domingo, 24 de junho de 2007

Cientistas mais perto de evitar recaídas em doentes com leucemia

Uma equipa de investigadores da Universidade de Osaka, no Japão, descobriu um marcador molecular capaz de detectar as células-mãe da leucemia que tornam a leucemia mielóide aguda tão difícil de erradicar.

Os resultados da investigação foram publicados na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” e os cientistas acreditam que a descoberta poderá oferecer novos métodos de tratamento, uma vez que a quimioterapia, por si só, não é eficaz para tratar, de forma permanente, a leucemia mielóide aguda. “O tratamento está orientado para se conseguir a remissão precoce (destruição de todas as células leucémicas). Contudo, a leucemia mielóide aguda responde a menos medicamentos do que outros tipos de leucemia”, refere o Manual Merck.

Dentro da medula óssea, todas as células sanguíneas se originam a partir de um único tipo de célula denominada célula-mãe. Esta célula-mãe divide-se em células imaturas que se vão dividindo e amadurecendo até chegarem aos três tipos presentes no sangue. A leucemia afecta os glóbulos brancos e surge quando o processo de amadurecimento da célula-mãe, até chegar ao glóbulo branco, se distorce e produz uma alteração cancerosa. De acordo com a explicação dos especialistas as células-mãe leucémicas mantêm-se escondidas no organismo e podem crescer e dividir-se continuamente, originando o regresso do cancro.

O estudo levado a cabo pelos cientistas japoneses e dirigido por Naoki Hosen, analisou a forma como estas células diferem das outras células-mãe presentes no sangue. Este processo permitiu aos cientistas concluírem que as células-mãe leucémicas possuem uma proteína específica sobre a sua superfície denominada CD96, que não se encontra presente nas outras células-mãe saudáveis do sangue.

Para determinar se actividade das células-mãe com leucemia era influenciada pela presença da proteína, os cientistas transplantaram amostras de células de leucemia mielóide aguda, com e sem a proteína, em ratos. Os resultados demonstraram que as células com CD96 foram as únicas a ficar doentes, o que sugere que o CD96 é realmente um marcador das células cancerosas da leucemia em actividade. Este primeiro passo é promissor, salientou Hosen, agora é preciso perceber sé é possível desenvolver uma terapia de anticorpos que se unam à CD16, induzindo a citotoxicidade e permitindo que os tratamentos destruam as células cancerosas independentemente de onde se encontrem.

Marta Bilro

Fonte: AZ Prensa, correofarmaceutico.com, Yahoo Notícias, Diario Salud.

Alimentação sujeita a novo regulamento a 1 de Julho

Entra em vigor no domingo (1 de Julho) o regulamento europeu sobre as alegações nutricionais e de saúde nos alimentos, um documento que define as regras que deverão ser seguidas pela indústria alimentar para promover os seus produtos. O objectivo é garantir a segurança e rotulagem correcta dos alimentos, de forma a assegurar um nível de protecção elevada aos consumidores e facilitar as suas escolhas.

De acordo com as novas directrizes do Parlamento Europeu, apenas as alegações nutricionais e de saúde que se encontrem em conformidade com as disposições do novo regulamento serão permitidas na rotulagem. O mesmo acontece com a apresentação e publicidade de alimentos colocados no mercado comunitário e fornecidos enquanto tal ao consumidor final.

A norma europeia vem assim preencher um vazio legal existente e utilizado pela indústria alimentar para publicitar os alimentos, uma vez que o desenvolvimento tecnológico fomenta o aparecimento de novos produtos ou a alteração dos já existentes, aos quais são adicionados ou eliminados alguns componentes de forma a atribuir-lhes propriedades saudáveis. Uma das principais exigências dos deputados reside no estabelecimento de definições claras para alegações como "baixo teor em gordura", "fonte de fibra" ou "light".

As alegações das propriedades alimentares não devem, em nenhum caso, transformar-se num anúncio publicitário sem que tenham obtido autorização da União Europeia depois de uma "avaliação científica do mais elevado nível que seja possível", refere o novo texto.

Com a imposição destas normas os deputados pretendem evitar expressões ambíguas, ou a ausência frequente de informação sobre a possibilidade de existirem efeitos adversos para a saúde, derivados do consumo excessivo deste tipo de produtos. A avaliação científica ficará a cargo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA), que avaliará os produtos para comprovar se as alegações estão em harmonia com o que foi estabelecido.

Marta Bilro

Fonte: correofarmaceutico.com, AZ Prensa, AgroNotícias.

Empresas nacionais vestiram a t-shirt da Laço na luta contra o cancro da mama

O Fashion Targets Friday realizada no passado dia 22, contou com várias mulheres, todas unidas por uma causa.

Com algumas empresas nacionais a vestirem a t-shirt «O Cancro da Mama no Alvo da Moda», a Associação Laço voltou mais uma vez a chamar a atenção de todos para este problema que afecta na maior parte mulheres.

O desafio foi lançado a várias empresas nacionais que, por sua vez contactaram as respectivas colaboradoras, que aderiram a esta iniciativa.
A Deloitte, Roche, Nokia, Weber Shandwick D&E e CTT Expresso foram algumas das empresas que convidaram as suas colaboradoras a vestirem a T-shirt e o resultado foi muito positivo.

O Fashion Targets Friday é uma das acções do Fashion Targets Breast Cancer que tem por objectivo mobilizar as mulheres portuguesas a vestirem a t-shirt e assim contribuírem para a criação de um momento de chamada de atenção e sensibilização para a luta contra o cancro da mama.

Para saber mais sobre o cancro da mama, consulte o seguinte site: www.laco.pt

Liliana Duarte

Fonte: Jasfarma

Enjoos matinais podem diminuir risco de cancro da mama

As grávidas que sofrem de enjoos matinais apresentam um risco reduzido de vir a desenvolver cancro da mama, revelou um estudo da Universidade de Buffalo, em Nova Iorque. A investigação, que envolveu três mil mulheres, revelou que as náuseas durante a gravidez reduzem em 30 por cento a probabilidade de desenvolver a doença.

Os cientistas acreditam que a explicação pode residir na alteração dos níveis hormonais que afectam o tecido mamário ao mesmo tempo que desencadeiam a sensação de enjoo. Durante os testes laboratoriais, uma hormona produzida na placenta tem revelado potencial para proteger contra o cancro. Os resultados da investigação foram divulgados durante a reunião anual da Sociedade de Pesquisa Epidemiológica, em Boston.

A equipa dirigida por Jo Freudenheim entrevistou 1001 mulheres recentemente diagnosticadas com cancro da mama, com idades entre os 35 e os 79 anos, e um grupo de controlo com 1.917 mulheres saudáveis cujas idade, raça e condado de residência correspondiam com as do primeiro grupo.

Foram avaliados vários factores relacionados com a gravidez, tais como a hipertensão, a pré-eclampsia, a diabetes gestacional e o aumento de peso, os quais não demonstraram efeitos significativos na incidência futura de desenvolver cancro da mama. Por outro lado, os enjoos e náuseas relacionadas com gravidez foram associadas a uma redução de 30 por cento do risco de cancro da mama. Quanto maior é a incidência e persistência destes sintomas menor é o risco, referem os cientistas.

Ainda assim, os responsáveis pela investigação advertem que este é um estudo epidemiológico, nesse sentido os resultados não devem ser generalizados. A confirmação destas descobertas requer ainda aplicação noutras populações, afirmou Freudenheim.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Channel 4, HealthNewsDigest.com.

Phytopharm adquire patente de medicamento chinês anti-demência

A academia médica militar da China vai conceder autorização à farmacêutica britânica Phytopharm para utilizar a patente do seu novo fármaco anti-demência. Esta é a primeira vez que a China vende ao exterior uma patente de medicina tradicional chinesa.

Depois de 10 anos de investigações, uma equipa de especialistas da Academia de Ciências Médicas Militares do Exército de Libertação Popular deu por terminada a síntese do medicamento. Os responsáveis pela pesquisa garantem que os resultados pré-clínicos são muito promissores.

Os termos do acordo prevêem que depois de vendida a patente, o laboratório britânico proceda à realização dos ensaios clínicos necessários para promover o produto no mercado internacional, adiantou a agência Xinhua. "Esta é a primeira vez que a China vende uma patente de medicina tradicional a uma empresa estrangeira, mas isso representa um grande passo na conquista da credibilidade internacional", explicou o presidente da academia, Sun Jianzhong. Ainda assim, os valores envolvidos no acordo de venda do NJS, nome atribuído ao fármaco, não foram revelados.

As doenças que provocam demência caracterizam-se por uma deterioração progressiva das capacidades mentais. Um dos exemplos mais comuns de demência é o Alzheimer, que surge devido à morte das células cerebrais, começando por aniquilar a memória e, subsequentemente, as outras funções mentais, determinando completa ausência de autonomia.

Os países ocidentais têm uma percepção negativa da medicina tradicional chinesa, apontou o director da Phytopharm, Daryl Rees. Para o responsável, essa sensação de desconfiança resulta do facto de alguns medicamentos conterem ingredientes que não podem ser reconhecidos pelos padrões impostos aos especialistas ocidentais, fazendo com que a aprovação para a sua entrada no mercado, enquanto ervas medicinais, se torne difícil.

Marta Bilro

Fonte: Diário de Notícias, Xinhua.

Associação Médica Americana
Nancy Nielsen eleita presidente da AMA

É a segunda mulher a conquistar a liderança da Associação Médica Americana. Nancy Nielsen, uma internista natural de Buffalo e alto-quadro da farmacêutica Pfizer, acaba de ser eleita presidente da AMA, a maior e mais importante associação de médicos dos Estados Unidos.

Volvido um ano sobre a sua nomeação, Nacy Nielsen deverá assumir o gabinete da presidência da associação em Junho de 2008, transformando-se então na segunda mulher a ocupar a mais alta posição na hierarquia da AMA. Reagindo à notícia da sua nomeação, a eleita recordou que “a Associação Médica Americana assume um compromisso com a liderança, a excelência e a integridade na busca das melhores soluções práticas em termos de cuidados de saúde no nosso país”, definindo como “uma grande honra e um privilégio ser nomeada presidente-eleita de uma entidade que está empenhada em ajudar a profissão médica e os doentes que são servidos pelos seus agentes”.
Membro destacado da AMA desde 2000, Nancy Nielsen desempenhou, por quatro anos consecutivos, as funções de porta-voz da câmara de delegados, depois de ter assumido durante três anos o papel de segundo porta-voz. Ao longo desse tempo, a médica nova-iorquina tem contribuído activamente para o debate das políticas da AMA, rubricando importantes decisões nessa matéria. Actualmente, Nielsen é o rosto de várias iniciativas de grande relevância da associação, tais como um fórum nacional para a qualidade, um convénio de médicos para melhoria da performance na prestação de cuidados de saúde e a aliança para a qualidade em ambulatório.

Novo porta-voz
Durante o encontro anual da Associação Médica Americana, e na sequência da nomeação de Nancy Nielsen para a presidência, também foi nomeado para o cargo de porta-voz daquele organismo um novo nome. Jeremy A. Lazarus, um psiquiatra natural de Denver, assumirá agora competências na área da gestão de contactos institucionais da associação. O novo responsável considerou também “uma honra” a distinção de que foi alvo ontem, asseverando estar “orgulhoso por representar a posição de tantos profissionais de Medicina”. Lazarus transita das funções de segundo porta-voz, e planeia, na sua acção como representante da AMA, contribuir para a generalização dos cuidados médicos de qualidade a toda a população norte-americana, protegendo a relação entre médico e doente.

Carla Teixeira
Fonte: AMA, PR Newswire

Programa milionário contra a diabetes

A Federação Internacional de Diabetes anunciou ontem um programa de doações para financiar projectos que adaptem a Ciência para dar resposta às necessidades práticas, permitindo uma maior eficácia ao tratamento e à prevenção da doença a nível mundial. Anunciado no 19º Congresso Mundial de Diabetes, em Dezembro na cidade de Cape Town, na África do Sul, o Bridges foi lançado oficialmente na 67ª Sessão Científica da Associação Americana de Diabetes.

Sob o lema «trazer a pesquisa sobre diabetes para ambientes e sistemas globais» (a designação “Bridges” é uma sigla para a frase “bringing research in diabetes to global environments and systems), e suportado por uma verba educacional de 10 milhões de dólares fornecida pela empresa farmacêutica Eli Lilly and Company, o programa tem como objectivo o financiamento de investigações de nível internacional sobre a doença, e visa essencialmente apoiar propostas que assentem em estratégias sustentáveis e económicas passíveis de serem adoptadas no contexto real de combate global à diabetes.
Jean-Claude Mbanya, presidente eleito da IDF (sigla em inglês para International Diabetes Federation), explicou que, “apesar dos avanços tremendos ocorridos na Ciência, principalmente no que toca aos testes clínicos importantes, a diabetes continua a aumentar e a morbilidade e mortalidade a ela associadas não foram reduzidas. A investigação transnacional é necessária para criar estratégias práticas que possam melhorar a vida das pessoas que sofrem da doença”. O Bridges tem revelado elevada eficiência, proporcionando novas oportunidades a comunidades até aqui sem atendimento e com risco acrescido.
Linda Siminerio, directora-executiva do Instituto de Diabetes da norte-americana Universidade de Pittsburgh e antiga vice-presidente sénior da IDF, acrescentou que “através da pesquisa transnacional, e com ajuda de membros-chave de cada uma das comunidades contempladas no projecto, começamos a aprender a promover com eficiência estilos de vida saudáveis e a melhorar a nossa habilidade para prevenir a diabetes e as suas complicações”. Afirmando o empenho da Eli Lilly and Company no desenvolvimento de “produtos farmacêuticos revolucionários, que melhorem a vida das pessoas com diabetes”, Jose Caro, vice-presidente do sector de Resultados Globais dos Cuidados do Diabetes da empresa, reconheceu que “o sucesso não virá somente da intervenção médica. Acreditamos que o Bridges vai identificar novas e importantes maneiras de ajudar as pessoas a vencer os desafios que enfrentam todos os dias, e estamos muito contentes com isso”.

Carla Teixeira
Fonte: PR Newswire

Estudo: Bloqueadores beta e estatinas suscitam dúvidas

Os medicamentos administrados aos pacientes para prevenir complicações a nível cardíaco antes, durante e após as cirurgias estão a ser postos em causa. Um estudo publicado no “British Medical Journal” salienta que os benefícios da utilização de bloqueadores beta e de inibidores da enzima HMG-CoA redutase não são claros e podem dar origem a complicações.

Este tipo de fármacos é administrado aos pacientes que são submetidos a uma cirurgia em qualquer parte do corpo, exceptuando o coração, com o objectivo de ajudar a diminuir a pressão sanguínea. No entanto, Stephen Bolson, um anestesista e professor na Universidade de Melbourne, na Austrália, refere que cerca de 1 por cento desses pacientes correram riscos de complicações ao nível do coração, como é o caso dos ataques cardíacos e enfartes, e anualmente cerca de um em cada quatro acaba por morrer.

Os especialistas recorrem também a investigações anteriores para fundamentar estas conclusões. De acordo com estudos realizados na Dinamarca e Grã-Bretanha não foi detectada qualquer redução do número de mortes e outras complicações graves, entre as quais se inserem os ataques cardíacos, falhas cardíacas e enfartes, 30 dias depois de ter sido realizada a cirurgia em pacientes tratados com bloqueadores beta (anti-hipertensores).

Num outro estudo não se registou nenhum benefício seis meses depois da cirurgia, e um ensaio clínico que ainda decorre não deu conta, até ao momento, de quaisquer efeitos benéficos. Para além disso, as investigações detectaram taxas significativamente elevadas de efeitos secundários inerentes à utilização de bloqueadores beta, incluindo a diminuição do batimento cardíaco (braquicardia) e pressão arterial baixa (hipotensão).

A investigação dos cientistas australianos sustenta ainda que ensaios não aleatórios sugeriram que os inibidores da enzima HMG-CoA redutase (estatinas) demonstram algum benefício, porém as provas continuam a ser pouco consistentes. Para que realmente pudessem ser comprovados os benefícios e a segurança da utilização destes fármacos seria necessário um ensaio clínico, controlado aleatoriamente, que envolvesse mais de 12 mil pacientes.

Marta Bilro

Fonte: Spiritindia, Monsters and Critics, NEWS.com.au, Manual Merck.

sábado, 23 de junho de 2007

Infarmed autoriza empresa portuguesa a distribuir pílula abortiva

O mifepristone, vulgarmente conhecido como pílula abortiva, deverá passar a ser vendido aos hospitais que a solicitem, por uma empresa portuguesa, a quem o Infarmed concedeu uma autorização excepcional de venda.

O nome da empresa não foi ainda divulgado, mas tudo leva a crer que dentro de duas semanas a distribuição da pílula abortiva passará ser feita por intermédio desta empresa, de forma muito mais rápida, já que até à data, a pílula tem que ser importada de França, sendo o processo demorado.

Apesar de não estar ainda à venda em Portugal, a empresa em causa terá já recebido 12 pedidos para disponibilização do fármaco, até porque este será um dos medicamento utilizados pelos hospitais a partir de 15 de Julho, quando entrar em vigor a lei da Interrupção Voluntária da Gravidez.

Inês de Matos

Fonte: TVI

Diabetes gestacional tem riscos acrescidos para recém-nascidos

Os perigos da diabetes para a saúde das grávidas e dos fetos não são uma novidade, um novo estudo revela agora que quanto mais elevado foi o nível de açúcar no sangue da mãe, maiores são os riscos para o recém-nascido. A diabetes gestacional aumenta os riscos de ocorrerem deficiências à nascença e as probabilidades do feto vir a desenvolver diabetes na infância.

Um novo estudo apresentado durante a reunião anual da Associação Americana de Diabetes em Chicago revelou que, mesmo em níveis moderados, a hiperglicemia durante a gravidez está associada a um aumento do número de cesarianas e de bebés mais pesados, entre outras complicações. A investigação, que envolveu 23 mil grávidas de nove países, demonstrou também que os recém-nascidos são mais susceptíveis a ter níveis baixos de açúcar no sangue e níveis elevados de insulina se os níveis de açúcar presentes no sangue materno forem elevados. Um conjunto de condicionantes que, um dia mais tarde, poderão conduzir à obesidade, ao aparecimento da diabetes e a uma elevada pressão sanguínea.

Se não for devidamente controlada, através da adopção duma dieta apropriada ou da administração de insulina, grandes quantidades de glucose podem ser transmitidas ao feto através da placenta. “Estabelecemos sem qualquer dúvida que níveis de açúcar no sangue mais baixos do que os da diabetes comportam riscos”, afirmou Boyd Metzger o principal responsável pela investigação.

Actualmente, o nível de açúcar no sangue adequado para uma mulher grávida durante os últimos meses de gravidez deve situar-se abaixo dos 95 miligramas por decilitro. Os cientistas consideram que o nível adequado deveria agora estabelecer-se abaixo dos 90 miligramas por decilitro. No entanto, as conclusões da investigação ainda não devem ser seguidas como um conselho, advertiu Metzger. As novas directivas deverão surgir durante o próximo ano, depois dos especialistas internacionais reunirem e analisarem as descobertas.

A diabetes gestacional surge durante a gravidez e desaparece, habitualmente, quando concluído o período de gestação. No entanto, é fundamental que as grávidas diabéticas tomem medidas de precaução para evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde no seu organismo. De acordo com o Portal da Saúde, uma em cada 20 grávidas pode sofrer desta forma de diabetes.

Marta Bilro

Fonte: ABC News, Chicago Tribune, Chron.com. Portal da Saúde.

Proteína artificial permite controlar actividade cerebral

Um grupo de cientistas norte-americanos da Universidade de Berkeley desenvolveu uma proteína artificial que permite manipular as actividades neurais. A proteína é activada pela luminosidade, bloqueando os reflexos normais e a resposta ao toque. Os cientistas acreditam que esta descoberta poderá fornecer pistas importantes na compreensão do funcionamento do cérebro.

O estudo, realizado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley sob a orientação do biofísico Ehud Isacoff, analisou a actuação de uma proteína artificial, activada pela luminosidade, inserida geneticamente nos neurónios de um peixe-zebra. Os investigadores observaram que quando a luz é activada dentro do peixe, com um determinado comprimento de onda, os reflexos normais são bloqueados assim como a resposta ao toque. Por sua vez, ao ser atinfido com um segundo raio luminoso, com maior comprimento de onda, os reflexos do animal são recuperados.

Os primeiros testes com o LiGluR (Light-gated Ionotropic Glutamate Receptor), nome atribuído ao dispositivo, foram executados com neurónios do hipocampo, uma região do cérebro que se situa a um nível muito profundo, à direita e à esquerda, no interior dos lobos temporais do córtex cerebral.

“Pela primeira vez, temos capacidade para atingir um tipo específico de neurónios nos circuitos neurais do cérebro para proceder a uma activação selectiva”, salientou Isacoff. A capacidade para estimular neurónios seleccionados, quer em tecidos isolados ou em animais vivos, representa “uma grande vantagem para os cientistas que procuram determinar de que forma especifica é que as células neurais contribuem para as funções e para o comportamento do cérebro”, referiu o mesmo responsável.

Isacoff acredita que a aplicação do LiGluR em ratos e outros animais deverá fornecer um controlo semelhante sobre os reflexos. Caso não surja nenhuma contradição, é provável que esta tecnologia possa também ser aplicada noutros tipos de inibidores dos receptores ionotrópicos e noutras classes de neurónios. Num futuro próximo, os cientistas pretendem utilizar o mecanismo para estudar a formação de circuitos neurais e para investigar as bases neurais de vários comportamentos.

Marta Bilro

Fonte: IDG Now, Science@Berkeley.

Um nossa avanço no cancro da próstata

Um estudo feito por Graciele Paraguaia Silveira no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc), no Brasil, permitiu que um modelo matemático, baseado na Teoria de Conjuntos Fuzzy, diagnostique o estado patológico do cancro da próstata.

O modelo permite a interpretação dos dados gerais do desenvolvimento do tumor de uma forma muito mais próxima da realidade vivida pelo doente.

Para diagnosticar o cancro da próstata, o especialista recorre aos resultados de vários exames, tais como o toque rectal, e a biopsia. Seguidamente dá-se o cruzamento das informações, utilizando, quando necessário, modelos estatísticos para chegar à extensão da doença e, assim, decidir o tratamento mais adequado. É nesta fase que o modelo desenvolvido por Graciele é bastante útil.

Os modelos tradicionais, designados pelo nome nomogramas, só trabalham com probabilidades. A utilização das regras do Modelo Fuzzy, aumentam a possibilidade de oferecer aos doentes resultados mais concrectos, uma vez que oferece uma maior flexibilidade.

O novo modelo irá passar por uma etapa de testes até ser disponibilizado aos especialistas.

Liliana Duarte

Fontes: Saúde em Movimento
Circulação de profissionais de saúde no espaço comunitário
Nova lei europeia põe doentes em risco

A substituição das várias directivas europeias relativas à livre circulação, no espaço comunitário, de profissionais de saúde, incluindo farmacêuticos, por uma única lei está a gerar preocupação junto dos reguladores britânicos, que consideram que a medida põe em risco a salvaguarda dos interesses dos doentes.

Segundo os reguladores britânicos, os legisladores europeus colocaram a questão os direitos dos profissionais de saúde a exercerem a sua actividade em qualquer dos estados-membros da União Europeia acima da necessidade de salvaguardar os interesses dos doentes e de os proteger das más práticas profissionais. A breve trecho será possível aos farmacêuticos registados num qualquer estado-membro, mediante o registo na Royal Pharmaceutical Society, trabalhar no Reino Unido, na qualidade de visitantes, sem terem de se submeter ao processo de averiguação de competências e de boa conduta que se aplica aos farmacêuticos do país.
A Royal Pharmaceutical Society teme que essa opção, que deverá entrar em vigor no dia 20 de Outubro, venha a colocar em risco os doentes, e acrescenta ainda que o governo britânico decidiu que as exigências aplicáveis aos profissionais locais em termos de formação contínua não serão extensivas aos estrangeiros, favorecidos por uma norma interna que nem sequer surge contemplada na directiva europeia. As novas regras deverão começar a ser aplicadas em Outubro e encontram-se em fase de consulta pública até 17 de Agosto.

Carla Teixeira
Fonte: The Pharmaceutical Journal
Medicamento usado no tratamento da hepatite B
Entecavir gera resistência a fármacos contra a sida


O entecavir, um recente antiviral análogo da guanosina utilizado para o tratamento da hepatite B crónica, gera resistência cruzada com outros medicamentos, usados no combate ao vírus da sida. Um artigo agora publicado no «New England Journal of Medicine» confirma o alerta dado em Fevereiro por especialistas reunidos numa conferência promovida pela Bristol-Myers Squibb, que comercializa o fármaco, sob a designação comercial de Baraclude.

No encontro realizado em Los Angeles, a especialista em Doenças Infecciosas da Universidade John Hopkins responsável pelo estudo que levou ao alerta divulgou os resultados do estudo que levou ao primeiro alerta. Chloé Thio enviou alguns dos dados apurados à Food and Drug Administration, num procedimento que acabaria por ditar uma modificação na bula que acompanha o entecavir. Explicou ainda que “as pessoas que sofrem de hepatite viral B e que também estiverem infectadas com o vírus da sida deverão consultar o seu médico imediatamente, para considerarem outras terapias alternativas”. Lançado em 2005, o entecavir foi agora alvo de novas investigações, que aferiram que nos doentes que sofriam de hepatite B e sida a administração daquele fármaco levou ao desenvolvimento de uma variante do vírus VIH que resiste aos antivirais lamivudine and emtricitabine.

Carla Teixeira
Fonte: Medical News Today, Médicos na Internet

Fobia social comum entre idosos

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Toronto, detectou que a maioria dos idosos sobre de fobia social, um distúrbio psiquiátrico normalmente causada quando o individuo é submetido à avaliação de outras pessoas.

O estudo feito em 12.792 idosos detectou a doença em mais de 630 idosos, o equivalente a 5%. Não foi encontrada nenhuma associação entre o aparecimento da doença psiquiátrica e o nível económico das pessoas, a sua situação conjugal e o sexo.

Esta doença que até então se sabia ser comum nos jovens e adolescentes, atinge também os idosos.

Isolamento social, estados depressivos, ansiedade e medo excessivo de humilhação em certos contextos sociais, são alguns dos factores da fobia social.

O tratamento deve ser individualizado e dependendo das características apresentadas pelo doente, pode ser necessário o uso de anti-depressivos. Um acompanhamento psiquiátrico ajuda em muitos dos casos.


Liliana Duarte

Fonte: Saúde em Movimento
ABC da Saúde
Fármaco produzido pela Alexion Pharmaceuticals Inc.
Soliris aprovado pela Comissão Europeia

A empresa farmacêutica Alexion Pharmaceuticals Inc. anunciou a aprovação, pela Comissão Europeia, do Soliris (eculizumab), anticorpo monoclonal indicado para o tratamento de doentes com hemoglobinuria paroxística nocturna (PNH), alteração sanguínea grave que destrói os glóbulos vermelhos e conduz à morte prematura. O medicamento está já autorizado nos Estados Unidos.

Segundo informações avançadas pela firma de biotecnologia norte-americana, com sede em Coneticut, o lançamento do fármaco nos principais mercados nacionais da Europa deverá ser implementado ao longo deste ano e alargado a alguns países no ano seguinte, no seguimento das negociações com as entidades competentes, que a empresa quer alavancar de imediato. O anúncio surge escassos dias depois de a Alexion ter anunciado o resultado de um estudo de fase III realizado com o fármaco em que o Soliris mostrou capacidade para reduzir significativamente a hemodiálise nos doentes de PNH, baixando a ocorrência de anemias e tromboses e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
A hemoglobinuria paroxística nocturna consiste numa rara e penalizante desordem sanguínea de origem genética que destrói os glóbulos vermelhos e afecta parte do sistema imunitário. Manifesta-se através de sintomas como anemias graves, fadiga, dores permanentes e dificuldades em respirar, acompanhadas normalmente por episódios de hipertensão pulmonar, doenças de rins e produção de urina vermelha. Estima-se que a doença afecte actualmente oito a dez mil pessoas na Europa e na América do Norte.

Carla Teixeira
Fonte: RTT News, Morningstar, Reuters, Quote.com
Cooperação do governo indonésio com a Baxter International Inc.
Vacina contra a gripe das aves quase pronta

O governo indonésio, que em conjunto com a multinacional norte-americana Baxter International Inc. está a desenvolver uma vacina contra a gripe das aves, anunciou ontem que a imunização deverá estar pronta já no mês de Julho, e advertiu que, na eventualidade do surgimento de novos casos da doença, terá lugar uma vacinação em massa.

De acordo com a ministra da Saúde indonésia, Siti Fadilah Supari, “a imunização é possível nos casos em que a presença do vírus é confirmada”, como aconteceu na pronvíncia de Karo, na Ilha de Sumatra, quando em Maio de 2006 seis pessoas da mesma família morreram na sequência da infecção, ou na região de Garut, na zona ocidental de Java, onde em Agosto do ano passado 18 pessoas foram infectadas e três acabaram mesmo por morrer. A governante confirmou a possibilidade de fazer a vacinação em massa, mas avisou que a decisão deverá caber aos especialistas, embora, na sua opinião, “em casos como os de Karo e Garut, devam ser vacinados todos os que estiveram em contacto com as vítimas ou que se encontravam num raio de pelo menos um quilómetro”.
O governo indonésio associou-se a uma equipa de investigadores da multinacional Baxter International Inc. para produzir uma vacina contra a gripe das aves e revelou agora que o medicamento já foi sujeito a todos os ensaios clínicos, sendo de prever que a vacina possa, muito brevemente, vir a ser introduzida naquele mercado, presumivelmente já no próximo mês. A Indonésia é, até agora, o país atingido de forma mais severa pelo vírus da gripe das aves, que matou pelo menos 80 pessoas no país, de entre os cerca de 100 casos diagnosticados desde 2005.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Xinhua
Irene Silveira define rumo para o seu mandato na Ordem
Liberalização da propriedade das farmácias é o dossier mais urgente


A nova bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, eleita na passada quinta-feira no âmbito de um processo renhido em que acabou por conquistar 54 por cento dos votos, definiu como prioridade máxima para o seu mandato a intervenção rápida da OF no processo de liberalização da propriedade das farmácias, que o Governo vai legislar nos próximos seis meses.

Na entrevista que, durante o período de candidatura, concedeu ao farmácia.com.pt, Irene Silveira tinha já referido que aquela seria uma das grandes prioridades do seu mandato, a par da reformulação do esquema de revalidação da carteira profissional dos farmacêuticos, considerando que, apesar de a liberalização da propriedade das farmácias ser já um dado adquirido, que dificilmente o Governo aceitará rever, deve a Ordem dos Farmacêuticos intervir rapidamente junto da tutela, assumindo uma posição de abertura ao diálogo e de capacidade de negociação.
Primeira mulher a conseguir escalar até ao topo da classe, numa profissão em que o sexo feminino predomina, Irene Silveira rende Aranda da Silva, com quem trocou alguns amargos de boca durante a campanha eleitoral, por ter criticado o silêncio e o alegado atavismo do seu antecessor na defesa dos interesses dos farmacêuticos, designadamente na questão da liberalização da propriedade dos estabelecimentos de dispensa de medicamentos, que dentro de cerca de meio ano deverão poder ser detidos por qualquer cidadão, independentemente da sua formação, e não apenas, como até aqui, por farmacêuticos.
Feita a contagem dos votos expressos na quinta-feira, e confirmando a conquista da liderança da OF, Irene Silveira mostrou-se optimista nos resultados do que disse ser a sua “grande urgência” neste momento, asseverando que pretende manter um “bom diálogo com as autoridades, com o Ministério da Saúde”, e prometendo “uma atitude diferente da que assumiu Aranda da Silva, que ontem lhe passou a gestão do organismo que representa a classe farmacêutica em Portugal. À semelhança do que defendeu durante a campanha, e conforme declarou ao farmácia.com.pt, Irene Silveira preconiza a importância da formação profissional contínua, mas também a valorização da experiência diária integrada no acto farmacêutico.
A nova bastonária é ainda crítica da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica “sem garantia e controlo efectivo pelo farmacêutico”, considerando que a decisão do Governo de disponibilizar aqueles produtos em grandes superfícies e parafarmácias foi “mal acompanhada pela OF, que não conseguiu contrapartidas político-profissionais”. A submissão das estruturas à desregulamentação do sector da Saúde, e em particular do sector farmacêutico, é “um pesado fardo”, de acordo com a catedrática da Universidade de Coimbra, que prometeu “denunciar tudo o que ponha em causa a saúde pública” e “defender as reais capacidades do farmacêutico”.
O diálogo com os estudantes de Farmácia e os farmacêuticos mais jovens, bem como a mudança dos serviços administrativos para uma sede com mais condições são outros objectivos de Irene Silveira, que anteontem conquistou a liderança da Ordem com 1621 votos, num total de 3056 eleitores, batendo a única concorrente, Filomena Cabeça, membro da direcção nacional cessante.

Carla Teixeira
Fontes: Agência Lusa, Irene Silveira

Liraglutide apresenta resultados promissores para a diabetes

A farmacêutica Novo Nordisk, a maior produtora mundial de insulina em quantidade, anunciou que o Liraglutide, medicamento para a diabetes, apresentou resultados positivos na fase III dos estudos clínicos.

Os resultados do primeiro estudo dos cinco que compõem a fase III do Liraglutide, um análogo da hormona intestinal GLP1 de toma única diária, mostrou que este apresenta um controlo de glucose significantemente melhor que a insulina glargina.

O estudo de 26 semanas contou com 581 pacientes com diabetes tipo 2 controlados inadequadamente por dois dos medicamentos antidiabéticos orais mais utilizados: metformina (dimetilbiguanida) e glimepirida (sulfonilureia). Todos os pacientes no estudo continuaram com os dois fármacos e foram randomizados a adicionar uma injecção diária de Liraglutide, placebo ou insulina glargina.

A média do nível de HbA1c (hemoglobina glicosilada, ou seja, glucose ligada aos glóbulos vermelhos), no início do estudo, estava entre os 8% e os 8,5% e, no fim do estudo, mais de 50 por cento dos pacientes no grupo que recebeu Liraglutide tinha atingido o objectivo da Associação Americana de Diabetes de menos de 7%.

A redução de HbA1c no grupo do Liraglutide foi melhor em 0,2 pontos percentuais do que no grupo da insulina glargina, uma diferença que é estatisticamente relevante.

O Liraglutide actua ao estimular a libertação de insulina somente quando os níveis de glucose ficam demasiado elevados. Contrariamente à maioria dos tratamentos antidiabéticos, este fármaco também leva à perda de peso, em vez de provocar um aumento. O peso médio dos pacientes, no início do estudo, era de aproximadamente 85 kg. No final do estudo, a diferença de peso corporal entre os dois grupos era em média de 3,5 kg, estatisticamente favorável ao Liraglutide.

A Novo Nordisk desenvolveu o Liraglutide como alternativa à insulina. Os médicos que tratam os diabéticos afirmam que têm poucas opções antes de porem os pacientes num tratamento à base de insulina, do qual não poderão ser retirados e que pode requerer progressivamente mais injecções com o passar do tempo. O Liraglutide é uma versão manufacturada da hormona produzida naturalmente pelo corpo humano, GLP1, que estimula o pâncreas a produzir insulina.

A Novo Nordisk também está a testar o Liraglutide em pessoas obesas que não sofrem de diabetes, como um tratamento para a perda de peso. Segundo a farmacêutica, o efeito deverá ser maior do que nos diabéticos, uma vez que as pessoas com a doença tendem a ganhar algum peso à medida que a sua saúde melhora com a insulina. O fármaco experimental poderá ser utilizado em conjunto com insulina, porque reduz o peso e, consequentemente, os danos no coração provocados pela diabetes e obesidade.

A Novo Nordisk espera anunciar os resultados principais dos restantes quatro estudos durante a segunda metade de 2007 e primeiro trimestre de 2008.

Isabel Marques

Fontes: Novo Nordisk, Bloomberg, site da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Hospital de Faro renova site na Internet

O Hospital Distrital de Faro tem um novo site na Internet, com uma imagem renovada e maior interactividade para o utente. Alojado no endereço http://www.hdfaro.min-saude.pt, o novo site pretende facilitar a comunicação e a informação entre a instituição e os seus utentes, bem como com o público em geral.

Com um aspecto mais atraente e funcional, o site contém conteúdos informativos diversificados, como a historia da instituição e os seus objectivos estratégicos, estatísticas, possibilitando também o acesso a informação genérica sobre os vários serviços clínicos existentes no hospital.

Numa área exclusivamente dedicada à informação aos utentes, os cibernautas poderão também consultar o regulamento e os horários das visitas, a Carta dos Direitos e Deveres, o sistema de prioridades da triagem de Manchester, o guia on-line do utente, ou ainda a listagem de consultas de especialidade.

Existem ainda áreas dedicadas às questões mais frequentes, à comunicação social e à agenda de eventos e actividades, onde estão disponíveis para download alguns cartazes, programas e folhetos informativos sobre iniciativas que decorram no hospital.

Inês de Matos

Fonte: Região Sul (Jornal Semanário da Região do Algarve)

Plataforma online cruza medicamentos com doenças




Mapa detalhado potencia novas descobertas

Investigadores, médicos, farmacêuticos ou biólogos que procurem tratamentos novos podem aceder a uma ferramenta online desenvolvida por cientistas do Broad Institute do MIT e Harvard.

A plataforma chama-se Connectivity Map, um mapa detalhado com informação sustentada em dados do Genoma Humano, e que, permite associar as doenças aos medicamentos compatíveis, com base nos perfis de ambos.

Os especialistas norte-americanos acreditam que o resultado do cruzamento de dados poderá ajudar os investigadores a fazerem novas descobertas para os medicamentos já existentes.

Os testes experimentais arrancaram, no final de 2006 e, até ao momento, já estão catalogados no Connectivity Map cerca de 160 fármacos e compostos, sendo que, já foram sugeridas novas utilizações para os medicamentos “antigos”.

Os mentores da plataforma estão optimistas quando ao facto de, todos os medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration, serem inseridos no mapa.

Raquel Pacheco





Fonte: Broad Institute MIT/Science/BMJ
Novas regras visam garantir qualidade e segurança
FDA aperta cerco aos suplementos dietéticos


A entidade reguladora do sector do medicamento nos Estados Unidos da América (FDA) instituiu novas regras para a comercialização de vitaminas, produtos herbais e outros suplementos dietéticos, com o objectivo de garantir que aqueles fármacos são livres de substâncias contaminantes e estão bem rotulados. A medida entra em vigor a 24 de Agosto.

Em comunicado, o comissário da FDA Andrew von Eschenbach explicou que “esta medida ajuda a assegurar a qualidade dos suplementos dietéticos disponíveis no mercado, de modo a que os consumidores possam sentir-se confiantes em relação aos produtos que compram e ao facto de eles conterem, efectivamente, tudo o que é anunciado nos rótulos das respectivas embalagens”. Os fabricantes de produtos daquela área serão, na sequência da entrada em vigor das novas regras, obrigados a testar a identidade, a pureza, a força e a composição de todos os suplementos dietéticos que colocarem no mercado.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Reuters
Numa eventual pandemia de gripe das aves
Tamiflu pode reduzir a metade o número de mortes


O uso do antiviral Tamiflu nas fases de prevenção e tratamento da gripe das aves e a criação de um stock do medicamento suficiente para a cobertura de 65 por cento da população de um país poderá reduzir a metade o número de mortes estimadas no cenário de uma eventual pandemia, segundo um estudo divulgado pela Roche e pela Universidade de Toronto, no Canadá.

De acordo com os especialistas, que deram a conhecer o estudo no âmbito de uma conferência sobre gripe realizada na capital canadiana, a administração do fármaco da Roche, tido como o mais eficaz no combate à doença, deverá ser feita nas fases de prevenção e após o surgimento da sintomatologia, asseverando assim que são tomadas todas as precauções para evitar a disseminação da pandemia. O Tamiflu é recomendado pela Organização Mundial de Saúde como uma defesa de primeira linha contra a gripe das aves, e desde o aparecimento da doença tem vindo a ser armazenado em largas quantidades pelos governos de todo o mundo.
Alguns países estão a planear a criação de stocks do medicamento que permitam a sua administração também na fase preventiva a todas as pessoas que por qualquer motivo tenham estado em contacto com indivíduos infectados. No entanto, a Roche alerta para o facto de a maioria dos governos concentrar esforços na armazenagem de quantidades limitadas de Tamiflu, para fazer face a eventuais necessidades de tratamento, considerando que seria preferível apontar como alvos ambas as etapas de combate à doença.
Em Portugal, onde não se registou ainda qualquer caso de gripe das aves e aquele medicamento só é vendido mediante a apresentação de receita médica, a primeira remessa de Tamiflu a chegar às farmácias, assim que «estourou» o primeiro alerta de uma eventual pandemia, esgotou de imediato. Entretanto, o Governo assegurou a criação de um stock de vários milhões de doses de Tamiflu, que foram sendo adquiridas ao longo de 2006, e que permanecem disponíveis para acção imediata no caso de um novo alerta.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Reuters

Exforge da Novartis aprovado pela FDA

A FDA concedeu aprovação final para o medicamento para a hipertensão da Novartis, o Exforge. O tratamento de uma dose diária, que combina o Diovan (valsartan), da Novartis, e o Norvasc (amlodipina), da Pfizer, estará disponível brevemente nos Estados Unidos, entrando no mercado mais cedo do que estava previsto, segundo o que anunciou a Novartis.

A FDA aprovou o medicamento para o tratamento de pacientes com hipertensão, que não conseguiram atingir a pressão sanguínea desejada após uma terapia com um bloqueador dos receptores da angiotensina ou com um bloqueador do canal de cálcio, ou para aqueles que sofreram efeitos secundários utilizando um dos dois tipos de fármacos. A aprovação por parte da FDA baseou-se num extenso programa clínico que envolveu mais de 5 000 pacientes.

A Novartis sublinhou que a aprovação foi baseada em dois estudos clínicos que mostraram que nove em 10 pacientes que tomaram Exforge atingiram o nível de pressão sanguínea desejado, assim como em dois ensaios que mostraram que a combinação dos tratamentos é mais eficaz a baixar a pressão sanguínea que o Diovan ou o Norvasc por si só. O analista da AG Edwards, Joseph Tooley, comentou que a aprovação cria possivelmente o agente mais eficaz de uma toma única diária para a hipertensão, disponível no mercado.

Nos estudos, mais de 80 por cento dos pacientes a tomar Exforge atingiram uma pressão sanguínea recomendada e também apresentaram uma taxa mais baixa de inchaço dos tornozelos em comparação com aqueles que só receberam amlodipina.

O Exforge combina as acções complementares do Diovan – que inibe a angiotensina II, uma hormona que causa o estreitamento dos vasos sanguíneos – e do Norvasc (amlodipina), que inibe a entrada de cálcio nas paredes dos vasos sanguíneos. Ambos os tratamentos permitem o relaxamento dos vasos sanguíneos, de modo a que o sangue possa fluir mais facilmente.

Nenhuma outra enfermidade mata tantas pessoas como a hipertensão, de acordo com a Associação Americana do Coração. A hipertensão causa danos nas artérias, sobrecarregando o coração, cérebro e outros órgãos vitais. A doença afecta quase 30 por cento dos adultos nos Estados Unidos e cerca de mil milhões de pessoas por todo o mundo. Apesar do uso intensivo das terapias actuais, cerca de 70 por cento de todos os hipertensos não conseguem atingir o nível de pressão sanguínea desejado, segundo a Novartis.

O Exforge conseguiu a aprovação europeia em Janeiro e é comercializado actualmente em nove países da Europa, incluindo Alemanha, Suíça e Reino Unido.

Em Portugal, existem cerca de dois milhões de hipertensos. Destes, apenas metade tem conhecimento de que tem pressão arterial elevada, somente um quarto está medicado e unicamente 16 por cento estão controlados.

Isabel Marques

FirstWord, Bloomberg, Novartis, Portal da Saúde

Merck e Ambrx firmam acordo para lançar nova geração de hormonas de crescimento

A Merck Serono, divisão biofarmacêutica da empresa alemã Merck KGaA, anunciou ter chegado a acordo com a farmacêutica norte americana Ambrx, visando a colaboração no desenvolvimento e comercialização de produtos de hormonas de crescimento de larga duração, que a Ambrx tem vindo a desenvolver.

“Esta aliança é consistente com a nossa estratégia de trabalhar com os lideres da indústria, nos seus respectivos campos, e supõe uma validação da competência da Ambrx, no desenvolvimento de novos fármacos de grande valor”, explica James W. Young, delegado conselheiro da Ambrx.

De inicio, a colaboração deverá centrar-se essencialmente no produto mais avançado da Ambrx, o ARX201. O medicamento está ainda em fase de testes, no entanto, os investigadores acreditam que este fármaco permitirá uma administração menos frequente das hormonas de crescimento, contrariamente ao que acontece actualmente, já que a administração destas hormonas é feita diariamente.

François Feig, chefe do departamento de Endocrinologia e Cardiometabolismo da Merck Serono, explica que o “ARX201 tem potencial para estabelecer uma nova fase no tratamento de hormonas de crescimento. Uma administração menos frequente representaria um significativo avanço para os pacientes, no que respeita à melhoria da qualidade de vida, representando uma melhoria dos resultados do tratamento”.

Feig garante que o acordo agora alcançado, é uma forma de a Merck Serono cumprir “o compromisso permanente com as crianças e adultos que sofrem de desordens e precisam de tratamento com hormonas de crescimento”.

De acordo com os términos do acordo, a biofarmacêutica americana passará a deter os direitos de comercialização, a nível mundial, do ARX201. Apesar de não terem sido revelados os valores envolvidos, a Merck Serono deverá proceder a um pagamento inicial, ao qual se seguirão valores que deverão depender do sucesso da comercialização e desenvolvimento de novos produtos.

A Ambrx terá a opção de promover os produtos, em conjunto com a Merck Serono, no mercado norte americano, devendo existir uma comparticipação das duas empresas nos gastos inerentes à comercialização dos produtos, bem como no que respeita aos lucros obtidos. Por outro lado, se a Ambrx decidir não fazer uso desta opção, terá direito a benefícios não especificados, sobre as vendas mundiais dos produtos.

Inês de Matos

Fonte: PM Pharma

Recolha voluntária de Supositórios de Glicerina

O Departamento de Inspecção do Instituto da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) informou hoje da decisão de recolha voluntária, por parte da Companhia Portuguesa Higiene Pharma – Produtos Farmacêuticos S.A., dos lotes nº 1062921, com prazo de validade de 31 de Outubro de 2011, e nº 1162923, válidos até 30 de Novembro do mesmo ano, dos Supositórios de Glicerina (F.P) Adulto, registados sob o nº 3856598.
Em causa está a detecção, no momento da desmoldagem dos supositórios, de uma situação em que alguns ficam aderentes ao invólucro, inviabilizando a sua correcta utilização. Em virtude daquele problema o Conselho Directivo do Infarmed ordenou, em comunicado emitido hoje, a suspensão imediata da comercialização de produtos dos referidos lotes.

Carla Teixeira
Fonte: Infarmed

Pacientes alemães testam telemedicina

Duas mil pessoas no estado alemão de Hessen estão a testar um sistema de telemedicina. A experiência envolve diabéticos e doentes com problemas cardíacos crónicos que, através de dispositivos pessoais, utilizam o sistema a partir de casa.

Os pacientes, seleccionados de acordo com um conjunto de requisitos pré-definidos, são monitorizados através dos dispositivos que lhes foram entregues e que enviam alarmes via telefone sempre que surgem problemas. A pressão arterial irregular ou baixos níveis de açúcar no sangue são suficientes para enviar um alerta à central.

Os médicos avaliam os dados recebidos e entram em contacto com o paciente sempre que este se encontre em situações de perigo ou emergência. Para além disso, o médico de família do doente é avisado e é chamada uma ambulância.

A empresa responsável pelo sistema garante que as deslocações destes pacientes aos hospitais diminuíram para metade. Por outro lado, o novo método permite aos pacientes conhecerem melhor a sua doença.

Marta Bilro

Fonte: IGov

40% dos doentes em estado vegetativo são mal diagnosticados

Um estudo belga concluiu que 40 por cento dos pacientes em estado vegetativo persistente são mal diagnosticados, o que significa que embora os médicos não consigam detectar, esses doentes possuem algum estado de consciência. Uma segunda investigação demonstrou que cerca de um quarto dos doentes que chegam ao hospital em estado vegetativo têm hipóteses de recuperar uma boa parte das suas faculdades e metade volta a adquirir algum nível de consciência.

Ambos os estudos, apresentados durante o encontro da Sociedade Neurológica Europeia, que decorreu na Grécia, foram conduzidos pelo Grupo de Ciência do Coma da Universidade de Liége, na Bélgica sob a responsabilidade do médico Steven Laurens. Numa das investigações, os especialistas estudaram mais de 100 pacientes, aos quais tinha sido diagnosticado o “estado vegetativo”, a “consciência mínima” ou que estavam “em condição incerta”.

Os pacientes foram examinados e avaliados de acordo com uma nova escala de recuperação de coma e os resultados demonstraram que 40 por cento dos doentes aos quais foi diagnosticado o estado vegetativo registavam níveis mínimos de consciência. Os investigadores constataram ainda que 10 por cento desses pacientes tinham capacidade para comunicar.

No outro estudo, que envolveu 356 paciente diagnosticados com o estado vegetativo, as conclusões demonstraram que cerca de metade conseguiram recuperar uma parte da consciência, e mais de um quarto dos doentes readquiriu uma boa parte das faculdades mentais, com capacidade para comunicar e obedecer às orientações dos médicos.

O estado vegetativo é uma situação clínica de completa ausência da consciência de si e do ambiente circundante, com ciclos de sono-vigília e preservação completa ou parcial das funções hipotalâmicas e do tronco cerebral”, refere um relatório do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida. O paciente em estado vegetativo, embora esteja de olhos aberto, não tem consciência do que se passa à sua volta.

Marta Bilro

Fonte: News Medical, G1 Globo.

Cientistas testam células estaminais na reparação de lesões cardíacas

Uma equipa de cientistas britânicos prepara-se para testar uma nova técnica para reparar as lesões causadas pelos ataques cardíacos. O processo consiste em injectar os músculos danificados do coração com células estaminais retiradas da medula óssea do próprio paciente.

Os investigadores acreditam que, desta forma, poderão evitar a ocorrência de um segundo ataque cardíaco ou de uma falha cardíaca fatal. O estudo, que envolve 60 pacientes, será conduzido por investigadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Os cientistas vão analisar a capacidade das células estaminais para prevenir a formação de cicatrizes e quais as contracções que ocorrem no coração danificado em resultado dessa cicatrização.

Os participantes, que sofreram recentemente ataques cardíacos graves, vão ser injectados com células estaminais durante a cirurgia de bypass coronário, que se poderão transformar em tipos de células cardíacas capazes de regenerar os tecidos danificados.

Conforme explicou Raimondo Ascione, o principal responsável pela investigação, o facto de os doentes serem injectados com as suas próprias células estaminais diminui o risco de rejeição ou infecções. Para além disso, “contorna as questões éticas que resultariam da utilização de células estaminais provenientes de tecido embrionário ou fetal”, lembrou o especialista. O procedimento experimental, que vai decorrer em Bristol, deverá ter início em Agosto, durante um período de três anos.

“Se isto funcionar significa um tratamento novo que pode ser utilizado em muitos pacientes”, referiu Ascione. “Cerca de um em cada cinco pacientes com ataques cardíacos vai continuar a desenvolver falhas no coração. Alguns morrem dentro de dois ou três anos e os que ficam têm pouca qualidade de vida”, salientou o especialista.

Marta Bilro

Fonte: Forbes, Daily Mail, The Guardian.


FDA aprova “caixa de comprimidos electrónica”

Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration - FDA) aprovou a comercialização de um aparelho programável que permite armazenar e distribuir os medicamentos prescritos aos doentes na sua própria casa. O objectivo é fazer com que os pacientes não descuidem os tratamentos.

O Assistente Electrónico de Administração de Medicamentos (EMMA, na sigla inglesa) pode ser programado para fornecer doses individuais de 10 fármacos diferentes, até o período de mês. O aparelho inclui também software que permite aos médicos gerir as prescrições através de um computador e pode ser ligado à internet para que as doses sejam controladas.

A caixa de comprimidos computorizada foi pensada para ser utilizada com a supervisão de um médico. As principais vantagens deste mecanismo residem no facto de ser possível reduzir os erros de dosagem e permitir aos médicos controlar a adesão do paciente ao tratamento.

“Vai ajudar a eliminar algumas confusões dos doentes quanto tomam medicamentos prescritos, e permite aos médicos a seguir mais de perto a medicação dos pacientes entre as visitas ao consultório”, afirmou Daniel Schultz, director do centro de dispositivos da FDA.

O aparelho armazena as prescrições médicas, emite um alerta sonoro na altura em que o paciente deve administrar as substâncias e liberta os comprimidos através de um tabuleiro, quando for activado pelo doente e no tempo apropriado. Esta nova tecnologia vai ser produzida pelo “INRange Systems”, deverá estar à venda no inicio do próximo ano mas ainda não tem preço definido.

Marta Bilro

Fonte: FDA, Forbes, Fox28.

Roche adquire NimbleGen

A Roche Diagnostics avançou com uma proposta para adquirir a NimbleGen Systems, empresa norte-americana especializada no sector dos microships de ADN. O negócio, que envolve mais de 200 milhões de euros, deverá estar concluído no terceiro trimestre do ano, após a aprovação dos accionistas da NimbleGen.

“As ferramentas de investigação genómica são a chave do futuro para qualquer grande grupo farmacêutico”, afirmou uma porta-voz do laboratório suíço. “Estas ferramentas ajudam-nos a perceber as causas genéticas das doenças e os factores de predisposição, ao mesmo tempo que auxiliam a identificação de potenciais medicamentos alvo”, acrescentou a mesmo responsável.

A NimbleGen passará a fazer parte da Roche Applied Science que desta forma dá mais um passo no mercado global de microchips de DNA que actualmente movimenta cerca de 446 milhões de euros por ano, e registou um acrescimento de 10 por cento em 2006.

A farmacêutica Roche anunciou ainda um alargamento, por mais 10 anos, do acordo com a Sysmex para a distribuição exclusiva de instrumentos de hematologia na América Latina, Europa, Sul da África e Oceânia. A aquisição da NimbleGen completa uma série de negociações na área da investigação genómica, levadas a cabo este ano pela Roche, nas quais adquiriu a 454 Life Sciences, a Bio Veris e a GuraGen.

Marta Bilro

Fonte: First World, Bloomberg, Hemscott, Saúde Business.

A falta de sono

Para podermos enfrentar um novo dia, devemos dormir um sono profundo e relaxado, pois só assim conseguimos recuperar energias, no entanto, muitas vezes somos assombrados pela insónia.
A insónia é uma perturbação do sono, que se traduz frequentemente por queixas de sono insuficiente, em termos quantitativos ou qualitativos, e que provoca alterações na qualidade do descanso do indivíduo.
"As causas da insónia podem dividir-se em primárias ou secundárias. Às primárias estão associadas doenças psiquiátricas ou de outra índole. Nas secundárias, as origens podem estar ligadas a factores ambientais ou à ingestão de substâncias químicas", avisa o Dr. Patrício Leite, médico especialista em Medicina Geral e Familiar. Ainda relativamente às insónias secundárias, as causas são muito variadas.
Existem vários factores, que provocam este tipo de problemas, entre eles, podemos enumerar: o ruído, o excesso de luz no sitio onde dormimos, os hábitos higiénicos, o sedentarismo os horários de trabalho e lazer, o abuso de café, álcool e tabaco.
"É frequente uma pessoa adulta vir à consulta de Clínica Geral e referir que todas as noites tem dificuldade em adormecer, por vezes permanecendo acordada na cama mais de duas horas. Diz ainda que no dia seguinte se sente muito cansada, com dificuldades em realizar o seu trabalho, habitualmente esquecendo-se das coisas, ou seja, com uma sonolência diurna acentuada", explica Patrício Leite, relembrando as principais queixas das pessoas, que sofrem deste distúrbio.

40% da População Afectada

Em Portugal, cerca de 40% da população sofre deste tipo de problema. Mas este número alarmante depende de dois factores: da sensibilidade do médico para diagnosticar a perturbação do sono e da gravidade da situação individual.
Patrício Leite esclarece que "a prevalência na população dos 15 aos 44 anos permanece razoavelmente estável. Com o avanço da idade, verifica-se que a quantidade de sono por noite diminui, mantendo-se assim até à terceira idade. No entanto, a diminuição da quantidade de sono, por noite, não significa automaticamente uma perturbação do sono".
A duração da perturbação do sono depende de tudo o que lhe está ligado. Quando se trata de uma insónia primária, associada a doença crónica, naturalmente persiste. Quando associada a factores ambientais, externos, a mudança do ambiente fará cessar a insónia

Mulheres isentas de pagamentos

Todas as mulheres que recorram ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) para fazer uma Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) não vão pagar taxas moderadoras ao abrigo do regime de isenções previsto para as grávidas, fez questão de salientar, ontem o ministro da Saúde, Correia de Campos.
"Não pagam taxas moderadoras neste momento e não haverá uma nova taxa para este serviço", disse António Correia de Campos aos meios de comunicação social, numa conferência de imprensa para apresentar a portaria que regulamenta a lei de IVG.
O diploma foi publicado ontem no Diário da República e entra em vigor a 15 de Julho, nesta data o Governo, já terá nas suas mãos, os hospitais preparados para o procedimento, tabela de preços e o número dos médicos objectores de consciência.
"Os números que têm surgidos sobre a objecção de consciência são colhidos aqui e ali e já ouvi os números mais díspares. Estou certo que vamos ter no dia 15 de Julho uma resposta mais aproximada sobre essa matéria", disse Correia de Campos.
Para além da portaria, foi também lançado um verbete que os médicos deverão usar para se inscreverem como objectores de consciência.

Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital

Roche suspende venda do Viracept

A indústria farmacêutica suíça Roche anunciou hoje que a licença do Viracept, um medicamento que é utilizado na terapêutica da normalizaçãodo vírus HIV, foi suspenso na União Europeia (UE).
Esta suspensão por parte da Agência Europeia do Medicamento vem em consequência de um alerta lançado pela própria Roche, que comercializa a siubstância desde 1998, quando a marca verificou a existência de uma impureza química na constituição dos medicamentos para a Europa.
William Burns, da Roche, afirma que essa alteração na constituição do Viracept não representa um risco para os pacientes, que se queixavam da alteração no cheiro dos comprimidos, devido à contaminação com metanosulfato de étilo numa proporção acima do normal.
A substância que provoca a contaminação, no entanto, já foi entretanto detectada, contudo as vendas do medicamento nos EUA, no Canadá e no Japão ainda não foram suspensas.

Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital

Nanoparticulas prometem revolução no tratamento da tuberculose

O Instituto Nacional de Tecnologia do Brasil, em conjunto com a Universidade Federal Fluminense e a Universidade de São Paulo, está a levar a cabo uma investigação que consiste na produção de nanopartículas poliméricas biocompatíveis, capazes de conduzir o fármaco utilizado no tratamento da tuberculose, e libertá-lo nos pulmões de forma controlada e localizada. O objectivo do projecto passa por contribuir para o controle da doença e impedir o abandono frequente do tratamento.

A tuberculose é uma infecção contagiosa, potencialmente mortal, causada por uma bactéria que se encontra no ar, a Mycobacterium tuberculosis,M. bovis ou M. africanum e atinge sobretudo os pulmões. De acordo com o portal Saúde na Internet, morrem mais pessoas de tuberculose, em todo o mundo, do que de qualquer outra doença infecciosa durável. A tuberculose mata aproximadamente dois milhões de pessoas por ano, 98 por cento das quais em países em desenvolvimento, e contagia cerca de 8 milhões anualmente. Um terço da população mundial encontra-se infectado pelo bacilo da tuberculose (bacilo de Koch).

Por sua vez, em Portugal, assiste-se a uma redução acentuada do nível endémico da tuberculose, directamente associada à melhoria dos índices de desempenho do Plano Nacional de Luta Contra a Tuberculose (PNT), com uma evidente redução da prevalência da resistência aos antibióticos específicos. Ainda assim, em relação à União Europeia, Portugal é um dos países com maior incidência de casos notificados e com maior expressão dos aspectos que lhe conferem o carácter de infecção emergente.

Apesar da Parceria Global para Combater a Tuberculose (Global Partnership to Stop TB), lançada pela Organização Mundial da Saúde em 2000, continua a haver pouco investimento em novos métodos terapêuticos para melhorar o tratamento, que actualmente envolve a utilização de, pelo menos, três fármacos (rifampicina, isoniazida e pirazinamida), de acordo com a resposta clínica do paciente. O facto de o tratamento implicar a toma diária de um grande número de comprimidos e cápsulas aumenta a hipótese de esquecimento ou abandono do mesmo.

O estudo realizado pelos investigadores brasileiros envolve a avaliação física e química, avaliação da biocompatibilidade e a avaliação da fagocitose de macrófogos de forma a minimizar os problemas detectados durante o tratamento. As nanopartículas poliméricas são usadas para difusão pulmonar através de aerossóis e têm como objectivo facilitar o tratamento pela veiculação de três tuberculostáticos num único sistema, e aumentar a eficácia dos fármacos com redução de dosagem. O sistema utiliza nanopartículas de poliácido lático e copolímeros de ácido glicólico que contêm rifampicina, isoniazida e pirazinamida. O processo desenvolvido pelos cientistas permite transportar os medicamentos às células saudáveis e infectadas e libertar as substâncias no local, traduzindo-se num tratamento mais pontual, aplicado directamente nos pulmões, minimizando os efeitos secundários dos medicamentos.

Marta Bilro

Fonte: Pravda, Portal da Saúde, Manual Merk.

Farmacêuticas condenadas por práticas comerciais injustas

A Aztra Zeneca, a Briston-Myers Squibb e a Schering-Plough foram condenadas a pagar os danos causados por “práticas comerciais injustas e enganadoras”. A acusação, levada a cabo num tribunais norte-americano, surgiu de alegações segundo as quais as empresas inflacionaram o preço médio das vendas em certos fármacos comprados pelos doentes entre Dezembro de 1997 e 2003. Os advogados dos queixosos vão agora calcular o valor da indemnização, que será apresentado ao tribunal até 1 de Agosto.

Num julgamento com proporções nacionais, o tribunal considerou as farmacêuticas responsáveis pelos medicamentos administrados pelos médicos. O mesmo tribunal descartou as acusações contra a Johnson & Johnson. O processo centra-se na estratégia inflacionárias das empresas sobre os preços recomendados para certos medicamentos, incluindo as quimioterapias.

Na acção judicual, os queixosos alegavam que os laboratórios farmacêuticos vendiam algumas substâncias aos médicos a preços mais reduzidos do que as estipuladas no preço médio de vendas e, “secretamente”, aliciavam os profissionais a pedir o reembolso total às seguradoras. A juíza encarregue do processo considerou que “as farmacêuticas se aproveitaram indevidamente do sistema ao estipularem preços muito elevados sem qualquer relação com o mercado”.

No caso da britânica AstraZeneca, o preço médio das vendas do Zoladex (Goserrelina) foi inflacionado até 169 por cento acima do preço actualmente pago pelos médicos. A Bristol-Myers Squibb foi acusada de inflacionar o preço médio de venda em cinco fármacos, entre os quais se incluem o Taxol (Paclitaxel) com uma subida do preço médio até 500 por cento, enquanto a Shering-Plough foi acusada de atribuir um preço demasiado elevado ao albuterol (comercializado em Portugal com o nome salbutamol), entre os 100 e os 800 por cento acima da média.

Numa reacção à sentença, Laura Hortas, a porta-voz da farmacêutica norte-americana Bristol-Myers Squibb, afirmou que a empresa acredita que “não é responsável pelo reembolso do valor que as seguradoras e a Medicare consideram como total das vendas de medicamentos, e que os seus próprios preços, vendas e práticas comerciais foram justas e razoáveis”. Por sua vez, a AstraZeneca e a Schering-Plough apenas comentaram que os preços praticados estavam de acordo com a lei. A Bristol-Myers Squibb já revelou que vai recorrer da sentença, enquanto as outras farmacêuticas estão a avaliar as suas opções.

Marta Bilro

Fonte: First World, Bloomberg, CNBC, Forbes, Schering-Plough Corporation.

Português Tiago Fleming Monteiro participa no estudo
Envelhecimento favorece doença de Parkinson

Um grupo de investigadores da Universidade de Harvard, que incluiu o português Tiago Fleming Outeiro, publica na edição de hoje da revista «Science» um estudo que poderá representar um passo em frente na investigação das causas da doença de Parkinson, contribuindo para a compreensão dos seus mecanismos moleculares e para o desenvolvimento de um futuro medicamento.


Os peritos desenvolveram um composto químico que pela primeira vez revelou, em testes laboratoriais in vitro e em moscas do vinagre, capacidade para travar a morte das células afectadas por aquela enfermidade. O estudo aferiu que a patologia está directamente relacionada com o processo de envelhecimento, o que na opinião dos especialistas poderá acelerar o desenvolvimento de novas soluções terapêuticas. A doença de Parkinson, crónica e neurodegenerativa, afecta a região do cérebro em que se encontram os neurónios, gerando um desequilíbrio do sistema nervoso que afecta os movimentos corporais. Naqueles doentes, dá-se a morte das células que produzem a dopamina, impedindo que o cérebro produza aquela substância, o que acaba por levar ao surgimento dos primeiros sintomas.
Tiago Fleming Monteiro explicou à Agência Lusa que “ainda não existe cura” para o mal de Parkinson, mas os tratamentos e medicamentos adequados “permitem aos doentes viver com a doença e ter uma vida normal”, já que repõem a dopamina que não está a ser produzida normalmente”. No entanto, de acordo com o investigador “a medicação pode deixar de ter o efeito desejado em algumas pessoas ao fim de alguns anos”, sendo por isso essencial apurar “quais os mecanismos celulares e moleculares que levam à morte ou perda dos neurónios”. Ao «Diário de Notícias», o cientista afirmou que o estudo agora publicado “é um passo importante, porque nos permite trabalhar no desenvolvimento de uma droga capaz de atacar as próprias causas da doença”.
A equipa de Harvard descobriu que “existe uma relação estreita entre alguns genes que estão ligados ao envelhecimento e o aparecimento da doença”, e também que “as drogas têm um efeito protector em modelos da doença, ao interferirem nos mecanismos envolvidos no envelhecimento”.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, PortugalDiário, Diário de Notícias, Tiago Fleming Outeiro
Estudo avaliou segurança da injecção de genes
Terapia genética para a doença de Parkinson


Um tratamento genético experimental para a doença de Parkinson, mal que afecta cerca de um por cento das pessoas com mais de 65 anos de idade a nível mundial, atestou a segurança daquele procedimento, que consiste na injecção de milhões de cópias de um gene no cérebro, com o objectivo de acalmar o circuito neurológico hiperactivo.

Desde a morte, em 1999, de um doente submetido a terapia genética a fim de tratar uma infecção, a investigação sobre aquele tipo de tratamentos tem incidido mais na aferição da sua segurança do que da sua eficácia, abrandando consideravelmente o número de técnicas terapêuticas aprovadas. Os responsáveis pelo estudo agora tornado público, que acompanharam 12 doentes durante mais de um ano, avisam que ainda é cedo para tirar conclusões quanto à eficácia do tratamento, mas frisam que o resultado é promissor e a abordagem merece ser estudada de forma mais aprofundada. O médico Michael Kaplitt, do Cornell Medical College, considerou, em declarações à revista científica «The Lancet», que os resultados iniciais da terapia analisada “são extremamente encorajadores”.
Os tratamentos convencionais para a doença de Parkinson actuam sobre uma zona do cérebro que se encontra hiperactivada, dando origem a uma falta de controlo de movimentos voluntários, rigidez e tremores. A nova técnica segue o mesmo intuito de electroestimulação, mas com ferramentas diversas. Os investigadores, oriundos do Instituto de Investigação Médica Feinstein e das universidades de Cornell e Nova Iorque, nos Estados Unidos, e de Auckland, na Nova Zelândia, utilizaram um vírus para transportar para o interior do cérebro o gene GAD, responsável pela produção de uma proteína capaz de travar a actividade do núcleo subtalâmico hiperactivado. Após um ano de tratamento não se verificou, em nenhum dos 12 pacientes acompanhados, a ocorrência de qualquer efeito secundário.

Carla Teixeira
Fonte: El mundo, BBC, Associated Press
Nas mulheres com menos de 60 anos de idade
Estrogéneos protegem o coração


Um estudo divulgado ontem pelo «The New England Journal of Medicine» atesta os benefícios da administração de estrogéneos para prevenir a formação de depósitos de cálcio nas paredes arteriais em mulheres com menos de 60 anos, explicando os menores riscos de enfarte verificados naquele grupo populacional.

A acumulação de cálcio naqueles tecidos representa um risco acrescido de doença cardiovascular, de acordo com os investigadores responsáveis por este documento, que apontam como factores cruciais ao sucesso da terapia a idade e o número de anos decorridos sobre a entrada das mulheres na menopausa. Meses depois de ter sido suspenso o anterior estudo «Women's Health Initiative», e de vários trabalhos na mesma área terem vindo a ser publicados, os especialistas reviram os dados do WHI e compararam-nos com os mais recentes, alterando as primeiras conclusões, derrotistas, sobre a terapia com estrogéneos.
Envolto em alguma polémica por contemplar apenas os efeitos dos estrogéneos na prevenção dos ataques cardíacos, deixando de fora por exemplo uma averiguação do seu eventual impacto nos acidentes vasculares cerebrais ou outras implicações da toma daquelas substâncias, o estudo agora publicado teve como objectivo dar resposta ao fenómeno relatado há meses pela revista «Jama», que dava conta da diminuição dos riscos cardíacos daquela terapia em mulheres com menos de 60 anos de idade. Os investigadores repescaram algumas das participantes no estudo WHI com idades compreendidas entre os 50 e os 59 anos.

Carla Teixeira
Fonte: El mundo
Bristol-Myers Squibb e Sanofi-Aventis vencem processo
Patente do Plavix continua válida


Um tribunal norte-americano sentenciou anteontem a validade da patente do Plavix, um dos medicamentos mais utilizados na prevenção de tromboses a nível mundial, no culminar de uma disputa legal plena de altos e baixos, mas que acabou por dar uma importante vitória legal aos laboratórios farmacêuticos Bristol-Myers Squibb e Sanofi-Aventis. De acordo com a sentença proferida por um juiz de Manhattan, a Apotex Inc., que moveu o processo contra os dois fabricantes e distribuidores do fármaco, e que no mês de Agosto do ano passado introduziu no mercado norte-americano cópias mais baratas daquele medicamento, “não conseguiu provar que a patente era inválida em qualquer dos cenários apresentados”.

Carla Teixeira
Fonte: Reuters, El Mundo
Resultados da votação presencial
Irene Silveira à frente na corrida à Ordem


Adivinhava-se um duelo renhido e a expectativa está a confirmar-se: a contagem dos votos para a eleição da primeira bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, que teve lugar ontem, ainda não permite resultados conclusivos, mas quando estão apurados os boletins referentes à votação presencial, correspondentes a 15 por cento do universo de eleitores, a candidata da Lista B, Irene Silveira, segue na frente, mas com a Lista A, de Filomena Cabeça, no seu encalço. O volte-face ainda é possível.

Os resultados da contagem de votos presenciais para a Direcção Nacional, aferidos ao cair da noite de ontem (as urnas de voto fecharam às 20 horas) nas delegações de Lisboa, Porto e Coimbra, davam vantagem à professora universitária da cidade do Mondego. Irene Silveira reunia, nessa primeira contagem, 167 votos em Lisboa, 69 no Porto e 61 em Coimbra, enquanto Filomena Cabeça totalizava 91 votos na capital, 55 na Invicta e 34 na delegação da Zona Centro. Somando um total de 297 votos, contra apenas 180 da adversária, Irene Silveira surgia destacada na frente da corrida.
No entanto, e tendo em conta que apenas estão contados 15 por cento dos votos, a leitura final dos resultados poderá ser bem diversa desta, já que, se agora a Lista A reúne 5,7 dos votos e a Lista B 9,3 por cento, a verdade é que a candidatura de Filomena Cabeça ainda poderá reverter o actual cenário, bastando-lhe totalizar 52,2 por cento dos votos ainda não contados (somando pelo menos 1411 apoios ao volume de votos já contado), enquanto Irene Silveira precisa apenas de mais 1294 votos para poder cantar vitória. No dia seguinte àquele em que os farmacêuticos de todo o país foram chamados a pronunciar-se sobre o futuro da classe e da Ordem que os representa, a expectativa permanece…

Carla Teixeira
Fonte: Jovens com Cabeça
Inscrições abertas até 13 de Julho
APEF promove estágios extracurriculares


A Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia abriu o período de inscrições para o seu programa de estágios extracurriculares deste ano lectivo, que incidirão nas áreas de Farmácia Hospitalar, Farmácia Comunitária, Industria Farmacêutica, Análises Clínicas e Distribuição Farmacêutica.

Pretendendo ajudar a colmatar uma lacuna há muito identificada até por entidades externas ao Ensino Superior nesta área, em termos de contacto dos estudantes de Ciências Farmacêuticas com a realidade profissional – o curso, com a duração de cinco anos, assenta numa sucessão de aulas teóricas e práticas e na realização de um estágio profissional, sendo esta a única altura em que o estudante tem contacto com a realidade profissional –, a APEF proporciona a oportunidade de os alunos de Ciências Farmacêuticas poderem, antes da etapa final do curso, ter esse contacto com o meio em que mais tarde desenvolverão a sua actividade profissional.
Normalmente, e tendo em conta que a formação universitária nesta área só prevê o estágio final de curso, são as iniciativas próprias dos alunos de Farmácia que dão aos interessados a possibilidade de irem adquirindo alguma experiência prática ao longo dos cinco anos de curso. Nessa medida, a associação aponta como objectivo principal “colocar os estudantes em contacto directo com a realidade profissional nas diferentes áreas”, dando-lhes a oportunidade de adquirir noções sobre a prática farmacêutica, e “minorando a lacuna dos actuais planos curriculares”, incentivando a sua participação em actividades que possam enriquecer a sua formação pessoal e a própria licenciatura, aprendendo mais e reforçando o seu currículo.
As inscrições estão abertas até ao próximo dia 13 de Julho. Para mais informações os estudantes interessados deverão contactar a APEF (presidente@apef.pt) ou o seu núcleo na associação académica da instituição de Ensino Superior que frequentem.

Carla Teixeira
Fonte: APEF

Apenas um em cada seis centros de saúde portugueses têm desfibrilhadores

O desfibrilhador é um equipamento que pode salvar vidas em caso de paragem cardíaca, mas em Portugal existem apenas 60 aparelhos, referenciados na rede de cuidados primários, o que dá uma média de apenas um para cada seis centros de saúde.

Os dados, disponíveis online, na Carta de Equipamentos da Saúde (CES), mostram que o Algarve é a região do pais com mais desfibrilhadores disponíveis, enquanto que a sub-região de saúde de Lisboa possui apenas um, na unidade da Azambuja.

Vítor Almeida, da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME), garante que muitos centros de saúde não dispõem do equipamento, ficando esse aspecto dependente “do investimento de cada sub-região", reconhecendo também que "o Algarve estará bem apetrechado".

A APME tem vindo a alertar para a necessidade de reforçar o socorro pré-hospitalar “em recursos humanos, meios técnicos e formação de pessoal", defendendo a necessidade de existir um desfibrilhador em cada centro de saúde.

Segundo Vítor Almeida, é "muito frequente", ser necessária a intervenção do INEM, em centros de saúde, na assistência a vitimas em paragem cardíaca, ainda que considere que este facto "não é anómalo, porque o pessoal do INEM tem um desempenho mais experiente".

Contudo, na opinião do médico, "todos os médicos deveriam dominar o suporte avançado à vida. E qualquer sítio, onde são administrados remédios ou terapêuticas, onde acorrem doentes em grande número, deveria ter equipamentos de suporte avançado de vida".

No inicio do ano, existiam em Portugal 271 unidades de Serviço de Atendimento Permanente (SAP), mas as recentes reformas na saúde, decretaram o encerramento de 56 destas unidades de saúde.

No entanto, o número de desfibrilhadores existentes na rede de cuidados primários, continua a ser claramente inferior ao número de unidades de saúde que continuarão em funcionamento.

Inês de Matos

Fonte: Diário de Noticias

Continua a especulação sobre uma possível aquisição da Bristol-Myers Squibb

Os analistas continuam a especular que a Bristol-Myers Squibb pode ser alvo de uma aquisição, após a decisão do tribunal norte-americano ter revalidado a patente do Plavix, que a farmacêutica comercializa, nos Estados Unidos, em parceria com a Sanofi-Aventis. Para além da Sanofi, outros nomes surgiram como potenciais interessados em adquirir a Bristol, incluindo a Pfizer, a AstraZeneca e a GlaxoSmithKline. O analista da AG Edwards, Joseph Tooley, explicou que a decisão do tribunal torna a Bristol num candidato mais apelativo para uma fusão do que anteriormente.

George Grofik, analista da Citigroup, sugeriu que a Sanofi-Aventis, que referiu ter terminado as negociações para adquirir a Bristol em Fevereiro, poderia usar a aquisição para aumentar a presença no mercado norte-americano e expandir a linha de produtos partilhados pelas farmacêuticas, no que diz respeito à diabetes, cancro e saúde mental. O analista comentou ainda que a recente decisão da FDA ao declinar à Sanofi-Aventis a aprovação do medicamento para o tratamento da obesidade, o Zimulti, pode impulsionar a intenção de uma aquisição.

Grofik acrescentou ainda que a incerteza que rodeia o tratamento da GlaxoSmithKline para a diabetes com o Avandia pode proporcionar o interesse da farmacêutica britânica em procurar uma fusão com a Bristol-Myers Squibb. Outra analista, Catherine Arnold, da Credit Suisse Group, também sublinhou que um negócio deste género não só iria permitir que a Glaxo tivesse acesso ao Plavix, como iria preencher as lacunas no seu portfolio, no que se refere a três terapias principais, em oncologia, doenças cardiovasculares e auto-imunes. Grofik referiu ainda que a Pfizer poderia estar interessada na Bristol para diminuir o impacto da expiração da patente do Lipitor em 2011.

Segundo os analistas, os desenvolvimentos desta semana favoráveis à Bristol podem ajudar a impulsionar o interesse entre os compradores. A Bristol-Myers conseguiu tambám uma revisão prioritária da FDA para o fármaco experimental ixabepilona, para o tratamento do cancro da mama metastizado. Na semana passada, a Bristol terminou os dois anos de suspensão, devido a um escândalo de contabilidade, permitindo à farmacêutica operar sem supervisão federal pela primeira vez, desde o acordo com um advogado norte-americano, em Nova Jersey.

Isabel Marques

Fontes: FirstWord, Bloomberg, BusinessWeek

Mais 300 medicamentos à venda fora das farmácias

Dentro de dois meses, deverão estar à venda mais 300 medicamentos fora das farmácias, o que representa um acréscimo de mais 20 por cento, relativamente aos medicamentos que actualmente possuem autorização de venda.

De acordo com o Infarmed, este aumento do número de medicamentos que podem ser adquiridos fora das farmácias, deve-se ao facto de alguns medicamentos serem abrangidos pela legislação publicada terça-feira no Diário da República, que decreta o fim da obrigatoriedade de compra com de receita médica.

Estes medicamentos continuarão à venda nas farmácias, com receita médica, existindo comparticipação estatal nestes casos.

As vendas de medicamentos fora das farmácias movimentam já um total de 250 milhões de euros por ano, o que representa dez por cento do mercado total de fármacos, que atinge os 2,5 mil milhões de euros anuais.

Em Portugal, existem 400 postos de venda, licenciados desde há ano e meio, quando foi alterada a lei e as farmácias perderam o exclusivo da venda de fármacos, que disponibilizam cerca de 1500 medicamentos, sem receita médica.

Inês de Matos

Fonte: Sol

Shire compra fármaco da Renovo por 300 milhões de dólares

A Shire Plc, a terceira maior farmacêutica do Reino Unido, acordou pagar cerca de 300 milhões de dólares pela licença para desenvolver e vender o Juvista, fármaco experimental da Renovo Group Inc., que reduz as cicatrizes cirúrgicas.

A Shire irá pagar inicialmente 75 milhões de dólares e irá gastar 50 milhões de dólares para comprar sete por cento da Renovo. A Renovo poderá ainda receber cerca de 525 milhões dólares em lucros das vendas.

O fármaco, Juvista, poderá ajudar a Shire, no caso desta vir a sofrer uma diminuição das receitas das vendas do Adderall XR, para o tratamento da hiperactividade, se perder a exclusividade da patente em 2009. A Renovo referiu que o Juvista pode gerar uma receita na ordem dos mil milhões de dólares por ano, estimando que o mercado norte-americano pode valer cerca de quatro mil milhões de dólares, devido a sondagens que mostram que 90 por cento dos cirurgiões usariam um tratamento da cicatriz, caso estivesse disponível.

A Renovo irá receber da Shire 25 milhões de dólares, se o Juvista for aprovado nos Estados Unidos e mais 150 milhões de dólares consoante as indicações que forem aprovadas. A Shire irá suportar os custos dos ensaios clínicos para conseguir a aprovação nos Estados Unidos, enquanto a Renovo irá financiar os destinados aos regulamentos da União Europeia.

O CEO da Renovo, Mark Ferguson, referiu que o Juvista, que é baseado numa proteína naturalmente produzida pelo corpo humano que promove a reparação dos tecidos, poderá ser ainda utilizado num campo de aplicações mais abrangentes, desde queimaduras até cirurgias plásticas. A descoberta foi feita através de estudos da observação das propriedades únicas de cicatrização dos embriões de jacarés, que não ficam com cicatrizes, e depois pela sua duplicação num fármaco injectável feito à base da proteína. O fármaco é injectado na cicatriz, fazendo com que a ferida sare e promovendo a regeneração das células.

O fármaco irá entrar na fase mais avançada do desenvolvimento clínico em meados do próximo ano, sendo o pedido de regulamentação esperado, tanto nos Estados Unidos como na Europa, em 2010, podendo vir a ser lançado no mercado em 2011.

Isabel Marques

Fontes: Bloomberg, Times Online

Merck Serono e Ambrx criam nova hormona de crescimento

A biofarmacêutica alemã Merck Serono e a norte-americada Ambrx assinaram um acordo de desenvolvimento e comercialização de uma nova hormona do crescimento de grande duração.

O desenvolvimento do produto da Ambrx, o ARX201, que já está nas fases I e II de estudos clínicos. Este químico tem excelentes propriedades farmacológicas que permitirão aos doentes reduzir para uma só vez diária, a toma de hormonas de crescimento.

«Acreditamos que o ARX201 tem o potencial necessário para estabelecer um novo modelo de tratamento de hormonas de crescimento», afirma o chefe do departamento de Endocrinologia e Cardiometabolismo da Merck Serono, François Feig. A empresa «tem um compromisso perante as crianças e os adultos que sofrem desordens que requerem tratamentos com este tipo de hormonas», acrescentou.

O representante da Ambrx, James W. Young, comentou que «a aliança com a Merck Serono, líder no desenvolvimento e comercialização de soluções inovadoras na terapia com hormonas de crescimento, faz parte da nova estratégia de trabalhar com líderes da indústria nos seus respectivos campos e supõe uma validação das capacidades da Ambrox para criar novos fármacos de alto valor».

Sara Pelicano

Fontes: Pm Farma e Ambrx

Mutação em proteína pode estar na origem de autismo

Duas proteínas relacionadas com a perturbação do espectro autista foram identificadas como capazes de controlar a força e o balanço das ligações das células nervosas, revelou uma investigação realizada no “UT Southwester Medical Center”, em Dallas, nos Estados Unidos da América.

As proteínas, cuja função é fazer a ligação física entre as células nervosas, foram descobertas há mais de uma década por cientistas do UT Southwertern, porém a sua função tem permanecido por esclarecer. O novo estudo proporciona um conhecimento mais aprofundado da ligação das células nervosas do cérebro e fornece indícios acerca daquilo que pode estar errado nalguns casos de autismo.

Caso se venha a confirmar que o problema reside numa ligação anormal nas células cerebrais dos doentes com autismo, é provável que, um dia, os cientistas consigam transformar os frutos da descoberta em medicamentos. “Se conseguimos compreender qual é a função [dos componentes das células nervosas], poderemos ser capazes de elaborar estratégias terapêuticas”, salientou Ege Kavalali, neurocientista no “UT Southwestern Medical Center” e um dos autores do estudo. “Ainda é cedo para pensar nisso, mas talvez possamos intervir”, acrescentou.

Os resultados da investigação, publicada no jornal “Neuron”, indicaram que enquanto uma proteína aumenta a excitabilidade das células nervosas, a outra inibe a actividade celular. Estes efeitos dependem da regularidade com que as células funcionam. Os níveis de actividade dos neurónios desempenham um papel vital durante o desenvolvimento normal do cérebro das crianças. As ligações activas tornam-se mais fortes e sobrevivem à idade adulta, enquanto que as inactivas desaparecem.

Segundo explicou Ege Kavali, os especialistas acreditam que o autismo resulta de um desequilíbrio entre as ligações do nervo responsável pela excitação e inibição. “As mutações nestas proteínas foram recentemente relacionadas com certas variantes de autismo”, afirmou o cientista. “Este trabalho fornece uma percepção clara da forma como as proteínas funcionam. Nunca poderíamos projectar uma estratégia terapêutica sem perceber o que é que estas mutações fazem”, esclareceu o responsável. Ainda assim os investigadores previnem que muitos dos doentes que sofrem de autismo podem não ter problemas com os elementos envolvidos nesta pesquisa.

A equipa de investigadores centrou-se em dois componentes das células nervosas – as proteínas neuroligina-1 e neuroligina-2 que ajudam a selar as ligações das células nervosas. As proteínas podem situar-se nas sinapses, o local onde duas células nervosas se encontram e comunicam. Existem dois tipos básicos de sinapses, um deles põe em funcionamento a ligação das células nervosas, o outro desliga-as.

Na investigação realizada com ratos, os cientistas concluíram que a neuroligina-1 está presente nas sinapses responsáveis por pôr em funcionamento as células nervosas. Por outro lado, a neuroligina-2 foi relacionada com as proteínas que desligam as células nervosas. Os cientistas acreditam que o equilíbrio entre os dois tipos de sinapses é fundamental para um funcionamento saudável do cérebro. Alguns especialistas avançaram que um desequilíbrio nesse mesmo balanço pode estar na origem do autismo.

As mutações num gene humano ligado a uma proteína, reconhecida com neuroligina-3, já foram apontadas como causa para uma quantidade razoável de casos de autismo. O mesmo se passou com mutações em genes que codificam proteínas que se ligam às neuroliginas.

Os cientistas analisaram também o que acontecia quando transferiam artificialmente a mutação humana de neuroligina-3 para o gene de neuroligina-1 no rato. O objectivo foi simular o efeito provocado pela mutação nos humanos com doença de autismo. A experiência permitiu-lhes concluir que a mutação diminuía o número de sinapses e as tornava mais fracas. Não ficou exactamente esclarecido qual é o significado desta descoberta para as pessoas que possuem esta mutação, afirmou Kavalali. Até porque, a neuroligina-3 humana pode não provocar o mesmo efeito que a neuroligina-1 do rato, embora as duas proteínas aparentem ser muito semelhantes, sublinhou o especialista.

Marta Bilro

Fonte: Dallas News, Dental Plans, Huliq.com.