quinta-feira, 7 de junho de 2007

António Costa não desiste: IPO no município de Lisboa

O candidato socialista à presidência da câmara de Lisboa, António Costa, afirmou esta quinta-feira,em declarações à Lusa, esperar que a transferência do Instituto Português de Oncologia para Oeiras «não seja irreversível», e que Lisboa ainda possa receber as instalações.

António Costa, candidato a câmara municipal de Lisboa,reagiu assim ao discurso feito hoje, na comemoração do Dia do Município, pelo presidente da câmara de Oeiras, Isaltino Morais, quando este afirmou receber «resposta favorável» do Governo quanto ao projecto das novas instalações do Instituto Português de Oncologia em Barcarena.
Durante esse discurso, Isaltino Morais afirmou que, «em apenas três meses», o concelho de Oeiras respondeu positivamente ao desafio do governo, apresentando um projecto para construção da unidade hospitalar num terreno de 12,5 milhões de euros, a ser cedido pela Câmara.
Isaltino Morais acrescentou que as negociações para compra dos terrenos estão «em fase de conclusão» e que «se se der uma mudança de opinião do governo», o cancelamento do projecto não será da responsabilidade do município de Oeiras.
O autarca não adiantou datas para a concretização mas acredita que com a transferência,o concelho "ganhará uma nova dimensão, capaz de, por si só, atrair um novo e ambicionado cluster de desenvolvimento".
Entretanto, António Costa Lamentou o facto da câmara municipal de Lisboa "não tenha sido capaz de disponibilizar os 12 hectares necessários à instalação do Instituto Português de Oncologia deixando-se ultrapassar pela Câmara Municipal de Oeiras".
Todavia,o candidato socialista não desiste e garante esperar que,"o próximo executivo da câmara municipal ainda vá a tempo e que esta solução não seja irreversível".

Sandra Cunha

Fontes:Diário digital, Lusa

Baixas quantidades de ecstasy afectam memória

A perda de memória com baixas doses de ecstasy são muito pequenas e nao maioria dos casos os consumidores não se apercebem, revela estudo feito pela Universidade de Amsterdão.

Ben Schmand, professor na Universidade, recrutou 188 jovens que nunca tinham consumido a droga, mas confessaram que tinha intenção de o fazer em breve.
Dois anos depois foram contactados. Dos jovens que decidiram paticipar, 70 desistiram, 58 admitiram ter experimentado pelo menos uma vez e 60 não chegaram a consumir.

Nos testes efectuados, os investigadores pediram aos dois grupos que decorassem uma série de 15 palavras e as repetissem 20 minutos depois. Numa segunda fase, aumentaram a lista de palavras para 30 e a repetição mantém o mesmo tempo de espera.

Aqui acentuaram-se as diferenças entre os voluntários. Os novos usuários, que em média consumiram três vezes ecstasy, esqueceram grande parte das palavras.

A serotina é a hormona responsável pelas funções cognitivas, tendo um papel fundamental para a memória. A droga diminui a quantidade de serotina, afectando assim a aprendizagem.

O ecstasy é considerada por muitos a droga do século XXI, muito comum entre os jovens. Os pequenos comprimidos provocam a sensação de euforia.

Sara Pelicano

Fontes: BBC

Cientistas explicam a sensação de «dejá-vu»

Neurocientistas do Instituto Picower para a Aprendizagem e Memória do MIT identificaram o sistema neuronal que permite distinguir lugares semelhantes. Assim, explicam a sensação de já ter visto determinado lugar, ainda que nunca lá tenha estado, «dejá-vu».

As memórias e os contextos em ocorrem numa zona do cérebro chamada hipocampos. Os testes em laboratório provam que sempre que encontramos uma zona onde já estivemos as células transmitem pequenos choques no hipocampos produzindo a recordação.

Quando há muita sobreposição de acontecimentos semelhantes já vividos acontece então a sensação de já ter visto, o «dejá-vu».

Com esta descoberta os médicos acreditam que pode haver grandes avanços no tratamento de doenças relacionadas com a memória, como Alzheimer, e o envelhecimento que contribui para frequentes esquecimentos e confusões de memória.

O estudo foi publicado na revista Science.

Sara Pelicano

Fontes: Science, MIT

Associação Abraço alarga número de consultas dentárias gratuitas

Com o objectivo de dar resposta às 277 pessoas inscritas,a Associação Abraço anunciou hoje que irá alargar o número de consultas dentárias gratuitas para infectados com o vírus da sida.

António Rodrigues,coordenador do Centro de Atendimento e Acompanhamento Psicológico explicou que tinham mais 38 dentistas para fazer acompanhamento de pessoas com o vírus mas que já tinham"uma grande lista de espera".
Para além de existirem gabinetes destinados aos que não podem pagar um dentista, há consultas de apoio psicológico e jurídico, no Centro.
Todos os dias servem gratuitamente 80 refeições na cantina do Centro e o coordenador salienta que "a Abraço é a segunda organização no mundo a fazer este tipo de apoio".
A Associação abraço comemorou 15 anos de existência esta semana e é um exemplo a seguir.

Sandra Cunha

Fonte:Público

Novo medicamento contra a SIDA

Em Julho, a Pfizer vai lançar o Maraviroc, um novo medicamento contra o vírus da SIDA, assim que a Agência para os Medicamentos e Alimentação (E.U.A.) realizar os testes necessários.

A 20 de Junho a FDA fará a aprovação oficial do medicamento que será, posteriormente, distribuído por diversos países. O novo tratamento, cuja administração é feita por via oral, é mais um que se vem juntar aos vários já produzidos pela Pfizer.

O responsável pela sucursal sul-africana do grupo, Richard Paulson afirma que o objectivo é continuar a produzir mais medicamentos. «A nossa intenção é de produzir quatro a seis novos medicamentos por ano, nos próximos dez anos», afirmou Paulson, acrescentando que a Pfizer faz um investimento superior a 800 milhões de euros na produção de um produto.

Recentemente, a publicidade feita pelo grupo sobre o produto Viagra foi motivo de acusação para a Fundação Cuidados de Saúde e SIDA, que a considerou “irresponsável” pelo modo como abordou o tema das doenças sexualmente transmissíveis.

O novo medicamento vai ser distribuído, principalmente, na África do Sul por se tratar de um dos países do mundo com maior número de pessoas afectadas – mais 10% da população.

Sara Nascimento

Fonte: RTP (site oficial)

UE aprova utilização de Advagraf em transplantados

A farmacêutica Astellas anunciou hoje (7 de Julho) que a licença de comercialização do imunossupressor Advagraf (tacrolimus) foi autorizada pela União Europeia. O fármaco é indicado para prevenir a rejeição de pacientes adultos que tenham sido sujeitos a um transplante de fígado, renal ou de órgãos sólidos.


De acordo com o laboratório, o novo medicamento resulta de uma combinação entre as garantias do principal agente imunossupressor, o Prograf, mediante uma fórmula que permite aos pacientes uma única toma diária.

A descoberta foi tornada pública depois de ter sido demonstrada, através de um ensaio clínico, a eficácia da substância na fase II em pacientes com transplantes de fígado, rim, coração e um outro teste na fase III4. Em ambas as investigações, nas quais participaram 638 pacientes adultos transplantados, ficou comprovado que a eficácia de “uma única dose diária de Advagraf tinha efeitos similares a duas doses de Prograf por dia”.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma, MedicinaTV.com

Infarmed retirou Viracept do mercado português

A Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde ordenou a retirada imediata do mercado de todos os lotes do medicamento Viracept (nelfinavir), depois de a congénere espanhola ter anunciado a recolha voluntária do fármaco na versão 250mg, por ter sido detectada uma contaminação com um solvente orgânico.

De acordo com uma decisão da Agência Europeia do Medicamento, a recolha está a ser feita pela Roche Farmacêutica Química, empresa titular do medicamento em Portugal, que notificou a EMEA da presença da impureza potencialmente tóxica no medicamento. Testes entretanto efectuados pela farmacêutica demonstram que o nível de contaminação poderá variar de acordo com os lotes, pelo que, dias depois da recolha voluntária da versão 250mg, foi decidida a retirada do mercado de todos os lotes, tida como a medida mais adequada para salvaguardar a saúde pública.

O Viracept é um medicamento antiretroviral indicado no tratamento da infecção por VIH, estando autorizado por procedimento centralizado na Europa, podendo estar a ser utilizado por pessoas infectadas com sida, incluindo grávidas e crianças. Numa nota emitida hoje, o Infarmed assegura que não existem outros medicamentos com a mesma substância activa no mercado nacional, havendo alternativas terapêuticas. Os pacientes que estejam medicados com Viracept deverão consultar o seu médico assistente tão rapidamente quanto possível, no sentido de lhe pedir a prescrição de um medicamento alternativo.

Carla Teixeira
Fonte: Infarmed

Reformas na saúde afectam serviço de transporte de doentes

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) lançou um inquérito de âmbito nacional, de forma a poder “argumentar factualmente e quantificar” o impacto provocado pela reorganização da rede hospitalar, no transporte de doentes.

A reestruturação do sistema hospitalar, provocou um aumento do tempo médio de transporte de doentes, nomeadamente nas regiões afectadas pelo encerramento de maternidades e de serviços de atendimento permanente.

Numa altura em que a LBP prepara o inicio de um novo processo negocial com o Ministério da Saúde, agendado para o próximo dia 14, os resultados deste inquérito poderão ser uma arma importante para a reivindicação de uma nova relação, baseada na contratualização de serviços.

A LBP espera poder contar em breve com os resultados deste inquérito nacional, ainda que não tenha estabelecido qualquer prazo, às suas associações, para a entrega dos dados apurados.

Duarte Caldeira, presidente da LBP, diz que existem “custos de estrutura que têm de ser contemplados, independentemente do número de serviços”, o que não acontece com o actual sistema de pagamento do transporte de doentes, que é feito ao quilometro.

A LBP tem também a pretensão de ver separados os serviços de transporte de doentes, das emergências pré-hospitalares, uma vez que estas "são duas áreas distintas de facto”. Este objectivo faz parte de um projecto que pretende criar um Serviço de Ambulâncias de Bombeiros, que a LBP se encontra a preparar.

O presidente da LBP, defende que os padrões de qualidade, bem como os níveis de serviços, devem ser previamente acordados com o Governo, de forma a promover uma gestão racional dos recursos oferecidos pelas associações.

O inquérito servirá para caracterizar a situação actual e possibilitará o diálogo com as associações, contudo Duarte Caldeira garante que existe possibilidade de escolha, sendo certo que, "aderir ao serviço não será uma obrigatoriedade para nenhuma filiada".

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

Laboratório Zambon adquiriu Novaderm

O laboratório farmacêutico brasileiro Zambon obteve autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária daquele país (Anvisa) para produzir a linha Novaderm, creme ginecológico e creme cicatrizante. O produto já era distribuído pela farmacêutica há cerca de um ano, que agora passa a deter a marca depois de negociações com a Farmasa.

Esta acção faz parte da estratégia da empresa que pretende ampliar o seu portfolio no país centrando-se na área respiratória, na saúde feminina e na dor. Tal como afirmou o presidente da farmacêutica Zambon no Brasil, Waldir Eschberger, “esta foi a primeira de uma série de aquisições que o Laboratório planeja para os próximos três anos”.

Há 49 anos no Brasil, o Zambon Brasil é a quarta afiliada do Grupo italiano Zambon que é detentor de fábricas na Itália, Suíça e China. Em 2006 a facturação global da empresa atingiu os 500 milhões de euros.

Marta Bilro

Fonte: InvestNews, Revista Fator

Bush retira 24 milhões de euros às investigações sobre cancro

O presidente dos Estados Unidos da América, George W. Bush, retirou 23,8 milhões de euros ao Instuto Nacional do Cancro, que realiza investiga soluções para a doença.

Em Janeiro, Bush elogiou o trabalho dos pesquisadores e anunciou que o número de mortes por cancro tinha diminuído em 2004 pelo segundo ano consecutivo.


Três semanas depois, o presidente pediu ao Congresso que retirasse 8,2 milhões de euros ao Instituto. Despois deste corte seguiram-se outros, elevando a conta para os 23,8 milhões de euros.

Sara Pelicano

Fontes: Diario Económico e Net Farma

Novo sistema permite medição da glicose on-line

Um grupo de especialistas desenvolveu um mecanismo de controlo do nível de glicose no sangue que permite aos médicos acompanhar e tratar à distância os pacientes diabéticos. O Glic-OnLine, nome atribuído ao aparelho, foi desenvolvido pela Quasar Telemedicina, em parceia com o Núcleo de Excelência em Atendimento ao Diabético (Nead) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Depois de analisar os níveis de glicémia com a ajuda de um glicosímetro, os resultados são registados pelo paciente num prontuário electrónico na internet através de um computador ou de um telemóvel. As informações recolhidas são enviadas em conjunto com a condição física actual e com os dados nutricionais do doente. Posteriormente o paciente recebe uma mensagem que lhe indica a dose adequada de insulina que deverá ser administrada. Desta forma o utente vê facilitada a tarefa diária de cálculos que lhe indicam a quantidade de insulina necessária para compensar os alimentos ingeridos, já que o “organismo do paciente diabético não consegue metabolizar o açúcar”, lembrou o director do Quasar, Floro Dória, em declarações à agência Fapesp.

“Com base nas informações fornecidas pelo paciente e na sua prescrição médica disponível no Glic-OnLine, o software automaticamente indica, de acordo com a composição energética de cada alimento, quantas unidades de insulina devem ser aplicadas para manter a glicemia em níveis aceitáveis”, explicou o mesmo responsável.

O sistema está também à disposição dos médicos que, em qualquer altura, podem actualizar e conferir os tratamentos evitando as tabelas e os erros nos cálculos manuais dos pacientes.

Desenvolvido com o apoio do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas da Fapesp, através do projecto “Sistema de controlo de glicemia à distância” coordenado por uma especialista do Nead, o Glic-On-Line está a ser comercializado em hospitais e clínicas médicas brasileiras.

Marta Bilro

Fonte: Agência Fapesp, IDG Now

Cientistas criam células mãe sem embriões

O núcleo de uma célula, por exemplo da pele é isolado e depois transferido para uma outra célula cujo núcleo tinha sido retirado. Aqui é reprogramado para o estado embrionário e assim gerar células novas sem destruir embriões. O estudo foi realizado por Rudolf Jaenisch, a member of the Whitehead Institute and a professor of biology at MIT.

Nos testes realizados como células da pele de ratos, os cientistas reprogramaram o seu núcleo para o estado embrionário e colocaram-nas em células maduras, não necessitando de destruir embriões.

Esta nova técnica possibilita também a passagem destas novas células pelo esperma e pelos ovários, ou seja torna-se genética.

O processo realizado em laboratório abre portas para a criação de células com o próprio ADN dos doentes e assim será possível conhecer a origem de mais doenças e a sua cura, embora a realização de testes com humanos não esteja para breve.

Rudolf Jaenisch sublinha que «estes resultados são apenas um início. Vai demorar algum tempo para se saber se será possível utilizar o processo em humanos. As células embrionárias dos humanos são pluripontentes, por isso é necessário continuar a estudá-las».

Em Agosto de 2006, investigadores da Universidade de Kyoto fizeram um estudo para gerar a vida de um rato a partir de células reprogramadas.

Os cientistas activaram 4 genes nas células da pele de um rato e reprogramaram-nas para um estado pluripontente, assemelhando-as assim a uma célula embrionária. Mas os resulatdos foram limitados quando comparadas a células embrionárias verdadeiras.

Deste modo, não foi possível gerar o rato.

O estudo foi publicado na revista Nature.

Sara Pelicano

Fontes: Nature, MIT, Reuters

IPO será transferido para Barcarena referiu Isaltino Morais


O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, anunciou ter recebido uma «resposta favorável» do governo quanto ao projecto das novas instalações do IPO em Barcarena, num terreno de 12,5 milhões a ser adquirido pela autarquia.

O ministro da Saúde, Correia de Campos, disse à agência Lusa que o governo estava a procurar um terreno em Lisboa ou fora da cidade para transferir o Instituto Português de Oncologia (IPO), em Setembro do ano passado, e justificou a mudança com as limitações físicas do actual edifício, junto à Praça de Espanha.

Nas comemorações do Dia do Município, Isaltino Morais afirmou que, «em apenas três meses», o concelho de Oeiras respondeu positivamente ao desafio do governo, apresentando um projecto para construção da unidade hospitalar num terreno de 12,5 milhões de euros, a ser cedido pela Câmara.

«Os terrenos a adquirir pela autarquia serão entregues gratuitamente ao Estado, num esforço responsável de atracção de profissionais altamente especializados e importantes centros de investigação para o concelho», explicou o presidente, referindo-se a uma área com cerca de doze hectares em Leceia, na freguesia de Barcarena.

O autarca não referiu datas mas ainda que, a confirmar-se a transferência do IPO para Oeiras, o concelho «ganhará uma nova dimensão, capaz de, por si só, atrair um novo e ambicionado `cluster` de desenvolvimento».

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Lusa

Solução Complete MoisturePlus retirada do mercado

A Advanced Medical Optics (AMO) tomou a decisão de acabar com a comercialização do produto para lentes de contacto "Complete MoisturePlus” e está a retirá-lo de todos os postos de venda, por risco de infecções oculares.
Este produto já tinha sido retirado no mercado norte-americano, pois contém um organismo designado de "acanthamoeba", que nasce naturalmente na água, e pode originar graves infecções na córnea, levando à cegueira. A AMO aconselha e alerta a todos os utilizadores do líquido que deixem de o usar e deitem fora o porta-lentes e as lentes de contacto, que tenham sido expostas a este líquido. Se apresentarem sintomas tais como: vermelhidão, dor, lacrimejar, aumento de sensibilidade à luz e visão distorcida, devem contactar imediatamente o médico.

Liliana Duarte

Fontes:Jornal de Noticias
Correio da manhã
Destak

“Complete MoisturePlus” retirado pelo Infarmed

Na sequência do que aconteceu nos Estados Unidos, o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) decidiu retirar do mercado o líquido para lentes de contacto “Complete MoisturePlus”, suspeito de conter acanthamoeba, um organismo que nasce naturalmente na água e pode estar na origem de graves infecções na córnea.

De acordo com estudos elaborados por especialistas norte-americanos, a utilização deste produto aumenta em sete vezes o risco de desenvolver infecções oculares provocadas pela acanthamoeba, relativamente a outros líquidos.

O alerta foi dado no final do mês de Maio pela Advanced Medical Optics (AMO), empresa que comercializa o produto, tendo decidido interromper a distribuição do “Complete MoisturePlus” e, com a ajuda do Infarmed, retirá-lo de todos os postos de venda.

Para além disso, a empresa aconselha a todos os utilizadores que deixem imediatamente de usar o líquido, o porta-lentes ou quaisquer lentes que tenham estado em contacto com o produto.

Marta Bilro

Fonte: Portugal Diário, TSF, Rádio Renascença

As crianças e os perigos das comunidades virtuais ( Reportagem)

Muitos estudos de comunicação em saúde suge­rem que a divulgação de cenas de violência gera crianças menos sensíveis à dor e ao sofrimento dos outros. Gera crianças com medo do mundo que as rodeia e mais dispostas a agredir outras crianças. Mas que acontecerá quando são confrontadas com nudez ou cenas menos próprias para a idade? Programas com o Hi5 ou Orkut, estão cada vez mais em alta, com bastantes utilizadores em todo o mundo.

Para Ana Martins, psicóloga, de um modo geral, «estes programas têm aderência por parte do público porque correspondem a uma necessidade de integração social».
As principais causas da utilização destes programas diferem, relativamente à faixa etária dos utilizadores, assim como, os perigos destas comunidades são também diferentes.
Se pensarmos sobretudo na faixa etária que mais adere a este género de programas, que difere entre os 18 e 25 anos, são indivíduos em que os contactos sociais e a questão da rede social são formas de afirmação, não só pessoal social. «Tanta na adolescência como na idade adulta, o estatuto, a forma como os outros me vêm ganha uma relevância e é absolutamente incontornável sobre o ponto de vista da identidade quase que individual», afirma Ana Martins. «Eu sou tão ou mais pessoa quanto mais pessoas eu tiver na minha lista de contactos e os outros virem que eu tenho mais “pessoal” conhecido», garante a psicóloga.
Quando falamos de crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, as questões relativamente ao conceito de grupo são diferentes, pois não tem uma intencionalidade nem um raciocínio consciente, «No caso das crianças tem mais a ver com o facto de comportamentos que eles vêem de pessoas próximas no caso, amigos. Sabe-se que as crianças funcionam muito por imitação, logo se o melhor amigo tem Hi5, ele também quererá e vai pedir aos pais. Funciona mais por imitação de comportamentos e não pelas mesmas razões apontadas para os adolescentes.»

Segundo a psicóloga os pais e educadores não devem ficar preocupados com o facto dos seus filhos serem utilizadores destes programas pois «o Hi5 em si não tem qualquer tipo de malefício, a utilização que as pessoas fazem dele, isso sim, pode ser prejudicial», comenta Ana Martins.
Os jogos violentos, a Internet e programas deste género não possuem malefícios, as crianças podem é retirar e interpretar a mensagem não da forma que ela deveria passar. «Os pais devem ser pais presentes na educação dos filhos, de forma a lhes poderem explicar e descodificar a mensagem trazida por este tipo de programas». Ana Martins chega mesmo a dar um exemplo acessível a todos, de forma a se perceber a ideia que quer transmitir «se recebermos uma mensagem para fazer o download de um toque, deveremos explicar à criança, que se mais dez pessoas receberem a mesma mensagem, estamos a contribuir financeiramente para algo».
Preocuparmo-nos com o facto de, uma criança ser utilizadora do Hi5 porque quer conhecer gente mais velha, ir “engatar”, ou fazer-se passar por quem não é, isso sim preocupa a psicóloga. “ É importante que os pais expliquem à criança como funciona o programa, para que estes não o utilizem de forma inadequada. No entanto os pais não se devem substituir à aprendizagem dos filhos, mas sim, ajuda-los a desenvolver o sentido crítico e descodificação das mensagens”, revela preocupada Ana Martins.

Paula Dias tem uma filha de 8 anos que começou este ano a “navegar” no mundo cibernauta. Para ela «é bom que as crianças tenham acesso a um computador, porque agora nada se faz computador».
A preocupação é diferente quando se questiona se a filha poderá utilizar computador para aceder a programas como o Hi5 «tenho conhecimento deste programa porque o meu irmão tem. Agora lá em casa não temos Internet mas a escola da minha filha tem, embora não tenha conhecimento se usam este programa». Paula Dias afirma ainda que «o programa é mau se as pessoas colocarem lá algo menos próprio para as crianças, corremos o risco de elas não interpretarem correctamente o que estão a ver». «A Internet tem de tudo, pessoas que nos querem fazer mal e bem, uma criança muitas vezes ainda não sabe distinguir o bom do mau», acrescenta Paula.
Por isso, já sabe, deve ter especial atenção com os seus filhos, sentar-se com ele e explicar-lhe tudo que está a ver, para que este possa interpretar correctamente a mensagem e cresça uma criança mentalmente saudável.

Liliana Duarte

Fontes: Psicóloga Ana Martins
Paula Dias
Hi5
Médicos de Portugal

Médicos Cubanos cooperam em Luanda

Sessenta médicos cubanos chegam a Angola entre os dias 15 e 20 deste mês, para reforçar os serviços de assistência médica na província de Luanda, soube a Angop, na capital do país.

O director provincial da Saúde, Vita Vemba, adiantou que o Governo da Província de Luanda tem criada as condições para que os médicos se simtam bem para realizar o seu trabalho.

O responsável explicou que 17 especialistas vão trabalhar no município do Kilamba Kiaxi, dois na Samba, igual número no Rangel e Sambizanga, três na Maianga, 11 em Viana, sete na Ingombota, 12 no Cazenga e quatro em Cacuaco.

A cooperação cubana tem como finalidade reduzir a carência de médicos nos hospitais municipais, centros e postos de saúde da capital do país.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Jornal Angola

A pílula

A pílula é um dos métodos contraceptivos bastante usado pelas mulheres. A combinação de estrogênio e progesterona impede a ovulação, logo não havendo ovulação, não há gravidez.
Para além dos efeitos contraceptivos, ajuda a diminui as dores menstruais, diminui o fluxo de sangue perdido em cada menstruação, melhora o acne e o excesso de pêlos.
A pílula toma-se diariamente, durante 21 dias. Posteriormente, dá-se um período de descanso, que normalmente são 7 dias. Neste espaço de tempo, dá-se a menstruação e a pílula continua a ser eficaz como método contraceptivo. No final da menstruação, retoma-se o tratamento, com o início de uma nova embalagem.
Para que nunca se esqueça de a tomar, aconselha-se que a coloque perto de algo que faz diariamente, como lavar os dentes. Se a tomar à noite, tem a vantagem que na manhã seguinte pode voltar a lembrar-se. Pode também colocar no telemóvel uma lembrança, que desperta à hora que a toma.
A pílula deve ser ingerida sempre à mesma hora, com água e sem a mastigar.
No entanto, convém esclarecer que, apesar de possuir um índice de 98%/99% de eficácia, a pílula não protege de qualquer tipo de doença sexualmente transmissível, como o HIV, Herpes Genital ou Hepatite B. Por tudo isso, aconselha-se o uso de preservativo em todas as relações sexuais.
Se ainda tem dúvidas ligue para 707 220 249 entre as 12h e as 20h, nos dias úteis. Este é o contacto da APF (Associação de Planeamento para a Família)
Pode consultar também http://juventude.gov.pt ou o site http://www.medicosdeportugal.iol.pt

Liliana Duarte

Fonte: Médicos de Portugal
Portal da Juventude

Ranbaxy ganha processo das patentes norueguesas de atorvastatina

Um tribunal de recurso norueguês deu razão à Ranbaxy Laboratories, empresa farmacêutica de capital indiano, no processo com a Pfizer que envolve as patentes chave da atorvastatina na Noruega. O fármaco, indicado para a redução de colesterol, é comercializado pela Pfizer com o nome Lipitor.

O tribunal de primeira instância de Oslo já tinha previamente decidido a favor da Ranbaxy ao considerar que o laboratório não transgrediu duas das patentes norueguesas (177.566 e 180.199) da Pfizer que protegem compostos intermédios concretos. Ainda assim, a justiça não aceitou razões da Ranbaxy sobre o incumprimento da patente norueguesa da Pfizer 177.706, que protege o mesmo tipo de composto. A farmacêutica indiana interpôs um apelo ao processo e o tribunal de recurso corroborou a decisão acerca das patentes 177.566 e 180.199 e revogou a decisão acerca da patente 177.706.

A justiça norueguesa invalidou também a patente da Pfizer (309.322) naquele país num processo com vista à produção de atorvastatina amorfa. A decisão proferida hoje vai permitir que a Ranbaxy comercialize comprimidos de atorvastatina na Noruega. De acordo com o vice-presidente para os assuntos de propriedade intelectual global da farmacêutica, Jay Deshmuckh, esta é uma decisão muito importante porque valida a posição da empresa acerca das patentes do fármaco. Para além disso, “permite que a Ranbaxy comercialize uma fórmula genérica de atorvastatina a um preço mais reduzido que beneficiará os utentes noruegueses”, concluiu o responsável.

Marta Bilro

Fonte: PM Farma

Na Europa os portugueses são quem mais paga pela Saúde

Os portugueses são dos europeus que mais pagam pelos medicamentos, consultas e exames médicos. A saúde em Portugal fica mais cara do que nos países mais ricos europeus. As famílias mais pobres sofrem mais com esta situação.

Segundo uma comissão de peritos nomeada pelo Governo revela que os portugueses pagam directamente do seu bolso 22, 5 por cento das despesas de saúde, mais do dobro dos franceses, holandeses e britânicos, tudo povos com o poder de compra muito superior ao nosso, que só pagam cerca de 10 por cento dos cuidados médicos e produtos farmacêuticos.

As «taxas de comparticipação do Estado são baixas» comparadas com as dos outros países europeus, e as «Despesas directas com a saúde tendem a onerar as famílias mais pobres», informa o estudo dos peritos.

As taxas moderadoras cobradas aos portugueses, não fogem à média europeia, embora haja países como a Espanha, Dinamarca e Itália onde não são cobradas a ninguém.Os peritos sugerem ao governo a criação de taxas diferenciadas em função do rendimento de cada um.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Jornal Digital

Imigrantes com dificuldade em ter aceso a tratamentos do HIV

Os imigrantes e as minorias étnicas continuam a enfrentar grandes dificuldades em aceder aos serviços de saúde europeus, em especial no tratamento e prevenção do HIV/Sida

A European Aids Treatment Group é uma das associações internacionais que organiza a conferência sobre Migrações e HIV/Sida que hoje começa em Lisboa.

Com cerca de 200 participantes, incluindo redes comunitárias, autoridades da saúde, decisores políticos da Comunidade Europeia e de instituições internacionais e nacionais, reúnem-se a partir de hoje em Lisboa, para debater a situação de particular vulnerabilidade dos migrantes e minorias étnicas na Europa face à infecção pelo HIV/SIDA.

O coordenador do dossier da presidência portuguesa da União Europeia para a área de Saúde, Pereira Miguel, afirmou, em finais de Abril, ser «fundamental que a questão da saúde seja abordada não só nos países de origem dos migrantes, mas também nos países de trânsito e de destino».

Como principais preocupações e objectivos a seguir pela UE para garantir uma melhor saúde às pessoas migrantes, o responsável apontou a necessidade «de aumentar a informação disponível sobre a saúde, conseguir obter um melhor conhecimento sobre os problemas que são trazidos pelos imigrantes para a Europa ou aqueles que são adquiridos nos países de acolhimento».

De acordo com o responsável, os migrantes «são mais vulneráveis» e encontram-se expostos «a maiores riscos do que as populações europeias», sendo «as mulheres, as crianças e os imigrantes irregulares os grupos mais vulneráveis».

«Para melhorar a saúde dos migrantes é preciso olhar para as condições laborais, de vida e económicas, assim como para as suas redes sociais e hábitos», frisou, lembrando que o acesso restrito aos serviços de saúde por parte dos migrantes na Europa é influenciado pelas barreiras linguísticas e a iliteracia, mas também em grande parte, à falta de estatuto legal, pelo que é essencial «garantir uma melhor integração para melhorar a sua saúde».

«Lançámos esta conferência em Lisboa para discutir os principais desafios que enfrenta a Europa neste matéria e para que possam ser apresentadas recomendações que influenciem os processos políticos durante a Presidência Portuguesa [da União Europeia, a partir de 1 de Julho de 2007]», explicou à Lusa um dos responsáveis da organização e membro do EATG, Peter Wiessner.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Lusa/SOL

Merck reduz para metade preço do Efavirenz na Tailândia

A Merck Sharp & Dohme, subsidiária tailandesa da Merck, concedeu uma redução no preço do antiretroviral Efavirenz naquele país, que custará agora 23 dólares norte-americanos mensais a cada paciente, cerca de metade dos 43 dólares do preço original. Para além disso, a farmacêutica alemã propôs-se disponibilizar gratuitamente a versão líquida do fármaco a 2.500 crianças seropositivas e fornecer apoio em testes e tratamento para os mais jovens.

Ainda assim, a oferta do laboratório não consegue acompanhar os 20 dólares praticados na Índica sobre a mesma versão do medicamento. Em Novembro de 2006, a Tailândia emitiu uma licença compulsória do fármaco para que este fosse produzido a um custo reduzido. A partir daí o governo e o laboratório farmacêutico têm estado em negociações.

A proposta da Merck acerca da redução de preço foi apenas afiançado verbalmente, o acordo será formalizado na próxima terça-feira (12 de Junho). Apesar de estarem satisfeitos com o anúncio, as autoridades deverão aceitar a proposta principalmente pelos grandes benefícios concedidos ao tratamento infantil.

Marta Bilro

Fonte: Agência da Notícias da Aids

Regiões motoras suplementares do cérebro evitam movimentos involuntários

Um grupo de cientistas britânicos descobriu que as regiões motoras suplementares do cérebro, responsáveis pelas acções voluntárias que executamos quando recebermos um estimulo visual, permitem evitar os movimentos involuntários que resultam de situações familiares.
De acordo com Masud Husain, investigador dos Institutos de Neurologia e de Neurociência Cognitiva da Universidade de Londres, "quando alguém vê numa mesa uma chávena com a asa à direita, automaticamente é activada a parte do cérebro que controla o lado direito do corpo, ainda que não se queira alcançar a chávena".
Depois de observarem casos raros de doentes, que haviam sofrido lesões nestas regiões do córtex cerebral, os cientistas perceberam que esses pacientes apresentavam dificuldades para controlar os movimentos involuntários.
Segundo as conclusões desta investigação, são precisamente as regiões motoras suplementares do cérebro, que nos impedem de executar o movimento involuntário de alcançar a chávena.
Petroc Sumner, da Universidade de Cardiff , explica que “os estímulos visuais activam automaticamente o cérebro, mas esta activação pode ser cancelada, para evitar que façamos certas coisas de acordo com os objectos que vemos”.
As regiões suplementares do cérebro, provocam movimentos voluntários e involuntários, sempre que reconhecemos uma pessoa ou um objecto. No entanto, os movimentos involuntários não chegam a exprimir-se, a menos que exista alguma lesão, nestas regiões cerebrais.
Estas regiões estão relacionadas com diversos distúrbios neurológicos, entre os quais a doença de Parkinson, que levam à reacção por si só, das extremidades do corpo, mesmo contra a vontade das pessoas.

Inês de Matos

Fonte: Lusa

Exposição sobre o corpo humano ajuda AMI na reciclagem de radiografias


Todos os visitantes da exposição «O Corpo Humano como nunca o viu…» que na aquisição dos seus bilhetes entregarem uma radiografia com mais de cinco anos ou sem valor de diagnóstico, até ao dia 30 de Junho, têm um desconto de cinco euros na visita.

Esta acção de comunicação é uma parceria entre a organização da exposição e a AMI. José Cardoso, responsável pela organização da exposição, afirma que tendo como suporte o lema da AMI «Por dentro somos todos iguais», a organização da exposição decidiu ajudar a instituição na reciclagem de radiografias, «no seguimento das iniciativas que a organização está a desenvolver, vamos, desta vez, ajudar a AMI. O lema da instituição `Por dentro somos todos iguais´ enquadra-se perfeitamente na linha pedagógica que a exposição pretende transmitir a todos os visitantes (…)».

Fernando Nobre, presidente da AMI, diz que, «como cirurgião e anatomista», assegura que, «seja qual for a cor da pele, a religião ou condição social, somos todos iguais por dentro», pelo que espera que esta «evidência possa ajudar-nos a construir um mundo de pontes, de diálogo e de paz».

A exposição «O Corpo Humano como nunca o viu…» está aberta ao público até ao final de Setembro, na rua da Escola Politécnica, nº42, em Lisboa.


Paulo Frutuoso
Fontes: Fabrica de conteúdos, Sic Online (imagem)

LCA e Congressistas americanos unidos contra cigarros cor-de-rosa

A organização Lung Cancer Aliance (LCA), iniciou hoje uma campanha contra os novos cigarros cor-de-rosa da Camel, na qual conta com a ajuda de vários congressistas americanos.
Esta organização americana sem fins-lucrativos, que se dedica a ajudar doentes com cancro no pulmão, pretende boicotar a campanha publicitária dos cigarros Camel No.9, cuja embalagem preta e cor-de-rosa foi desenhada para seduzir as mulheres em idade jovem.
De acordo com Laurie Fenton-Ambrose, presidente da LCA, “este é o primeiro passo para retirar definitivamente do mercado estes cigarros, deliberadamente destinados às mulheres jovens”.
As congressistas Lois Capps, Jan Schakowsky e Hilda Solis, foram encarregues pela presidente da LCA, de redigir uma carta, destinada às mais importantes revistas femininas, pedindo que recusem incluir nas suas publicações, a campanha publicitária, não só dos cigarros Camel No. 9, como também todas as campanhas da tabaqueira R.J. Reynolds Tobacco Company.
A carta, foi hoje enviada para onze revistas femininas, entre as quais constam a Elle, a Cosmopolitan, a Glamour e a Vogue. Dela constavam 41 assinaturas de membros da Casa dos Representantes.
Fenton-Ambrose, espera poder contar com a ajuda não só dos congressistas, como também de todos aqueles que estejam interessados em acabar com a venda destes cigarros.
Ambrose apela às jovens, principal público alvo dos novos cigarros da Camel, que não se deixem seduzir pelo aspecto atraente do cigarros. “Não há nada de fashion no cancro do pulmão”, diz a presidente da LCA, que adianta ainda que o cancro do pulmão tem registado o dobro das mortes que o cancro da mama. “Não é sexy, não é bonito, é letal”, avisa.

Inês de Matos

Fonte: PR Newswire

Estudo identifica genes de sete doenças hereditárias

O maior estudo alguma vez realizado sobre doenças hereditárias identificou 15 novos genes que podem ser considerados factores de risco para, pelo menos, sete doenças, incluindo diabetes e distúrbio bipolar.

O estudo, publicado na revista Nature, analisou o DNA retirado de amostras sanguíneas de 14 mil pessoas que foram comparadas com as amostras de 3 mil pessoas saudáveis. Os cientistas envolvidos no estudo encontraram variações genéticas associadas a distúrbio bipolar, doença de Crohn, doença coronária, hipertensão, artrite reumática e diabetes dos tipos 1 e 2. Estas descobertas foram consideradas revolucionárias, já que, permitiu o rastreamento sistemático do genoma. Os cientistas acreditam que, num futuro próximo, seja possível submeter as pessoas a testes em busca de combinações de genes específicas que revelem o risco que elas correm e assim orientá-las a mudar o seu estilo de vida ou realizar exames de rotina.

Paulo Frutuoso

Fontes: BBC (Texto e imagem)

Baixos níveis de testosterona podem ser fatais

Os níveis baixos de testosterona podem aumentar as probabilidades de morte entre os indivíduos do sexo masculino acima dos 50 anos, revelou um estudo elaborado pela Universidade da Califórnia.

A investigação, que envolveu 800 participantes, com idades compreendidas entre os 50 e os 91 anos, revelou que os homens com nível reduzido de testosterona aumentam em 33 por cento as probabilidades de falecer num período de 18, comparativamente aos que apresentavam níveis normais.

Os especialistas responsáveis pelo estudo avançaram ainda que entre os indivíduos que cooperaram nesta análise, 29 por cento apresentavam doses reduzidas de testosterona, responsável pelo desenvolvimento das características masculinas, entre as quais se destaca a libido.

De acordo com os observadores ter um estilo de vida saudável é um dos segredos para ajudar a manter os níveis regulares da hormona no corpo, uma vez que a idade se encarrega de os ir diminuindo. “Em vez de suplementos, deve-se mudar o estilo de vida, manter o corpo em forma e aproveitar o máximo da testosterona”, aconselha Richard Sharpe, investigador da MCR Human Reproductive Sciences Unit, de Edimburgo.

Marta Bilro

Fonte: BBC

DECO alerta para o perigo dos "Piercings" e Tatuagens

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) concluiu que a maioria dos estabelecimentos que fazem 'piercings' e tatuagens apresenta falhas graves no que toca à informação prestada ao cliente sobre os seus potenciais riscos. Esta conclusão surge após um estudo da DECO realizado em 22 estabelecimentos de Lisboa, Porto, Albufeira e Faro. Para além da falta de informação na maioria dos estabelecimentos, em muitos deles os responsáveis pedem aos clientes que assinem um termo de responsabilidade que a DECO considera ter cláusulas abusivas e ilegais, não lhe conferindo qualquer validade. Todos estes dados serão publicados em Junho na revista Teste Saúde.

Na sequência deste estudo, a DECO começou esta quarta-feira, na Escola Secundária António Arroio, em Lisboa uma campanha de sensibilização sobre 'piercings' e tatuagens que servirá, essencialmente, para sensibilizar os mais jovens para os cuidados que deverão ter na realização de um 'piercing' ou de uma tatuagem, para as questões de higiene a ter em conta na escolha do estabelecimento e para os potenciais riscos associados a estas práticas. Além da divulgação em spots de rádio, a DECO irá distribuir folhetos que alertam que os 'piercings' e tatuagens mal feitos poderão ter consequências graves para a saúde, existindo a possibilidade de surgirem infecções, alergias, doenças de pele, contaminação com hepatite B, hepatite C ou mesmo o Vírus da Imunodeficiência Adquirida (VIH).

A DECO recomenda a todos os consumidores que, antes de fazerem um 'piercing' ou tatuagem, se informem, convenientemente, sobre os cuidados necessários e os riscos que correm. A associação aconselha ainda os consumidores a visitar a sala de trabalho do estabelecimento e as suas condições de higiene. É de extrema importância o profissional usar luvas, máscara e agulhas descartáveis e a sala ter um caixote de lixo e lavatório accionados por um pedal.

A DECO acha que o Governo deve intervir, urgentemente, neste assunto, defendendo uma fiscalização mais activa aos estabelecimentos, apresentando como solução a formação de profissionais nesta área.

Paulo Frutuoso
Fonte: Correio da Manhã

GlaxoSmithKline contesta resultados de estudos sobre o Avandia

O laboratório britânico GlaxoSmithKline revelou os resultados preliminares de um estudo clínico que contradiz a opinião de alguns especialistas ao afirmar que o Avandia, um medicamento utilizado no tratamento da diabetes, não aumenta os riscos de problemas cardiovasculares.

O estudo levado a cabo ao longo de quatro anos envolveu 4.446 pacientes e demonstra que no grupo de doentes tratados com Avandia foram registadas 29 mortes derivadas de problemas cardíacos, enquanto no grupo tratado com dois outros medicamentos para a diabetes tipo 2 se registaram 35 mortes.

Porém, a análise da farmacêutica, recentemente publicada na edição on-line do New England Journal of Medicine, contraria a investigação, divulgada na mesma publicação, do cardiologista Steven Nissen que estimou que o Avandia aumenta em 43 por cento o risco de ataque cardíaco.

Para além disso, o estudo apresentado pela Glaxo parece não ter obtido muito sucesso junto dos especialistas. Para David Nathan, chefe do serviço de cuidados para diabéticos do Massachusetts General Hospital, "este estudo clínico, concebido sobretudo para mostrar os benefícios do rosiglitazone (nome da molécula), não oferece qualquer segurança sobre a inocuidade deste medicamento".

O mesmo referem Bruce Psaty, da Universidade de Washington, e Curt Furberg, da Universidade de Wake Forest, ao concluírem, através do mesmo método de análise utilizado por Nissen, que os pacientes deste estudo têm um risco de ataque cardíaco aumentado de 33 por cento.

Marta Bilro

Fonte: Último Segundo

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Viracept retirado do mercado

O Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) ordenou que fosse de imediato retirado do mercado nacional o fármaco Viracept (nelfinavir), um antiretroviral utilizado no tratamento de doentes infectados com o vírus da Sida. A decisão surgiu na sequência de uma deliberação da Agência Europeia do Medicamento.

O fármaco produzido pelo laboratório suíço Roche, que é apenas dispensado em hospitais, é suspeito de conter uma impureza tóxica na sua composição. Apesar dos testes realizados pela farmacêutica terem demonstrado que o nível de contaminação pode variar consoante os lotes, “foi considerada como medida mais adequada a recolha de todos os lotes”, esclarece um comunicado emitido pelo Infarmed.

Embora não estejam disponíveis outros medicamentos compostos pela mesma substância activa, o nelfinavir, o Infarmed adverte que existem alternativas terapêuticas.

Também a Roche, num comunicado emitido hoje, informa que foram retirados do mercado Europeu e “de algumas outras regiões do mundo” todos os lotes em pó e em comprimidos do remédio Viracept.

Marta Bilro

Fonte: Último Segundo, Diário Digital, Portugal Diário, Público

Infarmed ordena retirada do mercado do antiretroviral VIRACEPT

O VIRACEPT, um medicamento antiretroviral usado no tratamento do HIV, será imediatamente retirado do mercado português. A ordem de retirada, foi hoje emitida pelo Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), depois da decisão anunciada pela Agência Europeia do Medicamento.
A descoberta de uma impureza potencialmente tóxica no medicamento, o nelfinavir, levou a Roche, responsável pela comercialização do VIRACEPT, a notificar a Agência Europeia do Medicamento.
Perante os resultados dos testes efectuados pela empresa, a decisão foi a de retirar imediatamente o medicamento do mercado, ainda que estes tenham demonstrado que o nível de contaminação pode variar conforme os lotes.
O Infarned emitiu de imediato um comunicado, onde alerta os doentes que se encontrem em tratamento com este medicamento, para os riscos deste fármaco contaminado, pois este poderá estar a ser utilizado por doentes infectados com HIV, incluindo grávidas e crianças.
O comunicado do Infarmed informa que, quem “se encontrar a ser medicado com VIRACEPT, deverá consultar, no mais breve espaço de tempo, o seu médico assistente para lhe possa ser prescrito um medicamento alternativo”.
O Infarmed esclarece também que, “não existem outros medicamentos com a mesma substância activa no mercado português, havendo alternativas terapêuticas”.
O VIRACEPT é um medicamento unicamente dispensado em hospitais, não estando autorizada a sua comercialização em farmácias.

Inês de Matos

Fonte: Lusa

VIRACEPT retirado do mercado

Após uma decisão da Agência Europeia do Medicamento, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde(infarmed) ordenou hoje a retirada imediata do mercado português do medicamento VIRACEPT.

O VIRACEPT é um antiretroviral indicado no tratamento da infecção por HIV e segundo avança a agência Lusa,o infarmed informou em comunicado,que poderá estar a ser utilizado por pessoas infectadas com HIV em Portugal, incluindo grávidas e crianças.
Foi a firma Roche,responsável para a comercialização do medicamento ,quem notificou a Agência Europeia do Medicamento sobre a presença de uma impureza potencialmente tóxica no medicamento.
Apesar dos testes realizados pela empresa demonstrar que o nível de contaminação pode variar de acordo com os lotes, mandaram a sua recolha imediata.
Esta medida,defende o Infarmed, foi a mais adequada.
O VIRACEPT não se vende em farmácias, sendo apenas usado e dispensado em hospitais.
O comunicado avisa que, quem se encontrar medicado com VIRACEPT, "deverá consultar, no mais breve espaço de tempo, o seu médico assistente para que lhe possa ser prescrito um medicamento alternativo".
O Infarmed garante "que não existem outros medicamentos com a mesma substância activa [nelfinavir] no mercado português, havendo alternativas terapêuticas".

Sandra Cunha

Fonte: Agência Lusa

Novo medicamento contra a Sida em Julho


O grupo farmacêutico Pfzer,produtor de diversos tratamentos contra o vírus da Sida,anunciou hoje que,irá lançar em Julho um novo tratamento, o Maraviroc.
Segundo a agência Lusa lançou,este tratamento deverá ser oficialmente aprovado a 20 de Junho pela FDA e depois distribuído em vários países, entre eles a África do Sul,o país que está a ser devastado pela pandemia.
Paulson afirmou que o Maraviroc é apenas um dos muitos novos medicamentos que o grupo pretende produzir no futuro"A nossa intenção é de produzir quatro a seis novos medicamentos por ano, nos próximos dez anos".
Paulson demonstrou o esforço da grupo farmacêutico que,"investe entre oito e dez mil milhões de randes (entre 824 milhões de euros e mil milhões) para conseguir produzir um produto."
A notícia do lançamento deste medicamento surge numa altura em que o grupo Pfizer é frequentemente criticado, tanto pelas suas campanhas publicitárias, como por supostamente favorecer a propagação das doenças sexualmente transmissíveis devido ao seu marketing "irresponsável" do Viagra.
A África do Sul é um dos países do mundo mais atingidos pelo vírus da Sida, com 5,5 milhões de pessoas infectadas numa população de 47 milhões.
Estima-se que 28 milhões de crianças africanas terão, em 2010, perdido pelo menos um dos pais, em consequência da SIDA.
Em Portugal,segundo resultados publicados no boletim do Centro de Vigilância Epidemológica das Doenças Transmissíveis (CVEDF) do Instituto Nacional de Saúde,(2000), de Janeiro para Março foram registados 884 novos casos de VIH.
O numero total de casos oficiais de VIH eram 13 287, mas os cálculos apontavam para 30 mil. Destes casos identificados, 51,7 por cento são de sida, 9,3 por cento são intermediários e 39 por cento são seropositivos.
Visto que a fase intermediária é muito reduzida,poderá indicar um rápido desenvolvimento do vírus ou uma tardia descoberta do mesmo. Desde 2000, tem-se verificado um aumento proporcional do número de casos de transmissão heterossexual e diminuição proporcional dos casos associados à toxicodependência.
O número total de casos notificado até 31 de Dezembro de 2005 é de 28 370 casos de infecção.
A estimativa da UNAIDS ( AIDS epidemic update, UNAIDS) aponta para cerca de 42.000 pessoas infectadas em Portugal, ou seja, cerca de 0,4% da população Portuguesa.
As taxas de novos diagnósticos de infecção VIH em Portugal são as maiores da Europa.


Sandra Cunha














Paramiloidose – A “doença dos pezinhos” é tipicamente portuguesa

A paramiloidose trata-se de uma doença neurológica, crónica, hereditária e progressiva de transmissão autossómica dominante que afecta o sistema nervoso nas suas vertentes motora, sensitiva e autónoma. É uma doença típica das regiões piscatórias portuguesas que foi detectada pelo neurologista Corino de Andrade, na década de 30, quando observava pescadores na zona da Póvoa de Varzim que não sentiam dor quando se cortavam nas cordas dos barcos. Normalmente, a paramiloidose manifesta-se a partir dos 25 anos, tendo como principais sintomas a grande perda de peso e sensibilidade a estímulos. Mais conhecida por "doença dos pezinhos”, a paramiloidose não tem cura e é fatal, tendo particular incidência na zona da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde.

Em 1952, o Professor Corino de Andrade publicou na revista “Brain” uma primeira descrição da doença, então já com cerca de 70 doentes observados. A doença foi por ele denominada de polineuropatia amiloidótica familiar (PAF).
Nos casos mais comuns, os primeiros sintomas ocorrem nos membros inferiores, com a sensação de adormecimento nos pés e pernas, acessos de dor intensa e perda de sensibilidade para a dor, frio e quente.

Após a manifestação inicial já referida, os indivíduos podem apresentar alterações do aparelho digestivo, em especial modificações do hábito regular do intestino. O emagrecimento sem causa aparente é outro sintoma desta patologia. Com a progressão da doença toda a sintomatologia inicial se acentua: os doentes chegam a ficar sem sensibilidade até às coxas e a atrofia muscular acaba por alterar a marcha até ao ponto de deixarem de poder andar; os pacientes podem sofrer complicações cardíacas graves, sobretudo arritmias, podendo também chegar a sofrer paragens cardíacas, desnutrição grave e infecções ou insuficiência renal.

A esperança de vida das pessoas que sofrem desta doença é reduzida. Contudo, existem soluções capazes de devolver mais anos de vida. O diagnóstico precoce pode travar a evolução da doença, podendo o transplante hepático ser a solução para restituir alguma qualidade de vida. Se não houver complicações após o transplante, como a rejeição do novo órgão, o doente retoma a vida familiar e profissional normalmente. Os sintomas permanecem, mas com progressão muito lenta. Tal como todos os indivíduos sujeitos a um transplante, também os doentes com paramiloidose que forem transplantados têm de fazer uma terapêutica com imunossupressores.

Isabel Marques

Fontes: www.medicosdeportugal.iol.pt e medicina.med.up.pt

Acordo entre Caixa e UPS cria o maior grupo hospitalar ibérico

A Caixa Geral de Depósitos e a UPS, o maior grupo hospitalar espanhol, chegaram a acordo, na passada terça-feira, com vista à criação do maior grupo hospitalar da Península Ibérica.
De acordo com o jornal OJE, o acordo assinado por Vítor Fernandes, presidente da Fidelidade e Gabriel Masfurroll, presidente executivo da UPS, pressupõe uma troca de participações entre as duas empresas. A UPS adquire 25% do capital da Hospitais Privados de Portugal (HPP) e a Caixa passa a controlar 10% do capital do grupo espanhol.
A Caixa Geral de Depósitos controla a HPP, por meio da seguradora Fidelidade e passará agora a pertencer ao maior grupo hospitalar ibérico, em parceria com a UPS.
Segundo o acordo agora alcançado, a UPS poderá nomear dois membros para a administração da HPP, enquanto que a CGD terá direito a nomear um membro para o conselho de administração da UPS.
A UPS é actualmente o maior grupo hospitalar em Espanha, onde dispõe de 32 centros médicos, dos quais 12 são hospitais. O grupo espanhol emprega 2500 trabalhadores e 2 mil médicos e, anualmente, presta serviços a cerca de um milhão de pacientes.

Inês de Matos

Fonte: Sol

Merck “rouba” lugar a Altana no DAX 30 da Bolsa de Frankfurt

A farmacêutica alemã Merck vai tomar o lugar ocupado pela rival Altana no DAX 30, o índice de referência da bolsa de valores de Frankfurt. A alteração, que deverá acontecer no próximo dia 18 de Junho, partiu de uma decisão da Deutsche Börse, a sociedade administradora da bolsa de Frankfurt.

Desta forma, a germânica Altana, que recentemente abdicou da sua divisão farmacêutica para se dedicar ao ramo da química especializada, passará a ter as suas cotas negociadas no índice de empresas médias MDAX.

Para os responsáveis da Merck, a inclusão da empresa no DAX 30 não faz parte de um objectivo empresarial mas vem no seguimento da estratégia traçada pela farmacêutica.

Para que uma empresa possa ser negociada no DAX 30, o índice que reúne as maiores empresas alemãs, os valores mínimos têm que ser definidos pelo Deutsche Börse.

Marta Bilro

Fonte: Último Segundo

Cérebro aprende com ruído

O ruído do cérebro permite o desenvolvimento da sua função auto-correctora, revela estudo de cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT). A descoberta pode permitir a produção de próteses neurais.

O ruído do cérebro é responsável pela alteração das representações neurais que não se traduzem necessariamente no comportamento das pessoas.

Em comunicado, os cientistas do MIT explicam que o cérebro parece trabalhar sob um conceito de redundância em que as respresentações neurais, por exemplo uma frase, estão em constante mutação, mesmo quando a tarefa é comum.

Este trabalho de modificação repetida permite ao cérebro, na sua função correctora, descobrir diferentes formas de auto-corrigir as mutações do ruído.

Sebastian Seung, professor de Física e Ciência Neurológica Computacional do MIT e investigador do Instituto Médico Howard Hughes explica que «a novidade foi verificar que a representação neural de um movimento parece mudar, mesmo quando o comportamento não muda. O cérebro revela um grau surpreendente de instabilidade na representação do mundo».

Em laboratório, foram realizados testes que permitem chegar a esta novidade.

Assim, os investigadores ensinaram macacos a mover um cursor num ecrã até atingirem um alvo. Depois, num ambiente controlado os animais tentaram sozinhos repetir o processo.

Com a ajuda de um modelo matemático de rede cortical redundante que controla o movimento e com os primatas a repetir o exercício, os cientistas verificaram que «a aprendizagem das ligações entre os neurónios, através deste modelo, pode ser um processo bastante ruidoso».

Analisa-se agora a possibilidade de transferir a experiência para os humanos, para melhorar o conhecimento do seu sistema neurológico e poder produzir dispositivos externos.

Sara Pelicano

Fontes: Tv Ciência, Massachusetts Institute of Technology

Ginecologista, uma visita cada vez mais precoce

Actualmente, os jovens iniciam cada vez mais cedo a sua vida sexual, logo a vigilância tem que ser feita cada vez mais cedo.
É essencial que as mulheres consultam um especialista,para evitarem futuras doenças.

A indicação nacional para principiar a vigilância anual citológica (realização do "papanicolau") é aos 23 anos, isto tendo em conta que iniciariam a vida sexual por volta dos 20 anos.
Mas de acordo com dados anteriores apresentados pela Maternidade Júlio Dinis, já em 2004 " , nos últimos 10 anos, sobressai um aspecto - as alterações de citologia vaginal verificadas em 266 grávidas adolescentes, com menos de 17 anos".
Segundo, Teresa Oliveira "Verifica-se que os jovens iniciam cada vez mais cedo a sua vida sexual, portanto a vigilância tem que ser feita mais cedo".
Isto é relevante uma vez que, os números mostram que muitas jovens são portadoras de infecção por HPV, um vírus que pode estar relacionado, na idade adulta com o cancro do cólon.
Muitos dos adolescentes não têm consciência dos perigos que correm e os pais não se apercebem da importância da vigilância. Outro factor é o receio, mas o exame é como qualquer outro.
O que pode acontecer é sentir algum desconforto ou eventual dor associada aos exames corporais, principalmente se não souber o que vai ser feito, mas se estiver descontraída e informada não há qualquer dor.
Existe um espaço para jovens,designado espaço juvenil, que alerta e encaminha jovens para as consultas.

Para mais esclarecimentos pode contactar o site:

http://juventude.gov.pt/

Sandra Cunha

Fontes: Sapo, JN, http://juventude.gov.pt/

Primeira-dama madrinha da Raríssimas

A Primeira-dama Maria Cavaco Silva vai ser a partir de hoje madrinha da Associação Nacional de Pessoas com Deficiências Mentais e Raras (a Raríssimas).


A Raríssimas acolhe e apoia crianças com doenças raras e as suas famílias na Casa dos Marcos, uma casa que começará a ser construída no último trimestre deste ano e tem inauguração prevista para 2009.

O apadrinhamento do projecto pela Primeira-dama e a venda do álbum «O Mesmo Olhar», de Susana Félix, cujas receitas revertem a favor da Raríssimas são algumas das iniciativas tomadas para sensibilizar a população.

Estudos revela que 8% dos portugueses são portadores de uma doença rara.

Sara Pelicano

Fontes: fábrica de conteúdos

Farmacêutica recusa acusações
Pfizer garante que o tratamento teve aprovação do governo nigeriano

A farmacêutica norte-americana Pfizer reagiu ao processo interposto pelo governo nigeriano afirmando que o ensaio clínico com Trovan Floxacin levado a cabo, em 1996, naquele país teve “o aval do Governo nigeriano com todo o conhecimento de causa”. Os responsáveis do laboratório garantem que todos os requisitos éticos foram tidos em conta na aplicação do tratamento e “em conformidade com o compromisso da companhia para com a segurança dos doentes”.

A Pfizer negou desde o início as acusações do governo nigeriano, que afirmam que o laboratório terá camuflado as suas verdadeiras intenções quando se propôs a ajudar as vítimas de uma epidemia de meningite bacteriana, sarampo e cólera através da utilização daquela substância. Hoje as acusações foram mais uma vez rejeitadas. “Todas as alegações no quadro destas perseguições são simplesmente falsas", pode ler-se num comunicado emitido pela sede de Nova Iorque.

No processo judicial que teve início na segunda-feira (4 de Junho), o Governo da Nigéria pede uma indemnização no valor de sete mil milhões de dólares norte-americanos acusando a Pfizer de ter realizado testes ilegais de um medicamento que originaram a morte a 11 crianças e deficiências em várias outras.

O Governo do Estado de Kano, região da Nigéria onde foram realizados os testes, já responsabilizou a Pfizer civil e criminalmente e reclama uma compensação de dois mil milhões de dólares norte-americanos referentes aos danos causados. No comunicado emitido, o porta-voz da Pfizer, Bryant Haskins, voltou a assegurar que "o medicamento foi administrado em conformidade com a lei nigeriana".

Os responsáveis consideram que as alegações que constam do processo são “altamente incendiárias” e não se baseiam em factos. No comunicado é ainda salientado o facto de passada uma década depois da epidemia “o Governo nigeriano tenha processado a Pfizer por um esforço que teve um certo interesse para alguns jovens cidadãos da Nigéria".

Em 2005, um tribunal norte-americano declarou que não tinha competência para emitir uma deliberação sobre a queixa apresentada por famílias nigerianas que alegavam não terem sido devidamente informadas acerca das contra-indicações do antibiótico fabricado pela Pfizer e ministrado às crianças.

Apesar de ter sido aprovado nos Estados Unidos em 1997 para tratar infecções em pessoas adultas, o medicamento foi posteriormente retirado do mercado por suspeitas de estar associado a vários casos de insuficiência hepática.

Marta Bilro

Fonte: Panapress



Apresentado "Centro de Excelência HealthCare Medical Solutions" em Coimbra

Foi apresentado hoje, em Coimbra, o Centro de Excelência HealthCare Medical Solutions (XHMS), cujos objectivos são a comercialização no mercado global de novos produtos e tecnologias na área da saúde. O XHMS reúne mais de 30 empresas e entidades da região de Coimbra que operam dentro da área da saúde e da tecnologia, com vista a potenciar a internacionalização e o fortalecimento das empresas portuguesas na investigação, desenvolvimento e introdução no mercado de novas soluções, produtos e serviços no domínio dos cuidados médicos. Reunindo, inicialmente, apenas empresas da região de Coimbra, é intensão dos seus responsáveis que o projecto, num futuro próximo, possa expandir-se a outras regiões.

Tendo sido apresentado hoje pela presidente do Instituto Pedro Nunes (IPN), Teresa Mendes, e pelo pró-reitor da UC Fernando Guerra, o propósito deste projecto de "excelência" visa a criação de uma rede reconhecida a nível internacional e que penetre no mercado global, no domínio dos cuidados de saúde e soluções médicas. Estão envolvidas neste consórcio 33 participantes entre instituições de I&DT (Investigação e Desenvolvimento Tecnológico) e de transferência de tecnologia, empresas, entidades utilizadoras e entidades de desenvolvimento local e regional.

O Instituto Pedro Nunes, a Universidade (UC) e a Câmara de Coimbra, a Administração Regional de Saúde do Centro, o Instituto Português de Oncologia de Coimbra, a Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI), as empresas Critical Software, Bluepharma e Crioestaminal, o Centro Hospitalar de Coimbra, os Hospitais da Universidade, o Centro de Inovação em Tecnologia - Biocant e o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro, são alguns dos parceiros do XHMS.

O consórcio já aprovou, inclusivé, sete projectos que, entre outras áreas, visam a melhoria da qualidade de vida de pessoas idosas ou com limitações motoras.
Segundo afirmou na sessão a presidente do IPN, "O mote fundamental do centro de excelência é a criação de produtos e tecnologias, identificando as necessidades dos utilizadores, para serem comercializados no mercado global nesta área".
Fernando Guerra, pró-reitor da UC, adiantou que este consórcio é o único nesta área da saúde que se candidatou ao programa de centros de competência da Agência da Inovação, tendo sido financiado com um milhão de euros ao abrigo do Programa Operacional da Sociedade do Conhecimento. A biotecnologia, a genética ou a nanotecnologia são alguns dos domínios da saúde e tecnologia em que a rede opera.


Paulo Frutuoso
Fonte: Lusa

"I Jornadas de Imagiologia do CHBA"

O centro Hospitalar do Barlavento Algarvio irá realizar, nos próximos dias 7,8 e 9 de Junho , as I Jornadas de Imagiologia do CHBA, no Boca do Rio Resort.
Há muito tempo que o centro hospitalar aguardava um evento desta natureza,uma vez que o tema aponta para expectativas futuras,nomeadamente pela aquisição de um TC multicorte.
Outros dos grandes objectivos será melhorar os serviços prestados aos seus utentes.
Este evento é muito esperado pelos profissionais da saúde,uma vez que irão ter a oportunidade de expor os seus conhecimentos e técnicas.

Para mais informação podem contactar através de telefone e fax :282 450 340 ou por e-mail : jrportimao2007@gmail.com.

Sandra Cunha

Fonte JP

90 mil casos de violência contra profissionais de saúde

DGS admite isolamento de doentes agressivos
Em Portugal, todos os anos, ocorrem quase 90 mil casos de violência contra médicos, enfermeiros e auxiliares de acção médica. Os números são alarmantes e face ao negro cenário, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) admite recorrer ao isolamento, internamento compulsivo e à imobilização na cama para administração de medicamentos dos doentes que se revelem violentos e agressivos contra os profissionais de saúde.

A medida pode ser aplicada nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), noutras instituições de prestação de cuidados de saúde com internamento e/ou Serviço de Urgência e nas unidades pertencentes à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Esta é, aliás, uma forma de controlo dos doentes agressivos que está prevista nas normas da circular da DGS, estando toda a informação disponível no site da instituição.
De acordo com o documento da DGS, a imobilização do doente ou a sua colocação em quarto de isolamento para maior vigilância clínica “devem ser as derradeiras opções depois de esgotadas outras medidas de controlo do comportamento agressivo e após medidas preventivas, como o recurso a técnicas de comunicação de interrupção da escalada da agressividade e de contenção ambiental.”
No que concerne ao internamento compulsivo, segundo a circular diz que deve ser feito de acordo com a Lei de Saúde Mental.
A DGS esclarece os profissionais de saúde que, “atendendo que o comportamento agressivo de um doente pode surgir também de forma inesperada, torna-se necessário adoptar medidas de contenção, tendo em vista a sua protecção e a do meio envolvente, podendo mesmo recorrer-se, com carácter imperioso, ao isolamento do doente e à sua imobilização no leito, para se proceder à administração da terapêutica conducente à melhoria do seu estado.”
A norma já gerou reacções no sector e, embora os enfermeiros sejam a classe mais visada com esta problemática, são os primeiros a contrapor que “não é pela força que se vai resolver o problema.”
José Azevedo, do Sindicato dos Enfermeiros desvalorizou a norma, sustentando que a aposta deveria passar pela prevenção: “Evitar-se-iam inúmeros problemas se se aumentar o número de profissionais. A solução passará também por um maior esclarecimento, ou seja, melhor informação clínica dada aos familiares”, advogou.
Vanessa Moreira, enfermeira no Hospital de Santo António, no Porto, em declarações ao «Farmácia e Medicamento», considerou que prender os doentes à cama “pode ser pior e espoletar outras questões éticas”, por isso, - e embora tenha admitido já ter sido alvo de agressões verbais – a enfermeira defendeu “um estudo pormenorizado, caso a caso, para, assim, chegar à melhor resposta e sem recorrer a outra violência.”

Raquel Pacheco
Fonte: DGS, SEP, CM, Hospital de Santo António

Pé- de -atleta

O tinea pedis, ou mais vulgarmente conhecido de pé-de-atleta, é uma infecção fúngica, que ocorre com maior frequência e gravidade nos meses quentes. Os indivíduos que frequentam piscinas públicas ou praticam desporto são os mais afectados, no entanto, qualquer pessoa pode desenvolver a infecção, pois é contagiosa. Basta um elemento da casa ter para pegar aos restantes.
Inicialmente, desenvolve-se na pele que recobre o espaço entre o quarto e o quinto dedo do pé, podendo depois espalhar-se do dorso até às unhas.
Os sintomas variam entre comichão, ardor e mau cheiro. A pele entre os dedos pode ficar branca e mole e em alguns casos as plantas dos pés podem tornar-se espessas, secas e descamativas.
Entre as causas possíveis para se desenvolver este fungo, destaca-se a humidade causada pelo calçado apertado, sudação excessiva e temperatura elevada.
Os tratamentos para o pé-de-atleta baseiam-se na aplicação de medicamentos anti-fúngicos locais, a aplicar todos os dias durante pelo menos duas semanas.
Em Portugal já se encontra disponível, um tratamento inovador que, apenas com uma aplicação combate esta infecção. O novo tratamento forma uma película transparente e protectora nos dois pés, permitindo uma rápida libertação de terbinafina, eliminando o fungo. Este tratamento é eficaz e inovador, na medida em que, elimina e combate o pé de atleta.
No entanto alguns conselhos devem ser aplicados para que não exista reinfecção. Não partilhar calçado, usar meias de algodão, manter os pés limpos e secos especialmente entre os dedos, são alguns dos cuidados a ter. Porque apesar de ser contagioso, esta doença tem cura.

Liliana Duarte

Fontes: Ordem dos Farmacêuticos
Revista Saúde e Bem Estar

Aulas de judo para invisuais

A Câmara Municipal de Sintra e o Judo Clube de Sintra promovem em parceria aulas de judo para todos os deficientes visuais durante o mês de Junho. As aulas irão decorrer todos os sábados no Complexo Desportivo de Fitares, na "Sala Mestre Bastos Nunes", na Rinchoa, freguesia de Rio de Mouro, entre as 15:30 e as 16:30. Para todos os que quiserem inscrever-se na modalidade, o Judo Clube de Sintra fornece, gratuitamente, o fato de Judo Tochi – Gi.
De referir que o Judo para cegos e amblíopes é modalidade paralímpica desde 1988.

Todas as informações estão a cargo da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Sintra, tel. 21 922 67 20.

Paulo Frutuoso
Fontes: Judakai, Câmara Mun. Sintra

Rastreios da Fundação Ciclo Vida continuam no mês de Junho

Tendo começado no mês de Maio, no Algarve Shopping, continuam as acções de rastreio da Fundação Ciclo Vida, no mês de Junho:

Eis o calendário das acções:

- 2 a 13 de Junho V Festa de São Domingos de Rana
- 4 a 10 de Junho Feira Nova de Évora
- 8 a 10 de Junho Maia Shopping
- 11 a 17 de Junho Feira Nova de Ponte de Sôr / Jumbo Cascais
- 12 a 13 de Junho Jumbo Amoreiras Shopping
- 18 a 24 de Junho Feira Nova de Faro / Cascais Shopping
- 25 de Junho a 1 de Julho Feira Nova de Santarém

Para mais informações contacte o nº de Tel.: 214 357 740

Paulo Frutuoso
Fontes: Radio tomar, Bem haja

Novo medicamento em estudo para doentes com cirrose hepática

Cientistas da Universidade de Guadalajara experimentam em seres humanos um medicamento contra a cirrose hepática, a partir da medicina genómica. Segundo o estudo, até ao momento 90% dos pacientes mostrou melhorias. Este estudo foi desenvolvido com a participação de 150 pacientes com cirrose em fase avançada e encontra-se na última fase de estudos clínicos para a sua futura aprovação e comercialização, tendo a Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizado o uso da molécula para este protocolo que é o primeiro no mundo.

O director do Instituto de Biologia Molecular da Universidade de Guadalajara, Juan Armendáriz Borunda, explicou ao Jornal La Cronica de Hoy que "quando uma pessoa sofre cirrose hepática, o fígado apresenta uma cicatriz nas suas células causando fibroses, algo assim como uma ferida que, ao cicatrizar, deixa morrer essa parte do órgão impedindo um funcionamento normal". O cientista mexicano adiantou ainda que o medicamento diminui a inflamação, a necrose e a acumulação de gordura que se dá no fígado de doentes com cirrose "a partir de mecanismos celulares que melhoram a função do órgão, favorecendo a regeneração hepática através da inibição de alguns genes prejudiciais e da estimulação de genes benéficos para o metabolismo hepático". Antes de analisar o paciente, Juan Armendáriz Borunda explicou ao mesmo jornal que é retirada uma amostra de sangue (ADN), determinando-se a resposta do indivíduo ao tratamento.

Kitocel é o nome pelo qual o medicamento foi registrado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual e a equipa do Dr. Juan Armendáriz Borunda espera obter o registro diante a Secretaria de Saúde em dois anos, tendo sido criada, expressamente, para o desenvolvimento deste fármaco, a companhia Cell therapy and Technology.

Algumas revistas médicas internacionais como a Hepatology ou o Journal of the Patology seguiram alguns dos avanços desta pesquisa médica e apesar de destacados gastroenterólogos da América Latina, como o Dr. David Kersenovich, do Hospital de Nutrição da Secretaria de Saúde, reconhecerem que a equipa médica do Dr. Juan Armendáriz Borunda é um grupo de cientistas com qualidade, no entanto, esperam com cautela a conclusão da pesquisa.


Paulo Frutuoso

Fontes: SOS Hepatites (texto e imagem)

Rastreio gratuito às doenças dos pés na Madeira

Com o objectivo de sensibilizar os madeirenses para a importância da saúde dos pés e do despiste precoce das doenças podológicas, como o pé-de-atleta, que afecta mais de 2 milhões de portugueses.

A Associação Portuguesa de Podologia, em parceria com o «Lamisil 1», promove, na próxima sexta-feira, rastreios gratuitos aos pés, na «farmácia Nacional», no Funchal, das 11h00 às 17h00.

De acordo com o Dr. Manuel Azevedo Portela, presidente da Associação Portuguesa de Podologia, «os portugueses não estão sensibilizados para a importância das doenças dos pés e por isso preferem utilizar remédios caseiros em vez de recorrerem a um especialista nesta área».

«Neste sentido, os rastreios são importantes para prevenir, aconselhar e tratar doenças graves como o pé-de-atleta» — complementa aquele especialista. O rastreio é iniciado com o preenchimento de um questionário por parte do farmacêutico, que analisará os dados sociodemográficos, seguindo-se a avaliação médica e rastreio por parte do podologista.
O pé-de-atleta é uma infecção causada por fungos que afecta gravemente os pés e é altamente contagiosa.

Os primeiros sinais da doença incluem comichão, ardor nos pés e descamação da pele, entre os dedos dos pés.

Acrescente-se que o medicamenbto Lamisil 1, da «Novartis Consumer Health», é o primeiro tratamento, e único no mercado, que com uma única aplicação combate o pé-de-atleta.

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Jornal da Madeira

Organização Mundial da Saúde (OMS) apela à doação de sangue para salvar Vidas, em África

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca importância da doação de sangue no salvamento de vidas.

O (OMS), através, apela a conjugação de esforços tendentes a salvar vidas de pessoas necessitadas, em particular de mulheres grávidas, doando sangue.

Numa mensagem em alusão ao Dia Mundial do Doador de Sangue, a assinalar-se a 14 deste mês, o director angolano Luís Gomes Sambo, realça ser um gesto que tem contribuído para o salvamento de várias vidas, sobretudo das mães.

Na nota, o responsável da OMS em África solicita aos países africanos no sentido de desenvolverem esforços para promover iniciativas deste género, que não só permitem recolher mais sangue junto dos dadores de pequeno risco, como também contribuem para prevenir com eficácia a transmissão do VIH/Sida.

«Na região, o rácio de mortalidade materna é, em média, de 1.000 por 100.000 nados vivos, o que representa um risco de morte de um em cada 16 mães em África, contra um em cada 2.800 nos países desenvolvidos» refere o documento.

«Uma das metas fixadas pela estratégia regional para a segurança das transfusões, e cujo horizonte é o ano de 2012, é que todos os países tenham à recolha de, pelo menos, 80 porcento das dádivas de sangue junto dos dadores voluntários», acrescenta.

Este ano, as comemorações em alusão a data acontecem sob o lema «Sangue seguro para uma maternidade sem risco».

Nuno Oliveira Jorge

Fonte: Jornal de Angola

SOS Hepatites lança livros de apoio

A Associação portuguesa de apoio ao doente hepático, a SOS Hepatites, apresentou ontem dois livros que sublinham que a informação é o principal suporte para o doente, familiares, amigos e para a sociedade em geral. Esta iniciativa teve como objectivo principal apelar ao rastreio da Hepatite B e Hepatite C, já que, existem em Portugal cerca de 120 mil pessoas infectadas com a Hepatite B e 150 mil com a Hepatite C. Uma vez que estes doentes são vítimas de descriminação, a associação pretende, com esta iniciativa, gerar o maior número possível de informação à população.
“Não querer saber é pior que desconhecer!” é a expressão chave destes livros que pretendem dar a conhecer determinados factos e desmistificar mitos de uma doença que, a nível mundial, afecta mais de 350 milhões de pessoas com VHB (vírus da hepatite B) e 170 milhões de pessoas com VHC (vírus da hepatite C).

A associação pretende focar as suas iniciativas em escolas, centros de saúde e prisões, fazendo-o num sentido preventivo e informativo, com a realização de testes de diagnóstico da patologia. Emília Rodrigues, Presidente da SOS Hepatites, sublinha que “as prisões são especialmente importantes neste nosso trabalho de incentivo ao diagnóstico uma vez que existe uma grande taxa de incidência da infecção junto da população prisional, sendo necessário não só sensibilizar os presos como o Governo para a importância dos rastreios”.

A par do lançamento dos livros, foi relançado o sítio da Internet da Associação - www.soshepatites.org.pt - que, segundo a responsável da Associação, é uma ferramenta indispensável que apoia, de forma imediata, quem procure saber mais sobre a doença, seja infectado pelo vírus ou não, funcionando como um ponto de encontro, entre familiares e amigos do doente onde se poderá partilhar histórias e emoções.

Hepatite B

A hepatite B é provocada pelo vírus da hepatite B (VHB), e é de entre todos os tipos de hepatite viral, a mais prevalente no mundo. O vírus provoca hepatite aguda num terço dos atingidos e um em cada mil infectados pode ser vítima de hepatite fulminante. Quando a infecção ocorre na idade adulta, em cinco a dez por cento dos casos a doença torna-se crónica, sendo esta situação mais frequente nos homens.

Hepatite C

A hepatite C é uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que em cerca de 80% dos casos se torna crónica. Após alguns anos de evolução, a hepatite crónica pode conduzir à cirrose, insuficiência hepática e cancro. É conhecida como a epidemia «silenciosa» pela forma como tem aumentado o número de indivíduos com infecção crónica em todo o mundo e pelo facto de os infectados poderem não apresentar qualquer sintoma e sentirem-se de perfeita saúde, durante dez ou 20 anos. Em Portugal, a hepatite C crónica é já uma das principais causas de cirrose e de carcinoma hepatocelular estimando-se que existam 150 mil infectados, embora a grande maioria não esteja diagnosticada (apenas 10% sabe que esta infectado).

SOS Hepatites Portugal

Criada em 2005, a SOS Hepatites Portugal é uma IPSS e a única associação activa de apoio aos portadores de Hepatite C em Portugal, sendo um dos seus principais objectivos a divulgação e consciencialização da população para o problema das hepatites virais, o seu risco, formas de contágio, tratamento e prevenção.

Paulo Frutuoso

Fontes: Sapo, Diário digital, SOS Hepatites

Fármacos biológicos no combate de problemas intestinais

Medicamentos biológicos foram hoje apresentados no XXVII Congresso Nacional de Gastrenterologia como produtos químicos eficazes para tratar infecções intestinais.

O Congresso, que tem lugar em Vilamoura, começou hoje e vai prolongar-se até sábado. Para o dia de abertura o tema de destaque são os novos fármacos de carácter biológico que, segundo explicou Julián Panés, representante do Departamento de Gastrentetologia do Hospital Clínico de Barcelona, são “células cultivadas em laboratório”. Estes produtos farmacêuticos, que só estarão à venda daqui a três anos, devem a sua eficácia ao facto de se originarem em organismos vivos.

Julian Paes explica que os medicamentos vão impedir o desenvolvimento das infecções ao introduzir anticorpos no organismo doente. A taxa de sucesso situa-se entre 70 a 80%, o que equivale à taxa de eficácia dos actuais produtos. A justificação do representante espanhol para importância da novidade é a de estes novos produtos constituírem uma solução para os doentes que não se dão bem com os fármacos actuais. Portanto, a única diferença será no valor comercial, visto que os fármacos biológicos são mais caros do que os actuais.

Apesar da percentagem de pessoas afectadas não ser muito alarmante (por exemplo, a nível mundial um milhão de pessoas tem a doença de Crohn e a colite ulcerosa) o tratamento destas infecções é importante porque torna-se ameaçadora a sua expansão.

Fonte: Diário Digital / Lusa, Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, www.roche.pt

Medicamentos personalizados na mira dos cientistas

Está a ser analisada uma nova técnica que visa prever a resposta dos pacientes a determinados fármacos. A investigação está a ser conduzida por cientistas britânicos e poderá reflectir-se no desenvolvimento de medicamentos personalizados. O estudo foi antecipado pela revista «Nature».

Segundo os cientistas do Imperial College de Londres, o novo método – ainda em fase preliminar - revela as diferentes formas como cada indivíduo absorve e processa os fármacos.
Na expectativa dos investigadores, para além de ajudar em diagnósticos, antecipar futuras doenças, esta nova técnica poderá desencadear a criação de medicamentos personalizados.
De acordo com a «Nature», a abordagem desenvolvida pelos cientistas consiste na combinação de análises químicas do metabolismo de cada pessoa com modelos matemáticos de modo a que se possa prever a resposta farmacológica de diferentes indivíduos.
O novo método foi testado através da medição de metabolitos na urina de ratinhos de laboratório e, numa fase posterior, foi-lhes administrado paracetamol, tendo os investigadores observado como o fármaco afectava o fígado dos roedores.
Criado um perfil para cada ratinho, segundo a informa a publicação, os cientistas utilizaram modelos informáticos para comparar os testes de urina antes e depois da administração do fármaco.
As reacções dependem de factores, como o tipo e a quantidade de bactérias encontradas no intestino.
Após a fase de ensaios em animais, e antes de se saber se pode ser usada clinicamente, a nova técnica precisará, agora, de ser testada em humanos.

Raquel Pacheco
Fonte: Nature

Hospitais de Coimbra criam unidade pioneira

Segundo a Lusa, os Hospitais da Universidade de Coimbra irão criar uma Unidade de Investigação Clínica em Cardiologia (UICC), com o objectivo de apoiar diversos projectos de investigação e ensaios clínicos que sejam desenvolvidos naquele serviço. Esta unidade, criada no Serviço de Cardiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), permitirá simplificar e acelerar a aprovação de propostas pelas entidades competentes, bem como facilitar o recrutamento de doentes e o seu seguimento clínico. Com esta iniciativa pioneira será possível proporcionar um número crescente de tratamentos inovadores aos doentes, de forma gratuita, e "contribuir para o progresso do conhecimento científico na área das doenças cardiovasculares", segundo uma nota hoje divulgada.

A criação desta nova estrutura resulta do empenhamento da Cardiologia dos HUC e da Clínica Universitária de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) na investigação científica. A Unidade de Investigação Clínica em Cardiologia foi apresentada a semana passada, na presença de várias dezenas de representantes da Faculdade de Medicina, dos HUC e da indústria farmacêutica. O Serviço de Cardiologia dos HUC é o maior do país nesta especialidade e é dirigido pelo catedrático Luís Providência.

Paulo Frutuoso
Fontes: LUSA

Infecções Respiratórias da Comunidade em debate

A Administração Regional de Saúde do Norte vai continuar promover uma série de debates sob o tema: “Infecções Respiratórias da Comunidade – Sugestões Terapêuticas, em vários locais na zona norte.
Os locais escolhidos foram: Aula Magna da Faculdade de Medicina do Porto a 13 de Junho e a Escola Superior de Enfermagem de Vila Real no dia 20 de Junho, que sucedem assim à Escola Superior de Enfermagem de Viana do Castelo e ao Hospital S. Marcos, em Braga.
O debate começa às 9h30 com a exposição do tema “Antibióticos e Ambiente: o feitiço
contra o feiticeiro?” coordenada pelo Prof. Doutor Carlos Afonso, prosseguindo com “Utilização de Antibióticos: a utilização em Portugal” do Dr. Pedro Norton, “ Padrão da Prescrição de Antibióticos na Região Norte” do Dr. Filipe Azevedo.
Após um pequeno intervalo, as conferências prosseguem ás 11h00 com “Perfil de Resistências dos 4 Principais Agentes Etiológicos da Infecção Respiratória em Portugal” do Dr. Pedro Campos e termina com a explanação do Dr. Tiago Teixeira e do Prof. Doutor António Sarmento com “Infecções Respiratórias na Comunidade: aspectos clínicos e terapêuticos”
Após as conferências será dada uma hora para debate, em que quem se encontrar nas conferências poderá colocar as suas dúvidas e questões.
Este ciclo de conferências é uma coordenação e parceria entre a Administração Regional de Saúde do Norte e a Comissão de Farmácia e Terapêutica da Região Norte. Todos os oradores fazem parte de uma desta entidades.
No website da Administração Regional de Saúde do Norte (http://www.arsnorte.min-saude.pt) é possível consultar e imprimir cada uma das conferências, em formato PDF.
A Comissão de Farmácia e Terapêutica da ARS Norte, explica também que “não tenhamos a pretensão de ir além de simples sugestões que, como é óbvio, não dispensam a decisão clínica cuidadosa, caso a caso”.

Juliana Pereira
Fonte: ARS Norte

Hospitais de Coimbra com nova unidade

Os Hospitais da Universidade de Coimbra revelaram hoje a criação de uma Unidade de Investigação Clínica em Cardiologia (UICC), uma unidade pioneira que visa implementar tratamentos inovadores aos pacientes e tentar novos progressos nesta área da medicina.
A nova unidade irá apoiar “todos os ensaios clínicos e outros projectos de investigação a desenvolver neste serviço, desde a fase de apreciação das propostas até à sua implementação, visando simplificar e acelerar a sua aprovação pelas entidades competentes, bem como facilitar o recrutamento de doentes e o seu seguimento clínico. Desta forma será possível oferecer a um número crescente dos seus doentes a oportunidade de, em primeira mão e de forma gratuita, usufruir de tratamentos inovadores, contribuindo em paralelo para o progresso do conhecimento científico na área das doenças cardiovasculares”, é revelado numa nota de imprensa no dia da sua criação.
Esta unidade surge na junção de forças da Cardiologia dos HUC e da Clínica Universitária de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) na investigação científica.
Também novidade é a Unidade de Investigação Básica em Cardiologia (UIBC), «ímpar no país e que agora vê surgir a sua congénere para a investigação clínica, também ela uma estrutura de vanguarda no universo cardiológico nacional».
A Unidade de Investigação Clínica em Cardiologia foi apresentada publicamente na semana passada, que contou com a presença de várias dezenas de representantes da Faculdade de Medicina, dos HUC e da indústria farmacêutica
O catedrático Luís Providência é quem dirige, o Serviço de Cardiologia dos HUC que é o maior do país nesta especialidade.

Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital/ Lusa

Financiamento pública para a Esclerose múltipla

O presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Álvaro Almeida disse à Lusa, que entregou ao Governo um documento, com base num estudo, que prova que os doentes de esclerose múltipla, deveriam ter os memos benefícios que os doentes com VIH/Sida: “estudo com o objectivo de avaliar o acesso dos doentes com esclerose múltipla (EM) a consultas externas nos hospitais do SNS (Serviço Nacional de Saúde) e cujo tratamento origina perdas financeiras elevadas para o hospital”
A esclerose múltipla é uma doença, que provoca a incapacidade e atinge pessoas entre os 20 e os 40, com maior incidência nas mulheres, com um tratamento intensivo, que custa muito dinheiro ao próprio doente.
A ERS chegou a estes resultados na avaliação, até Abril, nos hospitais dos custos de cada doente, e para Álvaro Almeida o problema é “o sistema de remuneração das consultas externas”, em que os hospitais pagam 75% do custo final.
Em Portugal há cerca de 5.000 pessoas com EM, das quais 3.500 estão a ser tratadas.
Os hospitais tem o seu maior custo nos medicamentos. A ERS fez este estudo, «com base em elementos fornecidos pelo departamento financeiro de um hospital central» referentes a 2005, em que 10.150 para medicação, podendo o hospital receber cerca de 3.000 euros.
O Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla (GEEM), citado pela ERS, avisa que “o Estado português gasta anualmente pelo menos cerca de 35 milhões de euros” a tratar esses doentes.

Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital/Lusa