças retirados do mercado norte-americano
Algumas companhias farmacêuticas, incluindo a Johnson & Johnson, a Novartis e a Wyeth, retiraram voluntariamente do mercado norte-americano, pelo menos, 14 fármacos de venda livre, ou OTC (“over the counter”), para a tosse e constipações para crianças, após alguns pediatras terem relatado que os produtos são ineficazes e perigosos. Fontes: www.networkmedica.com, Bloomberg, Reuters
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Tromboembolismo Venoso mata mais que sida
TEV mata cerca de 543 mil pessoas por ano, na Europa; ENDORSE é hoje apresentado em Viana do CasteloO Tromboembolismo Venoso (TEV) mata mais do que a sida, o cancro da próstata e os acidentes de carro. A conclusão saiu de um estudo denominado ENDORSE e que é hoje (sexta-feira) apresentado durante as III Jornadas de Actualização em Doença Vascular Pulmonar, que decorrem em Viana do Castelo.
O TEV é um fenómeno que ocorre com a formação de coágulos – trombos – que quando atingem uma certa dimensão, soltam-se da parede das veias e migram até ao coração e depois até aos pulmões provocando as embolias pulmonares e morte súbita.
Na Europa, por ano, morrem vítimas de TEV cerca de 543 mil pessoas. O estudo envolveu 68.183 doentes em 358 hospitais de 32 países, dos quais 1.787 doentes e nove hospitais em Portugal.
"Verificamos que por VIH/Sida morrem, anualmente, na Europa 5.860 doentes, com cancro da mama 86.831, com cancro da próstata 63.000, e por acidentes rodoviários 53.500", antecipou à Agência Lusa, Ana França,
coordenadora nacional do estudo, frisando que somados todos estes parâmetros (totaliza-se 210 mil mortos) “menos de metade das pessoas que morrem por TEV na Europa."
Revelando que, até ao momento, não havia, a nível europeu, “uma consciência tão concreta do que isto representa”, Ana França confessou que o cenário “deixa-nos completamente aterrados.”
Segundo anunciou a responsável, em Portugal, a investigação apurou que um por cento dos doentes hospitalizados são internados em consequência de Tromboembolismo Venoso. “Mais de metade dos doentes hospitalizados está em risco de TEV, mas as medidas de prevenção são aplicadas em apenas cerca de 58 por cento do universo de risco”, desvendou.
De acordo com Ana França, o objectivo do estudo foi “determinar quantos indivíduos estão em risco e recebem tratamento preventivo e alertar para a necessidade urgente de prevenção em doentes hospitalizados”, acrescentando que a embolia pulmonar (consequência grave do TEV) é responsável por “cerca de 10 por cento das mortes ocorridas em hospitais.”
Considerando “preocupante” a posição de Portugal “porque há ainda 40 por cento que precisamos de ter atenção”, a coordenadora sublinhou que, no contexto europeu, “não somos dos países que tem maior risco."
Vitamina E reduz risco
Recentemente, um estudo publicado na revista «Circulation», da American Heart Association, associou os suplementos de vitamina E com a prevenção e redução do risco da formação de coágulos sanguíneos em mulheres.
"Os dados indicam que, em geral, as mulheres que tomam vitamina E têm um risco 21% menor de desenvolver coágulos sanguíneos", refere o relatório.
Raquel Pacheco
Fonte: Agência Lusa
Comité de Pediatria da EMEA já tem presidente
A Agência Europeia do Medicamento (EMEA, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira a eleição do belga Daniel Brasseur e do francês Gerard Pons para os lugares de presidente e vice-presidente do seu Comité de Pediatria.
Trata-se de uma estrutura recentemente criada no âmbito da EMEA, e que surge no seguimento da entrada em vigor, no passado mês de Janeiro, da nova regulamentação da Medicina Pediátrica no contexto europeu. Os dois elementos agora eleitos cumprirão um mandato de três anos, tendo como missão adaptar o funcionamento do comité às novas regras, concebidas e implementadas de modo a fornecer um estímulo à investigação e ao desenvolvimento de medicamentos que têm como destino a administração em crianças, garantindo que esse tipo de produtos é devidamente testado e autorizado, melhorando a informação disponível sobre esses fármacos e, por consequência, o seu grau de fiabilidade.
Carla Teixeira
Fonte: Orphanews Europe
Ensaios clínicos em regiões emergentes: desafios à escolha do melhor local
A Ásia tem vindo a revelar-se um pólo de atracção cada vez mais relevante no que toca ao desenvolvimento rápido e menos dispendioso de medicamentos e onde a realização de ensaios clínicos de Fase I é uma realidade cada vez mais frequente.
A China, com uma população de 1,5 mil milhões de habitantes, encaixa com bastante perfeição nos estudos que requerem a participação de população mongol, afirmou DA Prasanna, vice-presidente e director de operações da Manipal Acunova, organização de investigação clínica número um na Índia, durante uma apresentação no CPhI Worldwide, o maior certame internacional vocacionado para o sector farmacêutico, que decorreu em Milão.
O país é também bastante útil para a realização de estudos com cidadãos japoneses, uma vez que as duas nações partilham o mesmo fuso horário. Outro dos benefícios, segundo Prasanna, é o facto da China ser um só país, de grandes dimensões, e com apenas uma entidade reguladora, com a contrapartida da língua que exigirá sempre tradução.
No caso da América Latina, a “grande vantagem”, considera Prasanna, reside no facto de 50 por cento da população viver em duas cidades principais, para além de que o fuso horário coincide com o norte-americano. Em situação semelhante está a Europa de Leste que pertence à mesma zona horária e se encontra em estreita proximidade com o resto da Europa. No entanto, acrescenta Prasanna, ambas as regiões têm populações de apenas 200 a 300 milhões de habitantes e a diversidade de idiomas e entidades reguladoras envolvidas podem representar barreiras difíceis de transpor.
Para o responsável, é a Índia que apresenta um maior aglomerado de vantagens. Apesar do seu mercado ser inferior quando comparado com outras regiões emergentes, o país apresenta um melhor padrão de cuidados de saúde do que a China, salienta Prasanna. Para além disso, tem uma população de 1,1 mil milhões de habitantes e apenas uma entidade reguladora e o inglês é uma das línguas oficiais, o que significa que o país pode superar algumas das actuais regiões emergentes dentro dos próximos quatro a cinco anos.
Neste caso, os grandes inconvenientes são a distância e a zona horária relativamente ao ocidente, para além das dificuldades em conseguir fazer chegar à Índia material clínico e de o entregar num local, e dos desafio que representam a recolha e manutenção de dados clínicos, laboratoriais e medicamentos fiáveis, afirmou Prasanna.
Marta Bilro
Fonte: BioPharma-Reporter.com, CenterWatch.com, Farmacia.com.pt
Relatório prevê modificações no sector das terapias anti-HIV
O sector dos fármacos anti-HIV, actualmente avaliado em 8,1 mil milhões de euros, vai sofrer transformações significativas ao longo dos próximos nove anos, à medida que forem expirando as patentes de vários medicamentos chave, indica um relatório elaborado pela “Report Buyer”, uma empresa britânica de pesquisas de mercado. Na origem destas alterações deverá estar o lançamento de novas substâncias que vão revolucionar o tratamento da doença.
A GlaxoSmithKline, detentora de grande parte da quota de mercado no sector do HIV, deverá ressentir-se ao ver o seu portfolio de medicamentos anti-HIV perder a protecção das patentes, referem os autores do estudo. A empresa retém a maior porção de mercado de fármacos para o tratamento do HIV desde o lançamento, em 1997, do Retrovir (Zidovudina). Porém, em 2006, notou-se já alguma tendência de modificação no mercado, uma vez que 30 por cento do total de vendas de anti-retrovirais reverteram para a farmacêutica britânica, o que já representa uma ligeira quebra face ao ano anterior em que as vendas atingiram os 33 pontos percentuais.
Oito dos principais fármacos nesta categoria pertencem à GlaxoSmithKline, refere o relatório, no entanto, cinco deverão perder a protecção da patente em 2014. Para além disso, a maioria dos produtos são relativamente antigos. Tendo em conta estes factores, os autores do estudo prevêem que a quota de mercado da GSK possa sofrer uma quebra brusca, a não ser que o laboratório descubra novos produtos de sucesso.
O sector, no seu todo, está preparado para se expandir, dizem os analistas, e que há outras empresas decididas a angariar quota de mercado. O lançamento de novos produtos irá alterar a administração terapia anti-retroviral altamente activa, ou HAART, quer no estado inicial ou avançado. Estas inovações irão simplificar as linhas de tratamento inicial e proporcionar calendários de dosagem mais convenientes, reduzindo o elevado número de comprimidos de que dependem os pacientes e melhorando a qualidade de vida dos mesmos.
Por sua vez, a Gilead e a Bristol-Myers Squibb, que actualmente ocupam a segunda e terceira posições no que diz respeito às quotas de mercado de terapias anti-HIV, deverão enfrentar um futuro promissor. As duas empresas colaboraram na primeira combinação de doses entre fármacos de diferentes classes, o Atripla, que resulta da associação entre o Sustiva (Efavirenz), o Viread (Tenofovir) e a Emtriva (Emtricitabina). O fármaco combina três componentes da terapia HAART – dois inibidores não competitivos da transcriptase reversa e um inibidor da transcriptase reversa não nucleósido – em apenas um comprimido de toma diária única.
No primeiro ano de vendas nos Estados Unidos da América, o Atripla rendeu 122 milhões de euros. As previsões dos analistas indicam que o medicamento deverá ser lançado na Europa ainda este ano e ocupar a liderança enquanto tratamento de primeira linha, gerando lucros significativos para a Gilead e para a Bristol-Myers Squibb.
Marta Bilro
Fonte: Newswire Today, Infarmed, Farmacia.com.pt.