terça-feira, 12 de junho de 2007
FDA aprova comercialização da doxiciclina da Mylan
Nos Estados Unidos o fármaco teve autorização de venda durante 12 meses, período em que foram vendidos 34 milhões de dólares.
O prazo de comercialização terminou a 31 de Março. Neste período a farmacêutica apresentou no requrimento ao FDA. A entidade deferiu e acrescentou a possibilidade de venda do medicamento com 50mg, 75mg e 100mg, para além das 150mg já no mercado.
O medicamento existe no mercado dos genéricos através da Par Farmacêutica.
Sara Pelicano
Fonte: PM Farma
Jornadas de trabalho para despertar consciências para a diabetes
Com o objectivo de contrariar essa tendência e de "despertar e silenciar a comunidade parar uma doença silenciosa"irá realizar-se, este sábado,as primeiras jornadas de trabalho para os diabéticos das ilhas de São Miguel e Santa Maria,no auditório do Centro de Saúde da Ribeira Grande, ilha de São Miguel.
"A relação do diabético com os profissionais de saúde", é o tema das primeiras jornadas de trabalho em prol da diabetes.
A associação foi desafiada por um dos seus associados a organizar um encontro informativo sobre a diabetes, juntando doentes, médicos e outros interessados.
Nutricionistas, médicos dentistas, oftalmologistas e de clínica geral e familiar são alguns dos oradores convidados a participar numa sessão aberta a todos os interessados, disse Rui Cordeiro. De acordo com os números do Programa de Controlo da Diabetes, criado nos Açores em 1989, estão registados nas ilhas cerca de 14.000 doentes, embora os clínicos estimem que os números reais possam rondar as 25.000 pessoas.
A Associação de Diabéticos de São Miguel e Santa Maria foi formada no final de 2005 e conta com cerca de 200 sócios, um número que Rui Cordeiro considerou ficar "aquém das expectativas", dado que "só em São Miguel existem mais de 7.000 doentes registados".
O pagamento de uma quota de dois euros mensais confere ao associado descontos em várias entidades parceiras da associação e a possibilidade de receber informação sobre a doença. Perda de peso, muita sede, cansaço constante e uma vontade frequente de urinar são alguns dos sintomas da diabetes, uma doença que o presidente da Associação referiu estar a ser diagnosticada "cada vez em pessoas mais novas".
O presidente adiantou ainda que, "o excesso de comida de plástico na alimentação e a falta de exercício físico são erros que se pagam caro".
Sandra Cunha
Fonte:Lusa,Sol,Açoriano Oriental
Especialistas defendem brincadeiras ao ar livre
Alguns estudos recentes indicam que os pais têm tendência a impedir os filhos de brincar no exterior, principalmente por receito que estes se magoem. De acordo com os especialistas é necessário que os pais aceitem que é possível que as crianças se magoem, até porque, os arranhões, os galos e as nódoas negras não são lesões graves e fazer parte do crescimento. Esta temática vai ser discutida em pormenor numa conferência internacional organizada pela RoSPA que se realiza quinta-feira (14 de Junho).
Peter Cornall, um dos responsáveis da entidade, aconselha os pais a fazerem uma pergunta a si mesmos: “é preferível que uma criança fracture o pulso ao cair de uma árvore, ou que sofra uma lesão por utilizar o computador ou a consola de jogos”?
Quando as crianças passam tempo fora de casa, sujam-se na lama, molham-se, mexem nas plantas, “aprendem lições importantes sobre o que magoa, o que escorrega, onde podemos tropeçar ou cair”, salientou o mesmo responsável.
Uma das formas de ultrapassar as barreiras sobre as brincadeiras fora de casa poderá passar pela “criação de áreas selvagens de lazer”, sugere Cornall, acrescentando que, se estas áreas fossem criadas em ambientes vigiados os pais ficariam menos preocupados.
É a correr, a pular e a trepar às árvores que as crianças se desenvolvem quer no que toca à sua personalidade ou no que diz respeito ao conhecimento do mundo. Para além disso, os imprevistos inerentes a qualquer brincadeira ou correria são contributos valiosos para o desenvolvimento do raciocínio e os reflexos, aumentam a autoconfiança e contribuem para a sociabilização.
Ao ser capaz de interagir com o mundo à sua volta, as crianças “aprendem a ampliar os limites e desenvolvem a sua própria capacidade de discernir”, conclui.
Marta Bilro
Fonte: BBC, O Globo Online
Criação de um centro hospitalar de Viseu e de Tondela
Essa tendência de criar centros hospitalares pretende, por um lado, evitar "a progressiva evolução para fragilização do pequeno estabelecimento, que deixa de atrair médicos e enfermeiros novos" e, por outro, os "custos normalmente altos dos tratamentos por diagnóstico do paciente".
O ministro explicou que visto este caso ser ser uma associação, com tempo e com vagar,passará provavelmente por mais do que uma etapa de transição", explicou.
Todavia admitiu existir "alguma dificuldade jurídica nessa integração", já que o Hospital de Viseu é uma Entidade Pública Empresarial e o de Tondela pertence ao sector público administrativo o que, "Torna-se um pouco mais complexo."
No final de Maio, o PSD de Tondela pediu a Correia de Campos que esclarecesse qual o futuro do hospital local, exortando-o a divulgar um estudo que sustentaria a decisão de criar, ou não, o centro hospitalar.
O PSD decidiu reiterar a sua oposição à criação do centro hospitalar e exigir os esclarecimentos ao governante,por considerar que existem "demasiadas contradições" relativamente ao futuro do hospital.
"Queremos acreditar que o senhor ministro mantém a palavra de que não faria nada ao arrepio das vontades locais, nomeadamente da Câmara Municipal, e das populações", defendeu João Carlos Figueiredo,presidente da Concelhia do PSD.
O governante garantiu aos jornalistas não querer que o hospital de Tondela "perca a sua capacidade", considerando que, pelo contrário, "pode ter uma especialização produtiva muito boa"e que têm " muito interesse que aquilo que é bom seja melhor ainda e que o hospital não decaia".
Correia de Campos adiantou desconhecer a opinião do presidente da Câmara de Tondela, Carlos Marta (PSD), sobre o assunto mas considerou que "só se pode dizer se as pessoas são contra ou a favor depois de verem a solução".
No entanto, "a decisão final, naturalmente, é do poder central", realçou, acrescentando não ter ainda analisado também a integração, inicialmente falada, do Hospital de Seia.
Sandra Cunha
Fonte:Lusa
Prisão de Ventre
Sofrer de prisão de ventre acontece quando, existe uma perturbação em que a pessoa tem evacuações incómodas ou pouco frequentes.A prisão de ventre aguda começa de forma repentina. A crónica, por outro lado, pode começar de forma subtil e persistir durante vários meses ou até anos.
Antes de iniciar um tratamento deve-se perceber porque se tem prisão de ventre. Umas das muitas causas apontadas são: preguiça em defecar, maus hábitos alimentares e administração prolongada de medicamentos.
Correr, andar a pé e alterar os hábitos alimentares, introduzindo mais legumes e bebendo muita água, são alguns dos passos a seguir, para que este problema fique resolvido.
O uso e abuso de laxantes muitas vezes pode trazer problemas como diarreia e vómitos, perda de algumas vitaminas e até mesmo modificação grave da forma dos intestinos. Muitos deles contém magnésio e fosfato de sódio, logo não devem ser usados diariamente. Desta forma, são aconselháveis laxantes à base de metilcelulose e policarbófilo, que não prejudicam tanto a saúde.
Para saber mais sobre este problema visite o sitio http://www.dulcolax.pt/pt/Homepage.jsp
Liliana Duarte
Fonte: Informação Farmacêutica
www.manual.merck.net
Pesquisa identifica factores genéticos de 7 doenças
A pesquisa tem como objectivo principal, mostrar como se pode desmascarar os múltiplos factores genéticos que incidem nas mais variadas doenças.
A análise foi feita em 17 mil voluntários britânicos e permitiu identificar factores genéticos até agora desconhecidos, podendo desenvolver-se a partir daí, novos tratamentos para elas.
Segundo Peter Donnelly, pesquisador da Universidade de Oxford e presidente do associação que executou a investigação: «Essa estratégia permitirá grandes avanços na compreensão das doenças e na nossa maneira de as enfrentar».
Entre as várias conclusões do estudo destaca-se que foi identificada na região do cromossoma 9, a possível causa para doenças coronárias.
Liliana Duarte
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1679041-EI296,00.html
Fibrose Quística
A alteração dá-se no cromossoma 7, responsável pelas secreções, o que faz com que se tornem mais espessas e viscosas nos aparelhos respiratório e digestivo, levando a que as secreções deixam de funcionar como lubrificantes e passem a bloquear canais e outras passagens, principalmente no pâncreas e nos pulmões.
Nos primeiros, o facto do muco ser espesso impede a passagem de enzimas que levam à decomposição dos alimentos. Isso desencadeia deficiências nutricionais.
No caso dos pulmões, o acumular do muco faz com que se desenvolvam bactérias que mais tarde provocam infecções. Essas infecções provocam insuficiências respiratórias que podem mesmo levar à morte.
A doença pode ser detectada logo nos primeiros dias de vida, pois o recém-nascido tem um bloqueio dos intestinos, fazendo com que as fezes não consigam passar pelos intestinos.
Um outro factor a realçar é o sabor salgado da pele, que um doente com fibrose tem, uma vez que as glândulas sudoríparas são salgadas. Isso acontece porque o gene responsável pela doença altera o funcionamento da proteína que regula a passagem do cloro e do sódio, através das membranas celulares.
Os doentes devem ter um especial cuidado com a alimentação, beber líquidos com abundância, evitar fumar e fazer sempre a vacina anual da gripe.
Para saber mais consulte o sítio: http://www.apfq.pt/fibrose/index.html
Liliana Duarte
Fontes: Revista Farmácia e Saúde e http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D69
Gene humano inserido no arroz
Arroz geneticamente modificado para alcançar proteínas do leite materno vai começar, finalmente, a ser cultivado nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos EUA já autorizou o início das plantações no estado do Kansas, e este é um dos primeiros alimentos modificados com vista a alcançar proteínas humanas. A produção será em grande escala - 12 mil quilómetros quadrados.
De acordo com o site da empresa de biotecnologia norte-americana responsável pelo produto, Ventria Bioscience, a estirpe de arroz a ser cultivada irá produzir lizozima, lactoferina e albumina – proteínas encontradas no leite materno.
O objectivo da empresa é enriquecer o arroz com propriedades antibacterianas, antivirais e antifúngicas. O arroz vai servir para produzir bebidas para combater a diarreia infantil, uma das maiores causas de morte nos países em desenvolvimento.
A empresa prevê ainda a produção de suplementos dietéticos para a anemia que poderão passar por sobremesas, iogurtes e barras de cereais.
Biotecnologia: Portugal acompanha ritmo
A biotecnologia em sentido lato, é hoje, reconhecida como uma das tecnologias com maior potencial de crescimento e impacto na sociedade. De facto, tem vindo a tornar-se numa tecnologia de alicerce em sectores tão diversos e essenciais como agro-alimentar, ambiental, farmacêutico e médico.
Portugal tem conseguido acompanhar a bom ritmo o desenvolvimento da biotecnologia através das suas universidades e centros de I&D, tendo também realizado um importante investimento na formação avançada de recursos humanos nesta área.
Neste âmbito, o IIR Portugal, através da Divisão PTI – Pharmaceutical Training Institute, apresenta em Lisboa - nos dias 19 e 20 de Junho - um Seminário Específico sobre Patentes em Biotecnologia.
De referir que, Institute for Internacional Research (IIR) é, desde 1973, uma referência internacional no desenvolvimento de eventos de formação e informação para o mundo empresarial.
Em 2005, IIR passou a fazer parte de Informa plc, o maior especialista mundial de desenvolvimento de conteúdos profissionais, cientificos e académicos, unindo, assim, dois líderes mundiais e criando uma grande empresa com presença em mais de 40 países dos cinco continentes.O IIR desenvolve mais de 200 eventos ao ano, e é a empresa de referência na organização de conferências, congressos, seminários, mastercouses e Formação na Empresa desde 1988 .
Raquel Pacheco
Fonte: Ventria Bioscience/BBC/Biotech Brasil/PTI
Nova geração: «Plantação Farmacêutica»
Uma nova geração de produtos geneticamente modificados pode alcançar fármacos e vacinas mais baratos para os países em desenvolvimento. Neste âmbito, um laboratório em Londres está a desenvolver pesquisas com o tabaco. Os investigadores acreditam que a planta pode salvar vidas.
A técnica é apelidada de «pharmaceutical pharming» (plantação farmacêutica), e está a emergir como o mais novo campo de batalha na guerra sobre alteração genética.
Nesta investigação, – e de acordo com os cientistas londrinos – cada planta sofreu uma alteração para carregar um gene que é normalmente encontrado num tipo de alga. Segundo explicaram os investigadores, “dentro das células, o DNA estrangeiro força o tabaco a liberar uma proteína que não tem utilidade para ele mas, que funciona como potencial droga contra o HIV.”
A verdade é que, o Reino Unido já rejeitou as plantas geneticamente modificadas mas, com a indústria farmacêutica, as linhas de combate ainda não estão claramente definidas.
Na França, segundo a BBC, uma plantação de milho transgénico foi alvo de sabotagem. O milho estaria a produzir uma proteína que poderia ser usada para tratar fibrose cística.
Para os cientistas apologistas da «pharmaceutical pharming», não há dúvidas e os benefícios são claros. “As maneiras convencionais de se fazer medicamentos modernos são caras”, argumentam os investigadores, considerando que as companhias farmacêuticas, geralmente, têm na mira doenças que afectam pessoas que podem pagar.”
O processo também é simples: as plantas podem ser cultivadas, colhidas e delas extraída a alegada substância curativa.
Os defensores da técnica dizem que “de 100 hectares de plantação de batata poderia ser extraída quantidade suficiente de vacina contra a hepatite B para proteger a população do Sudeste asiático por um ano.”
No entanto, há também preocupações. Teme-se a possibilidade de as plantas se misturarem com suas parentes selvagens e perturbarem a cadeia de genes naturais.
Raquel Pacheco
Governo divulga tempos de espera para cirurgia na Internet
A garantia foi dada pela secretária de Estado adjunta, Carmen Pignatelli, que em entrevista à Antena 1, afirmou que essa "divulgação pública completa", acontecerá no próximo mês de Julho e terá uma periodicidade semestral.
Para 2008 o Governo prevê o lançamento um portal na Internet, através do qual os utentes poderão aceder ao seu processo e conhecer a posição que ocupam na lista de espera, bem como o tempo médio que deverá decorrer até à cirurgia.
Esta divulgação permitirá também, fazer uma avaliação comparativa da capacidade de resposta de cada unidade hospitalar.
Até ao final deste ano, o governo tenciona ver a lista de espera para cirurgia reduzida em cerca de 10%, passando dos actuais 222 mil inscritos para 200 mil.
Para alcançar esta meta, o governo deverá apostar em acordos com estabelecimentos do sector privado e social, prevendo-se a diminuição do tempo de espera em cerca de um mês, dos actuais seis meses, para cinco. Em 2009, espera-se que o número de doentes em lista de espera, seja apenas de 175 mil.
Os doentes com neoplasias malignas deverão ter prioridade, já que nestas doenças o factor tempo assume um carácter decisivo para a perspectiva de sobrevivência.
De acordo com dados oficiais divulgados em Março, no final de 2006 encontravam-se em lista de espera 225.409 pacientes, números que representam já uma diminuição de 6, 6%, relativamente ao ano anterior, em que o tempo médio de espera ascendia aos oito meses. Destes, 122.858 aguardam há mais de seis meses por uma cirurgia e 25.191 há mais de dois anos.
Inês de Matos
Fonte: Jornal de Noticias
Insulina inalável disponível em Espanha
A diabetes afecta hoje 230 milhões de pessoas em todo o mundo, registando uma tendência de aumento que a Organização Mundial de Saúde estima poder chegar aos 336 milhões em 2020. Em Portugal há 400 a 500 mil afectados. Todos os anos morrem três mil doentes e 35 mil necessitam de quatro injecções de insulina por dia para se manterem vivos. A chegada ao mercado espanhol da insulina inalável, alvo de intensa investigação ao longo dos últimos anos, poderá ser a boa notícia por que esperavam.
Com incidência crescente no nosso país, onde é a primeira causa de amputações não traumáticas, insuficiência renal e enfarte do miocárdio, a diabetes altera de um modo significativo a vida das pessoas que afecta, designadamente quando obriga à administração diária de doses de insulina. Facilitar essa administração e melhorar a qualidade de vida dos pacientes são as grandes vantagens da entrada no mercado da insulina inalável, que hoje começou a ser vendida nas farmácias espanholas, ao cabo de muitos anos de pesquisas da comunidade científica internacional em torno daquela possibilidade farmacêutica.
A comunidade científica internacional considera que a nova fórmula – a Exubera, da Pfizer – poderá ser o maior feito da investigação relacionada com o tratamento da diabetes das últimas oito décadas, e depois de Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Irlanda e México, a insulina inalável está agora disponível aqui ao lado, em Espanha, onde a sua prescrição e administração são totalmente financiadas pela Segurança Social. O novo medicamento de acção rápida é apresentado em pó e deve ser inalado pela boca 10 minutos antes das refeições.
Em declarações ao jornal «El Mundo», o director médico da Pfizer recordou que “há mais de 15 anos decorriam estudos e ensaios com a insulina inalável” em que terão participado mais de 2500 doentes. Trabalhos que demonstraram que esta fórmula é semelhante à injectável do ponto de vista da sua eficácia, mas mais cómoda e mais fácil de aceitar pelos pacientes, melhorando a sua qualidade de vida. O lançamento deste produto foi por diversas vezes anunciado em vários pontos do globo, e com as mais variadas marcas comerciais. A Exubera está disponível em blisters de 1 e de 3mg, pronta a consumir.
Carla Teixeira
Fonte: El Mundo, Sociedade Brasileira de Diabetes, ABC da Saúde
Ex-trabalhadores da Eli Lilly Brasil exigem 12 mil euros em indemnizações
O advogado que representa os ex-trabalhadores, Paulo Cunha Torres, referiu que para além destas seis acções judiciais, estão a ser preparadas outros quatro processos de indemnizações de ex-funcionários com base nas mesmas alegações.
Um outro grupo de funcionários da Eli Lilly está a trabalhar em conjunto com o seu representante legal para reunir antecipadamente provas que certifiquem que os trabalhadores foram expostos às substâncias contaminantes. O objectivo é entrar na justiça com uma acção colectiva e um pedido de indemnização à multinacional.
Elias Soares Vieira, um dos antigos funcionários ao qual foi retirado um rim e detectado cancro no outro, garante que os problemas de saúde estão relacionados com o trabalho desempenhado para a farmacêutica entre 1988 e 1996. Segundo o advogado, os trabalhadores exerciam as suas actividades laborais sem equipamentos de protecção e teriam sido submetidos a contaminações através do ar, da água e do solo.
A Eli Lilly do Brasil não admite qualquer relação entre os problemas de saúde dos ex-trabalhadores e as actividades laborais exercidas na empresa. De acordo com o laboratório, em 2004 foram detectados no local resíduos de baixa toxicidade e sem efeitos nocivos. Estas substâncias seriam derivadas da produção de herbicidas, o que levou a farmacêutica a fazer uma auto-denuncia às autoridades competentes. Desde esse momento a empresa tem levado a cabo um projecto de recuperação da área.
Marta Bilro
Fonte: Paulínia News
Empresa privada vai controlar facturas de medicamentos
Para seleccionar a entidade privada que vai fiscalizar as facturas de todo o país, os Ministérios da Saúde e das Finanças vão lançar, dentro de semanas, um concurso público. Segundo publicado no Diário da República, o concurso público visa "a criação e gestão do centro de conferência de facturas de medicamentos, meios complementares de diagnóstico (MCDT) e terapêutica e de outras prestações complementares a utentes do [Serviço Nacional de Saúde] SNS".
O objectivo principal é centralizar todo o processo numa única empresa, sendo o trabalho feito através de um sistema informático, o que vai permitir que seja mais rápido e eficaz. Para este projecto, o Ministério vai gastar cerca de 30,5 milhões de euros nos próximos quatro anos, sendo a maior parte paga no próximo ano, tendo em conta que é o ano de desenvolvimento do projecto e de aquisição de software e hardware. Apenas as facturas apresentadas pelas farmácias e consultórios privados é que são abrangidas por este sistema, as dos hospitais não estão incluídas.
Actualmente, o Governo estima que "o volume de prescrições electrónicas ronde os 34%". Para além de permitir que a verificação das facturas seja mais rápida e barata, a prescrição electrónica pode ainda trazer vantagens para os utentes. Algumas das aplicações informáticas existentes já têm, como suporte, informação sobre a totalidade dos medicamentos disponíveis, assim como as dosagens e preços.
Isabel Marques
Fontes: Jornal de Notícias, Diário de Notícias e www.tvi.iol.pt
Vacina para a cólera a partir de arroz
Este tipo de imunizações oferece “uma estratégia muito prática e efectiva” no que diz respeito aos custos para vacinar oralmente grandes populações, de acordo com os especialistas, que consideram que o facto de a vacina, por ser feita à base de arroz geneticamente modificado, poder permanecer por longos períodos em locais à temperatura ambiente facilitará também a sua distribuição nos países africanos e da América Latina, os mais afectados pela incidência da cólera.
Citados pela revista científica «Proceedings of the National Academy of Sciences», os cientistas japoneses explicaram que, em testes feitos em ratos a nova vacina foi eficaz na geração de uma dupla imunidade, provocando a resistência normal do corpo, ao mesmo tempo que fomentava a produção de anticorpos nas mucosas do nariz, da boca e do trato urinário. Os peritos japoneses criaram a vacina através da inserção de uma parte da bactéria causadora da doença – o Vibrio Cholerae – na planta do arroz. O alimento foi dado aos ratos, que desenvolveram imunidade à variedade da cólera que normalmente se transmite pela comida ou pelo consumo de água contaminada.
Carla Teixeira
Fonte: AFP
Brystol-Myers Squibb declara-se culpada no caso da patente do Plavix
A declaração de culpa, que tinha sido anunciada pela empresa há cerca de um mês, deu hoje entrada no tribunal federal de Washington. Num comunicado emitido a Bristol-Myers informou que a Comissão de Comércio Federal dos Estados Unidos e o Procurador Geral de Nova Iorque, Andrew Cuomo, continuam a investigar o acordo em causa. O impacto da declaração de culpa nessas investigações “não pode ser previsto”, referiu a empresa.
A farmacêutica justifica o facto de ter aceitado pagar a multa como forma a resolver as acusações de concorrência desleal por ter omitido ilegalmente parte de um acordo com a Apotex que envolvia uma patente do Plavix. De forma a obter a aprovação da Apotex para reter o lançamento do seu genérico até 2011, a Bristol-Myers ofereceu à farmacêutica canadiana uma compensação cujo valor não foi revelado.
O acordo não foi bem sucedido já que, em 2006, a Apotex inundou o mercado com uma versão genérica de Plavix, fazendo com que as vendas do medicamento caíssem. A Bristol-Myers começou a ser investigada pela autoridade da concorrência do Departamento de Justiça Norte-Americano de Washington, por ter proposto a oferta de acordo.
Em 2005, quando não enfrentava qualquer tipo de concorrência, as vendas do fármaco renderam cerca de 3,8 mil milhões de dólares norte-americanos.
Mesmo depois de ter aceitado pagar a multa, o director-executivo da empresa, Jim Cornelius, divulgou uma declaração aos funcionários onde garantia que a farmacêutica nunca teve um “acordo paralelo” de nenhum tipo com a Apotex para impedir que esta lançasse no mercado uma versão do Plavix.
A agência norte-americana reguladora dos medicamentos (FDA) concedeu aprovação à Apotex para produzir um genérico do Plavix. Porém a empresa não possuía autorização legal para o fazer, uma vez que a Bristol-Myers detém a patente até 2011. Ainda assim a Apotex seguiu em frente com a produção do genérico até a Bristol-Myers ter conseguido que a produção fosse bloqueada por decisão de um juiz federal de Nova Iorque.
Marta Bilro
Fonte: First World, Bloomberg, Bristol-Myers Squibb, CNN Money, MSN Money, New York Times
Disfunção Eréctil: Faro recebe Unidade Móvel “Saúde em Movimento”
A unidade móvel, nascida de uma parceria entre a Sociedade Portuguesa de Andrologia e a farmacêutica Lilly Portugal, pretende sensibilizar e informar a população sobre os problemas relacionados com a Disfunção Eréctil.
O atendimento será feito por psicólogos, de forma personalizada, anónima e confidencial, durante três dias, entre as 09:30 e as 19:00 horas, na Unidade Móvel “Saúde em Movimento”, que em Faro, estará estacionada no Jardim Manuel Bívar, junto à Marina.
Quem se deslocar até esta unidade, poderá também proceder à medição dos níveis de glicemia e da tensão arterial, de forma a despistar duas das patologias mais associadas à DE, a hipertensão e a diabetes.
Existirá ainda um centro de informação, onde será exibido um filme e serão disponibilizados folhetos informativos, elucidativos das causas, sintomas e formas de tratamento não só da Disfunção Eréctil, como também da hipertensão e diabetes.
Depois de Faro, também outras cidades do país receberão esta unidade móvel, uma vez que esta é uma iniciativa de âmbito nacional.
Inês de Matos
Fonte: Região Sul (Jornal semanário do Algarve)
Pfizer e Astellas lançam hoje Celecox no Japão
O analgésico, com a denominação de Celebrex, está à venda nos Estados Unidos há mais de oito anos, tendo sido submetido um requerimento para a aprovação no Japão em Dezembro de 2002. Um medicamento fica normalmente disponível no mercado japonês quatro anos após ter sido lançado nos Estados Unidos ou na Europa. Contudo, o porta-voz da Astellas, a terceira maior farmacêutica do Japão, não fez comentários ao porquê do atrasado no lançamento do fármaco no Japão.
Descoberto pela Pfizer, o celecoxib é o primeiro agente anti-inflamatório destinado a inibir selectivamente a enzima COX-2 (ciclo-oxigenase 2), reduzindo assim especificamente a produção de prostaglandina, um agente químico envolvido na inflamação. Lançado inicialmente nos Estados Unidos em 1999, o celecoxib tem sido comercializado em mais de cem países e prescrito a mais de 31 milhões de pacientes como Celebrex ou Celebra.
O celecoxib é o primeiro inibidor selectivo da COX-2, desenvolvido e comercializado em todo o mundo, que se espera que proporcione benefícios terapêuticos evitando problemas gastrointestinais. O medicamento deu provas de eficácia no combate aos sintomas da artrite reumatóide e da osteoartrite com a administração de duas doses diárias.
O Celebrex opera de maneira semelhante ao Vioxx da Merck & Co., que foi retirado do mercado em Setembro de 2004 depois de ter sido relacionado a ataques cardíacos e acidentes vasculares celebrais.
Em todo o mundo, as vendas do Celebrex renderam à Pfizer 598 milhões de dólares no primeiro trimestre, 22 por cento mais que nos mesmos três meses de 2006.
Isabel Marques
Fontes: FirstWord, Bloomberg, JCNNetwork e Pfizer.pt
Primeira terapêutica biológica para doença de crohn
Esta aprovação é uma das principais novidades no 27º Congresso Nacional de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva que está a decorrer no Algarve, esta nova aprovação é para toda a Europa, incluindo Portugal que a partir de agora pode tratar as crianças e os adolescentes (dos 6 aos 17 anos de idade) com um novo medicamento biológico.
Este novo método é feito em manutenção (de 8 em 8 semanas) que ajuda a controlar a sintomatologia (diarreias e dor abdominal) como também facilita o crescimento normal das crianças.
A Doença Inflamatória do Intestino pode afectar pessoas de qualquer idade, mas é mais frequente entre os 20 e 40 anos. Em 20% dos casos a doença começa durante a infância e a adolescência.
Acredita-se que, em Portugal, mais de 25 mil portugueses sofram desta patologia, sendo que a incidência da DII na Europa é de cerca de 16 novos doentes por cada 100 mil habitantes por ano e a prevalência é de 160 – 320 por 100 mil habitantes.
Juliana Pereira
Fonte: Sapo
Novo estudo sobre a memórias
A investigação afirma que as pessoas com tendência para experimentarem emoções negativas têm mais 40 por cento de probabilidades de desenvolverem uma “deterioração cognitiva leve “ que é um estado de transição entre o envelhecimento normal e a demência leve, que muitas vezes é associado à doença de Alzheimer.
Robert Wilson, autor do estudo, revelou em comunicado que “Há muitas diferenças na forma como enfrentamos o stress e outras emoções negativas mas essas reacções tendem a ser constantes durante a vida adulta”.
“Estas descobertas sugerem que, ao longo da vida, o stress crónico afecta a zona do cérebro responsável por que o organismo dê uma resposta; infelizmente, essa parte do cérebro também regula a memória”, afirmou ainda Wilson.
Os investigadores da Universidade Rush de Chicago foram buscar resultados a estudos já feitos durante 12 anos em 1.256 pessoas, sem indícios de sofrerem aquela doença. Nessa altura, 482 indivíduos desenvolveram a enfermidade.
Foi medido o nível emocional das pessoas, através da sua indicação de as três afirmações estavam mais de acordo com os seus hábitos diários: “Não sou uma pessoa que se preocupe com tudo”; “Amiúde sinto-me tenso e nervoso”; “Amiúde aborreço-me pela forma como as pessoas me tratam”.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Novo sistema de propriedade de farmácias
As excepções a esta autorização são os profissionais de saúde prescritores de medicamentos, empresas de distribuição de medicamentos, indústria farmacêutica, empresas prestadoras de cuidados de saúde ou associações representativas das farmácias.
A liberalização da propriedade das farmácias tinha sido falada pelo primeiro-ministro, José Sócrates em Maio de 2006, durante um debate mensal na Assembleia da República.
“Termina assim um regime de condicionamento reconhecidamente anacrónico que perdurou tempo demais”, disse na altura o primeiro-ministro, no entanto, o Governo avisa que esta liberalização da propriedade será feita através de regras muito exigentes para evitar situações eticamente menos claras.
A Associação Nacional das Farmácias continua contra esta medida, porque acredita que o modelo actual de propriedade, que dá apenas prioridade a farmacêuticos é “melhor serve o interesse dos doentes”
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Cientistas japoneses desenvolvem arroz com vacina para a cólera
A confirmarem-se os resultados desta investigação preliminar, a descoberta poderia resolver o problema de alguns países com serviços médicos precários, que não possuem mecanismos de conservação e armazenamento de vacinas.
De acordo com o director do Burnet Institute, em Melbourne, Steve Wesselingh, o modelo de vacina desenvolvido pelos investigadores japoneses aparenta ser bem sucedido e estável. “O que se prevê é uma dose muito controlada, administrada oralmente a uma população”, explicou este virólogo. A principal vantagem, acrescentou o responsável, é a possibilidade de o produzir a custos reduzidos e não haver muitos processos de preparação depois de o produto ter crescido e ter sido colhido, “o que obviamente reduz as necessidades de biotecnologia de ponta em países que não possuem capacidade para a ter”.
Para a equipa de investigadores liderada por Hiroshi Kiyono, o principal benefício desta nova abordagem reside no facto dela causar reacções imunes que abrangem todo o sistema corporal e os tecidos de mucosa como a boca, o nariz e o tracto genital. A investigação levada a cabo pelos cientistas japoneses foi subsidiada por várias agências governamentais nipónicas.
As vacinas comuns, aplicadas através de uma injecção, não provocam respostas de imunidade nas áreas mucosas, o que significa que a nova vacina poderá ter uma vantagem contra infecções que frequentemente atacam essas membranas, como é o caso da cólera, o VIH, o vírus da gripe e da pneumonia atípica.
“Este não é o grau de progresso que esperávamos ter neste momento”, afirmou Hugh Mason, investigador da Universidade do Estado de Arizona, que já trabalhou em várias pesquisas com plantas para a elaboração de vacinas. O especialista preveniu ainda que não é fácil conseguir uma boa resposta às substâncias ingeridas oralmente devido ao ambiente hostil do aparelho digestivo.
“Teremos que desenvolver formas de proteger a vacina da degradação provocada pelo estômago e posteriormente introduzi-la na direcção do intestino para que possa ser absorvida ”, explicou Mason.
David Pascual, um especialista em biologia molecular da Universidade do Estado de Montana, em Bozeman, salientou o facto dos investigadores japoneses terem conseguido gerar uma resposta imunitária protectora nos ratos e ao mesmo tempo evitar qualquer reacção alérgica ao arroz. Para além disso, o arroz transgénico pode ser armazenado à temperatura ambiente e não oferece os riscos de infecção inerentes a uma injecção. Pascual que não participou nesta pesquisa, lembra que várias outras plantas têm sido desenvolvidas para serem usadas na produção de vacinas.
Ainda assim, o responsável pela investigação advertiu que o facto de a vacina derivar do arroz não significa que seja comestível. “Não queremos criar a ideia nas pessoas de que se comerem arroz ficam vacinados”, afirmou Kiyono, acrescentando que a vacina seria distribuída em cápsulas ou comprimidos contendo pó de arroz e deverá ser encarada como um medicamento e não como comida.
Depois dos primeiros testes em ratos, Kiyono sublinhou que ainda são necessários mais estudos preliminares e mostrou-se confiante que “num futuro próximo” a vacina possa ser testada num macaco.
Marta Bilro
Fonte: AHN, imirante.com, ABC Today, CNN Money,
Laboratório reembolsa Estado caso fármaco não resulte
Segundo a proposta do laboratório Janssen-Cilag, o NHS só assumiria o custo do tratamento se der bons resultados ou seja, os cerca de 36 mil euros necessários para a compra do medicamento Velcade (bortezomib) serão suportados pelo governo britânico apenas se a terapia se revelar positiva.
Caso ganhe a autorização do Estado, esta proposta pode abrir um precedente que, poderá ajudar a custear novos e dispendiosos tratamentos contra o cancro.
Entretanto, o laboratório em causa já adiantou que, na fase dos testes clínicos, o bortezomib reduziu ou até reverteu a evolução da doença.
O bortezomib é o primeiro fármaco na classe (inibidor de proteosoma), desenvolvido especificamente para inibir a actividade do tipo quiotripsina.
O fármaco é indicado em doentes com mieloma múltiplo em progressão e que já tenham sido sujeitos ou não possam recorrer ao transplante de medula óssea.
Segundo as recomendações do National Institute for Clinical Excellence (NICE), “os pacientes que respondam de forma parcial ou completa ao fármaco deverão continuar com o tratamento subvencionado pelo NHS.”
Andrew Dillon, director-executivo do NICE considerou que "ainda é cedo para dizer se isto pode ser o começo de uma nova tendência mas, a julgar pelas nossas conversas com outras empresas, há sinais de que também estão a pensar actuar nessa mesma linha."
A viabilidade da proposta espera agora o parecer do Ministério da Saúde britânico o que, deverá acontecer, em Outubro.
Raquel Pacheco
Fonte: British Medical Journal/MNI/NICE
Novas instalações precisam-se
“A oncologia que se faz actualmente é mais de ambulatório e não tem o carácter asilar, com internamentos muito prolongados, que tinha na altura em que este hospital foi projectado e para o qual foi dimensionado”, acrescentou Ricardo da Luz.
Ricardo da Luz falou também que segundo, as novas regras de segurança hospitalar, de segurança dos profissionais de saúde e dos próprios doentes, as instalações estão “desadequadas” às necessidades.
No entanto, quando foi questionado sobre a possibilidade do IPO mudar para Oeiras, o presidente do Conselho de Administração do Instituto remete essa questão para o Ministério da Saúde: “competência exclusiva do Ministério da Saúde, embora a administração do hospital tenha sempre uma palavra a dizer”.
A mudança do IPO para Oeiras é ainda algo em estudo, após a oferta por parte presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais de ceder um terreno, a custo zero ao Ministério da Saúde para a construção de novas instalações.
A saída do IPO para Oeiras ainda não é uma certeza, segundo declarações de uma assessora de imprensa do ministro da Saúde.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Zimulti aumenta risco de suicídio e depressão
O fármaco Zimulti (Rimonabant) do laboratório Sanofi-Aventis, destinado à perda de peso, poderá aumentar os riscos de suicídio e os pensamentos suicidas, avançou a Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA). De acordo com um estudo divulgado ontem, durante os testes clínicos, os pacientes que administraram o medicamento relataram com maior frequência a ocorrência de pensamentos ou actos suicidas em relação ao grupo que administrou um placebo. Segundo os testes, 5,9 por cento registaram sintomas de ansiedade e 3,9 por cento transtornos depressivos.
Num outro conjunto de testes, cerca de 26 por cento dos pacientes administrados com a dose de 20 miligramas do medicamento relataram episódios psiquiátricos adversos, incluindo depressão, ansiedade e insónia, comparativamente aos 14 por cento de pacientes que tomaram o placebo. No comunicado emitido a FDA afirma que "foram identificadas duas categorias de episódios adversos que estão a ser observadas cuidadosamente. São episódios psiquiátricos (ansiedade e depressão, incluindo pensamentos suicidas) e episódios neurológicos (mudanças sensoriais, dificuldades motrizes, dificuldades cognitivas)”.
Por outro lado, a FDA confirmou a eficácia da dose de 20 miligramas de Zimuti, ao referir que provocou diminuições significativas de peso em pessoas obesas. "Um tratamento com a dose de 20 miligramas da droga, em conjunto com uma ingestão modesta de calorias e exercício físico, reduz significativamente o peso do corpo e a circunferência da cintura nos pacientes com excesso de peso ou obesos", refere o mesmo documento. A entidade reguladora realizou 59 estudos clínicos em mais de 16 mil pacientes. A eficácia do remédio no tratamento da obesidade ficou comprovada em quatro estudos, pode ler-se no documento que está disponível no site da FDA.
Um grupo de analistas vai amanhã (13 de Julho) avaliar se os benefícios do produto na redução do peso, do colesterol e do açúcar no sangue superam os riscos. Posteriormente os investigadores vão ou não recomendar o lançamento da substância no mercado norte-americano.
A primeira tentativa da farmacêutica francesa para que o fármaco fosse liberalizado pela FDA remonta a Abril de 2005, e pretendia que este fosse utilizado no tratamento da obesidade e que ajudasse os fumadores a deixarem o vício. No entanto, esta última pretensão foi rejeitada e a utilização do Zimulti na perda de peso obteve autorização condicionada em Fevereiro de 2006. Em Outubro a Sanofi-Aventis voltou a submeter o fármaco à aprovação da FDA para ser utilizado em pacientes obesos.
Ainda assim, na Europa o medicamento já obteve parecer positivo e a sua utilização foi autorizada em cerca de 10 países. Em Portugal existem duas apresentações do rimonabant autorizadas pelo Infarmed (Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento), o Acomplia e o Zimulti, ambos na mesma dosagem e comercializados pela Sanofi-Aventis. A autorização de introdução no mercado português data de Junho de 2006, nenhum dos medicamentos é comparticipado pelo estado e uma embalagem de 14 comprimidos custa 49.68 euros.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, CNN Money, MSN Money, The Street, First World, Último Segundo, FDA, Infarmed.
Nova legislação permitirá a qualquer pessoa ser proprietária de uma farmácia
A autorização legislativa hoje publicada dá ao Governo 180 dias para aprovar um decreto-lei onde será alterado o regime de propriedade da farmácia, permitindo a todas as pessoas serem proprietárias das farmácias.
As excepções a esta autorização são os profissionais de saúde prescritores de medicamentos, empresas de distribuição de medicamentos, indústria farmacêutica, empresas prestadoras de cuidados de saúde ou associações representativas das farmácias.
O Governo vai ainda alterar o número máximo de farmácias por proprietário de uma para quatro.
A liberalização da propriedade das farmácias tinha sido anunciada pelo primeiro-ministro em Maio de 2006, durante um debate mensal na Assembleia da República.
«A propriedade das farmácias vai deixar de ser um exclusivo dos licenciados em farmácia. Termina assim um regime de condicionamento reconhecidamente anacrónico que perdurou tempo demais», disse na altura o primeiro-ministro, garantindo que a liberalização da propriedade será acompanhada de regras muito exigentes para evitar situações eticamente menos claras.
Contra esta medida esteve sempre a Associação Nacional das Farmácias, para quem o modelo que dá o exclusivo da propriedade aos farmacêuticos é o que «melhor serve o interesse dos doentes».
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Diário da República
“Stress” e depressões causam problemas de memória
A MCI compreende-se como um estado de transição entre o envelhecimento normal e a demência leva, por vezes associada à doença de Alzheimer. De acordo com Sociedade contra o Alzheimer, cerca de dez a 15 por cento das pessoas afectadas pela MCI, acaba mesmo por vir a sofrer de Alzheimer.
Robert Wilson, principal autor do estudo, adianta que, "há muitas diferenças na forma como enfrentamos o 'stress' e outras emoções negativas, mas essas reacções tendem a ser constantes durante a vida adulta”.
No entanto, Wilson acrescenta ainda que, “estas descobertas sugerem que, ao longo da vida, o 'stress' crónico afecta a zona do cérebro responsável por que o organismo dê uma resposta; infelizmente, essa parte do cérebro também regula a memória”.
Esta investigação baseou-se no acompanhamento de 1.256 pessoas, sem indícios de MCI , ao longo de 12 anos. Durante o decorrer do estudo, 482 indivíduos desenvolveram a doença.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Estudo recente mostra uma diminuição substancial das doenças cardiovasculares
Contudo, apesar destes resultados animadores, as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte, tanto nos Estados Unidos como em Portugal, apesar de no nosso país terem vindo a diminuir nos últimos quatro anos. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes a 2005, estas doenças mataram quase 37 mil portugueses, dos quais 20240 eram mulheres. Em 2002, o total de mortes resultantes de problemas cardiovasculares ascendia a cerca de 41 mil pessoas.
Os especialistas estão optimistas no que se refere a uma diminuição destes casos, devido a uma maior informação e consciencialização das pessoas sobre os factores de risco e também a alterações no estilo de vida, tais como a adopção de dietas mais saudáveis, o aumento da prática de exercício físico e reduzir ou deixar de fumar.
Isabel Marques
Fontes: PRNewswire, Jornal de Notícias
Descoberto mecanismo de defesa das bactérias
As bactérias estão divididas em dois tipos, gram-positivas e gram-negativas, sendo a principal diferença a composição da parede celular externa da bactéria, mas também se diferenciam no que se refere ao género de infecções que causam e ainda ao tipo de antibióticos capazes de as destruir. Sabe-se pouco acerca do modo como a bactéria gram-positiva – aquela que pode levar a intoxicações alimentares, distúrbios da pele e choque tóxico – evita ser morta pelos péptidos antimicrobianos. Estes são produzidos por quase todos os grupos de organismos, tais como anfíbios, insectos, diversos invertebrados e mamíferos, incluindo os humanos.
As bactérias gram-positivas são as maiores ameaças à saúde humana, especialmente devido aos problemas crescentes da resistência aos medicamentos. Estas descobertas podem ajudar a delinear um caminho para esquematizar novos fármacos que reforcem as opções de tratamento antimicrobiano.
Nas bactérias gram-negativas – aquelas que provocam peste e salmonelose – um sistema de regulação de sensores e genes chamado PhoP/PhoQ protege a bactéria invasora, e cientistas acreditam que, se desenvolverem um conhecimento mais aprofundado deste sistema, poderão desenvolver novos medicamentos mais eficazes na protecção das pessoas contra as infecções.
O grupo de investigadores espera possibilidades semelhantes para as bactérias gram-positivas com a descoberta do sensor de péptidos antimicrobianos. Os investigadores estão cientes que para a bactéria gram-negativa, o PhoP/PhoQ tem sido o principal alvo para as descobertas de fármacos antimicrobianos, mas pouco trabalho similar tem sido feito com a bactéria gram-positiva. O grupo está entusiasmado com o que conseguiu demonstrar – uma maneira eficiente e única que a bactéria gram-positiva tem de controlar a resistência – e continua a investigar o sistema do sensor de péptidos antimicrobianos para o desenvolvimento de medicamentos.
Isabel Marques
Fonte: Pharmalive.com e ManualMerck.net
segunda-feira, 11 de junho de 2007
São já 270 os bebés portugueses nascidos em Badajoz
Desde o dia 12 de Junho de 2006, data do encerramento da sala de partos de Elvas, “até hoje, foram registados 270 partos de grávidas portuguesas no Hospital Materno-Infantil de Badajoz", de acordo com uma fonte dos serviços de saúde do governo regional da Extremadura espanhola.
Ao longo de um ano, o hospital de Badajoz atendeu já mais de 800 grávidas portuguesas, das quais 480 necessitaram mesmo de hospitalização, durante a gravidez.
Com o encerramento da sala de partos do Hospital de Santa Luzia de Elvas, o estado português estabeleceu um acordo as autoridades da Extremadura, segundo o qual as grávidas provenientes de Elvas e de Campo Maior, poderão optar por ter os seus bebés em Badajoz, uma vez que esta é a maternidade geograficamente mais próxima, a apenas 12 km.
Évora e Portalegre, são também opções de escolha para as grávidas. Contudo, os distantes 80 e 60 km que, respectivamente, as separam de Elvas e Campo Maior, têm levado a maioria a optar pela maternidade espanhola.
Ao fim de um ano, as autoridades portuguesas e da Extremadura fazem um balanço positivo do processo. "Da auscultação realizada, até ao momento, percebe-se que o índice de satisfação das mulheres assistidas no Hospital Materno-Infantil de Badajoz é elevado", segundo um comunicado do Hospital de Elvas.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Nova vacina para tuberculose
Como não há sintomas que permitam identificar a infecção latente da tuberculose, as únicas maneiras de detectar o bacilo são através do teste cutâneo ou da prova da tuberculina, sendo por isso difícil precisar o número de pessoas afectadas, temendo-se que seja elevado.
Sendo assim, o responsável por esta investigação, Pere-Joan Cardona, define como primeira estratégia a administração da vacina a grupos de risco, como é o caso dos seropositivos, visto que o vírus da Sida ao entrar em contacto com a tuberculose pode mesmo ser fatal.
Esta vacina vem trazer uma nova esperança no combate desta doença pois é a primeira a ser apresentada e, para além disso, só existe um tratamento para a infecção que consiste num antibiótico cuja administração deve ser feita durante nove meses. Pere-Joan Cardona afirma que este tratamento não é eficaz porque a maior parte das vezes as pessoas desistem de continuar a tomar o antibiótico.
Actualmente a vacina está a ser administrada em seres humanos no Hospital Germans Trias i Pujol de Badalona, na primeira fase da experiência que decorre em Barcelona. Já decorreram duas semanas com resultados positivos mas a vacina só poderá ser comercializada quando se chegar à terceira fase e depois de ser feita a avaliação de todo o processo.
Sara Nascimento
Fonte: netFarma
Medicamento barato para a epilepsia é negado a milhões de crianças
O professor Emilio Perucca, da Unidade Clínica de Farmacologia, do Instituto de Neurologia da Universidade de Pavia, em Itália, adverte organizações governamentais e não governamentais, em países em desenvolvimento, que o tratamento deve estar disponível para todos.
Dos 35 milhões de pessoas com epilepsia que vivem em países em desenvolvimento, cerca de 85% não recebem tratamento algum. Como resultado, acabam por sofrer as consequências nefastas desta condição, os ataques epilépticos, que podem também levar a consequências psicológicas de estigma e discriminação social. Infelizmente, a maior parte destas pessoas, muitas das quais crianças, poderiam ter uma vida sem complicações se tomassem por dia uma dose única de um medicamento (fenobarbital), que custa menos de 3 dólares por ano, cerca de €2,20.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o fenobarbital como o tratamento de escolha em países de recursos restritos, mas a sua política tem sido questionada devido a preocupações acerca de efeitos comportamentais adversos, particularmente em crianças.
No entanto, um estudo em crianças de Bangladesh, também publicado na semana passada pelo BMJ, não encontrou diferenças significativas nos problemas comportamentais entre o fenobarbital e outro medicamento, a carbamazepina. Apesar de algumas limitações, o estudo providência maior evidência para o suporte do uso do fenobarbital nos países em desenvolvimento.
Segundo o Professor Perucca, o fardo da epilepsia não tratada, em termos de sofrimento humano e social, tem consequências enormes. Ele conclui que um programa de controlo da epilepsia eficaz irá apenas resultar se estiver completamente integrado num sistema de cuidados de saúde dentro da comunidade. Este deverá providenciar não só o abastecimento seguro de medicamentos, com instalações adequadas de armazenamento e distribuição, mas também programas educacionais para profissionais de saúde e para a população em geral.
Paulo Frutuoso
Fontes: BMJ
Exames médicos passam a imagens digitais
Este sistema resulta de um protocolo entre o Grupo Português de Saúde, através do IMI (Imagens Médicas Integradas) e a Kodak Health Group e vem beneficiar tanto utentes como profissionais de saúde. Para os utentes o acesso torna-se prático e rápido, pois passa a não ser necessário levantar o exame e deslocar-se a uma consulta, bastando apenas aceder a um site controlado. Com o PACS, os profissionais de saúde realizam o diagnóstico com maior rapidez e eficácia uma vez que é mais fácil editar, analisar e comparar as imagens.
Com este sistema é possível criar um processo clínico de cada doente, com o seu historial, dados pessoais e as imagens dos exames realizados, que será integrado na rede do Grupo. A reunião dos vários processos clínicos vai dar origem a um Data Center, onde toda a informação e imagens ficarão guardadas. Deste modo os dados relativos à saúde encontram-se arquivados num sistema mais seguro. Em Portugal nunca se tinha criado nada do género na área da imagiologia digital.
A utilização do formato digital é, igualmente, uma solução benéfica para o ambiente. Ao substituir o método tradicional (revelação) possibilita poupar cerca de 700 mil películas, nos primeiros tempos. O investimento deste novo sistema irá rondar um milhão de euros.
Sara Nascimento
Fonte: Hospital do Futuro, Semana Informática, First Solutions, Grupo Português de Saúde
Tabaco acima dos medicamentos: cigarro é 13ª prioridade no orçamento familiar
“Os fármacos antitabágicos ajudam a cessar um hábito que, terá como consequência, mais tarde ou mais cedo, alterações profundas e irreversíveis no seu estado de saúde”, sublinhou o médico do HSM, advogando, por isso, a necessidade de “motivar e informar bastante as pessoas para que elas compreendam que, efectivamente, estes medicamentos de cessação funcionam.”
“Muitas vezes, não é fácil a pessoa gastar dinheiro na farmácia, nomeadamente em algo que, teoricamente, lhes irá tirar o prazer”, afirmou o clínico, considerando que “é mais fácil arranjar os três euros para comprar um maço de tabaco do que por vezes arranjar 60 euros para investir no tratamento.”
Lamentando, deste modo, o “dantesco” da situação, Bugalho de Almeida defendeu que este tipo de fármacos “deviam ter comparticipação do Estado.”
Preço da cessação tabágica afasta fumadores
De referir que, e segundo noticiou o «Farmácia e Medicamento», o Hospital de Santa Maria foi responsável pela elaboração de um estudo de cessação tabágica que concluiu que 70% dos fumadores – que recorrem à ajuda daquela unidade de saúde – não conseguem deixar o vício porque, não têm dinheiro para comprar os medicamentos.
Os dados da pesquisa – com base num universo de 860 utentes das consultas de apoio ao fumador – revelam ainda que, em média, 21% do orçamento familiar é gasto em tabaco, sendo que os cigarros surgem em 13º lugar na lista de prioridades, acima dos medicamentos.
De acordo com uma responsável pelo serviço de pneumologia do hospital, “a taxa de cessação dos hábitos tabágicos ronda apenas os 27 por cento."
Cancro da laringe: 98 em 100 são fumadores
Conhecidos os números negros do cancro do pulmão, o «Farmácia e Medicamento» apurou ainda que, dos 100 casos de cancros na laringe que são diagnosticados, quase todos os dias, 98 são fumadores.
A esperança é que, na globalidade, as estatísticas provam que está a “fumar-se menos” em Portugal.
O aumento da oferta de produtos antitabágicos nas farmácias, a dispensa de receita médica para este tipo de fármacos e o projecto de legislação mais restritivo, podem ter sido a causa deste novo cenário.
Raquel Pacheco
Fonte: HSM, Sociedade Portuguesa de Pneumologia
Farmácias: mudança traz novas exigências
Os sinais de que a via é pela lei liberalizadora, só podem apontar um novo caminho ao sector: adaptação.
“Que as regras estão a mudar é indiscutível. As políticas já concretizadas, as planeadas e as anunciadas apontam para novos rumos, novas exigências a que a farmácia tem de se adaptar e às quais tem de saber responder com eficácia e eficiência”, sublinhou a Associação Nacional dasFarmácias (ANF).
“Fomentar o espírito de equipa é essencial para a sustentabilidade da farmácia, enquanto empresa e enquanto unidade prestadora de cuidados de saúde. Para passar da farmácia da tradição à farmácia da modernidade”, defendeu a associação.
Os representantes do sector farmacêutico, encaram, assim, a desregulamentação da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica “não como um obstáculo, não como um revés, mas como uma oportunidade de reforçar a intervenção farmacêutica”, reforçando que “há que fazer a transição entre a farmácia da tradição e a farmácia da modernidade."
Raquel Pacheco
Fonte: ANF/Farmácia Portuguesa
ANF promove encontros de Farmacoterapia
Estão a decorrer, até 6 de Julho, encontros de Farmacoterapia no Auditório do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra). As sessões estão creditadas pela Ordem dos Farmacêuticos e são promovidas pela Associação Nacional das Farmácias que apela a todos os profissionais para a passagem da “farmácia da tradição” à “farmácia da modernidade.”
É um Ciclo de Seminários de Actualização em Farmacoterapia - organizado pela Escola de Pós-Graduação em Saúde e Gestão e que, arrancou já em Maio -, e visa abordar diferentes temas relacionados com a área em destaque. As sessões fazem parte da componente curricular do curso de pós-graduação em Farmacoterapia mas, o interesse que suscitaram junto dos farmacêuticos fez com a organização abrisse a participação a todos os interessados.
«Detecção e sinalização da suspeita iatrogénica na rotina clínica», foi o tema do primeiro encontro deste mês – Seminário 3.
Nuno Machado (farmacêutico) e Zita Mendes (especialista em estatística do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde) são os conferencistas do Seminário 4 que, decorrerá, 22 de Junho, sobre o tema «Significância estatística versus significado clínico na interpretação dos resultados de ensaios aleatorizados e controlados: como abordar criticamente».
O Seminário 5, está agendado para 29 de Junho, e ficará a cargo do farmacêutico João Carlos Felício que vai abordar «A avaliação do “risco para prognóstico” como critério de decisão terapêutica».
Francisco Batel Marques, docente na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e coordenador da pós-graduação em Farmacoterapia, vai encerrar o ciclo de encontros, explorando o tema «Métodos qualitativos na avaliação da farmacoterapia: quais e como utilizar».
Raquel Pacheco
Fonte: ANF
CE doa 400 milhões
Durão Barroso fez o anúncio, em Bruxelas, depois de uma reunião com responsáveis do fundo global e outras instituições envolvidas no combate a estas patologias.
Segundo adiantou o presidente da CE, uma primeira fatia de 100 milhões de euros será disponibilizada imediatamente, ao passo que o resto do montante será atribuído entre 2008 e 2010.
Sublinhando que a verba “é uma parte do esforço da União Europeia”, que contribui com 55% do orçamento do fundo global, o antigo primeiro-ministro português acrescentou que “a CE vai pedir aos outros que dêem mais”, já que, – reiterou – “todos têm de contribuir para o esforço global.”
Raquel Pacheco
Fonte: FarmaNews
Farmacêutico é elemento-chave na promoção da saúde
A participação dos farmacêuticos em estudos para aferir a prevalência das doenças e detectar possíveis focos de perigo para a saúde assume um papel preponderante numa sociedade cada vez mais exigente no que toca à demanda de informação por parte dos utentes, o que obriga aqueles profissionais a investir continuadamente na melhoria da sua preparação técnica, a fim de assessorar os pacientes sobre o uso correcto dos medicamentos e a promoção de estilos de vida que potenciem melhor prevenção das doenças.
Porque o farmacêutico é muitas vezes o único contacto que determinados cidadãos têm com os serviços de saúde, ou pelo menos aquele a que mais frequentemente recorrem em busca de aconselhamento, ele assume responsabilidades específicas no cuidado e na promoção da saúde na sociedade actual. Países como Espanha, em que 99 por cento das povoações dispõem de pelo menos um estabelecimento de farmácia, o farmacêutico poderá tornar-se um agente de primeira importância na veiculação de conselhos práticos, o que reforça a importância da sua participação em estudos que procurem conhecer os números e saber as razões da prevalência de determinadas doenças em determinados meios, contribuindo para uma melhor compreensão, por parte da sociedade, da relevância de cada uma das patologias.
Carla Teixeira
Fonte: Faculdade de Farmácia da Universidade de Granada
Medicamentos: efeitos secundários, riscos e benefícios
De acordo com António Vaz Carneiro, médico do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, em declarações ao Diário Económico, nunca foi definida “qual seria a taxa de mortalidade ou os efeitos adversos a partir dos quais um medicamento deve ser considerado perigoso”. A análise está dependente dos riscos e benefícios registados. Podemos dispor-nos a “tomar um medicamento que vai dar-nos enjoos violentíssimos, deixar-nos carecas e que pode até matar, se for para tratar o cancro. Mas é claro que nunca aceitaríamos um medicamento destes para tratar uma gripe”, concretiza o especialista.
No capítulo da segurança, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) refere apenas que “qualquer medicamento comporta um equilíbrio entre riscos e benefícios, sendo que, na análise de autorização, as autoridades consideraram que os benefícios superam os riscos”. A Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares profere uma opinião semelhante ao referir que “às vezes, os efeitos secundários são inseparáveis do efeito benéfico para a saúde e são incómodos que se devem aceitar, sempre que não sejam graves e sejam superados pelos benefícios conseguidos”.
Mesmo depois da autorização de lançamento de um medicamento no mercado, é preciso não abusar na confiança e ficar alerta, já que “os ensaios clínicos podem não prever todos os efeitos dos medicamentos no organismo humano”, sendo por isso, “necessário o acompanhamento após a comercialização de acções de farmacovigilância”, refere o Infarmed (Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento).
Os custos e as decisões
De acordo com a descrição do Infarmed, a Reacção Adversa Medicamentosa (RAM) “consiste em qualquer resposta prejudicial e indesejada a um medicamento que ocorre com doses habitualmente usadas para profilaxia, diagnóstico ou tratamento, ou para modificação de funções fisiológicas (OMS)”.
Antes de lançar um medicamento no mercado, são calculados os custos que esse processo acarreta, tanto os económicos, como de saúde ou sociais. No entanto, alheios a cálculos matemáticos, os custos sociais parecem ser os mais difíceis de avaliar. Para António Vaz Carneiro “a decisão do que o Serviço Nacional de Saúde deve disponibilizar um medicamento é um processo social, cultural, político e, portanto, subjectivo.”
Nesse sentido, “não há urgência que justifique um processo de lançamento [de um medicamento] sem garantias de qualidade”, refere Paulo Kuteev Moreira, investigador da área da Saúde. Vaz Carneiro concorda e acrescenta que é irresponsável o argumento algumas vezes utilizado de que “acelerar a introdução dos medicamentos no mercado é apoiar a inovação”.
O Infarmed considera que a notificação espontânea de Reacções Adversas Medicamentosas (RAM) por profissionais de saúde é um método não dispendioso e eficaz de promover a vigilância de todos os medicamentos após a sua introdução no mercado.
No entanto, a situação é complexa já que envolve custos de investigação muito elevados e gastos avultados em ensaios clínicos. É por isso que Paulo Kuteev Moreira salienta que “a decisão de retirar os medicamentos é muitas vezes mais assente nas consequências económicas para a empresa farmacêutica, devido às indemnizações, do que propriamente por obrigação de uma agência”.
Marta Bilro
Fonte: Diário Económico, Associação Portuguesa dos Farmacêuticos Hospitalares, Apifarma, Infarmed
Grupo português ALERT, lança software de gestão hospitalar nos EUA
O software, já instalado em cinquenta por cento dos serviços de urgência nacionais, foi aplicado nos hospitais de South Cameron Memorial Hospital, no Louisiana, Knox County Hospital, no Kentucky e Minnie G. Boswell Memorial Hospital, na Geórgia, bem como a outro hospital de Nova Orleães, onde ainda se procede à fase de construção.
As soluções informáticas aplicadas nestes hospitais pertencem ao software «ALERT PFH», o «ALERT Edis», destinado aos serviços de urgências, o «ALERT Outpatient», para gestão de consulta externa, o «ALERT Surgery Room», aplicado ao bloco operatório e o «ALERT Inpatient», sistema de informação para internamento.
«Em 2001, nas relações com médicos, desenvolvemos um verdadeiro ambiente médico sem papéis, adequado para todos os perfis e para todos os serviços, como bloco operatório, internamentos e urgências», explicou Miguel Rocha, administrador da ALERT.
«A partir daí, as coisas começaram a acontecer muito depressa. Começámos a acreditar que tínhamos um produto global, único no mundo, até porque, numa feira internacional da especialidade a que fomos, o nosso produto foi considerado o melhor».Estava garantida a qualidade e eficácia do software.
A expansão para mercados internacionais começou de seguida, representando já cerca de 10% da facturação da marca. A ALERT tem contratos firmados em vários países europeus e também no continente asiático, nomeadamente na Indonésia, e chega agora ao mercado norte-americano. Significa definitivamente, «uma grande aposta», mesmo com a concorrência feroz das multinacionais americanas.
De acordo com Miguel Rocha, o software da ALERT está «a concorrer a um nível muito alto. As nossas concorrentes podem a curto ou médio prazo bater-se connosco. E estou a falar de gigantes como o Google ou a Microsoft». No entanto, «a ALERT nunca mudou de rumo por questões de concorrência. Acreditamos que o nosso produto é bom, tem referências nacionais e internacionais».
De facto, as potencialidades deste software de gestão hospitalar estão já a ser demonstradas em 76 hospitais e 102 centros de saúde, permitindo o rápido acesso ao processo clínico electrónico do doente e uma maior proximidade entre os centros de saúde e os hospitais, na marcação de consultas. O administrador da ALERT realça ainda o facto de este sistema criar «verdadeiros ambientes clínicos sem papéis, o que permite reduzir o ruído nos serviços, e fazer com que, em todas as fases, todos os intervenientes saibam o que se está a fazer».
Mas as expectativas do grupo português são ainda mais altas. «Queremos ir para outros mercados, como a Singapura, onde estamos a participar na informatização dos serviços de saúde», garante Miguel Rocha, isto apesar das barreiras colocadas pelo mercado aos produtos estrangeiros, como aconteceu no pais vizinho, onde existe «uma certa resistência em adoptar não tudo o que seja português, mas tudo o que não seja espanhol».
Até ao final do ano, a ALERT espera aumentar consideravelmente o número de instituições com o seu programa instalados e alcançar a meta do meio milhar.
Inês de Matos
Fonte: Agência Financeira
Apresentada em Portugal lente inovadora para pacientes com Astigmatismo
Foi colocada pela primeira vez em Portugal, uma nova lente intra-ocular, a Acrysof Tórica, a primeira que corrige Astigmatismo, num paciente do sexo masculino, com 74 anos, e que também sofria de Cataratas.
O implante cirúrgico da lente, efectuado no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA), foi gravado ao vivo e transmitido em directo para uma sala do Hotel de Santa Eulália, em Albufeira, onde estavam reunidos em congresso centenas de Oftalmologistas. A nova lente, que traz avanços no tratamento do Astigmatismo, tem o preço de fábrica de cerca de 300 euros, e foi lançada nos EUA em finais de Abril.
Esta inovadora lente é a última revolução no tratamento de pacientes mais velhos que necessitem de uma correcção de Astigmatismo, para que possam ficar a ver, com nitidez, tanto ao longe como ao perto. Segundo o especialista Fernando Vaz e presidente da Cirurgia Implanto-Refractiva de Portugal (CIRP), "Hoje em dia todas as pessoas com mais de 70 anos têm Cataratas e com o avanço tecnológico avança-se para o tratamento com cirurgia", contudo muitos pacientes continuavam a não conseguir focar com nitidez os objectos por padecerem de Astigmatismo.
A CIRP é uma Secção da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia que agrupa a maioria dos Oftalmologistas portugueses que se dedicam ou interessam pela área da Cirurgia de Córnea, Refractiva e Catarata.
De referir ainda que foi apresentada, no mesmo congresso do CIRP, uma outra cirurgia que permitiu corrigir uma Miopia sem recorrer à sutura para uma recuperação imediata. A cirurgia veio demonstrar que nos casos onde não se pode utilizar o laser, seja possível colocar lentes multi-focais sem recurso a suturas e tendo recuperações imediatas.
Paulo Frutuoso
Fonte: MNI- Médicos Na Internet
Universidade Nova de Lisboa apresenta estudo sobre Serviços de Medicina Interna
Segundo um estudo realizado pela Universidade Nova de Lisboa denominado de “Serviços de Medicina Interna: ineficiência ou comparação “injusta”", os hospitais com mais especialistas em medicina interna têm um menor custo global.
Este estudo analisou o papel da medicina interna dentro dos hospitais e concluiu que os médicos da medicina interna diferenciam-se dos especialistas por terem uma formação mais abrangente e pluridisciplinar, tratando não só dos casos mais complexos e variados, mas também dos mais terminais e severos. É por este motivo que são associados a um maior consumo de recursos por paciente tratado.
O estudo procurou analisar esse consumo de recursos, comparando o desempenho de várias especialidades para a mesma patologia e gravidade do estado de saúde, e chegou à conclusão que os médicos de medicina interna provocam menos custos para a mesma produção, sobretudo nos hospitais maiores, com grau de complexidade global controlada pelo índice case-mix, que engloba as diferenças da complexidade de casos tratados, juntando-os sem diferenciar especialidades.
A experiência de aumentar em 1% os especialistas de medicina interna, revelou uma poupança nos custos de 11%. Este resultado leva a concluir que nem sempre os serviços de medicina interna são maiores consumidores de recursos ou geram piores resultados de saúde.
A comparação com os serviços de pneumologia, revelou que a medicina interna tem menos dias de internamento e maior mortalidade. Os serviços de medicina interna são, em geral, similares aos serviços da especialidade. No entanto, os serviços de medicina interna apresentam maior taxa de mortalidade. A simulação de ganhos associados com a redução dos tempos de internamento tem uma vantagem de 10% no valor globalmente consistente com o resultante da análise agregada.
Paulo Frutuoso
Fonte: Hospital do futuro
Famílias alegam que vacinas causaram autismo em crianças
Se a justiça considerar que têm razão, as famílias têm direito a uma compensação de um fundo de milhões de dólares norte-americanos. Estudos científicos anteriores não encontraram qualquer ligação entre esta patologia e a administração das vacinas com timerosal.
O caso apresentado em tribunal baseia-se na teoria de que o aparecimento de autismo se deve às vacinas da varicela, rubéola e papeira quando combinadas com outras vacinas que contêm timerosol. Actualmente, o referido conservante já não faz parte dos compostos das vacinas obrigatórias nas crianças, porém ainda pode ser encontrado em algumas vacinas de gripe.
Segundo o W. Rondó Medical Center, muitos pediatras têm colocado a vacinação de rotina sob suspeita, uma vez que muitas vacinas contêm o conservante timerosol, com índices significativos de mercúrio, de alta toxicidade, capaz de causar sérios problemas de saúde. “Considere-se que, actualmente, uma criança recebe 22 ou mais vacinas antes da época escolar – uma simples conta de somar mostra que uma criança de 8 meses que cumpra o calendário de vacinação já se expôs a 237,5 mcg/kg de mercúrio por dia, quando a dose diária permitida não deve ultrapassar a 0,1 mcg”, pode ler-se no Jornal de Saúde da referida clínica publicado on-line.
O autismo é uma disfunção no desenvolvimento cerebral que tem origem na infância, persiste ao longo de toda a vida e pode dar origem a uma grande variedade de expressões clínicas.
De acordo com a Autism-Europe, “as perturbações incluídas no espectro do autismo, Perturbações Globais do Desenvolvimento nos sistemas de classificação correntes internacionais, são perturbações neuropsiquiátricas que apresentam uma grande variedade de expressões clínicas e resultam de disfunções do desenvolvimento do sistema nervoso central multifactoriais".
As pessoas com autismo têm uma grande dificuldade na interpretação da linguagem, devido à dificuldade na compreensão da entoação da voz e da mímica dos outros com quem se relacionam. Uma das características mais comuns é o isolamento social e a insistência na repetição.
Dados da Federação Portuguesa de autismo indicam que há mais rapazes do que raparigas com autismo. A sua proporção é de 4 a 5 para 1. De acordo com estudos feitos por Eric Fombonne no Canadá (2003), para uma população de 10.000 pessoas há 10 pessoas com autismo.
Marta Bilro
Fonte: ABC News, MSN Money, The Seattle Times, W. Rondó Medical Centre, Federação Portuguesa de Autismo, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo.
"Infecções Hospitalares: Prevenção e Impacto Financeiro" em discussão.
Segundo dados do Programa Nacional de Controlo da Infecção, entidade pública responsável pela melhoria dos cuidados prestados nas instituições de saúde, estima-se que cerca de 8% dos doentes internados contraem infecções nosocomiais, ou seja, aquelas que são adquiridas em meio hospitalar. Assim sendo, as infecções hospitalares são um problema de saúde pública com dimensões relevantes, sendo necessário reflectir sobre o seu impacto, não só para a saúde pública, mas também as suas consequências financeiras, derivadas da prevenção e da resolução dos problemas colocados por este tipo de infecções. Este será um dos temas relevantes nesta sessão temática.
Importa assim pensar nas melhores estratégias para prevenir, detectar e tratar as infecções hospitalares, bem como aplicá-las de forma eficaz. Esta é uma tarefa que depende também de uma estreita colaboração entre a administração central e os hospitais, implicando a este nível uma forte articulação entre os vários departamentos, serviços e unidades funcionais.
Para mais informações, consulte o programa da sessão e a ficha de inscrição em http://www.portaldasaude.pt/
Paulo Frutuoso
Fonte: Portal da saúde
Negrão quer lutar para manter IPO em Lisboa
Na última quinta-feira, o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, anunciou ter recebido uma «resposta favorável» do governo quanto ao projecto das novas instalações do IPO em Barcarena, num terreno de 12,5 milhões de euros a ser adquirido pela autarquia.
Fernando Negrão, que falava aos jornalistas à margem de uma visita à casa de repouso dos Inválidos do Comércio, no Lumiar, lamentou ainda a «desertificação» que está a ocorrer em Lisboa com a saída das instituições "mais importantes" da capital, exigindo que o executivo socialista «pare».
Referiu ainda: «Vou batalhar para que o IPO (Instituto Português de Oncologia) não saia de Lisboa», assegurou o candidato social-democrata às eleições intercalares para o município da capital, Fernando Negrão.
«É preciso fazer o Governo parar e dizer que Lisboa é a capital do país», concluiu.
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Lusa
Objecção de consciência pode limitar realização de IVG
A DGS diz ter recebido pedidos de licenciamento para poderem realizar interrupções voluntárias da gravidez (IVG) de várias clínicas privadas. Na zona de Lisboa, existem seis clínicas, cinco portuguesas e a espanhola Los Arcos, que já se disponibilizaram para efectuar abortos. No entanto, a DGS pretende garantir que os hospitais públicos consigam fazer cumprir a nova lei da IVG, antes de começar a licenciar estas unidades privadas.
Com o fim de verificar a capacidade de resposta do sector público, a DGS procedeu a um levantamento do número de profissionais objectores de consciência, que existem nos estabelecimentos com serviço de obstetrícia, e verificou que este número chega a ultrapassar os 60%. Tendo em conta estes números elevados, o presidente do Colégio de Obstetrícia da Ordem dos Médicos (OM) entende que as mulheres que pretendam realizar um aborto devem recorrer aos hospitais da sua área de residência. Segundo o semanário Sol, existe no Hospital de Santa Maria, entre 70% a 80% de médicos objectores de consciência, o que, poderá dificultar a realização de IVGs fora da unidade hospitalar da sua área de residência.
Luís Graça considera que «há coisas que não se podem sobrepor. Se não temos capacidade, a nossa obrigação é para com as mulheres da nossa área de residência e isso é uma coisa perfeitamente enquadrada com a administração do hospital».
Recorde-se que a regulamentação da lei que está a ser preparada, e que prevê a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas, deverá ser entregue ao ministro da Saúde, durante a próxima semana.
Paulo Frutuoso
Sontes: Sol, Fábrica de conteúdos
Cientistas descobrem testes que prevêem aparecimento de Alzheimer
Os cientistas estão muito satisfeitos com a importante descoberta, que poderá contribuir para actuar na prevenção, uma vez que não há nenhum medicamento que tenha efeitos significativos na doença, embora haja alguns que provocam impacto quando aplicados em fase inicial.
Depois de ter sido divulgado um estudo da Universidade de Johns Hopknins, que prevê que em 2050 o número de doentes de Alzheimer deverá atingir os 100 milhões em todo o mundo, a detecção precoce parece ser uma medida cada vez mais urgente.
Uma equipa de cientistas da DiaGenic, uma empresa de biotecnologia sedeada em Oslo, detectou um conjunto de 96 genes que têm uma aparência diferente no sangue dos doentes de Alzheimer. O estudo, que envolveu mais de 100 pessoas idosas, diagnosticou a doença com precisão em 85 por cento das vezes. A equipa liderada por Anders Lonneborg, identificou genes relacionados com o sistema imunitário, com inflamações e com a divisão de células. A empresa já solicitou às entidades reguladoras norte-americanas e europeias a aprovação do teste, afirmou o responsável durante uma reunião da Associação de Alzheimer, em Washington.
Christos Davatzikos e um grupo de colegas da Universidade da Pensilvânia utilizaram uma combinação de exames de Tomografia Axial Computorizada (TAC) e ressonância magnética para diagnosticar a doença. As TAC’s podem ser utilizadas para medir o fluzo sanguíneo em tempo real, enquanto que as ressonâncias magnéticas permitem mostrar claramente o tamanho e forma de estruturas físicas no cérebro.
Através deste método foram detectados 15 casos de debilidade cognitiva moderada, uma das primeiras fases da doença de Alzheimer, e eliminados 15 voluntários saudáveis. “Este padrão anormal de estrutura cerebral e fluxo sanguíneo detectou não apenas esta debilidade cognitiva moderada mas também um estado anterior…quando os pacientes ainda eram clinicamente saudáveis”, explicou Davatzikos.
Marta Bilro
Fonte: The Boston Globe, The Gazette