quarta-feira, 27 de junho de 2007
Bayer e Onyx querem vender Nexavar na UE
O pedido surgiu depois de uma fase de testes que as farmacêuticas fizeram ao medicamento. Nos ensaios clínicos, 44% dos doentes hepáticos tratados com os comprimidos Nexavar sobreviveram ao cancro. Os resultados foram apresentados no passado dia quatro no Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.
«Nexavar supõe um claro avanço para os pacientes com cancro hepático e para as suas famílias, porque é a primeira terapia com fármacos que apresentou grandes possibilidades de sobrevivência do doente e tem uns níveis de toxicidade aceitáveis», explica a vice-presidente do departamento de oncologia da Bayer, Susan Kelly.
Actualmente, o medicamento está à venda em 50 países e é usado no tratamento do cancro renal em estado avançado. Os efeitos secundários registados são a diarreia e síndrome de mano-pie.
Na União Europeia, não existe nenhum fármaco que aumente significativamente a qualidade de vida de doentes com este tipo de cancro. As farmacêuticas querem pedir à Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA, na sigla inglesa) autorização para desenvolver um suplemento para o Nexavar que será usado também no tratamento o cancro no fígado.
«Esperamos que uma ampla utilização de Nexavar no tratamento do cancro hepático nos permita fortalecer o nosso ambicioso programa de desenvolvimento de novos tratamentos, que incluem ensaios clínicos com Nexavar administrado sozinho ou combinado com outras terapias. Assim, poderá vir a ser útil no tratamento de inúmeros tipos de cancro, como o melanoma e cancro da mama», afirmou o presidente da Onyx, Hollings C. Renton.
Na União Europeia registam-se, todos os anos, cerca de 32 mil novos casos de cancro no fígado.
Sara Pelicano
Fontes: Onyx, Pm Farma
Encontro Nacional de Enfermagem em Emergência

Este encontro tem como objectivos principais compreender as necessidades e intervenções de enfermagem decorrentes da utilização de novas técnicas, como resposta a novos problemas de saúde; reflectir sobre a interferência dos rituais na adopção de novos comportamentos na acção dos enfermeiros, em serviços de emergência; discutir sobre novos métodos de intervenção em cuidados de enfermagem e ainda debater sobre as responsabilidades dos enfermeiros decorrentes de novas realidades na área da enfermagem em emergência.
Os temas em debate no primeiro dia versarão sobre Diferentes Perspectivas na Reestruturação dos Serviços de Urgência, Assistência Médica em Grandes Eventos, Diferentes Realidades de Triagem no Serviço de Urgência, Novos Sistemas de Informação no Serviço de Urgência - Alert®, Hospital S. João – Portugal versus Hôpital Cantonal de Fribourg – Suíça, A Realidade do Enfermeiro no Serviço de Urgência, Novas Guide Lines no Suporte Avançado de Vida. No segundo e último dia, as conferências irão abranger os temas sobre a Intervenção nas Diferentes Etapas em Situação de Catástrofe, Emergência em Neonatologia, Dilemas Éticos e Legais no Serviço de Emergência, Segurança e Prevenção de Riscos: Físicos, Biológicos, Químicos e Ergonómicos, no âmbito da Emergência, e também Trauma 2+2=5 - O que Pode ser Explicado, Pode ser Prevenido.
Para mais informações sobre esta iniciativa pode consultar o website da FSE em http://www.fse.pt/webpage/fse_emergencia.html ou através dos seguintes contactos: Tel.: 939 452 339 e 936 252 144; Fax: 255 782 862; E-mail: geral@fse.pt.
Cientistas descobrem o papel de enzima na reparação do ADN
Quando o ADN no interior da célula é danificado, o mecanismo de protecção da célula deve fazer uma de duas coisas: ou repara o defeito ou auto-elimina-se, segundo Rafael Casellas, um investigador do NIAMS e principal autor do relatório que descreve a descoberta. Contudo, a maneira como a célula executa estas funções protectoras tem sido um grande mistério, afirma Casellas, que está a começar a ser desvendado através desta pesquisa.
A investigação tem-se centrado principalmente em certos genes que são deliberadamente partidos e reparados como parte de uma resposta imunitária. Através de um processo estritamente controlado de partir e reunir segmentos de ADN, as células do sistema imunitário, os linfócitos B, são capazes de produzir dezenas de milhões de tipos diferentes de anticorpos para lutar contra tipos de invasores quase ilimitados. Este processo de recombinação genética requer a acção de enzimas reparadoras, devendo ser capazes de reconhecer e reparar rupturas em ADN encoberto e inacessível. Durante a recombinação de genes da imunoglobulina, o ADN é tornado acessível pelo processo de transcrição, que abre os filamentos duplos do ADN como parte da conversão da informação genética em proteínas funcionais.
Casellas pôs a hipótese de que uma vez que as lesões do ADN foram originadas, uma actividade reguladora iria parar a transcrição até as enzimas reparadoras corrigirem os danos. Mas como as células linfócitas B são relativamente escassas, Casellas e os seus colegas escolheram focar a investigação numa família de genes mais abundante, conhecida por genes ribossomais, como substituto. Juntaram uma proteína verde fluorescente à polimerase I, um componente chave na maquinaria que transcreve estes genes, e foram capazes de visualizar a actividade desta enzima através da utilização de microscopia. Depois usaram um laser de precisão ligado ao microscópio para introduzir quebras no ADN nos sítios onde a polimerase estava activa.
Enquanto a transcrição continuou nas células onde o ADN estava intacto, parou em cinco minutos nos sítios onde o ADN tinha sido danificado. Sendo possível que as lesões no ADN interfiram elas próprias fisicamente com a transcrição, os investigadores põem a hipótese de que as enzimas reparadoras recrutadas pelos danos poderiam fazer parar a maquinaria de transcrição da polimerase. Para testar esta hipótese, repetiram a experiência nas células que estavam com falta de uma variedade de proteínas reparadoras. A maior parte das deficiências não pareceram afectar a captura, contudo, nas células em que faltava um dos três factores reparadores das proteínas – ATM, Nbs1 ou MDC1 – a transcrição continuou mesmo depois de terem sido introduzidos danos.
Casellas afirmou que o que estes resultados mostram é que estas proteínas foram responsáveis por parar a maquinaria de transcrições perto dos locais com ADN danificado. Esta actividade talvez assegure a reparação num ambiente imperturbado. Se é realmente este o caso, pode-se suspeitar que na ausência destes factores, a reparação é posta em causa, levando a aberrações genéticas. De facto, cientistas já sabem que as pessoas com carência de ATM desenvolvem tais anormalidades genéticas, transformação das células e desenvolvimento de tumores. Embora ainda seja muito cedo para dizer se estas descobertas laboratoriais irão ser aplicadas em utilização clínica, com esta tecnologia é possível visualizar pela primeira vez a interacção entre mecanismos complexos, tais como a reparação de ADN e transcrição de genes, não num tubo de ensaio, mas sim em células vivas e em tempo real. Esta aproximação irá ajudar a desvendar os caminhos moleculares interiores das células, tanto saudáveis como em doenças, como o cancro.
Isabel Marques
Fontes: Pharmalive
Cancro: "Fórmula" matemática decifra padrão de crescimento
Cientistas analisaram estratégia do tumor para ajudar a desenvolver novas terapiasO grande enigma da proliferação das células cancerígenas é porque alguns tumores se desenvolvem, enquanto outros acabam por estabilizar. Matemáticos norte-americanos afirmam agora ter decifrado a fórmula que permite perceber esse padrão de desenvolvimento.
Cientistas da Universidade da Califórnia Irvine (UCI), nos Estados Unidos, lançaram-se ao desafio: compreender como os cancros prosperam. Deste modo, propuseram-se a compreender qual a estratégia utilizada pelo tumor através de modelos matemáticos.
Ao perceberem melhor o padrão desenvolvimento/crescimento, os investigadores norte-americanos acreditam chegar a técnicas de tratamento mais eficazes para o controlo das doenças cancerígenas.
De acordo com o «Journal of the Royal Society Interface», a equipa de matemáticos analisou – a estabilidade ou instabilidade – com base no método matemático «Teoria de Controlo Óptimo».
Segundo o artigo publicado pelos investigadores naquele jornal, o ponto de partida foi o do conceito da instabilidade genética, que leva a que mutações celulares ocorram com um grande índice de velocidade.
Asseverando que “a instabilidade genética no cancro é ‘um pau de dois bicos”», os especialistas clarificam que esta “pode aumentar o índice de progressão do cancro (ao aumentar a probabilidade de mutações cancerígenas) e diminuir o índice de crescimento do tumor (ao impor uma ferramenta de morte generalizada em células que se dividem).”
Na procura da fórmula, os cientistas admitiram uma série de características do tumor e depois alteraram a variável da mutação celular para compreenderem qual o melhor padrão de crescimento do tumor.
Num comunicado da UCI, uma cientista participante no estudo, Natalia Komarova, explicou que “os índices de mutação servem como um botão de controlo. Depois, podemos calcular matematicamente quanto tempo demora um tumor com determinados parâmetros a alcançar um determinado tamanho.”
No artigo, a equipa de matemáticos defende que, para o tumor, “a estratégia mais bem sucedida é começar com um grande índice de mutações e depois mudar para a estabilidade, sustentando que “está de acordo com a evidência de crescimento biológico que a instabilidade genética, prevalente nos cancros iniciais, se transforma em estabilidade mais tarde no seu processo de progressão.”
Raquel Pacheco
Fonte: Journal of the Royal Society Interface UCI
Saxagliptina faz disparar acções da AstraZeneca
Os títulos da AstraZeneca registaram uma subida de cerca de 1,13 euros, ou 2,9 por cento, para os 3,95 euros, na bolsa de Londres, depois da farmacêutica ter anunciado os resultados positivos da saxagliptina no controlo dos níveis de açúcar no sangue. Em Janeiro, a AstraZeneca desembolsou cerca de 100 mil milhões de euros para pagar à Bristol-Myers Squibb o desenvolvimento e comercialização da saxagliptina e do dopagliflozin, um outro fármaco que permite controlar os níveis de açúcar no sangue em diabéticos do tipo 2.
A AstraZeneca tem vindo a apostar cada vez mais na procura de novos fármacos, uma vez que dois dos seus medicamentos mais rentáveis, o Nexium (Esomeprazol) para o tratamento de úlceras, e o Seroquel (Quetiapina) para doentes esquizofrénicos, enfrentam batalhas jurídicas relativamente à perda de protecção das patentes.
O laboratório investiu mais de mil milhões de euros em patentes entre 2006 e o primeiro trimestre de 2007, e adquiriu quatro empresas para ampliar os seus conhecimentos ao nível dos medicamentos experimentais depois de quatro testes de substâncias em fase final terem falhado.
Um estudo que envolveu a participação de 743 pacientes, durante seis meses, demonstrou que um única dose diária de saxaglipitina diminui os níveis de açúcar no sangue quando administrada sozinha ou em associação com metformina. Os ensaios clínicos relativos à saxaglipitina já se encontram na última fase de teste. A AstraZeneca e a Bristol-Myers Squibb avançaram que no próximo ano pretendem submeter o medicamento para aprovação da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, Forbes.
Cientistas britânicos desenvolvem pele artificial
A Intercytex, empresa responsável pelo desenvolvimento do projecto, afirmou que os resultados dos testes preliminares são promissores. Os especialistas revelaram que a pele aparenta agregar-se muito melhor ao tecido real do que quaisquer outros substitutos de pele testados anteriormente. Esta poderá ser uma alternativa viável aos enxertos de pele actualmente utilizados e representar uma esperança de tratamento para as vítimas de queimaduras e ferimentos, tornando-se na primeira terapia baseada em células a ser aprovada pela regulação europeia.
De acordo com a empresa britânica, a inovação, denominada ICX-SKN, é o “primeiro excerto de pele viva a demonstrar total consistência de integração na ferida e persistência”. A ICX-SKN é criada a partir de uma matriz produzida pelas mesmas células de pele responsáveis pela cicatrização dos tecidos do corpo. Os resultados demonstram que a nova pele deu origem a uma ferida cicatrizada e cauterizada após 28 dias.
Para criar a matriz, a Intecytez utilizou uma substância produzida pela Baxter, denominada Tisseel, que resulta de uma combinação entre o fibrinogénio e a trombina, duas proteínas extraídas do organismo humano, misturando-as com fibroblastos humanos vivos retirados de pele recém-nascida. A fórmula líquida é posteriormente vertida num prato, onde a trombina reage com o fibrinogéneo para produzir fibrina, 15 minutos depois forma-se um gel.
Este gel tem um período de incubação de seis semanas e os fibroblastos que estão presos no gel separam a fibrina, ao mesmo tempo que sintetizam a matriz colagénea. No final do período de incubação, a matriz que se formou, com cerca de 1 milímetro de espessura, é removida do prato, embalada e armazenada já pronta para ser utilizada. Os cientistas acreditam que a combinação de fibroblastos humanos vivos, com a matriz humana produzida com fibroblastos “suporta a integração e aceitação da ICX-SKN por parte da pele danificada”.
Marta Bilro
Fonte: BioPharmaReporter.com, Telegraph, BBC News.
Disfunção Eréctil: Comissão Europeia aprova Cialis
A Comissão Europeia aprovou o uso do medicamento Cialis (tadalafil), da farmacêutica Lilly, no tratamento da disfunção eréctil, o primeiro medicamento a permitir um tratamento ininterrupto, em doses diárias de 2,5 e 5 mg.
O Cialis é um inibidor PDE5 oral, dosificado uma vez ao dia, que deve ser usado em pacientes em tratamento com este tipo de inibidores e que tenham uma actividade sexual de pelo menos dois dias por semana, ficando a sua prescrição dependente do paciente e da avaliação médica.
O tratamento da disfunção eréctil com inibidores tadalafil de 10 e 20 mg, foi aprovado em todos os países da União Europeia, em Novembro de 2002. Em Abril deste ano, o Comité de Produtos Médicos de Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia do Medicamento, aprovou o uso do Cialis e agora, depois da luz verde da Comissão Europeia, o medicamento deverá começar a chegar a alguns países europeus.
Como realça Abbas Hussain, Director geral de Operações Europeias da Lilly, “a disfunção eréctil é uma doença crónica para alguns homens”, dai que a aprovação do Cialis represente um importante passo no tratamento da doença, pois a toma de uma única dose diária “eliminará a necessidade de planear o sexo dentro de um período de tempo limitado, como acontece com outras terapias”.
A Comissão Europeia apresentou a sua decisão depois de ter tido acesso aos resultados dos vários testes clínicos efectuados a este fármaco e que comprovavam a eficácia e simplicidade da toma diária única.
Os efeitos secundários conhecidos são moderados e transitórios, registando-se a tendência para indigestão, dores musculares e nas costas, congestão nasal e ruborização facial.
Esta é “a primeira vez que um fármaco oral contra a disfunção eréctil, de prescrição médica, está disponível para proporcional a alguns homens um tratamento ininterrupto contra a disfunção eréctil”, acrescentou Hussain.
Inês de Matos
Fonte: PM Pharma
Receitas electrónicas diminuíram erros médicos
Mais de 25 por cento dos pacientes hospitalares já foram alvos de erros na medicação, concluiu o estudo publicado no jornal “Health Services Research”. Estas constantes imprecisões podem resultar em consequências graves para a saúde dos pacientes, motivo que está a levar alguns hospitais a aderirem aos sistemas computorizados. Os enganos não se referem apenas à ingestão da substância errada, mas também à toma de doses inadequadas, à hora errada, ou mesmo à ausência total de medicação.
“As prescrições electrónicas poderão desempenhar um papel muito importante na redução de alguns tipos de erros médicos relativos à medicação”, frisou Robert Kane, professor na Escola de Saúde Pública da Universidade do Minnesota, e co-autor do estudo. O especialista considera que esta é uma das áreas onde se poderá provocar um grande impacto com um investimento relativamente modesto. Cada vez que um médico introduz o receituário no sistema computorizado pode aceder aos registos médicos do paciente, identificar potenciais interacções perigosas entre medicamentos e confirmar doses pouco comuns, antes de o enviar para a farmácia.
“Estes lapsos na medicação são muito dolorosos, tanto para os médicos como para os pacientes. Ninguém quer cometer erros”, salientou Tatyana Shamliyan, a principal responsável pela investigação. A equipa de cientistas concluiu também que os hospitais com a maior taxa de erros de medicação, mais de 12 por cento, foram os que mostraram melhorias mais significativas depois de instituírem o sistema de prescrição de receituário electrónico. Ainda assim, embora reduza os erros na medicação a nível geral, o sistema não diminui o tipo de erro principal: a prescrição do fármaco errado.
Os investigadores analisaram 12 estudos norte-americanos que comparavam os erros de medicação em receitas manuscritas por médicos de hospitais com as receitas electrónicas. No final observaram que estas diminuíam em 66 por cento a totalidade de erros de prescrição, diminuíam os erros de dosagem em 43 por cento e reduziam em 37 por cento as ocasiões nas quais os pacientes foram lesados.
Em Portugal, a prescrição de receitas em formato electrónico é uma realidade desde o início de 2007, altura em que passou a englobar toda a rede do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que abarca 89 hospitais e 360 centros de saúde e respectivas extensões.
Marta Bilro
Fonte: Ivanhoe, Forbes, CTV, iGov.
Auto-Exame dos Testículos
O auto-exame é a forma eficaz de detectar o cancro no testículo em fase inicial, o que aumenta as hipóteses de cura. O exame deve ser feito mensalmente, sempre após um banho quente. O calor relaxa o escroto e facilita a observação de anormalidades.
Quando detectar alguma alteração no tamanho dos testículos, sensação de peso no escroto, dor no abdómen ou na virilha e dor ou desconforto no testículo ou escroto deve consultar um especialista.
Fique também, atento a alterações como sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos.
O auto-exame consiste em examinar cada testículo com as duas mãos sem sentir dor.
Para mais informações visite o sítio:
http://www.medicoassistente.com/modules/smartsection/item.php?itemid=66
Liliana Duarte
Fonte: Portal Saúde em Movimento
Merck garante revisão prioritária para Isentress
A agência reguladora concede prioridade de revisão aos produtos que são considerados avanços potencialmente significativos sobre as terapêuticas já existentes. Os dados de candidatura do novo fármaco prevêem a utilização combinada do Isentress com outros medicamentos anti-retrovirais.
O estatuto de prioridade de revisão concedido pela FDA fará com que a decisão acerca da possível aprovação do fármaco seja divulgada dentro de seis meses, em vez dos habituais 10 a 12 meses.
Caso seja aprovado, o Isentress será o primeiro na classe dos medicamentos anti-retrovirais denominados inibidores da integrase, que bloqueiam a intromissão do ADN do HIV no ADN humano, declarou a Merck.
Marta Bilro
Fonte: Reuters, Forbes.
Álcool e jogos de vídeo - Um vício com características iguais
Os psicanalistas presentes pretenderam que a dependência em vídeo jogos fosse entendida como uma doença mental e faça parte da vasta lista de doenças da Associação Psiquiátrica Americana.
Prêve-se que esta mudança só aconteça em 2012, altura em que se dá a revisão do manual.
Os psiquiatras afirma ainda que, o uso ocasional não afecta a saúde e pode até contribuir em alguns casos de autismo. De qualquer forma, o uso extremo pode influenciar áreas fundamentais da vida, como trabalho, estudo e alimentação.
No entanto serão necessários mais estudos até se possa afirmar que o vício dos jogos de vídeo é semelhante ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Liliana Duarte
Fonte: Portal Saúde em Movimento
Sonambulismo e Apetite Sexual
Os estudos comprovam que existe uma espécie de parasonia que leva as pessoas a querer ter relações sexuais enquanto dormem.
Os problemas ligados ao sono são muitas vezes os causadores de transtornos psicossociais, como é o caso da síndrome de Kleine - Levin, na qual o indivíduo dorme de 16 a 24 horas e acorda com um comportamento desinibido e extremamente hipersexual.
No entanto, segundo especialistas, todos os tipos de desordens do sono podem ocasionar um risco aumentado de comportamentos sexuais inapropriados.
No entanto é de realçar que estes doentes, tem que ser tratados como doentes com distúrbios no sono e não como sexualmente pervertidos.
Liliana Duarte
Fonte: Saúde em Movimento
AVC- saiba um pouco mais
O primeiro e o mais comum e é devido à falta de irrigação sanguínea num determinado território cerebral. O segundo é menos comum e ocorre porque se dá a ruptura de um vaso sanguíneo intracraniano, levando à formação de um coágulo que irá afectar determinada função cerebral.
Existem diversos factores considerados de risco entre os quais estão hipertensão arterial, doenças reumatológicas e trombose.
Dependendo da região afectada, sintomas e as sequelas são diferentes. No caso do lobo frontal, este comanda os movimentos, o parietal comanda o movimento e a sensibilidade do pescoço para baixo. O cerebelo está ligado ao equilíbrio e o tronco cerebral está ligado à respiração, aos movimentos e à sensibilidade do pescoço para cima.
O AVC é uma doença que merece muita atenção pela dependência e alteração da vida que pode causar. O melhor tratamento é a prevenção.
Actualmente, existe uma medicação, chamada trombolítico, que pode ser usada na fase aguda do AVC isquêmico, para dissolver o coágulo que causou a isquemia. Contudo, esta medicação só pode ser administrada quando o paciente chega ao hospital dentro de 3 horas.
Liliana Duarte
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/AVC
Kits de branqueamento dentário com excesso de lixívia
O Instituto de Trocas Comerciais Padrão do Reino Unido (TSI) detectou a presença de níveis elevados de uma lixívia, utilizada nas tintas de cabelo, em vários kits de branqueamento dentário. A substância pode causar doenças das gengivas ou mesmo provocar queimaduras químicas na boca. Os testes realizados em 20 produtos revelaram que 18 deles continham peróxido de hidrogénio em quantidades superiores às permitidas por lei. Um dos kits branqueadores continha na sua composição níveis daquela substância 230 vezes superiores aos permitidos por lei. Os especialistas alertam para a utilização deste tipo de produtos e aconselham uma consulta ao dentista antes de serem utilizados estes produtos em casa.
De acordo com Ron Gainsford, director executivo do TSI, este tipo de tratamentos branqueadores é utilizado pelas pessoas com objectivo de adquirirem um “sorriso de estrela”, semelhante ao daquelas que se submetem a terapias dentárias cosméticas. O problema está nos kits branqueadores e não tem que ver com as pastas dentífricas ou pastilhas de limpeza, salientou o mesmo responsável.
Apenas dois produtos analisados passaram no teste. As autoridades estão agora a contactar os produtores dos kits com excesso de peróxido de hidrogénio para procedam à sua recolha do mercado.
Marta Bilro
Fonte: Channel 4, Life Style Extra.
Abbott e Genentech parceiras no combate ao cancro
A Abbott vai contribuir com um composto que restaura o processo natural de morte das células cancerígenas e de um outro que impede o fornecimento de sangue aos tumores. Por sua vez, a Genentech contribui com a sua experiência no desenvolvimento e comercialização de fármacos, revelaram as empresas num comunicado. A farmacêutica norte-americana não adiantou os detalhes financeiros do acordo. As duas substâncias, ABT-263 e ABT-869, estão actualmente a ser submetidas a ensaios clínicos de Fase I em vários tipos de tumores. Os ensaios de Fase II deverão ter início ainda este ano.
Caso seja aprovado, as empresas irão promover o fármaco em conjunto nos Estados Unidos da América, enquanto a Abbott publicitará o tratamento no exterior. A farmacêutica não possui qualquer medicamento anti-cancerígeno, destacando-se no campo do tratamento para a artrite através do Humira (adalimumab). John Leonard, vice-presidente do departamento de pesquisa e desenvolvimento da Abbott, referiu que a empresa acredita que esta cooperação ajudará o laboratório a “construir um franchise de oncologia de classe mundial”.
A Genentech, também parceira da farmacêutica suíça Roche, é a maior produtora de medicamentos anti-tumor, cujas vendas ascenderam aos 4 mil milhões de euros no ano passado. Ambas as empresas estão atentas às possibilidades oferecidas por um mercado de fármacos anti-cancerígenos que em 2010 deverá duplicar para os 49 mil milhões de euros, de acordo com previsões da IMS Health Inc., uma empresa norte-americana de estudos de mercado.
Os medicamentos estão a mais de cinco anos de poderem ser submetidos à aprovação da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration) para serem utilizados em doentes.
Marta Bilro
Fonte: Firts World, Bloomberg, Business Week, Chicago Tribune.
Dados sobre o Avandia são insuficientes para alterar prescrições
De acordo com os investigadores, os médicos deverão aguardar a apresentação de novos dados que determinarão se o tratamento com o fármaco comercializado pela GlaxoSmithKline aumenta o risco de ataques cardíacos. Um painel, composto por cinco médicos, incluindo Steven Niessen autor do estudo publicado no “New England Journal of Medicine” que levantou suspeitas acerca do medicamento para a diebetes, debateram as questões que envolvem o Avandia perante quatro mil espectadores.
“Quando vemos dados com esta consistência, acreditamos que realmente se passa alguma coisa”, salientou Niessen. O especialista que não acredita que o fármaco deva ser retirado do mercado norte-americano, mas criticou a Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA) por não estar mais atenta às primeiras preocupações de segurança e não alertar o público até ser publicada a meta-análise.
Por sua vez, Philip Home, professor de diabetes na Universidade de Newcastle, no Reino Unido, e membro do comité que dirigiu um dos estudos sobre o Avandia, criticou Niessen por usar estudos pré-existentes e sugeriu que a investigação “não responde à questão, coloca uma questão”. John Buse, próximo presidente da ADA, sugeriu que os médicos fiquem atentos ao painel de conselheiros da FDA que deverá reunir-se no dia 30 de Julho para avaliar a segurança do Avandia.
Murray Stewart, chefe do departamento de desenvolvimento clínico para os medicamentos da diabetes da GSK, afirmou que a discussão dos especialistas foi equilibrada “sem oferecer qualquer dado novo sobre o Avandia”. Segundo o mesmo responsável, para os pacientes que não têm a diabetes sob controlo, o Avandia continua a ser uma opção de tratamento eficiente.
Marta Bilro
Fonte: First World, Bloomberg, CNN Money, CNBC.
Pfizer vence primeira batalha judicial
O tribunal encarregado do julgamento do processo interposto pelas autoridades da Nigéria contra a multinacional farmacêutica Pfizer, acusada de ter realizado testes não autorizados de um medicamento experimental em 200 crianças nigerianas, das quais 11 morreram, recusou ontem um pedido da acusação no sentido de anexar mais queixas contra a empresa.

Tal como o farmácia.com.pt oportunamente noticiou, o governo nigeriano demanda avultadas indemnizações para os familiares das crianças que foram mortas ou que acabaram por ser seriamente penalizadas na sequência da submissão aos testes do medicamento Trovan Floxacin, que segundo fontes judiciais causou a morte de 11 dos cerca de 200 menores e motivou, entre os que sobreviveram, complicações como surdez, paralisia, transtornos da fala, lesões cerebrais e cegueira.
A acusação alega que, em Abril de 1996, quando grassava no país uma epidemia de meningite bacteriana, sarampo e cólera que assombrou particularmente a região de Kano, a Pfizer terá “engendrado um esquema” para “deformar e esconder as suas principais intenções”, e usando como pretexto o desejo de ajudar no apoio às vítimas, testar os efeitos do fármaco. No documento apresentado a tribunal lê-se ainda que a empresa farmacêutica “nunca revelou que tinha intenção de realizar experiências com as vítimas vulneráveis ou qualquer teste clínico sem a aprovação das agências reguladoras da Nigéria”, afirmando sempre que “pretendia fornecer ajuda humanitária”.A Pfizer, por seu turno, rejeitou sempre, e liminarmente, qualquer alegação de erros éticos, recusando responsabilidades desde que o escândalo estourou, em 2000, e assegurando, pelo contrário, que a administração da “trovafloxacina permitiu salvar vidas”.
O laboratório garante que, “naquela altura, a trovafloxacina estava na última fase de desenvolvimento clínico” e “tinha já sido avaliada em cinco mil pacientes”, e assegura que os jovens pacientes concordaram com a realização dos testes, que foram explicados aos pais em inglês e haussá, línguas faladas na região. Uma afirmação desmentida por Hassan Sani, pai de uma menina que foi submetida aos testes, que asseverou “nunca ter suspeitado de que as crianças estavam a ser usadas numa experiência”.Carla Teixeira
Fonte: BBC News, Jornal de Angola, Último Segundo
Vacinar oito milhões de crianças até 2012
Arrancou hoje, em Angola, na Namíbia e na República Democrática do Congo, a primeira fase da campanha de vacinação contra a poliomielite, que até 2012 visa imunizar oito milhões de crianças com menos de cinco anos naqueles três países, e no âmbito da qual será também ministrada vitamina A aos meninos entre os nove meses e os cinco anos de idade.
No lançamento desta fase da campanha, que decorre até à próxima sexta-feira, o ministro da Saúde e dos Serviços Sociais da Namíbia, Richard Nchabi Kamwi, foi peremptório na afirmação de que, a par de iniciativas para imunização de menores, urge dar resposta à necessidade de todas as nações desenvolverem mais esforços no sentido da erradicação da poliomielite, argumentando que, para que o objectivo seja cumprido, é necessária a colaboração, o engajamento, a vigilância e a unidade de toda a sociedade.
Quando se estima que, em todo o mundo, 11 milhões de crianças morram antes de completarem cinco anos de idade, devido a diagnósticos evitáveis como malária, doenças diarreicas, pneumonias e sida, a directora regional da Unicef, Dorethea Rozga, recordou os recentes episódios de poliomielite em Luanda e Cunene, para argumentar que eles são a prova de que é preciso fazer mais e melhor do que se tem feito no combate à disseminação de patologias no continente africano. Para a responsável, “as parcerias são a chave do sucesso”. A Unicef está “sempre pronta para, em conjunto com a Organização Mundial de Saúde, ajudar as autoridades em qualquer meio que exija uma intervenção que nos seja possível”, disse.
Carla Teixeira
Fonte: Jornal de Angola
FDA aprovou Binax Now Test
A nova análise, pelo contrário, exige apenas algumas gotas de sangue, e consegue diferenciar os casos mais graves da doença dos que são provocados por variantes menos virulentas, com uma eficácia de 95 por cento. Os resultados do novo teste deverão ser confirmados com a tradicional utilização do microscópio, defendem os especialistas. A malária foi erradicada dos Estados Unidos em 1950, mas ainda é frequente em cidadãos que viajam para os países tropicais, onde a incidência da patologia ainda não foi controlada. De acordo com a rede de centros de controlo e prevenção das doenças em solo norte-americano, em 2005 foram reportados mais de 1500 casos de malária no país, que resultaram na morte de sete pessoas. Mortes que podem ser evitadas se a doença for diagnosticada precocemente e receber tratamento adequado.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Reuters
Médicos refutam perigos das vitaminas
Os profissionais consideram que afirmar a existência de uma ligação entre o uso de vitaminas e a morte é “irresponsável” e resulta de “má interpretação” dos dados que resultam das análises àquela classe de produtos farmacêuticos, asseverando que, se tomadas moderadamente, preventivamente e com acompanhamento médico, as vitaminas não representam no «ranking» das causas de morte nos Estados Unidos um risco superior a 0,0001 por cento, enquanto a utilização de medicamentos que foram correctamente receitados pelos médicos representa uma franja de 5,18 por cento das mortes.
A investigadora Denice Smit assegura mesmo que “os suplementos dietéticos não representam um risco maior para a vida dos que os consomem do que as picadas de insecto, o envenenamento ou outras fatalidades potencialmente causadoras de morte”. Os autores do estudo que apontou os perigos da ingestão de vitaminas são os primeiros a reconhecer que os dados que apuraram entram em conflito com os resultados de outras investigações, que dão conta dos benefícios das vitaminas, e admitem que a razão das mortes nos pacientes submetidos aos testes que fizeram poderá ter a ver com outras circunstâncias.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Xinhua
China inicia retirada do mercado do Permax
Na origem desta decisão está a convicção dos peritos de que “os riscos do Permax suplantam os possíveis benefícios da sua toma, de acordo com dados resultantes de vários estudos realizados em todo o mundo. No entanto, consideram que a sua administração não deve ser interrompida abruptamente, porque isso poderia causar problemas aos doentes, preconizando antes uma gradual diminuição das doses administradas, ao mesmo tempo que os médicos assistentes procuram alternativas àquele tratamento.
Na China, onde o Permax foi aprovado em 1988 para dar resposta à sintomatologia da doença de Parkinson, os estudos publicados em Janeiro último no «The New England Journal of Medicine», que relacionavam o fármaco com a maior incidência de doenças cardíacas, suscitaram a intervenção das autoridades, enquanto outros países mantiveram a comercialização do produto. Estima-se que actualmente cerca de 1,7 milhões de cidadãos chineses sofram do mal de Parkinson.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Xinhua
Mais 36 medicamentos à venda fora das farmácias
Desde o início da semana é possível adquirir fora das farmácias mais 36 medicamentos, que se juntam aos cerca de 1500 já disponíveis. Estes fármacos não estão sujeitos a receita médica (MNSRM), mas se forem prescritos por um médico são comparticipados, desde que adquiridos em farmácias, entre estes encontram-se, por exemplo, o Aspegic 500, o Betadine e o Brufen 200. Contudo, a venda livre destes medicamentos, ou seja, fora das farmácias, implica a perda dessa comparticipação.
Os MNSRM não são comparticipados, uma vez que a comparticipação obriga à apresentação de receita, porém podem ser excepcionalmente apoiados pelo Estado por "razões de saúde pública". Todavia são raros os casos em que isso acontece, apenas 36 num total de 1541. Como explica o Decreto-Lei 238/2007, que entrou em vigor, a perda de comparticipação fora das farmácias tem a ver com o facto de o sistema administrativo de gestão desse subsídio estatal ser muito complexo, o que obriga a cingi-lo às farmácias e "impossibilita, para já, o seu alargamento" às lojas de venda livre.
Dentro de dois meses cerca de 300 outros medicamentos, actualmente sujeitos a receita médica, vão mudar o estatuto para MNSRM, e irão juntar-se aos que já são comercializados fora das farmácias. Estes medicamentos deixarão de ser comparticipados, excepto se houver "razões de saúde pública que eventualmente justifiquem a manutenção" do apoio estatal. Nas farmácias e com receita médica, esses medicamentos vão manter a actual comparticipação por parte do Serviço Nacional de Saúde.
O Governo, com estas alterações, pretende "consolidar e ampliar" os resultados da venda livre. Desde Setembro de 2005, fez descer o preço dos MNSRM em 1,2 por cento (face a Agosto de 2005), sobretudo em lojas com maior poder negocial junto da indústria. Os valores mais baixos são praticados nas lojas Continente e equivalem, em média, a 95,8 por cento do preço anterior à liberalização.
Actualmente existem 432 pontos de venda livre. Representam 7,7 por cento de todo o mercado do medicamento, contra 7,5 por cento na Holanda, 17,1 por cento em França e 27,9 por cento na Polónia.
Lista dos 36 medicamentos à venda fora das farmácias
Acarilbial Solução Cutânea 277 mg/ml
Aspegic 500 Pó para solução oral 900 mg
Betadine Solução Vaginal 100 mg/ml
C'Nergil Granulado 1000 mg
Calcium Sandoz Forte Comprimido efervescente 875 mg + 1132 mg
Candid Creme 10 mg/g
Cecrisina Comprimido efervescente 1000 mg
Cobaxid Cápsula 2.5 mg
Cobaxid Cápsula 1 mg
Dioralyte(Sabor Limão) Pó para solução oral Associação
Gyno-Daktarin Creme vaginal 20 mg/g
Lisaspin 500 Pó para solução oral 900 mg
Microlax Solução rectal 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml
Microlax Solução rectal 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml
Mucodrenol Xarope 6 mg/ml
Otoceril Gotas auriculares, solução 50 mg/ml + 20 mg/ml + 20 mg/ml
Pan-Fungex Creme 10 mg/g
Panasorbe Supositório 250 mg
Panasorbe Supositório 500 mg
Panasorbe Comprimido 500 mg
Panasorbe Solução oral 32 mg/ml
Panasorbe Supositório 1000 mg
Panasorbe Supositório 125 mg
Paracetamol Farmasan Comprimido 500 mg
Pipermel Xarope 100 mg/g
Sandocal Pó para solução oral 150 mg + 3405 mg
Tosseque Xarope 0.8 mg/ml
Trifosfaneurina Comprimido 17.2 mg
Ve 150 Cápsula 150 mg
Viru-Merz Gel 10 mg/g
Vitaminac Retard Cápsula 500 mg
Voltaren Emulgel Gel 10 mg/g
Zemalex Solução para pulverização cutânea 20 mg/ml
Brufen Comprimido revestido por película 200 mg
Eugastrim 10 Cápsula gastrorresistente 10 mg
Proclor 10 mg cápsulas duras gastro-resistentes Cápsula gastrorresistente 10 mg
Isabel Marques
Fontes: Jornal de Notícias, Rádio Renascença Online
Tabaco rende ao Estado 983 milhões de euros por ano
Durante o ano de 2006, o Estado português arrecadou 1.426 milhões de euros em impostos cobrados ao fumadores, o que representa um beneficio de 983 milhões de euro, já que os tratamentos decorrentes do consumo de tabaco custam 434 milhões de euros anuais.
De acordo com o Diário Económico, os 1.426 milhões de euros arrecadados em 2006, representam uma subida de 7,7 por cento, face à receita do ano anterior. Para 2007 é esperada uma subida ainda superior, já que o aumento anual de 15 por cento no preço dos cigarros, está previsto no programa do governo. No final da legislatura o preço dos maços de tabaco deverá ter aumentado metade do seu valor.
Os gastos dos hospitais, com medicamentos para doenças oncológicas subiu 30 por cento em 2005, atingindo os 127 milhões de euros, contudo, o número de doentes tratados apenas subiu 4,5 por cento.
Em Abril deste ano, os dados publicados pelo Infarmed indicavam já gastos na ordem dos 51 milhões de euros, o que representa 20,7 por cento do total, dai que até ao final do ano se esperem gastos que atinjam os 153 milhões de euros, em medicamentos para tratar doenças oncológicas.
Inês de Matos
Fonte: Diário Económico
ADSE custa 854,8 milhões de euros
Os gastos referentes aos cuidados de saúde prestados por instituições do SNS atingiram 393,9 milhões de euros no ano passado, mais 6,2 por cento que em 2005, resultado das novas tabelas, introduzidas a partir de Agosto, segundo o relatório de actividades da Direcção-Geral.
O subsistema ADSE suporta as despesas realizadas pelos beneficiários na aquisição de medicamentos e com cuidados de saúde, prestados por entidades do SNS e privadas.
As despesas efectuadas, pelos beneficiários da ADSE, com cuidados de saúde prestados pelos convencionados (acordos celebrados com prestadores com os quais se estabelece, entre outras normas, o preço e o co-financiamento do beneficiário) diminuíram 6,5 por cento, para 173,8 milhões de euros, e com a aquisição de medicamentos decresceram 1,7 por cento, para 176,1 milhões de euros.
O aumento dos encargos com o regime livre (beneficiários exercem o direito da livre escolha dos prestadores de cuidados de saúde, suportando a totalidade das despesas, sendo posteriormente reembolsados pela ADSE) não determina o crescimento dos custos totais, visto que representa somente 12 por cento, tendo atingido uma facturação de 102,4 milhões de euros, face aos 95,2 milhões de euros de 2005.
No ano passado foram processados 1.474.834 pedidos de comparticipações. Assim como se tem verificado nos dois anos anteriores, 91 por cento dos beneficiários receberam comparticipações inferiores a 500 euros e um pequeno grupo, constituido por 35 beneficiários, usufruiu de comparticipações superiores a 20 mil euros.
Isabel Marques
Fontes: Sol, Correio da Manhã, Diário Digital
EMEA aprova Rasilez no tratamento da hipertensão
Rasilez teve ainda melhores resultados quando combinado com outros medicamentos usados no tratamento da hipertensão.
Em Portugal existem perto de dois milhões de hipertensos. Apenas metade tem conhecimento que sofre de pressão arterial elevada e apenas um quarto está medicado. 16% estão controlados.
Sara pelicano
Fontes: medical news, pm farma, portal da saúde
terça-feira, 26 de junho de 2007
CE aprova comercialização de Cialis oral
«A disfunção eréctil é uma doença crónica e para alguns homens, o Cialis de uma só toma diária vai eliminar a necessidade de planificar num espaço de tempo a relação sexual, como acontece com outras terapias», explica o director geral de Operações Europeias da Lilly, Abbas Hussain.
A Comissão Europeia fundamentou a sua decisão através de uma revisão e avaliação dos resultados dos testes feitos para analisar a eficácia do produto numa só toma diária. No estudo, os homens que toma 2,5 mg e 5 mg de Cialis têm uma função eréctil melhor do que os doentes que tomam placebo.
A dosagem recomendada é de 5mg, é utilizada uma quantidade inferior consoante o grau de tolerância que o paciente tiver em relação ao fármaco.
Os efeitos secundários mais frequentes foram a indigestão, dor nas costas, dores musculares, ruborização facial e congestão nasal. Todos foram transitórios e moderados.
O lançamento do medicamento está previsto para o segundo semestre deste ano, anunciou a farmacêutica.
sara pelicano
fontes: 121.doc, pm farma
Bloqueio de enzima reverte autismo
Os resultados da investigação fazem renascer a esperança de que possam vir a ser desenvolvidos medicamentos com os mesmos efeitos que ajudem a restaurar o cérebro das crianças portadoras desta doença, e possivelmente, de algumas formas de autismo, referiu Susumu Tonegawa, o orientador do estudo publicado na edição online do jornal “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
Os cientistas do “Picower Institute for Learning and Memory” do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, manipularam geneticamente os roedores para que desenvolvessem a síndrome do X frágil, a principal causa genética-hereditária de défice cognitivo e a causa genética mais comum de autismo.
A síndroma do X frágil está inserida no conjunto das doenças genéticas associadas à expansão da repetição de um trinucleótido, no caso da SXF o trinucleótido de CGG -citosina, guanina,guanina - do gene FMR1. Quando existe uma mutação neste gene, podem surgir problemas que vão desde as dificuldades ligeiras de aprendizagem ao autismo. “O nosso estudo sugere que a inibição de uma determinada enzima no cérebro poderá funcionar como uma terapia eficiente para atacar os sintomas debilitantes da SXF nas crianças, e possivelmente, nas crianças autistas também”, afirmou Mansuo L. Hayashi, co-autor da investigação.
A PAK, enzima cerebral que foi bloqueada pelos especialistas, afecta o número, o tamanho e forma das ligações entre os neurónios e o cérebro. Sempre que a actividade da PAK era parada, as anomalias cerebrais nos ratos com SXF eram revertidas. “Incrivelmente, a inibição da PAK também restaurou a comunicação eléctrica entre os neurónios nos cérebros dos ratos com SXF, corrigindo as anomalias comportamentais no processo”, frisou Tonegawa, prémio Nobel da Medicina em 1987.
Já existem compostos químicos capazes de inibir a actividade da PAK, algo que poderá ser útil no desenvolvimento de fármacos para tratar a SXF, acrescentou o mesmo especialista.
Marta Bilro
Fonte: Forbes, Monsters & Critics, The Boston Globe, Manual Merck, Associação Portuguesa da Síndrome do X frágil.
FIL recebe segunda edição do Salão Internacional de Saúde e Bem-Estar
À semelhança do que já tinha acontecido no ano passado, na primeira edição da Viver Saúde, também este ano existirá uma área dedicada à Beleza e Bem-Estar.
Mas as novidades passam pela criação de dois novos espaços, o Parafarma, integrado na área da Beleza e Bem-Estar, com exposição dos laboratórios e empresas de Dermocosmética e o Fórum Med, dedicado à Medicina , cujo acesso será restrito a profissionais, onde estarão expostos produtos, serviços, equipamentos e software.
O certame vai abordar temas como a importância de novos estilos de vida, mais saudáveis, equilibrados e cuidados, mas também a prevenção, novas formas de tratamento e sessões de esclarecimento.
De forma a dinamizar e promover eventos paralelos ao certame, nomeadamente workshops, seminários e formação profissional, será criada uma Comissão Consultiva para cada área.
Inês de Matos
Fonte: JASFarma
Estudo Norte Americano revela
Um novo estudo divulgado hoje pelo Journal of the American Medical Association (JAMA), revela que a diabetes tem maior incidência em jovens de raça branca, não hispânicos, do que nos jovens dos restantes grupos étnicos dos Estados Unidos.
O estudo contou com 2.435 pacientes com idades inferiores a 20 anos, a quem a doença foi diagnosticada entre 2002 e 2003, recrutados em dez pontos distintos dos EUA, que cobriram uma população de mais de 10 milhões de pessoas.
Os resultados mostram que em todos os grupos étnicos a diabetes do tipo 1 é a mais comum em crianças com idade inferior a 10 anos, sendo também o tipo mais comum nos jovens de raça branca, onde a taxa de incidência aumenta com a idade, variando de 18.6 por cento em crianças com menos de 4 anos, a 32.9 por cento na faixa etária do 10 aos 14 anos.
Os resultados mostram que em todos os grupos étnicos a diabetes do tipo 1 é a mais comum em crianças com idade inferior a 10 anos, sendo também o tipo mais comum nos jovens de raça caucasiana. Neste grupo, a taxa de incidência de diabetes tipo 1 aumenta com a idade, variando de 18.6 por cento, em crianças com idade inferior a 4 anos, a 32.9 por cento na faixa etária dos 10 aos 14 anos.
De acordo com Dana Dabelea, do centro de ciências da saúde da Universidade do Colorado, Denver, “a elevada taxa de diabetes do tipo 1 em crianças caucasianas reflecte uma maior susceptibilidade genética à auto-imunidade”.
Os investigadores acreditam que, tal como acontece com a diabetes do tipo 2, também a diabetes do tipo 1 pode ser motivada pela obesidade, o que, segundo Dabelea, pode justificar as disparidades entre os principais grupos étnicos existentes nos EUA.
A obesidade é mesmo um dos principais factores de risco da diabetes. Até há pouco tempo os casos diagnosticados de diabetes do tipo 2 eram raros, com maior incidência em adolescentes de grupos étnicos minoritários. No entanto, a situação tem-se vindo a inverter e a obesidade é já o segundo maior factor de risco, só ultrapassada pela transmissão de mãe para filho, durante a gravidez.
A diabetes precisa ainda de mais e melhor investigação, garante Rebecca B. Lipton, da Universidade de Chicago, sendo necessário proceder a “uma aproximação coordenada, de forma a analisar a diabetes na infância”. “Somente então a sociedade pode responder eficazmente ao crescente desafio do diabetes na juventude,” conclui a médica.
A diabetes precisa ainda de mais e melhor investigação, garante Rebecca B. Lipton, da Universidade de Chicago, sendo necessário proceder a “uma abordagem coordenada, de forma a analisar a diabetes na infância”. “Somente então, a sociedade pode responder eficazmente ao crescente desafio da diabetes na juventude,” conclui a médica.
Inês de Matos
Fonte: Reuters
Roche lança OPA sobre a Ventana
A contrapartida de 55,7 euros (75 dólares) em dinheiro, oferecidos por cada acção da empresa norte-americana especializada em histopatologia, representa um prémio de 44 por cento face ao seu valor de fecho na sessão de sexta-feira da bolsa de Nasdaq, que era de 38,57 euros (51,95 dólares), e 55 por cento acima da média da cotação destes títulos nos últimos três meses.
Entre os principais objectivos traçados pela Roche para este ano encontram-se a concretização de quatro aquisições na área do diagnóstico, permitindo-lhe alargar a sua oferta de equipamentos e consolidar o primeiro lugar entre os competidores na área de sistemas de diagnóstico in-vitro e terapias oncológica.
A OPA gerou alguma controvérsia no seio da Ventana que já tinha bloqueado as tentativas da Roche para chegar a acordo numa possível fusão. Apesar das hostilidades, o presidente da farmacêutica, Franz Humer, já afirmou estar disponível para estabelecer um “diálogo construtivo” para permitir que o negócio possa estar fechado até ao fim do ano.
"Acreditamos que a nossa proposta pela Ventana representa uma oportunidade única para ambas as empresas e para os seus accionistas. A Ventana será um complemento excepcional para o grupo Roche e acreditamos que somos o melhor parceiro estratégico para capitalizar o potencial da Ventana ", salientou ainda o responsável no documento emitido pela empresa.
Marta Bilro
Fonte: Diário Económico, Jornal de Negócios, Dinheiro Digital.
Esquece-se de tomar medicamentos?
Chip medicinal em fase de estudo foi bem sucedido em cãesUm aparelho para ser implantado no corpo humano, cujo objectivo é administrar medicamentos, está a ser testado por investigadores norte-americanos da MicroCHIPS, Inc., em Massachusetts.
Trata-se de um chip medicinal que pode ser pré-carregado com medicamentos até 100 doses e, segundo os cientistas, foi bem sucedido nos testes feitos em cães.
Raquel Pacheco
Fonte: Nature Biotechnology/Microchips Press Release
Guarda recebe conferência sobre “Cirurgia no Século XXI”
A cidade da Guarda recebe na sexta-feira (29 de Junho), às 9h45, a conferência “Cirurgia no Século XXI”, uma iniciativa integrada no III Ciclo de Conferências “Saúde Sem Fronteiras”, que decorrerá na sala de sessões da Assembleia Municipal. O encontro, contará com as intervenções de Francisco Castro e Sousa, catedrático de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e presidente do Conselho Directivo da mesma Faculdade, e de Jacinto Garcia, titular de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de Salamanca e cirurgião no Hospital Universitário.
Haverá ainda lugar para a apresentação de trabalhos dos alunos da Escola Superior de Saúde e de Internos de Medicina do Hospital Sousa Martins.
A coordenação científica do evento é da responsabilidade de Manuel Santos Rosa, professor da Faculdade de Medicina de Coimbra, e de José Paz Bouza, da Faculdade de Medicina da Universidade de Salamanca, e é reconhecido como “Curso de Formação Contínua” pela Universidade de Salamanca.
O projecto “Saúde Sem Fronteiras” nasceu de uma organização conjunta do Centro de Estudos Ibéricos, Ordem dos Médicos, Ordem dos Enfermeiros, Escola Superior de Saúde da Guarda, Associação Nacional de Farmácias e Ordem dos Farmacêuticos.
Os detalhes informativos sobre este ciclo de conferências estão disponíveis no portal do Centro de Estudos Ibéricos, www.cei.pt.
Marta Bilro
Fonte: Diário da Guarda
Mesa Redonda na FIL
A iniciativa pretende definir um enquadramento de referência para o desenvolvimento de uma estratégia de saúde na Europa e identificar estratégias e meios que garantam desenvolvimento estratégicos. Para além disso pretende-se discutir mecanismos de coordenação que garantam desenvolvimentos estratégicos, na Europa, baseados na evidência científica.
Para saber mais sobre o evento e o programa consulte : http://www.acs.min-saude.pt
Liliana Duarte
Fontes: Portal da Sáude
Seminário "Ambiente e Saúde"
Com este seminário pretende-se dar a conhecer os resultados das actividades de investigação cientifica, realizadas por Paula Alvito, do Centro de Segurança Alimentar e Nutrição.
No seminário será ainda apresentado o modelo de digestão in vitro na avaliação da bioacessibilidade da Patulina.
Para mais informações consulte o sitio : http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/investigacao+e+desenvolvimento/seminarios+2007.htm
Liliana Duarte
Fonte: Portal da Saúde
UE aprova nova fórmula de Cialis
A farmacêutica norte-americana pretende lançar o medicamento nalguns mercados europeus durante o segundo semestre deste ano e expandir-se a toda a Europa em 2008, foi hoje avançado num comunicado da empresa. Este parecer favorável vai permitir que a Eli Lilly distancie a sua terapia de disfunção eréctil da do seu competidor directo, o Viagra, comercializado pela Pfizer, uma vez que, anteriormente, ambos os fármacos tinham que ser tomados sempre que era necessário, com alguma antecipação.
As vendas mundiais de Cialis renderam, em 2006, cerca de 725 milhões de euros, colocando o medicamento do segundo lugar da tabela dos mais vendidos, logo atrás do Viagra. O fármaco, disponível em mais de 100 países, permite que os homens mantenham relações sexuais até 36 horas após a toma do comprimido, comparativamente às 4 horas conferidas pela toma do Viagra.
A nova fórmula desenvolvida pela Eli Lilly, que deverá ser tomada continuamente, em doses mais reduzidas, mas com mais frequência, pretende eliminar a necessidade de planear com antecedência um possível encontro sexual.
Marta Bilro
Fonte: First World, Bloomberg, Indianapolis Business Journal.
Reportagem
Estudo relaciona o adoçante à incidência de cancro
Um estudo que analisou a utilização de aspartame, um edulcorante artificial de baixo valor energético, voltou a levantar suspeitas acerca desta substância ao revelar que os ratos, aos quais esta foi administrada de forma regular, demonstraram riscos acrescidos de desenvolver leucemia, linfomas e cancro da mama.
O aspartame é utilizado em vários alimentos, bebidas e medicamentos em mais de 100 países. A sua utilização foi, primeiramente, aprovada pela Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drugs Administration - FDA) em 1981 para misturas em pó e edulcorantes de mesa de baixo valor energético. Em 1996, foi aprovado o seu uso em todos os alimentos e bebidas.
A investigação, conduzida pela Fundação Europeia Ramazzini de Oncologia e Ciências do Ambiente, em Itália, revelou que quando a exposição ao edulcorante começa durante a vida fetal, os potenciais efeitos cancerígenos aumentam. Os ratos foram expostos ao aspartame em níveis superiores e inferiores à dose diária máxima recomendada. Este estudo coloca “sérias questões acerca da segurança do aspartame”, afirmou Mike Jacobson, director-executivo do Centro para as Ciências de Interesse Público, uma entidade responsável pela fiscalização da saúde pública sedeada em Washington.
“Com base nos dados científicos, acreditamos que o aspartame deve ser evitado tanto quanto possível, especialmente por grávidas e crianças”, salienttou Morando Soffritti, o principal responsável pela investigação publicada no “Environmental Health Perspectives”, uma publicação com apoio governamental. Por sua vez, Michael Herndon, um porta-voz da FDA, afirmou que “nesta altura, a FDA não vê motivos para alterar as suas conclusões anteriores que indicam que o aspartame é seguro enquanto adoçante para os alimentos”.
Nos Estados Unidos da América, a dose diária recomendada de aspartame situa-se nos 50 miligramas por cada quilo do peso do corpo, enquanto que na Europa se fica pelas 40 miligramas por cada quilo do peso corporal. É uma quantidade muito elevada, alertam os especialistas, já que, numa pessoa com 68 quilos, equivale a 18 latas de refrigerante dietético por dia. Numa criança com 22 quilos, aproxima-se das seis latas diárias. Para além disso, a presença do aspartame não se fica só pelos refrigerantes. Está também na composição dos iogurtes, sobremesas dietéticas, pastilhas e medicamentos. Nesse sentido, é provável que a ingestão diária de aspartame seja muitas vezes subestimada, alerta Soffrittini.
Ao nível do consumo mundial, o edulcorante artificial representa 62 por cento do valor do mercado de adoçantes, e deverá estar presente em seis mil produtos em todo o mundo, incluindo bebidas gaseificadas, doces, adoçantes de mesa e alguns produtos farmacêuticos, tais como vitaminas e xaropes para a tosse sem adição de açúcar.
Os procedimentos da investigação
Para concretizar este estudo a equipa de investigadores separou as fêmeas grávidas em três grupos. Um dos grupos foi alimentado com uma dose elevada de aspartame (100mg/kg de peso corporal), o segundo foi alimentado com uma dose inferior (20 mg/kg de peso corporal) e o terceiro não recebeu qualquer adoçante na alimentação.
O processo teve início no 12º dia de gravidez e as mães foram mortas depois de desmamarem. Por sua vez, as crias, que receberam a mesma alimentação que as mães, viveram até falecerem por causas naturais e foram posteriormente examinadas à procura de cancro e doenças. No total foram analisados 400 ratos. Os cientistas observaram a pele, a gordura, as glândulas mamárias, o cérebro, as glândulas pituitárias e as glândulas salivares.
No final, os investigadores descobriram um aumento, estatisticamente relevante, dos tumores malignos, nos ratos que foram alimentados com o edulcorante artificial. O grupo de fêmeas alimentadas com a dose mais elevada de aspartame revelou uma percentagem de aumento dos tumores de 15 por cento, enquanto que no grupo alimentado com a dose mais reduzida o aumento dos linfomas e leucemias não se revelou significativo em ambos os sexos, nem o cancro da mama nas fémeas.
Face às conclusões, Soffrittini sublinhou que é necessário “reconsiderar urgentemente” as regulações governamentais sobre o uso de aspartame enquanto edulcorante artificial. Um estudo de 2005 tinha já alertado para os perigos de ingestão desta substância e para e existência de uma co-relação entre o aumento da incidência de linfomas e leucemias nas fêmeas de ratos e as doses de aspartame ingeridas. Na altura, Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar considerou que não existia ainda fundamento para recomendar alterações nas dietas dos consumidores, no que se referia ao aspartame, mas prometeu analisar a informação.
Marta Bilro
Fonte: Food Navigator, Journal Sentinel, Associação Portuguesa de Dietistas.
Medicamentos fora das farmácias: APED considera “processo exemplar”
Quota de venda situa-se nos 5%“Apesar dos muitos cenários catastróficos, a venda de medicamentos sem receita médica nos espaços comerciais foi um processo exemplar”, afirmou, hoje, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).
Em defesa da sua tese, o presidente da APED argumentou que, “no primeiro trimestre deste ano, a quota de vendas de medicamentos sem receita médica fora das farmácias se situa já nos 5 por cento das vendas totais de medicamentos que, por ano, chegam aos 250 milhões de euros.”
Na opinião de Luís Vieira e Silva, “os medicamentos sem receita médica continuam a ser uma aposta e são um mercado crescente para a empresas de distribuição”, considerando que “as pessoas não passaram a comprar medicamentos exageradamente.”
Face os receios que espoletaram na altura, do início da sua comercialização, afirmou, convicto: “Nada se passou de grave.”
O responsável da APED elogiou, ainda, o recente anúncio do alargamento da lista de medicamentos sem receita médica, ou seja, que também poderão ser comercializados fora das farmácias: “É um trabalho crescente que só beneficia o consumidor, por ter mais espaços de venda e horários mais alargados” considerou.
Raquel Pacheco
Fonte: AF
Congresso Saúde e Sexo divulga programação
No quadro de especialistas presente para o tema de abertura do congresso – Sexo na Sociedade – vão comparecer Machado Caetano, António Palha, Mário de Sousa e Ana Maria Moreira. Cada um dos especialistas abordará um subtema que vai desde a educação para a sexualidade à reprodução medicamente assistida.
Para falar sobre o “Negócio do Sexo” foram convidados António Rui Leal, que irá abordar a “Prostituição nas Ruas do Porto”; Alexandra Oliveira que irá centrar-se na temática da “Prostituição, Casas de Alterne e de Striptease em Portugal”; e Jorge Martins que se debruçará sobre o tema “Prostituição e Redes de Tráfico de Mulheres”.
A discussão em torno dos “Prazeres” fica a cargo de Júlio Machado Vaz, Manuel Esteves, Mota Cardoso e Isabel Freire. “(A)normal vs. Patológico” é o assunto que marca o início do segundo dia de congresso e conta com a participação de Afonso Albuquerque, Pinto da Costa, Manuela Brito e Rui Xavier Vieira. As “Expressões Sexuais” são um assunto que ficará sob a responsabilidade de Daniel Sampaio, Fancisco Allen Gomes, João Décio Ferreira e Iris Monteiro. Para encerrar o encontro, estará em cima da mesa a “Química do Sexo” num debate com a participação de António Santinho Martins, Serafim Guimarães, Pedro Nobre e Avelino Fraga.
O painel de Workshops ainda não está encerrado sendo que, até ao momento, se encontram confirmados o de “Educação Sexual”, orientado por Vítor Ferreira; “Mitos na Sexualidade” com Joana Almeida; “Sexualidade e Deficiência Mental” a cargo de Sara Moreira; e “Transexualidade” que terá uma abordagem médica, endócrina e cirúrgica proferida por um especialista de cada área.
Os interessados poderão inscrever-se nos Workshops e obter mais informações sobre o congresso através do endereço csaudeesexo.blogspot.com/.
Marta Bilro
Fonte: Press, csaudeesexo.blogspot.com/.
Dapagliflozin mostra resultados positivos em teste de fase II
O novo composto pertence à nova classe dos inibidores de glucose SGLT2 e revelou benefícios quando administrado sozinho ou associado a outro medicamento. Num comunicado emitido, as empresas referem que durante os ensaios clínicos não foram detectados efeitos secundários sérios.
De acordo com Bernard Komoroski, investigador da farmacêutica norte-americana Bristol-Myers Squibb, o medicamento gere os níveis de açúcar no sangue controlando a forma como o açúcar é processado nos rins, o que traz benefícios para os diabéticos que sofrem de flutuações perigosas nos níveis de açúcar no sangue. Estas substâncias controlam o nível de açúcar no sangue ajudando os rins a eliminar a glicose do organismo.
No estudo de fase II, que envolveu a participação de 74 pacientes durante duas semanas, o dapagliflozin diminuiu o açúcar no sangue em maior quantidade do que um placebo. David Albaugh, porta-voz da britânica AstraZeneca, salientou que ainda este ano deverão surgir novas descobertas sobre o fármaco a partir de estudos de maiores dimensões.
O dapagliflozin e outras substâncias similares, que estão a ser testadas pela Sanofi Aventis e pela GlaxoSmithKline, competem actualmente pela entrada no mercado, de forma a tornarem-se no primeiro fármaco inibidor da glucose SGLT2 a receber aprovação. O medicamento, que deverá receber parecer positivo em 2010, poderá gerar cerca de 223 milhões de euros por ano, previu Roopesh Patelm analista da USB Investment Research.
Marta Bilro
Fonte: First World, Bloomberg, CNN Money, Hemscott.
FDA fiscaliza produção de suplementos dietéticos
A decisão foi anunciada pela Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA) e teve origem na descoberta do último ano, segundo a qual alguns compostos medicinais destinados à disfunção eréctil foram detectados em suplementos não autorizados. “Esta regulação ajuda a assegurar a qualidade dos suplementos dietéticos para que os consumidores possam estar confiantes de que os produtos que compram contêm o que está descrito no rótulo”, explicou Andrew C. von Eschenbach, representante da FDA.
As novas regulamentações incluem todas as etapas da vida do produto, desde a sua produção, ao processo de embalamento e rotulagem até ao armazenamento. O produto final será analisado e as queixas dos consumidores serão registadas e analisadas. As novas regras abrangem ainda o manuseamento e criação de novas plantas. Para além disso, todas as situações adversas relacionadas com suplementos dietéticos terão de ser transmitidas à FDA.
A União de Consumidores aplaudiu a iniciativa mas refere que esta “ainda não garante que os suplementos sejam seguros e eficazes antes de entrarem no mercado”. Janell Mayo Duncan, representante da União de Consumidores afirma que “esta nova regra requer que os produtores de suplementos dietéticos cumpram os procedimentos para garantir que os seus produtos contêm o tipo e quantidade de ingredientes descritos no rótulo. No entanto, os consumidores não fazem ideia se tal produto funciona ou se é perigoso”.
Para restringir as infracções a FDA pode ainda pedir aos produtores para removerem um ingrediente ou para rever os rótulos e, em casos mais sérios, poderá apreender o produto, apresentar uma queixa em tribunal ou procurando responsabilização criminal. Porém, a agência não tem qualquer poder de regular a publicidade aos suplementos dietéticos. A nova regulação será introduzida gradualmente ao longo de três anos e terá início a 24 de Agosto para os pequenos produtores. Os fabricantes de larga escala têm até Junho de 2008 para cumprir o estabelecido.
Marta Bilro
Fonte: AHN, Med News
Luc Montaigner no congresso da ESEI em Lisboa
O investigador francês Luc Montaigner, que em 1983, num trabalho conjunto com o norte-americano Robert Gallo, se notabilizou pela descoberta do vírus da sida, vai deslocar-se a Lisboa no final do mês de Setembro, para participar no primeiro dia de trabalhos do VI Congresso da Sociedade Europeia para Infecções Emergentes. No encontro, agendado para o Hotel Tivoli Tejo, deverão marcar presença mais de 200 destacados especialistas internacionais naquela matéria.Luc Montaigner, médico e actual director do departamento de Sida e Retrovírus do Instituto Pasteur de Paris, membro da Academia das Ciências e de Medicina e da Unesco, será o primeiro orador do evento, depois de o director do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, José Pereira Miguel, discursar na sessão de abertura. Luc Montaigner usará da palavra durante cerca de uma hora numa conferência que intitulou de «Nano elements from pathogenic micro-organisms».
O encontro arranca a 30 de Setembro e prolonga-se até 3 de Outubro, devendo ter na assistência médicos, veterinários, biólogos, farmacêuticos e investigadores. Os interessados em fazer comunicações poderão submeter os seus trabalhos até ao próximo dia 15, bastando para isso contactar a organização. Qualquer informação adicional poderá ser obtida através do site http://www.esei2007.com/. Fundada em 1997, a ESEI é uma organização sem fins lucrativos que tem como objectivo constituir um fórum europeu para investigação científica e troca de dados na área das infecções emergentes entre investigadores europeus nas vertentes de Saúde Humana e Veterinária.
Carla Teixeira
Fonte: Ciência.pt, ESEI
REPORTAGEM
Doenças negligenciadas sem tratamento
As chamadas doenças negligenciadas, como a doença de Chagas, a leishmaniose, a doença do sono e a malária, afectam milhares de pessoas em todo o mundo, mas colhem um interesse marginal junto da indústria farmacêutica, cuja investigação se concentra essencialmente no desenvolvimento de fármacos para as doenças mais comuns nos países do primeiro mundo. A DNDi nasceu precisamente para vencer essa tendência, trabalhando na pesquisa de medicamentos novos e acessíveis às pessoas afectadas por estas patologias.
O combate às doenças globais como cancro, doenças cardiovasculares, mentais e neurológicas, mais comuns nos países desenvolvidos onde se concentra a grande fatia do tecido industrial ligado à investigação farmacêutica e ao desenvolvimento de medicamentos, monopolizam a atenção dos especialistas, enquanto há outras patologias, convencionalmente designadas como doenças negligenciadas, em que o interesse das empresas é pouco significativo, para não dizer quase nulo. É o que acontece com a doença de Chagas, a leishmaniose, a doença do sono e a malária, cujos afectados são quase sempre pessoas pobres e de países do terceiro mundo – os dos países ricos representam uma franja muito pequena, que contrai malária em viagens ou na sequência de outros problemas de saúde, como a tuberculose –, que normalmente não têm poder de compra que justifique, aos olhos das empresas farmacêuticas, a estimulação daquele mercado.A doença de Chagas e a leishmaniose, por outro lado, afectam somente países em desenvolvimento, onde a esmagadora maioria da população não dispõe de meios para a compra de fármacos, pelo que acaba por ficar de fora da zona de cobertura do mercado farmacêutico e dos interesses da investigação naquela área. Na figura, o rectângulo acinzentado representa a parcela do mercado farmacêutico mundial relativa aos produtos voltados para especificidades que não são eminentemente do foro médico, como a celulite, a calvície, as rugas, as dietas, o stress e as questões de adaptação a diferentes fusos horários, mas que, apesar disso, constituem um segmento de mercado altamente lucrativo nos países ricos.
Na sua intervenção no terreno, remonta a 1971 a percepção, por parte das equipas da organização internacional de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras, de que a investigação de medicamentos para as doenças tropicais evolui a um ritmo muito inferior à dos outros sectores, pelo que, nos países em vias de desenvolvimento, já nessa altura era evidente uma discrepância que resultava numa premente falta de tratamentos eficazes, acessíveis e adaptados às necessidades das populações que eram injusta e impiedosamente afectadas pelas doenças negligenciadas. Os MSF, antevendo a estagnação daquele tipo de pesquisas – nos últimos 25 anos apenas um por cento do total de medicamentos desenvolvidos à escala mundial pretendeu tratar as chamadas doenças tropicais –, e percebendo que os médicos têm hoje de seguir terapias antigas, cada vez mais ineficazes devido à resistência crescente às soluções farmacológicas de há 40 anos, tomaram uma atitude.
Nobel à investigação
Galardoada com o Prémio Nobel da Paz, a organização humanitária decidiu usar a quantia recebida no estudo das necessidades médicas dos pacientes que sofriam de doenças negligenciadas, tendo para isso reunido uma equipa de especialistas internacionais, que de imediato se debruçaram sobre aquela problemática. O Grupo de Trabalho de Medicamentos para Doenças Negligenciadas, como foi designado, concentrou-se na identificação da crise no tratamento daqueles doentes e na busca de estratégias inovadoras para garantir o desenvolvimento de novos medicamentos que lhes fossem úteis, e em 2001, no culminar desse esforço, propôs a criação de uma entidade independente e sem fins lucrativos destinada a desenvolver novos fármacos ou formulações de medicamentos existentes para pacientes de doenças negligenciadas.
Era assim lançado o embrião da DNDi, sigla em inglês para Drugs for Neglected Diseases initiative (Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas), que viria a ser oficialmente implantada no dia 3 de Julho de 2003, com sede na Suíça e intervenção a nível planetário, preenchendo as lacunas existentes na investigação e no desenvolvimento de novos produtos farmacológicos. Contando com parcerias com entidades como os Médicos sem Fronteiras, a brasileira Fundação Oswaldo Cruz, o Conselho Indiano de Pesquisa Médica, o Ministério da Saúde da Malásia, o Instituto de Pesquisa Médica do Quénia, o Pasteur de França e o Banco Mundial, a DNDi coordena a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos em colaboração com a comunidade científica internacional e com a indústria farmacêutica.
Carla Teixeira
Fonte: DNDi, Organização Mundial de Saúde
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Isabel Marques
Tabaco custou 434 milhões de euros em cuidados de saúde em 2005
De acordo com um estudo realizado por investigadores da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, os internamentos causados pelo tabagismo custaram 126 milhões de euros, uma quantia que se junta aos mais de 308 milhões gastos em medicamentos, consultas e meios complementares de diagnóstico. Segundo o estudo, estima-se que o tabaco foi ainda responsável por 12 por cento das mortes registadas no país em 2005, alertando também para a diminuição do número de pessoas que nunca fumaram.
Se os fumadores portugueses tivessem deixado o vício, poderia ter-se poupado cerca de 144 milhões de euros, dos quais 64 milhões em internamentos e 80 milhões em cuidados ambulatórios.
O vício do tabaco foi responsável por 146 mil anos de vida perdidos, no que se refere a perdas de saúde, que têm em conta não só a morte prematura, mas também os níveis de incapacidade. Destes, 51 mil poderiam ter sido recuperados caso os fumadores portugueses tivessem deixado de fumar. No total, deixar o tabaco levaria a uma redução de 5,8% nas taxas de mortalidade no nosso país. Os casos de cancro nos lábios, cavidade oral e faringe, por exemplo, diminuiriam para metade nos homens portugueses, se estes deixassem de fumar, o mesmo sucedendo com o cancro da traqueia, pulmões e brônquios, cuja ocorrência apresentaria uma diminuição de 45%.
Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), actualmente, um em cada dez adultos morre devido ao fumo, prevendo-se que, caso a situação actual se mantiver, em 2020, o tabaco terá sido responsável pela morte anual de 10 milhões de pessoas. Das cerca de 650 milhões de pessoas que presentemente fumam em todo o mundo, metade acabará por morrer vítima do tabaco.
Segundo dados de 2005, em Portugal, uma em cada cinco pessoas fuma, sendo 31 por cento homens e 10,3 por cento mulheres. De acordo com o Eurobarómetro, divulgado no mês passado, cerca de metade dos fumadores portugueses quer deixar de fumar, mas só um em cada três é que realmente tenta .
Um dos professores responsáveis pelo estudo, Miguel Gouveia, sublinhou que, apesar de tudo, se registou uma ligeira redução do número de pessoas que fuma habitualmente, contudo essa diminuição tem sido feita de uma forma contraditória, já que o tabagismo tem reduzido nos homens e aumentado nas mulheres.
Isabel Marques
Diário Digital, TSF Online, SicOnline
