quinta-feira, 19 de julho de 2007

Medicamentos de última geração para a diabetes
Fármacos mais caros, mas não mais eficazes


Os medicamentos de última geração para o combate à diabetes são bastante mais caros do que os seus antecessores, mas ao que parece o grau de eficácia não teve a mesma evolução positiva. Um estudo publicado na revista científica «Annals of Internal Medicine» assevera que os modernos tratamentos para a doença não são mais úteis no controlo dos níveis de glucose no sangue do que os mais antigos.

No âmbito de uma investigação que, pela primeira vez, analisou a eficácia das mais modernas terapias para a diabete de tipo II, comparando-a de forma exaustiva com a dos fármacos de segunda geração, visando aferir os benefícios as consequências perniciosas de cada tipo de medicamentos para aquela doença. Uma equipa de investigadores da Universidade de John Hopkins, nos Estados Unidos, estudou 216 trabalhos anteriores e duas revisões dos dados existentes, concluindo que os mais antigos tratamentos para a diabetes têm sensivelmente os mesmos efeitos dos que mais recentemente foram introduzidos no mercado, apesar de os mais novos terem custos bastante superiores.
No que diz respeito à recente polémica relacionada com a rosigliatazona, que à luz de um estudo publicado no «The New England Journal of Medicine» implicaria um maior risco de doenças cardiovasculares, os resultados da investigação divulgada agora permitem concluir, animando o debate sobre o assunto, que as estatísticas relativas à rosigliatazona “não revelam diferenças significativas comparativamente aos fármacos mais antigos, pelo que, de acordo com os peritos norte-americanos, “os efeitos da rosiglitazona na mortalidade e na ocorrência de problemas a nível do coração continua incerta”.

Carla Teixeira
Fonte: El Mundo
Unidades de saúde passam a ser classificadas como os hotéis…
Estrelas para os hospitais


O presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Álvaro Almeida, anunciou ontem, na cidade do Porto, a intenção de, a breve trecho, dotar os hospitais portugueses de um sistema de avaliação semelhante ao que é aplicado nos hotéis, atribuindo estrelas à qualidade de cada estabelecimento hospitalar, e elaborando um ranking das instituições que se destaquem pela positiva naquele parâmetro.

As unidades de saúde poderão assim passar a ser avaliadas e classificadas tendo em conta os serviços prestados, e é objectivo da ERS pôr a medida em marcha já no próximo ano. Potencialmente polémica – visto que, segundo declarações feitas ao farmacia.com.pt por vários médicos do Hospital de São João – os hospitais não devem ser avaliados de acordo com os critérios usados para as unidades turísticas –, a medida passa pela atribuição de estrelas aos serviços sanitários.
Não obstante, Álvaro Almeida garante que não está em marcha qualquer tentativa de diferenciação ou discriminação dos hospitais inseridos em qualquer daquelas categorias, que vão de zero a cinco estrelas, asseverando que o que se pretende é “avaliar todos os cuidados de saúde, públicos, privados e sociais, sem qualquer distinção”, estando já o sistema em fase de implementação. No entanto, os quatro profissionais de saúde auscultados pelo nosso portal questionaram-se, em tom irónico, sobre “que tipo de doente recorre a um hospital sabendo que essa unidade foi avaliada com zero estrelas?”…
O presidente da Entidade Reguladora de Saúde, que falava na cidade Invicta no âmbito de um seminário sobre perspectivas para o sector, considerou que este sistema, que já está em vigor em países como os Estados Unidos e o Reino Unido, constitui “uma forma simplificada” de gestão daqueles serviços que, salientou, “traz algumas vantagens”.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa
Conferência europeia agendada para Setembro em Lisboa
Saúde Portugal Expo & Conferências 2007


Sida, doenças do coração, cancro, diabetes, depressão, tabagismo e dependência do álcool serão, entre os dias 20 e 23 de Setembro deste ano, protagonistas de um encontro científico europeu em Lisboa. Com apresentação oficial marcada para hoje, o evento «Saúde Portugal Expo & Conferências 2007» visa reunir instituições públicas e privadas e dar a conhecer a toda a sociedade os problemas de saúde mais comuns e as soluções terapêuticas actualmente disponíveis.

O encontro deverá ter lugar no Parque das Missas, em Lisboa, e de acordo com o que o farmacia.com.pt conseguiu apurar, incluirá 26 workshops de prevenção e de promoção da saúde, dirigidos a jovens, adultos e idosos, com abordagens diversas de doenças como a sida, a diabetes, a depressão, os problemas cardiovasculares e oncológicos, o consumo de tabaco e a dependência face ao álcool. Num programa paralelo ao da conferência realizar-se-ão ainda o Fórum Nacional das Associações de Doentes e três salões simultâneos, formatados por áreas terapêuticas: o Salão Internacional dos Equipamentos, Tecnologias e Produtos para a Saúde, o I Salão Nacional dos Prestadores de Serviços e Cuidados de Saúde e o I Salão da Promoção da Saúde, Prevenção da Doença, Estilos de Vida Saudáveis e do Bem-Estar, numa iniciativa do Jornal do Centro de Saúde que conta com o patrocínio institucional do Alto Comissariado da Saúde.
Considerando que “os cidadãos procuram mais e melhor saúde”, a organização do encontro procura sensibilizar o público em geral e os profissionais do sector em particular para a necessidade de, atendendo a esse anseio da população”, fazer da prestação de cuidados de saúde, preventivos ou curativos, a nível individual ou da comunidade, “mais do que uma mera actividade económica”, transformando aquela área no que ela é efectivamente, “uma das maiores responsabilidades sociais, com inovação, humanização, personalização e qualidade”. Porque a saúde é “um bem para as pessoas”, o encontro contará com a participação de inúmeros expositores, entre hospitais, centros de saúde e unidades de saúde familiar, clínicas, institutos médicos e laboratórios de análises, instituições de ensino e formação na área da Saúde, da assistência social e da medicina no trabalho.
O programa completo do evento, que aguarda a visita de mais de 50 mil pessoas e deverá contar com a presença do ministro da Saúde, Correia de Campos, na sessão de encerramento, está disponível no site http://www.jornaldocentrodesaude.pt/.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, Jasfarma, Jornal do Centro de Saúde

Portugueses dão nota negativa ao SNS

A avaliação que os portugueses fazem do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é negativa, atribuindo-lhe uma nota de sete valores numa escala de 0 a 20. A nota é justificada pelas longas filas de espera, pelos sucessivos erros administrativos de que a comunicação social tem feito eco e pelas últimas alterações produzidas por Correia de Campos, actual ministro da Saúde, de acordo com uma sondagem Aximage/CM.

Confrontado com os resultados da sondagem, o socialista António Arnault, apelidado de o pai do SNS, considera que “os sete valores são injustos, tanto mais que a última avaliação internacional, feita pela Organização Mundial de Saúde, coloca Portugal no 12.º lugar”, no entanto, atribui o descrédito dos portugueses “à política do actual ministro da Saúde que vai desacreditando o serviço nacional com o encerramento de várias unidades”.

Não se mostrando surpreendido, Arnault considera que a situação é muito grave, servindo de “aviso ao ministro e ao Governo para repensarem as políticas. As constantes notícias de encerramento de unidades de saúde, as manifestações espontâneas de descontentamento dos utentes e tudo o mais faz transparecer uma péssima imagem do SNS.”

Grave é também o facto de os inquiridos, que não utilizaram o SNS nos últimos 12 meses, terem uma opinião bastante negativa do mesmo, dos quais cerca de 60 por cento considera que o funcionamento do SNS é mau ou muito mau, contra apenas 9,9 por cento que o elogia.

O ministro Correia de Campo, desdramatiza a questão, dando conta de que esse valor se ficou a dever aos inquiridos que não frequentaram os serviços públicos de Saúde, alegando que existe uma discrepância de opinião entre utentes, pois “quem não frequenta o SNS tem, normalmente, opinião negativa. Os que frequentam têm opinião positiva. Esta diferença tem sido atribuída por diversos especialistas ao facto de existir uma tendência para os media darem um relevo desproporcionalmente maior às notícias negativas, comparativamente com as notícias positivas”, justifica o ministro.

Na opinião de Jacinto Oliveira, da Ordem dos Enfermeiros, os resultados da avaliação indicam a necessidade de reflexão quanto ao caminho a seguir, não só por parte de “todos os agentes e parceiros da Saúde”, mas “acima de tudo” por parte do “senhor ministro”.

A longas filas de espera para serviços cirúrgicos estão no topo dos exemplos apontados para o mau funcionamento do SNS, principalmente aquelas que envolvem problemas oncológicos, pois em Portugal o tempo médio de espera por uma cirurgia no tratamento de cancro era de 105 dias (três meses e meio), apesar de as sociedades científicas fixarem em 14 dias o tempo máximo de espera para tratamento cirúrgico em oncologia.

De realçar é ainda o facto dos residentes no interior do pais manifestarem uma opinião mais positiva sobre o SNS, enquanto que na comparação por sexos, são os homens que têm uma melhor opinião dos serviços de saúde, com 7,2 valores contra 6,8 das mulheres.

Inês de Matos

Fonte: Correio da Manhã

Afinal Vitamina C não evita constipações

Um novo estudo dirigido por investigadores australianos e finlandeses, publicado hoje pela organização internacional Cochrane Collaboration, vem desmistificar o suposto efeito preventivo da vitamina C, sobre as constipações, negando que exista uma relação entre o consumo diário de vitamina e o menor risco de constipação.

Baseados em cerca de 30 estudos que abrangeram 11 mil pessoas, os investigadores apuraram que o consumo diário de vitamina C apenas reduz para metade o risco de constipação em indivíduos submetidos a esforços físicos extremos, como é o caso dos maratonistas ou dos soldados.

Os indivíduos participantes nos estudos tomavam diariamente pelo menos 200 miligramas de vitamina C, no entanto, constatou-se que no grande público o efeito das vitaminas sobre a prevenção das constipações é muito pouco significativo para ser aconselhado.

No inicio dos anos 70, o investigador americano Linus Pauling, prémio Nobel da Química, aconselhou numa das suas obras a ingestão de mil miligramas de vitamina C por dia, como forma de reduzir o risco de constipações, dando assim origem ao mito que ainda hoje vigora.

Inês de Matos

Fonte: RTP

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Portugal ainda não prevê uso terapêutico da marijuana
IDT admite legalização da cannabis


O uso terapêutico da cannabis não se encontra previsto no ordenamento jurídico português, mas alguns médicos acreditam que as potencialidades da substância sustentariam a legalização da sua administração em determinados tratamentos, e não entendem que a aprovação desse anseio seja sistematicamente adiada pelas autoridades. O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência já disse não ter “qualquer objecção de princípio” à medida.

João Goulão exige apenas que as motivações que sustentam essa decisão sejam “devidamente comprovadas”, e afirma desconhecer a existência de investigações médicas em curso com o objectivo de validar as potencialidades terapêuticas da cannabis, que no nosso país não está legalizada para qualquer fim. No entanto, e tal como o farmacia.com.pt oportunamente noticiou, em Espanha está implantado um projecto experimental de administração de marijuana desde 2003, enquanto o Canadá e os Estados Unidos investiram também no desenvolvimento de diversas iniciativas similares, sempre com o apoio de médicos e farmacêuticos.
Maria José Campos, médica açoriana que se define como “fumadora esporádica de cannabis”, lamenta que Portugal esbarre constantemente na “falta de vontade política para legislar nesta matéria”, frisando que também a indústria farmacêutica “não tem interesse na investigação sobre a planta, que é muito barata e isso não lhe convém”. A especialista refere ainda que, na sua opinião, o recurso à planta é “de longe preferencial” à criação de um fármaco a partir dela, já que um composto químico “será sempre um derivado sintético ou semi-sintético”. Asseverando que não prescreve cannabis aos seus doentes, “porque em Portugal isso seria contra a lei”, Maria José Campos disse estar atenta aos desenvolvimentos relativamente ao assunto.
De acordo com a médica açoriana, nos doentes com sida – que são aqueles que mais assiduamente acompanha na sua função profissional – a cannabis “estimula o apetite e reduz as náuseas, efeito secundário de alguns antiretrovirais”. João Goulão, pelo contrário, salienta os efeitos nocivos do consumo não controlado da substância, apontando como consequências mais perniciosas a desmotivação e as psicoses canábicas. O Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, por seu turno, destacou que “o desenvolvimento de um novo medicamento contendo como substância activa um estupefaciente não depende da legalização do seu uso para aplicações não clínicas”, e que “a substância tem apenas de provar que é eficaz e com uma relação benefício/risco adequada à indicação terapêutica a que se destina”.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, Diário dos Açores, Infarmed

Uso de remédio sem orientação médica poderá elevar o colestrol

O risco de elevação do colesterol devido ao uso de medicamentos sem acompanhamento adequado é um erro de negligência que podemos pagar caro.
Dr.Edson,especialista brasileiro avisa que "Os remédios que mais se relacionam ao aumento da taxa são aparentemente inocentes. São os diuréticos, os anticoncepcionais e os corticosteróides - drogas anti inflamatórias".
Segundo ele, pessoas que sofrem de dislipidemia - alteração na concentração de lipídios, como colesterol e triglicerídios - devem ter cuidado redobrado ao utilizar essas e outras drogas. "Esses pacientes demandam acompanhamento médico periódico", afirma Dr. Edson.
Além do uso das medicações citadas, o aumento das taxas de colesterol está usualmente ligado ao estilo de vida, especialmente nas cidades.
Indivíduos sedentários, obesos,fumadores e aqueles que não adoptam uma alimentação balanceada estão na linha de risco. "Cabe destacar que há também doenças que ocasionam a elevação, como diabetes, alcoolismo, problemas renais e da tiróide", explica o cardiologista.
Porém o nutricionista Rodrigo Valim esclarece que, o colesterol é por um lado,uma gordura muito importante para o funcionamento do organismo. "Há dois tipos: o HDL, que protege o organismo. Já o LDL, chamado de colesterol ruim, é responsável pela formação de placas que, com o tempo, obstruem as artérias".
A Associação Médica Americana insiste em que os níveis de colesterol normais se situem abaixo de 200 mg% e que a HDL colesterol seja acima de 3s%.
As recomendações para quem deseja manter o nível adequado de colesterol são as mesmas para quem quer viver bem e muito: não ingerir alimentos de origem animal em excesso, realizar actividade física com regularidade, manter-se dentro da faixa de peso ideal e não fumar. Em alguns casos, a taxa permanece alta. Para esses, é necessário o uso de medicação específica", esclarece Dr. Edson. Como o colesterol elevado não produz sinais ou sintomas, a visita anual ao médico é o único caminho para a detecção precoce. "Um simples exame de sangue indica a situação do paciente e possibilita a minimização dos riscos", conclui o cardiologista.
O colesterol é a principal causa de doenças cardiovasculares, que por sua vez lideram o ranking de mortalidade no mundo. Como exemplos, destacam- se o enfarto e o acidente vascular cerebral.

Sandra Cunha
Fontes: Canal Rio Claro,Grande Enciclopédia Médica:Saúde da família
Pregabalina melhora funções diárias e reduz quadro doloroso
Nova medicação para tratamento da fibromialgia


A Food and Drug Administration aprovou o uso da pregabalina no tratamento das manifestações da fibromialgia. O medicamento revelou capacidade para melhorar as funções diárias e reduzir o quadro doloroso nos portadores da doença, embora nem todos os doentes submetidos à mesma terapia tenham desenvolvido a mesma resposta.

O fármaco actua minimizando a dor e a rigidez muscular, mas o seu mecanismo de actuação ainda não é conhecido, tendo também como efeitos secundários mais comuns as tonturas e a sonolência. A FDA alerta que o novo medicamento só deve ser usado mediante prescrição médica e sob acompanhamento daquele profissional, visto não produzir os mesmos resultados em todos os pacientes em que é administrado. A fibromialgia é uma doença reumática que se caracteriza pela presença de pontos dolorosos em diversas partes do organismo, em locais de inserção músculo-ligamentar nos ossos. Além da dor, podem coexistir outros sintomas, como fraqueza, cansaço, mal-estar, indisposição e distúrbios do sono.

Carla Teixeira
Fonte: FDA News, Bibliomed
Dose diária recomendada poderá aumentar
Vitamina D ajuda a prevenir doenças do coração


O «National Health and Nutrition Examination Survey» (NHANES), um dos mais intensivos e abrangentes estudos alguma vez realizados sobre a relação entre a alimentação e a saúde humana, feito nos Estados Unidos, revelou que a Vitamina D protege das doenças cardiovasculares. Um dado que, a confirmar-se, poderá fazer aumentar consideravelmente os níveis diários recomendados da vitamina.

De acordo com aquele estudo, as pessoas que apresentam menores valores de Vitamina D enfrentam um risco acrescido de desenvolver hipertensão, diabetes e obesidade, factores mais predisponentes para as chamadas doenças do coração. O investigador Keith Norris, que conduziu a pesquisa, explicou que os resultados a que a sua equipa chegou poderão determinar a revisão – com um previsível aumento – dos níveis diários recomendados da Vitamina D. “Actualmente a dose diária recomendada corresponde a 800 unidades internacionais, mas duas mil UI é o valor indicado para adquirir os valores adequados da Vitamina D no sangue”, disse o especialista, para quem o impacto desta descoberta poderá ser bastante significativo no domínio da saúde pública.

Carla Teixeira
Fonte: Performance Online

Novartis regista crescimento de 14% no primeiro semestre de 2007

As receitas líquidas da farmacêutica suíça Novartis cresceram 14 por cento nos primeiros seis meses do ano, atingindo os 14,4 mil milhões de euros. Os lucros líquidos da empresa registaram também uma subida de 14 por cento no primeiro semestre de 2007, face ao período homólogo do ano anterior, ascendendo aos 3 mil milhões de euros.

O desempenho foi positivo em todas as unidades da empresa, sendo que a Sandoz, responsável pelos medicamentos genéricos foi das que mais se destacou, com um crescimento de 19 por cento nas receitas líquidas, alcançando os 2,5 mil milhões de euros. Por sua vez, e quando comparadas com igual período do ano anterior, as receitas líquidas da divisão de Vacinas e Diagnósticos cresceu 45 por cento.

Impulsionada pelo desempenho das linhas cardiovascular e oncológica, a Pharma, unidade que representa os medicamentos inovadores, foi alvo de um crescimento de 12 por cento, totalizando 8,6 mil milhões de euros.

O anti-hipertensor Diovan (Valsartan), com vendas de 1,7 mil milhões de euros ao longo dos primeiros seis meses do ano, e o Glivec (imatinibe), uma terapia alvo no tratamento da leucemia mielóide crónica, cujas vendas somaram 1,01 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2007, foram os dois medicamentos mais bem sucedidos da farmacêutica.

“Concentrando a nossa atenção na inovação já obtivemos sete aprovações importantes este ano e esperamos conseguir mais autorizações durante o segundo semestre”, salientou Daniel Vasella, director-executivo e presidente do Grupo Novartis.

Fonte: Novartis, Portal Fator, Diário Económico.

Merck transfere direitos do Niaspan para a Abbott

O laboratório Merck vai transferir para a farmacêutica Abbott os direitos do Niaspan (Ácido nicotínico), um medicamento utilizado no tratamento do colesterol.

A norte-americana Abbott, que adquiriu a Kos Pharmaceuticals Inc. no final de 2006 e que é responsável pela comercialização do Niaspan nos Estados Unidos da América, vai agora gerir a distribuição e marketing do medicamento nos outros países cuja a administração dos direitos do fármaco estava a cargo da farmacêutica alemã.

Em 2002, a Merck estabeleceu um acordo com a Kos, para a qual transferiu os direitos de comercialização do Niaspan a nível mundial, com excepção da América do Norte e Japão.

As vendas do medicamento renderam, em 2006, 7 milhões de euros.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Pharma Live, Merck.

Roche aposta na convergência informativa

A farmacêutica Roche estabeleceu um acordo com a IBM Portugal para a instalação de uma tecnologia que lhe permitirá reunir, num único portal, informação sobre clientes que antes se encontrava dispersa por várias aplicações, disponibilizado aos seus colaboradores a partilha de informação e documentos e a consulta de relatórios em tempo real.

A empresa adere assim à WebSphere Portal e WebSphere Dashboard reestruturando a sua plataforma de gestão de informação. Num comunicado emitido pela farmacêutica, a Roche argumenta que esta modificação surge da necessidade de “evitar a duplicação de informação acerca dos clientes” inserida por diferentes utilizadores.

Para além disto, está também prevista a “criação de um conjunto de painéis de controlo que permitem a visualização em tempo real de métricas de negócio, através de um histórico descriminado e detalhado”, utilizado para «identificar a origem e as causas dos resultados de negócio”.

Este é um “projecto de referência”, elogia José Joaquim de Oliveira, Administrador-Delegado da IBM Portugal, surgindo como “o primeiro projecto de tecnologia portal e dashboards implementada em Portugal, na indústria farmacêutica”.

Marta Bilro

Fonte: iGov

Ásia destaca-se em ensaios clínicos de Fase I

Singapura, China, Japão e Índia despertam atenções

À medida que as empresas farmacêuticas se concentram em populações mais disponíveis para se submeterem a ensaios clínicos, a Ásia tem-se revelado um pólo de extrema importância no âmbito do desenvolvimento rápido e menos dispendioso de medicamentos, onde a realização de ensaios clínicos de Fase I é uma realidade cada vez mais frequente. Esta foi uma ideia chave debatida no encontro da Associação de Informação de Medicamentos, em Atlanta, nos Estados Unidos da América.

Os ensaios clínicos de Fase I realizados na Ásia têm estado bastante limitados. Ali, esses estudos consistem, principalmente, numa interligação entre várias análises que fornecem à farmacocinética e farmacodinâmica locais os dados relativos à eficácia e segurança requeridos pela maioria dos países asiáticos, como é o caso da China, Coreia do Sul, Japão e Índia. O que acontece é que as doses necessárias para essas populações são muito mais reduzidas do que as exigidas para os povos de raça caucasiana.

No entanto, aos poucos, gerar-se uma tendência para realizar ensaios clínicos globalmente “correctos desde o inicio”. Neste âmbito, há cada vez mais locais da Ásia que começam estudos de fase em simultâneo com o ocidente, considera Shirley Suresh, gestora de operações da Singapore Clinical Research na Société Générale de Surveillance (SGS) Life Science Services.

Na opinião desta especialista, “é muito importante envolver os países asiáticos nas fases preliminares dos ensaios clínicos dos medicamentos e deveria haver mais responsáveis pelas pesquisas que debatessem esta aproximação com as entidades decisoras”. Suresh cita um estatístico da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drugs Administration - FDA) que refere que “os dados referentes aos estudos globais são mais eficazes do que o cruzamento de vários estudos, uma vez que todos os itens [relativos às especificidades das populações] são devidamente considerados desde o inicio”. Este método pode também conceder um acesso mais rápido das farmacêuticas aos grandes mercados asiáticos e ajudar a suprimir o grande atraso relativo aos medicamentos existente nessas regiões.

Baseado no argumento de ser “bastante distinto” dos seus vizinhos asiáticos e de dar primazia aos estudos com seres humanos, Singapura tem atraído vários interesses internacionais no âmbito dos ensaios clínicos de primeira fase. “Isto acontece porque o país tem pouca população e não possui os requisitos necessários para estudos de larga escala em fase avançada”. O país beneficia ainda da grande mistura de povos provenientes dos países vizinhos que ali habitam, o que faz com que os dados requeridos pelas entidades reguladoras nessas nações próximas possam também ser ali gerados.

A China, com um enorme potencial de mercado, é outro dos países que desperta o interesse estrangeiro no que toca aos ensaios clínicos de fase primária. Para qualquer substância nova que ainda não tenha sido aprovada noutro país são requeridos ensaios clínicos desde a Fase I a III elaborados com população chinesa, antes do medicamento poder ser aprovado pela entidade reguladora do país. Caso o fármaco já tenha sido autorizado noutro local, são apenas exigidos os ensaios farmacocinéticos e de Fase III.

Ainda assim, colocam-se vários problemas para a realização deste tipo de estudos em território chinês. Por um lado, apenas os hospitais credenciados pela Administração Estatal dos Alimentos e Fármacos (SFDA), em locais específicos e com determinadas especializações, podem participar nos ensaios clínicos, e, por outro, a exportação de sangue ou ADN é restrita ou proibida, sendo que qualquer importação de fármacos tem que ser inspeccionada e submetida a um controlo de qualidade, o qual demora entre 15 a 30 dias.

Este conjunto de requisitos faz com que algumas empresas comecem a preparar programas de desenvolvimento de medicamentos específicos para a China, que funcionam como uma unidade efectivamente contida em si própria, que realiza desde os ensaios clínicos aos testes laboratoriais e à produção piloto no interior do país.

O Japão, o segundo maior Mercado mundial de fármacos, começa igualmente a dar nas vistas no ramo dos ensaios clínicos de fase preliminar. Apesar da extensão do mercado, um medicamento demora, em média, mais 3,5 anos a ser aprovado e obter autorização de comercialização no Japão do que nos Estados Unidos da América ou na Europa. Esta demora está relacionada com o facto de haver uma grande minúcia no que toca aos dados dos estudos farmacocinéticos e farmacodinâmicos, que têm que ter origem obrigatória na população do país, antes de qualquer outro estudo poder ser iniciado. Algumas das barreiras reguladoras começam agora a ser quebradas pelas autoridades e prevê-se que, dentro de um ou dois anos, possa haver uma maior regularidade de estudos globais realizados no Japão desde o inicio.

A Índia é outra dos países chave nesta região, e que também requer dados relativos à sua própria população antes de atribuir uma aprovação para a comercialização de uma substância. Apesar disso, a regulamentação indica que relativamente aos novos medicamentos descobertos por outros países, os dados de Fase I obtidos no exterior são também exigidos antes de qualquer ensaio clínico poder iniciar-se no país. Posteriormente, os dados relativos aos ensaios clínicos de Fase I ou II são realizados com participantes locais, para depois os ensaios clínicos de Fase III poderem ser conduzidos em simultâneo com outros estudos globais.

Marta Bilro

Fonte: BioPharma-reporter.com

Desceram 48 por cento no segundo trimestre deste ano
Quebra acentuada nos lucros da Pfizer


A Pfizer é um dos gigantes da indústria farmacêutica a nível mundial, mas só no segundo trimestre deste ano registou uma quebra de 48 por cento nos lucros, que mesmo assim foram de 921,7 milhões de euros naquele período.

De acordo com um comunicado divulgado esta manhã pela própria companhia farmacêutica, face ao período homólogo de 2006 a Pfizer descreveu resultados menos animadores, num cenário que os responsáveis pela empresa atribuem à perda de exclusividade da patente dos medicamentos Zoloft e Norvasc e a um fraco nível de vendas nos Estados Unidos do fármaco Lipitor, indicado para o tratamento do colesterol. Estes resultados incluem ainda um pagamento à Bristol-Myers Squibb para o desenvolvimento do Apixaban. As receitas da Pfizes sofreram um recuo de seis pontos percentuais, para os 8041 milhões de euros.

Carla Teixeira
Fonte: Dinheiro Digital

Indústria Farmacêutica: Inovação não supera gastos com investigação

Depois de decorrido mais de metade do ano em vigor, mantém-se a perspectiva de que os esforços empenhados pela indústria farmacêutica na produção de medicamentos realmente inovadores não superam a quantidade reduzida de fármacos que foram aprovados este ano nos Estados Unidos da América (EUA), relativamente ao mesmo período do ano anterior. Porém, os custos com a investigação continuam a aumentar.

Até ao momento, a Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drugs Administration - FDA) concedeu aprovação a apenas sete substâncias que continham um composto activo nunca antes comercializado no mercado norte-americano e, por isso, denominadas como Novas Entidades Moleculares, ou Candidaturas de Licença Biológica. A este número sobrepõem-se os 11 pareceres favoráveis atribuídos pela entidade reguladora em igual período de 2006.

De acordo com o portal BioPharmaReporter.com, durante a última década, tem-se registado um crescimento acentuado nos custos da investigação e desenvolvimento, algo que não se reflecte no número de novas aprovações de medicamentos. Enquanto as farmacêuticas tentam lidar da melhor forma com o problema, o padrão parece permanecer inalterável.

Um relatório recentemente divulgado pelo Departamento de Contabilidade do governo dos EUA revelou que entre 1993 e 2004, os gastos com a investigação e desenvolvimento subiram 147 por cento para os 29 mil milhões de euros. Porém, o número de Candidaturas a Novos Fármacos cresceu apenas 38 por cento, a maioria dos quais referiam-se a alterações de medicamentos já existentes. Já o número de Novas Entidades Moleculares aumentou escassos sete por cento.

Na lista de medicamentos inovadores aprovados, este ano, pela FDA figuram o Vyvanse (lisdexanfetamina) da New River Pharmaceuticals para tratar o défice de atenção causado pela hiperactividade; o Tekturna (aliskiren) desenvolvido pela Novartis em parceria com a Speedel e comercializado na Europa como Resilez, destinado ao tratamento da hipertensão; o Letairis (Ambrisentan), da Gilead, utilizado no tratamento da hipertensão arterial pulmonar; o Tykerb (lapatinib) da GlaxoSmithKline para o tratamento do cancro da mama HER2 positivo; o antibacteriano Altabax (retapamulina), para o tratamento tópico do impetigo; o Torisel (temsirolimus) da Wyeth para o carcinoma das células renais; e o Soliris (eculizumab), da Alexion Pharmaceuticals, indicado no tratamento de doentes com hemoglobinuria paroxística nocturna (PHN).

O Neupro (rotigotina), da Schwarz Pharma, para o tratamento inicial da doença de Parkinson, é oitavo medicamento a ser aprovado, este ano, pela FDA, no entanto, a substância já tinha recebido luz verde da entidade reguladora europeia em 2006. Marta Bilro

Fonte: BioPharma-Reporter.com

Directores médicos destacam performance da Pfizer, Merck e GSK

Pela primeira vez em quatro anos, os directores médicos colocam o laboratório alemão Merck entre as três empresas de destaque do ramo farmacêutico no “Managed Care Medical Director Promotional Audit” da Verispan relativo à primavera de 2007. A Pfizer garantiu o primeiro lugar da tabela de destaque, seguido da Merck e da GlaxoSmithKline.

O ranking calculado pela Verispan, uma joint-venture informática de cuidados de saúde, baseia-se em cinco áreas de avaliação, a objectividade clínica, serviços de valor acrescentado, gestão da doença, enfoque pessoal e corporativo.

Desde 2003, a Merck não conseguia melhor do que um sétimo lugar, sendo que no seu melhor ranking de sempre atingiu apenas a quarta posição. Entre o Outono de 2006 e a primavera de 2007, a posição da Merck melhorou em quatro das cinco categorias avaliadas.

A empresa “está a regressar mais forte depois da interrupção, trabalha bem e percebe os problemas, fornece actualizações frequentes”, salientou um dos directores médicos que listou a Merck como a melhor na categoria da objectividade clínica. Outro dos profissionais que referiu o bom desempenho da empresa na gestão da doença destacou que a Merck possui “programas antigos que são clinicamente fortes”.

A Pfizer, mantém-se, pelo sexto ano consecutivo, no primeiro lugar no cômputo da classificação atribuída pelos directores médicos. A empresa norte-americana obteve nota máxima em três das cinco categorias avaliadas, incluindo o enfoque pessoal, área em que é líder desde o Outono de 2004.

Marta Bilro

Fonte: Generic, Engenering & biotechnology news, PM Farma.

Organon e Dyax estabelecem aliança para desenvolver terapêutica com anticorpos

A Organon anunciou que estabeleceu um acordo com a Dyax Corp. para descobrir e desenvolver anticorpos humanos para fins terapêuticos, para o tratamento de doenças auto-imunes e cancro. Segundo os termos do acordo, a Dyax irá utilizar a sua tecnologia registada de expressão de fagos (phage display, em inglês) para identificar anticorpos dirigidos a um alvo, identificado no Centro de Pesquisa em Biotecnologia da Organon, em Cambridge, nos Estados Unidos. A Dyax irá receber taxas de licença e financiamento de pesquisa, assim como pagamentos por objectivos e regalias sobre as vendas líquidas, que podem resultar do desenvolvimento clínico da Organon e da comercialização destes anticorpos. Os detalhes financeiros não foram revelados.

O vice-presidente executivo de Investigação e Desenvolvimento da Organon, David Nicholson, comentou que faz parte da estratégia da empresa expandir o portfolio de produtos biotecnológicos. A tecnologia de “phage display” de última geração da Dyax irá ajudar a Organon a fortalecer a área de Investigação e Desenvolvimento, no que se refere a terapias com anticorpos para o cancro e doenças auto-imunes.

O presidente da Dyax, Henry E. Blair, afirmou que a empresa está satisfeita com a realização deste acordo com a Organon, uma das companhias biofarmacêuticas líderes na Europa, que está envolvida na pesquisa de novas terapêuticas com anticorpos. A colaboração realça ainda a importância da tecnologia da Dyax e o sucesso do Programa de Licenciamento e Financiamento de Pesquisa que continua a gerar valor significativo para a empresa.

Phage display
Os organismos vivos, como as viroses, têm a capacidade de exibir um produto de gene estranho, ou proteína, nas suas superfícies. Com base nesta capacidade dos organismos exibir proteínas, os cientistas da Dyax inventaram uma expressão de proteínas em fagos, um método novo de detectar individualmente dezenas de milhares de milhões de anticorpos humanos, péptidos ou pequenas proteínas na superfície de um pequeno vírus bacteriológico chamado bacteriófago. Utilizando esta tecnologia patenteada de expressão de fagos, conhecida como “phage display”, a Dyax é capaz de produzir e pesquisar entre grandes colecções, também referidas como bibliotecas (libraries, em inglês), de anticorpos, pequenas proteínas ou péptidos, de modo a identificar rapidamente aqueles componentes que se ligam com grande afinidade ou elevada especificidade aos alvos de interesse.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

Consumo da droga psicoactiva BZP aumenta na Europa

Comissão Europeia pede à presidência portuguesa que tome medidas

A Comissão Europeia está preocupada com o crescente consumo da droga psicoactiva BZP, dai que tenha anunciado ontem em Bruxelas, que pretende solicitar à presidência portuguesa a adopção de medidas de controlo da substância 1-benzilpiperazina (BZP), concorrente do ecstasy no mercado ilegal, bem como a instauração de sanções. A droga, que resulta da mistura de um medicamento contra parasitas intestinais com um outro produto, pode ter consequências graves para a saúde, apesar dos seus efeitos a longo prazo não estarem ainda determinados.

A Comissão Europeia manifestou a sua intenção depois de ter sido divulgada a avaliação do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, que aponta um forte crescimento do consumo de BZP entre as crianças e os adolescentes, alertando ainda que o consumo da substância 1-benzilpiperazina pode causar hipertensão, aceleração das pulsações, convulsões, ansiedade e insónias. A avaliação estará na agenda do próximo Conselho de Ministros da Justiça e Assuntos Internos, em meados de Setembro, onde deverá ser tomada uma posição de combate ao problema.

A principal forma de acesso a esta droga é através da Internet, onde é vendida sob a forma de comprimidos ou cápsulas, como produtos psicoactivos "naturais" ou de "ervanário" e como alternativa legal ao ecstasy, induzindo os consumidores a crer que é uma droga segura.

A publicidade agressiva que normalmente acompanha esta droga tem impulsionado o seu consumo, pois no final do ano passado, o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência e a Europol tinham já registado um aumento substancial do número de notificações relativas à BZP. A últimas apreensões tem confirmado o crescimento do consumo, mostrando que existe já um envolvimento da criminalidade organizada no tráfico e distribuição por grosso da BZP.

Em diversos países europeus tem-se recorrido a legislação semelhante à aplicável às outras drogas, para regular o mercado da BZP. Noutros países, como é o caso da Holanda e da Espanha, o controlo é feito ao abrigo da legislação sobre medicamentos.

No inicio do ano a BZP foi incluída na Lista de Substâncias Proibidas do Código Mundial Anti-doping como substância estimulante proibida nas competições.

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

Lupin recebe aprovação final para os comprimidos genéricos de Amlodipina

A Lupin Pharmaceuticals, Inc. anunciou que a FDA concedeu aprovação final para o registo de um genérico (ANDA, sigla em inglês) da companhia, os comprimidos de Amlodipina Besilato 2.5 mg, 5 mg e 10 mg. A comercialização deste genérico irá começar brevemente.

Os comprimidos de Amlodipina Besilato da Lupin são o genérico equivalente aos comprimidos Norvasc da Pfizer, ou seja, um bloqueador do canal de cálcio de largo espectro indicado para o tratamento da hipertensão. O Norvasc teve vendas anuais de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares em doze meses, até Dezembro de 2006, com base nos dados de vendas da IMS Health.

O presidente da Lupin Pharmaceuticals, Vinita Gupta, disse que a empresa está satisfeita com a aprovação dos comprimidos de Amlodipina Besilato, acrescentando ainda que esta aprovação alarga o portfolio em crescimento da Lupin de medicamentos cardiovasculares, e que espera poder oferecer esta alternativa de menor custo aos pacientes dos Estados Unidos.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

Sons inaudíveis podem provocar a morte

O ruido de baixa frequência, apesar de parecer inofensivo, é na realidade o motivador da doença vibro-acústica, um conjunto de males que poderão, inclusive, levar à morte dos pacientes. Os sons abaixo dos 500 Hertz, incluindo aqueles de que o ouvido humano não se apercebe, provocam uma reacção defensiva do organismo, face a um ataque com efeitos mais devastadores do que os já comprovados para o stress.

O médico Nuno Castelo Branco, responsável pela designação da doença, explica que a exposição a ruídos de baixa frequência resulta em lesões e formações suplementares de tecido como uma tentativa de o corpo se "equilibrar" depois das agressões sonoras, fabricando colagéneo.

Há mais de 20 anos a trabalhar pelo reconhecimento de queixas de saúde que escapam à maior parte dos meios de diagnóstico, o médico e a sua equipa tiveram no passado mês de Março o primeiro reconhecimento do seu trabalho, quando a Autoridade para as Condições de Trabalho reconheceu 100% de incapacidade profissional a uma hospedeira de bordo.

Profissões relacionadas com a aviação estão mais expostas a ruídos de baixa frequência, mas também os outros meios de transporte são responsáveis pela emissão de ruídos imperceptíveis que afectam o ser humano, para além dos aparelhos emissores de sons e de vibrações, como os electrodomésticos, por exemplo.

Mas os profissionais do ramo da aviação foram de facto o primeiro ponto de partida para a investigação de Nuno Castelo Branco, que observou técnicos de aviões, pilotos e pessoal de cabine, detectando vários casos de espessamento do miocárdio, a membrana que envolve o coração. Com o recurso a broncoscopias foi ainda possível detectar uma tendência para existência de lesões na árvore respiratória dos indivíduos.

Para além destas observações, a equipa de Nuno Castelo Branco tem também seguido de perto duas famílias, directamente expostas a ruídos de baixa frequência, uma de Lisboa, residente a três mil metros de uns silos industriais de armazenamento de cereais e que emitem infra-sons quando em laboração e outra de Torres Vedras, cuja habitação recebe níveis de infra-sons ainda mais elevados , provenientes de geradores de energia eólica.

De acordo com a física Mariana Alves Pereira, uma investigadora envolvida no projecto, ambas as famílias têm revelado problemas de saúde, no entanto, a família de Torres Vedras apresenta também uma mudança de comportamentos no agregado familiar e nos animais domésticos. Estas mudanças comportamentais serão apresentadas em finais de Agosto, num congresso sobre ruído, a ter lugar em Istambul, como alguns dos efeitos associados à doença vibro-acústica.

A infertilidade será a próxima área de investigação da equipa de Nuno Castelo Branco, que se encontra já em fase de projecção de um estudo sobre os efeitos dos infra-sons nesta matéria.

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

Novos resultados clínicos do Cytotect demonstram redução da ocorrência de linfomas após transplante

Estudo científico demonstra que a administração de imunoglobulinas contra citomegalovírus (CVM) reduz o risco de doenças cancerígenas a seguir a transplantes. Os dados são relativos a mais de 40.000 pacientes analisados.

As conclusões de um artigo publicado na revista “Lancet of Oncology”, do Prof. Dr. Gerhard Opelz, do Instituto de Imunologia da Universidade de Heidelberg, e dos seus colegas, revelam que a administração de Cytotect reduz significativamente os riscos de linfomas após cirurgia de transplante de órgãos. Os resultados baseiam-se na análise dos dados de mais de 40.000 pacientes. O estudo foi reconhecido num comentário, na mesma edição da revista, que enfatiza o seu significado em termos científicos.

Os linfomas (cancro dos nódulos linfáticos) representam uma enorme complicação a seguir aos transplantes, e ocorrem entre dois a cinco por cento de todos os pacientes transplantados. A causa mais comum destes tumores é uma infecção pelo vírus Epstein-Barr (VEB). Visto que o sistema imunitário dos pacientes transplantados é inibido, de modo a evitar rejeição do novo órgão, estes pacientes estão particularmente susceptíveis a infecções pelo VEB. O Cytotect já é administrado com sucesso como profilaxia contra infecções por citomegalovírus (CMV) que ocorrem após o transplante. Comparado com outras imunoglobulinas, o Cytotect contém uma concentração especialmente alta de anticorpos contra o vírus Epstein-Barr.

No dia 13 de Julho, peritos de renome no campo dos transplantes discutiram conjuntamente com a Biotest as possíveis consequências da prática clínica do Cytotect. Os participantes nesta discussão concordaram unanimemente que a profilaxia estabelecida para o CMV também tem um efeito preventivo na formação de linfomas induzidos pelo VEB.

A Biotest espera que os novos resultados aumentem o potencial de comercialização do Cytotect.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

Frutas e verduras reduzem em 30% o risco de morte precoce

A ingestão de pelo menos 500 gramas diárias de fruta e verduras reduz o risco de morte em 30% revela um estudo feito Instituto Catalán de Oncología (ICO). O estudo foi publicado no The American Journal of Clinical Nutrition.


Dois pratos de legumes, onde devem estar presentes tomates, pepinos e pimentos porque são os mais ricos em antioxidantes e três peças de fruta são a quantidade mínima necessária para garantir uma vida mais saudável. Falta contabilizar ainda um estilo de vida activo com prática de desporto.

A investigação foi feita durante seis anos e contou com a participação de 15.610 mil homens e 25.748 mil mulheres, com idades entre os 30 e os 69 anos, todos de origem espanhola. Cruzados os dados de acordo com as idades, o estilo de vida (activo ou passivo) e o sexo concluiu-se que há uma relação directa entre o maior consumo de vegetais e menor índice de mortalidade.

Carlos Gonzáles, responsável pelo Serviço de Epidemiologia do Cancro, salienta que «estamos numa fase em que a saudável dieta mediterrânea está a desaparecer, pelo que é necessário fazer uma campanha de sensibilização para este assunto».

As pessoas que participaram do estudo afirmam que não é difícil criar o acto de ter uma alimentação saudável, baseada na fruta e nas verduras.

sara pelicano

fontes: europa press

terça-feira, 17 de julho de 2007

OMS aceita avaliar certificação da vacina contra HPV

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aceitou um pedido submetido pela farmacêutica Merck para atribuir uma certificação da vacina contra quatro tipos do Papilomavírus Humano (HPV), e já está a proceder a uma avaliação.

O objectivo é garantir que a vacina cumpre os padrões de qualidade, segurança e eficácia através da certificação de «pré-qualificação da OMS», para que esta seja adquirida pelas agências das Nações Unidas, como o Fundo para as Crianças (UNICEF) ou Organização de Saúde Pan-americana (PAHO).

O laboratório alemão pretende também “tornar a vacina disponível a preços drasticamente mais baixos para os países eleitos pelo Gavi (Aliança Global para Vacinas e Imunização)” através da condução de ensaios clínicos globais e parcerias com a OMS, o GAVI e outras organizações internacionais.

O cancro do colo do útero é o segundo tipo de cancro que mais afecta a saúde da mulher, e a segunda causa de morte por cancro em mulheres, depois do cancro da mama. Portugal tem a mais alta incidência da Europa desta doença oncológica, cuja principal causa é o vírus HPV, registando 900 novos casos por ano, e mais de 300 casos mortais.

A vacina contra o cancro do colo do útero está actualmente incluída no Programa Nacional de Vacinação da Dinamarca, Luxemburgo, Reino Unido e França.

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital

Lucros da Johnson & Johnson crescem 9% no segundo trimestre

Os resultados líquidos da Johnson & Johnson (J&J) aumentaram 9,3 por cento no segundo trimestre do ano, para os 2,23 mil milhões de euros, relativamente aos 2,05 mil milhões de euros registados em período homólogo do ano anterior. As acções da empresa subiram 76 cêntimos face à valorização de 69 cêntimos atingida durante os mesmos meses de 2006.

De acordo com os responsáveis do grupo norte-americano, os resultados ficam a dever-se às fortes vendas de dispositivos médicos e medicamentos prescritos, especialmente em mercados internacionais.

O volume de negócios do trimestre alcançou uma progressão na ordem dos 13 por cento, para os 10,953 milhões de euros, um valor que supera ligeiramente os 10,926 milhões de euros previstos pelo mercado. Excluindo a aquisição da Pfizer Consumer Healthcare, o crescimento das vendas situou-se em 3,6 por cento.

As vendas mundiais da J&J cresceram, no segundo trimestre de 2007, 5,8 por cento, face ao aumento de 9 por cento nas vendas domésticas e de 18,4 por cento nas vendas internacionais.

“Continuamos a aumentar as receitas, ao mesmo tempo que conseguimos integrar com sucesso as aquisições e investir em oportunidades promissoras de maior crescimento”, salientou o presidente e director executivo do grupo William Weldon, num comunicado divulgado hoje.

Marta Bilro

Fonte: CNN Money, Terra.es.

SPP promove Curso de Cessação Tabágica

Para transmitir aos médicos de clínica geral procedimentos e condutas eficazes, capazes de incentivar os pacientes a deixarem de fumar, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) vai promover um Curso de Cessação Tabágica. A iniciativa ganha especial importância quando um estudo de 2006 revela que há, em Portugal, 2 milhões de fumadores, dos quais metade pretende deixar o vício.

Face à crescente necessidade de envolver activamente os profissionais de saúde nas temáticas da cessação tabágica e alertar para a importância de um tratamento com acompanhamento médico, o objectivo é também habilitar estes profissionais de saúde “a exercer uma boa prática em relação aos fumadores e ao abandono tabágico”, salientou Segorbe Luís, Presidente da SPP.

Segundo afirmou o especialista um estudo, que remonta a finais de 2006, demonstrou que “existem cerca de 2 milhões de fumadores, dos quais metade quer deixar de fumar. No entanto, só cerca de 20 por cento decidiram fazê-lo”. É, por isso, urgente dar resposta aos cidadãos fumadores que pretendem deixar de o ser, explicando-lhes que “a melhor forma de o conseguirem com sucesso é através do aconselhamento e tratamento Médico”, referiu Segorbe Luís.

As medidas restritivas têm resultados visíveis na redução do hábito tabágico e o aumento significativo do custo do tabaco tem também um efeito positivo na diminuição do seu consumo, considera o responsável. Nesse sentido, as entidades públicas deveriam debruçar-se mais sobre o assunto, uma vez que é ainda necessária muita divulgação das consultas de Cessação Tabágica junto da população.

A decorrer nas zonas Centro e Sul do país, o Curso de Cessação Tabágica aborda várias temáticas, desde as componentes do fumo do tabaco, às doenças relacionadas com o Tabagismo e aos benefícios em deixar de fumar. Os interessados poderão contactar a SPP para obter mais pormenores sobre o evento.

Marta Bilro

Fonte: SPP

Identificação de composto garante 363 mil euros à Pharmacopeia

A Pharmacopeia, empresa especializada no desenvolvimento de pequenas moléculas terapêuticas desconhecidas, anunciou ter identificado um composto principal, seis meses antes do prazo agendada pelo acordo de cooperação com a GlaxoSmithKline. A descoberta garante à Pharmacopeia um pagamento de 363 mil euros por parte da farmacêutica britânica.

A substância está a ser avaliada como um potencial tratamento para as dores inflamatórias e irá agora ser optimizada à medida que continua a progredir em direcção ao seu desenvolvimento. De acordo com os termos do acordo que regem esta colaboração, a empresa já deverá ter recebido da GSK 7,3 milhões de euros, e habilita-se a um pagamento adicional no valor de 3,6 milhões de euros logo que estejam completas as actividades adicionais relacionadas com as observações recentes.

“Ao longo da última semana, o nosso trabalho com a Pharmacopeia tem exemplificado o elevado padrão de cooperação e produtividade que acreditamos que irá contribuir para o futuro do desenvolvimento de medicamentos”, sublinhou Hugh Cowley, vice-presidente da GSK e presidente do Centro de Excelência para a Descoberta de Medicamentos Externos do laboratório.

O responsável considera que a identificação deste composto principal, antes da data prevista, “é a indicação clara de um progresso significativo que tem sido feito num curto período de tempo”. Os responsáveis da Pharmacopeia, satisfeitos com a parceria e com os resultados positivos, mostram-se “ansiosos para seguir em frente com o programa em direcção ao desenvolvimento pré-clínico e por repetir o sucesso em outros programas em curso no âmbito da aliança com a GSK”, frisou Les Browne, presidente e director executivo da empresa.

A Pharmacopeia tem vindo a desenvolver um valioso portfolio de parceiros, possuindo, actualmente, alianças estratégicas com a Cephalon, a GlaxoSmithKline, a Organon e a Wyeth.

Marta Bilro

Fonte: PR Newswire, MSN Money, CNN Money.

Amira Pharmaceuticals anuncia resultados iniciais positivos do AM103 para o tratamento da doença respiratória e da cardiovascular

A Amira Pharmaceuticals anunciou dados iniciais positivos da fase I do ensaio clínico do AM103, o componente líder da companhia. Os primeiros resultados provisórios demonstram que uma única dose de AM103 provoca uma inibição elevada significante da síntese de leucotrienos.
O AM103 é um inibidor oral de última geração da proteína activadora da 5-lipoxigenase (FLAP, sigla em inglês), que demonstrou potencial para tratar a asma e doença cardiovascular ao evitar a síntese de leucotrienos, componentes biológicos que levam à inflamação. O actual ensaio de fase I controlado por placebo e duplamente cego é delineado para determinar a segurança e tolerabilidade do aumento de dose única e do aumento de doses múltiplas de AM103 em voluntários saudáveis. O ensaio também está a avaliar as propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas do composto, especificamente a sua capacidade de inibir a produção de leucotrienos.

O vice-presidente e co-fundador da Amira Pharmaceuticals, Jilly Evans, afirmou que com os modelos pré-clínicos de farmacocinéticas e farmacodinâmicas, conseguiu-se prever com muita precisão os resultados demonstrados até à data, nesta fase I do estudo do AM103. Esta capacidade é uma fonte real de vantagem competitiva para a Amira enquanto se desenham novos tipos de inibidores de leucotrienos.

A aprovação do pedido de Autorização de Ensaio Clínico, submetido na Europa no início deste ano, permitiu à Amira começar a fase I do ensaio clínico. A farmacêutica espera ter dados finais do estudo durante o último semestre de 2007. Baseado nestes dados e em anteriores, a Amira planeia fazer um Pedido de Licença de Novo Medicamento nos Estados Unidos em 2008. Os resultados do ensaio também irão permitir à companhia identificar a dose óptima de AM103 para os estudos de fase II.

O director científico da Amira, Peppi Prasit, sublinhou que os estudos pré-clínicos do AM103 demonstraram que uma dose baixa é eficaz em vários modelos inflamatórios. Estudos recentes mostraram que os leucotrienos estão implicados na aterosclerose, sugerindo que o AM103 pode ter um potencial enorme em indicações cardiovasculares em adição às reconhecidas indicações respiratórias.

O mercado respiratório para este composto está estimado entre 2 a 3 mil milhões de dólares, e o mercado cardiovascular pode ser ainda mais valioso. As conversações estão a decorrer com vários potenciais parceiros farmacêuticos.

Inibidores FLAP
A FLAP é um componente chave inicial no caminho dos leucotrienos, um processo de sinalização complexo que exerce controlo sobre os processos biológicos, tais como inflamação e imunidade. A actividade excessiva da FLAP agrava as doenças inflamatórias, como a asma. O gene da FLAP também foi ligado a um aumento significativo no risco de enfarte do miocárdio e AVC. O AM103 liga-se à FLAP, inibindo a síntese de leucotrienos que causa a inflamação.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

Lucros da Roche deverão crescer 16% no primeiro semestre do ano

Os lucros da farmacêutica suíça Roche deverão registar, no primeiro semestre de 2007, um aumento de 16 por cento, atingindo os 3,1 mil milhões de euros, comparativamente ao período homólogo do ano anterior, estimam os analistas. Os bons resultados são, em grande parte, impulsionados pelo sucesso das vendas do Herceptin (trastuzumab) e do Avastin (bevacizumab), dois fármacos destinados ao tratamento do cancro.

De acordo com uma estimativa elaborada pela Bloomberg a partir da análise de sete especialistas, as receitas líquidas da empresa, nos primeiros seis meses do ano, terão atingido os 3,1 mil milhões de euros, relativamente aos 2,72 mil milhões de euros registados no mesmo período de 2006. A Roche deverá divulgar os resultados relativos ao primeiro semestre no dia 19 de Julho

No que toca às vendas, os analistas calculam um aumento de 15 por cento para os 13,7 mil milhões de euros, relativamente aos mesmos seis meses do ano anterior. As vendas do Herceptin foram estimadas em 724,8 milhões de euros na primeira metade de 2007, uma subida de 30 por cento sobre o valor registado em igual período de 2006. As previsões indicam ainda um aumento de 43 por cento nas vendas do Avastin, ascendendo aos 604 milhões de euros.

O MabThera, comercializado nos Estados Unidos da América pela Genentech e pela Biogen como Rituxan, deverá registar, nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 14 por cento, para os 845,5 milhões de euros. Em suma, os especialistas prevêem que as receitas da empresa cresçam 15 por cento, para os 13,7 mil milhões de euros.

Andrew Fellows, analista da Helvea, considera que as atenções deverão centrar-se, principalmente, no Avastin, incluindo a nova submissão de autorização para a utilização do medicamento no tratamento do cancro da mama depois da Administração Norte-Americana de Alimentos e Fármacos (Food and Drugs Administration - FDA) ter requerido mais dados sobre a segurança e eficácia do medicamento. “O Herceptin está bastante saturado no mercado norte-americano, por isso as atenções estão concentradas no exterior”, acrescentou.

Marta Bilro

Fonte: First Word, Bloomberg.

Wyeth resolve processo do Prempro e evita julgamento

A Wyeth conseguiu chegar a acordo no processo em que o Prempro era apontado como responsável pelo desenvolvimento de cancro da mama numa paciente que se submeteu ao tratamento hormonal da farmacêutica norte-americana. A empresa conseguiu resolver o caso ainda antes do inicio do julgamento.

Depois de se submeter ao tratamento com Prempro, uma combinação de estrogénio e acetato de medroxiprogesterona, utilizado como substituição hormonal pós-menopausa, durante sete anos, Ellen Deutsch, terá sido diagnosticada com cancro da mama.

Segundo revelou Chris Garland, um porta-voz do laboratório Wyeth, o juiz Bryan D. Garruto aprovou o acordo proposto pela empresa, porém os pormenores não foram revelados.

“O caso Deutsh está resolvido e ambas as partes ficaram satisfeitas”, acrescentou o responsável da farmacêutica. Este foi o terceiro caso resolvido pela Wyeth através de um acordo e o primeiro cujo julgamento estava prestes a ter início. A empresa enfrenta, actualmente, 5.200 queixas relativas a medicamentos de terapia hormonal que, em 2006, registaram vendas no valor de 725,9 milhões de euros.

Mesmo depois da divulgação de estudo financiado pelo governo que relacionou os fármacos ao risco de desenvolver cancro e de sofrer ataques cardíacos, o Prempro continua disponível no mercado norte-americano. A farmacêutica afirma que realizou vários testes para garantir a segurança dos medicamentos, tendo informado acerca dos riscos através da rotulagem e dos folhetos informativos.

Marta Bilro

Fonte: First Word, Bloomberg.

NovoNordisk processa Sanofi-Aventis por violação de patente

A farmacêutica dinamarquesa NovoNordisk, a maior produtora mundial de insulina, está a processar a Sanofi-Aventis devido a uma alegada violação da patente norte-americana de um sistema de dosagem.

Segundo revelou Mike Rulis, porta-voz do laboratório NovoNordisk, a queixa terá sido apresentada em tribunal no dia 10 de Julho, porém ainda não está marcada a data do julgamento.

O caso deverá estar relacionado com a patente norte-americana do método de dosagem da caneta de insulina NovoPen4, desenvolvida pela NovoNordisk, adiantou Rulis. A empresa dinamarquesa alega que a Sanofi-Aventis utiliza um sistema de dosagem semelhante nas suas canetas de insulina SoloStar, infringindo, assim, a patente da NovoNordisk.

O responsável escusou-se a adiantar se a farmacêutica tinha intenções de instaurar processos judiciais contra a Sanofi noutros países. “Primeiro vamos esperar pela data do julgamento, mas é comum que os casos que envolvem patentes se arrastem por alguns anos”, afirmou.

A nova caneta de insulina SoloStar, produzida pela francesa Sanofi-Aventis deverá ser lançada no mercado dos Estados Unidos da América durante os próximos meses.

Marta Bilro

Fonte: Reuters.

AstraZeneca e IBM assinam acordo de 1,4 mil milhões de dólares para estratégia global de “outsourcing”

A IBM anunciou que acordou com a AstraZeneca uma estratégia global de “outsourcing” com a duração de sete anos, no valor de 1,4 mil milhões de dólares. O acordo renova e expande o âmbito de um contrato existente e cobre as provisões de serviços infraestruturais de Tecnologias de Informação (TI), em 60 países. Este acordo inclui serviços a funções adicionais no interior da AstraZeneca, uma das maiores companhias farmacêuticas do mundo. O acordo foi assinado em Julho.

Nos termos do acordo, a IBM irá fornecer uma infra-estrutura técnica global única, gerindo os serviços de TI para a AstraZeneca em toda a organização. Isto inclui alojamento de sites e de servidores, serviço de assistência, gestão de PC, serviços de rede e comunicações, incluindo e-mail, e suporte de operações de computador. A AstraZeneca manterá o controlo da totalidade da estratégia de TI e do desenvolvimento e suporte dos seus sistemas de aplicação.

O director de informação da AstraZeneca, Richard Williams, disse que este acordo inovador com a IBM irá permitir à AstraZeneca dar maior valor ao negócio ao fornecer globalmente serviços infraestruturais consistentes, permitindo difundir a nova tecnologia de forma mais rápida e mais eficiente, com níveis melhorados de serviços.

Este acordo com a IBM irá permitir à AstraZeneca focar os seus esforços em acrescentar valor às suas operações científicas, comerciais e de abastecimento, ajudando assim a farmacêutica a distribuir mais medicamentos que fazem uma diferença significativa aos pacientes. Ao permitir que a IBM tenha mais autonomia nos métodos de fornecimento, o acordo será mais eficiente a nível de custos quando comparado com um sistema “in-house”.

O vice-presidente sénior da IBM, Doug Elix, afirmou que a empresa irá organizar os seus recursos globais para fornecer uma infra-estrutura flexível e ágil permitindo à AstraZeneca continuar a implementar o seu plano de crescimento e de liderança na indústria farmacêutica. A confiança que a IBM tem construído, ao longo dos sete anos anteriores, irá ajudar a empresa e a AstraZeneca a abrir caminho nos serviços de transformação nos próximos sete anos.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

Revista “Farmácia Saúde” lidera segmento Saúde e Educação

A revista “Farmácia Saúde” atingiu a maior audiência de sempre no trimestre Abril/Junho deste ano, com 3,4 pontos, o melhor resultado de sempre conseguido por uma revista do género. A publicação chega já a mais de 282 mil leitores, com idades acima dos 15 anos, de acordo com os dados do Bareme Imprensa, da Marktest, divulgados esta semana.

Em relação ao trimestre anterior (Janeiro/Março), registou-se uma subida de audiências de nove décimas, um resultado nunca antes atingido e que vem reforçar a já sólida liderança da revista neste segmento.

A “Farmácia Saúde” leva ao público o essencial da informação sobre a saúde, como estudos e artigos de grande rigor científico, apresentados de forma acessível a todos, para alcançar o mais vasto número de leitores.

A publicação é editada pela Associação Nacional das Farmácias e chega mensalmente e de forma gratuita, até ao grande publico através da distribuição feita nas farmácias de todo o pais, que se assumem assim como espaços promotores da saúde das comunidades em que estão inseridas.

Inês de Matos

Fonte: ANF

Quando a medicina traz de volta o sorriso

Nova técnica cirurgica permite recuperação do movimento dos músculos da face

Uma equipa de cirurgiões norte-americanos, da Universidade de Medicina John Hopkins, em Baltimore, EUA, desenvolveu uma nova técnica cirúrgica que pode devolver o sorriso aos doentes com paralisia facial, uma vez que permite a recuperação do movimento dos músculos da face, num curto espaço de tempo, cerca de uma semana após a intervenção.

A técnica é conhecida por temporalis tendon transfer e apresenta diversas vantagens face às técnicas que têm vindo a ser utilizadas no tratamento da paralisia facial, uma vez que tem uma aplicação simples, possibilitando a reanimação dos músculos faciais, com resultados rápidos e melhores do que as técnicas antigas.

A equipa americana iniciou a preparação da técnica em 2004, em sete pacientes, tendo ainda aplicado a mesma a outros nove doentes que demonstraram igualmente resultados muito positivos.

Os cirurgiões, liderados pelo Dr. Patrick Byrne, devolveram o sorriso a seis dos sete pacientes submetidos à aplicação desta técnica. “ A capacidade de sorrir é aquilo que mais preocupa os pacientes na paralisia facial”, adianta Patrick Byrne, mas com a nova técnica cirúrgica este problema pode ser ultrapassado e dentro de uma semana o paciente volta a sorrir.

A cirurgia é pouco invasiva e como tal as cicatrizes ficam quase invisíveis e apesar de não garantir a 100 por cento a recuperação do movimento dos músculos faciais, os resultados ainda assim, são muito animadores.

De acordo com o líder da equipa, “a paralisia facial é um problema para o qual não temos ainda todas as respostas”, pois a face é uma parte do corpo humano que apresenta grande complexidade. A paralisia facial total atinge 39 músculos e ainda não é possível recuperar o movimento em todos, no entanto, foi já percorrido um longo caminho.

A causa mais comum de paralisia facial é a paralisia de Bell - causada por uma insuficiente função dos tendões faciais, que provoca a inactividade dos músculos da face - no entanto, também os tumores cerebrais e os enfartes podem levar à perda de movimento facial.

No caso dos doentes afectados pela paralisia de Bell, a recuperação pode ser total ainda que demore alguns meses, já no que respeita aos doentes que foram vitimas de enfarte, existem algumas limitações, pois uma intervenção cirúrgica acarreta sempre grandes riscos.

Ainda que não possa ser aplicada a todos os pacientes com paralisia facial, Patrick Byrne acredita que esta técnica pode representar uma nova esperança para os doentes que sofram de paralisia facial há muito tempo e que tenham já experimentado outros métodos de tratamento, que se tenham revelado pouco eficazes.

Inês de Matos

Fonte: Reuters

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Infarmed alerta para os riscos das tatuagens temporárias com hena

O Infarmed lançou hoje uma nota de alerta sobre os riscos das tatuagens temporárias de cor negra que contenham hena, pois estas podem originar reacções alérgicas, mais ou menos graves, podendo mesmo ser necessária intervenção médica urgente e até hospitalização.

A nota de alerta foi emitida depois de o Infarmed ter tido acesso a informações da autoridade francesa (AFSSAPS), que indicavam os perigos do uso de hena incorporada com uma substância química proibida (parafenilenodiamina ou PPD), que serve para acentuar a cor negra e prolongar o efeito.

A PPD é uma substância autorizada na composição de produtos cosméticos, mas apenas permitida nas tintas capilares (até um máximo de seis por cento), sendo também utilizada na indústria têxtil.

O eczema de contacto, que se manifesta alguns dias ou semanas depois da realização de tatuagens temporárias, é um dos principais sintomas alérgicos a este produto, podendo surgir na zona tatuada, em redor da mesma ou por todo o corpo.

Os danos causados têm um “carácter irreversível”, causando por vezes uma “polisensibilização, nomeadamente a borracha, tintas do vestuário e tintas capilares”, o que pode comprometer não só a vida quotidiana dos consumidores, como também o seu desempenho profissional, alerta o Infarmed.

Apesar do alerta, não foi ainda registado qualquer caso em Portugal, no entanto, a nota solicita ainda que qualquer reacção alérgica a um produto cosmético ou de higiene corporal, deverá ser comunicada ao Infarmed.

Inês de Matos

Fonte: Sol
Laboratórios Abbott divulga estudo no «Journal of Pediatrics»
Synagis reduz sibilâncias recorrentes nos bebés


Um estudo divulgado na edição deste mês da revista «Journal of Pediatrics» atesta que a profilaxia com o Synagis (palivizumab), produzido e comercializado pela firma farmacêutica Abbott, poderia reduzir para cerca de metade a ocorrência recorrente de sibilâncias – ruídos resultantes da passagem do ar pelas vias respiratórias, pos causa de inflamações ou espasmos musculares – nos bebés prematuros.

De acordo com os dados da investigação desenvolvida por especialistas do serviço de Neonatologia do Hospital Clínico de Barcelona, as crianças prematuras nascidas sem doença pulmonar crónica a quem foi administrado aquele fármaco da Abbott revelaram uma incidência de sibilâncias 49 por cento inferior à dos bebés que não receberam o Synagis. O ensaio clínico, que teve dois anos de duração, aferiu ainda que a detecção daquele problema pelo médico assistente desce 51 por cento nas crianças sujeitas ao tratamento com o medicamento.
Normalmente o diagóstico desta doença exige várias consultas e exames até que o seu médico perceba a razão das sibilâncias nos bebés. Xavier Carbonell, director do serviço de Neonatologia do Hospital Clínico de Barcelona e vice-presidente da Sociedade Espanhola de Neonatologia, que coordenou este estudo, explicou que esta “é uma patologia que pode ter manifestações muito leves ou muito graves”, e que nos casos mais extremos pode mesmo obrigar ao internamento do doente para receber ventilação assistida e ao uso de broncodilatadores inalados.
O Synagis consiste numa terapia biológica que integra a família dos anticorpos monoclonais que se administra mensalmente nos bebés prematuros, visando a prevenção do surgimento de infecções do tracto respiratório. A Organização Mundial de Saúde estima que o problema afecte 64 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, das quais 160 mil acabam por morrer devido à infecção.

Carla Teixeira
Fonte: PM Farma

DGS prevê realização de 20 mil abortos por ano

De acordo com cálculos da Direcção-Geral de Saúde deverão realizar-se, em Portugal, 20 mil interrupções voluntárias da gravidez (IVG) por ano, número que as autoridades pretendem reduzir para o mínimo possível dentro de cinco anos.

Em conferência de imprensa, o director-geral de Saúde, Francisco Jorge, afirmou que as previsões apontam para a realização de 20 mil abortos a pedido da mulher, por ano, garantindo que os responsáveis irão trabalhar para reduzir esse número sem, no entanto, estabelecer uma meta específica. Para que isso possa acontecer, salientou, são necessárias análises a realizar durante a aplicação de um novo programa de planeamento familiar.

Na mesma ocasião, Francisco Jorge disse ainda que há 38 hospitais públicos e duas clínicas privadas, no Continente, prontos para realizar IVG’s. Na lista de excluídos estão o hospital da Guarda, o de Matosinhos, o de Évora e o São Francisco Xavier, em Lisboa. Esta é, porém, uma “rede flexível”, capaz de sofrer alterações mediante a disponibilidade dos hospitais, salientou o responsável.

No caso dos Açores, o hospital do Faial é o único das três unidades que está preparado para realizar a interrupção da gravidez a pedido da mulher. De fora fica a Região Autónoma da Madeira, onde a lei não será aplicada, uma vez que o governo regional decidiu esperar que o Tribunal Constitucional se pronuncie sobre o diploma. Este é, segundo Francisco Jorge, um problema que “só pode ser resolvido politicamente”, já que o director regional da Madeira se escusou a participar nas reuniões preparatórias do processo de aplicação da IVG até às 10 semanas.

Lista de estabelecimentos públicos oficiais credenciados para realizar a IVG

Norte:

• H S Marcos (Braga)
• C H Alto Ave (Braga)
• C H Médio Ave (Braga)
• C H Nordeste (Bragança)
• H G S António (Porto)
• C H V N Gaia / Espinho (Porto)
• H S João (Porto)
• M Júlio Dinis (Porto)
• H Vale Sousa (Porto)
• C H Póvoa Varzim / Vila Conde (Porto)
• C H Trás os Montes e Alto Douro (Vila Real)

Centro

• H Infante D Pedro (Aveiro)
• H S Sebastião / S Maria da Feira (Aveiro)
• H S Miguel / Oliveira Azeméis (Aveiro)
• H Amato Lusitano (Castelo Branco)
• C H Cova da Beira / Covilhã (Castelo Branco)
• HUC / M Daniel de Matos (Coimbra)
• C H Coimbra / M Bissaya Barreto (Coimbra)
• H D Figueira da Foz (Coimbra)
• H S André (Leiria)
• C H Caldas da Rainha (Leiria)
• H S Teotónio (Viseu)

Lisboa e Vale do Tejo

• C H Lisboa Central / H D Estefânia (Lisboa)
• M Dr. Alfredo da Costa (Lisboa)
• H S Maria (Lisboa)
• H Fernando da Fonseca (Lisboa)
• C H Cascais (Lisboa)
• H Reynaldo dos Santos (Lisboa)
• H D Torres Vedras (Lisboa)
• C H Médio Tejo (Santarém)
• H D Santarém (Santarém)
• H N S do Rosário (Setúbal)
• H S Bernardo (Setúbal)
• H Garcia de Orta (Setúbal)

Alentejo

• C H Baixo Alentejo (Beja)
• H Dr. José Maria Grande (Portalegre)

Algarve

• H Central de Faro (Faro)
• C H Barlavento Algarvio (Faro)

Açores

• Hospital do Faial

Lista de clínicas privadas credenciadas para realizar a IVG

• Clínica dos Arcos, em Lisboa
• Clínica de Oiã, em Aveiro

Marta Bilro

Fonte: Diário Digital, TSF, SIC online, Direcção-Geral da Saúde.

Almirall compra Hermal por 376 milhões de euros

O laboratório espanhol Almirall anunciou a aquisição da empresa alemã Hermal, uma subsidiária da Reckitt & Benckiser especializada em tratamentos dermatológicos, por 376,4 milhões de euros.

Num comunicado divulgado hoje (16 de Julho), a farmacêutica catalã salienta que a compra se enquadra nas suas ambições no âmbito da expansão internacional, algo que permitirá fortalecer a presença da empresa em importantes mercados europeus.

A Hermal, com sede na Alemanha, possuí representações em 14 países, tendo registado, em 2006, um volume de negócios na ordem dos 102 milhões de euros. Por sua vez, a Almirall está presente em 80 nações, entre as quais Portugal. Parte da operação será financiada com uma emissão de dívida, falta agora a aprovação das autoridades alemãs para a aquisição da Hermal, algo que deverá acontecer até ao final de Agosto.

Marta Bilro

Fonte: Dinheiro Digital, Hemscott, Reuters.

Valorização da rupia leva farmacêuticas indianas a diversificar estratégias

As empresas farmacêuticas indianas estão a apostar no desenvolvimento de novas estratégias que lhes permitam contrabalançar a rigorosa quebra nas margens de lucros, imposta pela sobrevalorização da rupia ao longo dos últimos seis meses. Enquanto as produtoras de genéricos preferiram adoptar planos restritos no mercado de câmbios internacional, as produtoras a contracto e empresas que realizam ensaios clínicos optaram por acordos contratuais sobre uma taxa fixa para neutralizar as flutuações das taxas de câmbio.

A Ranbaxy está a reduzir as exportações directas da Índia, fornecendo o mercado global através de localizações no estrangeiro. A Ohm Labs, unidade da Ranbaxy nos Estados Unidos da América, abastece o mercado norte-americano; a Terapia, na Roménia, disponibiliza os produtos para a Europa; a Be-Tabs Pharmaceuticals fornece a região do Sul de África e a unidade chinesa oferece provisões aos mercados vizinhos.

“A valorização da rupia não tem tido impactos notáveis nos ganhos da Ranbaxy relativamente às exportações”, uma vez que a empresa tem combatido as perdas através de medidas de compensação dos preços, afirmou um representante da farmacêutica indiana. Para além disso, “a Ranbaxy possui unidades de produção em 10 países estrangeiros que provisionam vários mercados mundiais, o que, por si só, funciona também como uma auto-defesa automática, que recusa qualquer possível impacto nos ganhos da empresa”, acrescentou o mesmo responsável.

A rupia foi apreciada em cerca de 8,5 por cento face ao dólar nos últimos seis meses, aproximadamente 5,6 por cento face à libra e cerca de 5,07 por cento relativamente ao euro. Muitas empresas farmacêuticas estão a compensar a exposição ao mercado cambial internacional combatendo as perdas através da compensação de preços. Quaisquer perdas nas exportações causadas pela valorização da rupia são equilibradas pelos ganhos das importações, onde a compra de matérias-primas se torna mais barata, especialmente para determinados compostos farmacêuticos activos adquiridos a partir da China.

Até a escala de implicação das valorizações e depreciações na competitividade das exportações depende dos padrões de facturação das exportações. Assim, o facto de cerca de 80 por cento das exportações dos compostos farmacêuticos activos da Índia serem facturadas em dólares indica que os dados do jogo estão, por enquanto, contra os exportadores indianos, sublinham os especialistas.

A maioria das farmacêuticas do país tem grandes quantidades de capital associado ao dólar norte-americano que foi adquirido na forma de empréstimos comerciais em moeda estrangeira, o que fará com que, em parte, consigam contrabalançar a quebra nas operações que deverão enfrentar devido à valorização da rupia. Entre as maiores emissoras de capital adquirido através de empréstimos comerciais em moeda estrangeira estão a Ranbaxy (319 milhões de euros), a Sun Pharma (254 milhões de euros), a Aurobindo (199,5 milhões de euros) ou a Strides (145 milhões de euros).

Marta Bilro

Fonte: The Times of India.

FDA defende Aspartame

A FDA, agência que controla alimentos e remédios nos Estados Unidos, põe um ponto final na polémica e assegura consumidores que o adoçante artificial é seguro para a saúde.
Este posicionamento oficial surge após a divulgação da análise dos resultados do estudo conduzido na Europa pela Fundação Ramazzini, da Itália.
Divulgados em 2005, esses dados associavam o consumo do edulcorante ao desenvolvimento de cancro. A nutricionista Gisele Rossi Goveia, da Preventa Consultaria em Saúde e da Sociedade Brasileira de Diabetes, endossa confirma que "A pesquisa europeia apresenta falhas metodológicas, não tem base científica e os seus resultados são inconsistentes".

Sandra Cunha

Fontes: revista saúde
Novos casos de BSE encontrados no conselho de Vila nova de Famalicão

Apesar de prever que surgem novos casos em Portugal, o neurologista Cortez Pimentel acredita que esta nova versão humana da BSE vai desaparecer.

Na sexta-feira, o Hospital de S. João, no Porto, enviou à Direcção-Geral de Saúde um relatório a confirmar que a nova variante da Doença de Creutzfeldt-Jacob (a versão humana da BSE) foi a causa da morte de um rapaz de Famalicão em Abril.
Isto torna-se alarmante visto que há um segundo caso provável da nova variante da Doença de Creutzfeldt-Jacob (DCJ), detectado numa rapariga de 14 anos também da zona de Famalicão.Este dado ainda não está confirmado, uma vez que o diagnóstico definitivo só é conseguido por autópsia.
Para Cortez Pimentel,neurologista e antigo coordenador do Programa de Vigilância de Doenças Humanas Por Priões, a explicação para os dois únicos casos suspeitos em Portugal serem da zona de Famalicão pode ser a grande incidência que a BSE teve na região do Douro e Minho.
O neurologista afirma ser "natural que nessa zona apareçam mais casos, porque foi uma zona que era fonte de contaminação, uma vez que mais de metade dos casos de BSE em Portugal apareceu na zona de Entre Douro e Minho".
Cortez Pimentel alertou ainda que Portugal "está em cima de um período de incubação" da doença, prevendo que mais casos vão aparecer, apesar de não adiantar qualquer estimativa.
Todavia, o médico acredita que a nova variante da DCJ "é uma doença que vai morrer", muito devido às medidas que foram aplicadas para o controlo da BSE, "que se revelaram eficazes".
O médico salientou que até em Inglaterra,onde surgiu a BSE,"Há cada vez menos casos detectados todos os anos. Se não se deu uma epidemia até agora, como se chegou a prever, acho que a doença vai acabar por morrer", justificou.
O Reino Unido é o país com mais casos diagnosticados da nova versão da DCJ, com mais de 150 pessoas atingidas, seguindo-se a França, com mais de uma dezena de casos.
O neurologista do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, sublinhou que o importante é "os médicos estarem de sobreaviso" para a possibilidade de surgirem casos.
"Não sei qual será a capacidade de os nossos clínicos pensarem nesta doença. Não sei se essa capacidade é ou não grande. Mas devem estar de sobreaviso", comentou à Lusa.
"Caso surja qualquer pessoa com menos de 50 ou 40 anos com quadro neurológico progressivo para o qual não temos um diagnóstico devemos pensar nessa possibilidade", insistiu.
Apesar de ser unanimemente aceite a relação entre a nova variante da DCJ e a BSE, os meios de transmissão não estão totalmente esclarecidos aos olhos dos cientistas.
Cortez Pimentel adiantou que as transfusões de sangue e a contaminação por instrumentos cirúrgicos são outras possibilidades de transmissão.
Uma das certezas da comunidade científica é que a realização da autópsia é determinante para o diagnóstico, ainda que seja possível em vida identificar clinicamente a nova variante da DCJ.
Entre a nova variante e a tradicional DCJ há muitas diferenças, que vão desde os sintomas ao tempo de incubação.
A DCJ clássica, que nada tem a ver com o consumo de carne de vaca, leva à morte em menos de um ano, afecta pessoas entre os 70 e os 80 anos e caracteriza-se por uma demência que progride muito rapidamente.
Já a nova variante começa nos primeiros meses a caracterizar-se por estados depressivos, ansiosos e esquizofrénicos, associados a dores em várias partes do corpo.
Depois, surgem em catadupa vários sintomas neurológicos, como descoordenação motora ou a realização de movimentos involuntários.
A demência progressiva faz parte do quadro final da doença, que tem um período de incubação que pode ir dos seis aos 15 anos.


Sandra Cunha

Fonte:Lusa
V Simpósio sobre Reabilitação da Criança Surda no Porto
Debater problemas actuais e soluções de futuro


A Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto recebe na próxima sexta-feira a quinta edição do Simpósio sobre Reabilitação da Criança Surda. O arranque dos trabalhos está agendado para as 15 horas. O evento tem entrada livre e visa debater os problemas actuais e as soluções de futuro para os surdos. Serão apresentados os resultados de um estudo da FMUP sobre implantes cocleares, pequenos aparelhos que permitem aos surdos ouvir pequenos sons.

Organizado pelo serviço de Bioética e Ética Médica da FMUP, em parceria com a Associação Portuguesa de Bioética e a Associação de Surdos do Porto, o encontro tem como objectivo debater as diferentes perspectivas da reabilitação das crianças surdas, discutir os seus direitos, as suas perspectivas de futuro e a necessidade de implementação do rastreio neo-natal nas unidades hospitalares portuguesas, entre outros pontos. O simpósio será conduzido por Rui Nunes, director do serviço de Bioética da FMUP e presidente da APB, e terá tradução simultânea para a língua gestual portuguesa.

Carla Teixeira
Fonte: Jasfarma

Prempro obriga Wyeth a regressar a tribunal

A farmacêutica norte-americana Wyeth enfrenta hoje mais um julgamento num caso que volta a envolver o Prempro, uma combinação de estrogénio e acetato de medroxiprogesterona, utilizado como substituição hormonal pós-menopausa.

Depois de se submeter ao tratamento com Prempro, e com Premarin, durante sete anos, Ellen Deutsch, terá sido diagnosticada com cancro da mama. A queixosa teria 55 anos de idade na altura em que o cancro foi detectado.

Os advogados de Ellen Deutsh deverão alegar que o laboratório promoveu, durante várias décadas, a utilização prolongada do tratamento de substituição hormonal, como algo indicado para aliviar os sintomas da menopausa, porém, não realizou estudos suficientes sobre os medicamentos. Para além disso, posteriormente alterou as suas alegações quando um estudo financiado pelo governo relacionou os fármacos ao risco de desenvolver cancro e de sofrer ataques cardíacos.

Até ao momento, a Wyeth saiu vencedora em quatro de seis processos judiciais que envolveram o tratamento. No entanto, estão ainda por resolver 4 mil queixas.

Fonte: Nj.com, Pharmalot.com, Prempro.com.

Merck paga 5 milhões de euros à NicOx para iniciar ensaio clínico

A NicOx, empresa francesa de biotecnologia, anunciou ter recebido 5 milhões de euros pagos pela farmacêutica Merck depois de esta ter dado início a um ensaio clínico que envolve o primeiro candidato a medicamento, seleccionado a partir do acordo de cooperação estabelecido entre as duas empresas. O objectivo é desenvolver novos agentes anti-hipertensores dadores de óxido nítrico, através de propriedades tecnológicas da NiCox.

Este procedimento surge após a submissão à Administração Norte-Americana de Alimentos e Fármacos (Food and Drugs Administration - FDA) de uma autorização de pesquisa e investigação exploratória para este candidato a fármaco. Incluindo o pagamento de 5 milhões de euros recentemente efectuado, segundo com os termos do acordo com a Merck, a NicOx deverá receber um total de 19,2 milhões de euros.

Para além disso, a NicOx habilita-se ainda a receber um pagamento adicional de 269 milhões de euros, assim como os royalties das vendas do produto que resultam do acordo. O principal objectivo do ensaio clínico é avaliar a segurança, tolerabilidade e farmacocinética de doses orais únicas, de forma a seleccionar as doses e o regime de dosagens para utilizar em estudos posteriores, referiu a NicOx.

“Acreditamos que este candidato possui um potencial considerável enquanto agente anto-hipertensor melhorado, com base nas suas propriedades de dador de óxido nítrico”, afirmou Jacques Djian, responsável pela área cardiometabólica da NicOx. O especialista salienta que existem provas “de que o óxido nítrico endotelial desempenha um papel importante na regulação da pressão sanguínea” podendo, por isso, satisfazer necessidades médicas que ainda não estão preenchidas.

Marta Bilro

Fonte: Forbes, NicOx, CNN Money.

Febre de dengue afecta mais de 23 mil tailandeses

Mais de 23 mil tailandeses já foram, este ano, afectados pela febre de dengue, entre os quais 21 acabaram por falecer devido à doença. As estatísticas são do Ministério da Saúde Pública da Tailândia que está a avaliar as medidas que podem ser tomadas para travar o aumento dos casos.

De acordo com Morakot Kornkasem, ministro da Saúde Pública, até ao dia 7 de Julho foram contabilizados 23.653 casos de dengue, número que não deverá estancar, uma vez que, a época das chuvas ainda está longe do final. “Os casos de febre de dengue mantêm-se numa situação crítica porque a doença tende a alastrar ainda mais durante a época das chuvas”, afirmou Morakot.

A medida preventiva mais eficaz, de acordo com o ministro, passa por tentar eliminar os mosquitos através da drenagem da água que se acumula em volta de muitas habitações, até porque, 8 por cento dos doentes foram contaminados nas próprias casas.

A época mais propícia ao aparecimento da doença é o mês de Julho, porém a antecipação da chegada da chuva fez com que a dengue se tornasse numa preocupação séria para as autoridades de saúde. Se não houver uma cooperação eficaz por parte da população nos próximos dois meses, a situação poderá piorar, alertou Morakot.

Transmitida por mosquitos, a dengue manifesta-se por febre, inflamação dos gânglios linfáticos e hemorragia. Causa dores articulares e musculares intensas, pelo que recebe o nome de febre «quebra-ossos», podendo ser mortal.

Marta Bilro

Fonte: People’s Daily Online, ETNA, Bangkok Post.

FDA alerta para riscos das compras online
Medicamentos para doenças graves à venda na internet


A Food and Drug Administration, autoridade para o sector do medicamento nos Estados Unidos, reiterou o alerta relativo aos perigos da compra de medicamentos na internet. De acordo com a FDA, há sites que oferecem fármacos destinados ao tratamento de doenças graves sem exigir a respectiva receita médica. No momento em que o negócio da contrafacção de produtos farmacêuticos a nível mundial está a florescer, a entidade reguladora norte-americana dá sinais de preocupação...

Lembrando o caso recente do Panamá, onde mais de 100 pessoas morreram após terem usado um fármaco para a gripe, a FDA renova as advertências relativas aos perigos da compra de medicamentos na internet, na mesma semana em que uma associação de médicos deu também início à publicação e actualização semanal de uma lista negra de farmácias online que já terão vendido produtos falsos, ou que de algum outro modo traíram a confiança dos seus clientes. Num comunicado agora divulgado a FDA lembra que a compra de fármacos online é um comportamento de risco no que toca à saúde pública, visto que a toma de quaisquer medicamentos à revelia de acompanhamento médico pode ter consequências graves e até fatais para os doentes.
De acordo com a agência norte-americana, os frequentadores das farmácias online procuram muitas vezes poupar algum dinheiro na compra dos medicamentos de que necessitam, mas são também frequentes as encomendas feitas por doentes que preferem arriscar um diagnóstico próprio, e desta forma incorrer nos riscos da automedicação, do que visitar o seu médico. O facto de muitos sites permitirem a compra anónima e sem receita de medicamentos que são de prescrição obrigatória nos consultórios médicos e nas farmácias comuns parece ser outra das razões por que as farmácias online são tão atractivas aos cidadãos.
Enviados em embalagens diferentes das originais e sem o habitual folheto incluso, com as indicações terapêuticas do medicamento, os fármacos comprados online revelam-se muitas vezes perigosos, porque são frequentemente adulterados, não contêm qualquer princípio activo, ou são vendidos em doses inferiores às normais e indicadas para os tratamentos em questão. Um cenário que coloca em risco a saúde de quem os consome, mas que representa também um perigo acrescido em termos de saúde pública.

Carla Teixeira
Fonte: Correo Farmaceutico

Um em cada quatro britânicos tem doença alérgica

O estilo de vida actual pode estar a impulsionar o crescimento da taxa de doentes alérgicos no Reino Unido, que aumentou 25 por cento só nos últimos quatro anos, revela um estudo realizado pela Universidade de Nottingham.

O Eczema e a asma encontram-se no topo da tabela das queixas mais frequentes, embora o maior aumento se tenha observado nas alergias aos amendoins, que, em casos raros, se revelaram fatais. Se em 2001 um em cada cinco pacientes tinha uma doença alérgica, em 2005 um em cada quatro são portadores de uma alergia.

O relatório, entregue ao Departamento de Saúde britânico, envolveu a análise de 422 cirurgias registadas na base de dados electrónica da Universidade e demonstrou que em 25 por cento dos pacientes foi identificada pelo menos uma doença alérgica, um aumento de 19 por cento face a 2001. “Não há dúvida que o moderno estilo de vida ocidental conduz a um aumento das alergias, uma vez que as habitações com carpetes e aquecimento central podem permitir que os alergénios, como as pequenas quantidades de pó, tendam a prosperar”, frisou Stephen Durham, presidente da Sociedade Britânica de Alergia e Imunologia Clínica.

A investigação sugere que a maioria destes casos está relacionada com o eczema e a asma, o que poderá significar que existem cerca de 5,8 milhões de pacientes com este tipo de problemas. Segundo o relatório, em 2005, estima-se que 12,2 milhões de pessoas tenham sido diagnosticadas com algum tipo de alergia. “É uma epidemia em massa e a falta de provisões é assustadora. Os médicos de clínica geral não estão bem informados acerca das alergias, mas particularmente acerca das alergias alimentares e isso acontece porque não estão treinados nesse aspecto”, considera Pam Ewan, uma especialista em alergologia no Hospital Addenbrookes, em Cambridge, citada pelo próprio relatório.

Apesar do Reino Unido ter uma tas taxas mais elevadas de doentes alérgicos a nível mundial, existem apenas 29 especialistas com formação adequada no Serviço Nacional de Saúde Britânico.

Marta Bilro

Fonte: Daily Mail, StaffNurse.com