terça-feira, 7 de agosto de 2007

Cafeína ajuda a conservar a memória

Uma investigação realizada por cientistas franceses demonstrou que o consumo regular de cafeína pode diminuir as perdas de memória nas mulheres. De acordo com o estudo, publicado no “American Academy of Neurology”, beber três chávenas de café por dia – especialmente se quem as bebe tem mais de 65 anos de idade – atrasa o surgimento do declínio mental relacionado com a idade.

Os benefícios da cafeína têm vindo a ser frequentemente comprovados em várias áreas da saúde. Tal como noticiou o Farmacia.com.pt, um estudo recente revelou que em, conjunto com o exercício físico, a cafeína pode ajudar a aumentar a protecção contra o cancro da pele. Uma outra investigação indicava que quanto maior é o consumo de café, menor é o risco do desenvolvimento de gota. Agora, tal como explicou Karen Ritchie, do Instituto Nacional Francês para a Saúde e Investigação Médica em Montpellier, por ser um psicoestimulante, a cafeína “parece reduzir o declínio cognitivo nas mulheres”.

Os cientistas analisaram 7.000 homens e mulheres ao longo de quatro anos, avaliando as suas capacidades cognitivas e os hábitos de consumo de café. No final observaram que as mulheres que consumiam três chávenas de café por dia tinham menos probabilidades de sofrer de declínio mental quando comparadas com aquelas que bebiam, diariamente, apenas uma chávena ou menos. Para além disso, os consumidores de café registaram 30 por cento menos de probabilidade de sofrer de declínio mental aos 65 anos de idade e 70 por cento menos hipóteses de declínio mental aos 80 anos de idade.

No entanto, os investigadores desaconselham que se comecem a consumir cafés e galões desmesuradamente. “Precisamos de perceber melhor como é que a cafeína afecta o cérebro antes de começarmos a promover o consumo desta substância como uma solução para a redução do declínio cognitivo”, frisou Ritchie. Apesar das precauções indicadas, esta investigadora considera que “os resultados são interessantes – a utilização da cafeína é um hábito frequente e tem menos efeitos secundários do que outros tratamentos para o declínio cognitivo, para além disso requer uma quantidade relativamente reduzida em prol de um efeito benéfico”.

Ainda assim, são precisos mais estudos, até porque os cientistas não conhecem a razão pela qual a cafeína demonstra efeitos positivos nas mulheres. Ritchie refere que pode dever-se ao facto de estas serem mais sensíveis aos efeitos da substância. “Os seus organismos podem reagir de forma diferente a este estimulante, ou metabolizá-lo de maneira diferente”, concluiu a investigadora.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, Scientific American.

IV Congresso da Sociedade Europeia de Doenças Emergentes e Infecciosas, em Lisboa

O IV Congresso da Sociedade Europeia de Doenças Emergentes e Infecciosas (ESEI) irá decorrer entre os dias 30 de Setembro e 3 de Outubro , no Hotel Tivoli Tejo, em Lisboa, contando com a participação de importantes investigadores das mais relevantes organizações mundiais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC-USA), CDC Europeu (ECDC), os Institutos Nacionais de Saúde e de Investigação Veterinária de vários países, bem como investigadores e docentes de várias Universidades.

Neste Congresso os principais temas em debate versam sobre as infecções respiratórias emergentes (como a gripe aviária) e outras doenças emergentes, doenças e infecções transmitidas por vectores, agentes infecciosos susceptíveis de serem utilizados em ataques bioterroristas, doenças de transmissão alimentar e a resistência a antibióticos. O programa completo do Congresso está disponível no site da ESEI em www.esei2007.com/programme_1.html.

Para mais informações ou inscrições contactar a Eurocongressos, Rua Castilho, 44, 5º Andar, em Lisboa, ou através do telefone 213 244 883, pelo fax 213 432 993, pelo e-mail meet@eurocongressos.pt ou no site da ESEI em www.esei2007.com.

Isabel Marques

Fontes: Jasfarma, www.esei2007.com

Investigadores descobrem ponto no cérebro que desencadeia a febre

Investigadores norte-americanos descobriram um pequeno ponto no cérebro que desencadeia a febre em ratos. Compreender como este mecanismo funciona poderá levar ao desenvolvimento de medicamentos específicos para controlar a febre e outras doenças em humanos.

Quando as pessoas ficam doentes, os glóbulos brancos enviam sinais químicos, as citoquinas, para organizar a defesa do organismo. Estes mensageiros emitem uma mensagem aos vasos sanguíneos no cérebro para produzirem uma segunda hormona, a prostaglandina E2. Isto espoleta as respostas do cérebro durante uma infecção ou inflamação, explica o Dr. Clifford Saper, investigador da Harvard Medical School, em Boston, cujo estudo está publicado na revista “Nature Neuroscience”.

O Dr. Saper e os colegas queriam descobrir quais das células nervosas no cérebro geravam a febre. Para isso, utilizaram ratos de laboratório e eliminaram sistematicamente genes para os receptores específicos de EP3, uma parte do cérebro que é sensível à hormona prostaglandina E2. Muitas células no cérebro criam receptores EP3, o que o Dr. Saper pensa poder desencadear outros sintomas, tais como fadiga, perda de apetite, e fadiga associada a infecção. Os investigadores sabem que a prostaglandina E2 actua no hipotálamo, uma área do cérebro que controla as funções básicas tais como comer, beber, sexo e a temperatura corporal.

Em entrevista telefónica à Reuters, o Dr. Saper disse que descobriram que se se retirar o receptor EP3 deste ponto, que é aproximadamente do tamanho de uma cabeça de alfinete, deixa de se ter uma resposta febril. Os investigadores esperam que seja mesmo isto que se passa no cérebro humano.

Os actuais analgésicos, como a aspirina, actuam em todos os receptores de prostaglandina no corpo, mas também têm muitos outros efeitos, continua o Dr. Saper. Sabendo como encontrar e eliminar os receptores ligados à febre poderá ajudar ao desenvolvimento de fármacos altamente específicos que actuam num receptor específico. Poderá ainda levar ao desenvolvimento de fármacos que previnem a perda de apetite ou a fadiga associados a infecções. Por fim, poderá ser possível manipular esses circuitos com medicamentos, só sendo preciso saber quais dos circuitos estiveram envolvidos em cada uma destas coisas, acrescentou ainda o Dr. Saper.

Isabel Marques

Fontes: Saúde Sapo, Reuters

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Hemopurifier pode travar epidemias

Aethlon Medical desenvolveu aparelho inovador que remove vírus e toxinas do sangue antes de atacarem células e órgãos

A Aethlon Medical, uma empresa de biotecnologia da Califórnia, desenvolveu um dispositivo – patenteado como Hemopurifier – que poderá evitar a propagação de epidemias. O laboratório, anunciou, recentemente, a comercialização do aparelho na Índia, em 2008, com vista à aceitação do produto naquele mercado.

Trata-se de um aparelho inovador de filtração do sangue, cujo objectivo é o tratamento de doenças infecciosas. O Hemopurifier usa um método similar à diálise para remover os vírus e as toxinas antes de a infecção atacar as células e os órgãos. A novidade é que a terapêutica pode começar sem identificação prévia do “intruso” infeccioso.

Vários artigos científicos deram “boa nota” ao Hemopurifier, como instrumento de "limpeza" do sangue. Também a FDA - com base nos estudos pré-clínicos em sangue de humanos que provaram a eficácia do Hemopurifier em capturar o VIH (vírus da sida) e da hepatite C, o vírus da SRAS (Síndrome Respiratória Aguda Severa, assim como, outras doenças infecciosas crónicas resistentes a vacinas - reconheceu o aparelho como um potencial dispositivo médico capaz de travar doenças.

De acordo com a Aethlon Medical, “o objectivo do tratamento é reduzir a carga viral do sangue, de modo a que o natural sistema imunitário da pessoa possa recuperar para, depois, travar uma batalha eficaz contra a infecção.”

No entanto, a empresa ressalva ainda que “a natureza do Hemopurifier permite, também, que seja usado juntamente com outras terapias, nomeadamente, fármacos e vacinas (se existirem).”

“O aparelho de filtração do sangue é apresentado em dois tamanhos e usa-se com bombas portáteis ou com máquinas de diálise. A versão mais pequena tem a dimensão de uma caneta grande e pode ser ligado a uma artéria no braço por pessoal de emergência médica, usando apenas agulhas, tubos e adesivo”, explicou o director da Aethlon, James A. Joyce. Terminada a filtragem do sangue (processo que dura algumas horas), os médicos podem começar a identificar o vírus a partir das amostras de sangue.

“A estratégia para iniciar a comercialização na Índia corresponde aos objectivos internacionais de Aethlon e ao esforço da companhia em avançar o Hemopurifier como um tratamento global das ameaças pandémicas e até, do bioterrorismo emergente”, esclareceu Joyce, anunciando que, naquele país, a tecnologia focalizar-se-á em oferecer tratamento à febre hemorrágica do Dengue, VIH e hepatite-C.

Em iniciativas anteriores na Índia, a Aethlon já conseguiu comprovar a eficácia e segurança do instrumento recorrendo a 24 estudos feitos com doentes.

Raquel Pacheco

Fonte: Aethlon Medical

Melior Discovery inicia acordo para aplicar plataforma theraTRACE para fins farmacêuticos

A Melior Discovery, Inc. assinou um acordo com a Johnson & Johnson Pharmaceutical Research & Development, L.L.C. (J&JPRD) para aplicar a plataforma de descoberta de indicações theraTRACE para identificar possíveis novas indicações para múltiplos fármacos experimentas da J&JPRD. Os valores envolvidos no acordo não foram revelados.

A plataforma theraTRACE é um conjunto multiplexed amplo de modelos in vivo integrados, desenhado para identificar sistemática e rapidamente aplicações anteriormente desconhecidas para compostos farmacêuticos. A plataforma pode ser aplicada à descoberta, à fase de desenvolvimento e a agentes comercializados, tendo já identificado novas indicações para um determinado número de fármacos em fase de desenvolvimento.

A plataforma theraTRACE está delineada para testar sistematicamente a eficácia potencial dos compostos, de maneira rápida e eficiente, em relação a um amplo número de modelos de doenças. Para isso, são utilizados os mesmos modelos in vivo de elevada qualidade, desenvolvidos por investigadores das farmacêuticas líderes, que são usados para determinar se um fármaco experimental demonstra uma eficácia suficiente para merecer o avanço para o desenvolvimento clínico. A abordagem multiplexed registada da Melior integra múltiplos modelos in vivo e reduz o tempo, quantidade de compostos para testes e o número de objectos necessários para os testes, enquanto também reduz o número de resultados falsos positivos. Como resultado, a plataforma fornece grandes melhoras na eficiência e efectividade e uma redução no custo geral no esforço da descoberta de novas indicações.

Segundo o presidente da Melior, Andrew Reaume, este acordo representa uma oportunidade significativa para a companhia acrescentar valor a um leque de compostos pré-clinicos e em fase de desenvolvimento, através da aplicação da sua plataforma única de testes in vivo. A plataforma de descoberta de indicações theraTRACE já está a comprovar o seu valor nas colaborações da Melior com a Merck e com a Pfizer, assim como na projecção dos próprios esforços da companhia no desenvolvimento de fármacos. A Melior está encantada por poder trabalhar com a J&JPRD, e anseia por uma colaboração produtiva.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

FDA dá luz verde ao Selzentry

O Selzentry (maraviroc), produzido pelo laboratório Pfizer, recebeu aprovação da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA). Este é o primeiro de uma nova classe de medicamentos anti-HIV que deverá estar disponível no mercado dos Estados Unidos da América em meados de Setembro.

O fármaco, que recebeu recentemente aprovação na União Europeia, bloqueia o CCRC, co-receptor que funciona como porta de entrada principal para o vírus nas células imunitárias humanas. A FDA autorizou a utilização do medicamento em doentes que não apresentaram reacção a outras terapias ou em casos nos quais o diagnóstico confirma que a estirpe do vírus está relacionada com o receptor CCR5.

À medida que a competição aumenta e que protecção das patentes de alguns dos seus fármacos mais importantes vai expirando, a farmacêutica norte-americana procura nos novos medicamentos uma janela de oportunidades que lhe permitirá impulsionar os lucros.

Tal como foi referido pelo Farmacia.com.pt, num artigo publicado em Junho, que aborda a insustentabilidade da indústria farmacêutica, em 2012, a Pfizer terá que enfrentar o fim da exclusividade sobre a patente do Viagra (Sildenafil) e do Lipitor (atorvastatina, comercializado em Portugal como Zarator), o medicamento mais vendido no mundo, o que se traduzirá na perda de 41 por cento das suas receitas.

Os analistas do sector prevêem que as vendas anuais do Selzentry atinjam os 360 milhões de euros em 2011.

Marta Bilro

Fonte: CNN Money, Reuters.

Recolha de todos os lotes e dosagens de Remodulin

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) anunciou a recolha de todos os lotes e dosagens do medicamento Remodulin (treprostinilo), frasco, solução para perfusão. A circular informativa, classificada como “muito urgente”, explica que a decisão foi tomada devido à ausência de realização de testes de esterilidade na União Europeia aquando da libertação do lote.

A medida, que surge por decisão do Conselho Directivo do INFARMED, teve origem num alerta de qualidade proveniente da Agência Inglesa do Medicamento. Conforme explica a nota difundida pelo Infarmed, apesar dos testes terem sido realizados nos Estados Unidos da América pelo fabricante Baxter, há uma directiva europeia que obriga à realização das mesmas provas de esterilidade dentro do espaço comunitário.

O Remodulin, cujo titular da AIM são os Laboratórios Azevedo – Industria Farmacêutica, S.A, é utilizado no tratamento da hipertensão arterial pulmonar primária para melhorar a tolerância ao exercício físico e os sintomas da doença, em doentes classificados como pertencendo à Classe III da New York Heart Association.

Marta Bilro

Fonte: Infarmed

Depois de um alerta da agência húngara do medicamento
Infarmed manda recolher Haemate P 500


O Conselho Directivo da Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde anunciou, num comunicado classificado como “muito urgente”, e que é assinado por Hélder Filipe, um dos vice-presidentes daquele órgão do Infarmed, que mandou recolher todas as embalagens dos lotes com os números 56166411C, 63566411A, 64766411A, 65466411B, 66666411A, 67566411B do medicamento Haemate P 500, frasco, pó e solvente para solução injectavel, Factor VIII da coagulação humana + Factor de Von Willebrand Humano, com registo de AIM n.º 3321981, cujo titular é a firma CSL Behring. Em causa está a “possibilidade de falta de esterilidade do dispositivo de administração, conforme recepção dum alerta de qualidade proveniente da agência húngara do medicamento”.

Carla Teixeira
Fonte: Infarmed

Infarmed ordena recolha do Remodulin

O Conselho Directivo do Instituto da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) ordenou a recolha de todas as embalagens de todos os lotes com todas as dosagens do medicamento Remodulin, treprostinil, frasco, solução para perfusão, com registo de AIM n.º FR/H/278/01, FR/H/278/02, FR/H/278/03, FR/H/278/04, cujo titular de AIM é a firma Laboratórios Azevedo – Indústria Farmacêutica, S.A. A ordem de recolha deve-se ao facto de não terem sido realizados testes de esterilidade na União Europeia na altura da libertação de lote, de acordo com a recepção de um alerta de qualidade proveniente da Agência Inglesa do Medicamento.

De mencionar ainda que, apesar dos referidos testes terem sido realizados nos Estados Unidos pelo fabricante Baxter, os testes de esterilidade têm que ser realizados no espaço da UE.

O Remodulin é utilizado para tratar casos de hipertensão arterial pulmonar primária moderada.

Isabel Marques

Fontes: INFARMED

Laboratórios acusados de revalidar prazo de medicamentos

Doentes em fase terminal poderão estar a tomar fármacos expirados, denunciaram enfermeiros

O Sindicato dos Enfermeiros denunciou a toma de fármacos revalidados por doentes em fase terminal. Segundo noticiou o «Correio da Manhã», a organização sindical acusa os laboratórios farmacêuticos de alterar os prazos de validade de medicamentos, acrescentando um ano às datas originais. Esta prática configura uma ilegalidade, porém, tutela, Infarmed e Apifarma alegam desconhecer o caso…

Correia Azevedo, presidente do Sindicato dos Enfermeiros fez chegar ao «Correio da Manhã» a denúncia da revalidação de medicamentos: “Esta situação é uma aberração e uma ilegalidade que precisa ser denunciada, pois já vem a acontecer desde há algum tempo”, frisou, revelando que “há pelo menos um hospital, o S. Sebastião (em Santa Maria da na Feira) que um mês antes de expirar o prazo de validade dos medicamentos envia-os para os laboratórios, sendo remetidos novamente ao hospital mas já com um selo colado por cima da data da validade impressa, apresentando um prazo de expiração renovado, por mais um ano.”

De acordo com o dirigente sindical, “quando os medicamentos não são enviados para o laboratório, por falta de tempo ou outra razão qualquer, então o laboratório envia para a farmácia do hospital os selos com as datas renovadas, que depois são coladas nos lotes dos medicamentos”.

Asseverando que esta situação é do conhecimento da direcção do hospital e também do Ministério da Saúde”, Correia Azevedo delatou que a prática é feita “em medicamentos da classe dos opiáceos – o citrato de fentanil – que são administrados a doentes que se encontram em fase terminal para alívio da dor.”

Entretanto, confrontado com a acusação do sindicalista, o Ministério da Saúde disse não comentar “uma situação de que não tem conhecimento”. Também a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) – que representa os laboratórios portugueses- recusou a possibilidade de algum dos seus associados praticar algo que classificou ser “completamente ilegal e alvo de sanção que pode incluir pesadas coimas ou até a suspensão da actividade no mercado.”

Ao «CM», os responsáveis de saúde do Hospital São Sebastião, - considerado unidade-modelo pela tutela devido aos seus resultados - rejeitaram qualquer ilegalidade, argumentando que só aceitariam receber medicamentos com o prazo aumentado “se fosse autorizado pelo Infarmed.”

Por seu turno, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) afirmou “não ter conhecimento da situação e que qualquer situação denunciada é verificada.” Segundo informa ainda o Infarmed, a alteração do prazo da validade é uma sanção prevista no Código Penal punível com pena de prisão de um a oito anos.
De referir que, os fármacos administrados fora do prazo não produzem os efeitos terapêuticos indicados, porém, também não causarão efeitos nefastos no doente.
Raquel Pacheco

Fonte: «Correio da Manhã»

Infarmed retira Haemate P

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) emitiu uma nota de carácter urgente que informa sobre a retirada do medicamento Haemate P 500, 500UI/20ml + 1100UI/20ml frasco, pó e solvente para solução injectável, Factor VIII da coagulação humana Factor de Von Willebrand Humano, pó e solvente para solução injectável. A medida deve-se à possível falta de esterilidade no dispositivo de administração da substância.

A circular informativa, a que o Farmacia.com.pt teve acesso, indica que vão ser recolhidas todas as embalagens dos lotes n.º 56166411C, 63566411A, 64766411A, 65466411B, 66666411A, 67566411B do referido fármaco, justificando esta decisão com a possibilidade de existir falta de esterilidade do dispositivo de administração, conforme recepção dum alerta de qualidade proveniente da Agencia Húngara do Medicamento.

O fármaco, comercializado em Portugal pela CSL Behring, é indicado na profilaxia e tratamento de hemorragias em caso de hemofilia A (deficiência congénita de Factor VIII), deficiência adquirida de Factor VIII, tratamento de doentes com anticorpos contra o Factor VIII e na profilaxia e tratamento de hemorragias na doença de von Willebrand.

Marta Bilro

Fonte: Infarmed

Desenvolvimento de fármaco para a pneumonia origina parceria entre Bayer e Nektar

A Bayer HealthCare, divisão de cuidados de saúde do grupo alemão Bayer, e a Nektar Therapeutics estabeleceram um acordo para desenvolver e comercializar o NKTR-061, destinado ao tratamento de pneumonias causadas por bactérias gram negativas. A terapia vai utilizar uma tecnologia da Nektar capaz de distribuir uma fórmula específica de amicacina, um antibiótico que pode ser inalado.

A Bayer deverá entregar um pagamento adiantado superior a 36 milhões de euros e posteriormente, vai proceder ao pagamento de 90,6 milhões de euros referentes ao cumprimento de objectivos. Caso o produto seja aprovado, as duas empresas vão promover o fármaco em conjunto no mercado norte-americano e partilhar os lucros daí provenientes. No exterior, a Nektar vai receber uma parcela dos royalties das vendas do produto que não será superior a 30 por cento.

Conforme ficou definido pelos termos do acordo, a Bayer fica responsável pelo desenvolvimento clínico, a estratégia de regulamentação, produção e comercialização do produto, com a Nektar a participar em todos os aspectos de tomada de decisão.

Marta Bilro

Fonte: FDA News, Reuters, Forbes, Manual Merck.

Amamentação age como vacina

Leite materno nas primeiras horas após parto pode salvar um milhão de bebés no mundo

"A amamentação é a primeira vacina da criança." Quem o diz é um pediatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) reforçando que, nos primeiros dias de vida, o leite materno tem o poder de reduzir o risco de morte dos recém-nascidos.

É inquestionável que o leite materno é o melhor alimento para a criança, novidade a realçar é o papel preponderante que este assume em salvar vidas. De acordo com os dados da Aliança Mundial para Acção em Aleitamento Materno (WABA, na sigla em inglês) – divulgados pelo portal SEGS.com.br – “por ano, morrem quatro milhões de bebés com menos de um mês de vida, em todo o mundo”, sublinhando que “com a amamentação, na primeira hora depois do parto, seria possível salvar um milhão de recém-nascidos.”

Neste sentido, Ary Lopes Cardoso, médico da FMUSP, considera a amamentação como “a primeira vacina da criança”, justificando que o leite materno “é rico em diversas substâncias – anticorpos e prebióticos (bactérias benéficas ao organismo) – que fortalecem o sistema imunológico do bebé, prevenindo doenças alérgicas, dislipidemias e doenças neoplásicas e garantindo, também, uma microflora intestinal saudável.”

O pediatra explicou que o leite materno produzido nos primeiros setes dias chama-se "colostro" (secreção extremamente rica em imunoglobulinas), reforçando, por isso, que a amamentação neste período, “é a primeira forma de imunização para o bebé e deve ser estimulada."

Segundo a presidente do departamento científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Roseli Sarni, “o aleitamento pode ainda reduzir o risco de hemorragia pós-parto e de icterícia do bebé”, sustentando que, “a partir do 14° dia, o leite atinge seu estágio "maduro", contendo nutrientes adequados para a alimentação exclusiva do bebé até os seis meses de vida como gorduras, carboidratos, proteínas, cálcio, fósforo, vitaminas e ferro.”

Recorde-se que, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam o leite materno como o melhor alimento para o bebé e recomendam a amamentação como fonte alimentar exclusiva nos seis primeiros meses de vida. Mesmo equacionando outros alimentos, o leite materno continua a ser indicado até dois anos ou mais.

De referir que, os carboidratos correspondem a 35% a 44% do leite materno e a principal função é o fornecimento de energia aos bebés. O prebiótico (um tipo de carboidrato) é o terceiro maior componente do leite materno.

No âmbito da Semana Mundial da Amamentação, - que termina amanhã - o farmacia.com.pt anunciou, no arranque deste período, uma campanha informativa promovida pela Ordem dos Enfermeiros que alertou as mães para os benefícios do leite materno.

Portugal: mais de metade das mães abandona amamentação aos dois meses

Ao que o farmacia.com.pt conseguiu apurar, mais de metade das mães portuguesas abandona a amamentação antes de o bebé ter dois meses. Esta realidade preocupante é ditada pelos últimos números do projecto inédito Geração XXI - «Nascer e Viver no Novo Milénio» - que está a seguir 10 mil bebés (nascidos nas maternidades do Porto) até à idade adulta. As estatísticas revelam ainda que, apenas uma em cada cinco mães cumpre as orientações da OMS no que diz respeito à amamentação dos filhos.

Raquel Pacheco
Fonte: SEGS/projecto Geração XXI/OMS

Farmacêuticas indianas protagonizam 1/4 dos litígios de patentes nos EUA

As empresas farmacêuticas indianas disputam mais de um quarto de todos os casos que envolvem irregularidades de patentes registados nos Estados Unidos da América (EUA). Segundo noticia o portal indiano Pharmabiz.com, o valor total de mercado dos produtos acerca dos quais existem conflitos com empresas daquele país é superior a 719 milhões de euros (40 mil milhões de rupias).

Os dados avançados pelo portal indicam que existem mais de 100 casos relacionados com patentes de produtos farmacêuticos a decorrer actualmente nos EUA. O valor de mercado correspondente à totalidade dos produtos envolvidos aproxima-se dos 1,53 mil milhões de euros (85 mil milhões de rupias). Desses 100 processos, 30 dizem respeito a empresas indianas, nos quais a violação de patentes se refere a fármacos como o Aciphex (rabeprazole, comercializado em Portugal pela Janssen-Cilag como Pariet), o Allegra (fexofenadina, comercializado em Portugal pela Marion Merrell como Telfast), o Biaxin XL (claritromicina, comercializado em Portugal pela Higiene Pharma como Cadol, pela Farmoz como Ciclinil ou pela Abbott como Klacid), o Eloxatin (Oxaliplatina, comercializado em Portugal pela Sanofi-Aventis), e o Nexium (Esomeprazol, comercializado em Portugal pela AstraZeneca).

Na lista de farmacêuticas envolvidas em casos de infracção de patentes nos EUA figuram a Dr Reddy's, a Ranbaxy, a Lupin, a Sun Pharma, a Dabur Pharma, a Glenmark, a Orchid Chemicals e a Pharmaceuticals and Wockhardt. A Dr Reddy's ocupa o topo da tabela, com 10 processos pendentes, seguida da Ranbaxy, com oito, da Sun Pharma, com seis, e da Lupin, com quatro. Os mais recentes litígios referentes a uma infracção de patente envolvem as acusações da Novartis contra a Dr Reddy's devido ao Loprel (amlodipina+benazepril) e o processo da Sepracor e da Universidade do Massachussetts contra a Glenmark que envolve a patente do Clarinex (desloratadina).

O mercado do Zyprexa (olanzapina), pelo qual se batem a Eli Lilly e a Dr Reddy’s, está avaliado em mais de 72 milhões de euros (4 mil milhões de rupias), enquanto o do Eloxatin, disputado entre a Sanofi Aventis e a Dabur Pharma atinge os 36 milhões de euros (2 mil milhões de rupias). O Effexor (venlafaxina), actor principal da luta judicial entre a Lupin e a Wyeth, tem um valor de mercado que ronda os 45 milhões de euros (2,5 mil milhões de rupias).

Confrontado acerca da situação, um porta-voz da Ranbaxy afirmou que “ter acesso ao mercado faz parte e é uma parcela das empresas de genéricos”. De acordo com este responsável, “as versões genéricas são sempre uma estratégia da empresa para entrar no mercado”.

Marta Bilro

Fonte: Pharmabiz.com.

Pfizer inicia ensaio clínico de fase I com agonista do receptor da motilina

A farmacêutica norte-americana Pfizer deu início a um ensaio clínico de Fase I com o PF-04548043, um agonista do receptor da motilina, sucessor do KOS-2187, que está a ser desenvolvido para o tratamento da doença do refluxo gastro-esofágico ( DRGE ) e de potenciais distúrbios gastrointestinais.

O anúncio foi feito pela Kosan Biosciences Inc. que, em 2006, estabeleceu um acordo de licenciamento com a Pfizer, a nível global, que incluía o programa de agonistas da motilina da Kosan, numa transacção que envolveu perto de 181 milhões de euros. “A Kosan tem quatro programas clínicos de investigação, que realçam o valor crescente da nossa linha de desenvolvimento”, afirmou Robert G. Johnson, presidente e director executivo da empresa.

“Estimamos o compromisso da Pfizer com o desenvolvimento e potencial comercialização deste composto promissor e estamos ansiosos pelos rápidos avanços dos ensaios clínicos”, acrescentou o responsável.

A motilina é uma hormona segregada pelo intestino delgado que estimula a motilidade gastrointestinal. Durante o ensaio clínico de Fase I será analisada a segurança, tolerabilidade e farmacocinética do PF-04548043 em pessoas saudáveis.

Marta Bilro

Fonte: Pharma Live, CNN Money, RTT News.

Justiça indiana recusa apelo da Novartis relativo à patente do Gleevec

Um tribunal indiano rejeitou o pedido da farmacêutica suíça Novartis que pretendia adquirir protecção de patente para o Gleevec (iminitab) naquele país. O medicamento, utilizado no tratamento da leucemia mielóide crónica, é o segundo mais bem sucedido do laboratório e está actualmente patenteado em 40 países.

A Novartis desafiou a legislação indiana devido à rejeição de protecção de patente de uma substância presente na composição do fármaco em questão. A candidatura tinha sido rejeitada no ano passado pelo Governo indiano por considerar que o medicamento era pouco inovador. A Novartis avançou que não deverá recorrer da decisão. “Discordamos da sentença, no entanto, não deveremos recorrer para o supremo tribunal de justiça”, afirmou uma porta-voz da empresa.

A Novartis argumentou que a consolidação das leis relativas à protecção de patentes iria fortalecer o sector de investigação indiano salientando que o sistema de patentes indiano reprime a inovação. O tribunal de Chenai delegou na Organização Mundial do Comércio a responsabilidade de avaliar se a Índia estava a cumprir as leis internacionais de comércio.

Os Médicos sem Fronteiras e algumas organizações não governamentais aplaudem a decisão do tribunal por considerarem que uma vitória da farmacêutica iria eliminar uma fonte importante de medicamentos financeiramente viáveis. “Este é um grande alívio para milhões de doentes e médicos nos países em vias de desenvolvimento que dependem de medicamentos financeiramente viáveis provenientes da Índia”, afirmou Tido von Schoen-Angerer, director do departamento de Acesso aos Medicamentos Essenciais dos Médicos sem Fronteiras.

As vendas do Gleevec, comercializado na Europa como Glivec, atingiram os 1,86 mil milhões de euros em 2006, tornando-se no segundo fármaco mais bem sucedido da Novartis, apenas precedido pelo Diovan (valsartan). A legislação indiana permite aos responsáveis pela regulação das patentes do sector farmacêutico que exclua medicamentos que se baseiam numa “melhoria acrescentada”. De acordo com o portal noticioso Aljazeera, várias empresas farmacêuticas indianas já produzem versões genéricas do Gleevec a um décimo do preço praticado pela Novartis.

Marta Bilro

Fonte: Reuters Africa, Bloomberg, Aljazeera.net.

Exposição solar diminui risco de desenvolver cancro da mama

As mulheres que evitam a exposição solar aumentam o risco de desenvolver cancro da mama, revela um novo estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”. Os banhos de sol, que muitos especialistas têm lutado para eliminar sucessivamente por contribuírem para o aumento da probabilidade de cancro da pele, são, na realidade, benéficos na prevenção do cancro da mama.

De acordo com os cientistas responsáveis pela investigação, esta probabilidade de desenvolver cancro da mama devido à ausência de sol está relacionada com os níveis de vitamina D presentes na corrente sanguínea, principalmente depois da menopausa. Quanto maior for a quantidade de vitamina D a circular, menor é o risco de desenvolver a doença. Conforme explicam os especialistas da Creighton University, em Omaha (Nebraska), a maior parte da vitamina D é sintetizada pela exposição da pele à luz solar.

Para levar a cabo este estudo, a vitamina D foi fornecida através de suplementos vitamínicos a 1179 mulheres com mais de 55 anos, sem antecedentes de doenças oncológicas. As participantes foram divididas aleatoriamente em vários grupos, sendo que cada um recebeu três tratamentos distintos durante um período de quatro anos. A umas foi administrado apenas cálcio, outras receberam cálcio e vitamina D e outras um placebo.

Ao analisar os resultados, os investigadores observaram que havia algum efeito protector provocado pelo cálcio, mas que era potenciado pela presença da vitamina D, que reduzia o risco em mais de metade, quando comparado com o grupo de controlo (placebo). Os cientistas puderam confirmar a sua maior suspeita de que o cancro da mama é menos comum nas mulheres que vivem mais perto do Equador, onde a luz solar é mais frequente, logo a exposição ao sol é maior.

"O facto de verificarmos uma redução dos riscos de todos os tipos de cancro, sempre que há concentrações elevadas de vitamina D, é consistente com a informação epidemiológica, cada vez mais vasta, que evidencia que tanto o risco de cancro como a mortalidade oncológica são inversamente proporcionais à exposição ao sol e respectiva produção de vitamina D", frisaram os investigadores.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Independent.ie.

Afinal bebé demora a aprender “Olá”, “papá” e “mamã”

Estudo indica que primeiras palavras são "mais difíceis" do que os vocábulos mais complicados

Um estudo feito na Universidade de Iowa, Estados Unidos, concluiu que, mais do que as palavras difíceis, os bebés demoram mais tempo a aprender os vocábulos “olá”, “papá” e “mamã”.

Até hoje, os especialistas ainda não tinham conseguido dar resposta à explosão de vocabulário que ocorre por volta dos 18 meses de idade mas, agora, uma investigação - publicada na revista norte-americana «Science» - parece explicar o fenónemo.

De acordo com o estudo noticiado pela Agência Lusa, “cerca de 4.000 palavras podem ser aprendidas em menos de um quarto do tempo que leva uma criança a aprender as primeiras 1.500”, ou seja, “olá”, “papá” e “mamã” podem ser as primeiras palavras dos bebés, porém, os investigadores acreditam que estes vocábulos levam mais tempo a aprender do que os mais difíceis.

Bob McMurray, autor da pesquisa e psicólogo, defendeu que “as crianças têm que aprender mais do que uma palavra de cada vez e devem aprender um número cada vez maior de palavras mais complicadas, ou mesmo difíceis, e não palavras fáceis”, explicando que o uso de simulações e análises matemáticas permitiu descobrir que “se estas duas condições se verificarem, temos sempre uma explosão de vocabulário.”

O estudo sugere que, as crianças aprendam cerca de 60 mil palavras, desde o nascimento até à idade adulta, isto é, uma média de 8 a 10 palavras por dia. “Mamã”, “papá”, “olá” ou “adeus”, são vocábulos usados por mais de metade dos bebés com cerca de um ano de idade e quatro meses depois, perto de 70 por cento das crianças já usa termos como “bola” ou “bebé” e mais de 50 por cento dos bebés pronuncia palavras como “garrafa”, “passáro”, “balão”, “olho” e “livro”, associadas a objectos.

Segundo a investigação, o vocabulário evolui rapidamente e passa a incluir verbos e adjectivos, como “aberto”, “molhado” ou “sujo” aos dois anos.

Raquel Pacheco

Fonte: Agência Lusa
Governo alargou âmbito do complemento solidário para idosos
Apoio na compra de fármacos, óculos e próteses dentárias

O Ministério do Trabalho e da Segurança Social anunciou há dias o alargamento do âmbito do Complemento Solidário para Idosos, prestação social que agora passa a incluir ajudas nas despesas relacionadas com a compra de medicamentos, óculos e próteses dentárias, em percentagens que vão dos 50 aos 75 por cento calculados sobre os preços dos produtos não comparticipados.

De acordo com uma portaria publicada nesta semana em «Diário da República», os cerca de 35 mil idosos que actualmente beneficiam daquele complemento solidário vão agora poder usufruir de ajudas estatais que chegam aos 50 por cento no caso dos medicamentos e aos 75 por cento (até um valor máximo de 100 euros por cada período de dois anos) na aquisição de óculos, enquanto a compra ou reparação de próteses dentárias a comparticipação da tutela têm como tecto o montante máximo de 250 euros por cada período de três anos. O reembolso das despesas realizadas pelos idosos deverá ser feito pelo Estado depois de um processo de averiguação da sua veracidade, por consulta de cópias da receita e das facturas discriminadas relativas à compra de óculos e lentes.
O pagamento caberá ao Instituto da Segurança Social, e deverá ser feito em conjunto com a entrega da prestação social devida ao idoso no mês seguinte ao da recepção da ordem de pagamento respectiva. Segundo o farmacia.com.pt apurou, o Complemento Solidário para Idosos foi criado pelo Decreto-Lei nº 232/2005, que entrou em vigor em Fevereiro do ano seguinte, e “destina-se a pessoas com mais de 65 anos de idade que se encontrem numa situação de excepcional carência económica”. Contudo, o acesso foi faseado, devendo ser gradualmente implantado ao longo de quatro anos: em 2006 tiveram direito ao subsídio os idosos com 80 ou mais anos, este ano a prestação foi alargada às pessoas com mais de 75, e no ano seguinte que vem deverá ser estendido a todos os maiores de 70 anos. Em 2009, na fase final do alargamento, o Complemento Solidário para Idosos deverá chegar a todos os portugueses maiores de 65 anos que façam prova da sua situação de extrema pobreza.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, «Jornal de Negócios», Portal do Governo
Só a profilaxia pode evitar uma doença sem tratamento
Vacinas contra a gastroenterite pediátrica


A Sociedade Europeia de Doenças Infecciosas Pediátricas e a Sociedade Europeia de Gastroenterologia congratularam-se publicamente com a notícia do desenvolvimento de duas novas vacinas contra a gastroenterite pediátrica por rotavírus, que anualmente é responsável pela morte de meio milhão de crianças com menos de cinco anos de idade, sendo diagnosticada sobretudo em bebés dos três aos 24 meses. Altamente contagioso e muito resistente, o rotavírus não dispõe ainda de qualquer tratamento eficaz, sendo a vacinação a única profilaxia possível.

Muito mais agressiva do que uma vulgar inflamação gástrica, a gastroenterite pediátrica por rotavírus representa actualmente a causa mais frequente de diarreias e desidratação grave secundária em idade infantil. Só na União Europeia estima-se uma prevalência de mais de três milhões de crianças infectadas antes dos cinco anos (num universo de 23,6 milhões de meninos naquela faixa etária) por ano, das quais 700 mil são submetidas a consultas médicas em virtude do problema, e mais de 87 mil acabam mesmo por ter de ser hospitalizadas. A doença não distingue os países industrializados dos que estão em vias de desenvolvimento, afectando de igual forma os menores que vivem naqueles dois meios, o que sugere que as condições ambientais – higiene, salubridade, saneamento e acesso a água potável – não influem significativamente no quadro clínico.
A gravidade da gastroenterite infantil varia entre os casos perfeitamente assintomáticos e os casos graves, acompanhados de enormes perdas de líquidos por desidratação, que podem ser fatais. Os sintomas são normalmente bastante intensos, incluindo diarreia aquosa, vómitos, febres altas e dor abdominal, num quadro muito similar ao de qualquer gastroenterite comum, não sendo raros os casos com mais de 20 episódios de vómitos e diarreias em apenas 24 horas, num quadro clínico que se prolonga por três a nove dias. Não existe um tratamento específico para esta patologia, que se propaga com grande facilidade, através do contacto directo com o agente infeccioso ou uma pessoa infectada (transmissão fecal/oral), por intermédio de secreções respiratórias ou do contacto com objectos contaminados, como água e comida ou, no caso das crianças, brinquedos. A vacinação é, segundo os especialistas, a única medida de controlo com um significativo impacto na incidência da gastroenterite pediátrica por rotavírus.
Terá sido exactamente essa a principal motivação do regozijo demonstrado pelos peritos da Sociedade Europeia de Doenças Infecciosas Pediátricas e da Sociedade Europeia de Gastroenterologia diante do anúncio do desenvolvimento de duas novas vacinas contra aquela enfermidade. Trata-se de duas imunizações por via oral compatíveis com as do restante calendário de vacinação, e que apenas são contra-indicadas em pacientes com alergia a algum dos seus componentes. De acordo com um estudo divulgado há dias no «The New England Journal of Medicine», e citado pela revista espanhola «XL Semanal» desta semana, as novas vacinas demonstraram uma eficácia de 85 por cento nos testes feitos a mais de 63 mil crianças, contribuindo também para uma redução de 96 por cento no número de internamentos.

Carla Teixeira
Fonte: «XL Semanal» de 5 a 11 de Agosto

domingo, 5 de agosto de 2007

Mahjong responsável por crises epilépticas

Jogar Mahjong, um tradicional jogo de mesa chinês, pode provocar o desenvolvimento de epilepsia, revela uma investigação realizada por especialistas do Hospital Queen Mary, em Hong Kong.

O estudo, publicado no “Hong Kong Medical Journal”, dá conta das conclusões da pesquisa que envolveu 23 casos de pacientes que sofreram crises de epilepsia desencadeadas pelo Mahjong. De acordo com os autores da investigação este pode ser um tipo de epilepsia induzido pela cognição, e a única forma de a evitar é abster-se de jogar Mahjong.

Entre os 23 pacientes de Taiwan e Hong Kong que englobaram esta análise, apenas dois casos correspondiam a participantes do sexo feminino, sendo que a média de idades dos doentes rondava os 54 anos. A maioria dos participantes experienciou a primeira crise enquanto jogava Mahjong sem que possuísse qualquer historial da doença ou de perturbações do foro neurológico. As perturbações do sono e o stress provocado pelo jogo foram excluídas como possíveis causas para as referidas crises.

Os resultados da investigação levaram os especialistas a definir a epilepsia do Mahjong como uma síndrome isolada, isto é, que não está associada a outros factores, devendo-se unicamente ao jogo. As crises epilépticas podem ser desencadeadas por uma grande variedade de factores, porém, jogar ou apenas assistir a uma partida de Mahjong é a causa mais evidente. Os homens são, de acordo com a pesquisa, mais afectados que as mulheres.

Este jogo para quatro participantes envolve o rápido movimento das 144 peças que o compõem, em sessões que se revelam verdadeiras maratonas. O jogo desenvolve-se em partidas sucessivas, de modo que, em cada uma, somente um jogador pode ganhar. O Mahjong é cognitivamente muito exigente, envolvendo um elevado esforço mental de memória, concentração, rapidez de cálculo e sequenciação. As conclusões do estudo indicam que as crises podem ser induzidas pelos diferentes padrões que figuram nas peças do jogo ou apenas pelo som das peças quando tocam umas nas outras.

Marta Bilro

Fonte: eFluxMedia.com, BBC News, Daily News, Liga Portuguesa Contra a Epilepsia.

Monsanto exige 72 milhões de euros à Novartis

A Monsanto, empresa produtora do Posilac, uma hormona sintética de bovino, apresentou uma queixa contra a Sandoz, unidade austríaca da Novartis, na Câmara de Comércio Internacional, exigindo o pagamento de mais de 72 milhões de euros por danos causados pela Sandoz no fornecimento do referido produto.

A Sandoz, contratada pela empresa norte-americana de biotecnologia para produzir o Posilac, apresentava falhas relativas ao controlo de qualidade e ao fornecimento do produto, sendo incapaz de cumprir os padrões estabelecidos pela Administração Norte Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA).

A Monsanto alega que ao interromper o fornecimento do produto em resultado de melhoramentos nas suas instalações, a Sandoz não satisfez os requisitos de qualidade exigidos, devendo, por isso, sujeitar-se ao pagamento de uma compensação monetária relativa às perdas financeiras da Monsanto.

Marta Bilro

Fonte: Bloomberg, CNN Money, Forbes, Reuters.

Teva recebe aprovação da FDA para produzir Pantoprazol genérico

O laboratório israelita Teva Pharmaceutical Industries recebeu aprovação da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA) para comercializar uma versão genérica do Protonix (Pantoprazol), um medicamento da Wyeth, utilizado no tratamento da azia.

A Teva obteve ainda 180 dias de exclusividade no mercado. A Wyeth e a sua parceira Nycomed moveram uma acção judicial para impedir o potencial lançamento do fármaco. A Teva e a Sun Pharmaceuticals acordaram suster o lançamento do genérico até ao dia 7 de Setembro.

O medicamento, comercializado em Portugal como Apton, é indicado no tratamento da doença de refluxo de grau ligeiro e dos sintomas associados (azia, regurgitação ácida, dor à deglutição), no tratamento de manutenção e prevenção das recidivas da esofagite de refluxo e na prevenção de úlceras gastroduodenais induzidas por medicamentos anti-inflamatórios não esteróides não selectivos.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Globes Online.

sábado, 4 de agosto de 2007

Médicos poderão prescrever medicamentos “personalizados”

Douglas Lauffernburger, cientista do MIT, desenvolveu método que permite prever como células reagem perante um fármaco

E se os médicos pudessem escolher medicamentos específicos de acordo com cada doente? Num futuro muito próximo, esta poderá ser uma realidade. Investigadores norte-americanos deram um passo neste sentido.

Segundo foi noticiado na última edição da revista «Nature», um grupo de cientistas desenvolveu um método que permite prever como as células reagem às substâncias medicamentosas. Esta foi a mais recente descoberta de um grupo de investigadores do Massachussettes Institute of Technology (MIT), nos EUA. De acordo com a publicação científica, esta informação poderá, no futuro, ajudar os médicos a escolher terapêuticas personalizadas, ou seja, de acordo com cada indivíduo.

Douglas Lauffernburger, principal autor do estudo, esclarece na «Nature» que a previsão do comportamento das células é feita perante determinados estímulos ambientais, sendo a informação processada com base na similaridade da sinalização do caminho das células. “Os caminhos de sinalização ajudam a traduzir estímulos ambientais externos às células (como hormonas, químicos ou outras moléculas), os quais vão influenciar a forma como estas se comportam”, clarificou o cientista.

No site do MIT, Douglas Lauffernburger esclarece que “as células assumem funções comportamentais (proliferar, diferenciar ou morrer) em resposta ao estímulo no seu ambiente”, acrescentando que os caminhos de sinalização “são os circuitos biomoleculares que processam a informação do ambiente e regulam os mecanismos que executam as funções comportamentais.”

O investigador atribuiu às proteínas quinase “um papel fundamental” no processo, sustentando que “os caminhos funcionam através dos sinais por elas enviados, de forma a estimular o funcionamento da maquinaria celular com um objectivo específico” e, deste modo, Lauffernburger acredita que - apesar das diferentes respostas que as células dão face ao estímulo a que se sujeitam -, “elas seguem os mesmos caminhos para produzir determinados comportamentos.”

Desenvolver fármacos seguros e eficazes

«De que forma as células interpretam os sinais para produzirem diferentes comportamentos (proliferarção, diferenciação ou morte)?», foi a hipótese levantada pela equipa do MIT que permitiu provar o sucesso do modelo apresentado. Os cientistas acreditam que as células adicionam informação ao longo de caminhos múltiplos de uma forma comum, mesmo considerando que o resultado dos cálculos seja diferente porque, as actividades do caminho são diferentes.”

Para alcançar este resultado – e segundo descodifica a TVC-Notícias no seu site - os investigadores do MIT “desenvolveram um modelo para as células epiteliais do cólon e mediram os níveis de actividade de cinco caminhos de sinalização após estas células serem expostas a vários estímulos.” Depois de monitorizados os vários comportamentos das células, os cientistas testaram o modelo construído para avaliar o que aconteceria a outros tipos de células epiteliais quando expostas ao mesmo estímulo.

Para desenvolver medicamentos seguros e eficazes, Lauffenburger sugere que os laboratórios farmacêuticos usem este tipo do modelo para testar os efeitos das substâncias no contexto específico de cada doente em particular.

Raquel Pacheco

Fonte: «Nature»/notícia do MIT/TVC-Notícias

Metade das mulheres portuguesas não usa métodos anticoncepcionais

O resultado do Inquérito Nacional de Saúde referente a 2005/06 revelou que quase metade das mulheres portuguesas em idade fértil e residentes em território continental, tem relações sexuais sem protecção anticoncepcional.

O inquérito, a cargo do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge e do Instituto Nacional de Estatística, mostrou que no continente a faixa etária onde a utilização do preservativo menos se verifica é a dos 15 aos 19 anos, enquanto que na Madeira a situação é ainda mais preocupante, pois 85 por cento das jovens afirmou que pratica relações sexuais sem recurso a métodos anticoncepcionais.

A pílula é o método anticoncepcional mais popular, com 65,9 por cento das preferências, seguindo-se o preservativo utilizado por 13,4 por cento das mulheres dos 15 aos 55 anos e o dispositivo intra-uterino que se fica pelos 8,8 pontos percentuais.

A preferência pela pílula é visível em todas as faixas etárias, sendo que as jovens dos 20 aos 24 anos são quem mais recorre a este método, que é utilizado por 87,3 por cento das mulheres nesta faixa etária, sendo também muito utilizada pelas mulheres dos 50 aos 55 anos (24,8).

Para além de tentar conhecer os métodos anticoncepcionais mais utilizados pelas portuguesas, este inquérito serviu também para registar a forma como a população considera o seu estado de Saúde e qualidade de vida, verificando-se que metade dos portugueses fazem uma auto-apreciação muito positiva.

De facto, mais de metade dos portugueses consideram que o seu estado de saúde é 'muito bom ou bom' e apenas 14,1 por cento o classificaram como 'mau ou muito mau'. No que respeita à qualidade de vida, 48,4 por cento dos inquiridos atribuíram a classificação máxima a esta questão, mas mais de 44 por cento refere ser 'nem má, nem boa'.

Inês de Matos

Fonte: Sol
Sistema de carreiras na Administração Pública
Ordem quer reunir com ministro da Saúde

A nova direcção da Ordem dos Farmacêuticos, eleita no dia 21 de Junho, solicitou uma audiência ao ministro da Saúde, com o objectivo de debater a reestruturação da carreira farmacêutica, no âmbito da reforma mais ampla que está em curso na Administração Pública.

Esta reunião surge na sequência de uma ronda de encontros que a OF manteve com o presidente da Assembleia da República e com os partidos políticos que manifestaram interesse no diálogo com os respresentantes da classe farmacêutica. O anteprojecto de lei para a reformulação do sistema de carreiras na Função Pública, aprovado na generalidade pelos deputados, prevê a extinção de 1473 carreiras na Administração Pública, integrando os trabalhadores do sector público em apenas três percursos profissionais, competindo aos ministérios a definição de quais as que deverão manter estatuto especiai nas áreas e serviços sob as suas alçadas.
Para regulamentar a reforma foi pedida a todos os ministérios, até ao dia 24 deste mês, uma resposta sobre a necessidade da manutenção de algumas carreiras especiais. A Ordem dos Farmacêuticos está a acompanhar atentamente este processo, e deu conta da intenção de formalizar, a breve trecho, uma proposta para a carreira farmacêutica. Nessa medida, a equipa directiva da OF, liderada pela bastonária Irene Silveira, apresentou ao gabinete de Correia de Campos um pedido de audiência, durante a qual deverá ser entregue ao ministro um documento elaborado por um grupo de trabalho composto por representantes de diversas áreas da Ordem.

Carla Teixeira
Fonte: Ordem dos Farmacêuticos

Peregrine Pharmaceuticals inicia Fase II do Cotara para o cancro cerebral, na Índia

A Peregrine Pharmaceuticals, Inc. anunciou que foi administrado Cotara ao primeiro paciente de um novo ensaio clínico, a decorrer na Índia, delineado para avaliar a segurança e eficácia desta nova terapia para a necrose tumoral, que está a ser desenvolvida para o tratamento do glioblastoma multiforme (GBM), uma forma mortal de cancro cerebral.

Este estudo de segurança e eficácia, multicentrado e de rótulo aberto de Fase II está delineado para inscrever até 40 pacientes com glioblastoma que experimentaram uma primeira recaída. O objectivo principal do estudo é confirmar a dose máxima tolerada de Cotara nestes pacientes. Os objectivos secundários incluem a estimativa da sobrevivência geral dos pacientes, sobrevivência livre de progressão e a proporção de pacientes vivos ao fim de seis meses. Os pacientes do estudo estão a receber uma infusão única de Cotara por “convection-enhanced delivery” (CED), uma técnica desenvolvida pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla inglesa), que administra o agente no tumor, com grande precisão, atingindo uma concentração até 10.000 vezes maior na exposição local da terapia do que numa administração intravenosa convencional, enquanto minimiza a exposição indesejada aos tecidos saudáveis. Espera-se que este método de administração aumente posteriormente o potencial do Cotara para matar tumores.

O Cotara é um novo tratamento experimental para o cancro cerebral que liga uma substância radioactiva destinada à utilização médica, um isótopo radioactivo, a um anticorpo monoclonal direccionado. Este anticorpo monoclonal está destinado a ligar-se a um tipo de ADN que fica exposto unicamente nas células mortas ou a morrer. Os tumores sólidos, incluindo os tumores cerebrais, têm um número significativo de células mortas e a morrer no seu centro e o mecanismo de direccionamento do Cotara permite-lhe apontar a estas células cancerígenas a morrer, administrando a sua carga radioactiva directamente no centro da massa do tumor. O Cotara destrói assim o tumor de dentro para fora, com uma exposição mínima de radiação para os tecidos saudáveis.

Neste estudo, 25 por cento dos 28 pacientes recorrentes sobreviveram por mais de um ano após o tratamento, e 10 por cento dos pacientes sobreviveram por mais de três anos. Estes dados são considerados como sendo um desenvolvimento promissor nesta doença grave e mortal, que mata metade das suas vítimas em 14 semanas após o dianóstico. A Peregrine acredita que os dados positivos combinados, deste novo estudo na Índia e dos ensaios para o glioblastoma que estão a decorrer nos Estados Unidos, irão fornecer uma base para avançar para os ensaios de Fase III.

Segundo o presidente da Peregrine, Steven W. King, a companhia está satisfeita pelo facto do tratamento de pacientes ter começado nesta importante Fase II do ensaio clínico, que foi delineada para confirmar os indícios encorajadores de actividade anti-tumor observados nos estudos iniciais do Cotara para o cancro cerebral. O presidente da Peregrine acrescentou ainda que, dado o elevado nível de interesse nos locais de participação clínica, a companhia está optimista que a inscrição e a dosagem de pacientes irão decorrer em passo acelerado.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Arimidex recomendado como alternativa custo-eficaz ao tamoxifeno

Os últimos dados publicados no “British Journal of Cancer” confirmam que o Arimidex (anastrozol) é um tratamento custo-eficaz para o cancro da mama inicial e revelam que o custo por Ano de Vida Ajustado pela Qualidade (AVAQ) com este inibidor da aromatase é menor que o indício utilizado pelo Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (NICE). Estas últimas descobertas, baseadas nas directrizes metodológicas mais recentes do NICE, corroboram ainda mais as recomendações iniciais do NICE e aumentam a crescente evidência de que o Arimidex oferece uma alternativa custo-eficaz ao tamoxifeno, no tratamento adjuvante nas mulheres na pós-menopausa com cancro da mama em fase inicial e hormono-dependente.

Um estudo recente estima que o custo anual do tratamento hormonal no Reino Unido seja de 64,6 milhões de libras. Contudo, somente o custo do fármaco não reflecte a carga financeira total que o cancro da mama representa para o sistema de saúde de um país. A recorrência da doença também tem um impacto negativo, aumentando significativamente o custo total do tratamento, mais concretamente no que diz respeito ao diagnóstico, consultas clínicas, cuidados de pacientes internados e em ambulatório, necessidade de cirurgia/quimioterapia/radioterapia adicionais, gestão dos efeitos adversos e seguimento.

O professor Robert Mansel, do serviço de Cirurgia do Hospital de Cardiff (Reino Unido), comentou que a recorrência é o factor mais significativo no aumento do custo total do tratamento do cancro da mama. Portanto, a redução da recorrência é o aspecto que teria maior influência no custo do cancro da mama. Este modelo demonstra que ao prescrever-se um tratamento mais eficaz, que reduz o risco de recorrência nas mulheres na pós-menopausa, em comparação com o tamoxifeno, pode-se reduzir potencialmente a carga económica global que o cancro da mama tem no sistema de saúde.

O tamoxifeno tem sido considerado como sendo uma opção terapêutica eficaz e barata para o cancro da mama em fase inicial e hormono-dependente em mulheres na pós-menopausa. Todavia, os resultados do estudo ATAC demonstraram que o Arimidex é superior ao tamoxifeno, no que se refere à redução do risco de recorrência e na melhoria da tolerabilidade, e têm levado a uma aproximação deste fármaco como tratamento padrão privilegiado.

Estes novos dados proporcionam um apoio económico adicional para a recomendação por parte da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, sigla em inglês) que manifesta que o tratamento adjuvante para mulheres na pós-menopausa com cancro da mama hormono-dependente deverá incluir um inibidor de aromatase, de modo a reduzir o risco de recorrência do cancro. Para além disso, as directrizes da ASCO reconhecem que os inibidores de aromatase não deverão ser utilizados de forma intercalada, favorecendo assim a utilização deste agente, que mais dados relevantes oferece individualmente a cada situação clínica.

Isabel Marques

Fontes: PMFarma

7COMm virada para a Saúde

Nova empresa do grupo vai atender laboratórios farmacêuticos, hospitais, planos de saúde e empresas

Nasceu a 7COMm Health. É a mais recente empresa criada pelo grupo brasileiro 7COMm que visará o desenvolvimento de soluções específicas para atender a necessidades do sector da Saúde, nomeadamente, laboratórios farmacêuticos, hospitais, planos de saúde e empresas do ramo.

De acordo com um press-release a que o farmacia.com.pt teve acesso pelo MaxPress Net, o grupo 7COMm – que actua principalmente no sector financeiro há mais de 20 anos – “já atendia, através de uma área de negócios interna, diversas empresas do sector farmacêutico, tendo 47% de market share, do mercado de soluções de automação de força de vendas para laboratórios farmacêuticos.”

Contudo, segundo informa a mesma nota, o intuito de aumentar sua participação no mercado e garantir a satisfação dos clientes terá motivado o grupo a criar esta nova empresa autónoma e com direcção própria: “Este segmento é extremamente competitivo e possui características próprias e específicas. Visando atender às necessidades das empresas do sector, criamos a nova empresa”, esclareceu José Carlos Duarte, director de negócios da 7COMm Health.

O responsável destacou que “o CISfarma (solução para automação de força de vendas dos laboratórios farmacêuticos) é líder de mercado, sendo utilizado por 16 laboratórios. Agora, com a criação da 7COMm Health, teremos a possibilidade de aumentar ainda mais nossa participação no mercado, além de investirmos em pesquisa e desenvolvimento e acções de marketing específicas para o mercado de saúde.”

Raquel Pacheco
Fonte: Press-Release MaxPress Net

Cancro da próstata: Brócolos e couve-flor atenuam risco em 50%

Primeiro estudo sobre forma mais agressiva do tumor com resultados consistentes
Um estudo publicado no «Journal of the National Cancer Institute» sugere que se um homem comer regularmente brócolos e couve-flor poderá ver reduzido em cerca de 50% o risco de desenvolver a forma mais agressiva de cancro na próstata.

A incidência do cancro da próstata tem vindo a aumentar em todo o mundo ocidental. Em Portugal, corresponde a cerca de 12% dos óbitos por cancro, e surge como a segunda causa de mortalidade, por cancro, no sexo masculino, só ultrapassado em número de mortes pelo carcinoma do pulmão.

Embora a relação entre o consumo de verduras e a redução no risco de desenvolver cancro da próstata já tenha sido anunciada noutros estudos, nenhum, até ao momento, tinha alcançado resultados tão consistentes. A investigação em causa envolveu 1.300 voluntários diagnosticados com a doença que foram questionados sobre os seus hábitos alimentares.

De acordo com a BBC, a investigação - feita nos Estados Unidos e conduzida por cientistas do National Cancer Institute (EUA) e do Cancer Care de Ontário (Canadá) – permitiu concluir que estas duas verduras específicas (brócolos e couve-flor) “são as que oferecem maior protecção contra tumores agressivos na próstata.”

Segundo informa a mesma fonte, “os cientistas notaram uma ligação entre um maior consumo de verduras de coloração verde escura, nomeadamente os brócolos e a couve-flor (da família das crucíferas) com a diminuição do risco de desenvolver tumores agressivos na próstata.”

O estudo permitiu aos investigadores norte-americanos e canadianos apurarem que “uma porção semanal de couve-flor foi associada a uma redução de 52% no risco de desenvolver uma forma agressiva da doença; a mesma quantidade de brócolos levaria a uma redução de 45% nesse risco.”

Lembrando que o cancro agressivo da próstata está relacionado com os piores prognósticos por ser “biologicamente virulento” Victoria Kirsch, investigadora canadiana que liderou o estudo, apontou o consumo destes alimentos como uma possível prevenção primária de forma a reduzir o impacto da doença.

No entanto, Kirsch ressalvou que os homens que queiram prevenir o cancro “não devem apenas comer brócolos e couve-flor”, nem atribuir importância excessiva a um alimento específico, mas sim “ter um estilo de vida mais saudável de forma geral”, assim como, ter uma dieta equilibrada.

Novos tratamentos

Entretanto, como tem vindo a noticiar o farmacia.com.pt, uma nova técnica de tratamento do cancro da próstata está a revelar grandes benefícios nos casos precoces da doença e nos recorrentes, que geralmente se revelam dez anos após uma cirurgia radical. O HIFU (High Intensity Focused Ultrasound) é um tratamento menos invasivo e seguro e tem menos riscos de disfunção eréctil e incontinência.

A nova técnica consiste na utilização de ultrasons de elevada intensidade para eliminar os tecidos cancerígenos. O tratamento é menos lesivo do que a radioterapia ou do que a prostatectomia radical. Milhares de doentes vão poder beneficiar deste método em Portugal.

Também foi anunciado que a farmacêutica AstraZeneca vai iniciar a Fase III do desenvolvimento do novo agente oral ZD4054 em homens com cancro da próstata hormono-resistentes, antes do fim de 2007.

Raquel Pacheco

Fonte: BBCNews/Portal da Saúde/Infocancro.com

Barcelona recebe conferência europeia sobre prevenção da saúde mental

Para promover e alertar para os problemas da saúde mental, Barcelona recebe, entre os dias 13 e 15 de Setembro, a Conferência Europeia de Saúde Mental subordinada ao tema “Juntar Forças na Europa para a Prevenção e Promoção da Saúde Mental”. A organização está a cargo do Departamento de Saúde do Governo da Catalunha e da Rede Europeia para a Promoção da Saúde Mental e Prevenção dos Distúrbios Mentais.

Os organizadores do evento pretendem trabalhar sobre a promoção da saúde mental e a prevenção de transtornos mentais que constam da Declaração e Plano de Acção para a Saúde Mental da Organização Mundial de Saúde (OMS), na Carta Verde em Saúde Mental da Comissão Europeia e na Estratégia para a Saúde Mental da União Europeia.

Ao longo da conferência serão apresentadas provas científicas que ajudem na definição de políticas e programas de saúde a nível regional, nacional e europeu, a comparação das políticas adoptadas pelos vários Estados-Membros nesta matéria e um debate sobre a melhor forma de implementação, financiamento e formação de colaboradores.

Assumindo-se como um espaço activo e participativo, estruturado em várias sessões de trabalho e painéis de discussão, o encontro pretende fomentar a partilha de experiências, dificuldades e oportunidades que se vivem na Europa face à implementação de iniciativas para prevenir os distúrbios mentais e promover a saúde mental.

O programa da conferência, que terá lugar no Winterthur Auditorium, em Barcelona, está disponível no portal da “European Network for Mental Health Promotion and Mental Disorder Prevention” (Rede Europeia para a Promoção da Saúde Mental e Prevenção dos Distúrbios Mentais).

Marta Bilro

Fontes: Ministério da Saúde, IMHPA.

Dados do Inquérito Nacional de Saúde divulgados hoje
Metade das mulheres não faz contracepção


Quase metade das mulheres portuguesas em idade fértil que vive no território de Portugal Continental confessa não recorrer ao uso de métodos contraceptivos, optando pela prática de relações sexuais desprotegidas. São dados constantes no 4º Inquérito Nacional de Saúde, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge e pelo Instituto Nacional de Estatística, que se reportam ao período entre 2005 e 2006 e referem ainda a hipertensão como razão principal para o consumo de medicamentos no nosso país.

De acordo com os resultados do estudo, a que o farmácia.com.pt teve acesso, e que pela primeira vez inclui também dados referentes às regiões autónomas da Madeira e dos Açores, a faixa etária em que menos são usados métodos para o controlo da natalidade é o grupo dos 15 aos 19 anos (80,2 por cento não usam qualquer método de prevenção da gravidez e das doenças venéreas), seguindo-se as mulheres com mais de 50 anos (78,2 por cento não usa). Entre os restantes grupos, as taxas de utilização de métodos contraceptivos são elevadas, oscilando entre os 56 por cento nas mulheres entre os 45 e os 49 anos, e os 74 por cento na faixa dos 35 aos 39.
O método anticoncepcional adoptado pela generalidade das portuguesas (65,9 por cento) é a pílula, seguindo-se, a longuíssima distância, o preservativo, com apenas 13,4 por cento das preferências, e o dispositivo intra-uterino, que capta 8,8 por cento das escolhas. Na faixa etária dos 20 aos 24 anos a pílula é líder destacado nos consumos, com 87,3 por cento das mulheres a indicá-la como o seu método de eleição. Apesar de 22,9 por cento das inquiridas declarar que não faz vigilância do método contraceptivo que utiliza, consultórios e clínicas privadas (23,7 por cento) e os centros de saúde (45,5 por cento) foram os locais referidos mais vezes como aqueles em que essa vigilância tem lugar.

Gripe e hipertensão
Ainda no capítulo do consumo de medicamentos o estudo refere que em Portugal a vacinação contra a gripe tende a aumentar com a idade, sendo que 69 por cento da população com mais de 15 anos nunca foi inoculada contra a patologia. Nas duas semanas anteriores à realização do inquérito, de acordo com os dados compilados pelo INSA e pelo INE, o consumo de medicamentos receitados por um médico e comprados numa farmácia foi realizado por 52,8 por cento da população, sendo a hipertensão a motivação principal para aquele consumo, com 15,6 por cento do volume de fármacos adquiridos, seguindo-se depois as dores nas articulações (10 por cento) e a redução dos níveis de colesterol (9,5 por cento).
O Quarto Inquérito Nacional de Saúde foi realizado ao longo dos dois últimos anos por iniciativa do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, através de uma parceria com o Instituto Nacional de Estatística, que contou com a colaboração da Direcção-Geral da Saúde e das secretarias regionais dos Assuntos Sociais da Madeira e dos Açores, na fase de preparação do questionário. Na origem deste estudo esteve sobretudo o objectivo de caracterização da população portuguesa face à saúde em áreas como a apreciação do seu próprio estado, a incapacidade temporária e de longa duração, as doenças crónicas, os cuidados de saúde, o consumo de medicamentos, a saúde oral, as despesas com saúde, o consumo de tabaco, de alimentos e bebidas, a saúde reprodutiva, a actividade física, a saúde mental, os cuidados preventivos, a qualidade de vida e a insegurança alimentar, estando algumas destas categorias ainda em fase de análise.

Carla Teixeira
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge

Brócolos e couve-flor combatem cancro da próstata

O consumo regular de vegetais da família das Crucíferas, como é o caso dos brócolos ou da couve-flor, pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver a forma mais letal de cancro da próstata, revela um estudo realizado por investigadores do Instituto Nacional de Cancro norte-americano.

Os compostos anticancerígenos presentes na composição dos brócolos e da couve-flor têm sido extensivamente analisados ao longo dos tempos. Os especialistas recomendam frequentemente a ingestão de frutas e vegetais para eliminar os riscos de vir a desenvolver cancro. No entanto, este novo estudo, que contou com a participação de 1.300 homens, demonstrou que outros frutos como é o caso do tomate, não têm qualquer benefício na prevenção do cancro.

Os 1.300 participantes com cancro da próstata foram submetidos a um questionário alimentar. Ao observar os resultados, os investigadores constataram que os benefícios inerentes à ingestão de vegetais e frutas não correspondiam às expectativas. Por outro lado, os brócolos e a couve-flor foram associados a uma diminuição do risco de desenvolver cancro da próstata. A ingestão de couve-flor, pelo menos uma vez por semana, reduziu o risco de desenvolver a forma mais mortal de cancro da próstata em 52 por cento, enquanto os brócolos provocaram uma descida de 45 por cento.

Caso esta associação venha a confirmar-se, uma das formas primárias de prevenção contra esta doença pode passar pelo “aumento do consumo de brócolos, couve-flor e, possivelmente, espinafres”, afirmou a orientadora do estudo, Victoria Kirsch. Ainda assim, esta especialista adverte que o facto dos brócolos e da couve-flor serem benéficos para a saúde pode estar na origem desta diminuição do risco.

O cancro da próstata é o segundo tipo de cancro mais comum entre os homens. Os dados da União Europeia indicam que um em cada seis homens tem probabilidades de contrair a doença. Em Portugal, surgem 4 mil novos casos por ano, o que representa cerca de 19 por cento do total de tumores.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, Manual Merck, ABC da Saúde.

Rival do Lucentis entra em ensaio clínico de fase III

A farmacêutica alemã Bayer e a Regeneron Pharmaceuticals, a sua parceira biotecnológica norte-americana, deram início a um ensaio clínico de fase III com o objectivo de demonstrar que o VEGF Trap-Eye, produzido em conjunto pelas duas empresas, é tão eficaz quanto o Lucentis (ranibizumab), da Genentech, no tratamento da degenerescência macular relacionada com a idade (DMI).

O ensaio clínico aleatório de comparação deverá envolver perto de 1200 pacientes que sofrem de DMI, uma das principais causas de incapacidade nos idosos e a maior responsável pela perda de visão nos adultos. O estudo vai analisar a segurança e eficácia do VEGF Trap-Eye em várias dosagens, em comparação com o Lucentis. Ambos os fármacos actuam de forma semelhante, bloqueando a formação de novos vasos sanguíneos, cujo crescimento anormal conduz ao desenvolvimento de DMI.

A Bayer chegou a acordo com a Regeneron, em Outubro de 2006, numa parceria que lhe custou mais de 230 milhões de euros, para desenvolver em conjunto o VEGF Trap-Eye e comercializar o medicamento fora dos Estados Unidos da América. Um porta-voz da Bayer revelou que, de acordo com as expectativas da empresa, os picos de venda do tratamento poderão situar-se entre os 250 e os 500 milhões de euros.

Marta Bilro

Fonte: Forbes, Reuters.

Cientistas associam gene do canhotismo à esquizofrenia

Estudo britânico descobre gene LRRTM1 que aumentará probabilidade de pessoas serem canhotas e risco de disfunção cerebral

À luz de um estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Centro de Genética Humana da Universidade de Oxford, um gene relacionado com o canhotismo poderá estar também associado ao risco de esquizofrenia.

De acordo com a informação avançada pela BBC, os cientistas britânicos anunciam – num estudo publicado na revista «Molecular Psychiatry» - ter descoberto o gene LRRTM1 que, segundo acreditam, não só “arruma” o cérebro dos canhotos de forma diferente, como também, aumenta a probabilidade de as pessoas não serem destras.

Com base na pesquisa, os cientistas da Universidade de Oxford estimam também que o gene poderá espoletar o risco de esquizofrenia - doença mental frequentemente ligada à disfunção cerebral, cujos sintomas mais característicos são confusões mentais, alucinações (sobretudo auditivas) e delírios.

Defendendo que o LRRTM1 “desempenha um papel importante no controle de partes do cérebro que comandam certas funções específicas como a fala e as emoções”, os investigadores recordaram que “nos destros, o lado esquerdo do cérebro normalmente controla a fala e a linguagem, enquanto o direito comanda as emoções.”

Uma vez que, nas pessoas canhotas, acontece exactamente o oposto, a equipa britânica concluiu que o responsável pela troca será o gene LRRTM1.

No sentido de tranquilizar os canhotos, o coordenador da investigação, Clyde Francks ressalvou que “os canhotos não devem se preocupar com a ligação entre canhotismo e esquizofrenia”, sustentando que “há muitos factores que levam certos indivíduos a apresentarem esquizofrenia e a grande maioria dos canhotos nunca vai desenvolver o problema.”

Agora, Clyde Francks espera que a descoberta “ajude a entender o desenvolvimento da assimetria do cérebro”, rematando que o papel do gene “ainda não é conhecido com precisão.”

CanhotismoxGenética

O certo é que, nas últimas décadas, têm havido inúmeros estudos e muita especulação sobre o canhotismo. Há pelos menos uma certeza: entre destros e canhotos há grandes diferenças.

Uma das conclusões a que chegaram os especialistas, é que os destros são melhores em pensamentos analíticos e que os canhotos são mais criativos ou musicais. Segundo uma pesquisa feita na Austrália, as pessoas canhotas pensam mais rápido quando estão a praticar certas actividades, nomeadamente, desporto ou jogos de computador.

No que concerne ao canhotismo associado à genética, o site mundocanhoto.com clarifica que: “Quando ambos os pais ou a mãe são canhotos, a probabilidade é maior. Para pais destros, a percentagem é de 9%, dois pais canhotos 29% e um canhoto outro destro, cerca de 19%.”

Raquel Pacheco
Fonte: BBC/mundocanhoto.com

Chugai retira Vesanoid do mercado japonês

A Chugai Pharmaceutical, unidade do grupo suíço Roche, vai proceder à recolha voluntária, no Japão, do Vesanoid (tretinoína), um medicamento utilizado no tratamento da leucemia promielocítica aguda.

Esta medida surge na sequência da descoberta de material derivado de bovinos, proveniente do Canadá, presente num lote específico de cápsulas deste medicamento importado da Roche, na Suíça. A utilização de material derivado de bovinos é autorizada no exterior, porém, o documento precisa de ser corrigido parcialmente para que possa obter aprovação de uso no Japão.

Nesse sentido, as duas empresas estavam em negociações para não exportar para o Japão as cápsulas de Vesanoid que continham o referido material. No entanto, o lote em questão acabou por ser exportado devido a um mal-entendido por parte da Roche, que assumiu que a utilização do material teria sido aprovada naquele país.

O material derivado de bovinos é utilizado na produção da gelatina, uma matéria-prima presente nas cápsulas moles do medicamento.

Marta Bilro

Fonte: Hemscott, CNN Money.

Stada adquire Makiz por 135 milhões de euros

A Stada Arzneimittel AG anunciou a compra do grupo farmacêutico Makiz por um valor que pode ascender aos 135 milhões de euros. O objectivo é alargar a presença da empresa no mercado russo.

A Nizhpharm OAO, unidade russa da Stada, adquiriu todas as acções da Makiz por 125 milhões de euros, sendo que o preço final pode alcançar os 135 milhões de euros, dependendo de determinadas condições do contracto, revelou, em comunicado, a empresa alemã.

Do portfolio de produtos da Makiz fazem parte mais de 50 medicamentos, metade dos quais são versões genéricas. Os fármacos estão principalmente concentrados no âmbito dos tratamentos de doenças cardiovasculares, problemas do sistema nervoso central, tuberculose e doenças urológicas.

“É uma expansão positiva e lógica para o portfolio da Stada”, considera Marcus Konstanti, analista da Oppenheim Research GmbH, em Colónia, até porque “estão a pagar um preço inferior à média”, justifica.

As vendas anuais da Makiz subiram para mais do dobro em 2006, atingindo os 51,5 milhões de euros.

Marta Bilro

Fonte: Bloomberg, Forbes.

Bifeprunox, da belga Solvay Pharmaceuticals
Alternativa no tratamento da esquizofrenia


A Solvay Pharmaceuticals anuncia, no seu boletim mensal, que tem em fase de revisão pela norte-americana Food and Drug Administration um fármaco que visa alcançar maior eficácia no tratamento da esquizofrenia, uma doença mental que afecta cerca de um por cento da população mundial.

Segundo o farmácia.com.pt conseguiu apurar, o Bifeprunox encontra-se em fase de estudo há largos anos, tendo agora sido submetido à apreciação da FDA, que deverá pronunciar-se sobre a sua eventual aprovação e entrada no mercado. Os estudos pré-clínicos do medicamento demonstraram o seu potencial antipsicótico, que o torna capaz de evitar os efeitos secundários associados às convencionais terapias para a esquizofrenia: o elevado aumento de peso e a interferência nos níveis de colesterol do doente. De acordo com a companhia farmacêutica belga, o mecanismo de actuação do Bifeprunox tem como objectivo a normalização dos níveis químicos no cérebro, “estimulando a actividade da dopamina onde ela é demasiado baixa, e inibindo a sua actividade sempre que os seus níveis estão muito elevados, sendo essa a mais-valia do novo fármaco (as terapias actuais simplesmente bloqueiam a dopamina). A marca estima que, se for aprovado, o Bifeprunox possa entrar no circuito de distribuição e comercialização no final da década em curso.

Carla Teixeira
Fonte: Boletim nº 12 da Solvay Pharmaceuticals

Controlar o stress alivia sintomas do Lupus

Reduzir o stress nos pacientes com Lupus pode aliviar alguns sintomas da doença como a perda de peso, a fadiga, a febre, as dores e a inflamação das articulações, revela um estudo realizado por investigadores espanhóis. Esta pode ser uma boa notícia para os cerca de 7 mil portugueses que vivem com a doença.

Os cientistas da Universidade de Granada observaram que os pacientes que receberam terapia psicológica registaram uma diminuição significativa nos níveis de stress diário, que ocorre em circunstâncias de pouca relevância mas com bastante frequência, e uma redução nos níveis de ansiedade e depressão, atingindo níveis de stress ainda mais baixos do que os da população em geral.

Nuria Navarrete Navarrete, Juan Jimenez Alonso and Maria Isabel Peralta Ramirez, responsáveis pela investigação, aplicaram a terapia anti-stress num grupo de doentes que sofriam de Lupus, de forma a ensiná-los a gerir o stress e, consequentemente, reduzir os efeitos negativos do Lupus.

Os resultados da pesquisa, divulgada pelo “Psychosomatic Medicine”, demonstraram que os pacientes com Lupus que receberam a terapia melhoraram significativamente a qualidade de vida tanto a nível físico como psicológico. Os doentes submetidos a este tratamento apresentaram menos sintomas relacionados com a pele e o músculo esquelético, característicos dos pacientes com Lupus.

O Lúpus é uma doença crónica que pode afectar pessoas de ambos os sexos e em todas as idades sendo, no entanto, mais frequente entre as mulheres adultas. Esta patologia surge sob a forma de inúmeros sintomas o que dificulta o seu diagnóstico. Em Portugal, entre cinco mil a sete mil pessoas sofrem desta doença. Segundo Marta Barreto, investigadora da genética do Lúpus no Instituto Gulbenkian da Ciência (IGC), encontram-se inscritos na Associação de Doentes com Lúpus (ADL) cerca de 1800 doentes. Um valor que, de acordo com o portal Ciência Viva, deverá estar muito abaixo da real incidência da doença no nosso país.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, Ciência Viva.

Medida está a gerar polémica no Reino Unido
Doentes pagos para aderir aos tratamentos


Na semana passada foi anunciado em Inglaterra que os toxicodependentes locais estariam a receber vouchers para fazer compras em centros comerciais em troca da sua adesão aos tratamentos médicos. Na última edição do «British Medical Journal» dois especialistas defendem visões opostas da medida, que está a gerar polémica no país. Afinal, devem os doentes ser de alguma forma recompensados pela sua adesão à medicação que lhes é receitada, ou o simples facto de com a toma de fármacos estarem a melhorar o seu estado de saúde deverá ser suficiente, e qualquer forma de pagamento eticamente condenável?

Tom Burns, psiquiatra do Warneford Hospital, em Oxford, considera que o estímulo à cooperação dos doentes através de uma recompensa não é uma atitude nova, e salienta que grande parte das instituições de tratamento de doentes mentais tem o hábito de recompensar os pacientes pelas atitudes saudáveis que estes tomam. Na opinião daquele especialista, “os incentivos de ordem financeira não são diferentes” nem constituem “exploração dos doentes em situação económica desfavorecida”, já que, segundo Tom Burns, “saber se a recompensa traduz uma justa valorização da atitude do doente ou a imoral exploração da condição desfavorecida em que vive depende de um conjunto de circunstâncias em que a remuneração é atribuída, e não da transacção em si mesma”.
Visão diferente do fenómeno tem Joanne Shaw, chairman da Ask About Medicines, para quem o pagamento pela adesão dos doentes não é a solução para diminuir os números da não participação dos doentes nos seus tratamentos, que deveriam ser assuntos de enorme relevância para o próprio. Na opinião daquela especialista, o pagamento da adesão do doente ao tratamento, seja em dinheiro ou em benefícios de outro género, potencia o surgimento de um efeito perverso, minando a aliança terapêutica que deveria existir sempre entre o paciente e o médico que o assiste. A responsável considera ainda que, “no momento em que entra dinheiro na equação, estão criadas condições para a ocorrência de fraudes”. Convencer os pacientes a aceitar o tratamento de que necessitam é “um problema real e genuíno”, mas pagar para isso subverte o princípio de que eles estão a tratar deles mesmos. A atribuição de uma recompensa “pressupõe que estão a fazer algo que não é inerente aos seus interesses, o que neste caso não ocorre”, explica.

Carla Teixeira
Fonte: Eurekalert
Deverá tratar 80 por cento dos casos de cancro da região
Centro Oncológico de Vila Real abre em 2008


A entrada em funcionamento do novo Centro Oncológico de Vila Real, agendada para o primeiro trimestre do próximo ano, vai permitir o tratamento de 80 por cento dos casos de cancro da região transmontana, desviando um número significativo de doentes do Hospital de São João e da delegação Norte do Instituto Português de Oncologia, ambos localizados na cidade do Porto. Depois de Lisboa, Coimbra e da Invicta, Vila Real é a quarta cidade do país a receber uma estrutura deste tipo, que deverá ser capaz de prestar 800 tratamentos no primeiro ano de laboração, aumentando para 1700 nos anos seguintes.

O edifício que albergará a nova unidade, ainda em fase de construção, funcionará nas imediações do Hospital de Vila Real, e deverá, de acordo com o administrador do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Carlos Vaz, “dar cobertura” a toda aquela região, que tem cerca de meio milhão de habitantes, principalmente no que respeita à radioterapia. No entanto, o novo centro está também equipado com as valências de bloco operatório, serviço de cuidados paliativos e hospital de dia, estando preparado para atender doentes de oito neoplasias: cancro da mama, do pulmão, da próstata, da pele, do útero, da bexiga, do estômago e colo-rectal. O responsável congratula-se por a obra estar a decorrer “a bom ritmo”, garantindo que será cumprido o prazo anunciado para a entrada em funcionamento da nova unidade.
Antes disso, e até final deste ano, deverá entrar em funcionamento uma residência para doentes oncológicos, materializada numa iniciativa da Associação Laços para a Vida. Segundo fonte daquela instituição, criada em 2005, são objectivos daquele espaço acolher durante alguns dias os doentes que tenham de se deslocar de um ponto mais distante da região com vista à realização de tratamentos oncológicos. A residência ficará localizada em instalações cedidas pela autarquia, e deverá poder receber até oito pessoas em simultâneo. São novas valências criadas a pensar nos doentes oncológicos, pela primeira vez fora do círculo das grandes cidades.

Carla Teixeira
Fonte: «Semanário transmontano», Brigantia.net, Agência Lusa
Investigação de cientistas europeus e norte-americanos
Mutação do gene GLIS2 provoca doença renal


Um estudo desenvolvido por uma equipa de cientistas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, concluiu que o gene GLIS2, que em condições normais protege a saúde dos rins, pode ser responsável também pelo surgimento de uma doença que causa a deterioração daquele órgão nas crianças, que, no limite, pode levar à perda do rim. A mutação não tem cura, sendo o transplante a única hipótese viável para assegurar a sobrevivência do doente.

De acordo com os resultados do estudo divulgado na revista «Nature Genetics», a pesquisa incidiu na observação de ratos de laboratório, numa primeira fase, e mais tarde no acompanhamento de seres humanos (crianças), tendo como objectivos o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de inovadores tratamentos para os casos de insuficiência renal, mais efectivos e menos agressivos para os pacientes do que os transplantes. A função natural do gene GLIS2 consiste na prevenção da morte das células no rim adulto. No entanto, à luz dos dados agora apresentados, a mutação daquela estrutura durante a infância desencadeia precisamente o comportamento contrário no gene, que activa funções prejudiciais ao saudável desenvolvimento do rim, provocando a morte da maioria das células daquele órgão vital.
No seguimento dessa mutação do GLIS2, as crianças desenvolvem uma nefrite que provoca a progressiva deterioração dos rins, bem como a redução das dimensões de cada um deles, situações que confluem na predisposição para problemas renais na adolescência e na juventude, potenciando o colapso renal total por volta dos 30 anos de idade. Os investigadores envolvidos nesta descoberta acreditam estar no bom caminho para potenciar o desenvolvimento de terapias menos invasivas para o paciente do que o transplante do rim, órgão com importância capital na «limpeza» e na protecção do organismo humano.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Efe, Eurekalert

Genentech completa aquisição da Tanox

A Genentech, Inc. anunciou que o período de espera do “Hart-Scott-Rodino Act” expirou e, assim, a companhia completou a aquisição da Tanox, Inc. Os accionistas da Tanox aprovaram o acordo de fusão a 15 de Janeiro de 2007.

Segundo os termos do acordo, originalmente anunciados pelas duas companhias a 9 de Novembro de 2006, os accionistas da Tanox têm direito a receber 20 dólares por acção, num valor total de aproximadamente 919 milhões de dólares. Estes fundos estão a ser providenciados pela Genentech. Como resultado desta aquisição, as acções da Tanox já não estão a ser cotadas no Mercado Global NASDAQ.

O presidente e director financeiro da Genentech, David Ebersman, declarou que a companhia está satisfeita com a conclusão desta importante transacção que irá proporcionar à companhia uma melhor produtividade do Xolair, o anticorpo monoclonal anti-IgE aprovado pela FDA para pacientes com asma alérgica moderada a grave. David Ebersman adiantou ainda que a Genentech irá continuar a trabalhar em colaboração com a Novartis para avançar potenciais novas indicações e formulações do Xolair.

A Genentech, a Tanox e a Novartis têm colaborado no desenvolvimento e comercialização do Xolair (omalizumab) desde 1996. Com a conclusão da aquisição, a Genentech acaba com as regalias relacionadas com as vendas do Xolair, que pagava anteriormente à Tanox, e obtém os lucros das acções e pagamentos de regalias da Novartis à Tanox.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive