sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Metade das mulheres não faz contracepção
Quase metade das mulheres portuguesas em idade fértil que vive no território de Portugal Continental confessa não recorrer ao uso de métodos contraceptivos, optando pela prática de relações sexuais desprotegidas. São dados constantes no 4º Inquérito Nacional de Saúde, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge e pelo Instituto Nacional de Estatística, que se reportam ao período entre 2005 e 2006 e referem ainda a hipertensão como razão principal para o consumo de medicamentos no nosso país.
De acordo com os resultados do estudo, a que o farmácia.com.pt teve acesso, e que pela primeira vez inclui também dados referentes às regiões autónomas da Madeira e dos Açores, a faixa etária em que menos são usados métodos para o controlo da natalidade é o grupo dos 15 aos 19 anos (80,2 por cento não usam qualquer método de prevenção da gravidez e das doenças venéreas), seguindo-se as mulheres com mais de 50 anos (78,2 por cento não usa). Entre os restantes grupos, as taxas de utilização de métodos contraceptivos são elevadas, oscilando entre os 56 por cento nas mulheres entre os 45 e os 49 anos, e os 74 por cento na faixa dos 35 aos 39.
O método anticoncepcional adoptado pela generalidade das portuguesas (65,9 por cento) é a pílula, seguindo-se, a longuíssima distância, o preservativo, com apenas 13,4 por cento das preferências, e o dispositivo intra-uterino, que capta 8,8 por cento das escolhas. Na faixa etária dos 20 aos 24 anos a pílula é líder destacado nos consumos, com 87,3 por cento das mulheres a indicá-la como o seu método de eleição. Apesar de 22,9 por cento das inquiridas declarar que não faz vigilância do método contraceptivo que utiliza, consultórios e clínicas privadas (23,7 por cento) e os centros de saúde (45,5 por cento) foram os locais referidos mais vezes como aqueles em que essa vigilância tem lugar.
Gripe e hipertensão
Ainda no capítulo do consumo de medicamentos o estudo refere que em Portugal a vacinação contra a gripe tende a aumentar com a idade, sendo que 69 por cento da população com mais de 15 anos nunca foi inoculada contra a patologia. Nas duas semanas anteriores à realização do inquérito, de acordo com os dados compilados pelo INSA e pelo INE, o consumo de medicamentos receitados por um médico e comprados numa farmácia foi realizado por 52,8 por cento da população, sendo a hipertensão a motivação principal para aquele consumo, com 15,6 por cento do volume de fármacos adquiridos, seguindo-se depois as dores nas articulações (10 por cento) e a redução dos níveis de colesterol (9,5 por cento).
O Quarto Inquérito Nacional de Saúde foi realizado ao longo dos dois últimos anos por iniciativa do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, através de uma parceria com o Instituto Nacional de Estatística, que contou com a colaboração da Direcção-Geral da Saúde e das secretarias regionais dos Assuntos Sociais da Madeira e dos Açores, na fase de preparação do questionário. Na origem deste estudo esteve sobretudo o objectivo de caracterização da população portuguesa face à saúde em áreas como a apreciação do seu próprio estado, a incapacidade temporária e de longa duração, as doenças crónicas, os cuidados de saúde, o consumo de medicamentos, a saúde oral, as despesas com saúde, o consumo de tabaco, de alimentos e bebidas, a saúde reprodutiva, a actividade física, a saúde mental, os cuidados preventivos, a qualidade de vida e a insegurança alimentar, estando algumas destas categorias ainda em fase de análise.
Carla Teixeira
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge
Brócolos e couve-flor combatem cancro da próstata
Os compostos anticancerígenos presentes na composição dos brócolos e da couve-flor têm sido extensivamente analisados ao longo dos tempos. Os especialistas recomendam frequentemente a ingestão de frutas e vegetais para eliminar os riscos de vir a desenvolver cancro. No entanto, este novo estudo, que contou com a participação de 1.300 homens, demonstrou que outros frutos como é o caso do tomate, não têm qualquer benefício na prevenção do cancro.
Os 1.300 participantes com cancro da próstata foram submetidos a um questionário alimentar. Ao observar os resultados, os investigadores constataram que os benefícios inerentes à ingestão de vegetais e frutas não correspondiam às expectativas. Por outro lado, os brócolos e a couve-flor foram associados a uma diminuição do risco de desenvolver cancro da próstata. A ingestão de couve-flor, pelo menos uma vez por semana, reduziu o risco de desenvolver a forma mais mortal de cancro da próstata em 52 por cento, enquanto os brócolos provocaram uma descida de 45 por cento.
Caso esta associação venha a confirmar-se, uma das formas primárias de prevenção contra esta doença pode passar pelo “aumento do consumo de brócolos, couve-flor e, possivelmente, espinafres”, afirmou a orientadora do estudo, Victoria Kirsch. Ainda assim, esta especialista adverte que o facto dos brócolos e da couve-flor serem benéficos para a saúde pode estar na origem desta diminuição do risco.
O cancro da próstata é o segundo tipo de cancro mais comum entre os homens. Os dados da União Europeia indicam que um em cada seis homens tem probabilidades de contrair a doença. Em Portugal, surgem 4 mil novos casos por ano, o que representa cerca de 19 por cento do total de tumores.
Marta Bilro
Fonte: The Earth Times, Manual Merck, ABC da Saúde.
Rival do Lucentis entra em ensaio clínico de fase III
O ensaio clínico aleatório de comparação deverá envolver perto de 1200 pacientes que sofrem de DMI, uma das principais causas de incapacidade nos idosos e a maior responsável pela perda de visão nos adultos. O estudo vai analisar a segurança e eficácia do VEGF Trap-Eye em várias dosagens, em comparação com o Lucentis. Ambos os fármacos actuam de forma semelhante, bloqueando a formação de novos vasos sanguíneos, cujo crescimento anormal conduz ao desenvolvimento de DMI.
A Bayer chegou a acordo com a Regeneron, em Outubro de 2006, numa parceria que lhe custou mais de 230 milhões de euros, para desenvolver em conjunto o VEGF Trap-Eye e comercializar o medicamento fora dos Estados Unidos da América. Um porta-voz da Bayer revelou que, de acordo com as expectativas da empresa, os picos de venda do tratamento poderão situar-se entre os 250 e os 500 milhões de euros.
Marta Bilro
Fonte: Forbes, Reuters.
Cientistas associam gene do canhotismo à esquizofrenia
Estudo britânico descobre gene LRRTM1 que aumentará probabilidade de pessoas serem canhotas e risco de disfunção cerebralÀ luz de um estudo conduzido por uma equipa de investigadores do Centro de Genética Humana da Universidade de Oxford, um gene relacionado com o canhotismo poderá estar também associado ao risco de esquizofrenia.
De acordo com a informação avançada pela BBC, os cientistas britânicos anunciam – num estudo publicado na revista «Molecular Psychiatry» - ter descoberto o gene LRRTM1 que, segundo acreditam, não só “arruma” o cérebro dos canhotos de forma diferente, como também, aumenta a probabilidade de as pessoas não serem destras.
Com base na pesquisa, os cientistas da Universidade de Oxford estimam também que o gene poderá espoletar o risco de esquizofrenia - doença mental frequentemente ligada à disfunção cerebral, cujos sintomas mais característicos são confusões mentais, alucinações (sobretudo auditivas) e delírios.
Defendendo que o LRRTM1 “desempenha um papel importante no controle de partes do cérebro que comandam certas funções específicas como a fala e as emoções”, os investigadores recordaram que “nos destros, o lado esquerdo do cérebro normalmente controla a fala e a linguagem, enquanto o direito comanda as emoções.”
Uma vez que, nas pessoas canhotas, acontece exactamente o oposto, a equipa britânica concluiu que o responsável pela troca será o gene LRRTM1.
No sentido de tranquilizar os canhotos, o coordenador da investigação, Clyde Francks ressalvou que “os canhotos não devem se preocupar com a ligação entre canhotismo e esquizofrenia”, sustentando que “há muitos factores que levam certos indivíduos a apresentarem esquizofrenia e a grande maioria dos canhotos nunca vai desenvolver o problema.”
Agora, Clyde Francks espera que a descoberta “ajude a entender o desenvolvimento da assimetria do cérebro”, rematando que o papel do gene “ainda não é conhecido com precisão.”
CanhotismoxGenética
O certo é que, nas últimas décadas, têm havido inúmeros estudos e muita especulação sobre o canhotismo. Há pelos menos uma certeza: entre destros e canhotos há grandes diferenças.
Uma das conclusões a que chegaram os especialistas, é que os destros são melhores em pensamentos analíticos e que os canhotos são mais criativos ou musicais. Segundo uma pesquisa feita na Austrália, as pessoas canhotas pensam mais rápido quando estão a praticar certas actividades, nomeadamente, desporto ou jogos de computador.
No que concerne ao canhotismo associado à genética, o site mundocanhoto.com clarifica que: “Quando ambos os pais ou a mãe são canhotos, a probabilidade é maior. Para pais destros, a percentagem é de 9%, dois pais canhotos 29% e um canhoto outro destro, cerca de 19%.”
Raquel Pacheco
Fonte: BBC/mundocanhoto.com
Chugai retira Vesanoid do mercado japonês
Esta medida surge na sequência da descoberta de material derivado de bovinos, proveniente do Canadá, presente num lote específico de cápsulas deste medicamento importado da Roche, na Suíça. A utilização de material derivado de bovinos é autorizada no exterior, porém, o documento precisa de ser corrigido parcialmente para que possa obter aprovação de uso no Japão.
Nesse sentido, as duas empresas estavam em negociações para não exportar para o Japão as cápsulas de Vesanoid que continham o referido material. No entanto, o lote em questão acabou por ser exportado devido a um mal-entendido por parte da Roche, que assumiu que a utilização do material teria sido aprovada naquele país.
O material derivado de bovinos é utilizado na produção da gelatina, uma matéria-prima presente nas cápsulas moles do medicamento.
Marta Bilro
Fonte: Hemscott, CNN Money.
Stada adquire Makiz por 135 milhões de euros
A Nizhpharm OAO, unidade russa da Stada, adquiriu todas as acções da Makiz por 125 milhões de euros, sendo que o preço final pode alcançar os 135 milhões de euros, dependendo de determinadas condições do contracto, revelou, em comunicado, a empresa alemã.
Do portfolio de produtos da Makiz fazem parte mais de 50 medicamentos, metade dos quais são versões genéricas. Os fármacos estão principalmente concentrados no âmbito dos tratamentos de doenças cardiovasculares, problemas do sistema nervoso central, tuberculose e doenças urológicas.
“É uma expansão positiva e lógica para o portfolio da Stada”, considera Marcus Konstanti, analista da Oppenheim Research GmbH, em Colónia, até porque “estão a pagar um preço inferior à média”, justifica.
As vendas anuais da Makiz subiram para mais do dobro em 2006, atingindo os 51,5 milhões de euros.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, Forbes.
Alternativa no tratamento da esquizofrenia
A Solvay Pharmaceuticals anuncia, no seu boletim mensal, que tem em fase de revisão pela norte-americana Food and Drug Administration um fármaco que visa alcançar maior eficácia no tratamento da esquizofrenia, uma doença mental que afecta cerca de um por cento da população mundial.
Segundo o farmácia.com.pt conseguiu apurar, o Bifeprunox encontra-se em fase de estudo há largos anos, tendo agora sido submetido à apreciação da FDA, que deverá pronunciar-se sobre a sua eventual aprovação e entrada no mercado. Os estudos pré-clínicos do medicamento demonstraram o seu potencial antipsicótico, que o torna capaz de evitar os efeitos secundários associados às convencionais terapias para a esquizofrenia: o elevado aumento de peso e a interferência nos níveis de colesterol do doente. De acordo com a companhia farmacêutica belga, o mecanismo de actuação do Bifeprunox tem como objectivo a normalização dos níveis químicos no cérebro, “estimulando a actividade da dopamina onde ela é demasiado baixa, e inibindo a sua actividade sempre que os seus níveis estão muito elevados, sendo essa a mais-valia do novo fármaco (as terapias actuais simplesmente bloqueiam a dopamina). A marca estima que, se for aprovado, o Bifeprunox possa entrar no circuito de distribuição e comercialização no final da década em curso.
Carla Teixeira
Fonte: Boletim nº 12 da Solvay Pharmaceuticals
Controlar o stress alivia sintomas do Lupus
Os cientistas da Universidade de Granada observaram que os pacientes que receberam terapia psicológica registaram uma diminuição significativa nos níveis de stress diário, que ocorre em circunstâncias de pouca relevância mas com bastante frequência, e uma redução nos níveis de ansiedade e depressão, atingindo níveis de stress ainda mais baixos do que os da população em geral.
Nuria Navarrete Navarrete, Juan Jimenez Alonso and Maria Isabel Peralta Ramirez, responsáveis pela investigação, aplicaram a terapia anti-stress num grupo de doentes que sofriam de Lupus, de forma a ensiná-los a gerir o stress e, consequentemente, reduzir os efeitos negativos do Lupus.
Os resultados da pesquisa, divulgada pelo “Psychosomatic Medicine”, demonstraram que os pacientes com Lupus que receberam a terapia melhoraram significativamente a qualidade de vida tanto a nível físico como psicológico. Os doentes submetidos a este tratamento apresentaram menos sintomas relacionados com a pele e o músculo esquelético, característicos dos pacientes com Lupus.
O Lúpus é uma doença crónica que pode afectar pessoas de ambos os sexos e em todas as idades sendo, no entanto, mais frequente entre as mulheres adultas. Esta patologia surge sob a forma de inúmeros sintomas o que dificulta o seu diagnóstico. Em Portugal, entre cinco mil a sete mil pessoas sofrem desta doença. Segundo Marta Barreto, investigadora da genética do Lúpus no Instituto Gulbenkian da Ciência (IGC), encontram-se inscritos na Associação de Doentes com Lúpus (ADL) cerca de 1800 doentes. Um valor que, de acordo com o portal Ciência Viva, deverá estar muito abaixo da real incidência da doença no nosso país.
Marta Bilro
Fonte: The Earth Times, Ciência Viva.
Doentes pagos para aderir aos tratamentos
Na semana passada foi anunciado em Inglaterra que os toxicodependentes locais estariam a receber vouchers para fazer compras em centros comerciais em troca da sua adesão aos tratamentos médicos. Na última edição do «British Medical Journal» dois especialistas defendem visões opostas da medida, que está a gerar polémica no país. Afinal, devem os doentes ser de alguma forma recompensados pela sua adesão à medicação que lhes é receitada, ou o simples facto de com a toma de fármacos estarem a melhorar o seu estado de saúde deverá ser suficiente, e qualquer forma de pagamento eticamente condenável?
Tom Burns, psiquiatra do Warneford Hospital, em Oxford, considera que o estímulo à cooperação dos doentes através de uma recompensa não é uma atitude nova, e salienta que grande parte das instituições de tratamento de doentes mentais tem o hábito de recompensar os pacientes pelas atitudes saudáveis que estes tomam. Na opinião daquele especialista, “os incentivos de ordem financeira não são diferentes” nem constituem “exploração dos doentes em situação económica desfavorecida”, já que, segundo Tom Burns, “saber se a recompensa traduz uma justa valorização da atitude do doente ou a imoral exploração da condição desfavorecida em que vive depende de um conjunto de circunstâncias em que a remuneração é atribuída, e não da transacção em si mesma”.
Visão diferente do fenómeno tem Joanne Shaw, chairman da Ask About Medicines, para quem o pagamento pela adesão dos doentes não é a solução para diminuir os números da não participação dos doentes nos seus tratamentos, que deveriam ser assuntos de enorme relevância para o próprio. Na opinião daquela especialista, o pagamento da adesão do doente ao tratamento, seja em dinheiro ou em benefícios de outro género, potencia o surgimento de um efeito perverso, minando a aliança terapêutica que deveria existir sempre entre o paciente e o médico que o assiste. A responsável considera ainda que, “no momento em que entra dinheiro na equação, estão criadas condições para a ocorrência de fraudes”. Convencer os pacientes a aceitar o tratamento de que necessitam é “um problema real e genuíno”, mas pagar para isso subverte o princípio de que eles estão a tratar deles mesmos. A atribuição de uma recompensa “pressupõe que estão a fazer algo que não é inerente aos seus interesses, o que neste caso não ocorre”, explica.
Carla Teixeira
Fonte: Eurekalert
Centro Oncológico de Vila Real abre em 2008
A entrada em funcionamento do novo Centro Oncológico de Vila Real, agendada para o primeiro trimestre do próximo ano, vai permitir o tratamento de 80 por cento dos casos de cancro da região transmontana, desviando um número significativo de doentes do Hospital de São João e da delegação Norte do Instituto Português de Oncologia, ambos localizados na cidade do Porto. Depois de Lisboa, Coimbra e da Invicta, Vila Real é a quarta cidade do país a receber uma estrutura deste tipo, que deverá ser capaz de prestar 800 tratamentos no primeiro ano de laboração, aumentando para 1700 nos anos seguintes.
O edifício que albergará a nova unidade, ainda em fase de construção, funcionará nas imediações do Hospital de Vila Real, e deverá, de acordo com o administrador do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Carlos Vaz, “dar cobertura” a toda aquela região, que tem cerca de meio milhão de habitantes, principalmente no que respeita à radioterapia. No entanto, o novo centro está também equipado com as valências de bloco operatório, serviço de cuidados paliativos e hospital de dia, estando preparado para atender doentes de oito neoplasias: cancro da mama, do pulmão, da próstata, da pele, do útero, da bexiga, do estômago e colo-rectal. O responsável congratula-se por a obra estar a decorrer “a bom ritmo”, garantindo que será cumprido o prazo anunciado para a entrada em funcionamento da nova unidade.
Antes disso, e até final deste ano, deverá entrar em funcionamento uma residência para doentes oncológicos, materializada numa iniciativa da Associação Laços para a Vida. Segundo fonte daquela instituição, criada em 2005, são objectivos daquele espaço acolher durante alguns dias os doentes que tenham de se deslocar de um ponto mais distante da região com vista à realização de tratamentos oncológicos. A residência ficará localizada em instalações cedidas pela autarquia, e deverá poder receber até oito pessoas em simultâneo. São novas valências criadas a pensar nos doentes oncológicos, pela primeira vez fora do círculo das grandes cidades.
Carla Teixeira
Fonte: «Semanário transmontano», Brigantia.net, Agência Lusa
Mutação do gene GLIS2 provoca doença renal
Um estudo desenvolvido por uma equipa de cientistas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, concluiu que o gene GLIS2, que em condições normais protege a saúde dos rins, pode ser responsável também pelo surgimento de uma doença que causa a deterioração daquele órgão nas crianças, que, no limite, pode levar à perda do rim. A mutação não tem cura, sendo o transplante a única hipótese viável para assegurar a sobrevivência do doente.
De acordo com os resultados do estudo divulgado na revista «Nature Genetics», a pesquisa incidiu na observação de ratos de laboratório, numa primeira fase, e mais tarde no acompanhamento de seres humanos (crianças), tendo como objectivos o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de inovadores tratamentos para os casos de insuficiência renal, mais efectivos e menos agressivos para os pacientes do que os transplantes. A função natural do gene GLIS2 consiste na prevenção da morte das células no rim adulto. No entanto, à luz dos dados agora apresentados, a mutação daquela estrutura durante a infância desencadeia precisamente o comportamento contrário no gene, que activa funções prejudiciais ao saudável desenvolvimento do rim, provocando a morte da maioria das células daquele órgão vital.
No seguimento dessa mutação do GLIS2, as crianças desenvolvem uma nefrite que provoca a progressiva deterioração dos rins, bem como a redução das dimensões de cada um deles, situações que confluem na predisposição para problemas renais na adolescência e na juventude, potenciando o colapso renal total por volta dos 30 anos de idade. Os investigadores envolvidos nesta descoberta acreditam estar no bom caminho para potenciar o desenvolvimento de terapias menos invasivas para o paciente do que o transplante do rim, órgão com importância capital na «limpeza» e na protecção do organismo humano.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Efe, Eurekalert
Genentech completa aquisição da Tanox
Segundo os termos do acordo, originalmente anunciados pelas duas companhias a 9 de Novembro de 2006, os accionistas da Tanox têm direito a receber 20 dólares por acção, num valor total de aproximadamente 919 milhões de dólares. Estes fundos estão a ser providenciados pela Genentech. Como resultado desta aquisição, as acções da Tanox já não estão a ser cotadas no Mercado Global NASDAQ.
O presidente e director financeiro da Genentech, David Ebersman, declarou que a companhia está satisfeita com a conclusão desta importante transacção que irá proporcionar à companhia uma melhor produtividade do Xolair, o anticorpo monoclonal anti-IgE aprovado pela FDA para pacientes com asma alérgica moderada a grave. David Ebersman adiantou ainda que a Genentech irá continuar a trabalhar em colaboração com a Novartis para avançar potenciais novas indicações e formulações do Xolair.
A Genentech, a Tanox e a Novartis têm colaborado no desenvolvimento e comercialização do Xolair (omalizumab) desde 1996. Com a conclusão da aquisição, a Genentech acaba com as regalias relacionadas com as vendas do Xolair, que pagava anteriormente à Tanox, e obtém os lucros das acções e pagamentos de regalias da Novartis à Tanox.
Isabel Marques
Fontes: Pharmalive
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Pneumonia atípica pode ser travada
Uma equipa de investigadores da Clínica Mayo, com sede em Rochester, no estado norte-americano do Minnesota, descobriu no vírus causador da pneumonia atípica uma molécula capaz de impedir a sua reprodução. É uma nova esperança na luta para travar a doença descoberta em 2002, e que causa a morte de cerca de 15 por cento dos infectados.
O coronavírus humano é o agente infeccioso responsável por mais de 30 por cento das vulgares constipações, que apesar de incómodas para os doentes não são, em situação normal, motivo de grande preocupação, curando-se ao fim de poucos dias. No entanto, em 2002 uma versão potencialmente mortal do coronavírus provocou o pânico na Ásia, espalhando-se por vários países e lançou o alarme à escala global. O vírus responsável pela síndroma respiratória aguda severa (SRAS), que culminou na morte de pelo menos 15 por cento dos indivíduos infectados, multiplica-se tendo por base a criação da enzima CCP, que estimula a formação dos módulos químicos necessários à sua replicação.
Fazer frente à doença emergente mediante o recurso aos tratamentos para a vulgar gripe revelou-se uma má aposta, mas os investigadores da Clínica Mayo acreditam ter agora descoberto a chave para chegar onde nenhum fármaco chegou antes: de acordo com o estudo publicado na revista científica «New Scientist», apesar de há muito tempo se saber que as substâncias inibidoras poderiam impedir a reprodução da enzima CCP, até ao momento nenhum laboratório conseguiu desenvolver uma terapia que demonstrasse ter essa capacidade. Desta feita, contudo, os cientistas conseguiram recriar uma versão laboratorial da CCP, com o objectivo de identificar uma molécula com características que a tornassem eficaz na obstaculização do processo de replicação, e isolaram a molécula CS11.
Com uma estrutura bastante semelhante à do Tamiflu, o medicamento da empresa farmacêutica Roche destinado ao tratamento da vulgar gripe humana e também da chamada gripe das aves, a CS11 surgiu como resposta para controlar o vírus H5N1 (até ao momento incontrolável). A investigação vai continuar, de acordo com aquela equipa de investigadores, no sentido de chegar ao desenvolvimento de tratamentos farmacológicos para a pneumonia atípica, que no início desta década disseminou o pânico em todo o mundo, matando milhares de pessoas. Portugal escapou imune à onda de contágios, não tendo sido confirmado qualquer caso da doença.
Carla Teixeira
Fonte: «New Scientist»
Espanha detecta substância tóxica em dentífricos
Pastas de dentes são chinesas e metade é comercializada em PortugalUma substância tóxica - dietilenglicol (DEG) – foi encontrada pelas autoridades espanholas em dez marcas de dentífricos, noticiou a EFE.
Segundo divulgou a EFE, a Agência Espanhola do Medicamento e Produtos Sanitários (AEMPS) esclareceu que as pastas “são de origem chinesa e foram introduzidas no mercado de forma ilegal”, referindo ainda que “apesar dos riscos para a saúde serem mínimos, é preocupante pelo número de consumidores envolvidos.”
De acordo com a agência noticiosa de Espanha, o Instituto Nacional de Consumo espanhol analisou, até 20 de Julho, 387 amostras de dentífricos, das 401 que recolheu e detectou entre 0,4% e 8,3% de DEG nas seguintes marcas: Spearmint, Spearmint Tri Leaf, Morning Baby, Qyz, Active, Active Ultrawhite, Aloe Supeerwhitening, Amalfi-Dent Lassic, Amalfi-Dent e Herbal.
O certo é que, se o dietilenglicol (substância tóxica encontrada) for ingerido com regularidade, pode desencadear problemas nos rins ou no fígado, sendo as crianças, o alvo mais vulnerável.
Infarmed sem alerta
Em declarações àquele diário, o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) assegurou que, “caso se desconfie que tais dentífricos estão no mercado nacional, repetem-se os procedimentos usados para com as pastas de dentes Colgate, importadas da África de Sul, há 15 dias. Ou seja, mandam-se de imediato retirar do mercado” o que ficará a cargo da Autoridade de Segurança Alimentar Económica.
Raquel Pacheco
Fonte: EFE/DN
Fabrico de genérico concedido à Iquego
Poucos laboratórios no Brasil têm permissão para produzir IbuprofenoA Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) passa a ser um dos poucos laboratórios do país (Brasil) que têm permissão para fabricar o Ibuprofeno 300mg. Esta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu à Iquego o registo para a produção deste medicamento anti-inflamatório de nome genérico.
De acordo com o jornal online «Góias Agora», trata-se do segundo registo para a fabricação do Ibuprofeno concedido a um laboratório estatal. “O outro, entre os 18 existentes no Brasil, é o Farmanguinhos, ligado ao Instituto Osvaldo Cruz, do Rio de Janeiro.”
O fármaco em causa é um anti-inflamatório – que também é utilizado como analgésico - indicado no tratamento de doenças como artrite reumatóide, artrite reumatóide juvenil, menstruação dolorosa (dismenorreia), doenças inflamatórias, dores, febres e osteoartrites, cefaleia vascular e gota.
Segundo informa o «Góias Agora», a venda do Ibuprofeno 300mg fica facilitada pelo fato de o medicamento fazer parte dos programas de atenção básica da saúde dos governos federal, estaduais e municipais.
A Iquego congratula-se com a obtenção do registo, considerando “muito importante porque eleva o mix de produtos da indústria” e frisando que, deste modo, equaciona mais um medicamento à Relação Nacional de Medicamentos fabricado pelo laboratório.
“É um medicamento com um mercado pouco explorado e que leva vantagem, do ponto de vista terapêutico, sobre o diclofenaco, porque não tem tantos efeitos colaterais”, sublinhou o gerente de vendas da Iquego, Kleber Menezes, anunciando que o parque industrial “está apto a iniciar a produção imediatamente.”
Raquel Pacheco
Fonte: «Góias Agora»
Ressonância “mais confiável” do que mamografia
No diagnóstico do cancro da mama, a ressonância magnética é “mais confiável” do que a mamografia. A conclusão saiu de dois estudos conduzidos por oncologistas da Clínica Mayo (EUA). A mesma investigação elege, também, a ressonância para a detecção de novos tumores em casos já diagnosticados.Uma das descobertas – segundo os resultados apresentados durante o encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco na sigla inglesa) – indica que os tumores ipsilaterais (na mesma mama afectada) e contralaterais (na mama antes não afectada) “possuem padrões distintos.”
Ao comparar dois exames na detecção de cancro de mama ipsilateral, os investigadores descobriram que “os exames de ressonância detectaram tumores não observados pela mamografia em 16% das 390 doentes.”
“O exame de ressonância em toda a mama é importante especialmente para mulheres jovens, já que nestas pacientes os tumores tendem a ser mais agressivos”, conluiram os cientistas com base no primeiro estudo.
No que concerne ao segundo estudo (focado na detecção de cancro de mama contralateral), os especialistas anunciaram que “o exame de ressonância detectou tumores não encontrados na mamografia em 3,2% das 401 mulheres estudadas.”
Recorde-se que, em Abril passado, a American Cancer Society (Sociedade Americana de Oncologia) aprovou novas directrizes onde é recomendado: “As mulheres na faixa de alto risco de desenvolvimento de cancro de mama devem se submeter a exames anuais de ressonância magnética e mamografia a partir dos 30 anos de idade.”
Por cá…
De acordo com os dados mais recentes da Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC), por ano, no País, aparecem 4500 novos casos e morrem 1.800 doentes. A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) calcula que, cerca de 1 em cada 10 mulheres, virá a desenvolver cancro da mama ao longo da sua vida.
Vítor Veloso, presidente da LPCC, disse corroborar da recomendação deste exame, em Portugal, às mulheres com grande risco de desenvolver este tipo de cancro, reforçando que "a imagiologia por ressonância magnética é fundamental para o despiste de pequenas lesões em mamas de risco."
O custo, esse, é elevado (cerca de cinco vezes superior ao de uma mamografia), no entanto, Vítor Veloso considerou que o Serviço Nacional de Saúde "tem toda a obrigação de comparticipar esses exames", sustentando que "as mamas de grande risco não são tantas que fosse incomportável - representam um máximo de cinco por cento dos casos e é hoje em dia consensual a sua utilidade" concretizou.
Por seu turno, - contactada pelo Farmacia.com.pt – uma fonte do IPO do Porto informou que a ressonância “não é usada em todas as utentes” justificando que “o País não tem capacidade económica para fazer do exame um método de rastreio.” Embora reconhecendo a diferença (relativamente à eficácia) entre os dois exames, esclareceu que, a ressonância magnética à mama “infelizmente, só é feita em situações muito especiais.”
Raquel Pacheco
Fontes: Soxhlet/LPCC/CiênciaHoje/SPO/contacto telefónico IPO-Porto
FDA quer mais dados sobre o Trexima
Apesar de não exigir dados adicionais acerca da segurança do Trexima a nível cardiovascular, a entidade reguladora norte-americana pede à Pozen para ter em conta as preocupações da FDA sobre as implicações de um estudo pré-clínico acerca dos riscos cromossomáticos no qual a genotoxicidade da combinação do naproxeno com o sumatriptano é analisada, mas nunca das duas substâncias em separado.
O Trexima resulta da associação do Imitrex, da GlaxoSmithKline (sumatriptano, comercializado em Portugal como Imigran) com o anti-inflamatório naproxeno. As empresas têm planos para solicitar uma reunião com a FDA o mais rapidamente possível para discutir os passos necessários para ir ao encontro das preocupações da entidade reguladora.
Em Junho de 2006 a FDA emitiu a primeira carta de aprovação para o Trexima na qual exigia informações adicionais acerca da segurança do fármaco. Os dados apresentados pelas farmacêuticas responsáveis foram recusados pela FDA em Novembro. As empresas voltaram a submeter novos detalhes sobre a segurança do medicamento em Janeiro.
Marta Bilro
Fonte: CNN Money, Hemscott, Forbes.
Tobira adquire direitos de fármacos experimentais anti-HIV da Takeda
A farmacêutica nipónica deverá receber um pagamento adiantado, bem como pagamentos por cumprimento de objectivos e royalties das vendas, segundo divulgou a empresa através de um comunicado divulgado no seu portal electrónico. No entanto, a Takeda escusou-se a revelar os detalhes financeiros envolvidos nesta parceria.
Os dois candidatos a fármacos encontram-se na primeira de três fases de estudo necessárias para a investigação regulamentar. Os medicamentos pertencem a uma nova classe de fármacos para o VIH que interferem com o vírus quando ele entra nas células imunitárias humanas através do receptor CCR5, a mesma categoria onde se insere o Maraviroc, produzido pela Pfizer.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, Aids Portugal.
Recolha voluntária da pomada Protaxil
O Conselho Directivo da Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde acaba de emitir uma nota em que informa que os Laboratórios Delta Lda., em virtude de ter sido encontrada informação discrepante relativa a um dos excipientes na composição, entre o acondicionamento primário, secundário, resumo das características do medicamento e folheto informativo do medicamento Protaxil pomada 50mg/g, está a proceder à recolha voluntária de vários lotes daquele produto.
Numa nota informativa assinada por Hélder Mota Filipe, membro do Conselho Directivo do Infarmed, aquela autoridade dá conta de que estão a ser recolhidos das farmácias os lotes com os números 02002, 03001, 40129, 5390 e 6299 (registo n.º 9697409) do medicamento. Em conformidade com essa decisão o Infarmed ordenou a suspensão imediata da comercialização dos referidos lotes, informando, contudo, que o defeito de qualidade detectado nas embalagens do fármaco não apresenta qualquer risco para a saúde dos seus utilizadores, já que se relaciona apenas com a existência de informação discrepante relativa a um dos excipientes presentes na composição do fármaco. O Protaxil (proglumetacina) é um anti-inflamatório não esteróide usado no tratamento de doenças do aparelho locomotor, e que está sujeito a receita médica. Está disponível no mercado farmacêutico português em pomada, comprimidos revestidos e supositórios.
Carla Teixeira
Fonte: Infarmed
Expofarma na FIL a 8,9 e 10 de Novembro
A maior exposição anual do sector farmacêutico em Portugal, criada em 1998, foi recentemente adquirida pela Associação Nacional de farmácias (ANF) através da Farminveste. O evento assumiu uma nova imagem e transfere-se para a FIL, onde dez mil metros quadrados serão organizados de forma a simplificar as visitas dos profissionais, facilitando os contactos comerciais e as oportunidades de negócio.
Durante os três dias em que decorre a Feira Nacional da Farmácia são esperados seis mil profissionais do sector. As principais empresas fornecedoras de mobiliário, tecnologias de informação e serviços financeiros para farmácia, bem como da indústria farmacêutica, distribuição e fabricantes de equipamentos vão figurar entre os expositores do certame.
Numa iniciativa paralela reúnem-se oradores nacionais e internacionais dos vários ramos e áreas de interesse do sector farmacêutico que debatem diversos temas ao longo de 48 conferências. Está também prevista, no dia 10 de Novembro, uma Noite da Farmácia, com jantar de gala acompanhado de um espectáculo.
Marta Bilro
Fonte: CienciaPT.net, Expofarma.pt.
EMEA aprova estatuto de medicamento órfão para o ISA247 no tratamento da uveíte
A designação de substância órfã proporciona à Isotechnika, empresa responsável pelo produto, uma variedade de incentivos, entre os quais se destacam a exclusividade de comercialização por um período de 10 anos após a aprovação do fármaco, reduções de impostos e aconselhamento científico gratuito.
A Uveíte é uma inflamação dentro do olho, nos tecidos da úvea, que incluem a íris, o corpo ciliar e a coróide. A uveíte pode ser o resultado directo de trauma ocular e pode estar associada a alguma doença sistémica existente. Cerca de 40 por cento das pessoas com uveíte têm uma doença que também afecta outros órgãos do corpo. Independentemente da causa, a uveíte pode danificar rapidamente o olho e provocar complicações prolongadas, como o glaucoma, as cataratas e o descolamento da retina.
Marta Bilro
Fonte: PRNewswire, Manual Merck.
Wayne Hockmeyer integra quadro de directores da Baxter
Para o presidente e director executivo da Baxter, Robert L. Parkinson, Jr., “Wayne é uma mais-valia para o quadro de directores” não só pela sua enorme experiência executiva, mas também ao nível científico e operacional. Os seus conhecimentos científicos e no sector da investigação e desenvolvimento representam uma mais-valia para que a empresa “alcance os seus objectivos de inovação e crescimento”, acrescentou.
Entre 1998 e 2000, Hockmeyer assumiu as funções de director executivo e presidente da MedImmune, tendo posteriormente desempenhado os mesmos cargos na MedImmune Ventures Inc. até a empresa ser comprada pela AstraZeneca. Anteriormente tinha também ocupado o cargo de vice-presidente no Laboratório de Investigação e Desenvolvimento de Produtos no Praxis Biologics Inc. e foi director do Departamento de Imunologia no Instituto de Pesquisa do Exército Walter Reed. Hockmeyer é actualmente membro do quadro de directores da Middlebrook Pharmaceuticals, Inc., da GenVec Inc., e da Idenix Pharmaceuticals Inc.
Marta Bilro
Fonte: CNN Money, PR Newswire.
Avaliar saber e sensibilização sobre a listeriose
A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa está a promover um questionário online que pretende fazer uma recolha sistemática de dados que permitam aferir o conhecimento da população e a sensibilização dos profissionais de saúde sobre a listeriose, infecção de origem alimentar que, apesar da baixa prevalência, têm grande impacto na saúde pública pela severidade das sequelas e pelos elevados índices de mortalidade, que atingem 20 a 40 por cento em doentes com o sistema imunológico debilitado pela sida ou pelo cancro.A iniciativa integra o projecto «Listeriose em Portugal: informar para prevenir», financiado pelo Programa Saúde XXI, e tem como objectivo o desenvolvimento de novos materiais informativos e de apoio à prevenção e ao diagnóstico da doença, colmatando em simultâneo as lacunas sentidas por profissionais de saúde e pelas populações, designadamente entre os indivíduos que se encontram em maior risco de contrair a doença ou de sofrer um impacto acrescido depois de a contraírem. Na base do questionário estão questões relacionadas com a prevenção, o diagnóstico, a declaração de ocorrências e as necessidades de formação e informação.
Provocada pelo bacilo «listeria monocytogenes» – que se se encontra amplamente disseminado no solo, na vegetação, na água, nos esgotos e em inúmeras espécies animais –, a listeriose pode decorrer do consumo de alimentos contaminados (uma vez que o bacilo se desenvolve a uma temperatura óptima que varia entre 20 e 37 graus, embora também se multiplique em temperaturas de refrigeração (entre dois e quatro graus), mas também por contacto directo com animais e seres humanos infectados. Os casos de listeriose humana são relativamente raros, mas atingem enorme gravidade, com grave sintomatologia gastrointestinal que pode potenciar o surgimento de septicémia e meningoencefalites com alta mortalidade.
Nos adultos a forma mais frequente de listeriose é a meningite, que em cerca de 20 por cento dos casos leva ao surgimento de abcessos cerebrais, rigidez na nuca e, se o doente não receber tratamento, confusão mental, coma e morte. Também os olhos podem ser afectados, tornando-se vermelhos e dolorosos, bem como, numa fase posterior, os gânglios linfáticos, o sangue, as meninges e, em casos muito raros, as válvulas do coração, provocando insuficiência cardíaca. O tratamento da listeriose é feito à base de penicilina, que pode ser combinada com um antibiótico como a tobramicina e, para as lesões oculares, eritromicina. No início deste mês a norte-americana Food and Drug Administration aprovou o Listex para o tratamento dos alimentos, nos quais não causa qualquer impacto em termos de sabor, cheiro ou cor, nem altera as propriedades dos produtos tratados.
Em Portugal, segundo o farmacia.com.pt conseguiu apurar, é feita desde 1996, de acordo com o disposto na Portaria Portaria nº 533/93, de 21 de Maio (alterada pela Portaria 56/96), a avaliação da presença da listeria no leite cru e para produção de queijo, bem como a mais de 250 outros produtos de origem animal cujo consumo é feito normalmente sem pressupor qualquer cozinhado. Os dados do estudo que a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa está a levar a cabo permitirá actualizar a informação sobre a listeriose junto dos profissionais de saúde, potenciando uma melhor prestação de cuidados no futuro.
Carla Teixeira
Fonte: Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, PR Newswire, Saúde na Internet, Eurosurveillance, estudo «Importância das zoonoses na segurança alimentar».
Adiada decisão acerca da aprovação europeia para o Oracea
O comité dos nove países envolvidos no procedimento de descentralização (Grupo de Coordenação para o Reconhecimento Mútuo e Procedimentos Descentralizados) não chegou a uma decisão unânime e, por isso, encaminhou o procedimento para um outro comité para a tomada de decisão. O Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP, sigla em inglês), que é o responsável pelos procedimentos de aprovação centralizada na Europa, irá decidir pela maioria de votos a autorização de comercialização do Oracea. Este procedimento normalmente demora cerca de seis meses. A MediGene não espera que este desenvolvimento tenha qualquer impacto nas previsões dos resultados gerais da companhia para o ano financeiro de 2007. O pico potencial das vendas anuais para o Oracea prevê-se que na Europa seja de aproximadamente 20 milhões de euros.
O Oracea é o primeiro fármaco para o tratamento sistémico da rosácea com lesões inflamatórias, tanto a curto como a longo prazo. O antibiótico de doxiciclina, pela sua forma de administração inovadora e de doses baixas, é libertado de uma maneira que deve ter um efeito anti-inflamatório sem afectar as bactérias normais do corpo. Os dados do desenvolvimento sugerem que os efeitos secundários característicos dos antibióticos podem ser largamente evitados, assim como o desenvolvimento de bactérias resistentes. Os ensaios clínicos do Oracea nos Estados Unidos mostraram uma eficácia superior do que a do placebo, tendo também sido bem tolerado.
O Dr. Peter Heinrich, presidente da MediGene AG, comentou que a companhia acredita que o Oracea cumpre os critérios para receber autorização de comercialização. O parceiro CollaGenex Pharmaceuticals, Inc. comprometeu-se a fazer todos os possíveis para conseguir a aprovação e para concluir o procedimento com sucesso.
Até agora, as candidaturas para a autorização de comercialização do Oracea foram submetidas pela companhia norte-americana CollaGenex Pharmaceuticals, Inc. na Alemanha, Reino Unido, Itália, Áustria, Irlanda, Suécia, Finlândia, Luxemburgo e Holanda. A MediGene adquiriu à CollaGenex os direitos de comercialização pan-europeia do Oracea em 2006. Nos Estados Unidos o fármaco já foi aprovado e está a ser comercializado com êxito desde 2006.
Na Europa, aproximadamente 15 milhões de pessoas são afectadas pela rosácea. Em Portugal, meio milhão de pessoas sofre desta doença crónica, cuja prevalência está a aumentar de forma gradual. Esta doença afecta quatro vezes mais as mulheres adultas do que os homens.
O que é a rosácea?
A rosácea, uma doença de pele, é uma inflamação da pele facial, especialmente na parte central da face. O aparecimento desta doença ocorre normalmente entre os 40 e os 50 anos, sendo uma doença crónica e episódica. As causas da rosácea ainda são desconhecidas, contudo, tanto a predisposição genética como influências externas parecem estar envolvidas no seu aparecimento.
Isabel Marques
Fontes: Pharmalive, saude.sapo.pt
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Farmacêutica britânica adquire patente baseada na medicina tradicional chinesa
A Phytopharm iniciou um acordo com o Instituto Beijing, da academia médica militar da China, para o desenvolvimento de novos alimentos funcionais e produtos farmacêuticos, incluindo um produto para a memória e concentração. Pela primeira vez, a China vende a um país estrangeiro uma patente de um medicamento baseado na medicina tradicional chinesa.
Segundo os termos do acordo, a Phytopharm e o Instituto Beijing irão colaborar para desenvolver o produto líder do Instituto para a memória e concentração, seleccionado da biblioteca de compostos patenteados derivados da medicina tradicional chinesa. Este acordo também é extensível a outros compostos patenteados que possam ter utilidade noutras doenças, incluindo distúrbios vasculares e acidentes vasculares cerebrais. O Instituto Beijing concedeu à Phytopharm uma licença exclusiva para desenvolver e comercializar globalmente estes produtos, em troca de regalias e pagamentos pontuais quando forem atingidos determinados objectivos pré-definidos. Os valores envolvidos no acordo não foram revelados.
A medicina tradicional chinesa tem sido utilizada desde há milhares de anos e ao longo desse tempo acumulou-se uma riqueza de conhecimentos e sabedoria relativa ao uso medicinal das plantas. Os investigadores do Instituto Beijing possuem um conhecimento aprofundado da medicina tradicional chinesa e a sua pesquisa nos últimos dez anos levou à identificação de um produto líder que tem o potencial de melhorar a memória e a concentração. A Phytopharm irá desenvolver este produto em testes pré-clínicos e progredir para os ensaios clínicos.
O Dr. Daryl Rees, presidente da Phytopharm, afirmou que a companhia está entusiasmada com o acordo realizado com o Instituto Beijing, uma vez que este completa um dos objectivos estratégicos da companhia, o de expandir o portfolio de produtos com um novo alimento funcional experimental para a memória e concentração, uma área na qual a companhia adquiriu experiência. Os cientistas do Instituto Beijing trazem conhecimentos significativos em medicina tradicional chinesa e a Phytopharm espera com expectativa começar a trabalhar com o Instituto para o progresso do produto líder através de desenvolvimentos clínicos. O Dr. Rees sublinhou ainda que os países ocidentais têm uma percepção negativa da medicina tradicional chinesa, mas que os resultados pré-clínicos do fármaco são muito promissores.
O Dr Xiaoming Yang, director do Instituto Beijing, declarou que o Instituto está orgulhoso pelo facto do seu conhecimento e experiência extensivos em medicina tradicional chinesa terem sido reconhecidos pela Phytopharm, e anseia por uma colaboração longa e proveitosa.
Isabel Marques
Fontes: www.nortemedico.pt, www.phytopharm.co.uk
Venda livre de medicamentos novamente em debate
O secretário-geral do Partido Comunista, Jerónimo de Sousa, anunciou hoje a intenção de regressar de férias, em Setembro, com uma proposta de novo debate na Assembleia da República sobre as questões da liberalização da propriedade das farmácias e da venda livre de medicamentos. Na base da decisão anunciada pelo líder do PCP está a defesa dos interesse dos cidadãos menos favorecidos.
Tal como o farmacia.com.pt oportunamente noticiou, a Ordem dos Farmacêuticos, que na sequência das eleições de 21 de Junho conduziu Irene Silveira ao cargo de bastonária, está durante esta semana a desdobrar-se numa série de contactos com os diversos grupos parlamentares, no âmbito de uma ronda que teve início no dia 27 de Julho, com um encontro com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, em que os elementos da nova direcção da OF expressaram as suas principais preocupações com a evolução prevista para o sector. Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas no final da reunião do PCP com os representantes máximos dos farmacêuticos, cujo ponto central foi precisamente a nova regulamentação do sector, que deverá ser legislada pelo Governo nos próximos meses.
Nesta matéria, e segundo a opinião expressa pelos deputados comunistas, a tutela “prometeu a terra do leite e do mel”, mas “omitiu o papel que tanto as farmácias como os farmacêuticos têm junto das populações mais isoladas e das pessoas mais idosas ou desfavorecidas”. Jerónimo de Sousa considerou que “começa a ser perceptível que o utente não beneficiou com a liberalização” do sector, e que “hoje são as grandes superfícies as principais beneficiárias” das mudanças introduzidas. Reconhecendo que o PCP e a Ordem dos Farmacêuticos têm “diferentes pontos de vista”, o secretário-geral do PCP preferiu sublinhar os pontos de concordância entre as duas entidades, designadamente no que respeita ao plano deontológico e às necessidades dos utentes e dos doentes. Irene Silveira não prestou declarações no final do encontro, adiantando apenas que a ronda de encontros com os partidos só visa debater a situação do sector farmacêutico “numa lógica de bom diálogo”. Essa tinha sido, aliás, uma das garantias dadas pela bastonária durante a campanha para a Ordem, conforme o farmacia.com.pt noticiou nessa altura.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa
Ordem dos Enfermeiros lança alerta sobre benefícios do leite materno
Para além das imagens, estarão patentes também algumas frases apelativas, como "desde o primeiro minuto... perfeito, perfeito só o leite materno" ou "desde o primeiro minuto... 100 por cento satisfeito".
A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem vindo a recomendar às mães que amamentem os seus bebés pelo menos até aos seis meses e como complemento alimentar até aos dois anos, pois o leite materno é um alimento completo, a nível da quantidade de nutrientes, de fácil digestão, reduz o risco de obesidade, aumenta as defesas imunitárias e, ao desenvolver os músculos da face, evita dificuldades na fala.
No entanto, não são apenas os bebés que são beneficiados pela amamentação, também as mães ganham em dar aos bebés o seu leite, pois este diminui as hemorragias pós-parto, o risco de contrair cancro da mama e facilita a recuperação de peso, contribuindo ainda para uma melhor saúde financeira de toda a família e para uma maior comodidade no dia-a-dia.
Para esclarecer e sensibilizar, a OE enviou já a todos os seus membros uma carta informativa dedicada a este tema, disponibilizando também a versão portuguesa do Código Internacional de Marketing dos Substitutos do Leite Materno, aprovado na Assembleia Mundial da Saúde de 1981 e que transformou as políticas de comercialização das fórmulas para lactentes.
De acordo com os folhetos informativos da OE, a amamentação "é um acto ecológico, não desperdiça recursos naturais e não produz lixo ou poluição", pelo que todo o planeta é assim recompensado pela amamentação.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Sanofi-Aventis sofre quebra de 6% nos lucros do segundo semestre
Entre Abril e Junho de 2007, os lucros líquidos da empresa sofreram uma diminuição de 6,3 por cento, para os 1,68 mil milhões de euros, comparativamente aos 1,79 mil milhões de euros registados no período homólogo do ano anterior. As vendas líquidas registaram uma quebra de 2 por cento para os 6.94 mil milhões de euros, relativamente aos 7,08 mil milhões de euros contabilizados no segundo trimestre de 2006.
O cenário altera-se no que diz respeito às vendas dos 15 produtos de topo do laboratório que registaram um aumento na ordem dos 2,5 por cento, para os 4,29 mil milhões de euros, no segundo trimestre do ano corrente. O principal impulso fica a dever-se ao Lovenox (Enoxaparina sódica) – o medicamento mais bem sucedido da Sanofi-Aventis, que rendeu 671 milhões de euros (mais 15,5%), e ao Antus (Insulina glargina), com uma subida de 26 por cento para os 503 milhões de euros.
As vendas europeias do Plavix (Clopidogrel) cresceram 4,1 por cento no segundo trimestre, para os 452 milhões de euros. A forte concorrência no sector dos genéricos fez-se sentir nas vendas do Ambien IR (Zolpidem) nos Estados Unidos da América, bem como do Eloxatin (Oxaliplatina) na Europa, onde as vendas caíram 36 por cento, para os 97 milhões de euros.
A Sanofi-Aventis pretende adquirir mais de 3 mil milhões de euros de acções da própria empresa até à primeira quinzena de Maio de 2008 numa tentativa de impulsionar a subida do preço das acções.
Marta Bilro
Fonte: Maket Watch, CNN Money.
Sinovac Biotech fixa parceria exclusiva com a GlaxoSmithKline China
A unidade chinesa da GSK fica responsável pela distribuição da fórmula de dosagem para adultos, enquanto a Sinovac vai comercializar a fórmula pediátrica do medicamento. “A colaboração com a GSK vai fortalecer as vendas e a comercialização de ambas as empresas, criando uma sinergia para a distribuição do Anflu(R)”, frisou Weidong Yin, presidente e director executivo da Sinovac. O responsável considera que a oportunidade de trabalhar em cooperação com uma farmacêutica mundialmente reconhecida representa um passo significativo para a Sinovac.
“Proteger as pessoas na China contra a gripe – pandémica ou sazonal – é um desafio importante para a nossa indústria e para as autoridades de saúde”, sublinhou Amy Huang, directora regional da GSK na China e em Hong Kong. Segundo Huang, esta colaboração é uma prova da vontade da GSK em cooperar com os parceiros locais para enfrentar o desafio. “A Sinovac é um dos mais activos produtores de vacinas chineses no franchise de vacinas contra a gripe pandémica e sazonal, pelo que prevemos muitas sinergias entre a GSK e a Sinovac”, acrescentou.
Marta Bilro
Fonte: CNN Money
Violação da patente do Clarinex motiva processo contra a Glenmark
“Não podemos comentar o assunto, uma vez que o caso se encontra em segredo de justiça”, declarou um porta-voz da Glenmatk citado pelo jornal “Financial Express”, acerca do processo interposto na justiça norte-americana.
A Glenmark submeteu uma candidatura abreviada para novo fármaco à Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos, na qual requisita uma autorização de comercialização para o Clarinex, utilizado no tratamento da rinite alérgica sazonal. As vendas do medicamanto, comercializado em Portugal como Aerius, atingiram os 527 milhões de euros em 2006.
Marta Bilro
Fonte: Forbes
Dor neuropática é alvo de campanha de sensibilização
Condição clínica afecta 7,7% dos portugueses
Com o objectivo de alertar a população para a dor neuropática, uma condição clínica que pode afectar até 7,7 por cento da população portuguesa, tem inicio, em Agosto, a primeira fase da Campanha da Sensibilização para a Dor. A iniciativa é da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), em conjunto com a Associação Nacional de Farmácias (ANF) e com os Laboratórios Pfizer.
Muitas vezes sub-diagnosticada e sub-tratada, a dor neuropática é provocada por uma anormalidade em qualquer ponto da via nervosa. Uma determinada anomalia altera os sinais nervosos, que, deste modo, são interpretados de forma anormal no cérebro. Esta patologia pode produzir uma dor profunda ou uma sensação como a hipersensibilidade ao tacto. A dor neuropática pode ter um impacto muito negativo na vida dos doentes, interferindo nas actividades regulares do dia-a-dia. O simples contacto da roupa sobre a pele pode, por vezes, dar origem a uma dor bastante intensa e incapacitante.
Alguns estudos chamam a atenção para o impacto económico da doença derivado da perda de produtividade, mas também do maior consumo de recursos de saúde, estimando-se que os custos totais com a saúde dispendidos por estes doentes sejam três vezes superiores ao da população em geral. A descrição dos sintomas é fundamental para orientar o médico no diagnóstico e no tratamento mais adequado e atempado da dor neuropática, cujos sintomas são frequentemente descritos como sensações de queimadura, formigueiro, choque eléctrico, que se podem agravar à noite.
A campanha, de âmbito nacional, recorre a diversos suportes comunicacionais para divulgar imagens representativas de várias situações dolorosas como é o caso de andar por cima de brasas ou sentir formigas a caminhar nos pés, de modo a ilustrar os reais sintomas que estes doentes sentem diariamente.
Marta Bilro
Fonte: CienciaPT.net, Manual Merck, Saúde na Internet.
Alerta para os efeitos do consumo abusivo
Portugal é um dos países em que a contracepção de emergência – a chamada "pílula do dia seguinte" – é actualmente comercializada nas farmácias sem exigência de receita médica, circunstância que poderá explicar em parte o fenómeno do seu crescente consumo. A utilização abusiva daquele método, no entanto, representa graves riscos para a saúde da mulher, segundo alertam médicos e farmacêuticos.
Uma única toma da pílula do dia seguinte equivale ao consumo de 15 comprimidos de uma vulgar pílula anticoncepcional, tendo em conta o volume ingerido do princípio activo do fármaco (levonorgestrel) e de progesterona, hormona que já foi encontrada na génese do cancro da mama de algumas raças de cadelas. Por este motivo, qualquer abuso na utilização da contracepção oral de emergência potenciará efeitos negativos assinaláveis, com tendência aumentar consoante as doses forem também aumentando.
O médico Daniel Pereira da Silva, membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, sublinha que o "uso abusivo" da pílula do dia seguinte poderá aumentar não só o risco de desenvolvimento de um cancro da mama, mas também o de a mulher poder sofrer de problemas relativos à vasoconstrição (processo biológico contrário à vasodilatação, que corresponde à contracção dos vasos sanguíneos em consequência da contracção do músculo liso presente na parede desses vasos).
Os últimos estudos sobre contracepção oral de emergência indicam que os escalões etários entre os 15 e os 19 anos e entre os 20 e os 25 são aqueles em que há maior consumo, que tende a estabilizar-se quando a vida afectiva ganha contornos de maior permanência, e por regra se assume o uso de um método contraceptivo regular. Daniel Pereira da Silva planeia, a breve trecho, supervisionar uma acção de sensibilização em escolas secundárias da Região Centro, seguindo a orientação expressa em vários estudos realizados no Norte europeu, que atestam que a interiorização da mensagem é mais eficaz quando esta é passada por técnicos, por comparação com os professores, que tendem a usar uma linguagem paternalista e moralista.
Realidade espanhola
Há semanas que os ginecologistas e obstetras espanhóis se mostram convencidos de que a dispensa da contracepção de emergência sem exigência de apresentação de receita médica pode ser a chave para travar o progressivo número de intervenções de interrupção voluntária da gravidez no país. Considerando que a pílula do dia seguinte é um método contraceptivo sem efeitos secundários assinaláveis (os dados agora apontados em Portugal parecem não convencer os médicos do país vizinho), e não um medicamento abortivo, entendem que um uso mais generalizado poderia ser positivo.
Apontando como exemplos os Estados Unidos, a França ou o Reino Unido, onde a comercialização do produto também não pressupõe a obrigatoriedade de um receituário, os profissionais de saúde espanhóis pedem que a população seja mais bem informada sobre contracepção e o uso adequado da chamada pílula abortiva, e que a mesma seja dispensada sem necessidade de receita, preconizando também uma maior aposta na sua distribuição, de forma a torná-la acessível junto de comunidades onde até agora não tem sido, sobretudo ao fim-de-semana, a altura em que é mais requisitada.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, Saúde na Internet, El Pais, PortalFarma, Wikipédia
IGS não encontrou sinais de corrupção
A Inspecção-Geral de Saúde realizou 14 auditorias ao longo do ano passado, com o objectivo de apurar a existência de irregularidades no que respeita à relação entre a participação de médicos em eventos e congressos promovidos pela indústria farmacêutica e o aumento das prescrições dos medicamentos dessas empresas. De acordo com o relatório da IGS relativo a 2006, agora divulgado, nada foi encontrado.
Segundo uma notícia avançada hoje pelo semanário «Sol», após uma investigação criteriosa, que incidiu essencialmente em congressos e acções de formação dinamizadas por companhias farmacêuticas com representação em Portugal, "não foram encontradas evidências sobre um eventual efeito indutor" da participação dos médicos em iniciativas promovidas pelos laboratórios e a sua predisposição para receitar os medicamentos das marcas por eles produzidas. No relatório de 2006, a IGS "deu especial atenção ao peso dos medicamentos e serviços farmacêuticos na despesa do Serviço Nacional de Saúde", bem como à "qualidade e humanização dos serviços prestados aos utentes", de acordo com a notícia publicada no site do «Sol».
Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, semanário «Sol», PortugalDiário
Plavix perde protecção de patente no Brasil
A acção jurídica interposta pela farmacêutica Sanofi-Aventis, que pretendia a extensão da patente do medicamento, foi recusada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. De acordo com a justiça brasileira, a extensão da patente violaria o prazo de vinte anos estabelecido pela Lei de Propriedade Industrial, contado a partir da data do primeiro registo do medicamento elaborado pelo laboratório. Por ter sido patenteado em França no dia 17 de Fevereiro de 1987, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) concedeu a exclusividade da patente apenas até 17 de Fevereiro de 2007.
Para além disso, a pressão exercida pela Sanofi-Aventis vai contra o interessa público, defendeu a procuradoria, uma vez que o tratamento custa, anualmente, perto de 1.300 euros (3,3 mil reais) por cada paciente. A produção de uma versão genérica do Plavix beneficia tanto a população como o governo brasileiro que poderá obter o medicamento a preços mais acessíveis. “O país, entidade estatal que tem o dever de garantir a saúde da população, será beneficiado com a maior oferta do produto, podendo economizar nas contas públicas e oferecer mais medicamentos à população”, refere a decisão judicial.
Marta Bilro
Fonte: Consultor Jurídico
Hospital de Santa Maria recebe a maior farmácia de Portugal
O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vai ser o primeiro do país a abrir uma farmácia, algo que deverá acontecer antes de Março do próximo ano. A primeira farmácia a ser instalada dentro de um hospital público português será a maior em território luso. Com uma facturação prevista de 17 milhões de euros anuais e uma margem de lucro que se aproxima dos 20 por cento o espaço deverá ter 500 metros quadrados.
O concurso público, que é lançado esta semana pelo Ministério da Saúde, propõe uma concessão por cinco anos e possibilidade de alargar o negócio a novas actividades farmacêuticas. As condições impostas para a gestão desta farmácia foram definidas através dos requisitos do concurso público, homologados pelo secretário de Estado da Saúde na semana passada.
Segundo avança o Diário Económico, há já seis hospitais com autorização do Infarmed para receberem farmácias, entre os quais estão o S. João, no Porto, o Hospital de Faro, o Santo André, em Leiria, o Hospital Padre Américo, no Vale do Sousa, o Centro Hospitalar de Coimbra, e o Centro Hospitalar de Torres Vedras.
Estas novas unidades de saúde vão funcionar como qualquer outra farmácia do país, não sendo de uso exclusivo dos doentes que se desloquem ao hospital onde está instalada. Adalberto Campos Fernandes, presidente do Hospital de Santa Maria, revelou, em declarações ao Diário Económico, que a farmácia vai ter 500 metros quadrados. O responsável espera receber 600 mil euros de renda fixa pela utilização do espaço, em conjunto com 3 por cento da facturação da farmácia. As contas feitas pelo matutino da área económica apontam para estimativas de facturação anual na ordem dos 17 milhões de euros. Isto porque, somando a receita média em Portugal, que custa 42 euros, multiplicando o valor pelos 1.100 doentes que deve receber provenientes da urgência, e posteriormente multiplicando o resultado pelos 365 dias em que a farmácia permanecerá aberta, obtém-se um valor anual de 16,8 milhões de euros.
Marta Bilro
Fonte: Diário Económico
Profilaxia da malária põe bebés em risco
Um estudo do Consórcio Internacional de Tratamento Intermitente da Malária divulgado nesta semana na revista científica «PLos Medicine» concluiu que a utilização de tratamentos para a prevenção da malária em crianças com menos de um ano acelera o seu sistema imunitário, mas tem o efeito contraproducente de potenciar o risco acrescido de uma recaída na forma mais grave da doença.Na investigação, que entre 1995 e 1999 acompanhou 415 crianças em Ifakara, na Tanzânia (região onde existe um cenário endémico de malária), foi administrado de forma contínua, durante o primeiro ano de vida dos bebés, o fármaco profiláctico Deltaprim, visando reduzir a exposição das crianças aos antigenes do "plasmodium falciparum", o parasita responsável pela variante mais mortífera do paludismo. À luz dos resultados agora tornados públicos, a medicação preventiva teve como efeito uma aceleração do funcionamento do sistema imunitário dos doentes, comprovando-se também o risco de, mais tarde, essas crianças poderem desenvolver anemias e formas mais graves de malária. O Consórcio Internacional de Tratamento Intermitente da Malária congrega 17 unidades internacionais, sendo financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates, com apoio da Organização Mundial de Saúde e da Unicef.
Carla Teixeira
Fonte: Agência Efe
Cefalexina com novas apresentações
A Sandoz, divisão da companhia farmacêutica Novartis, vai lançar no mercado duas novas apresentações do cefalexina, um medicamento antibiótico beta lactâmico cefalosporínico de primeira geração usado no tratamento de infecções bacterianas como pneumonia e doenças dos ossos, da pele, do ouvido e das vias urinárias. As embalagens de 40 e 200 comprimidos de 500 mg deverão chegar ao mercado com um preço 60 por cento inferior ao do fármaco de referência.
Até ao momento a gama de cefalexina da Sandoz tinha disponíveis apenas embalagens de oito cápsulas ou de 10 comprimidos de 500 mg. A subsidiária do grupo suíço Novartis está actualmente presente em 110 países e é líder mundial no segmento dos medicamentos genéricos. Comercializa igualmente substâncias biotecnológicas avtivas e anti-infecciosas, e oferece uma vasta gama de produtos não patenteados: mais de 840 princípios activos e cerca de cinco mil apresentações diferentes.
Carla Teixeira
Fonte: SEGS.com.br, Medline Plus
terça-feira, 31 de julho de 2007
Combinação de fármacos: a proporção exacta no combate às doenças
A Celator Pharmaceuticals, uma pequena empresa norte-americana de biotecnologia, diz ter desenvolvido uma tecnologia capaz de determinar a proporção exacta na qual os medicamentos actuam na sua plenitude. De acordo com a Celator, o CPX-1, o produto principal da empresa, destinado ao tratamento do cancro colo-rectal em fase inicial, utiliza dois fármacos previamente aprovados, o irinotecano e o floxuridine, numa fórmula que assegura que a proporção ideal é mantida. “Penso que é isso que nos distingue de todos os outros”, frisou Andrew Janoff, director executivo da empresa.
Segundo refere a empresa biotecnológica, nalgumas combinações, existe a possibilidade de certas doses de medicamentos individuais inibirem a eficácia do tratamento. Noutros casos, as doses optimizam o efeito dos fármacos, permitindo-lhes atacar os tumores de forma mais eficiente. Tendo em conta as diferentes taxas de metabolização dos medicamentos, entre outros factores, a Celator consegue determinar a proporção certa e de forma precisa. Porém, “saber a proporção correcta das substâncias que devem ser utilizadas numa terapia de combinação não é suficiente”, explicou Janoff em declarações ao The Star-Ledger. Conforme refere este responsável “é preciso ter capacidade para criar terapias de combinação que mantenham essas proporções em níveis ideais depois de serem administradas aos doentes”.
A Celator está agora a utilizar um sistema que ajuda a manter intacta a proporção certa dos medicamentos sempre que os fármacos para o cancro se encontram no organismo. Esta inovação, no que diz respeito às substâncias combinadas, despertou a atenção de empresas de capital de risco. Brenda Gavin, membro do quadro de directores da Celator, afirma que os resultados pré-clínicos são animadores. Os dados recolhidos através dos ensaios clínicos realizados com ratos, que compararam a utilização de medicamentos anticancerígenos com eficácia comprovada às versões que fixam a proporção correcta produzidas pela Celator, revelaram resultados promissores para o tratamento do cancro colo-rectal e do pâncreas. “São fármacos que se sabe que funcionam”, referiu Gavin, e que, mesmo assim “é possível melhorar”.
No entanto, alguns investigadores na área do cancro preferem não elevar demasiado as expectativas. Até porque a ideia da proporção dos medicamentos é ímpar mas apenas demonstrou resultados em ensaios clínicos preliminares. “Por diversas vezes observámos resultados que funcionavam nos testes laboratoriais mas que não tinham o mesmo efeito nos ensaios clínicos”, sublinhou Susan Goodin, directora do departamento farmacêutico no Instituto do Cancro, em Nova Jérsia.
A Celatror está actualmente empenhada no desenvolvimento de combinações de fármacos para a leucemia mielóide crónica e para o cancro cerebral, do pescoço e pulmonar. Janoff prevê que a tecnologia da empresa possa também vir a ser utilizada noutras áreas terapêuticas.
Marta Bilro
Fonte: The Star-Ledger, Pharmalot.
Lubrificante bloqueador de sida e herpes
Uma equipa de cientistas australianos desenvolveu um lubrificante sexual capaz de bloquear os vírus da sida e do herpes zoster. O Viva Gel, ainda em fase experimental, tem como principal ingrediente a molécula dendrimer, e segundo os investigadores é capaz de impedir contágios com uma eficácia entre os 85 e os 100 por cento.De acordo com um estudo publicado no jornal «The Daily Telegraph», aquele novo gel microbicida foi testado em animais de laboratório, e os resultados obtidos foram animadores, estimando-se que possam arrancar brevemente os ensaios com seres humanos. O produto será igualmente avaliado enquanto método contraceptivo. Jeremy Paull, o investigador da companhia farmacêutica australiana Stepharma, que conduziu o estudo, considerou que o gel será usado essencialmente por homens heterossexuais, que poderão aplicá-lo em si mesmos nos momentos que antecedem a prática sexual, acrescentando que nos países pobres, onde é maior a prevalência de doenças contagiosas, poderá também ser útil.
Carla Teixeira
Fonte: «The Daily Telegraph», Central de Notícias, Pravda
Farma-APS Generis em ruptura com Apifarma
Maior grupo farmacêutico português "bate com a porta" e deixa acusações
A Farma-APS Generis anunciou hoje a saída da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma). O maior grupo farmacêutico português acusa a associação de travar campanhas contra os genéricos, avança a Agência Lusa.
São várias as razões que moveram a Farma-APS a “bater com a porta” e sair da Apifarma. O abandono foi justificado por carta - assinada por Paulo Paiva dos Santos, director-executivo da empresa-, dirigida ao presidente da direcção da associação da indústria farmacêutica e começa por acusar a associação de encarar os genéricos como “uma espécie de medicamentos contrafeitos.”
De acordo com a Agência Lusa, a Farma-APS Generis escreve, também, que integrou o grupo que a associação caracteriza como os "indesejáveis", sustentando esse rótulo com o facto de “ser portuguesa e produzir medicamentos genéricos para algumas das maiores multinacionais de investigação do mundo."
“A apresentação de providências cautelares contra os interesses dos vossos associados", foi outra das razões enumeradas contra a Apifarma. No memorando, o grupo farmacêutico admite que estaria disposto a integrar a associação se esta "não utilizasse o valor da receita dos pagamentos devidos com as quotizações para efectuar campanhas contra os genéricos."
Recorde-se que, este mês, a Apifarma interpôs uma providência cautelar contra um concurso internacional de 500 mil euros para promover o mercado de genéricos, alegando uma agressão à lei da concorrência e advogando que, à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), cabe apenas a promoção de campanhas de esclarecimento para o uso racional dos medicamentos.
“Apesar do seu nome, (a Apifarma) infelizmente de indústria e de portuguesa tem muito pouco" atacou Paulo Paiva dos Santos comunicando, por fim, o "abandono imediato da referida associação".
Raquel Pacheco
Fonte: Agência Lusa
Sanofi-Aventis e Chugai anunciam término de parceria de comercialização
Assim, a Sanofi-Aventis volta a deter os direitos de comercialização do Acetanol (acebutolol), um bloqueador beta utilizado no tratamento de hipertensão, angina e arritmia; do Amoban (zopiclone) para as perturbações do sono; do Cefotax (Cefotaxima), uma cefolasporina de terceira geração; do Preran (Trandolapril) um inibidor da enzima de conversão da angiotensina; do Benambax (Isotionato de Pentamidina), utilizado no tratamento da Pneumocystis carinii; do Menamin (Ketoprofen), um anti-inflamatório, analgésico e antipirético; e do Ritmodan (Disopiramida), para a arritmia.
Em 2006, as vendas líquidas destes sete fármacos renderam à Chugai mais de 79 mil euros (12,926 milhões de ienes). Recorde-se que a Chugai estabeleceu, em 2002, uma aliança estratégica com a Roche, envolvendo-se activamente no sector dos medicamentos sujeitos a receita médica e em actividades de investigação e desenvolvimento no Japão e no exterior, destacando-se como um membro importante do grupo suíço.
Marta Bilro
Fonte: Pharma Live
Produtos de beleza biológicos preferidos entre as mulheres
Mais de 80 por cento das inquiridas mostraram-se dispostas a substituir os seus produtos de beleza actuais por um com ingredientes naturais baseados em plantas de cultivo biológico. As mulheres mais favoráveis a esta mudança encontram-se na faixa etária entre os 35 e os 44 anos.
Um questionário semelhante realizado com mulheres francesas revelou que estas estão menos interessadas do que as espanholas na aplicação da fitoterapia de qualidade à cosmética. De acordo com o estudo, apenas 54 por cento das mulheres francesas preferia um cosmético natural a um químico e 43 por cento demonstravam-se dispostas a trocar o que utilizavam.
“As plantas medicinais representaram uma parte da cosmética durante muitos anos, mas a exigência de uma certificação de controlo de qualidade destes produtos deve ser semelhante à dos fármacos de origem natural”, refere Concha Navarro, professora de Farmacologia na Universidade de Granada, e presidente do INFITO. Actualmente, o Ecocert é o único certificado reconhecido pela União Europeia que assegura que a fórmula contém ingredientes naturais de origem biológica e que produção respeita o meio ambiente.
Pelos seus conhecimentos, o farmacêutico é quem melhor pode aconselhar a utilização destas substâncias. “As plantas medicinais têm muitas aplicações terapêuticas e cosméticas para a pele e, tal como acontece com os medicamentos elaborados a partir de plantas medicinais, o farmacêutico pode ser um bom conselheiro no que diz respeito a estes cosméticos que contêm extractos ou compostos obtidos a partir das mesmas substâncias”, sublinha a professora catedrática.
Marta Bilro
Fonte: PM Farma
Preservativos a 20 cêntimos em 2008
Portugal na lista de países europeus que mais cobram por este método contraceptivo
A Coordenação Nacional de Luta Contra a Sida (CNLCS) está a levar a cabo negociações com distribuidores portugueses para que, já em 2008, seja possível colocar no mercado preservativos de marca brancas, vendidos a 20 cêntimos.
De acordo com os responsáveis da CNLCS, Portugal está na lista dos países europeus com os preços mais altos de venda de preservativos. A entidade pretende, por isso, que os supermercados e os hipermercados criem marcas brancas de contraceptivos, a fim de aumentar a oferta.
O preço elevado dos preservativos é apontado como o principal factor responsável pela não diminuição do número de infectados com o vírus HIV/Sida no país. Segundo afirma Beatriz Cascais, responsável pelo projecto, em declarações ao Diário de Notícias, o objectivo é que «até 2008, existam disponíveis preservativos a preços reduzidos».
O ponto de partida serão os 20 cêntimos, “mas se conseguirmos que sejam vendidos a 25 cêntimos já atingimos o nosso objectivo”, destacou a responsável, acrescentando que foram «contactados por vários importadores que querem vender estes produtos a baixo custo», mas «o problema é que não têm depois quem os escoe».
A acção da CNLCS prevê também campanhas de marketing social em torno deste método contraceptivo, com descontos e promoções em quiosques e outros postos de venda. Os dados recolhidos pela entidade de luta contra a Sida, junto de farmácias, parafarmácias, lojas de conveniência, supermercados e hipermercados, indicam que o preço dos preservativos à venda nas farmácias ronda os 78 cêntimos, nas parafarmácias os 81, nas lojas de conveniência os 67 e nas grandes superfícies 55 cêntimos. As mesmas estatísticas dizem ainda que cada português usa em média 1,6 preservativos por ano, enquanto na Espanha a média é de 3,1.
Marta Bilro
Fonte: Fábrica de Conteúdos, Portugal Diário.
"Não aconselharia o natalizumab"
No rescaldo da reintrodução no mercado farmacêutico português do Tysabri (natalizumab), medicamento para o tratamento da esclerose múltipla envolto em polémica desde que, em 2005, foi relacionado com três casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva que se revelaram fatais e retirado do mercado, o farmacia.com.pt foi ouvir o presidente da Associação Nacional de Esclerose Múltipla sobre este assunto.João Casais conhece bem a doença. Com 56 anos de idade e doente há cerca de 37, soube da existência da esclerose múltipla antes de a doença ter sido detectada em Portugal, o que só viria a acontecer em 1988. Diz, entre sorrisos, ser "um dos doentes mais antigos do país". No longo percurso que fez de mão dada com aquela patologia, esteve paralisado três vezes e viu-se forçado a usar cadeira de rodas para se locomover, mas hoje garante estar "normal", não obstante o facto de ter de levar "uma injecção de cortisona dia sim dia não".
Um modo de vida "muito complicado", em que os medicamentos têm "papel fundamental". Segundo explicou ao farmacia.com.pt, "o único medicamento tomável para já é um interferon. Não cura, mas ajuda a reforçar a imunidade. Quando temos surtos, tomamos cortisona, que é um anti-inflamatório que nos ajuda a superar as dores, mas que tem como efeitos secundários uma «pancada» muito forte, com febres e muita transpiração". Ciente de todos os problemas que cercam a vida daqueles doentes, João Casais afirma que é nessa qualidade que entende que "todas as descobertas e esperanças que surgem devem ser utilizadas".
Porém, e falando concretamente da questão da reintrodução no mercado do polémico natalizumab, explica que, "como associação de doentes não aconselharia o uso do Tysabri, porque o que aconteceu com aqueles doentes que morreram é muito estranho". Se não fossem os alegados efeitos secundários, o medicamento da Biogen e da Elan constituiria "o sonho de qualquer doente de esclerose múltipla", mas dadas as circunstâncias, não entende como poderá ser usado. Diz até que, pelo que sabe, "nos hospitais da Região Norte o Tysabri não está ainda a ser utilizado".
Carla Teixeira
Fonte: Entrevista telefónica a João Casais
Johnson & Johnson suprime 4% dos postos de trabalho
A supressão dos postos de trabalho vai resultar em queixas que podem ascender aos 574 milhões de euros no segundo semestre deste ano, avançou a J&J num comunicado divulgado esta terça-feira. A J&J emprega 120.500 pessoas em todo o mundo.
“Ao longo da nossa história temos levado a cabo um processo cuidadoso e disciplinado para ir ao encontro dos desafios que enfrentamos”, afirmou o presidente e director da J&J, William Weldon. “As medidas que estamos a tomar para melhorar a nossa estrutura de custos vai possibilitar que continuemos a investir no crescimento futuro e nos lucros”, acrescenta o responsável, admitindo que “estas são questões difíceis mas que têm que ser enfrentadas para assegurar a resistência do negócio a longo prazo”.
A empresa garante que vai continuar a investir no crescimento do negócio bem como nas tecnologias e oportunidades de produtos. O sector farmacêutico da J&J deverá reduzir custos através da consolidação de determinadas operações, ao mesmo tempo que continua a investir nos produtos recentemente lançados no mercado bem como na investigação de novos produtos em fase final de investigação.
Entre 2008 e 2010 a J&J tem planos para submeter a aprovação sete candidaturas para novos compostos, refere o mesmo comunicado.
Marta Bilro
Fonte: Bloomberg, CNN Money, Pharmalot.
Cafeína e exercício físico previnem cancro da pele
Os cientistas da Universidade de Rutgers chegaram a esta conclusão depois de realizarem um estudo com quatro grupos de ratos e observarem que a cafeína e o exercício físico parecem unir-se para destruir as células pré-cancerígenas, aquelas cujo ADN foi danificado pela radiação emitida pelos raios solares UVB.
“A maior e mais óbvia diferença entre os grupos registou-se nos que corriam e bebiam cafeína”, afirmou Allan Conney, do laboratório de investigação de cancro em Rutgers. Os roedores que apenas beberam cafeína registaram um aumento de 95 por cento de apoptose (morte celular programada) nas células danificadas. Aqueles que fizeram exercício físico demonstraram uma subida de 120 por cento, e os que combinaram a ingestão de cafeína com o exercício físico revelaram um aumento na ordem dos 400 por cento.
Apesar dos cientistas avançarem com diversas teorias, acreditando que possa existir uma espécie de sinergia entre estes dois factores, ainda não se sabe, com certeza, qual o motivo que desencadeia esta acção.
O cancro da pele é um dos tipos mais comuns de cancro e a sua prevalência está a aumentar a nível mundial. A exposição excessiva ao sol é considerada a causa mais frequente de cancro da pele, responsável por cerca de 90 por cento dos casos.
Marta Bilro
Fonte: The Star, Medical News Today, News-Medical.net.
Meda e Recordati estabelecem parceria para comercializar anti-hipertensor
O fármaco consiste na associação da Lercanidipina, um antagonista do cálcio, e do Enalapril, um inibidor da enzima de conversão da angiotensina. A substância combinada é indicada na redução da pressão sanguínea.
A Meda detém, actualmente, os direitos de comercialização do fármaco na Alemanha, Suécia e Noruega. O lançamento do produto começou na Alemanha e será agora registado em Espanha através do reconhecimento do procedimento conjunto.
Marta Bilro
Fonte: Forbes, Business Wire.