sábado, 29 de setembro de 2007

Anvisa quer debater assunto com a sociedade brasileira
Embalagens de medicamentos padronizadas


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entidade reguladora do sector do medicamento no Brasil, anunciou há dias a intenção de chamar a sociedade brasileira a um debate sobre a possibilidade de padronização dos nomes, das aberviaturas e das definições das embalagens utilizadas no registo de medicamentos no país, visando uma facilitação da busca e da compilação dos dados relativos a cada fármaco, garantindo o entendimento comum e diminuindo os erros na publicação desses registros. Segundo informações avançadas pela imprensa brasileira, que cita a agência, a Anvisa pretende que cada proposta de nova embalagem apresentada pelos laboratórios antes do lançamento de novos produtos seja analisada, a fim de verificar a sua conformidade, em termos de certificação, com as normas vigentes, avaliando também se já existe uma embalagem semelhante.

Carla Teixeira
Fonte: Último Segundo
Boas notícias para milhões de doentes em todo o mundo
Anlodipino e ramipril contra a hipertensão


Um estudo inédito envolvendo oito centros de investigação clínica do Brasil revelou que a combinação de dois princípios activos – anlodipino e ramipril – num mesmo fármaco é mais eficaz no controlo dos valores da pressão arterial do que o tratamento que tem por base apenas o anlodipino. O cardiologista brasileiro Roberto Miranda, coordenador da investigação, congratula-se com “o facto de a associação das duas substâncias garantir uma potência anti-hipertensiva maior do que a do anlodipino, que já é reconhecidamente muito eficaz. Agora temos uma fórmula melhor ainda”, vincou.

O estudo «Avaliação da Terapia Combinada entre Anlodipino e Ramipril» (ATAR) foi já apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Hipertensão, na cidade italiana de Milão, e no Congresso Interamericano de Hipertensão, realizado em Miami, e mostra que a combinação dos dois princípios activos foi cerca de 25 por cento mais eficaz na redução da pressão arterial do que o tratamento apenas com o anlodipino. A avaliação do resultado foi feita através de uma monitorização ambulatorial da pressão arterial, uma técnica inovadora identificada pela sigla MAPA. O estudo envolveu 265 doentes durante cerca de quatro meses, nos quais permitiu aferir uma redução de 60 por cento no edema periférico (inchaço das pernas que constitui um dos principais efeitos colaterais adversos da administração do anlodipino, demonstrando, de acordo com aquele especialista, que “o ramipril consegue proteger o paciente desse edema”.
O ensaio clínico da combinação destas duas substâncias foi realizado com o patrocínio da Libbs Farmacêutica, uma companhia que disponibiliza actualmente uma das linhas de medicamentos anti-hipertensivos mais completa do mercado, incluindo alguns que já apresentam a combinação de ramipril e besilato de anlodipino. Estes princípios activos são substâncias de referência nas suas classes: além do seu comprovado efeito anti-hipertensivo o ramipril fornece proteção cardiovascular e metabólica em hipertensos, e o anlodipino é um dos medicamentos com maior volume de prescrição em monoterapia para a hipertensão. Tem um potente efeito anti-hipertensivo e mostra segurança, mesmo nos pacientes de mais alto risco.

Carla Teixeira
Fonte: SEGS.com.br
Doença silenciosa associada a elevado número de mortes
Vacina para a arteriosclerose pode estar iminente

A arterioesclerose é actualmente uma das mais importantes causas de morte no mundo ocidental, mas a breve trecho poderá deixar de constituir uma ameaça tão devastadora, já que deverá estar prestes a entrar na fase de ensaios clínicos uma nova vacina contra aquela doença, cujo maior perigo resulta do facto de ela se desenvolver progressiva e silenciosamente, gerando os primeiros sintomas apenas quando já existe uma obstrução das artérias na ordem dos 75 por cento.

O número de mortes associadas à arterioesclerose, que se manifesta em 10 por cento da população com idade superior a 50 anos (na maioria do sexo masculino), é elevado, nomeadamente antes de a doença ser diagnosticada. Além dos factores genéticos, há a ter em conta outras condições predisponentes para a arterioesclerose: o sedentarismo, o tabagismo, a hipertensão, a diabetes, o colesterol alto e a obesidade são considerados os factores de maior risco, recomendando-se por isso uma alimentação equilibrada, bem como a prática de exercício físico e a opção por não fumar.
O anúncio do arranque iminente da fase de testes clínicos à nova vacina foi feito durante a sessão de abertura do IV Encontro Anual da Rede Europeia de Genómica Vascular, que teve lugar entre os dias 17 e 20 deste mês na Universidade de Bristol, no Reino Unido, e que reuniu, em quatro dias de trabalhos, com fóruns, debates e conferências, mais de 400 investigadores internacionais nesta área. Goran K. Hansson, do Centro de Medicina Molecular do Karolinska Hospital, em Estocolmo, na Suécia, disse, diante dos participantes naquele evento científico, que “hoje sabemos que a arteriosclerose é uma doença inflamatória com desenvolvimento sistémico e genético”, dando conta da sua convicção de que o desenvolvimento da vacina está muito próximo: “Estamos a apenas alguns passos de testar a vacina em humanos”, afirmou.
No entanto, de acordo com aquele especialista, há ainda alguns problemas a resolver: é preciso encontrar o antigene indicado para a imunização, uma partícula ou molécula que revele capacidade para iniciar a produção de um anticorpo específico. Neste momento há “um bom candidato”, a lipoproteína de baixa densidade (LDL, na sigla em inglês), ou o chamado “mau colesterol”, mas essa possibilidade ainda não foi cabalmente explorada pelos cientistas. Outro foco de resistência à criação da vacina consiste na necessidade, ainda não satisfeita, de esclarecer qual o mecanismo de acção da imunização, ou seja, há que decidir se ela deverá reduzir a má circulação de lipoproteínas ou agirá sobre as células que criam a inflamação nas artérias. Um terceiro desafio passa pela identificação da mais eficaz via de administração da vacina: se por via oral, intradérmica, subcutânea ou intramuscular.
De acordo com dados actualizados divulgados no decurso do encontro anual da Rede Europeia de Genómica Vascular 2007, as doenças cardiovasculares são actualmente responsáveis por cerca de 12 milhões de mortes anuais em todo o mundo. Na Europa aquele tipo de patologias assume responsabilidade por mais de 50 por cento dos índices de mortalidade em indivíduos com mais de 65 anos, e em 80 por cento desses casos é a arteriosclerose que dita o trágico desfecho para o paciente.

Carla Teixeira
Fonte: ComCiência

Celíacos querem ver alimentos sem glúten equiparados a medicamentos

A Associação Portuguesa de Celíacos (APC), pessoas com intolerância ao glúten, está a promover uma petição para que os alimentos que não contêm esta substância proteica sejam equiparados aos medicamentos e os seus custos incluídos na declaração de IRS.

A petição é dirigida ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, solicitando a sua a sua intervenção junto da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI), de forma a que os recibos dos alimentos sem glúten, específicos para os celíacos, possam ser deduzidos no IRS na rubrica de despesas de saúde.

A Doença Celíaca (DC) "é uma intolerância alimentar crónica e permanente ao glúten", refere a APC, adiantando que a ingestão desta substância “leva o organismo a desenvolver uma reacção imunológica contra o próprio intestino delgado provocando lesões na sua mucosa".

O glúten é uma substância presente em cereais como o trigo, centeio, cevada, aveia e derivados destes, existente em centenas de alimentos, como pão, massas, bolos, bolachas, tostas, cereais de pequeno-almoço, salsichas e na maioria das sopas instantâneas, entre outros.

Estima-se que cerca de um por cento da população europeia seja celíaca e em Portugal “a DC atingirá entre cinco mil e oito mil pessoas", afirmou à Lusa fonte da APC.

A APC entende que os produtos sem glúten se enquadram no conceito de medicamento como "produto natural ou artificial, destinado a prevenir, curar, restabelecer, melhorar ou modificar funções orgânicas" e como tal, pretende uma clarificação e uniformização de critérios.

Uma família com um filho celíaco gasta "no mínimo 25 euros/mês", informou o presidente da associação, Mário Rui Romero. "Uma embalagem de pão de forma sem glúten, com 24 fatias, custa cerca de 3,70 euros e um pacote de massa são quatro euros", disse.

Os produtos dietéticos para celíacos são caros, apesar de serem taxados com IVA de cinco por cento, não estando claro na legislação se estes alimentos podem ser deduzidos no IRS. "Trata-se de uma questão de justiça, porque se outras doenças precisam de medicamentos esta precisa de alimentos específicos", sustentou a APC.

De acordo com a petição, as despesas devem ser apresentadas com um recibo identificando os artigos sem glúten adquiridos, assim como uma declaração médica com indicação do diagnóstico da DC.

A dieta rigorosa sem glúten "é, actualmente, o único tratamento para a DC", garante o responsável.

Nas crianças os principais sintomas passam pelo aparecimento de diarreia ou prisão de ventre, vómitos, emagrecimento, distensão abdominal, atraso no crescimento e irritabilidade/tristeza. Nos adultos os sintomas podem passar também por anemia, aftas recorrentes, dores ósseas e cansaço crónico.

A petição, que começou há uma semana, disponível na Internet, no site da associação (www.celiacos.org.pt) e conta já com mais de 1.800 assinaturas.

Inês de Matos

Fontes: Lusa, RTP

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

I Encontro de Lisboa de Estudos Médicos sobre a Vida Humana promove debate sobre consequências do aborto

O Hotel Villa Rica vai ser palco do I Encontro de Lisboa de Estudos Médicos sobre a Vida Humana, onde serão debatidos e revelados dados científicos sobre o impacto do aborto na saúde da mulher, com data marcada para dia 8 de Novembro.

De acordo com a organização do evento, “este Congresso Científico centra-se na saúde da mulher e nas alterações físicas e psicológicas que a mulher sofre após uma interrupção de gravidez” e contará com a presença de prestigiados especialistas nacionais e internacionais.

Partindo do principio de que o aborto constitui um problema de saúde pública, o debate deverá passar por diversas áreas temáticas, desde o estado pós-traumático que a mulher experimenta, por ter feito uma IVG, ou o risco posterior de prematuridade, até à relação entre o aborto e o cancro da mama, sem esquecer os riscos da pílula abortiva.

Este evento é promovido pela Associação das Mulheres em Acção, que conta com a presença de Biólogos, Psicólogos, Farmacêuticos, Investigadores, Médicos Psiquiatras, Pediatras, Ginecologistas e Obstetras.

Em Portugal o aborto foi despenalizado até às 10 semanas de gravidez, respeitando a vontade popular manifestada em referendo, que originou a lei n.º 16/2007, de 17 de Abril.

A lei portuguesa estabelece a mulher tem direito a uma consulta de aconselhamento e a acompanhamento psicológico, de forma a garantir o seu bem estar psíquico.

Inês de Matos

Fontes: www.lisbonmedicalconference.net, www.apf.pt,

Rinite alérgica: níveis de pólen disponíveis online

Todas as semanas é elaborado um boletim policlínico de seis cidades do país e com recomendações aos doentes

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) disponibiliza, na internet, em tempo real, os níveis de concentração de pólenes existentes em seis cidades portuguesas – Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Portimão e Funchal. Este serviço assume um papel fundamental, quando os números “atiram” para a rinite alérgica um quarto dos portugueses.

A informação prestada pela SPAIC está disponível no endereço electrónico http://www.rpaerobiologia.com/. O projecto denomina-se por Rede Portuguesa de Aerobiologia (RPA) e, semanalmente, um boletim policlínico é elaborado com uma compilação dos dados recolhidos e recomendações aos doentes.

“Para cada uma das seis cidades abrangidas pelo projecto é apresentado o valor dos pólenes existentes por metro cúbico, as recomendações adequadas, a previsão policlínica e a informação meteorológica”, explica a organização.

O projecto RPA disponibiliza ainda um calendário policlínico nacional, informações úteis sobre os vários pólenes, além de um questionário onde os utilizadores podem testar os seus conhecimentos sobre esta matéria.

Rinite é sub-diagnosticada

De acordo com os dados da SPAIC, “25 por cento da população portuguesa sofre de rinite alérgica, 10 por cento de asma e outros 10 por cento de urticária.” As estatísticas disponibilizadas referem ainda que, “40 por cento dos doentes de rinite alérgica podem no futuro vir a desenvolver asma.”

Aliás, rinite e asma coexistem frequentemente. Um estudo actual considera mesmo que a rinite “é um fenómeno universal em doentes com asma alérgica ocorrendo em 99% de adultos e em 93% de adolescentes.” Outros estudos recentes revelaram que a asma aparece “três vezes mais nos indivíduos com rinite do que naqueles que nunca tiveram sintomas nasais.”

A rinite é uma doença que não tem cura, mas pode ser controlada. “É uma doença sub-diagnosticada e sub-tratada e uma grande maioria dos doentes habituam-se a viver “constipados”, sem procurar cuidados médicos”, lamentou a SPAIC.

Raquel Pacheco
Fontes: SPAIC/http://www.rpaerobiologia.com/

Ginjas podem prevenir doenças cardíacas e diabetes

Estudo em ratos demonstrou redução dos níveis de colesterol e açúcar no sangue e gordura no fígado

Um estudo conduzido por cientistas norte-americanos, indicou que o consumo de ginjas poderá reduzir os níveis de colesterol e açúcar no sangue e o armazenamento de gordura no fígado, prevenindo, deste modo, o desenvolvimento de doenças do foro cardíaco e a diabetes.

Segundo um comunicado divulgado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, os investigadores analisaram ratos que tinham uma pré-disposição para colesterol alto e diabetes, mas não obesidade. “Foram observados 48 ratos fêmeas com tendência para pressão sanguínea alta, associada ao consumo de sal, altos níveis de colesterol e problemas de tolerância à glucose”, explicaram.

A mesma nota revela que foi constatado que “ratos fêmeas que consumiram ginjas apresentaram uma diminuição de stress por oxidação, para além de aumentarem a produção de uma molécula que ajuda o organismo a administrar as gorduras e o açúcar, comparativamente com os ratos fêmeas cuja dieta não contemplava ginjas, mas em tudo o resto idêntica.”

De acordo com os cientistas Steven Bolling e Mitchell Seymour (líder a investigação), "esta conclusão junta-se a outros resultados que sugerem uma correlação entre o consumo de anticianina (um antioxidante presente nas ginjas) e a redução dos riscos cardiovasculares e metabólicos."

Ressalvando desconhecer se as dietas ricas em ginjas terão um efeito semelhante em humanos, os investigadores de Michigan anunciaram que planeiam, agora, provar clinicamente essa informação.

Raquel Pacheco
Fonte: Primeira Página/site Universidade de Michigan

Vacina contra a gripe pode ter menor eficácia nos idosos

Estudo americano analisou pessoas com mais de 65 anos; DGS reconhece “envelhecimento” do sistema imunitário deste grupo, mas insiste na prevenção

As conclusões de um estudo publicado na revista médica «The Lancet» vieram suscitar algumas dúvidas relativamente à vacina contra a gripe que estará disponível nas farmácias a partir do dia 1 de Outubro.

A nova investigação - elaborada na Universidade George Washington, nos Estados Unidos -, questiona a verdadeira eficácia desta vacina, concretamente, na população mais idosa (com mais de 65 anos) e um dos grupos de risco para a qual está indicada a prescrição prioritária.

Apontando a susceptibilidade deste grupo não resistir a complicações gripais, os investigadores revelaram à «The Lancet» que o estudo “demonstra uma eficácia menor nos idosos com mais de 65 anos.” Segundo reforçaram os cientistas americanos, “75% das mortes associadas à gripe são de pessoas com idades superiores a 65 anos.”

O certo é que, as pesquisas neste âmbito incidem muito sobre os mais jovens, sendo um facto que, existem poucos estudos que comprovem os efeitos da vacina nestas idades mais “avançadas”.

Entretanto, - em declarações ao «Diário de Notícias» - Graça Freitas, subdirectora-geral da Saúde, interpretou o estudo como um resultado baseado no facto de os idosos “serem pessoas mais débeis” reconhecendo que “têm um sistema imunitário envelhecido.” Contudo, a representante da Direcção-Geral de Saúde insiste na recomendação da toma da vacina, sublinhando que “o tratamento poderá ser a única forma de prevenir a gripe.”

Recorde-se que, para esta época gripal, as autoridades de saúde têm como meta aumentar a cobertura da população de risco, ou seja, as tais pessoas com mais de 65 anos e doentes crónicos. Segundo um documento do Observatório Nacional de Saúde do Instituto Ricardo Jorge, no ano anterior, notou-se “um aumento significativo da taxa de vacinação no grupo com mais 65 anos, atingindo mais de 50 por cento desta população.”

Raquel Pacheco
Fontes: DN/DGS

Novartis investe 46 milhões de euros para modernizar produção de medicamentos

Farmacêutica estabeleceu parceria com o MIT

A farmacêutica suíça Novartis vai investir 45,8 milhões de euros numa parceria com o Instituto de Tecnologia do Massachussets (MIT na sigla inglesa). O montante será fornecido ao longo dos próximos 10 anos e visa o desenvolvimento de novos métodos de produção de medicamentos.

O objectivo desta é desenvolver um processo tecnológico contínuo, que venha substituir o habitual sistema de produção por lotes, que envolve muitas interrupções e várias fases de trabalho, explicou a Novartis em comunicado.

De acordo com o MIT, a verba correspondente ao acordo estabelecido com a Novartis deverá ser suficiente para apoiar o trabalho de investigação de 10 membros académicos, e dezenas de estudantes graduados, colaboradores pós-doutorados e cientistas. Os responsáveis do instituto acreditam que esta será a maior parceria de âmbito académico a nível mundial centrada na modernização do processo de produção de medicamentos.

“Não há nada com esta magnitude e esta concentração”, afirmou Bernhardt Trout, professor associado do MIT de engenharia química e responsável pela orientação do projecto intitulado “Novartis-MIT Centro para Produção Contínua”. Grande parte do financiamento, perto de 32 milhões de euros, deverá ser entregue durante os primeiros cinco anos do acordo, revelou Trout.

A produção em lotes é feita através da sintetização dos ingredientes farmacêuticos activos numa fábrica, que posteriormente são enviados para outra unidade de produção que os converte em lotes de comprimidos, líquido ou creme.

A produção contínua tornaria o processo mais eficiente utilizando pequenas fábricas, diminuindo os desperdícios e os gastos com energia e consumo de matéria-prima. Para além disso permitiria a monitorização contínua da qualidade, tornando o processo mais fiável e mais apto a responder às exigências.

Para Trout, actualmente, as farmacêuticas baseiam-se na produção em lotes simplesmente porque sempre o fizeram e não têm conhecimento para mudar. “Precisamos de desenvolver uma série de novas tecnologias que ainda não existem”, referiu o responsável. “Somos os primeiros a agregar todos os recursos para tornar isto possível”, acrescentou.

O MIT e a Novartis vão partilhar os direitos relativos a qualquer descoberta desenvolvida em conjunto e cada um vai controlar os direitos a qualquer tecnologia que desenvolvam sozinhos no âmbito do projecto criado.

Marta Bilro

Fonte: The Boston Globe, Reuters, Pharmalot.

Asma: Meio milhão de portugueses desconhecem ter a doença

Em Portugal, há cerca de um milhão de asmáticos, porém, “somente metade tem a doença diagnosticada”, afirmou o pneumologista Mário Almeida em declarações ao jornal Destak. De acordo com este especialista, “a maioria dos portugueses confunde a doença com uma alergia ou com uma constipação e não toma a medicação adequada”.

O desconhecimento de que a asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que, em indivíduos susceptíveis, origina episódios recorrentes de pieira, dispneia, aperto torácico e tosse, acaba por limitar o dia-a-dia desses indivíduos “ao privarem-se de praticar desporto, sair à noite e visitar pessoas que têm animais ou que fumam”.

Estas pessoas “desconhecem ainda os tratamentos preventivos que os ajudariam a ter uma vida normal e sem tantas cedências, que muitas vezes os levam a faltar ao trabalho e à escola”, refere o especialista. Por outro lado, médicos e pacientes têm ainda pouco à vontade “no uso de inaladores, que são o melhor método para tratar esta doença”, acrescenta.

De acordo com dados da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, a asma afecta cerca de 150 milhões de pessoas de todas as idades no Mundo. Em Portugal calcula-se que estão afectadas cerca de 600 mil pessoas, sendo que 11 por cento são crianças e 5 por cento adultos.

Os tratamentos actualmente disponíveis têm vindo a reduzir consequentemente a taxa de mortalidade relativa a esta doença. Em dez anos, a mortalidade reduziu-se para um terço, o que demonstra que “as pessoas que têm formas de asmas mais graves têm a doença controlada”, salienta Mário Almeida. Enquanto há dez anos morriam cerca de 300 pessoas por ano, hoje este número já se fica pelos 100.

Anualmente, estima-se que o número total de pneumonias exceda os 100 mil casos e que 12 mil pessoas morram diariamente. A única forma eficaz de prevenção reside na “vacinação anti-gripal e anti-pneumocócica”, alerta o especialista.

Marta Bilro

Fonte: Destak, Portal da Saúde, Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Portal de Biotecnologia lançado quarta-feira

Alunos portugueses desenvolveram «Biotec-Zone.net»

«Biotec-Zone.net» é o nome do portal de Biotecnologia de Portugal que vai ser lançado na quarta-feira (3 de Outubro). Desenvolvido pelos estudantes Diogo Amorim e Alexandre Barros, com apoio dos docentes, do curso de Biotecnologia da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, este pretende ser um espaço de divulgação do conhecimento científico e tecnológico do sector biotecnológico no nosso país.

A biotecnologia é uma actividade de base científica, que requer um conhecimento detalhado de mecanismos biológicos de outras ciências da vida e da engenharia. Entre elas encontram-se a química, a bioquímica, a microbiologia, a biologia molecular ou a engenharia genética.

A Indústria Farmacêutica, a Medicina, a Indústria química, a Agropecuária e o Ambiente, são alguns dos sectores de actividade onde mais se aplicam os avanços desta nova actividade. Para além de promover a divulgação do conhecimento científico e tecnológico da Biotecnologia em Portugal, o portal pretende também dar a conhecer as empresas, organizações, marcas, produtos e serviços portugueses cujos objectivos se dirijam para o mercado da Biotecnologia, para além das instituições que leccionam este curso, actualmente, em Portugal.

Marta Bilro

Fonte: iGov, Ordem dos Biólogos.

Diabéticos europeus têm novo tratamento à disposição

Galvus aprovado pela UE

A União Europeia aprovou a comercialização do Galvus (vildagliptina), um fármaco da Novartis para o tratamento da diabetes tipo 2, de ingestão oral e que implica apenas uma toma diária. A notícia é animadora para a farmacêutica suíça, uma vez que a aprovação do fármaco nos Estados Unidos da América tem sido alvo de alguns atrasos.

A decisão da Comissão Europeia (CE) era aguardada desde Julho, altura em que o Comité de Especialidades Farmacêuticas para Uso Humano da Agência Europeia do Medicamento (CHMP) recomendou a comercialização do medicamento. O fármaco foi aprovado para ser utilizado em combinação com os medicamentos orais mais comuns para a diabetes, metforminas, tiazolidinedionas ou sulfonilureias. O parecer da CE aplica-se aos 27 países-membros, bem como à Noruega e Islândia.

A Novartis tem grandes perspectivas de sucesso para o medicamento. A farmacêutica prevê que as receitas anuais do Galvus possam ser superiores a 700 milhões de euros.

O Galvus actua de forma semelhante ao Januvia (Sitagliptina), da Merck, fármaco que já leva alguns meses de avanço no mercado norte-americano. Os dois medicamentos inibidores da dipeptidil peptidase 4 (DPP-4) foram desenvolvidos com o objectivo de aumentar a capacidade do próprio organismo para reduzir os níveis de açúcar no sangue.

Tanto os laboratórios como os analistas do sector acreditam que esta nova classe de fármacos venha a tornar-se um sucesso de vendas, uma vez que a sua ingestão não provoca aumento de peso, um dos efeitos secundários mais frequentemente associados a alguns medicamentos para a diabetes.

Marta Bilro

Fonte:Reuters, Bloomberg, CNN Money.

Isis Pharmaceuticals adquire Symphony GenIsis

O laboratório Isis Pharmaceuticals adquiriu a empresa biofarmacêutica Symphony GenIsis num negócio que envolve 84,5 milhões de euros, dos quais 56,7 milhões foram pagos em dinheiro e os restantes 2,4 milhões com acções da Isis.

A Symphony GenIsis foi fundada em 2006 pela Symphony Capital Partners L.P para financiar o desenvolvimento de três medicamentos da Isis. A biofarmacêutica é especializada no desenvolvimento de medicamentos redutores do colesterol e fármacos para o tratamento da diabetes.

De acordo com a Isis, a empresa estabeleceu um acordo de colaboração em investigação com a Ortho-McNeil, uma unidade da Johnson & Johnson, que irá continuar o desenvolvimento de dois medicamentos detidos pela Symphony GenIsis, o ISIS 325568 e o ISIS 377131.

Marta Bilro

Fonte: Yahoo Finance, Forbes, Reuters.

Mais de um milhão de portugueses são afectados pela gripe todos os anos

A gripe sazonal e as complicações inerentes à doença matam, anualmente, em Portugal, 1.500 a duas mil pessoas, maioritariamente idosos. Por sua vez, mais de um milhão de portugueses são afectados pelo vírus com mais ou menos gravidade.

Os dados são avançados na edição desta sexta-feira do jornal Diário de Notícias, que relembra o inicio da campanha de vacinação marcado para segunda-feira, especialmente dirigida a idosos, doentes crónicos e crianças. Nesse mesmo dia deverão chegar às farmácias, de forma faseada, mais de 1,6 milhões de vacinas contra a gripe, o suficiente para assegurar a cobertura de 15 por cento da população. Tendo em conta o plano de comparticipação, este ano poderão ser gastos pelo Estado mais de 30 milhões de euros a prevenir a doença.

O número de vacinas pedidas para Portugal é estimado a partir do histórico do País e dos objectivos de prevenção traçados, mas "as épocas são imprevisíveis", frisou Graça Freitas, subdirectora da Direcção-Geral de Saúde (DGS). Esta situação faz com que, por norma, todos os anos fiquem vacinas por utilizar.

De acordo com as estimativas, anualmente, entre 10 a 15 por cento da população do Hemisfério Norte é afectada pela gripe, especialmente as crianças. Porém, conforme explicou a responsável da DGS, se é certo que "as crianças adoecem mais facilmente", também costumam ter situações pouco graves.

As vacinas disponíveis nas farmácias vão custar 8,26 euros para adultos e 6,92 euros para crianças (recomendando-se duas doses quando for a primeira vez que se vacinam), sendo que a comparticipação do Estado é de 37 por cento. A DGS espera atingir 60 por cento da população portuguesa com mais de 60 anos, camada da população entre a qual a adesão à vacina tem crescido todos os anos.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, Diário de Notícias.

Wyeth anuncia novo CEO

A Wyeth anunciou uma mudança na liderança da companhia, tendo nomeado para CEO (presidente executivo) Bernard Poussot, que iniciará as funções no dia 1 de Janeiro de 2008, substituindo assim Robert Essner, que esteve no comando durante quase sete anos, desde Maio de 2001.

Segundo os analistas, esta mudança deve-se ao insucesso na aprovação de fármacos chave, assim como à ameaça dos genéricos. A Wyeth, somente este ano, viu três produtos serem adiados pelos reguladores norte-americanos.

Segundo Michael Krensavage, analista da “Raymond James and Associates Inc.”, em Nova Iorque, a mudança aconteceu mais rapidamente do que as pessoas pensavam, acrescentando ainda que os accionistas estão frustrados com a série de contratempos que a pipeline tem sofrido.

Para o analista da “Tony Butler”, Lehman Brothers, o Bernard Poussot, tendo sido presidente e COO – Chief Operating Officer (chefe de operações) era o sucessor óbvio. Contudo, o timing do anúncio é um pouco surpreendente.

A mudança na liderança e a recompra de valores poderão ajudar a suportar o stock da Wyeth, enquanto a companhia procura produtos para substituir os lucros que irá perder quando terminar, em 2010, a protecção da patente do antidepressivo Effexor, que gerou 3,7 mil milhões de dólares no ano passado. A Wyeth tinha estimado que os três novos produtos que foram retardados pela FDA, este ano, poderiam gerar mais de 4 mil milhões de dólares anualmente. A recompra de valores inclui um plano previamente anunciado de comprar de volta cerca de 1,2 mil milhões de dólares em acções.

Isabel Marques

Fontes:www.networkmedica.com, Bloomberg

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Stress na gravidez aumenta hipóteses de ter meninas

Estudo constatou que probabilidade aumentou 5% face a “ansiedade” maternal

"O stress durante a gravidez é um provável candidato envolvido na redução da relação entre os sexos observada em diversos países", afirmam os investigadores da Universidade de Aarhus, Dinamarca, no estudo publicado na revista médica «Human Reproduction».

De acordo com a investigação – que envolveu exames a 8.719 mulheres e mais de seis mil bebés entre 1989 e 1992 – “o stress durante os primeiros meses de gravidez pode reduzir a probabilidade de ter meninos”. Uma descoberta que, segundo os cientistas dinamarqueses salientaram, não se fica pelo “stress psicológico acentuado”, mas também, níveis “moderados e até comuns.”

Deste modo, o estudo permitiu constatar que as grávidas mais “nervosas” podiam ter até 5% mais de hipóteses de ter meninas: “As mulheres mais stressadas deram à luz 47% de meninos, enquanto as menos stressadas tiveram 52% de meninos”, revelaram os cientistas, ressalvando, contudo, não ter sido possível explicar como este factor pode influenciar na determinação do sexo dos filhos, “uma vez que, é sabido que o género dos bebés é ditado pelos cromossomas contidos no esperma paterno.”

No entanto, os investigadores dinamarqueses realçaram outro facto: “Existem suspeitas de que altos níveis hormonais do stress dificultem a fixação de embriões masculinos – levando a um maior número de abortos espontâneos de meninos.”

Sexos à parte, referira-se que, outros estudos sugerem que o stress, ansiedade ou nervosismo durante a gestação podem potenciar futuros problemas de saúde da criança, nomeadamente, hipertensão, obesidade e diabetes.

Raquel Pacheco
Fontes: BBC/«Human Reproduction»

DGS analisa vacinação contra vírus do papiloma humano

Em Portugal, por dia, morre uma mulher com o cancro do colo do útero. No mundo, o vírus do papiloma humano é responsável por uma morte a cada dois minutos.

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) reconheceu que o estudo do vírus do papiloma humano (VPH) é “complicado” e que esta é a doença “com mais dificuldade em detectar, porque não é linear, podendo progredir ou regredir.”

Neste sentido, a subdirectora-geral de Saúde, Graças Freitas, sublinhou que, em parceria com a Comissão Técnica de Vacinação (CTV), “as reuniões de rotina para avaliar as estratégias sobre o risco/benefício da vacinação contra o vírus continuam em curso.”

Contudo, a subdirectora-geral da Saúde não deixou de clarificar que o trabalho que está a ser feito “nada tem a ver com a comparticipação que é ou não dada às vacinas.” Aliás, como é sabido, a comparticipação de uma vacina é requerida pela empresa que a comercializa, que tem de apresentar um estudo à Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), que pode recomendar a sua comparticipação ao ministro da Saúde, a quem cabe a decisão final.

A preocupação da DGS é outra: “Preocupamo-nos com o impacto da vacina na Saúde Pública, porque a vacina tem impacto no sistema imunitário da pessoa vacinada, na dinâmica dos microorganismos e também em todo o ambiente”, sustentou Graça Freitas, reiterando que “as reuniões vão continuar até ter dados para, com alguma evidência científica, propormos um dia ao senhor ministro da Saúde estratégias em relação à vacinação.”

De referir que, actualmente, a vacina está disponível desde o início do ano no mercado – como um acto individual - podendo ser comprada e tomada por cada utente, em três doses, e pelo preço de 480 euros.

Segundo conseguiu confirmar o farmacia.com.pt, dois estudos de custo-efectividade da vacina estão a ser alvo de análise pelo Infarmed. Recorde-se que, em Abril, o PS rejeitou no Parlamento um projecto de resolução do Partido Ecologista «Os Verdes» que recomendava ao Governo a inclusão da vacina contra o VPH no Programa Nacional de Vacinação.

Raquel Pacheco
Fontes: Fábrica de Conteúdos/Lusa/DGS/Infarmed

Jovens europeus discutem biomedicina em Gaia

Mais de 200 estudantes nas áreas de investigação, oriundos de 20 países de quatro continentes estão a debater, em Portugal, os últimos avanços nas ciências biomédicas.

Reunidos no âmbito do «II Encontro de Jovens Cientistas Europeus» que decorre, até sábado, em Vila Nova de Gaia, os participantes contam ainda com a atribuição de prémios e conferências/workshops sobre temas como a dor, oncologia, doenças cardiovasculares e alergias.

De acordo com João Maciel, presidente da Comissão Organizadora do encontro, “entre os possíveis premiados estão 73 estudantes que vão apresentar as suas comunicações, disputando, assim, prémios no total de seis mil euros e títulos de melhores autores.”

O evento – promovido por alunos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) – conta com estudantes de Medicina, Enfermagem, Engenharia Biomecânica, Farmácia e Bioquímica de países como a Arménia, Brasil, Gana, Holanda, Inglaterra, Itália, Lituânia, Nigéria, Polónia, Rússia, Sudão e Turquia.

Segundo informa um comunicado da FMUP enviado ao farmacia.com.pt, figuram do painel de conferencistas convidados de renome nacional e internacional como: Curtis Triplitt, da Universidade do Texas, Tiago Outeiro, da Harvard Medical School, Sobrinho Simões (FMUP e IPATIMUP), Daniel Serrão (Comité Director da Ética) e João Lobo Antunes (Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa).

Raquel Pacheco
Fonte: comunicado da FMUP

Farmacêuticas investigam influência genética nos efeitos secundários dos medicamentos

Sete das maiores companhias farmacêuticas do mundo formaram um grupo para desenvolver testes genéticos, para determinar quais pacientes poderão estar em risco de sofrer efeitos secundários perigosos devido aos fármacos.

As companhias envolvidas, Pfizer Inc., GlaxoSmithKline Plc,
Abbott Laboratories, Johnson & Johnson, Roche, Sanofi-Aventis e Wyeth, irão combinar as investigações relativas às variações genéticas, de modo a que seja possível prever a probabilidade de um paciente sofrer um perigoso efeito secundário devido à medicação.

As companhias fundaram o Consórcio Internacional de Eventos Adversos para estudar as causas genéticas das más reacções aos fármacos. Os dois primeiros projectos, em parceria com investigadores universitários e com a FDA, consistirão em examinar a razão pela qual algumas pessoas sofrem, como consequência dos fármacos, danos no fígado ou reacções cutâneas raras, como o síndrome de Stevens-Johnson, mas que podem ser fatais. Ambos os efeitos estão associados a diversos fármacos.

Os investigadores irão analisar, a nível mundial, a informação genética dos pacientes que desenvolveram problemas e compará-los com outros que não os tiveram, e que responderam aos fármacos. Desta forma, irão procurar qualquer variação genética entre as pessoas que apresentaram complicações.

As experiências do consórcio poderão permitir às farmacêuticas delinear ensaios clínicos com melhores possibilidades de sucesso, reduzir os custos no desenvolvimento de fármacos e ajudar médicos e pacientes a evitar riscos desnecessários.

Se os fármacos puderem ser suprimidos para os pacientes que apresentam um risco genético de desenvolver efeitos secundários graves, isto poderá não só proteger os pacientes, como também poderá ajudar os fabricantes a conseguirem que os seus fármacos sejam aprovados ou evitar ter de os retirar do mercado.

O presidente executivo do consórcio, Arthur Holden, revelou que as companhias irão contribuir com orientação e com dinheiro, cerca de 1 milhão de dólares por ano cada. A investigação actual irá ser conduzida por serviços contratados e por laboratórios académicos. Investigadores da Universidade de Newcastle, Reino Unido, e da Eudragene, um grupo que inclui cientistas de outros 10 países europeus, irão reunir dados. A Universidade de Columbia, em Nova Iorque, irá receber o centro de análise de dados do grupo, e a Illumina Inc., de San Diego, irá fornecer as ferramentas científicas. É possível que outras companhias se juntem a este projecto posteriormente.

O projecto poderá decorrer entre cinco a dez anos, segundo Holden. Após as experiências relativas ao fígado e às reacções cutâneas, o grupo poderá procurar traços genéticos que tornam as pessoas susceptíveis a batimentos cardíacos irregulares, ganho de peso, falha renal, e outros efeitos secundários provocados por fármacos.

Os dados descobertos pelo grupo irão ser publicados e disponibilizados aos investigadores gratuitamente, segundo divulgou Holden. Nenhuma das companhias irá ter acesso antecipadamente, nem poderá patentear as descobertas. Assim que os resultados forem tornados públicos, qualquer companhia ou laboratório poderá desenvolver e vender testes genéticos para prever efeitos secundários.

Aproximadamente 90 mil pessoas nos Estados Unidos apresentaram, em 2005, reacções adversas, devido aos fármacos, que provocaram a morte, incapacidade ou hospitalização, cerca do triplo em comparação com 1998, de acordo com os dados de um relatório deste mês publicado na “Archives of Internal Medicine”.

A FDA tem estado a examinar o papel que a genética individual tem nas reacções perigosas aos fármacos, num programa que começou em 2004, para modernizar o processo como os produtos são desenvolvidos e avaliados.

Isabel Marques

Fontes: Bloomberg,
www.nytimes.com, http://health.yahoo.com

Nabilon vai produzir novas vacina contra gripe pandémica

A Nobilon, uma subsidiária da farmacêutica Organon, estabeleceu um acordo de licenciamento com a empresa biofarmacêutica britânica Protherics para poder aceder ao CoVaccine HT, uma nova substância que lhe permitirá reforçar a resposta imunológica das suas vacinas para a gripe sazonal e pandémica.

Segundo os termos do acordo, a Nobilon garante os direitos exclusivos a nível mundial, com excepção dos Estados Unidos da América, para desenvolver, produzir e comercializar duas novas vacinas para a gripe a partir do CoVaccine HT. Em resultado desta parceria, a Protherics recebe um pagamento adiantado, bem como os royalties do produto e pagamentos por objectivos relativos ao sucesso das vendas líquidas do medicamento.

Nos modelos pré-clinicos, o composto demonstrou superioridade na estimulação e resposta imunitária relativamente ao hidróxido de alumínio, o adjuvante tradicionalmente utilizado, e não revelou quaisquer sinais de limitar a toxicidade local. Para além disso, o novo adjuvante permite também reduzir a quantidade de antigénio necessário à produção de uma vacina para a gripe pandémica, uma mais-valia importante no que toca à rapidez de produção de grandes volumes da vacina no caso da ocorrência de um surto.

Para além deste acordo de licenciamento, a Nobilon arrecadou também uma verba de 3,5 milhões de euros atribuída pela União Europeia para financiar o desenvolvimento de uma vacina contra a gripe que contenha o novo adjuvante.

Marta Bilro

Fonte: In-PharmaTechnologist.com.

Lisboa recebe Jornadas Internacionais sobre análises clínicas

“Acrescentar + Qualidade Às Análises Clínicas” é o lema proposto pelos organizadores das 2ªs Jornadas Internacionais da Qualidade em Laboratórios de Análises Clínicas – 2ªs JIQLAC, a realizar no Centro de Congressos de Lisboa entre os dias 7 e 9 de Novembro de 2007. O evento pretende ser um fórum de discussão subordinado à divulgação e promoção do tema Qualidade em Laboratórios de Análises Clínicas.

Com a chancela da Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde, as 2ªs JIQLAC são um veículo para promover e gerar propostas e rever conceitos em redor da qualidade e racionalidade nos Laboratórios. O objectivo é contribuir para a valorização do sistema de saúde Português.

O Congresso aposta na abrangência dos profissionais, organismos e instituições associados à iniciativa oferecendo formação em várias áreas temáticas, e-leraning, processos da qualidade, novas tecnologias, guidelines e gestão. Para além disso, está também à disposição dos participantes uma área de exposição.

A Sessão de Abertura realiza-se no dia 7 de Novembro às 12h30, no Centro de Congressos de Lisboa. O programa científico pode ser consultado em pormenor no portal www.jiqlac.com, as inscrições são limitadas e serão feitas exclusivamente on-line.

Marta Bilro

Fonte: E-mail Farmacia-press, www.jiqlac.org, apengsaude.org.

Wyeth quer comercializar Tygacil e Viviant no Japão

A farmacêutica norte-americana Wyeth quer introduzir dois fármacos no mercado japonês. A empresa vai submeter uma candidatura ao governo nipónico para aprovar o Tygacil (Tigeciclina), indicado no tratamento de infecções complicadas da pele, tecidos moles e intra-abdominais, e o Viviant, um medicamento que previne a perda de densidade óssea na menopausa.

De acordo com Mark Larsen, director da Wyeth para a Ásia e Pacífico, a candidatura para novo fármaco deverá ser apresentada às autoridades japonesas ainda este ano.

Recentemente o laboratório submeteu, também no Japão, uma candidatura para a aprovação do Prevnar, vacina pneumocócica conjugada, utilizada para prevenir infecções provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por várias infecções, como é o caso da otite média aguda, pneumonia, bacteriemia e meningite bacteriana.

Estas tentativas de aprovação de fármacos por parte da Wyeth inserem-se nos planos do laboratório para aumentar as vendas no Japão para além dos 700 milhões de euros em 2010, quase o dobro do valor registado em 2006.

Marta Bilro

Fonte: CNN Money, Reuters, Saúde na Internet, Farmácia.com.pt.

Farmacoeconomia em conferência

Evento reúne em Lisboa 300 profissionais da área da gestão hospitalar

A eficiência dos hospitais e a optimização dos recursos de saúde são o ponto de partida para a III Conferência Nacional de Farmacoeconomia a decorrer esta sexta-feira no Auditório Cardeal Medeiros da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. Promovida pela Novartis Oncology e pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, o evento pretende fomentar uma discussão alargada sobre a eficiência, a optimização e a gestão de recursos entre os vários especialistas presentes.

Num cenário de redução de despesas públicas e face ao surgimento de casos em que os Hospitais necessitam de abandonar terapêuticas que beneficiam a saúde dos doentes, “vale a pena fazer uma reflexão sobre a eficiência dos hospitais e sobre a optimização dos recursos da saúde”, refere uma nota enviada ao Farmacia.com.pt.

Subordinada ao tema Avaliar, Gerir, Investir – Eficiência: Optimização dos Recursos da Saúde, a conferência vai reunir mais de três centenas de gestores hospitalares, administradores, directores clínicos, directores de serviço, directores de farmácia e gestores de saúde.

Estão previstos vários painéis de discussão que abordarão temáticas como os “Ganhos de eficiência no sector da saúde”; “Quando e como ser eficiente no sector da saúde”; “Política de medicamentos: investir na eficiência”; ou a “Eficiência na gestão dos recursos hospitalares”.

A conferência termina com um debate sobre “Farmacoeconomia e decisões eficientes”, moderado por Rui Pedro Baptista e com a participação do Dr. Rui Crujeira, coordenador do Programa do Medicamento Hospitalar do Ministério da Saúde. A sessão de abertura, marcada paras as 9h20, conta com a presença do Ministro da Saúde, Correia de Campos, e do Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Manuel Delgado.

Marta Bilro

Fonte: e-mail Farmacia-press.

AstraZeneca quer acelerar desenvolvimento de fármacos no Japão

Farmacêutica estabeleceu acordo com a Universidade de Keio

A farmacêutica AstraZeneca assinou um acordo com a Escola de Medicina da Universidade de Keio, em Tóquio, no Japão. O objectivo é acelerar o desenvolvimento de medicamentos naquele país asiático.

A parceria, que envolve a realização de ensaios clínicos, pretende fazer com que os fármacos demorem menos tempo a estar disponíveis para os pacientes nipónicos. De acordo com o laboratório anglo-sueco, a parceria será também a base para estudos futuros envolvendo as duas partes.

A disparidade de tempo entre o processo de aprovação de fármacos na Europa e Estados Unidos da América e o Japão é, desde há muito, uma frustração comum entre várias farmacêuticas ocidentais. Esta iniciativa surge no sentido de combater esse atraso tornar mais céleres os ensaios clínicos em solo japonês.

A Universidade de Keio terá ainda oportunidade de realizar alguns ensaios clínicos de candidatos a fármacos desenvolvidos pela AstraZeneca, revelou a empresa.

Marta Bilro

Fonte: Market Watch, Forbes.

FDA rejeita aprovação do Prexige

A Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) recusou a aprovação do Prexige (lumiracoxib) enquanto terapia para a osteoartrose. O medicamento produzido pela Novartis é comercializado na Europa e Canadá desde Novembro de 2006.

O laboratório suíço já garantiu que vai continuar o diálogo com a FDA e acredita que os ensaios clínicos demonstram que o Prexige apresenta menos efeitos secundários do que outros tratamentos.

A decisão surge cerca de um mês após as autoridades de saúde australianas terem ordenado a recolha do medicamento do mercado, depois de terem sido registadas duas mortes e dois transplantes de fígado que se suspeita terem sido provocados pela utilização do fármaco.

Numa declaração proferida no inicio deste mês, o director executivo da empresa, Daneil Vasella, referiu que o medicamento tinha poucas hipóteses de ser aprovado nos Estados Unidos da América precisamente devido à actuação dos reguladores australianos. A mesma dúvida era partilhada pelos analistas que, depois do sucedido, previam que a substância dificilmente chegaria ao mercado norte-americano.

As notificações relativas aos efeitos adversos graves, a nível hepático, provocados pela toma do fármaco levaram também a Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde (Infarmed) a aplicar novas restrições à prescrição do mesmo. Tal como foi noticiado pelo Farmacia.com.pt, na sequência destes acontecimentos, o Infarmed impôs a monitorização regular da função hepática nos doentes que estejam a tomar o medicamento, que não deve ser usado em pacientes com hepatopatia actual, nem em pessoas que devido a antecedentes, possam estar em risco.

O Prexige insere-se na mesma categoria de fármacos do Vioxx, da Merck, retirado do mercado em 2004, quando um estudo interno demonstrou que após 18 meses de tratamento, a toma do medicamento aumentava o risco de acidentes cardiovasculares. De acordo com dados da Novartis, as vendas do fármaco atingiram os 36,7 milhões de euros durante os primeiros seis meses de 2007.

Marta Bilro

Fonte: Business Week, Swissinfo, Bloomberg, Farmacia.com.pt.

Merck doa 3 milhões de doses da vacina contra o cancro do colo do útero

Iniciativa vai permitir inocular 1 milhão de mulheres nos países pobres

A farmacêutica Merck prepara-se para doar 3 milhões de doses de Gardasil, vacina contra o vírus do Papiloma Humano (HPV), que permitirão vacinar um milhão de mulheres nos países mais pobres do globo. A iniciativa insere-se numa campanha desenvolvida pela empresa que consiste em disponibilizar novas vacinas aos países menos desenvolvidos.

De acordo com o laboratório norte-americano, os medicamentos deverão ser distribuídos durante os próximos cinco anos. O Gardasil, vacina contra o cancro do colo do útero, protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV e é administrada em três doses.

Os tipos 16 e 18 do vírus representam cerca de 70 por cento dos casos de cancro do colo do útero, o segundo tipo de cancro mais comum que afecta as mulheres, apenas precedido pelo cancro da mama. Anualmente surgem perto de 500 mil novos casos de HPV, entre os quais 250 mil acabam por ser fatais. A maioria destas mortes ocorre nas nações mais pobres, nas quais as mulheres raramente são submetidas a exames para detectar precocemente o cancro cervical, altura em que apresenta mais hipóteses de cura.

A Merck deverá criar uma parceria com uma organização não governamental para planear os programas de distribuição da vacina nos países posteriormente seleccionados. “A nossa empresa está empenhada em tornar o Gardasil disponível aos que precisam”, afirmou a directora do departamento de vacinas e doenças infecciosas da Merck.

Esta não é a primeira acção do género levada a cabo pela farmacêutica. Conforme foi noticiado pelo Farmacia.com.pt, a Merck realizou, em Julho, uma acção de prevenção contra o vírus do Papiloma Humano (HPV) através da doação de vacinas a uma tribo indígena da região de São José do Xingu, no Brasil. O projecto incluiu a disponibilização de 75 doses da vacina contra o cancro do colo uterino, administradas por uma equipa de profissionais às populações carenciadas da região.

Marta Bilro

Fonte: Associated Press, Philadelphia Business Journal, Farmacia.com.pt.

Farmácias começam 2ª-feira a vender 1,6 milhões de vacinas contra a gripe

Na próxima segunda-feira, dia 1 de Outubro, estarão à venda nas farmácias portuguesas, mais de 1,6 milhões vacinas contra a gripe, o suficiente para assegurar a cobertura de 15 por cento da população, anunciou hoje à Lusa fonte oficial.

O objectivo da Direcção-Geral de Saúde (DGS) passa pela vacinação de pelo menos 60 por cento dos portugueses acima dos 65 anos. "A idade já é um factor de risco e também é nesta faixa etária que as pessoas têm geralmente mais patologias", explicou à agência Lusa a sub-directora-geral de Saúde Graça Freitas.

De acordo com um documento do Observatório Nacional de Saúde, do Instituto Ricardo Jorge, no ano passado registou-se um aumento significativo da taxa de vacinação no grupo com mais de 65 anos, atingindo mais de 50 por cento desta população. Este ano, as autoridades pretendem conceder especial atenção aos idosos internados em lares, esperando mesmo vacinar toda a população aí residente.

De forma a cumprir este objectivo, foi já lançada uma campanha junto dos médicos e delegados de saúde de cada concelho, alertando que os idosos em instituições devem ser todos vacinados.

Muitas empresas optam por disponibilizar a vacina aos seus funcionários, como forma de combater o absentismo por causa da gripe, atitude que é questionada pela sub-directora-geral de Saúde. "Não recomendamos a vacina a grupos de pessoas saudáveis com menos de 65 anos. Do ponto de vista de saúde pública não é recomendável fazê-lo e, aliás, não está avaliado o impacto que a administração da vacina tem no absentismo laboral. É uma questão de sensibilidade e de consciência cívica de cada um", comentou.

No que respeita às crianças, a responsável apenas recomenda a vacinação quando se estiver perante casos de doenças crónicas, como asma ou problemas cardíacos, ainda que a vacina possa ser administrada a partir dos seis meses.

Apesar de começarem a ser comercializadas já a partir de segunda-feira, as vacinas estarão à venda durante todo o Outono e a sua administração pode ocorrer a qualquer momento. Como tal, Graça Freitas avisa que as pessoas não devem todas acorrer às farmácias logo no primeiro dia de vendas.

"Vão calmamente ao médico e aos serviços. A receita para a vacina tem até uma validade alargada", aconselhou.

Para evitar constrangimentos no funcionamento dos serviços, o secretário de Estado da Saúde emitiu um despacho que alarga o prazo de validade das receitas médicas, de forma a permitir a prescrição antecipada da vacina. Segundo o despacho, “as receitas médicas nas quais sejam prescritas exclusivamente vacinas contra a gripe para a época gripal 2007/2008, prescritas a partir de 01 de Setembro, são válidas até 31 de Dezembro do corrente ano”.

Este ano, as várias entidades envolvidas criaram um grupo de trabalho para acompanhar a evolução da vacinação contra a gripe, na época 2007-2008, estabeleceram o compromisso de colocar a vacina à venda em todos os locais, apenas a partir do dia 01 de Outubro.

Em Portugal são comercializadas sete marcas de vacinas contra a gripe sazonal, que em média, afecta anualmente entre 10 a 15 por cento da população nacional. A vacina deverá ser administrada em Outubro e Novembro, podendo ser aplicada durante todo o período do Outono e Inverno.

Inês de Matos

Fonte: Lusa

85 por cento das mulheres portuguesas utiliza métodos contraceptivos


Aproximadamente 85 por cento das mulheres portuguesas, em idade fértil e sexualmente activas, utiliza métodos contraceptivos, segundo os dados mais recentes do Inquérito Nacional de Saúde, conduzido pelo Observatório Nacional de Saúde (ONSA).

Carlos Dias, do ONSA, declarou à Lusa que, em Portugal, 85 por cento das mais de 41 mil mulheres entrevistadas, entre Fevereiro de 2005 e Fevereiro de 2006, afirmou utilizar métodos contraceptivos, enquanto que 15 por cento reconheceu não utilizar qualquer método de contracepção. Os dados demonstraram que as mulheres entre os 25 e os 34 anos são as que mais recorrem aos contraceptivos, enquanto que a faixa etária dos 15 aos 19 anos é a que apresenta índices de utilização mais baixos.

O responsável do ONSA acrescentou ainda que os valores mais baixos de utilização de contraceptivos verificam-se no Alentejo, sendo que somente 81,4 por cento das mulheres recorre à utilização de contraceptivos. Contrariamente, na zona Centro do país a percentagem de mulheres que utiliza métodos de contracepção é mais elevada, chegando aos 87 por cento.

O director executivo da Associação de Planeamento para a Família (APF), Duarte Vilar, sublinhou que as mulheres portuguesas recorrem a métodos actuais, ocupando a pílula “uma posição muito forte e central”. Contudo, apesar destes resultados positivos, o director da APF ressalta o facto de ainda haver muitas mulheres, que apesar de não quererem engravidar, não utilizam nenhum método contraceptivo, sendo necessário analisar "perspectivas de intervenção dirigidas a grupos específicos de mulheres".

Duarte Vilar lembrou ainda que, embora a pílula comparticipada seja relativamente acessível nas farmácias, existem muitas pessoas cujo rendimento não permite sustentar este tipo de gastos, tendo ainda alertado para os casos em que os stocks de contraceptivos esgotam nos centros de saúde, onde são disponibilizados gratuitamente.

Estes resultados foram apresentados ontem (dia 26 de Setembro), num colóquio que marca o lançamento nacional do primeiro Dia Mundial da Contracepção, que a partir de agora passará a ser assinalado neste dia.


Isabel Marques

Fontes: Diário Digital, RTP Online, RUM Online

Fármaco experimental para o cancro do rim apresenta resultados promissores

O fármaco oncológico experimental axitinib, da Pfizer, demonstrou resultados positivos, nas fases intermédias de um ensaio clínico, na redução de tumores do rim em estado avançado, em casos em que o tratamento anterior falhou.

O fármaco reduziu os tumores em mais de metade dos pacientes (51%), que não tinham beneficiado com o tratamento habitual, tendo a redução sido considerada significativa em 23 por cento dos casos. O estudo revelou ainda que o axitinib retardou a progressão da doença por um período de 7,7 meses, e o tumor manteve-se estável em 37 por cento dos pacientes, afirmaram os investigadores na Conferência Europeia do Cancro, em Barcelona.

Neste estudo, os cientistas seguiram 62 pacientes, cujo cancro de rim se estava a espalhar, e que não tinham reagido aos tratamentos anteriores, incluindo o Sutent (sunitinib) e o Nexavar (sorafenib), da concorrente Bayer AG.

Segundo o principal investigador do estudo, Brian Rini, do Taussig Cancer Institute em Cleveland, nos Estados Unidos, este fármaco é realmente potente, e o facto de ter tido alguma acção nestes pacientes, nos quais outros tratamentos falharam, é realmente impressionante.

A Pfizer irá apostar uma grande quantia no desenvolvimento do axitinib, composto que se encontra na Fase II, uma vez que os resultados demonstraram que o fármaco é muito promissor, não só em termos clínicos, como também para o futuro financeiro da companhia.

O axitinib é um químico semelhante ao Sutent, que impede que as células cancerígenas se dividam e que cessa o fornecimento de sangue para o tumor. O fármaco também está a ser testado para os cancros avançados do pâncreas, tiróide, pulmão e mama.

A Pfizer revelou, no mês passado, que irá despender cerca de 20 por cento do orçamento destinado à investigação em terapias para o cancro. A companhia tem 20 novos tratamentos para o cancro em desenvolvimento,como parte da estratégia para substituir os lucros perdidos à medida que as patentes expiram. O Sutent, aprovado no ano passado, nos Estados Unidos, para tratar o cancro do rim e um tipo de cancro do estômago, atingiu vendas de 146 milhões de dólares no segundo trimestre.

A Sociedade Americana do Cancro estima que este ano irá haver cerca de 51 190 novos casos de cancro do rim nos Estados Unidos, e cerca de 12 890 pessoas irão morrer devido a esta doença.

Isabel Marques

Fontes: www.networkmedica.com, Bloomberg, www.eurekalert.org

Médicos portugueses estudam voluntariamente taxas de incidência de doenças

A rede “Médicos Sentinela”, constituída por 150 médicos de clínica geral em funções nos centros de saúde nacionais, encontra-se a estudar, voluntariamente, as taxas de incidência de problemas como o enfarte do miocárdio, os acidentes vasculares cerebrais e a interrupção voluntária da gravidez.

Em actividade desde o final da década de 80, a rede pretende dar resposta a três objectivos principais: estimar taxas de incidência de algumas doenças, fazer uma vigilância epidemiológica das doenças que afectam a comunidade, de forma a identificar precocemente eventuais "surtos", e constituir uma base de dados que possibilite, em qualquer momento, a análise epidemiológica aprofundada de doenças com interesse para a saúde pública.

O modo de funcionamento da rede é simples, são os médicos dos centros de saúde que comunicam voluntariamente situações de doença que interessem estudar. “Quando aparecem novos casos de doenças que estão em estudo, os médicos notificam-nos”, explica Isabel Falcão, responsável pela rede.

De acordo com a responsável, este ano os médicos estão a estudar a prescrição de antibacterianos, os acidentes vasculares cerebrais (AVC), as consultas médicas ao domicílio, as consultas relacionadas com a doença pulmonar obstrutiva crónica, bem como o aborto a pedido da mulher até às 10 semanas de gravidez.

“Este ano, por exemplo, estamos a estudar a prescrição de antibacterianos, que já tinha sido analisada há quatro ou cinco anos, para comparar os padrões de prescrição”, adiantou a responsável.

Para além destas situações, a gripe é uma patologia estudada anualmente. “No ano passado, a nossa análise permitiu às autoridades competentes determinarem o alargamento de horário dos centros de saúde durante o período de surto gripal”, exemplificou Isabel Falcão, alertando para a importância de “determinar o início do surto”.

A maior parte das doenças são estudadas durante pelo menos dois ou três anos consecutivos, mas há casos de patologias ou problemas em que o estudo é feito com um intervalo de tempo de vários anos para permitir comparações.

“Aliado ao facto de não existirem em muitos casos outras fontes de informação, a grande vantagem dos estudos é que reflectem a informação transmitida pelo próprio médico”, declarou.

Contando com a colaboração de 150 médicos de todo o pais, ilhas inclusive, a rede começou em 1989 apenas no distrito de Setúbal e foi-se alargando, estando agora representados todos os distritos do país. Contudo, para a responsável a quantidade de médicos disponível não é totalmente representativa da população portuguesa, ainda que as suas comparações entre a população estudada e a portuguesa sejam “razoavelmente significativas”.

A importância dos estudos da rede de médicos sentinela vai ser debatida esta quinta-feira, em Lisboa, num fórum promovido pelo Hospital do Futuro, que visa promover discussões sobre políticas e questões ligadas à área da saúde.

Inês de Matos

Fonte: Diário de Noticias, Lusa, Destak, ONSA

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Identificado gene ligado à cegueira

Cientistas canadianos esperançados em novos métodos de diagnóstico para doenças oftalmológicas

O gene responsável por alguns tipos de cegueira (o AE3/SIc4a3) - que regula o PH da retina - tem um papel importante no desenvolvimento de doenças oftalmológicas. A descoberta foi feita por investigadores da Universidade de Alberta, no Canadá.

De acordo com o estudo conduzido por dois cientistas canadianos - e divulgado no site da universidade – as experiências feitas em ratos permitiram a Joe Casey e Yves Sauvé chegarem à conclusão de que “o AE3 mantém então o balanço ácido, removendo o desperdício de CO2 gerado pelo foto-receptor.”

Os investigadores acreditam que “a sua interrupção pode levar ao desenvolvimento de vários tipos de cegueira”, nomeadamente, as distrofias hereditárias da retina (DHR) - que resultam de alterações genéticas hereditárias e se traduzem em retinose pigmentar, distrofia de cones, doença de Stargardt e doença de Best, entre outras – mas que, a identificação deste gene poderá abrir caminho à criação de novos métodos de diagnóstico.

Ressalvando que, não existe uma ligação directa entre o Sic4a3 e as DHR, Joe Casey e Yves Sauvé garantem que “há uma semelhança entre os sintomas apresentados pelos ratos com deficiência do gene e pelos indivíduos com DHR.”

Raquel Pacheco
Fonte: www.expressnews.ualberta.ca/mediasummaries

Novo TAC distingue vasos sanguíneos de ossos

Equipamento da Siemens reduz tempo de exposição do doente às radiações

Um novo sistema de Tomografia Axial Computorizada (TAC), - que marca a diferença porque distingue os vasos sanguíneos dos ossos – foi disponibilizado pela Siemens Medical Solutions.

«Somatom Definition» dá nome ao novo equipamento que diferencia automaticamente os vários tipos de tecido num único monitor. Segundo informou a empresa em comunicado, “o sistema está dotado de duas ampolas de raios X, que operam em simultâneo com diferentes energias.”

Uma outra inovação destacada pela Siemens prende-se com o facto deste novo sistema de TAC reduzir o tempo de exposição do doente às radiações, já que, possibilita a realização dos exames em metade do tempo.

Na nota informativa, a empresa explica que “graças ao software syngo Dual Energy, este tomógrafo consegue distinguir os vasos sanguíneos dos ossos, exibindo-os em simultâneo ou isoladamente, permitindo aos médicos fazer um diagnóstico mais rápido e rigoroso”, concretizando que, o método “permite “remover” o osso, de um modo automático, premindo um simples botão e visualizar zonas que de outro modo estariam “escondidas” pelo osso.”

Raquel Pacheco
Fonte: www.medical.siemens.com

FPC quer alterar menus da restauração

Doenças cardio-vasculares matam 17 milhões por ano em Portugal

Retirar a manteiga das mesas dos restaurantes, substituindo-a por azeite para os clientes molharem o pão. O conselho foi feito pelo presidente da delegação centro da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), Polybio Serra e Silva, em vésperas do Dia Mundial do Coração que se assinala dia 30.

“É preciso passar esta mensagem aos restaurantes”, afirmou, peremptoriamente, o responsável, sublinhado que as doenças cardio-vasculares constituem a primeira causa de morte a nível mundial, mas também em Portugal, causando 17 milhões de óbitos por ano.

Para além da abolição da manteiga, sugerindo em seu lugar “pires com azeite para as pessoas poderem embeber pedaços de pão” (como entrada das refeições), o cardiologista recomendou ainda como “elementos obrigatórios” de uma dieta saudável: “Vinho tinto, pão com mistura de cereais integrais, sopa, vegetais e fruta muito colorida (sempre de acordo com as cores da bandeira nacional: encarnado, amarelo e verde).”

Neste sentido, Polybio Serra e Silva revelou que a direcção da Delegação Centro da FPC integra um elemento ligado à restauração e que a fundação estabeleceu um protocolo com os Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, “que visa a oferta de uma alimentação variada e mais saudável aos estudantes, professores e funcionários que frequentam as cantinas da instituição.”

O representante da FPC está consciente de que a luta de promoção por uma alimentação equilibrada - que passará, inevitavelmente, por influenciar a alteração dos menus da restauração – será uma “batalha difícil.”
Polybio Serra e Silva reforçou que as refeições inspiradas na dieta mediterrânica são as mais “amigas do coração.”

Raquel Pacheco
Fonte: Lusa/Sapo/Sol

Eli Lilly paga 18 milhões de dólares à Emisphere por quebra de contrato

A Eli Lilly irá pagar 18 milhões de dólares à Emisphere Technologies, de modo a chegar a um acordo relativamente ao litígio pendente que envolve as duas companhias. O processo está relacionado com uma quebra do contrato judicial, por parte da Eli Lilly, relativamente à hormona oral da paratiróide recombinante (PTH) da Emisphere. Os restantes termos do acordo não foram revelados.

Em Janeiro de 2006, um tribunal federal determinou que a Eli Lilly tinha quebrado o acordo de desenvolvimento, efectuado entre as duas companhias, ao falhar na entrega de 3 milhões de dólares referentes a pagamentos quando fossem atingidos objectivos, como requerido aquando da conclusão dos estudos de Fase I do produto oral PTH 1-34. O tribunal também decidiu que a Emisphere poderia terminar o acordo de licenciamento com a Eli Lilly relativo à tecnologia de administração de fármacos.

A duas companhias trabalharam em conjunto, entre 1997 e 2003, utilizando a tecnologia da Emisphere para tentar desenvolver a forma em comprimido do fármaco injectável Forteo para a osteoporose. A Emisphere terminou a parceria em 2004.

Inicialmente, a Eli Lilly processou a Emisphere por quebra de contrato, após esta ter acusado a primeira
da mesma situação, tendo ainda ameaçado entregar a sua tecnologia à concorrente Novartis. O tribunal federal decidiu a favor da Emisphere, após ter sido descoberto que a Eli Lilly estava a utilizar secretamente a tecnologia da Emisphere em investigação que ia para além da extensão da cooperação entre as companhias.

A Eli Lilly apresentou ainda uma candidatura para uma patente internacional baseada na tecnologia da Emisphere. O tribunal ordenou que a patente fosse devolvida à Emisphere.

A Emisphere continua a tentar lucrar com a tecnologia que permite converter fármacos injectáveis no formato de comprimidos. Agora a trabalhar com a Novartis Pharma, tem dois compostos para a osteoporose na fase final dos testes.

Isabel Marques


Fontes: First Word, BusinessWeek, MarketWatch, The Indianapolis Star

Laser detecta medicamentos falsos em embalagens fechadas

Uma equipa de cientistas britânicos desenvolveu um laser capaz de detectar a presença de medicamentos contrafeitos através de embalagens fechadas, permitindo verificar a autenticidade dos fármacos sem ser necessário violar a abertura. A nova técnica, divulgada pelo jornal “Analytical Chemistry”, poderá desempenhar um papel importante no sector da fiscalização farmacêutica, principalmente em África, onde se calcula que entre 50 a 90 por cento dos medicamentos contra a malária sejam falsos.

Esta tecnologia inovadora permite identificar a assinatura de luz característica dos ingredientes farmacêuticos activos através do vidro, plástico e cartão, sendo que, a única barreira que fica por ultrapassar é o metal. Este é um passo importante no combate à falsificação de remédios que Pavel Matousek, do laboratório Rutherford Appleton, em Oxfordshire, e líder da investigação, classifica como “um problema mundial”.

Uma tecnologia anterior, denominada espectroscopia Raman, tinha também capacidade para detectar medicamentos contrafeitos e explosivos através da utilização de um laser, porém, este método funciona melhor quando os comprimidos ou líquidos estão fora das embalagens. Este processo prejudicava a venda posterior dos produtos submetidos ao teste caso não se detectasse qualquer problema de falsificação.

O grupo de cientistas, orientados por Pavel Matousek, que contou também com a participação de especialistas da Universidade de Oxford e do Imperial College de Londres, conseguiu ir mais longe e desenvolver um sistema de maior precisão, que distingue a composição química dos medicamentos através de um frasco de vidro, do plástico, do invólucro da cápsula e das caixas.

Marta Bilro

Fonte: Times Online.

Ranbaxy solidifica presença no sector oncológico

Farmacêutica indiana assinou acordo com a Sirtex Medical

A Ranbaxy, farmacêutica líder no mercado indiano, está empenhada em consolidar a sua presença no sector dos medicamentos anticancerígenos. A empresa assinou um acordo de licenciamento exclusivo com a produtora australiana de medicamentos Sirtex Medical através do qual terá acesso a uma terapia inovadora para tratar o cancro hepático.

A operação vai permitir à Ranbaxy comercializar o SIR-Spheres, um medicamento destinado ao tratamento do cancro do fígado, na Índia, Bangladesh, Sri Lanka e Nepal. O fármaco, aprovado pela Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA), é aplicado em pacientes com tumores inoperáveis.

O SIR-Spheres (Selective Internal Radiation Therapy) utiliza uma tecnologia de esferas radioactivas microscópicas para distribuir a radiação directamente no local onde se encontram os tumores hepáticos. Esta terapia alvo disponibiliza tecido saudável ao mesmo tempo que distribui 40 vezes mais radiação ao fígado do que a que é possível fornecer através da terapia convencional.

Anteriormente, a Ranbaxy tinha já estabelecido uma parceria com a Zenotech para comercializar os produtos oncológicos desta empresa nos Estados Unidos da América e Canadá.

“Estamos satisfeitos por sermos parceiros da Sitex. Iremos trabalhar com o objectivo de criar uma relação produtiva”, afirmou Sanjeev Dani, vice-presidente e director regional da Ranbaxy para a Ásia e países da Comunidade dos Estados Independentes.

Marta Bilro

Fonte: business-standard.com, University of Maryland Marlene and Stewart Greenebaum Cancer Center.

Sanofi-Aventis processa Barr e Teva para impedir genérico do Uroxatral

A Barr Pharmaceuticals e a Teva USA estão a ser processadas pela farmacêutica francesa Sanofi-Aventis. Em causa estão os planos das empresas norte-americanas para produzir uma versão genérica do Uroxatral (Alfuzosina), um medicamento utilizado no tratamento das manifestações funcionais da hipertrofia benigna da próstata.

De acordo com um comunicado divulgado pela Barr, a empresa terá recebido, em Junho, autorização da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) para avançar com uma versão genérica do medicamento, altura em que notificou a detentora da patente. Por sua vez, no dia 21 de Setembro, a Sanofi-Aventis entrou com um processo judicial contra a Barr com a intenção de impedir a comercialização do produto.

No mesmo dia a Sanofi-Aventis apresentou também uma queixa contra a Teva USA, subsidiária norte-americana do laboratório israelita Teva Pharmaceutical Industries, que se prepara igualmente para colocar no mercado norte-americano um genérico do Uroxatral, comercializado na Europa como Benestan.

A hipertrofia benigna da próstata é uma patologia que surge, por norma, a partir dos 50 anos de idade. É uma doença benigna que tem como consequências a diminuição do jacto urinário, urinar frequentemente e em pequenas quantidades de dia e de noite, urgência miccional ou mesmo grande dificuldade em começar a micção, podendo mesmo chegar à retenção urinária, conduzindo à algaliação. Trata-se da doença mais frequente da próstata, benigna, que pode requerer tratamento médico ou cirúrgico.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Forbes, Bloomberg, Portal da Saúde.

Herceptin associado à quimioterapia reduz necessidade de mastectomia

Associar a toma de Herceptin (trastuzumab) à quimioterapia antes da cirurgia pode reduzir o número de mastectomias realizadas em mulheres com cancro da mama. De acordo com um novo estudo, apresentado durante a Conferência Europeia do Cancro, em Barcelona, esta terapia combinada tem uma capacidade três vezes superior para eliminar os tumores do que a aplicação da quimioterapia por si só.

As conclusões foram obtidas através da realização de um ensaio clínico que contou com a participação de mulheres com cancro da mama que tenham tido resultado positivo nos testes à presença do HER2, uma forma rara da doença mas com uma agressividade muito elevada.

O Herceptin é actualmente comercializado nos Estados Unidos da América e na Europa e está indicado no tratamento de doentes com cancro da mama metastático cujos tumores apresentem sobre-expressão do HER2. Esta fórmula da doença é particularmente perigosa, uma vez que os tumores se alastram rapidamente, muitas vezes obrigando à realização de uma mastectomia total.

Os resultados do estudo são bastante satisfatórios, refere a Roche, dado que o tratamento com Herceptin nestas condições pode resultar em mais cirurgias de conservação dos seios e melhorar a sobrevivência. As conclusões do ensaio clínico revelaram que o medicamento em associação com a quimioterapia provoca a remissão total do tumor na mama em 55 por cento doa pacientes com cancro da mama metastático, comparativamente aos 19 por cento registados entre as pacientes que receberam apenas quimioterapia.

Esta associação resultou também na eliminação total dos tumores de ambos os seios bem com dos nódulos em 48 por cento dos pacientes, comparativamente a apenas 13 por cento entre os doentes que receberam apenas quimioterapia. O tratamento foi bem tolerado e apresentou segurança cardíaca aceitável durante o ensaio clínico de última fase, afirmou a Roche em comunicado.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Market Watch, Farmacia.com.pt.

Vídeo relaciona antidepressivos a episódios de suicídio e violência

À medida que aumentam as preocupações e se agravam as suspeitas de que os medicamentos antidepressivos impulsionam os comportamentos suicidas, surge um vídeo no You Tube que tenta passar uma mensagem clara: estes fármacos podem levar ao suicídio e, em alguns casos, a episódios de violência.

Este conjunto de imagens filmadas, cuja autoria não é clara, surge no portal apenas uma semana após a divulgação de um estudo publicado no “The American Journal of Psychiatry” e que indicava que os avisos colocados nas embalagens dos antidepressivos, por decisão da Administração Norte Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA), conduziram a uma diminuição na utilização destas substâncias e a um aumento dos casos de suicídio.

O vídeo faz um apanhado de vários momentos televisivos algo controversos, excertos de uma reunião da FDA acerca dos medicamentos, entrevistas a familiares e críticos, incluindo o testemunho de Joseph Glenmullen e David Healy da Universidade de Gales. As imagens começam por mostrar uma chamada telefónica para o 911 (112) durante a qual uma adolescente da Nova Jérsia ameaça suicidar-se. Tal como noticia o portal Pharmalot.com, as imagens perturbam os mais susceptíveis e têm potencial para deixar furiosos aqueles que acreditam que os antidepressivos são benéficos para os doentes.

“Estas são histórias de famílias reais”, disse Lisa Van Syckel, uma activista cuja família é ouvida no vídeo, citada pelo portal. “Os meios de comunicação social divulgam apenas um fragmento – 30 segundos nos quais um pai faz uma declaração, e depois há um comentário da indústria farmacêutica ou de alguém que realizou ensaios clínicos. O vídeo force uma visão profunda do que aquelas famílias sofreram”, afirmou.

Marta Bilro

Fonte: Pharmalot.com.

Parque das Nações acolhe II Congresso Nacional de Marketing Farmacêutico

Inovação em Marketing é o mote para o II Congresso Nacional de Marketing Farmacêutico, que se realiza no dia 19 de Outubro na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, no Parque das Nações.

Entre os participantes figuram consultores internacionais de renome, como é o caso de Marcel Corstjens, do INSEAD em Paris e de Luiz Moutinho, da Universidade de Glasgow. O evento é organizado pela Associação Portuguesa de Marketing Farmacêutico (Markinfar) e conta com o apoio da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA).

Centrado no poder da mensagem e capacidade de inovação, o congresso conta com a presença de vários Farmacêutico, consultores, docentes universitários, organizações e associações nacionais, bem como fornecedores e parceiros da indústria farmacêutica.

Marta Bilro

Fonte: Saúde na Internet, Associação Portuguesa de Empresas de Estudo de Mercado e de Opinião.

Infarmed ordenou suspensão da utilização
Recolha voluntária do Clebutec-Clebopride

A Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde (Infarmed) emitiu hoje um comunicado “muito urgente” em que dá conta da decisão tomada voluntariamente pela Almirall Produtos Farmacêuticos Lda. de proceder à recolha dos lotes Z1 e T1A do medicamento Clebutec-Clebopride (comprimidos de 0,5mg), com prazos de validade até Junho de 2011 e Agosto de 2008, respectivamente.
Na circular difundida pelo Infarmed, assinada por Hélder Mota Filipe, vice-presidente do conselho directivo daquela agência, com conhecimento do departamento de Inspecção, esclarece-se que na origem da decisão agora tomada pela empresa farmacêutica está a detecção de alterações nos parâmetros Dureza e Fiabilidade do produto. Na sequência dessa decisão, o Infarmed determina a imediata suspensão da utilização dos referidos lotes daquele fármaco.

Carla Teixeira
Fonte: Infarmed
Bastonária perempetória no ataque ao novo regime jurídico
“Liberalização também prejudica o Estado”


O novo regime jurídico das farmácias e a liberalização da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica em parafarmácias e nas grandes superfícies comerciais vão, de acordo com a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, contribuir para um resultado penalizador, quer dos utentes, quer do próprio Estado, pelo simples facto de que “haverá uma menor capacidade para os farmacêuticos colaborarem na contenção de custos com os medicamentos, e uma menor capacidade reguladora por parte da tutela”.

Numa longa entrevista ao «Diário de Coimbra» que teve como mote a celebração do Dia Nacional do Farmacêutico, Irene Silveira tece duras críticas à decisão governamental de reformular, naqueles moldes, o esquema de funcionamento do sector, e atesta que não será de esperar, com a implementação destas regras, qualquer melhoria. Peremptória na afirmação de que o novo regime “prejudica Estado e utentes”, a responsável máxima pela Ordem dos Farmacêuticos, eleita há escassos três meses, em pleno turbilhão de mudança no sector, aponta os grandes desafios que se colocam aos 10887 profissionais daquele mister em Portugal, que define como “um elo essencial no sistema de saúde” no nosso país.
Considerando que o Dia Nacional do Farmacêutico, que o calendário consagra aos seus padroeiros, São Cosme e São Damião, deverá constituir um momento de comemoração, mas também de reflexão sobre o presente e o futuro da profissão, Irene Silveira explica que “actualmente ela atravessa um momento particularmente sensível, fruto de algumas alterações que foram preconizadas e introduzidas pelo Governo”. Refere concretamente o novo regime jurídico, que “ao proporcionar o acesso à propriedade de farmácias a não farmacêuticos poderá reduzir a sua intervenção à mera actividade de carácter comercial, colocando em causa princípios como a promoção do uso racional dos medicamentos e a autonomia e independência técnica dos farmacêuticos face aos proprietários. A possível concentração da propriedade e a “verticalização do sector” também geram preocupação na bastonária, bem como o conjunto de novos serviços que poderão vir a ser prestados na rede nacional de estabelecimentos dispensadores de fármacos.
Outros desafios para a classe passam por questões como a instituição de uma carreira farmacêutica no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado. Tal como o farmacia.com.pt oportunamente noticiou, a Ordem já diligenciou no sentido de apresentar algumas propostas ao Ministério da Saúde, que estarão agora a ser analisadas pela tutela e que, segundo Irene Silveira, contemplam “a necessidade de criação, alteração ou manutenção de algumas carreiras especiais”, sendo a conclusão dessa análise aguardada para os próximos dias. “A OF empreendeu bastantes esforços para que a tutela considere e reconheça a importância de uma carreira reservada aos farmacêuticos no âmbito do Serviço Nacional de Saúde”, declarou a bastonária ao «Diário de Coimbra».
Também a regulamentação dos medicamentos veterinários, nomeadamente no que diz respeito à substituição do Infarmed pela Direcção Geral de Veterinária como autoridade nacional reguladora, levanta, segundo a Ordem dos Farmacêuticos, “sérios problemas de saúde pública”, sendo de lamentar a “marginalização da OF e do Infarmed no debate sobre aquele projecto de Decreto-Lei”. No sector as Análises Clínicas, Irene Silveira diz esperar que sejam seguidas as recomendações da Entidade Reguladora da Saúde, que apontam para a reformulação do sistema de convenções entre os operadores privados e o SNS. “Diversas preocupações que temos em mente, e sobre as quais concentraremos os nossos esforços nos próximos tempos, colaborando com o Ministério da Saúde para encontrar uma solução de consenso que vá de encontro às necessidades dos doentes”, resume a bastonária, salientando a disponibilidade do organismo a que preside para um diálogo aberto e construtivo com a tutela.

Carla Teixeira
Fonte: Diário de Coimbra, Ordem dos Farmacêuticos, farmacia.com.pt
Anuário Estatístico de I&D da indústria farmacêutica
Visão geral sobre o sector do medicamento


O norte-americano Centre for Medicines Research International Ltd. acaba de publicar o Anuário Estatístico de Investigação e Desenvolvimento da Indústria Farmacêutica 2007, obra que é já uma referência e uma ferramenta para o planeamento dos negócios mais importantes para os responsáveis pelas decisões em matéria de investimento em I&D e em numerosas áreas da estratégia corporativa nos laboratórios farmacêuticos de todo o mundo. Editado por aquela unidade subsidiária da Thompson Scientific, o livro, também designado como “Factbook”, visa oferecer a mais completa e actualizada visão geral das tendências emergentes no sector.

Partindo de uma análise que incidiu sobre as 20 principais companhias farmacêuticas da actualidade a nível mundial, as que mais investem na pesquisa e no desenvolvimento de novos medicamentos, o Factbook concluiu que as receitas resultantes dos fármacos que foram lançados nos últimos cinco anos representou apenas 16 por cento do volume total das receitas obtidas pelas companhias em 2006, o que significa, segundo o estudo, que, apesar do aumento contínuo e considerável da aposta dos laboratórios naquele sector – tendo em conta que a iminente caducidade de algumas patentes tende a desencadear o esforço maior no sentido da apresentação de novos compostos químicos –, não se nota um sinal claro de um qualquer aumento do número de novos medicamentos no mercado farmacêutico mundial.
O documento constata ainda a existência de a contínua expansão do desenvolvimento clínico em países que não os tradicionalmente líderes nesta matéria (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos), sendo que em 2005 quase metade dos pacientes recrutados para participação em ensaios clínicos não eram naturais de nenhuma daquelas oito regiões principais. Peter Joshua, vice-presidente do centro internacional que produziu o anuário, atesta que ele “fornece considerações muito válidas sobre a atividade de I&D na indústria farmacêutica”, e “pode ajudar as empresas a tomar decisões que permitam diminuir o tempo de desenvolvimento de novos produtos com a sua marca, melhorar a sua eficácia e estabelecer objectivos de desempenho mais precisos, avaliando a performance interna face aos concorrentes”.
A edição deste ano do Anuário Estatístico de I&D da indústria farmacêutica encontra-se disponível na versão impressa e em formato electrónico, fornecido num CD que contém o documento em pdf e powerpoint, com gráficos e comentários dos especialistas que os produziram. Mais informações sobre o Factbook, bem como os pedidos de encomendas, podem ser obtidas em http://www.cmr.org/.

Carla Teixeira
Fonte: Thomson Scientific, PR Newswire
Medicamento oncológico desenvolvido pela GlaxoSmithKline
Tykerb pode impedir metástases no cérebro


Um estudo apresentado na Conferência Europeia sobre Cancro demonstra que a terapia de combinação do Tykerb (lapatinib), desenvolvido pela britânica GlaxoSmithKline, com o Xeloda (capecitabine), comercializado pela suíça Roche, poderá ter um efeito benéfico no combate ao alastramento do cancro da mama, designadamente no que diz respeito à formação de metástases cerebrais. De acordo com informações avançadas pela GSK no âmbito daquele encontro científico, o sucesso da terapia combinada suplanta o da utilização isolada do Xeloda. Segundo os resultados daquele estudo, o investigador John Crown sugeriu igualmente que o Tykerb poderá apresentar vantagens em relação ao Herceptin, também da farmacêutica Roche, no tratamento da neoplasia mamária, se informações adicionais vierem a provar que aquele fármaco é realmente capaz de reduzir o risco de o tumor se disseminar pelo organismo, de modo a atingir o cérebro, onde o medicamento da empresa suíça não tem penetração.

Carla Teixeira
Fonte: Firstword
Reestruturação anunciada em Thousand Oaks, na Califórnia
Amgen despede 675 funcionários


A companhia farmacêutica norte-americana Amgen está a preparar a eliminação de 675 postos de trabalho na sua sede em Thousand Oaks, na Califórnia. A notícia tinha já sido avançada pela empresa, que actualmente tem 8300 funcionários naquelas instalações, e faz parte de um plano de redução de custos que abrange os escritórios da firma em todo o território norte-americano e em Porto Rico. Depois de, no passado mês de Agosto, a Amgen ter anunciado a intenção de dispensar cerca de 14 por cento da sua força de trabalho, num esforço de reestruturação que terá como efeito uma poupança superior a 1,3 biliões de dólares, adiantando que um total de 700 trabalhadores tinha já aceitado a rescisão amigável, a porta-voz da empresa, Sarah Rockwell explicou que a reforma em curso na Amgen já estava prevista há algum tempo.

Carla Teixeira
Fonte: Firstword, CNN Money, MarketWatch