O estudo consistiu na análise das reacções perante a administração da vacina para o VPH tipo 16 e 18 ou para o vírus da hepatite num grupo de 2.189 mulheres, com idades entre os 18 e os 25 anos, que tiveram resultado positivo nos testes ao VPH no ADN.
Os resultados demonstraram que a vacina do VPH não altera as taxas de diminuição do vírus. Não houve evidência de um aumento da eliminação da carga viral aos seis ou 12 meses no grupo que recebeu a vacina contra o VPH, em comparação com o grupo de controlo. As taxas de eliminação das infecções do VPH 16/18 até aos seis meses foram de 33,4 por cento no grupo de pacientes que recebeu a vacina, em relação aos 31,6 por cento do grupo de controlo. A taxa de eliminação do vírus aos 12 meses foi de 48,8 por cento no grupo que recebeu a vacina e de 49,8 por cento no grupo de controlo. No que se refere aos resultados citológicos e à carga viral do VPH, os resultados dos anticorpos de VPH 16/18 não apresentaram evidências dos efeitos da vacinação. Não foi identificado um efeito terapêutico, nem para as situações oncológicas do VPH, nem para as não oncológicas. Isto verificou-se tanto entre as mulheres que receberam todas as doses da vacina, entre as que apresentavam infecções simples, ou entre as que foram estratificadas pelas seguintes variáveis: serologia de VPH 16/18, resultados citológicos, carga viral de VPH no ADN, tempo decorrido desde a primeira relação sexual, infecções por Chlamydia trachomatis ou por Neisseria gonorrhoeae, utilização de contraceptivo hormonal, ou fumadoras.
Perante os dados obtidos, o estudo conclui que as vacinas contra o VPH, delineadas para prevenir a infecção e o desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas e o cancro cervical, não aceleram a eliminação do vírus e não deveriam ser utilizadas para tratar as infecções prevalentes.
Isabel Marques
Fontes: AZprensa.com, http://jama.ama-assn.org





Saber como é que a informação genética de uma célula é transmitida às células da geração seguinte é a pergunta que mais inquieta Hélder Maiato. Aos 31 anos, com uma carreira de mérito reconhecido internacionalmente, o investigador portuense é líder de uma equipa do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, cujo trabalho desenvolvido desde 2005 gira em torno da busca de respostas que expliquem o surgimento de anomalias nos mecanismos de divisão celular que provocam doenças como o cancro ou a trissomia 21. Uma investigação que poderá abrir caminho a novos fármacos e tratamentos.


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