terça-feira, 26 de junho de 2007

Reportagem

Aspartame, um benefício artificial?

Estudo relaciona o adoçante à incidência de cancro


Um estudo que analisou a utilização de aspartame, um edulcorante artificial de baixo valor energético, voltou a levantar suspeitas acerca desta substância ao revelar que os ratos, aos quais esta foi administrada de forma regular, demonstraram riscos acrescidos de desenvolver leucemia, linfomas e cancro da mama.

O aspartame é utilizado em vários alimentos, bebidas e medicamentos em mais de 100 países. A sua utilização foi, primeiramente, aprovada pela Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drugs Administration - FDA) em 1981 para misturas em pó e edulcorantes de mesa de baixo valor energético. Em 1996, foi aprovado o seu uso em todos os alimentos e bebidas.

A investigação, conduzida pela Fundação Europeia Ramazzini de Oncologia e Ciências do Ambiente, em Itália, revelou que quando a exposição ao edulcorante começa durante a vida fetal, os potenciais efeitos cancerígenos aumentam. Os ratos foram expostos ao aspartame em níveis superiores e inferiores à dose diária máxima recomendada. Este estudo coloca “sérias questões acerca da segurança do aspartame”, afirmou Mike Jacobson, director-executivo do Centro para as Ciências de Interesse Público, uma entidade responsável pela fiscalização da saúde pública sedeada em Washington.

“Com base nos dados científicos, acreditamos que o aspartame deve ser evitado tanto quanto possível, especialmente por grávidas e crianças”, salienttou Morando Soffritti, o principal responsável pela investigação publicada no “Environmental Health Perspectives”, uma publicação com apoio governamental. Por sua vez, Michael Herndon, um porta-voz da FDA, afirmou que “nesta altura, a FDA não vê motivos para alterar as suas conclusões anteriores que indicam que o aspartame é seguro enquanto adoçante para os alimentos”.

Nos Estados Unidos da América, a dose diária recomendada de aspartame situa-se nos 50 miligramas por cada quilo do peso do corpo, enquanto que na Europa se fica pelas 40 miligramas por cada quilo do peso corporal. É uma quantidade muito elevada, alertam os especialistas, já que, numa pessoa com 68 quilos, equivale a 18 latas de refrigerante dietético por dia. Numa criança com 22 quilos, aproxima-se das seis latas diárias. Para além disso, a presença do aspartame não se fica só pelos refrigerantes. Está também na composição dos iogurtes, sobremesas dietéticas, pastilhas e medicamentos. Nesse sentido, é provável que a ingestão diária de aspartame seja muitas vezes subestimada, alerta Soffrittini.

Ao nível do consumo mundial, o edulcorante artificial representa 62 por cento do valor do mercado de adoçantes, e deverá estar presente em seis mil produtos em todo o mundo, incluindo bebidas gaseificadas, doces, adoçantes de mesa e alguns produtos farmacêuticos, tais como vitaminas e xaropes para a tosse sem adição de açúcar.

Os procedimentos da investigação

Para concretizar este estudo a equipa de investigadores separou as fêmeas grávidas em três grupos. Um dos grupos foi alimentado com uma dose elevada de aspartame (100mg/kg de peso corporal), o segundo foi alimentado com uma dose inferior (20 mg/kg de peso corporal) e o terceiro não recebeu qualquer adoçante na alimentação.

O processo teve início no 12º dia de gravidez e as mães foram mortas depois de desmamarem. Por sua vez, as crias, que receberam a mesma alimentação que as mães, viveram até falecerem por causas naturais e foram posteriormente examinadas à procura de cancro e doenças. No total foram analisados 400 ratos. Os cientistas observaram a pele, a gordura, as glândulas mamárias, o cérebro, as glândulas pituitárias e as glândulas salivares.

No final, os investigadores descobriram um aumento, estatisticamente relevante, dos tumores malignos, nos ratos que foram alimentados com o edulcorante artificial. O grupo de fêmeas alimentadas com a dose mais elevada de aspartame revelou uma percentagem de aumento dos tumores de 15 por cento, enquanto que no grupo alimentado com a dose mais reduzida o aumento dos linfomas e leucemias não se revelou significativo em ambos os sexos, nem o cancro da mama nas fémeas.

Face às conclusões, Soffrittini sublinhou que é necessário “reconsiderar urgentemente” as regulações governamentais sobre o uso de aspartame enquanto edulcorante artificial. Um estudo de 2005 tinha já alertado para os perigos de ingestão desta substância e para e existência de uma co-relação entre o aumento da incidência de linfomas e leucemias nas fêmeas de ratos e as doses de aspartame ingeridas. Na altura, Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar considerou que não existia ainda fundamento para recomendar alterações nas dietas dos consumidores, no que se referia ao aspartame, mas prometeu analisar a informação.

Marta Bilro

Fonte: Food Navigator, Journal Sentinel, Associação Portuguesa de Dietistas.

Medicamentos fora das farmácias: APED considera “processo exemplar”

Quota de venda situa-se nos 5%

“Apesar dos muitos cenários catastróficos, a venda de medicamentos sem receita médica nos espaços comerciais foi um processo exemplar”, afirmou, hoje, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

Em defesa da sua tese, o presidente da APED argumentou que, “no primeiro trimestre deste ano, a quota de vendas de medicamentos sem receita médica fora das farmácias se situa já nos 5 por cento das vendas totais de medicamentos que, por ano, chegam aos 250 milhões de euros.”

Na opinião de Luís Vieira e Silva, “os medicamentos sem receita médica continuam a ser uma aposta e são um mercado crescente para a empresas de distribuição”, considerando que “as pessoas não passaram a comprar medicamentos exageradamente.”

Face os receios que espoletaram na altura, do início da sua comercialização, afirmou, convicto: “Nada se passou de grave.”

O responsável da APED elogiou, ainda, o recente anúncio do alargamento da lista de medicamentos sem receita médica, ou seja, que também poderão ser comercializados fora das farmácias: “É um trabalho crescente que só beneficia o consumidor, por ter mais espaços de venda e horários mais alargados” considerou.

Raquel Pacheco

Fonte: AF

Congresso Saúde e Sexo divulga programação

O programa do Congresso Saúde e Sexo, que terá lugar no Porto, durante os dias 21 e 22 de Setembro, já está concluído. Entre os principais assuntos em debate no primeiro dia destacam-se o sexo na sociedade, o negócio do sexo e os prazeres. Para o final deste dia e início do segundo estão agendados vários workshops e será debatida a temática das expressões sexuais e a química do sexo.

No quadro de especialistas presente para o tema de abertura do congresso – Sexo na Sociedade – vão comparecer Machado Caetano, António Palha, Mário de Sousa e Ana Maria Moreira. Cada um dos especialistas abordará um subtema que vai desde a educação para a sexualidade à reprodução medicamente assistida.

Para falar sobre o “Negócio do Sexo” foram convidados António Rui Leal, que irá abordar a “Prostituição nas Ruas do Porto”; Alexandra Oliveira que irá centrar-se na temática da “Prostituição, Casas de Alterne e de Striptease em Portugal”; e Jorge Martins que se debruçará sobre o tema “Prostituição e Redes de Tráfico de Mulheres”.

A discussão em torno dos “Prazeres” fica a cargo de Júlio Machado Vaz, Manuel Esteves, Mota Cardoso e Isabel Freire. “(A)normal vs. Patológico” é o assunto que marca o início do segundo dia de congresso e conta com a participação de Afonso Albuquerque, Pinto da Costa, Manuela Brito e Rui Xavier Vieira. As “Expressões Sexuais” são um assunto que ficará sob a responsabilidade de Daniel Sampaio, Fancisco Allen Gomes, João Décio Ferreira e Iris Monteiro. Para encerrar o encontro, estará em cima da mesa a “Química do Sexo” num debate com a participação de António Santinho Martins, Serafim Guimarães, Pedro Nobre e Avelino Fraga.

O painel de Workshops ainda não está encerrado sendo que, até ao momento, se encontram confirmados o de “Educação Sexual”, orientado por Vítor Ferreira; “Mitos na Sexualidade” com Joana Almeida; “Sexualidade e Deficiência Mental” a cargo de Sara Moreira; e “Transexualidade” que terá uma abordagem médica, endócrina e cirúrgica proferida por um especialista de cada área.

Os interessados poderão inscrever-se nos Workshops e obter mais informações sobre o congresso através do endereço csaudeesexo.blogspot.com/.

Marta Bilro

Fonte: Press, csaudeesexo.blogspot.com/.

Dapagliflozin mostra resultados positivos em teste de fase II

A Bristol-Myers Squibb e a AstraZeneca estão a trabalhar num novo fármaco para a diabetes, cujos resultados dos testes em fase inicial demonstraram que a substância, o dapagliflozin, permite controlar os níveis de açúcar no sangue em diabéticos do tipo 2 e parece ser segura. As conclusões da investigação foram apresentadas durante a reunião anual da Associação Americana de Diabetes.

O novo composto pertence à nova classe dos inibidores de glucose SGLT2 e revelou benefícios quando administrado sozinho ou associado a outro medicamento. Num comunicado emitido, as empresas referem que durante os ensaios clínicos não foram detectados efeitos secundários sérios.

De acordo com Bernard Komoroski, investigador da farmacêutica norte-americana Bristol-Myers Squibb, o medicamento gere os níveis de açúcar no sangue controlando a forma como o açúcar é processado nos rins, o que traz benefícios para os diabéticos que sofrem de flutuações perigosas nos níveis de açúcar no sangue. Estas substâncias controlam o nível de açúcar no sangue ajudando os rins a eliminar a glicose do organismo.

No estudo de fase II, que envolveu a participação de 74 pacientes durante duas semanas, o dapagliflozin diminuiu o açúcar no sangue em maior quantidade do que um placebo. David Albaugh, porta-voz da britânica AstraZeneca, salientou que ainda este ano deverão surgir novas descobertas sobre o fármaco a partir de estudos de maiores dimensões.

O dapagliflozin e outras substâncias similares, que estão a ser testadas pela Sanofi Aventis e pela GlaxoSmithKline, competem actualmente pela entrada no mercado, de forma a tornarem-se no primeiro fármaco inibidor da glucose SGLT2 a receber aprovação. O medicamento, que deverá receber parecer positivo em 2010, poderá gerar cerca de 223 milhões de euros por ano, previu Roopesh Patelm analista da USB Investment Research.

Marta Bilro

Fonte: First World, Bloomberg, CNN Money, Hemscott.

FDA fiscaliza produção de suplementos dietéticos

A indústria norte-americana de suplementos dietéticos passa a estar sujeita ao cumprimento de práticas de produção que pretendem garantir que as vitaminas, medicamentos herbais e outros produtos são rotulados correctamente, cumprem padrões de qualidade e não contêm impurezas ou contaminantes.

A decisão foi anunciada pela Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA) e teve origem na descoberta do último ano, segundo a qual alguns compostos medicinais destinados à disfunção eréctil foram detectados em suplementos não autorizados. “Esta regulação ajuda a assegurar a qualidade dos suplementos dietéticos para que os consumidores possam estar confiantes de que os produtos que compram contêm o que está descrito no rótulo”, explicou Andrew C. von Eschenbach, representante da FDA.

As novas regulamentações incluem todas as etapas da vida do produto, desde a sua produção, ao processo de embalamento e rotulagem até ao armazenamento. O produto final será analisado e as queixas dos consumidores serão registadas e analisadas. As novas regras abrangem ainda o manuseamento e criação de novas plantas. Para além disso, todas as situações adversas relacionadas com suplementos dietéticos terão de ser transmitidas à FDA.

A União de Consumidores aplaudiu a iniciativa mas refere que esta “ainda não garante que os suplementos sejam seguros e eficazes antes de entrarem no mercado”. Janell Mayo Duncan, representante da União de Consumidores afirma que “esta nova regra requer que os produtores de suplementos dietéticos cumpram os procedimentos para garantir que os seus produtos contêm o tipo e quantidade de ingredientes descritos no rótulo. No entanto, os consumidores não fazem ideia se tal produto funciona ou se é perigoso”.

Para restringir as infracções a FDA pode ainda pedir aos produtores para removerem um ingrediente ou para rever os rótulos e, em casos mais sérios, poderá apreender o produto, apresentar uma queixa em tribunal ou procurando responsabilização criminal. Porém, a agência não tem qualquer poder de regular a publicidade aos suplementos dietéticos. A nova regulação será introduzida gradualmente ao longo de três anos e terá início a 24 de Agosto para os pequenos produtores. Os fabricantes de larga escala têm até Junho de 2008 para cumprir o estabelecido.

Marta Bilro

Fonte: AHN, Med News

Médico descobriu o vírus da sida em 1983
Luc Montaigner no congresso da ESEI em Lisboa



O investigador francês Luc Montaigner, que em 1983, num trabalho conjunto com o norte-americano Robert Gallo, se notabilizou pela descoberta do vírus da sida, vai deslocar-se a Lisboa no final do mês de Setembro, para participar no primeiro dia de trabalhos do VI Congresso da Sociedade Europeia para Infecções Emergentes. No encontro, agendado para o Hotel Tivoli Tejo, deverão marcar presença mais de 200 destacados especialistas internacionais naquela matéria.

Luc Montaigner, médico e actual director do departamento de Sida e Retrovírus do Instituto Pasteur de Paris, membro da Academia das Ciências e de Medicina e da Unesco, será o primeiro orador do evento, depois de o director do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, José Pereira Miguel, discursar na sessão de abertura. Luc Montaigner usará da palavra durante cerca de uma hora numa conferência que intitulou de «Nano elements from pathogenic micro-organisms».
O encontro arranca a 30 de Setembro e prolonga-se até 3 de Outubro, devendo ter na assistência médicos, veterinários, biólogos, farmacêuticos e investigadores. Os interessados em fazer comunicações poderão submeter os seus trabalhos até ao próximo dia 15, bastando para isso contactar a organização. Qualquer informação adicional poderá ser obtida através do site
http://www.esei2007.com/. Fundada em 1997, a ESEI é uma organização sem fins lucrativos que tem como objectivo constituir um fórum europeu para investigação científica e troca de dados na área das infecções emergentes entre investigadores europeus nas vertentes de Saúde Humana e Veterinária.

Carla Teixeira
Fonte: Ciência.pt, ESEI

REPORTAGEM

Indústria farmacêutica privilegia males comuns em países ricos
Doenças negligenciadas sem tratamento


As chamadas doenças negligenciadas, como a doença de Chagas, a leishmaniose, a doença do sono e a malária, afectam milhares de pessoas em todo o mundo, mas colhem um interesse marginal junto da indústria farmacêutica, cuja investigação se concentra essencialmente no desenvolvimento de fármacos para as doenças mais comuns nos países do primeiro mundo. A DNDi nasceu precisamente para vencer essa tendência, trabalhando na pesquisa de medicamentos novos e acessíveis às pessoas afectadas por estas patologias.

O combate às doenças globais como cancro, doenças cardiovasculares, mentais e neurológicas, mais comuns nos países desenvolvidos onde se concentra a grande fatia do tecido industrial ligado à investigação farmacêutica e ao desenvolvimento de medicamentos, monopolizam a atenção dos especialistas, enquanto há outras patologias, convencionalmente designadas como doenças negligenciadas, em que o interesse das empresas é pouco significativo, para não dizer quase nulo. É o que acontece com a doença de Chagas, a leishmaniose, a doença do sono e a malária, cujos afectados são quase sempre pessoas pobres e de países do terceiro mundo – os dos países ricos representam uma franja muito pequena, que contrai malária em viagens ou na sequência de outros problemas de saúde, como a tuberculose –, que normalmente não têm poder de compra que justifique, aos olhos das empresas farmacêuticas, a estimulação daquele mercado.
A doença de Chagas e a leishmaniose, por outro lado, afectam somente países em desenvolvimento, onde a esmagadora maioria da população não dispõe de meios para a compra de fármacos, pelo que acaba por ficar de fora da zona de cobertura do mercado farmacêutico e dos interesses da investigação naquela área. Na figura, o rectângulo acinzentado representa a parcela do mercado farmacêutico mundial relativa aos produtos voltados para especificidades que não são eminentemente do foro médico, como a celulite, a calvície, as rugas, as dietas, o stress e as questões de adaptação a diferentes fusos horários, mas que, apesar disso, constituem um segmento de mercado altamente lucrativo nos países ricos.
Na sua intervenção no terreno, remonta a 1971 a percepção, por parte das equipas da organização internacional de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras, de que a investigação de medicamentos para as doenças tropicais evolui a um ritmo muito inferior à dos outros sectores, pelo que, nos países em vias de desenvolvimento, já nessa altura era evidente uma discrepância que resultava numa premente falta de tratamentos eficazes, acessíveis e adaptados às necessidades das populações que eram injusta e impiedosamente afectadas pelas doenças negligenciadas. Os MSF, antevendo a estagnação daquele tipo de pesquisas – nos últimos 25 anos apenas um por cento do total de medicamentos desenvolvidos à escala mundial pretendeu tratar as chamadas doenças tropicais –, e percebendo que os médicos têm hoje de seguir terapias antigas, cada vez mais ineficazes devido à resistência crescente às soluções farmacológicas de há 40 anos, tomaram uma atitude.

Nobel à investigação
Galardoada com o Prémio Nobel da Paz, a organização humanitária decidiu usar a quantia recebida no estudo das necessidades médicas dos pacientes que sofriam de doenças negligenciadas, tendo para isso reunido uma equipa de especialistas internacionais, que de imediato se debruçaram sobre aquela problemática. O Grupo de Trabalho de Medicamentos para Doenças Negligenciadas, como foi designado, concentrou-se na identificação da crise no tratamento daqueles doentes e na busca de estratégias inovadoras para garantir o desenvolvimento de novos medicamentos que lhes fossem úteis, e em 2001, no culminar desse esforço, propôs a criação de uma entidade independente e sem fins lucrativos destinada a desenvolver novos fármacos ou formulações de medicamentos existentes para pacientes de doenças negligenciadas.
Era assim lançado o embrião da DNDi, sigla em inglês para Drugs for Neglected Diseases initiative (Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas), que viria a ser oficialmente implantada no dia 3 de Julho de 2003, com sede na Suíça e intervenção a nível planetário, preenchendo as lacunas existentes na investigação e no desenvolvimento de novos produtos farmacológicos. Contando com parcerias com entidades como os Médicos sem Fronteiras, a brasileira Fundação Oswaldo Cruz, o Conselho Indiano de Pesquisa Médica, o Ministério da Saúde da Malásia, o Instituto de Pesquisa Médica do Quénia, o Pasteur de França e o Banco Mundial, a DNDi coordena a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos em colaboração com a comunidade científica internacional e com a indústria farmacêutica.

Carla Teixeira
Fonte: DNDi, Organização Mundial de Saúde

Projecto Google adsense

Lema vencedor: Ao clicar já está a ajudar! - Carla Teixeira

Texto vencedor: Sempre que clicar está a contribuir para fazer a diferença

Gosta de ajudar, mas às vezes não sabe bem como e o tempo também não é muito? Pensa que só a sua ajuda não vai fazer a diferença e que por isso não vale a pena? E se à sua ajuda se juntarem muitas mais?

As novas tecnologias, a facilidade de acesso à informação e a globalização também podem ser utilizadas para fazer a diferença junto daqueles que precisam de mais apoio do que aquele providenciado pelas autoridades competentes. O cidadão comum também pode contribuir, sem ter despesas e sem disponibilizar muito tempo.

Agora pode ajudar várias associações sem sair de casa e em apenas alguns minutos. Quando acede ao farmacia.com.pt pode contribuir para várias causas com um simples clique.

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Ajudar assim é simples, sem custos e só precisa de uns minutos.

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Isabel Marques

Tabaco custou 434 milhões de euros em cuidados de saúde em 2005

O Infarmed divulgou que se estima que o tabaco tenha sido responsável por custos de cerca de 434 milhões de euros em internamentos hospitalares, medicamentos, consultas e exames, em 2005.

De acordo com um estudo realizado por investigadores da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, os internamentos causados pelo tabagismo custaram 126 milhões de euros, uma quantia que se junta aos mais de 308 milhões gastos em medicamentos, consultas e meios complementares de diagnóstico. Segundo o estudo, estima-se que o tabaco foi ainda responsável por 12 por cento das mortes registadas no país em 2005, alertando também para a diminuição do número de pessoas que nunca fumaram.

Se os fumadores portugueses tivessem deixado o vício, poder
ia ter-se poupado cerca de 144 milhões de euros, dos quais 64 milhões em internamentos e 80 milhões em cuidados ambulatórios.

O vício do tabaco foi responsável por 146 mil anos de vida perdidos, no que se refere a perdas de saúde, que têm em conta não só a morte prematura, mas também os níveis de incapacidade. Destes, 51 mil poderiam ter sido recuperados caso os fumadores portugueses tivessem deixado de fumar. No total, deixar o tabaco levaria a uma redução de 5,8% nas taxas de mortalidade no nosso país. Os casos de cancro nos lábios, cavidade oral e faringe, por exemplo, diminuiriam para metade nos homens portugueses, se estes deixassem de fumar, o mesmo sucedendo com o cancro da traqueia, pulmões e brônquios, cuja ocorrência apresentaria uma diminuição de 45%.

Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), actualmente, um em cada dez adultos morre devido ao fumo, prevendo-se que, caso a situação actual se mantiver, em 2020, o tabaco terá sido responsável pela morte anual de 10 milhões de pessoas. Das cerca de 650 milhões de pessoas que presentemente fumam em todo o mundo, metade acabará por morrer vítima do tabaco.

Segundo dados de 2005, em Portugal, uma em cada cinco pessoas fuma, sendo 31 por cento homens e 10,3 por cento mulheres. De acordo com o Eurobarómetro, divulgado no mês passado, cerca de metade dos fumadores portugueses quer deixar de fumar, mas só um em cada três é que realmente tenta .

Um dos professores responsáveis pelo estudo, Miguel Gouveia, sublinhou que, apesar de tudo, se registou uma ligeira redução do número de pessoas que fuma habitualmente, contudo essa diminuição tem sido feita de uma forma contraditória, já que o tabagismo tem reduzido nos homens e aumentado nas mulheres.

Isabel Marques

Diário Digital, TSF Online, SicOnline

MIT investiga enzima que provoca Síndrome de X Frágil

Estudo revela que a inibição da enzima p21 (PAK) no cérebro pode ser uma boa terapia no tratamento da Síndrome de X Frágil (SXF), causador do ao autismo, anunciaram investigadores do Picower Institute for Learning and Memory do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

A enzima p21 controla o número, o tamanho e a forma das conexões entre os neurónios no cérebro. A investigação feita em ratos com mutação genética do cromossoma X revelou a paragem da actividade da enzima inverteu a estrutura de conexões neuronais.

Esta descoberta e a medicação já existente podem possibilitar o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento de SXF.

O professor de biologia e neurociência do MIT, Susumu Tonegawa, disse ainda que a inibição da actividade de p21 foi feita apenas algumas semanas depois dos sintomas da patologia terem surgido o que leva a crer que há possibilidade de reverter o SXF mesmo depois de diagnosticado.

O Síndrome de X Frágil é uma doença genética que provoca atraso mental e dificuldades de aprendizagem. A patologia é também associada a um conjunto de características físicas e neuro-psicológicas que afectam as pessoas suas portadoras de variadas maneiras. Os rapazes (80%) apresentam um défice cognitivo grande, nas raparigas os valores descem para 33 a 50%. Problemas emocionais e comportamentais são comuns a ambos os sexos. O SXF é hereditário.

O trabalho vai ser publicado na versão online de Proceedings of the National Academy of Sciences e foi apoiado pela FRAXA Foundation, a Simons Foundation, a Wellcome Trust e National Institutes of Health.

Sara Pelicano

Fontes: MIT, Associação Portuguesa da Síndrome do X frágil e The National Fragil X Foundation

EMEA emite opinião positiva relativamente ao Atriance

A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) emitiu um parecer favorável recomendando que a comercialização do Atriance (nelarabina solução para infusão), da GlaxoSmithKline, seja aprovada para o tratamento de pacientes com Leucemia Linfoblástica Aguda de células T (LLA-T) e Linfoma Linfoblástico das células T (LBL-T) que sofreram uma recaída, ou que foram refractários a, pelo menos, dois tratamentos de quimioterapia anteriores.

A Leucemia Linfoblástica Aguda de células T (LLA-T) e Linfoma Linfoblástico das células T (LBL-T) são formas raras e difíceis de tratar da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) e do Linfoma Linfoblástico (LBL). Existem só algumas centenas de casos de reincidência de LLA-T por ano na Europa. Os pacientes com LLA-T e LBL-T tendem a ter um prognóstico pior do que pacientes com doença de células B. Sendo assim, há poucas opções de tratamento para aqueles pacientes que são refractários, ou sofreram recaídas a seguir a, pelo menos, dois tratamentos de quimioterapia. A nelarabina é um progresso para este grupo de pacientes, uma vez que poderá oferecer a alguns pacientes a oportunidade de avançar para um tratamento potencialmente curativo, tal como o transplante de células estaminais.

Foi conduzida a fase II do estudo em pacientes adultos com LLA-T e LBL-T reincidentes ou refractários para avaliar a eficácia e segurança da nelarabina. 40 pacientes foram inscritos, tendo 39 pacientes recebido pelo menos uma dose de nelarabina. Um subgrupo de 28 pacientes em 39, teve recaídas ou foram refractários, a seguir a dois ou mais tratamentos anteriores de quimioterapia. Seis pacientes (21%) apresentaram uma resposta completa, com ou sem restauração dos níveis normais de células no sangue e um paciente deste grupo prosseguiu para o transplante de células estaminais. No geral, foi registada uma média de sobrevivência de 20 semanas.

A fase II do estudo também avaliou 153 pacientes pediátricos (com menos de 21 anos) com LLA-T e LBL-T reincidentes ou refractários, com o mesmo propósito de avaliar a eficácia e segurança da nelarabina. Um subgrupo de 84 pacientes foi tratado com uma dose de 650mg/m2 durante cinco dias, e 39 desses pacientes tiveram recaídas ou foram refractários, a seguir a dois ou mais tratamentos anteriores de quimioterapia. 23 por cento desses 39 pacientes apresentou uma resposta completa com ou sem restauração dos níveis normais de células do sangue, e quatro desses pacientes avançaram para um transplante de células estaminais.

A nelarabina quando administrada por via intravenosa é convertida em ara G e depois na sua forma activa, ara GTP. A acumulação de ara GTP nas células leva à inibição da síntese do ADN, que resulta na morte programada das células.

O fármaco recebeu o estatuto de medicamento órfão na Europa, em Junho de 2005, assim como nos Estados Unidos, em Dezembro de 2003, onde foi aprovado em Outubro de 2005 e é comercializado como Arranon. A nelarabina será agora ponderada para aprovação final para comercialização por parte da Comissão Europeia.

Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) e Linfoma Linfoblástico (LBL)

A LLA é um cancro das células brancas do sangue, as células que normalmente combatem as infecções. É uma doença rara e difícil de tratar que é mais comum nas crianças e progride rapidamente na ausência de uma terapia eficaz. A LLA é o tipo de cancro mais comum nas crianças, representando 23 por cento dos cancros diagnosticados em crianças com menos de 15 anos. A LLA -T representa a minoria da população que tem LLA e tem um prognóstico particularmente fraco depois de uma reincidência.

A LBL é um tipo do Linfoma de Não-Hodgkin, um cancro do sistema linfático, que ocorrre mais frequentemente em crianças do que em adultos. Os pacientes com LBL–T representam um subgrupo destas pessoas.

Isabel Marques

Fontes: FirstWord, GlaxoSmithKline, Bloomberg

Campanha de vacinação contra a pólio abrange crianças de três países africanos

Foi lançada hoje na Namíbia uma campanha de vacinação contra o vírus da poliomielite, destinada à imunização das crianças entre os zero e os cinco anos, de três países africanos, Angola, República Democrática do Congo e Namíbia.

A sincronização da campanha de vacinação, deve-se ao facto de estes três países africanos registarem elevadas taxas de infecção com o vírus da poliomielite, frequente na região, devendo as crianças ser vacinadas em simultâneo.

Entre quarta e sexta-feira, irá decorrer a primeira das duas fases que compõe a campanha, estando prevista a vacinação de 5,7 milhões de crianças de Angola e 300.000 da Namíbia.

No Congo deverão ser vacinadas apenas as crianças das regiões fronteiriças com Angola, nomeadamente Baixo Congo, Cassai Ocidental e Catanga, não sendo portanto adiantado o número de crianças a vacinar.

No caso de Angola, depois de três anos consecutivos em que não foram registados casos de infecção com poliomielite, foram este ano identificadas duas crianças com a doença, enquanto que a Namíbia registou em Maio do ano passado 19 casos, essencialmente adultos, depois de dez anos sem quaisquer registos.

O vice-ministro da Saúde angolano, José Van-Dúnen, mostrou-se satisfeito com o bom funcionamento do sistema de vigilância epidemiológico do pais, uma vez que permitiu “detectar a existência destes casos".

"É impossível interromper a circulação do vírus da pólio, devido ao grande movimento das populações entre as várias províncias e para os países vizinhos, onde o vírus continua a circular", lamenta o dirigente angolano.

A circulação do vírus continua a ser permitida devido às deficientes condições de saneamento básico, ao qual grande parte da população angolana não tem acesso, o que aliado ao debilitado estado nutricional das crianças, impede a eficiência da vacina.

José Van-Dúnen, admite que “a nossa vacinação de rotina tem níveis que não nos permite proteger as nossas crianças como desejaríamos, por isso estamos primeiro a aumentar o acesso à água potável e a melhorar o saneamento, e a fazer esforços para aumentar significativamente as coberturas de vacinação de rotina”.

Na Namíbia, tal como em Angola, os casos registados encontram-se em bairros suburbanos, derivados de condições deficitárias de higiene e alimentação.

Para o ministro da Saúde e Serviços Sociais da Namíbia, Richard Nchabi Kamwi, a tarefa de eliminar o vírus da poliomielite do continente africano será árdua, devendo passar não só pela vacinação das crianças de áreas afectadas, mas também pela imunização de todas as crianças dos países que nunca conseguiram interromper a transmissão do vírus.

"Estou convencido que nós podemos fazer com que a região da África Austral fique livre do vírus da pólio brevemente, o que deveria acontecer em todo o continente e no mundo", disse o governante.

O vírus da poliomielite é altamente contagioso e tem maior incidências nas crianças menores de cinco anos, causando paralisia permanente numa em cada 200 infecções, das quais entre cinco a dez por cento morrem.

A Nigéria poderá vir a ser o principal responsável pela expansão do vírus selvagem da poliomielite, uma vez que este ainda é um país endémico.

Inês de Matos

Fonte: Lusa

Infarmed ordena recolha do Diamicron


Gliclazida: genérico administrado para diabetes
A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) ordenou a recolha de todas as embalagens de 60 comprimidos (80mg) do medicamento Diamicron (Gliclazida) por colocarem em risco a saúde pública.

“Foi ordenada a recolha de todas as embalagens do lote n.º 49221, validade: 09/2007 do medicamento Diamicron (Gliclazida) 80 mg/ embalagem de 60 comprimidos, com registo de Autorização de Introdução no Mercado (AIM) n.º 8391318”, alertou, ontem, o Infarmed.

No comunicado emitido com carácter de “muito urgente”, Hélder Mota Filipe, membro do conselho directivo do Infarmed, justifica que a retirada do fármaco advém das análises realizadas na Direcção de Comprovação de Qualidade do Infarmed, onde “foram detectados resultados fora das especificações no que respeita ao ensaio de dissolução.”

A firma Servier Portugal - Especialidades Farmacêuticas, Lda. é a titular de AIM do medicamento. O Gliclazida 80 mg (genérico do Diamicron, do laboratório Servier) é utilizado no tratamento de diabetes em não- insulinodependentes, obesos e idosos.

Raquel Pacheco
Fonte: Infarmed

Anti-depresivos inimigos dos ossos

A ingestão de anti-depressivos pode conduzir ao enfraquecimento dos ossos, aumentando o risco de osteoporose em pessoas idosas. A conclusão resulta de dois estudos elaborados por especialistas norte-americanos publicados na edição de 25 de Junho do “Archives of Internal Medicine”.

A investigação centrou-se numa das classes de anti-depressivos, denominados inibidores selectivos da reabsorção de serotonina (SSRIs na sigla inglesa), medicamentos ingeridos por milhões de pessoas, muitas delas idosas. Nesta categoria inserem-se, por exemplo, o Prozac (Fluoxetina) da farmacêutica Eli Lilly e o Seroxat (Paroxetina) comercializado pelo laboratório britânico GlaxoSmithKline. Os estudos são ainda preliminares, advertem os autores, não devendo, por isso, influenciar a alteração da medicação dos pacientes. “No entanto, considero que a nossa descoberta sugere que esta área precisa de ser mais investigada”, salientou Susan Diem, responsável por um dos estudos.

A equipa liderada por Susan Diem, da Universidade do Minnesota, avaliou 2.722 mulheres, com uma média de idades de 78 anos, 198 das quais tomavam SSRIs. As que ingeriram os anti-depressivos registaram uma diminuição da densidade na anca de 0,82 por cento por ano, comparativamente a uma redução anual de 0,47 por cento entre as mulheres que não tomam os fármacos.

No segundo estudo, conduzido por Elizabeth Haney da Universidade de Ciências e Saúde de Oregon, em Portland, foram analisados 5.995 homens, com uma média de idades de 74 anos, entre os quais 160 que utilizavam SSRIs. Os investigadores detectaram uma diminuição da densidade da anca 3,9 por cento inferior à dos homens que não tomaram quaisquer anti-depressivos ou que ingeriram outro tipo de medicamentos para a depressão. A equipa de cientistas comparou também doentes que utilizavam de anti-depressivos tricíclicos ou trazodone com pacientes que não tomavam qualquer anti-depressivo. A análise não revelou efeitos aparentes na densidade da anca ou na espinha dorsal.


Os anti-depressivos SSRI inibem uma proteína responsável pelo transporte da serotonina, um mensageiro químico que tem influência no sono e no humor. A presença dessa mesma proteína foi detectada nos ossos, aumentando a possibilidade desses fármacos influírem no fortalecimento dos mesmos e conduzirem à osteoporose, referem os investigadores.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Forbes, Channel 4.


Toyama e Roche criam fármaco para artrite reumatóide

T- 5224 é um fármaco que inibe inflamações e bloqueia os sintomas de artrite reumatóide, como a destruição óssea progressiva. As farmacêuticas Toyama Chemical e Roche assinaram um acordo para continuar a investigar e desenvolver o medicamento.

«Este novo fármaco oral vai juntar-se à gama de produtos desenvolvidos pela Roche na área da inflamação e artrite reumatóide. O T-5224 teve resultados prometedores nos primeiros ensaios clínicos feitos», afirmou o director de desenvolvimento farmacêutico da Roche, Jean-Jacques Garaud.

A artrite reumatóide é uma doença inflamatória, na qual há alterações dos tecidos conjuntivos do corpo. Esta patologia tem origem numa inflamação proliferativa crónica da membrana sinovial e atinge sobretudo mulheres na fase adulta (jovem) e pós-menopáusicas.


Nos termos do acordo, a empresa japonesa cede à Roche os direitos exclusivos para investigar, desenvolver e vender o T-5224 em todo o mundo, excepto no Japão, onde a Toyama Chemical mantém direitos exclusivos.

Sara Pelicano

Fontes: Roche, Pm Farma, Saúde e Segurança e Portal da Saúde

segunda-feira, 25 de junho de 2007

FDA aprova administração de Risperdal em jovens

A Federação Norte-Americana de Alimentos e Fármacos (FDA na sigla inglesa) escreveu uma carta de aprovação para permitir a administração do medicamento Risperdal em jovens.

As solicitações da farmacêutica Johnson & Johnson Pharmaceutical Research & Development eram no sentido de administrar o fármaco no tratamento de esquizófrenia em adolescentes com idades entre os 13 e 17 anos. E também a permição de utilização em doentes bipolares de fase I, com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos.


O FDA não pediu nenhum estudo suplementar, pelo que a Johnson & Johnson está agora a rever a carta para finalizar o acordo.

Sara Pelicano

Fontes: Pm Farma, Johnson & Johnson

China reforça fiscalização a alimentos e fármacos

A produção, distribuição e utilização de anestésicos e psicotrópicos vai ter vigilância apertada na China. As autoridades do país pretendem criar uma rede nacional de monitorização que começou já a ser testado em 11 províncias e municípios e deverá ser alargada ao resto do país, devendo estar operacional até ao final deste ano, avançou a agência Xinhua.

De acordo com um comunicado emitido pela Administração Estatal dos Alimentos e Fármacos, entidade que fiscaliza o mercado de medicamentos chinês, a rede deverá “fornecer à entidade fiscalizadora ferramentas que lhe permitam detectar irregularidades na produção e distribuição de medicamentos anestésicos e psicotrópicos para prevenir os problemas antecipadamente”.

A entidade reguladora pediu também às autoridades locais que aumentem a fiscalização nas fábricas de medicamentos, incluindo as que criam produtos à base de cafeína e metanfetaminas.

Os meios de comunicação chineses têm relatado frequentemente casos que envolvem alimentos e fármacos falsificados e o assunto chamou a atenção internacional depois de alguns aditivos falsificados, exportados da China, terem contaminado alimentos para cães na América do Norte.

As autoridades chinesas prometeram empenhar esforços para reforçar a frágil rede de fiscalização aos alimentos e medicamentos existente no país. Em Maio o antigo responsável pela Administração Estatal dos Alimentos e Fármacos foi condenado à pena de morte sob acusações de aceitar subornos de empresas farmacêuticas e negligência.

Marta Bilro

Fonte: Reuters

Primogénitos com QI mais elevado


Realizado o maior estudo sobre relação inteligência e ordem de crescimento

Os primogénitos apresentam, em média, um coeficiente de inteligência (QI) mais elevado que os seus irmãos mais novos. Esta conclusão sai do maior estudo realizado sobre a relação entre inteligência e ordem de nascimento, publicado na revista «Science».

Segundo os cientistas da Universidade de Oslo, Noruega – que levaram a cabo a pesquisa - a explicação não está na diferença genética, mas na estimulação mais activa que os primeiros filhos recebem da família.

De acordo com a equipa norueguesa, a diferença detectada não é grande (três pontos, em média, ou seja, QI de 103, 2 nos mais velhos e de 100, 3 nos mais novos), mas é "representativa", argumentando que "pode ditar desempenhos académicos diferenciados."

Os investigadores analisaram registos de QI de mais de 241 mil jovens de 19 anos, nascidos entre 1967 e 1976, e cruzaram indicadores como o nível de educação dos pais, a idade da mãe e o tamanho da família, bem como a ordem de nascença e da comparação estabelecida de mais de 63 mil pares de irmãos, os resultados obtidos foram idênticos.

Raquel Pacheco

Fonte: Science/FarmaNews

Gripe das Aves

Novos casos de H5N1 detectados na Alemanha


As autoridades sanitárias alemãs confirmaram ontem a infecção com H5N1, de três aves encontradas mortas em Nuremberga. As análises realizadas às carcaças de várias aves deram positivas em três casos, tendo a Direcção geral de Saúde de Nuremberga procedido de imediato à recolha das carcaças dos animais infectados.

Em redor do sítio onde foram recolhidas as aves mortas foi montado um perímetro de segurança de quatro quilómetros, em conformidade com as regras estabelecidas pela União Europeia. A entrada de estranhos nos aviários locais está proibida e todas as viaturas que circulem no terreno, são imediatamente desinfectadas.

O perímetro de observação atinge os dez quilómetros e durante as próximas três semanas, está proibida a saída do local de qualquer tipo de ave de capoeira.

O H5N1 foi já detectado em vários países europeus, tendo sido recentemente encontrado numa exploração de perus na República Checa, mas também na Rússia, Grã-Bretanha e Hungria.

Esta é a variante mais mortal do vírus aviário, matando 80 a 100% dos animais infectados, em poucos dias, sendo também a mais perigosa para o ser humano.

A gripe das aves matou já 186 pessoas, essencialmente em países asiáticos, tendo sido detectadas cerca de 300 pessoas com vírus H5N1.

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

Eutanásia: SPO defende qualidade de vida até ao fim

Helena Gervásio reage a estudo da FMUP e dá outra interpretação
A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) reiterou a sua posição de defesa “pela qualidade de vida do doente oncológico até ao fim da vida.”

Em comunicado, a SPO reage, assim, às notícias ventiladas, recentemente, na Comunicação Social, sobre as conclusões de estudo divulgado pelo serviço de Bioética e Ética Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que indicam que 39% dos médicos oncologistas são favoráveis à legalização da eutanásia no país.

Na nota, a instituição científica - presidida por Helena Gervásio e que congrega 415 médicos oncologistas - sublinha que “não é legítimo transportar os resultados do estudo realizado pelo Serviço de Biologia e Ética Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), fruto de uma amostra aleatória de 200 oncologistas, para aquilo que pode ser entendido como a posição dos oncologistas portugueses.”

Aliás, na opinião da associação, “os cerca de 39% dos 200 inquiridos não se revelaram defensores da eutanásia, mas antes, favoráveis à legalização da mesma.”
Para a presidente da SPO, “é precisamente no sentido da defesa da qualidade de vida do doente, até ao último momento, que a Sociedade tem vindo a promover e desenvolver a formação do oncologista em cuidados paliativos.”

Raquel Pacheco

Fonte: Comunicado SPO

Benefícios no tratamento do cancro superam custos

O surgimento de novos fármacos destinados ao tratamento do cancro tem recebido fortes aplausos por parte dos especialistas, porém levantam-se, actualmente, algumas questões no que toca à relação custo-efetividade. Estudos recentes que analisaram dois medicamentos de combate ao cancro revelam agora que esperança de vida alcançada com a utilização das substâncias compensa os custos do tratamento.

A eficácia no aumento da esperança de vida demonstrada pelo inibidor de aromatase Aromasin (Exemestano) e pelo Herceptin (Trastuzumab), um anticorpo monoclonal, já foi comprovada em ensaios clínicos. O estudo, patrocinado pela Genetech, demonstrou que o custo de adicionar Herceptin ao tratamento com quimioterapia, em pacientes com cancro em fase precoce, ascende aos 19,600 euros anuais, sendo que a qualidade de vida sai beneficiada. Este montante é inferior ao que é gasto com outros medicamentos para tratamento do cancro regularmente utilizados, afirmam os investigadores.

Segundo Lou Garrison, um economista da área da saúde na Universidade de Washington e principal autor do estudo sobre o Herceptin, publicado hoje (25 de Junho) na edição online do jornal “Cancer” da Sociedade Americana de Cancro, “o Herceptin custa muito mais do que muitas das terapias crónicas utilizadas regularmente”, mas representa um bom investimento.

Estes estudos “são sempre importantes quando existe um fármaco ou um procedimento que é dispendioso em comparação com o tratamento regular”, afirmou Nicole Mittmann, uma das autoras do estudo sobre o Aromasin, cientista no “Sunnybrook Health Sciences Centre” e professora da farmacologia na Universidade de Toronto. “Os dados clínicos ainda determinam a decisão de utilizar a medicação, e esta é mais uma peça para acrescentar ao puzzle do processo das tomadas de decisão”, salientou.

Baseando-se nos resultados dos ensaios clínicos e nas taxas de sobrevivência actuais relativas ao cancro da mama, os investigadores prevêem que o Herceptin acrescentará três anos à esperança de vida dos pacientes. A relação custo-efetividade foi determinada através de um termo comum utilizado nos estudos de saúde denominado Ano de Vida ajustado Pela Qualidade (QALY). Esta medida é um ajuste à esperança média de vida baseado na qualidade de vida alcançada. Se o tratamento proporcionar ao doente mais um ano de vida saudável, esse factor contará como um QALY, exemplificam os especialistas.

Marta Bilro

Fonte: Bloomberg, Forbes.

Henrique Lecour eleito primeiro presidente da SIAI

A Sociedade Ibero-Americana de Infecciologia (SIAI), criada em Maio de 2006, elegeu hoje o seu primeiro presidente, o médico português Henrique Lecour, professor jubilado da Faculdade de Medicina do Porto e ex-director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital S. João.

A eleição do especialista português decorreu em Salamanca, Espanha, durante a primeira Assembleia-Geral da SIAI, cujo resultado foi anunciado pela Universidade Católica Portuguesa, onde o médico é director-adjunto do Instituto de Ciências da Saúde.

Os principais objectivos da SIAI passam pela promoção da investigação e prática na área da patologia infecciosa, através da organização de congressos, nos países ibéricos e latino-americanos.

A SIAI foi já admitida condicionalmente na International Society of Chemotherapy, devendo a adesão ser formalizada em 2009, no próximo congresso desta organização internacional.

Inês de Matos

Fonte: Lusa
Encontro nacional de doentes e familiares
Ipatimup «Ao encontro da tiróide»


O Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto promove no próximo sábado, dia 30, a iniciativa «Ao encontro da tiróide – vencer e ajudar», destinado a reunir doentes e seus familiares, médicos e público em geral, numa acção que tem o apoio da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo.

Pelas 10h30 as portas do Ipatimup vão abrir-se para acolher os interessados, que terão oportunidade para partilhar conhecimentos e trocar experiências na área das doenças da tiróide com alguns dos mais reputados especialistas nacionais naquela área, como Manuel Sobrinho Simões, que dirige o Ipatimup, José Luís Medina e Francisco Carrilho, entre outros, que ao longo de cerca de três horas debaterão as diversas vertentes de uma problemática que afecta milhares de portugueses.
Actualmente estima-se que 50 por cento da população nacional tenha nódulos na tiróide, normalmente de pequenas dimensões e de carácter benigno, mas todos os anos surgem 500 novos casos. O cancro da tiróide é um dos carcinomas com maior taxa de cura, desde que seja diagnosticado precocemente e receba resposta adequada em termos de tratamento. Na União Europeia afecta hoje mais de 25 mil pessoas, provocando cerca de seis mil mortes anuais. O encontro no Ipatimup tem entrada gratuita. Para mais informações, contactar a MediaHealth Portugal através do número de telefone 218504010 ou os endereços de e-mail rpovoas@mediahealthportugal.com e jborges@mediahealthportugal.com.

Carla Teixeira
Fonte: Jasfarma

Resilez recebe parecer positivo de comité europeu

O comité europeu para produtos medicinais para o uso humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMEA) emitiu um parecer positivo que recomenda a aprovação do Rasilez (aliskiren), um fármaco da Novartis destinado ao tratamento da hipertensão. A farmacêutica suíça espera que as vendas do medicamento gerem, anualmente, cerca de 743 milhões de euros.

Caso seja aprovado, o Rasilez, o primeiro do grupo dos inibidores de renina, será o único tipo de tratamento hipertensor a ser colocando no mercado em mais de dez anos. Por norma, o parecer do CHMP é seguido pela Comissão Europeia, que deverá tomar uma decisão no espaço de três meses.

A opinião baseou-se em 44 estudos clínicos que envolveram mais de 7.800 pacientes e demonstraram que o Resilez actuava de forma eficaz na redução da pressão sanguínea durante 24 horas e, nalguns casos, durante mais tempo, avançou a Novartis. O laboratório salientou também que a eficácia do tratamento aumentava, sempre que o medicamento era administrado em conjunto com outras terapias anti-hipertensão.

O Resilez, comercializado nos Estados Unidos da América como Tekturna, foi aprovado em Março pela Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA). O medicamento foi desenvolvido em parceria com a Speedel AG, uma empresa farmacêutica suíça de pequenas dimensões e vai permitir à Novartis continuar a rechear o seu portfolio de anti-hipertensores, uma lista liderada pelo Diovan (Valsartan), o fármaco da empresa com maior número de vendas, mas cuja patente deverá expirar em 2012.

Num outro relatório, o comité da EMEA anunciou ainda uma recomendação para a autorização de comercialização do Bioncrit, um fármaco da Sandoz, filial da Novartis, para o tratamento da anemia. A substância está a ser recomendada no tratamento da anemia associada a doença renal crónica e em doentes oncológicos.

Marta Bilro

Fonte: First World, Euro2day, Morning Star, Novartis.

Doentes contaminados com Viracept
Infarmed divulgou plano de acção


O Conselho Directivo do Instituto da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) acaba de divulgar, em comunicado, o plano de acção na sequência da recolha do fármaco Viracept, da Roche Registration Limited, que foi retirado do mercado no início deste mês depois de se ter confirmado a contaminação com mesilato de etilo de alguns lotes daquele anti-retroviral, indicado para o tratamento de adultos, adolescentes e crianças com mais de três anos infectados com o vírus da sida.

À luz da nota divulgada pelo Infarmed a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) acordou ontem o plano de acção para acompanhar os doentes que foram expostos ao medicamento contaminado, depois de, no passado dia 13, uma reunião de peritos toxicológicos ter concluído que “a informação conhecida é insuficiente para estabelecer quais as doses de mesilato de etilo que poderão ser tóxicas para os seres humanos”. O Comité Científico de Medicamentos de Uso Humano já solicitou à companhia farmacêutica a realização de estudos em animais, de forma a calcular com maior exactidão os níveis tóxicos daquela substância, devendo os resultados preliminares estar disponíveis no final do ano.
Entretanto, e ainda de acordo com a nota, o comité pediu à Roche a identificação do grupo de doentes eventualmente contaminados, com vista ao seguimento e à monitorização apropriada da evolução do seu estado de saúde. O CHMP defende que deverá ser feito o seguimento dos indivíduos expostos a altos níveis de contaminante nos lotes de Viracept libertados desde Março, de todas as mulheres grávidas que alguma vez estiveram expostas ao medicamento e das crianças que alguma vez estiveram em contacto com ele, incluindo in utero.
Além desta medida, a EMEA recomendou à Comissão Europeia a suspensão da Autorização de Introdução no Mercado do Viracept, uma vez que neste momento a segurança poderá não estar garantida. Como consequência da recomendação de suspensão, o fármaco continuará a não estar disponível no mercado até que as medidas correctivas tenham sido implementadas. A actualização da informação será divulgada à medida que mais informação for ficando disponível.

Carla Teixeira
Fonte: Infarmed

Infecções estafilocócicas afectam 5% dos pacientes hospitalares

Cerca de 1,2 milhões de pacientes hospitalizados são contaminados, anualmente, com uma infecção estafilocócica resistente aos medicamentos, o que representa 5 por cento dos doentes hospitalizados e a receber cuidados de enfermaria, um número cerca de 10 vezes superior ao apresentado em estimativas anteriores. A conclusão é de um relatório da Associação de Profissionais de Controlo de Infecções e Epidemiologia.

A investigação, liderada por William Jarvis, antigo director do programa de infecções hospitalares no Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, revelou também que, anualmente, entre 48 mil e 119 mil doentes hospitalares podem estar a morrer com infecções causadas por Staphlococcus aureus meticilina-resistente, um valor que ultrapassa as últimas previsões. Em Portugal, a infecção por Staphylococcus aureus meticilina-resistente (MRSA) atingiu em 2004 cerca de metade dos doentes internados.

A descoberta surge na sequência de vários alertas públicos acerca da expansão das bactérias resistentes aos antibióticos em instalações hospitalares e unidades de cuidados intensivos. Os especialistas consideram que o aumento da incidência deste tipo de bactérias é a principal causa de várias infecções no sangue e pneumonias que se revelam fatais. A investigação, realizada nos Estados Unidos da América através de inquéritos que envolveram 1.237 hospitais e instituições de cuidados de saúde, concluiu que pelo menos 46 por cento em cada 1.000 pacientes tinha uma infecção. Desse total, cerca de 75 por cento quando se deslocaram aos hospitais e instituições de saúde já eram portadores da bactéria.

Estas infecções, designadas por "Infecção Relacionada com os Cuidados de Saúde", podem ser prevenidas principalmente através da lavagem de mãos dos profissionais de saúde e da descontaminação dos equipamentos. A utilização de luvas e batas é também, um factor importante, assim como a separação dos doentes infectados dos outros pacientes, alertam os especialistas.

Na Europa, ocorrem, anualmente, 1.300 mortes provocadas pelo Staphylococcus Aureus, com um custo associado ao problema estimado em 117 milhões de euros por ano, refere um artigo do «Department of Medicines Policy and Standards». A meticilina resistente Staphylococcus aureus foi reconhecida como a maior infecção nosocomial (adquirida em ambiente hospitalar) que causa aproximadamente 21 por cento de infecções da pele e 28 por cento de infecções cirúrgicas. Cerca de 60 por cento das infecções por staphylococcus aureus reportadas aos Centros de Controlo de Doença são meticilino resistentes (MRSA).

Marta Bilro

Fonte: Chicago Tribune, Chron.com, Seattlepi.com, Revista Brasileira de Epidemiologia, Jasfarma, Manual Merck.

Sol ajuda a tratar psoríase

A psoríase, uma doença da pele, pode ser tratada com a exposição aos raios ultravioletas. Enquanto os médicos alertam a população para os cuidados a ter com o Sol, incentivam os doentes com psoríase a apanhar Sol, visto que essa exposição pode melhorar as zonas do corpo que foram afectadas e reduzir significativamente as placas situadas na superfície do corpo.

A psoríase, uma doença da pele, pode ser tratada com a exposição a raios ultravioletas. Enquanto os médicos alertam a população em geral para os cuidados a ter com o Sol, incentivam os doentes com psoríase a apanhar Sol, visto que essa exposição pode melhorar as zonas do corpo afectadas e reduzir significativamente as placas formadas na superfície do corpo.

Mas, geralmente , quem tem a doença pouco vai à praia, por sentir vergonha em mostrar o corpo. Em Portugal, cerca de 250 mil pessoas desenvolvem esta doença crónica e algumas sentem-se rejeitadas pelos outros devido ao problema de pele que herdaram.

Em Portugal, cerca de 250 mil pessoas desenvolvem esta doença crónica e algumas sentem-se rejeitadas pelos outros devido ao problema de pele de que são portadoras.

“Todos os dias sentimos na pele estas dificuldades mas é fundamental que os doentes psoriáticos não deixem que a doença limite a sua vida ou altere as suas rotinas e actividades”, diz João Cunha, presidente da PsoPortugal, uma associação criada para promover a melhoria da qualidade de vida dos portadores de psoríase.


Psoríase


É uma doença auto-imune que se desenvolve porque o sistema imunitário acelera o crescimento das células da pele e elas são, ao mesmo tempo, rejeitadas pelo organismo. Normalmente, as células da pele regeneram-se em 28 / 30 dias mas, no caso dos doentes psoriáticos, a regeneração ocorre em apenas 3 ou 4 dias, havendo uma acumulação de células em determinadas zonas do corpo.


A psoríase apresenta-se sob a forma de manchas cobertas de escamas esbranquiçadas que podem provocar comichão, ardor ou mal-estar. Pés, mãos, braços, couro cabeludo, cara, costas e peito são as zonas do corpo mais afectadas.

Para além de ser uma doença de pele é também uma doença sistémica, ou seja, os portadores têm uma tendência maior para desenvolver doenças associadas como a diabetes, doença inflamatória intestinal, hipertensão, doença cardíaca ou depressão.


Pensa-se que cerca de três por cento da população mundial sofre de Psoríase. As primeiras manifestações surgem, principalmente, entre os 10 e os 30 anos e parte-se do princípio que o seu aparecimento está relacionado com factores genéticos, apesar das suas causas serem pouco conhecidas.

Hoje existem novas terapêuticas designadas por terapêuticas biológicas que permitem melhorar, no mínimo, 75% das lesões cutâneas em 80% dos doentes contribuindo para melhorar a sua qualidade de vida.

Fonte: Jasfarma
Imagem: Google

1º Encontro Nacional de Doentes da Tiróide e Familiares

(título em falta na notícia anterior)
O Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto será, no dia 30 de Junho, palco da iniciativa “Ao Encontro da Tiróide – Vencer e Ajudar”, cujo início está previsto para as 10h30.

O Encontro conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo (SPEDM), e junta médicos, doentes, familiares e todos os que queiram participar na partilha de conhecimentos e experiências relacionados com as doenças da tiróide.

Vão estar presentes alguns especialistas nacionais como o Prof. José Luís Medina, Dr. Francisco Carrilho e o Prof. Sobrinho Simões, que irão falar de um problema que afecta centenas de milhares de portugueses. Apesar de ser um dos tipos de cancro com maior taxa de cura, desde que diagnosticado precocemente, afecta, todos os anos, cerca de 500 portugueses e mais de 25 mil pessoas na União Europeia.

A entrada é gratuita mas deverá ser efectuada uma inscrição prévia. Para mais informações consultar www.jasfarma.com.

Fonte: Jasfarma

Byetta mais eficaz que insulina no controlo da glicose

A Amylin Pharmaceuticals e a Eli Lilly divulgaram os resultados de um estudo que associa a utilização do Byetta (Exenatido), um fármaco destinado ao tratamento da diabetes tipo 2, a melhorias no controlo dos níveis de açúcar no sangue, perda de peso e diminuição da incidência de hipoglicemia.

O ensaio clínico demonstrou que a combinação do Byetta com metformina produziu resultados estatisticamente significativos na redução dos níveis de hipoglicemia, comparativamente ao tratamento que combina a administração de insulina com a metformina.

O estudo, apresentado durante a reunião anual da Associação Americana da Diabetes, em Chicago, envolveu a participação de 114 doentes. Os resultados demonstraram que apenas 2,6 por cento dos pacientes que estavam inseridos no grupo testado com Byetta sofreram de hipoglicemia, contra 17,4 por cento de hipoglicemicos detectados no grupo testado com insulina. A diferença é significativa, afirmam os responsáveis. Por outro lado, não houve discrepância entre os doentes tratados com Byetta e insulina que ingeriram sulfonilureia, um semelhante genérico para a diabetes. O progresso dos pacientes foi calculado em dois períodos de 16 semanas.

Os doentes envolvidos sofriam de diabetes do tipo 2, aqueles cujo organismo não consegue produzir insulina suficiente ou não a consegue processar adequadamente. A insulina ajuda o organismo a converter açúcar em energia. Por norma, os doentes com diabetes de tipo 2 tomam mais do que um medicamento para controlar os níveis de açúcar no sangue.

O tratamento com Byetta permitiu que fosse controlado o nível de açúcar no sangue dos pacientes, o que não aconteceu quando lhes foi administrada a insulina glargina. Por outro lado, o tratamento combinado de Byetta com metformina resultou numa maior diminuição significativa do risco de hipoglicemia do que o tratamento que incluía a administração de insulina glargina e metformina.

Embora as empresas não tenham confirmado se a diferença é estatisticamente significativa, nos doentes tratados com Byetta registou-se também uma diminuição de peso na ordem dos 2,6 kgs, em comparação com os 0,6 kgs de aumento de peso no grupo de pacientes tratados com insulina glargina.

Marta Bilro

Fonte: The Street, CNN Money, The Star.

60 desfibrilhadores para 385 centros de saúde

Socorro de pacientes com paragem cardíaca comprometido

Existem apenas 60 desfibrilhadores referenciados na rede de cuidados primários portuguesa. Ou seja, apenas um cada seis centros de saúde (das 385 unidades centrais com respectivas extensões), dispõe deste equipamento essencial para reanimar o coração.

De acordo os dados disponibilizados pela Carta de Equipamentos da Saúde (CES), - a que o FARMÁCIA.COM.PT teve acesso - a esmagadora maioria dos centros de saúde do País não tem meios para socorrer uma pessoa com paragem cardíaca.

Segundo os dados da CEP, é a sub-região de Saúde de Faro que está melhor apetrechada, apresentando maior percentagem de centros de saúde dotados de desfibrilhadores: seis distribuídos por 16 centros de saúde.

Já na região de Lisboa e Vale do Tejo, apenas sete dos 89 centros de saúde possuem este tipo de aparelhos. E, nos 44 centros de saúde da Sub-Região de Lisboa, apenas o da Azambuja tem um desfibrilhador.

Vítor Almeida, da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME), confirmou que “muitos centros de saúde não dispõem do desfibrilhador, sustentando que “depende do investimento de cada sub-região.”

O cenário agudiza-se, considerando o disposto da Direcção Geral de Saúde para as futuras Unidades Básicas de urgência, - que vão substituir os SAP (Serviços de Atendimento Permanente) - que preconiza a obrigatoriedade de um "monitor com desfibrilhador automático".

De referir que, no início do ano, havia 271 SAP, sendo que, o ministro anunciou o encerramento de 56. Assim, o número destes equipamentos está muito abaixo do necessário para equipar os restantes serviços de atendimento urgente nos centros de saúde.

Entretanto, ao Diário de Notícias (DN), Vítor Almeida reforçou a posição da APME: "Todos os médicos deveriam dominar o suporte avançado à vida. E em qualquer sítio, onde são administrados remédios ou terapêuticas, onde acorrem doentes em grande número, deveria ter equipamentos de suporte avançado de vida, como desfibrilhadores.”

Segundo avançou o responsável, um alerta sobre a falta de equipamentos em centros de saúde já foi apresentado na Assembleia da República.

Morte por falta de um desfibrilhador
Recorde-se que, Marta Ferreira, manager do grupo Xutos e Pontapés, morreu no passado dia 7, após uma paragem cardíaca, numa casa de banho do aeroporto de Lisboa. Na Portela funciona permanentemente um gabinete da Cruz Vermelha que se encontra em ligação directa com o INEM, porém, não está equipado com um desfibrilhador. A dúvida se o equipamento lhe poderia ter salvo a vida persistirá para sempre.

Raquel Pacheco
Fonte: CES/APME/TVI
Imagem: DN

Testosterona: chave da longevidade masculina

Baixos níveis podem aumentar probabilidade de morte

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que os baixos níveis de testosterona podem aumentar a probabilidade de morte entre homens acima dos 50 anos.

A investigação - que analisou 800 participantes entre 50 e 91 anos - estima que, os que têm baixas doses da hormona masculina têm mais 33% de hipóteses de morrer num período de 18 anos, do que, os que apresentaram os níveis normais.

O estudo, com um universo de 800 indivíduos entre os 50 e os 91 anos, mostra que homens com baixos níveis de testosterona têm mais 33% de hipóteses de morrer, num período de 18 anos, quando comparados com indivíduos com níveis normais da hormona masculina.

Segundo os investigadores, 29% dos participantes registaram níveis baixos de testosterona, hormona responsável pelo desenvolvimento das características masculinas e com significativa influência na libido.

Durante um encontro na The Endocrine Society, (onde o estudo foi apresentado), os cientistas explicaram que “a quantidade da hormona normalmente diminui com a idade, mas que um estilo de vida saudável pode ajudar a manter a testosterona em níveis altos e aumentar a longevidade.”

Ainda de acordo com o estudo, homens que apresentem factores de risco, como doenças cardiovasculares e diabetes, têm três vezes mais hipóteses de manifestar deficits na produção da hormona.

Factores de risco
Os factores de risco foram classificados pelos investigadores como "síndrome do metabolismo" e incluem obesidade, níveis elevados de colesterol, hipertensão arterial e hiperglicemia.

Na opinião da investigadora que coordenou a pesquisa, Gail Laughlin, este estudo sugere que "a associação entre os níveis de testosterona e índices de mortalidade não se deve apenas a uma determinada doença", concluindo que "a quantidade da hormona pode ser influenciada pelo estilo de vida e aumentada com diminuição da obesidade."

Richard Sharpe, da MCR Human Reproductive Sciences Unit, de Edimburgo, explicou que "ser obeso diminui o nível de testosterona o que, por sua vez, provoca a obesidade. É um ciclo vicioso", aconselhando, por isso, que "em vez de suplementos, deve-se mudar o estilo de vida, manter o corpo em forma e aproveitar o máximo da testosterona."


Tostran
Recorde-se ainda que, segundo noticiou, este mês, o FARMACIA.COM.PT, foi lançado no mercado britânico um gel (composto por testosterona sintética) destinado a suavizar os sintomas da andropausa, ou “menopausa masculina”. O fármaco chama-se Tostran, e é dirigido aos homens na faixa etária dos 40 anos que sofram de hipogonadismo, uma patologia que provoca calvície, obesidade, letargia, irritabilidade, reduz a libido e propicia a disfunção eréctil.

Raquel Pacheco

Fonte: BBC/Diário dos Açores

Origem da vulnerabilidade ao VIH pode estar na pré-história

Resistência de chimpanzés e primatas a um retrovírus

De acordo com um estudo publicado na revista científica «Science», a vulnerabilidade do homem ao vírus da sida pode ter tido origem na resistência do corpo humano a um retrovírus que infectou chimpanzés e outros primatas há três ou quatro milhões de anos.

A investigação dos cientistas do centro de pesquisa Hutchinson mostrou que, “ao longo da evolução dos primatas, a imunidade a este vírus, (chamado Pan troglodytes endogenous retrovirus ou PtERV1), “pode ter-nos tornado mais vulneráveis ao vírus da sida.”

Liderado pelo biologista Michael Emerman, o grupo de investigadores reconstituiu parte do genoma do retrovirus PtERV1, o que, revelou que a defesa antiviral humana contra este patogénio depende de um gene chamado TRIM5a.

“O TRIM5a produz uma proteína que neutraliza e destrói o PtERV1 impedindo que este consiga produzir cópias de si mesmo, apesar de não ser eficaz na defesa do organismo humano contra outros retrovírus actuais, entre eles o VIH/sida”, explicam os cientistas à «Science»

“Esta evolução tornou os humanos mais vulneráveis ao VIH/sida”, sintetizou Michael Emerman, frisando que “o gene antiviral apenas consegue combater um vírus de cada vez.”

Raquel Pacheco

Fonte: Science

Parafarmácias não têm lista de medicamentos com venda prevista para hoje

A partir de hoje está autorizada a venda de 36 medicamentos comparticipados fora das farmácias. Estes medicamentos, não sujeitos a receita médica, ainda não estão disponíveis ao público uma vez que as parafarmácias desconhecem a lista dos medicamentos.

A venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica (MNSRM) fora das farmácias era autorizada num decreto-lei publicado há cerca de ano e meio. No passado mês de Abril, a venda de medicamentos comparticipados não sujeitos a receita médica fora das farmácias foi aprovada pelo Conselho de Ministros, no entanto, desprovida da ajuda do Estado, visto que a comparticipação dos MNSRM continua limitada às farmácias.

Assim sendo, os medicamentos que não são sujeitos a receita médica mas são comparticipados pelo Estado, perdem o direito a essa comparticipação quando comprados fora das farmácias. O medicamento fica totalmente ao encargo do utente, como se fosse comprado sem receita médica.

No entanto, hoje as Parafarmácias não colocaram à venda os 36 medicamentos visto que não tiveram conhecimento da lista. Cabe ao Infarmed, autoridade nacional do medicamento, publicar a lista em causa e informar os vendedores.

Entre os 36 da lista encontram-se o Aspegic 500 e o Brufen 200, que são dos medicamentos mais baratos, e o Procol, cujo valor sem comparticipação do Estado ronda os 40 euros.

Fonte: Público, DD e Infarmed

A moda do "Yoga"

Com cada vez mais stress, são muitos os portugueses, que procuram, depois de um dia agitado, um desporto que os faça relaxar, o yoga é sem dúvida, uma modalidade que tem vindo a adquirir cada vez mais adeptos.
"Há um aumento da insatisfação com o modelo social existente e as pessoas estão à procura de felicidade", afirmou ontem o presidente da Associação Lusa de Ioga, Jorge Vieira e Castro, à margem das comemorações do Dia Mundial do Ioga em Lisboa, no Estádio do Restelo.
De acordo com o mestre de ioga, tem-se verificado um "crescimento exponencial da actividade em Portugal" nos últimos anos, o que é "explicado por uma tomada de consciência da população, que quer viver mais perto da natureza e de forma mais saudável".
"O ioga envolve um treino físico intenso, mas também trabalha a energia. Depois dos exercícios temos muito mais energia, mas trabalha também as emoções", explicou o presidente sobre os beneficios deste desporto.
Paulo Nunes, um praticante recente do ioga, interessou-se apenas por uma razão: "Comecei a praticar porque queria aumentar a capacidade de concentração porque faço parapente. Já noto algumas melhorias", acrescentou.
A praticar ioga desde Outubro, Paulo Nunes assegura ainda que está "mais calmo e com uma melhor gestão do stress".
Apesar de não praticar yoga, o candidato à Câmara de Lisboa José Sá Fernandes juntou-se ás comemorações do Dia Mundial do Yoga, para mostrar o seu apreço pela modalidade, no entanto quando questionado sobre a possibilidade de vir a fazer ioga no futuro, Sá Fernandes afirmou que tem amigos que praticam e que talvez um dia" também o faça.

Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital
Diário Digital / Lusa

Consultas excessivas sem justificação devem ser mais caras

O valor real de uma consulta, suportado pelo Sistema Nacional de Saúde (SNS) é de 30 euros e um doente paga 2,75 euros pela mesma consulta, num hospital público.
O relatório sobre a sustentabilidade financeira do SNS defende que os utentes que fizerem um uso excessivo e injustificado de consultas devem pagar mais.

O relatório, encomendado pelo Governo em Março de 2006, aconselha que o doente deverá pagar o valor total da consulta (30 euros) no lugar da actual taxa de 2,75 euros, que corresponde a 10% do valor do serviço, em caso de ausência de justificação clínica aceitável.
Doentes que não sejam crónicos ou que não precisam de tratamentos prolongados deveriam ser limitados a três consultas comparticipadas por cada seis meses. Acima das três consultas, o doente teria de pagar 75% do valor da consulta, isto é, mais 19,75 euros do que a taxa moderadora actual.

Apesar destas medidas terem sido propostas no relatório, a comissão técnica responsável pela elaboração do documento, não consegue garantir que apenas a sua aplicação seja suficiente para suportar financeiramente o SNS.
Aquilo que se sabe é que os gastos públicos com a saúde têm sofrido um aumento muito maior em Portugal do que na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No ano de 2004, em Portugal a média era de 7,2, perante 6,4 por cento. No entanto tem vindo a diminuir nos últimos anos, foi 2,9 por cento, de 2004 a 2006, face a 9,2 por cento, de 1995 a 2004.

Esta proposta está inserida nas 10 que se encontram no relatório do qual ainda não há divulgação oficial. A informação foi disponibilizada no blog de um jornalista da TVI.

Fonte: SOL, Lusa, Diário Digital, Público

Menos drogas nas escolas

Segundo, uma primeira análise do um estudo, no âmbito do Dia Mundial das Drogas Ilícitas, que é festejado amanhã, o consumo de droga nas escolas está a estabilizar, apesar da cocaína estar a aumentar entre os jovens adultos.
Em entrevestiva ao jornal Destak, João Goulão, presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência, o consumo de drogas leves pode estar mesmo numa fase de queda, isto porque "os adolescentes têm hoje uma maior capacidade de fazerem escolhas individuais".
Os resultados deste estudo, só serão apresentados no próximo mÊs de Setembro, no entanto sabe-se que a utilização da droga tem agora outros fins, tendo agora "uma característica mais utilitária" e como principal objectivo "mais imediato, sem ser uma dependência~".
O uso do haxixe, que nos jovens tem a vantagem de ser "inócuo e inofensivo", está a começar a ser "tão admitido como é o álcool", avança o especialista, que afirma que o consumo de heroína tem sido uma droga pouco utilizada, uma vez que é uma droga "desprestigiada" entre a juventude.
A cocaína, no entanto continua a ser associada ao mundo artístico, logo a maior parte dos jovens pensam que "não deve fazer muito mal". Uma "visão errada", avisa Goulão, uma vez que esta droga cria "uma ávida dependência" e pode provocar patologias mentais graves, como "a esquizofrenia e as psicoses".
O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência adiantou ainda que a troca de seringas nas prisões portuguesas é um projecto "na iminência de ser aprovado" e pode vir a ter a sua aplicação "já no próximo mês".

Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital

EMEA avalia Nexavar para tratar cancro do fígado

Depois dos ensaios clínicos terem comprovado a eficácia do Nexavar (sorafenibe), a Bayer Healthcare submeteu à Agência Europeia do Medicamento um documento para aprovação do uso do fármaco no tratamento do cancro do fígado (carcinoma hapatocelular). O Nexavar é actualmente utilizado, em mais de 50 países, para tratar o cancro de rim em fase avançada.

A Bayer HealthCare, divisão de cuidados de saúde do grupo alemão Bayer, avançou também que pretende submeter um pedido de aprovação à Federação Norte-Americana de Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA) para esta nova indicação terapêutica.

A actuação do fármaco no combate ao cancro do fígado foi recentemente testada por um ensaio clínico de fase III, no qual os pacientes aos quais foi administrado o Nexavar registaram um aumento da taxa de sobrevivência global de 44 por cento, quase três meses a mais do que naqueles que não receberam a substância (média de 10,7 meses contra os 7,9 meses do grupo placebo). Os resultados foram apresentados no inicio do mês de Junho, durante a reunião da American Society of Clinical Oncology (ASCO).

Todos os anos surgem 1,5 milhões de casos novos de cancro do fígado em todo o mundo. A doença ocorre especialmente entre os 55 e 80 anos de idade, em indivíduos de raça caucasiana, mas a doença é mais comum na 3ª e 4ª décadas de vida, em Africanos e Asiáticos, sendo duas a três vezes mais comum nos homens do que nas mulheres. Anualmente, morrem cerca de um milhão de pessoas em todo o mundo com cancro do fígado.

Marta Bilro

Fonte: SEGS, Saúde na Internet.

Medicamentos ao domicílio na Andaluzia

A província espanhola de Andaluzia prevê para breve o arranque de um esquema de distribuição de fármacos ao domicílio, como está contemplado num projecto de lei aprovado na passada semana pelo governo do país vizinho, que dentro de dias entrará na fase de tramitação parlamentar.

No seu artigo 4.2, o projecto de lei para o ordenamento farmacêutico da Andaluzia estabelece que “as farmácias de oficina poderão dispor de um serviço vocacionado para a distribuição ao domicílio de medicamentos e produtos de saúde”, de acordo com uma listagem de requisitos e excepções a aprovar pelas autoridades locais na área sanitária. A medida gerou controvérsia no seio da classe profissional, mas na opinião de Manuel Arenas, presidente do conselho de colégios andaluz (Cacof), o documento é “transparente e completo”.
Em causa está, segundo avançam os contestatários da medida, o facto de, à luz da lei das garantias, que proíbe expressamente a venda de produtos farmacêuticos ao domicílio, o novo projecto de lei revela-se ferido de inconstitucionalidade. Estima-se também que, a ser implementadas estas novas regras, muitas farmácias montem o seu próprio esquema de distribuição, começando a operar fora do seu perímetro de influência, o que subverte a conduta correcta em termos de concorrência.

Carla Teixeira
Fonte: Correo Farmaceutico
Medicamentos clássicos continuam a ser os mais indicados
Novo fármaco para a candidíase


O surgimento no mercado farmacêutico de um novo medicamento para tratamento da candidíase, infecção generalizada provocada por fungos, suscitou a publicação de um editorial no «The New England Journal of Medicine» em que se afirma não haver razões para abandonar as fórmulas clássicas de tratamento como terapia de eleição para a doença.

Um estudo recente assinala a eficácia do novo fármaco, produzido pelo laboratório farmacêutico Vicuron, que entretanto foi comprado pela multinacional Pfizer. Foram observadas 245 pessoas que sofriam de candidíase invasiva. A 127 participantes no estudo foi administrada a nova substância, anidulafungina, e a 118 o tradicional fluconazol (juntamente com a caspofungina, o voriconazol e a anfotericina B, é um dos tratamentos mais comuns para a candidíase). A nova terapia teve sucesso em 75 por cento dos doentes do primeiro grupo, contra apenas 60 por cento dos que foram tratados com o fármaco habitual, sendo que os efeitos secundários das duas substâncias se revelaram similares. De acordo com os autores do estudo divulgado agora, ficou demonstrado que a anidulafungina não é menos eficaz do que o fluconazol, tendo uma garantia de segurança muito semelhante.
Apesar dessa evidência, o «The New England Journal of Medicine» atesta que não há razões para fazer do novo medicamento a terapia de eleição para a candidíase, frisando que as diferenças entre os dois tipos de fármacos não são significativas. O editorial publicado na revista científica recusa abandonar a utilização do fluconazol, devido à sua “segurança, eficácia e baixo custo”, e recorda que as equinocandinas, grupo a que pertence a nova anidulafungina, continuam a ter um custo várias vezes acima do tratamento convencional.
A candidíase invasiva é uma infecção produzida por fungos da espécie Candida, que penetram no sangue e daí se disseminam por todo o organismo. Ocorre muitas vezes em bebés com baixo peso à nascença, em mulheres grávidas e em pessoas com problemas no sistema imunológico ou que por qualquer motivo se submeteram a intensos tratamentos com recurso a antibióticos.

Carla Teixeira
Fonte: El Mundo

domingo, 24 de junho de 2007

Tailandia incentiva utilização de medicamentos tradicionais

As autoridades tailandesas estão a preparar uma campanha para promover a utilização de medicamentos tradicionais em vez dos fármacos importados. A iniciativa deverá custar cerca de 53 milhões de euros mas os responsáveis acreditam que permitirá poupar aos cofres tailandeses 7 mil milhões de euros por ano.

De acordo com o Ministro dos Delegados de Saúde Pública da Tailândia, Morakot Kornkasem, o orçamento disponibilizado pretende também ajudar a impulsionar os padrões de produção relacionados com o desenvolvimento dos medicamentos tradicionais tailandeses.

O principal objectivo é diminuir a dependência do país face aos medicamentos e tecnologias importadas, estendendo a utilização de medicamentos tradicionais a 25 por cento do mercado, afirmou Morakot.

Para este responsável, os medicamentos tradicionais são uma alternativa necessária, uma vez que os fármacos desenvolvidos pelos grandes laboratórios internacionais tendem a estar protegidos por patentes de longa duração, que deverão atingir os 25 anos, mais cinco do que os actuais 20 anos e a tornar-se cada vez mais dispendiosos.

Marta Bilro

Fonte: Earth Times

Apenas um em cada dez doentes tem acompanhamento
Hiperactividade sem tratamento


Apenas uma de cada dez crianças espanholas que sofrem de desordem por défice de atenção e hiperactividade recebe tratamento psíquico e farmacológico, à luz de um alerta deixado ontem num simpósio realizado em Barcelona pelo presidente da Sociedade Catalã de Psiquiatria Infanto-Juvenil.

Na sua intervenção Jordi Sasot afirmou que “neste momento apenas uma em cada dez crianças portadoras daquela doença é correctamente avaliada e tem o devido acompanhamento em Espanha”, alertando para a gravidade da actual situação de obscurantismo face aos números reais do problema. O também coordenador da Unidade de Pedopsiquiatria do Centro Médico Teknon de Barcelona acrescentou a sua convicção de que o actual cenário resulta do facto de em Espanha a Psiquiatria Infanto-Juvenil não ser ainda reconhecida como especialidade médica, “levando a que o número de profissionais naquele sector seja claramente insuficiente para as necessidades da população”.
Neste sentido, os especialistas reunidos em Barcelona concordaram que é fulcral a maior intervenção dos psiquiatras, enquanto médicos assistentes das crianças com diagnóstico de desordem por défice de atenção e hiperactividade, na abordagem da doença, quer na altura de identificar o problema, quer no momento em que urge aconselhar os pais sobre a melhor forma de tratar os filhos. Jordi Sasot disse ainda que “a maior participação do psiquiatra no processo poderia favorecer a detecção precoce do transtorno, fundamental para prevenir o insucesso escolar da criança, por exemplo, problema que muitas vezes surge em crianças hiperactivas que não foram correctamente avaliadas e diagnosticadas.
A desordem por défice de atenção com hiperactividade começa normalmente por criar dificuldades de aprendizagem e de adaptação dos menores ao meio em que se movimentam, e na maior parte dos casos prolonga-se por toda a vida adulta. É uma perturbação do desenvolvimento que afecta o comportamento, a capacidade de atenção e o auto-controlo.

Carla Teixeira
Fonte: Europa Press, AZfarmacia
Dentro de três a cinco anos…
Tratamentos individualizados para o cancro da mama


O aperfeiçoamento dos tratamentos para o cancro da mama deverão permitir, num prazo compreendido entre três e cinco anos, a definição de esquemas terapêuticos individualizados, de acordo com as características específicas de casa tumor e de cada paciente.

A opinião foi expressa há dias por Gabriel Hortobagyi, director do Departamento de Oncologia Mamária da Clínica Anderson, na cidade norte-americana de Houston. O especialista, que falava na VII Conferência do Cancro da Mama, que teve lugar em Madrid, considerou que a melhoria sentida ao longo dos últimos anos no tratamento daquele tipo de carcinoma, consumada através dos significativos progressos feitos em matéria de aplicação de tecnologias e no desenvolvimento de novos fármacos, deverá tornar possível a análise casuística dos tumores, levando à implementação de terapias adequadas e individualizadas para cada doente.
Hortobagyi apontou ainda a eficácia dos medicamentos biológicos no combate ao cancro da mama, colocando a ênfase no facto de se tratar de produtos que não são tóxicos e que se ajustam a tratamentos individualizados, porque se dirigem de uma forma específica às causas das alterações que levam as células cancerosas a diferenciar-se das restantes e a crescer de um modo descontrolado e pernicioso. O médico garantiu que esse tipo de terapia permitiria “acompanhar o desenvolvimento do tumor ao longo do tratamento e, no caso de não funcionar, alterar a medicação a tempo, já que a detecção do problema seria imediata”.

Carla Teixeira
Fonte: Europa Press, AZfarmacia
Novartis contesta dados de um estudo
Prexige pode causar quebra da tensão arterial


A administração do anti-inflamatório inibidor selectivo de COX-2 lumiracoxib para o tratamento de doentes com artroses que também sofram de hipertensão controlada provoca uma ligeira diminuição da pressão arterial, de acordo com os resultados de um estudo apresentado esta semana no Congresso Europeu de Reumatologia, que teve lugar na cidade espanhola de Barcelona.

A administração do lumiracoxib, um anti-inflamatório não esteróide (AINE) inibidor selectivo de COX-2, para o tratamento de doentes com artroses que também sofram de hipertensão controlada provoca uma ligeira diminuição da pressão arterial. Estes resultados surgem num estudo apresentado esta semana no Congresso Europeu de Reumatologia, que teve lugar na cidade espanhola de Barcelona.

Em comunicado, a Novartis, empresa farmacêutica que distribui aquele AINE (inibidor) sob a designação comercial de Prexige, declarou que, na verdade, o medicamento influi menos na pressão arterial do que o AINE (anti-inflamatório não-esteróide) ibuprofeno, que normalmente tem o efeito de aumenta ligeiramente a pressão arterial nos doentes com o mesmo perfil. Um estudo comparativo daquelas duas substâncias, que ao longo de um período de quatro semanas acompanhou 787 pacientes de 50 anos que sofriam de artrose e hipertensão, aferiu que o Prexige e o ibuprofeno revelam sensivelmente a mesma tendência para provocar efeitos secundários adversos, a maior parte dos quais leve e sem toxicidade, sendo a reacção mais frequente em ambos os grupos de doentes a ocorrência de dores abdominais, que mesmo assim só atingiram dois por cento das pessoas analisadas.

Carla Teixeira
Fonte: Europa Press