sexta-feira, 15 de junho de 2007
Falta de sangue no parto mata 125 mil mulheres por ano
Este ano, a campanha do Dia Mundial do Dador de Sangue visa enaltecer o papel salvador de vidas de uma transfusão de sangue durante os cuidados maternais e perinatais. De acordo com os dados da OMS, 99% das mortes maternas ocorrem nos países pobres ou em desenvolvimento onde as transfusões de sangue são mais raras e as doações são motivadas por dinheiro. Destes óbitos, cerca de 44% sucedem em África, 31% na Ásia e mais de 21% na América Latina e nas Caraíbas, sendo atribuídas a hemorragias e ao risco de desenvolvimento de complicações. As hemorragias severas são mais frequentes em mulheres grávidas com problemas de saúde, tais como anemia, sépsis, malária, HIV/SIDA e mutilação genital feminina.
A OMS revelou igualmente que, de acordo com dados recolhidos em 172 países em 2004, houve um aumento da percentagem de doações voluntárias de sangue de 25% para 47% em países pobres ou em desenvolvimento. A organização espera que o Dia Mundial do Dador de Sangue, celebrado todos os anos desde 2004, venha a encorajar mais pessoas a tornarem-se dadores de sangue voluntariamente, evidenciando, igualmente, a importância da doação regular para prevenir falta de sangue nos bancos.
De referir que Portugal, nos últimos 15 anos, triplicou o número de doadores de sangue existindo, neste momento, cerca de 400.000 dadores.
Para doar sangue é necessário estar em bom estado de saúde, possuir hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. Para uma primeira dádiva, o limite de idade é aos 60 anos. Os homens podem dar sangue de 3 em 3 meses (4 vezes/ano) e as mulheres de 4 em 4 meses (3 vezes/ano) sem qualquer prejuízo para si próprios.
Para mais informações contacte o Serviço de Promoção da Dádiva de Sangue do Instituto Português do Sangue situado no Parque de Saúde de Lisboa, em Lisboa
Telef: 217 921 020
E-mail: dadiva@ips.min-saude.pt
Paulo Frutuoso
fontes: OMS, Instituto Português do Sangue, BBC Brasil
Cientistas identificam gene comum a 30% dos cancros da mama
A presença do gene, identificado como IKBKE, foi detectada por dez vezes em células cancerosas, enquanto que as células normais são apenas compostas por duas cópias do gene IKBKE, explica o estudo desenvolvido pelos investigadores da Faculdade de Medicina de Harvard e do Instituto de Cancro Dana Farber em Massachussets, nos Estados Unidos da América.
“Este é um oncogene do cancro mamário produzido numa grande percentagem dos cancros de mama. Isto é relevante porque significa que pode ser muito importante para muitos pacientes com esta patologia”, afirmou William Hahn, professor de medicina na Escola de Medicina de Harvard e oncologista no Instituto de Cancro Dana-Farber e no “Bringham and Women’s Hospital”, em Boston.
Este gene difere dos genes susceptíveis ao cancro da mama, o BRCA1 e BRCA2, presentes nas mulheres desde o seu nascimento. As mulheres portadoras de uma mutação nesses genes apresentam um risco de 70 a 80 por cento de desenvolver cancro da mama.
Neste caso, as mulheres à nascença são portadoras de uma versão saudável do gene IKBKE, porém ocorre uma mutação durante a vida que provoca a multiplicação do gene em várias cópias nas células mamárias, mas em nenhuma outra parte do corpo.
Segundo explicam os investigadores, o gene codifica um certo tipo de proteína e actua como um comutador que ajuda a regular o crescimento celular. Quando existem demasiadas cópias do IKBKE, a célula produz demasiada proteína que estimula de forma excessiva um conjunto de sinais de crescimento permitindo à célula prosperar em vez de morrer.
Por outro lado, ao impedir a produção dessa proteína nas linhas de células de cancro de mama que comportem amplificações de IKBKE a célula deixa de crescer e em alguns casos morre, refere o artigo.
A partir de agora o objectivo dos investigadores, segundo Han, passa por tentar desenvolver um fármaco que consiga fazer o mesmo nos pacientes cujos tumores contenham cópias extra.
“Se houver 10 por cento de hipótese desta descoberta conduzir ao tratamento do cancro da mama, cerca de 30 por cento das mulheres vão beneficiar dele, o que, de acordo com o nosso ponto de vista é um avanço muito significativo”, salientou Steven Narod, professor da Universidade de Toronto e co-autor do estudo que identificou o gene BRCA1.
O Herceptin, considerado a maior descoberta para combate ao cancro nos últimos 15 anos, e o Gleevec, um fármaco que revolucionou o tratamento da leucemia e de alguns tumores gastro-intestinais, podem vir a desempenhar um papel importante já que actuam atingindo apenas o gene que sofreu mutação.
O Herceptin actua na proteína HER-2, produzida em 20 a 25 por cento dos cancros de mama. “A magnitude aqui é a mesma relativamente à HER-2, cujos benefícios foram claros quando foi administrado Herceptin aos pacientes”, referiu Hahn.
Analisado todas as estratégias levadas a cabo, os cientistas podem agora penetrar na complexidade das mutações de DNA que ocorrem tradicionalmente nas células de tumor e isolar outros responsáveis pelo cancro.
De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, o cancro da mama mata cerca de 500 mil pessoas por ano em todo o mundo, e 1,2 milhões de homens e mulheres são diagnosticados todos os anos.
Marta Bilro
Fonte: Reuters, Xinhua, Canada.com, ABC News, Web Medical News, Terra.es
Estudo
Indústria farmacêutica duplica valor até 2020
O envelhecimento da população, o aumento da prevalência da obesidade e a maior procura de fármacos e tratamentos nos mercados emergentes deverão impulsionar um crescimento da indústria farmacêutica que culminará na duplicação do seu valor de facturação actual até 2020, atingindo os 974,2 milhões de euros.
À luz dos resultados de um estudo recente da consultora PricewaterhouseCoopers, um quinto do volume de vendas mundial do sector farmacêutico centrar-se-á, nessa altura, em sete países – Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia –, que em 2004 detinham apenas oito por cento da quota de mercado a nível mundial. Nesta linha de evolução, segundo prevê a empresa autora do estudo, a China pode tornar-se o segundo ou terceiro maior mercado do mundo, sendo já um dos países que têm evidenciado maior crescimento, com uma expansão muito significativa do volume de vendas de medicamentos ao longo dos últimos anos.
A IMS Health, entidade responsável pela compilação das informações estatísticas mais relevantes do sector farmacêutico, estimou um aumento de sete por cento no volume global de vendas no ano passado, mas de acordo com o estudo divulgado agora pela PricewaterhouseCoopers, os grandes laboratórios correm o risco de não conseguir dar uma resposta satisfatória à elevação da demanda, se não alterarem radicalmente a abordagem que actualmente fazem da questão do desenvolvimento e da comercialização de novos fármacos. Steve Arlington, da direcção da empresa consultora, deu conta da sua convicção de que “o maior desafio para a indústria é a inovação”, acrescentando que “actualmente o investimento feito na investigação e no desenvolvimento de novas soluções farmacêuticas corresponde sensivelmente ao dobro do investimento que se fazia há uma década, mas o volume de produção de novos medicamentos baixou cerca de dois quintos desde essa altura”.
Carla Teixeira
Fonte: Diário Digital, Reuters
Recolha voluntária do Cromabak
Carla Teixeira
Fonte: Infarmed
Infarmed autoriza reintrodução do Zyloric
Carla Teixeira
Fonte: Infarmed
EUA: Produto tóxico detectado em dentífricos da África do Sul
Os produtos dentífricos, alegadamente importados da África do Sul, por uma empresa da Nova Jérsia, a MS USA Trading, Inc, encontram-se à venda em embalagens falsificadas da Colgate, nas versões Regular, Gel, Triple e Herbal, por um terço do preço do produto original
A Colgate veio já esclarecer em comunicado, que não utiliza o dietileno glicol nos seus produtos, nem “importa da África do Sul, pasta de dentes para os Estados Unidos”, recusando qualquer ligação com estes produtos.
Os lotes importados, foram distribuídos por lojas de retalho (onde todos os produtos são vendidos a 99 cêntimos) de Nova Jérsia, Nova Iorque, Pensilvânia e Maryland.
Doug Arbesfeld, porta-voz da FDA, confirma que a agência sabia, "há muito, que existem à venda falsificações de pastas de dentes", mas não quis "alarmar desnecessariamente as pessoas".
As embalagens contrafeitas apresentam diversos erros ortográficos, que incluem 'isclinically', 'SOUTH AFRLCA' e 'South African Denter Assoxiation'.
A utilização do dietileno glicol, havia já sido detectado anteriormente em produtos dentífricos contrafeitos, originários da China, motivando um alerta da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos, mas neste caso, as marcas eram desconhecidas e não foram encontradas à venda nos EUA.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Espanha autoriza clonagem terapêutica

A Espanha torna-se, assim, no quarto país da Europa e o nono do Mundo a permitir a investigação biomédica e a clonagem com fins terapêuticos. A partir desta altura, podem ser feita em Espanha pesquisas biomédica recorrendo à clonagem de células estaminais embrionárias.
A clonagem terapêutica permite a criação de matéria viva com o objectivo de substituir um órgão doente e cuja compatibilidade com o paciente é garantida pela semelhança genética desenvolvida através da clonagem.
Com a aprovação desta lei, fixam-se normas e âmbitos anteriormente não regulados, tais como nos que diz respeito às análises genéticas, à obtenção, doação e investigação com amostras biológicas humanas, especialmente no que se refere a elementos de natureza embrionária, e ainda à criação de biobancos. A gestão e controlo destes biobancos será da responsabilidade das comunidades autónomas.
Contudo, a lei proíbe expressamente a criação de embriões destinados à reprodução e à investigação, estando ainda garantido o princípio de confidencialidade e o sistema gratuito da doação de células.
A Espanha passa a fazer parte de um grupo restrito em que a técnica é autorizada, sendo este composto pelo Reino Unido, Bélgica, Suécia, Japão, Austrália, Israel, Coreia do Sul e Singapura.
Isabel Marques
Fontes: Jornal de Notícias e El Mundo
Novo IPO vai ter hotel e centro de convívio para doentes e família
Segundo Correia de Campos, o novo projecto para o IPO tem uma acessibilidade privilegiada para os doentes e os seus familiares, pelo que, além de um hospital a funcionar na luta contra o cancro, terá um laboratório de investigação científica, de nível europeu, um hotel residencial para os doentes e familiares e um centro de convívio, onde possam ser trocadas experiências sobre a doença e o seu acompanhamento.
O Ministro da Saúde tem recebido algumas críticas da oposição em relação ao seu propósito de mudar fisicamente de local o IPO. O Ministro defende-se dizendo que "tudo isto não cabe em 7,2 hectares". O total de hectares onde está instalado o actual instituto são insuficientes para o novo projecto, que ocupará cerca de 12 hectares.
O ministério da Saúde tentou negociar com a Câmara de Lisboa mas não existe nenhum terreno disponível na capital com área suficiente para o instalar. Existem conversações em curso com uma autarquia que, ao que tudo indica, será Oeiras, mas não existe ainda nenhuma decisão definitiva.
Paulo Frutuoso
Fontes: SOL
FDA concede revisão prioritária para o Hycamtin Oral
O Hycamtin, na sua forma corrente, é intravenoso e requer uma terapia de cinco dias consecutivos de três em três semanas. O Hycamtin Oral, que trata o cancro agressivo que afecta 15 por cento dos pacientes com cancro do pulmão, se for aprovado, irá permitir aos pacientes serem tratados em casa. A forma intravenosa do fármaco está aprovada para tratar o cancro dos ovários metastizado, para além do cancro do pulmão de pequenas células, após a quimioterapia ter falhado. O Hycamtin também está indicado para o tratamento de mulheres com certos tipos de cancro cervical em combinação com quimioterapia.
A farmacêutica declarou que o pedido à FDA se baseou numa parte dos dados da fase III do estudo, que mostrou que os pacientes com reincidência do cancro do pulmão de pequenas células que receberam Hycamtin oral, em conjunto com cuidados de suporte, apresentaram no geral uma taxa de sobrevivência mais elevada e controlo dos sintomas, em comparação com pacientes que só receberam cuidados de suporte.
A FDA concede revisão prioritária a produtos que são considerados como sendo avanços terapêuticos significativos, em relação a terapias existentes. Com o estatuto de revisão prioritária, a FDA irá tomar uma decisão em relação à aprovação do Hycamtin em seis meses, em vez dos 10 a 12 meses habituais do período de revisão.
Isabel Marques
Fontes: First Word, SmartMoney e Scientific American
Ministério da Saúde francês suspende equipamentos de radioterapia
As máquinas, da marca alemã Brainlab, terão um problema na calibração, o que poderá alterar a dose de quimioterapia administrada aos doentes. A empresa alemã comunicou a detecção da anomalia, aos hospitais franceses, a 7 de Junho, depois de um aparelho da mesma marca, utilizado em Espanha, ter demonstrado problemas.
Existem 550 máquinas de quimioterapia desta marca, espalhadas pelo mundo, no entanto, o problema apenas foi detectado em sete destes aparelhos. Em França encontram-se quatro, existindo ainda duas nos Estados Unidos e uma em Espanha.
Os hospitais de Nancy, Tours, Montpellier e Paris vão suspender o funcionamento dos seus equipamentos, mas a desconfiança quanto a este tipo de tratamento cresceu, depois de se terem registado problemas na dosagem da radioterapia, em vários pacientes.
Georges Noel, perito em radioterapia do Centro Oncológico Paul Strauss, em Estrasburgo, explica que os doentes com cancros no cérebro, que não podem se sujeitos a cirurgia, recorrem frequentemente a sessões de radioterapia.
Este especialista alerta também para a possibilidade de o mau funcionamento desta máquina, ser lesivo para os doentes, dependendo da gravidade dos danos causados, nas zonas cerebrais afectadas.
Os problemas com os equipamentos de radioterapia, em França têm-se sucedido desde 2004, quando 24 doentes receberam cerca de 30 por cento de radiação excessiva durante o tratamentos ao cancro da próstata, quatro deles vieram a falecer, e uma mulher de 32 anos morreu após ter recebido um tratamento por radioterapia 10 vezes superior ao necessário.
Já em Abril deste ano, 145 doentes receberam uma dose inadequada de radiação num hospital de Toulouse.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Chumbo da FDA desvaloriza Sanofi-Aventis em 6,33%
A quebra traduz-se em danos para a farmacêutica francesa de mais de cinco mil milhões de euros de valor de mercado, em apenas uma sessão, o que representa quase o dobro da receita de três mil milhões de dólares (2,25 milhões de euros) que a Sanofi-Aventis previa obter anualmente nos EUA com a venda do Zimulti. Comercializado na Europa desde 2006 com o nome Acomplia, o medicamento não obteve aprovação da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (FDA na sigla inglesa), entidade responsável pela avaliação da entrada de fármacos no mercado norte-americano.
Um analista francês contactado pela agência Bloomberg salienta que se trata de uma grande contrariedade para a farmacêutica, que agora "precisa de uma nova fonte de crescimento".
Num comunicado a farmacêutica afirmou que irá “continuar a trabalhar de perto com a FDA para cumprir as recomendações do comité”.
A instabilidade em relação ao Acomplia aumenta a pressão sobre o laboratório para realizar aquisições de forma a aumentar o seu leque de fármacos. “A Sanofi-Aventis é a terceira maior empresa farmacêutica a nível mundial, mas com pouca manobra de crescimento. O Acomplia foi o produto mais importante”, afirmou o analista Paul Diggle. Em consequência destes factos, voltaram a surgir rumores acerca de uma possível aliança entre a Sanofi-Aventis e a Bristol-Myers Squibb. No entanto, Jean-Marc Podvin, porta-voz da Sanofi-Aventis, escusou-se a comentar os planos de aquisição da empresa.
Depois de ter comprado a Aventis, em 2004, a Sanofi chamou a atenção do mercado, deixando no ar a expectativa de poder voltar a fazer aquisições de outras farmacêuticas num futuro próximo para ganhar dimensão e contornar problemas como o da não aprovação de medicamentos em mercados-chave como o norte-americano.
Desde a compra da Aventis, as acções da Sanofi-Aventis acumulam uma valorização de 8,8 por cento, o terceiro pior desempenho numa lista de 16 títulos considerados pelo índice de empresas farmacêuticas europeias da Bloomberg, que regista desde 2004 uma valorização de 17 por cento.
Marta Bilro
Fonte: Jornal de Negócios, Forbes, PR Inside.
Antibióticos induzem risco de asma em crianças
O estudo teve por base o acompanhamento e registo, numa base de dados sobre prescrições médicas emitidas, de 13.116 crianças desde o seu nascimento até aos sete anos de idade, cuja análise permitiu relacionar aqueles que no primeiro ano de vida tinham sido tratados com recurso a antibióticos com a incidência de asma aos sete anos. De acordo com os especialistas, na base do consumo de antibióticos em tão tenra idade estão essencialmente as infecções das vias respiratórias inferiores (bronquites e pneumonias), superiores (otites e sinusites), infecções urinárias e dermatoses. A probabilidade de os bebés que consumiram antibióticos sofrerem de asma aos sete anos aumenta consoante o número de tratamentos a que foram sujeitos. O estudo refere ainda que, entre as crianças que no primeiro ano de vida foram tratadas com antibióticos, as que não tiveram um cão durante a infância têm duplo risco de padecer daquela doença.
Carla Teixeira
Fonte: El Pais
Venda da Madaus Pharma pode atingir 600 milhões de euros
Esta aquisição constitui a maior transacção a nível europeu levada a cabo por uma empresa farmacêutica italiana e poderá estar concluída no final do mês de Julho, uma vez que o grupo já recebeu aprovação das entidades reguladoras europeias.
Com a aquisição da Madaus Pharma, o novo grupo, que ficará sedeado em Monza, na Itália, estará representado em mais de 65 países e contará com a colaboração de mais de dois mil funcionários, constituindo-se como uma das maiores companhias farmacêuticas dedicadas ao desenvolvimento de produtos farmacêuticos naturais.
De acordo com as previsões avançadas, o grupo deverá encerrar o ano de 2007 com vendas consolidadas no valor de cerca de 610 milhões de euros. Do total, 80 por cento deverão ser provenientes do mercado europeu. Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA na sigla inglesa) devem ascender aos 151 milhões de euros. No plano industrial para os próximos cinco anos, o grupo prevê receitas superiores a mil milhões de euros e um EBITDA de aproximadamente 300 milhões de euros.
Em Portugal, o Grupo Rottapharm é constituído por duas companhias farmacêuticas, os Laboratórios Delta e a Rotta Farmacêutica.
Marta Bilro
Fonte: PM Farma, Interbusca, Finanzas.com, Terra.es
VI Congresso português de Psico-Oncologia
Entre hoje e amanhã a Dra. Maggie Watson orienta o IX Curso Intensivo de Psico-Oncologia, sobre «Problem Focused Interactive Therapy: Therapy in Action».
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: http://www.appo.pt/web
Oeiras recebe Grávidas numa iniciativa «Barrigas de Amor»
Entre outras surpresas estarão disponíveis as seguintes actividades:
- Ginástica pré-parto
- Musicoterapia
- Método de Pilates
- Método psicoprofilático
- Yoga para grávidas
- Massagem infantil
- Yoga para bebés
- Meditação para crianças
- Música para bebés
- As Histórias do sótão
- Faz de conto
- Poesia para bebés
- Dança para bebés
- Decoração do quarto do bebé pela mamã
- Biblioteca para grávidas
- Seminário sobre preservação de células estaminais
- Seminário sobre alimentação infantil
- Seminário sobre amamentação
- Clínicas de preparação para o parto
- Fotografia da pré-mamã
- Pintar a óleo sobre tela
- Insufláveis para as crianças
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: http://www.barrigasdeamor.com
Coordenador defende o fim da exclusão de dadores de sangue com base na orientação sexual
O coordenador nacional para a infecção VIH/Sida, Henrique Barros, defendeu hoje o fim da exclusão de dadores de sangue com base na orientação sexual, prática que disse não fazer sentido e ser «cientificamente inválida».
Para o coordenador nacional para a infecção VIH/Sida, «a dádiva de sangue é um problema social, psicológico, profundamente humano».
«Actualmente, com a tecnologia disponível, as transfusões são essencialmente um gesto técnico seguro», disse.
O epidemiologista frisou que «não se aplicam naturalmente as lógicas limitantes de um qualquer princípio da precaução para além dos limites da boa prática clínica».
Por esta razão, acrescentou, «os modelos de rastreio selectivo, por passos, baseados em características dos indivíduos ligadas às suas escolhas pessoais ou estilos de vida, sem referência a marcadores biológicos, são cientificamente inválidas, promovem o desperdício e levam inevitavelmente à discriminação e ao estigma».
Henrique Barros considera, por estas razões, que «não há qualquer sentido em eliminar dadores com base na sua orientação sexual».
A posição do coordenador nacional para a infecção VIH/Sida surge a propósito da manutenção do critério «práticas sexuais com pessoas do mesmo sexo (dador masculino)» entre os factores que determinam a exclusão de potenciais dadores de sangue.
Para os Médicos pela Escolha, esta «forma de discriminação não garante uma melhor qualidade dos produtos armazenados nos bancos de sangue do nosso país porque, em termos de saúde pública, não só já não faz sentido falar em grupos de riscos como pode mesmo ser prejudicial».
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Lusa
Candidato à Ordem dos Médicos quer defender Serviço Nacional de Saúde
«A Ordem dos Médicos deve defender o Serviço Nacional de Saúde, no contexto do Sistema Nacional de Saúde, enquanto elemento estruturante e decisivo da solidariedade e coesão social, de protecção dos doentes, de promoção da qualidade do exercício da medicina e de diferenciação técnica dos médicos, através de carreiras médicas», afirmou o candidato.
Ainda na apresentação do seu programa de candidatura para as eleições agendadas para Dezembro, Miguel Leão considerou ainda que o bastonário «deve ser o porta-voz de uma equipa nacional de governo da Ordem dos Médicos, assente no Conselho Nacional Executivo».
Por outro lado, o candidato defendeu que a ordem deve «agir no pressuposto que a defesa dos doentes implica a defesa dos médicos e que a defesa dos médicos implica a defesa dos doentes».
Nesse sentido, propõe-se apresentar, caso seja eleito, entre outras medidas, uma proposta definidora de Acto Médico, adoptando a formulação da União Europeia de Médicos Especialistas.
A promoção da unidade entre as organizações representativas dos médicos, revitalizando o Fórum Médico, é outro dos objectivos de Miguel Leão, para quem a Ordem dos Médicos também deve assumir-se como «entidade reguladora, acreditadora e certificadora da qualidade do exercício da medicina».
Da mesma forma, a Ordem deve também, na perspectiva de Miguel Leão, ser a entidade que «regula, certifica e promove a formação médica pós-graduada».
O candidato a bastonário defende ainda uma «concertação estratégica com as instituições de ensino médico pré-graduado».
A nível interno, Miguel Leão defende que a Ordem dos Médicos exerça uma «acção disciplinar universal, de forma transparente e com independência" e crie "mecanismos de solidariedade e protecção aos médicos».
Entre os princípios em que assente a sua candidatura a bastonário, Miguel Leão defendeu ainda a necessidade da Ordem dos Médicos «tomar a iniciativa de propor junto do poder legislativo a revisão do estatuto e de proceder à modificação do Código Deontológico».
Nuno Oliveira Jorge
Fonte: Lusa
Eli Lilly cria parceria para combater Tuberculose
A parceria consiste na criação de uma estrutura de pesquisa não lucrativa sedeada em Seattle, que irá utilizar recursos de algumas das mais importantes organizações e investigadores nacionais de doenças infecciosas e tuberculose. Os detalhes do acordo, apresentado na Terceira Cimeira Anual de Saúde do Pacífico, não foram revelados.
Gino Santini, vice-presidente do departamento empresarial e estratégias de negócio da Eli Lilly, descreveu esta atitude como “um passo importante em direcção à descoberta de novos e melhores tratamentos para a tuberculose”. O responsável referiu que a empresa está consciente da importância da investigação para salvar milhões de vidas que se perdem devido à tuberculose. “Ao agregar os recursos científicos e financeiros, do sector público e privado, esta parceria irá funcionar como um catalisador para promover a descoberta precoce de novos medicamentos para esta doença que já mata há vários séculos”, acrescentou.
“Seattle já é um ponto importante na pesquisa da tuberculose, por isso esta parceria faz todo o sentido”, afirmou Steve Reed, director do Instituto de Pesquisa de Doenças Infecciosas, uma organização sedeada naquela cidade que já está a trabalhar numa nova vacina para a tuberculose.
Para o presidente do Departamento de Saúde Global da Universidade de Washington, “esta é a ideia certa, no momento correcto e no lugar adequado”.
A tuberculose é uma das maiores pandemias mundiais, uma doença de proporções globais que mata uma pessoa a cada 20 segundos e que recentemente evoluiu para estirpes mais ameaçadores reconhecidas como tuberculose multi-resistente e tuberculose resistente a fármacos.
Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo são portadores de uma das estirpes de tuberculose e milhões morrem todos os anos. Ainda assim, os fármacos utilizados para combater a doença, um problema que afecta os países mais pobres há já muito tempo, têm décadas de existência e o seu poder terapêutico tem decrescido.
Nas estirpes de tuberculose multi-resistente e resistente aos fármacos o tratamento pode durar mais de dois anos. Os pacientes que não têm acesso aos regimes de tratamento mais prolongados, criam resistência ao medicamento. A crescente resistência aos fármacos existentes actualmente, e o aumento do número de pacientes infectados simultaneamente com tuberculose e HIV, está a tornar a pandemia ainda mais ameaçadora e mortal.
“O desafio é enorme”, considera Gail Cassel, vice-presidente do departamento de assuntos científicos da Eli Lilly. A responsável admite que são precisos novos medicamentos, mas que devido à pobreza que assola a maioria dos portadores da doença, também é necessária uma abordagem economicamente inovadora.
O projecto intitulado “Parceria não-lucrativa da Lilly para a Pesquisa de Fármacos para a Fase Inicial de Tuberculose” pretende representar uma cooperação entre a indústria, os académicos e o governo. Para além da Universidade de Washington e da Reed, o projecto da farmacêutica norte-americana conta também com a participação dos Institutos Nacionais de Saúde, do laboratório alemão Merck, do Instituto de Investigação Biomédica de Seattle e da Aliança Global para o Desenvolvimento de Terapias para a Tuberculose, entre outras organizações.
Marta Bilro
Fonte: Indystar.com, Seattlepi.com, The Seattle Times, CNN Money, FDA News, Pharma Live, Aidsportugal.com
Solário: 30 sessões equivalem a mais de 25 escaldões

Trinta sessões de solário equivalem a entre 25 e 100 escaldões por exposição ao sol. Quem o diz é Fernando Ribas dos Santos, da Liga Portuguesa Contra o Cancro, alertando também, para o aumento de hipóteses de cancro da pele e dos problemas dermatológicos devido ao uso destes aparelhos.
"Com 10 exposições ao solário por ano, os utilizadores desenvolvem oito vezes mais possibilidades de vir a ter Cancro da Pele", afirmou o especialista português.
Além de destacar os efeitos negativos de uma exposição inadequada ao sol, a Liga adverte ainda para os problemas que podem ser causados pelos solários.
Segundo Ribas dos Santos, o recurso à técnica de bronzeado artificial é, cada vez mais frequente, sobretudo, entre mulheres dos 16 aos 30 anos, apontando como efeitos negativos dos solários “o envelhecimento precoce da pele e o desenvolvimento de cataratas.”
Raquel Pacheco
Novo pólo de vacinação e consulta do viajante inaugurado em Aveiro
O objectivo é prestar cuidados de saúde à população viajante do distrito, à semelhança do que já acontece nos pólos de Coimbra e Leiria. Para Castelo Branco perspectiva-se também a abertura de um pólo de sanidade internacional, de acordo com uma nota de informação da ARSC.
O pólo de vacinação internacional de Aveiro, funcionará em articulação com Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Infante D. Pedro, inserido "no âmbito de uma política de Saúde Pública descentralizadora, que deverá dar resposta às solicitações em plena época de viagens globalizantes".
A inauguração contou com a presença do delegado regional de Saúde, José Tereso, do coordenador da Sub-Região de Saúde de Aveiro, Humberto Rocha, e do director do Centro de Saúde, João Terrível, além dos responsáveis pelos serviços hoje inaugurados e teve lugar nas instalações do Laboratório de Saúde Pública do Centro de Saúde.
Inês de Matos
Fonte: Lusa
Seminário do EPO no Biocant Park
O Biocant Park – Parque de Biotecnologia de Cantanhede promove no próximo dia 18, em colaboração com o European Patent Office, um seminário destinado à troca de experiências e saberes entre profissionais que de algum modo estão ligados ao registo de patentes, designadamente nas áreas da biotecnologia e da investigação farmacológica.
No encontro estará presente uma delegação de examinadores do EPO liderada por Siobhán Yeats, presidente daquele organismo, além de responsáveis portugueses nas áreas da Biotecnologia e da Química Aplicada, numa oportunidade para todos os investigadores e profissionais da área das Ciências da Vida terem um contacto directo com os especialistas no exame dos pedidos de patentes, que conhecem as tendências mundiais naquela matéria. O objectivo da reunião passa pela partilha de conhecimentos, designadamente nas áreas da biotecnologia e da investigação de novos fármacos, prevendo-se que a discussão venha a incidir sobre a questão das boas práticas e dos últimos avanços na biologia e na genética. Em cima da mesa estarão temas como o actual sistema de registo de patentes na Europa e a questão específica das patentes na Farmácia e na Biotecnologia.
Carla Teixeira
Fonte: Biocant Park
Medicação via "dente artificial"

Cientistas do Fraunhofer Institute for Biomedical Technology, na Alemanha, estão a desenvolver, com sucesso, uma nova terapêutica baseada num dispositivo oral. Trata-se de implante dentário que liberta doses diárias de medicação, consoante as necessidades do paciente.
«Intellidrug» é o nome do dispositivo oral – pequeno o suficiente – para ser inserido dentro de dois molares artificiais que são colocados na parte de trás da boca.
Este implante dentário já foi testado com sucesso em porcos, estando previsto o começo dos testes humanos, no segundo semestre de 2007, e a chegada ao mercado dentro de três anos.
De acordo com a equipa alemã, “o aparelho é programado para libertar a droga (medicamentos) que se dissolvem com a saliva e que, depois, são absorvidos através das paredes das bochechas, de uma forma mais eficaz comparativamente com a toma oral tradicional.”
Informando que os medicamentos são libertados “mesmo quando a pessoa está a dormir”, os investigadores consideram que o “dente artificial” pode “trazer vantagens a doentes de Alzheimer ou doentes que precisam de um controle constante da pressão arterial.”
Segundo explicaram, a peça «Intellidrug», “é alimentada por uma pequena pilha, tem dois sensores electrónicos que detectam a quantidade do fármaco libertado e registam a quantidade ainda armazenada”, adiantando que “a informação é transmitida, através de tecnologia wireless, a um médico, que pode ajustar a dose remotamente ou marcar uma consulta para repor a dose de medicamento no implante, o que terá de ser feito quinzenalmente, embora este tempo se possa alterar consoante o doente.”
Raquel Pacheco
Fonte: BMJ/www.intellidrug.org
Válvula cardíaca a partir de células estaminais

Uma equipa de cientistas britânicos do Harefield Heart Science Centre conseguiu transformar células estaminais em estruturas de tecidos simples que trabalham como válvulas do coração. Este pode ser um importante passo para descobrir a forma de criar corações artificiais.
Quem tem doenças de coração pode vir a ter um coração novo e saudável dentro de dez anos.
Em declarações ao jornal britânico «The Guardian», os autores da investigação afirmam que “a pesquisa está ainda em fase inicial” e que, os testes em animais vão começar ainda este ano, prevendo que se possa aplicar a descoberta em humanos “daqui a dez anos.”
Grande parte das complicações de origem cardíaca deve-se a problemas com as válvulas do coração que, normalmente, são substituídas por válvulas de plástico ou metal. Esta operação implica cuidados permanentes para toda a vida, para que as válvulas não sejam rejeitadas pelo corpo. Se as válvulas crescerem a partir das células estaminais dos doentes, não se corre esse risco e portanto não é necessária medicação para esse fim.
No entanto, os cientistas ressalvam que “o tecido obtido nesta investigação ainda não é suficientemente forte para suportar a circulação de sangue e ainda não contém nervos vitais”, frisando que “se os testes em animais forem bem sucedidos, este tipo de tratamento poderá evitar um transplante de coração nos doentes cardíacos”. Objectivo, aliás, a que corresponde esta investigação que, procura há dez anos, encontrar uma solução para a falta de corações para transplantes.
Raquel Pacheco
Fonte: The Guardian
Três entidades "dão à luz" nova associação
O Fórum Hospital do Futuro aliou-se à Associação Portuguesa de Engenharia da Saúde (APENGSAÚDE) e à Associação de Médicos Gestores de Unidades de Saúde (AMGUS) para formarem a Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão da Saúde.
A nova associação junta três entidades ligadas à organização de eventos para profissionais de saúde. O pontapé de saída teve lugar no Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, onde os presidentes das três instituições assinaram a Declaração de Coimbra.
De acordo com o documento, a associação “surgiu por ser do maior interesse a unificação das actividades das associações e movimentos que [a] dirigem, tendo em vista a identidade dos objectivos por todas prosseguidos.”
Para os promotores, o novo organismo “representa um maior impacto e eficácia na acção desenvolvida, a par de uma maior representatividade e abrangência na comunhão de interesses multidisciplinares e na troca de experiências por parte dos profissionais, instituições, universidades, empresas e entidades oficiais.”
Em comunicado, o presidente do Fórum Hospital do Futuro, João Nunes de Abreu, sublinha que esta aliança “poderá abrir uma nova linha de reflexão e debate sobre a saúde dos Portugueses.”
Raquel Pacheco
Fonte: Hospital do Futuro/APENGSAÚDE
Portugal triplica o número de Dadores de sangue
Por dia, são realizadas cerca de mil colheitas de sangue, em Portugal. Contudo, nem todos os voluntários com cartão de dador estão activos, pelo que o Instituto Português do Sangue se encontra a preparar uma base de dados actualizada, com todos os dadores activos, de forma a gerir eficazmente os stocks e a rede nacional de dadores.
Com o Verão as necessidades aumentam, por isso, no Dia Mundial do Dador de Sangue, o Instituto do Sangue apela à adesão de mais voluntários, esperando poder contar com mais 300 mil portugueses inscritos na rede nacional de dadores.
O Dia Mundial do Dador de Sangue foi uma criação da Organização Mundial de Saúde (OMS), aprovada em Maio de 2005, como forma de agradecimentos a todos os dadores de sangue voluntários e, desde então, tem revelado ser um importante contributo para a segurança e disponibilidade de sangue em todo o mundo.
Inês de Matos
Fonte: SIC Online, Instituto Português do Sangue
Comparticipação da morfina pode ascender aos 95 por cento
O facto de em Portugal o consumo a administração de morfina ser muito reduzido espelha a falha cultural e a ignorância do país, considera o chefe da Unidade de Dor do Hospital de São João do Porto, José Correia. Para além dos preconceitos existentes em relação ao fármaco, a reduzida taxa de comparticipação contribui para que "muitas pessoas, especialmente com dores mais fortes, não o possam adquirir", acrescentou Castro Lopes.
De acordo com este especialista, "em alguns países, a comparticipação deste medicamento chega a 100 por cento, mas cá é de 40 por cento”. Para combater essa situação “o Infarmed vai apresentar ma proposta para elevar a comparticipação ao máximo, que em Portugal é de 95%”, referiu o mesmo responsável.
Segundo notícia o Diário de Notícias, o Infarmed não fez qualquer comentário a esta afirmação, porém admitiu que “o problema está a ser analisado”.
Ainda assim, José Correia salienta que na sua unidade no Porto já há uma elevada administração de opiáceos. Em casos de dor do foro oncológico “todos têm de os tomar e fora desta tipologia já há 10 a 15 por cento dos doentes a tomá-los”, revelou.
Se bem que a tendência seja o começo com doses ligeiras de analgésicos cujas quantidades vão sendo aumentadas, nem sempre o tratamento passa pelos opióides. Os especialistas lembram que os anti-inflamatórios, os relaxantes musculares, os tratamentos por radiofrequência, por bombas de perfuração e a aplicação da toxina botulínica (botox) também podem ser utilizados. Para além disso, a fisioterapia tem uma utilidade fulcral nalguns casos quando combinada com outros tratamentos.
Os contornos da dor
A definição da International Association for the Study of Pain caracteriza a dor como “uma experiência multidimensional desagradável, envolvendo não só um componente sensorial mas também um componente emocional, e que se associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão”.
A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor explica que a dor não é apenas uma sensação mas sim um fenómeno complexo que envolve emoções e outros componentes que lhe estão associados, devendo ser encarada segundo um modelo biopsicossocial. Cada pessoa sente a dor à sua maneira e não existem ainda marcadores biológicos que a permitam caracterizar de forma objectiva.
Não existe relação directa entre a causa e a dor, isto é, uma mesma lesão pode causar diferentes tipos de dores em indivíduos distintos ou num mesmo indivíduo em momentos diferentes. Nem sempre é possível enquadrar a dor com a existência de uma lesão física que lhe dê origem.
Marta Bilro
Fonte: Diário de Notícias, Associação Portuguesa para o Estudo da Dor
GSK doa 50 milhões de vacinas contra o H5N1
A farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) anunciou a doação de 50 milhões de doses da sua vacina contra a gripe das aves à Organização Mundial de Saúde (OMS), quantidade suficiente para vacinar 25 milhões de pessoas em países sub-desenvolvidos. A Baxter International resolveu seguir o exemplo e prometeu igualmente a doação de vacinas. De acordo com a OMS é possível que a Sanofi-Aventis e a húngara Omnivest façam o mesmo.
A entrega será feita pela GlaxoSmithKline ao longo de três anos e os fármacos serão armazenados pela OMS para serem distribuídos no caso de ocorrer uma pandemia causada pelo vírus H5N1. Estudos clínicos já comprovaram a eficácia da vacina desenvolvida pela GlaxoSmithKline na prevenção e resistência a vários tipos de estirpes do vírus H5N1. Embora não possa ser prevista a próxima estirpe a causar uma pandemia de gripe, o H5N1, frequente nas populações aviarias da Ásia e Europa, é um forte candidato.
A vacina desenvolvida pela GlaxoSmithKline, que contém um agente utilizado nos medicamentos para ampliar o seu efeito, tem como alvo o vírus H5N1 que já matou cerca de 190 pessoas entre 300 casos detectados desde 2003.
O laboratório britânico está também em negociações com vários governos de forma a tornar a compra da vacina acessível ao público. No entanto, o director executivo da empresa, Jean Pierre Garnier, afirmou que há vários países europeus que ainda não tomaram uma decisão final acerca dos planos de preparação. “Seria preferível se estes países tornassem públicas as suas decisões sobre o armazenamento de stocks”, disse o mesmo responsável, salientando que a OMS está a recomendar aos governos que armazenem vacinas pré-pandémicas.
Por sua vez a Baxter emitiu um comunicado onde anunciou que “pretende apoiar este programa através da OMS fornecendo uma doação durante vários anos da sua vacina da gripe”. A empresa acredita que as doações “vão ajudar a aumentar o acesso às vacinas essenciais nos países mais pobres em caso de ocorrência de uma pandemia. Assegurar que as vacinas para o H5N1 são disponibilizadas de forma rápida e ampla em caso de pandemia é uma das formas que a OMS tem de coordenar um plano de acção global”, acrescenta o mesmo documento.
O laboratório francês Sanofi-Aventis já avançou que também está preparado para fornecer à OMS um número significante de doses. “Uma grande parte deste fornecimento poderá ser disponibilizado imediatamente”, afirmou a empresa.
Apesar de não poder ser transmitido entre seres humanos, os especialistas temem que se o vírus sofrer uma mutação possa espalhar-se repentinamente por todo o globo. Uma vez que a estirpe seria nova, o sistema imunitário da maioria das pessoas não estaria preparado, o que daria origem a um elevado número de mortes.
Outra das acções que a OMS está a tentar levar a cabo prende-se com o desenvolvimento de linhas de acção de saúde pública, tais como quarentenas, de forma a acabar com as pandemias.
“Este é mais um passo importante em direcção à criação de um recurso global para ajudar o mundo e especialmente para ajudar os países em vias de desenvolvimento no caso de ocorrer um grande surto de gripe aviária”, sublinhou a directora-geral da OMS; Margaret Chan.
Marta Bilro
Fonte: Forbes, Reuters, Market Watch, Chicago Tribune.
Cientistas descodificam 1% do genoma humano
Investigadores de todo o mundo estão envolvidos nesta descoberta, que faz parte do projecto Encode («Encyclopedia of DNA Elements»). Só através da reunião de informação de 80 organizações de todo o mundo (28 estudos no total) foi possível observar «uma extensão tão considerável do genoma», explica Roderic Guigó, membro do Centro de Regulação Genética (CRG), e um dos responsáveis pelo trabalho.
O objectivo do estudo foi elaborar um mapa de localização dos genes e da sua constituição, uma vez que eles podem ter inúmeras formas. «Um mesmo gene pode dar origem a proteínas distintas, dependendo de como sejam combinadas as diferentes regiões", detalhou o cientista em declarações à agência espanhola Efe.
O passo seguinte é «localizar as regiões funcionais do genoma humano, as partes com influência na determinação das características biológicas dos seres vivos (altura, cor de olhos, cabelo sexo por exemplo)».
O trabalho não é totalmente revelador uma vez que os investigadores «não sabem muito bem quais as regiões do genoma que realmente codificam estas instruções, mas já é possível pelo menos analisar em detalhe 1% do genoma humano», acrescenta Guigó.
Por outro lado, os resultados foram muito satisfatórios porque revelaram que muitas regiões do genoma são activas, ainda que desconheçam a sua função. Assim está colocada de parte a teoria de que grande parte do ADN era «inútil», sem qualquer função.
«Agora sabemos que a maior parte do genoma é transcrito em RNA, que é a primeira função do ADN», comentou o cientista.
Durante o trabalho foi ainda possível verificar que os genes estão interligados. Até agora, os cientistas acreditavam que as fronteiras entre eles eram bem definidas e delimitadas. Com esta informação, os cientitas compreendem porque é difícil distinguir uns genes de outros. Eles sobrepõem-se e podem mesmo formar conjuntos.
O estudo vai ser publicado na revista Nature.
Sara Pelicano
Fontes: UOL, BBC, EFE
Governo responsabilizado por morte de mulher
A edição do Correio da Manhã, a mulher morava perto das urgências de Vendas Novas, mas morreu a caminho do Hospital de Évora, a cerca de 50 quilómetros de distância de Vendas Novas, embora os bombeiros tivessem feito de tudo para conseguir que a mulher sobrevivesse.
Em comunicado divulgado, a autarquia responsabiliza politicamente o governo e o ministro da Saúde pela morte da mulher, devido ao encerramento das urgências no centro de saúde da cidade a 28 de Maio último.
Contactada pela agência Lusa, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, através do porta-voz, Mário Simões, lamentou a morte da mulher e contesta o “aproveitamento de uma situação dramática para os mais diversos fins”.
“A ARS reserva-se o direito de responsabilizar o presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas pelas afirmações demagógicas que tem vindo a proferir”, referiu o mesmo porta-voz.
Mário Simões disse ainda que “não se deve associar este infeliz acontecimento” com o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP), isto porque a morte da mulher “ocorreu no período de funcionamento do centro de saúde”.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Ucraniana deu à luz três gémeas
A pediatra Mabilda Brito fez saber que as bebés nasceram de cesariana, entre as 10:25 e as 10:30, na sequência de uma gravidez espontânea, estão agora ligadas ao ventilador as meninas pesam 1300, 1235, 686 gramas e fez questão de lembrar que este tipo de casos, geralmente acontecem após procriação assistida.
A mãe já tinha sido internada a 18 de Maio, devido ao baixo peso das meninas e por ser a primeira gradivez deste jovem ucaraniana de 27 anos, que passava uma gravidez de risco.
”A situação é estável”, disse a especialista, ao final da tarde, como representante da directora do serviço de Neonatologia da Maternidade Daniel de Matos, Rosa Ramalho, que não se encontrava no local.
“A menina com menor peso já não tinha praticamente líquido amniótico a protegê-la e, na opinião dos médicos, seria mais seguro fazê-las nascer já hoje”, explicam amigas dos pais, no blog criado por elas «astresmeninasgemeas.blogspot.com», através do qual lançaram uma campanha pública de ajuda ao casal, que não tem familiares em Portugal e vive com dificuldades.
As amigas afirmam que “a mãe teve que deixar de trabalhar por causa da gravidez de risco e o vencimento do pai é limitado para tantas despesas que se avizinham”. Este grupo para além da abertura de uma conta bancária de solidariedade, para recolher donativos, já reunirãm diversos artigos de bebé, incluindo roupas e produtos de higiene.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Infarmed promove Simpósio sobre genéricos
O evento terá lugar no próximo dia 21 de Junho no Centro de Congressos do Estoril e é creditado pela Ordem dos Farmac~euticos com 0,55 créditos.
No site do Infarmed tem acesso à ficha de inscrição e ao programa do Simpósio.
Sara Pelicano
Fontes: Infarmed
Farmoz faz publicidade aos genéricos
A Farmoz é uma empresa portuguesa, do grupo Tecnimede, dedicada aos medicamentos genéricos. A campanha visa também consolidar o seu trabalho de investigação e desenvolvimento desta área farmacêutica.
A publicidade vai passar na televisão, rádio e imprensa especializada a partir de hoje, dia 14.
Sara Pelicano
Fontes: Meios e Publicidade
Autarquias do Médio Tejo divididas
A proposta apresentada em Outubro, pelo Ministério da Saúde para a reestruturação das urgências hospitalares, faria com que o hospital de Abrantes ficasse com uma Urgência Médico-Cirúrgica e os de Torres Novas e Tomar de uma Unidade Básica de Urgência (UBU).
O presidente do Conselho de Administração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), António Branco, disse à Lusa que os municípios de Tomar e Torres Novas desconfiaram deste documento e pediram esclarecimentos.
António Branco, no entanto, acredita que os autarcas deveriam era ficar preocupados com o facto de não existir uma unidade de cuidados intensivos e que por outro lado “os hospitais de Tomar e Torres Novas terão novas respostas na área das cirurgias”.
“O que é mais pesado em termos de tecnologia fica em Abrantes, o que não quer dizer que os outros não respondam a algumas situações e que outras sejam desconcentradas”, disse António Branco, dando falando da especialidade de otorrino, que deverá passar a funcionar também em Tomar, ”porque a capacidade cirúrgica de Abrantes não se tem revelado suficiente”.
Juliana Pereira
Fonte: Diário Digital / Lusa
Descoberta molécula da obesidade
«As diferentes formas da molécula Bsx agir no corpo podem ajudar a explicar porque algumas pessoas engordam mais do que outras, quando têm a mesma dieta alimentar», explica a investigadora Maria Sakkou.
Os testes feitos em ratos demonstram que os animais com baixos valores de Bsx eram menos espontâneos na prática de exercícios, tinham índices de concentração mais baixos e uma redução de apetite.
Os investigadores acreditam que o Bsx é hereditário e tem um papel importante no controlo do peso humano.
O estudo foi feito por Scientists from the European Molecular Biology Laboratory (EMBL), o German Institute for Nutrition (DIFE) e a University of Cincinnat.
Sara Pelicano
Fonte: Reuteurs
ENTREVISTA
Filomena Cabeça em entrevista ao «Farmácia e Medicamento»
“Liberalização não será a Ota da Saúde”
FM – Porquê uma candidatura à liderança da Ordem dos Farmacêuticos nesta altura?
FC – Candidatei-me porque acho que os desafios que estão a desenhar-se na área da Saúde em geral e na área farmacêutica em particular são motivadores. Já tenho uma longa experiência profissional como farmacêutica hospitalar e estou ligada ao associativismo há mais de 12 anos. Estou consciente das dificuldades e dos muitos desafios, mas senti que esta candidatura é a aposta de uma equipa de profissionais que se revêem nos mesmos objectivos e princípios. Chegou por isso o momento de dar um passo em frente…
FM – De que forma pretende então dar esse passo em frente? Quais são os grandes objectivos da Lista A? Como será a «sua» Ordem dos Farmacêuticos?
FC – A solidez científica da nossa profissão e o nosso grande dinamismo conferem uma garantia de qualidade ao serviço que prestamos. Elegemos, no âmbito desta candidatura, vários pontos fundamentais: a coesão profissional, o reconhecimento da competência no exercício farmacêutico, a regulação da profissão, o papel da Ordem na representação da classe, a diferenciação profissional e a aposta forte nos jovens quadros são os temas mais prementes no actual contexto.
FM – A proposta de lei para a liberalização da propriedade das farmácias é o tema quente em cima da mesa actualmente. Que comentário lhe merece esta intenção do Governo de permitir a qualquer cidadão ser proprietário de um espaço que é de saúde?
FC – Não há dúvidas de que estamos perante um novo paradigma na área da Saúde e na nossa profissão. A salvaguarda do pendor farmacêutico no âmbito da farmácia comunitária não pode, no entanto, ser posto em causa. A reserva de propriedade do farmacêutico tem de prevalecer, qualquer que seja o modelo de farmácia a adoptar no futuro. O profissional de Farmácia é um facilitador do acesso à saúde e tem a confiança dos cidadãos. Defenderemos sempre acerrimamente a reserva de propriedade exclusiva do farmacêutico, e não abdicaremos das nossas convicções nessa matéria. Preconizamos a independência e a autonomia dos farmacêuticos, contra quaisquer interferências na ética e na deontologia destes profissionais.
FM – De que forma é que isso poderá ser feito, estando o Governo tão decidido a avançar com a liberalização? Ainda há tempo para travar o processo?
FC – Temos estudos científicos objectivos e pareceres de especialistas que dizem que a reserva de propriedade do farmacêutico é uma mais-valia para a saúde pública. São provas científicas que pretendemos continuar a demonstrar. Estou perfeitamente convicta do bom-senso do nosso governo. Temos um exemplo bem recente da abertura do poder político. A liberalização da propriedade das farmácias não será a Ota da Saúde. Não queremos que se transforme nisso. Noutras áreas o Governo deu provas de sensibilidade, de que há condições para um diálogo franco e aberto…
FM – Está então convicta de que ainda é possível reverter a intenção da tutela?
FC – Estou absolutamente convicta do bom-senso do Governo e de que é possível reverter a situação, pela via do diálogo e da negociação.
FM – Outro ponto do seu programa eleitoral tem a ver com a captação dos jovens farmacêuticos. Como pretende atraí-los?
FC – A Ordem dos Farmacêuticos é de todos os profissionais da classe. Queremos que, através do que defendemos nas diferentes plataformas de diálogo entre todas as áreas de actividade, seja facilitado a cooperação a todos os níveis. Queremos falar todos a uma só voz, em sede própria, que é a Ordem. Para isso temos de encontrar pontos e realizar acções que tornem reconhecida a importância da OF para os profissionais. A nossa profissão é muito jovem – a média de idades dos farmacêuticos portugueses anda à volta dos 40 anos –, mas os mais jovens é que são os farmacêuticos do futuro, e é preciso ouvi-los e integrá-los, para que sintam que, quando forem chamados a tomar o nosso lugar, estão motivados para a nossa luta.
FM – No programa eleitoral da lista que lidera é apontado um projecto concreto: o «Farmacêuticos 2020». Pode concretizar melhor o que é este projecto, e quais os seus objectivos essenciais?
FC – É um projecto para o futuro, planificando aquilo que queremos que seja a nossa profissão. No fundo é procurar elencar os objectivos para os próximos anos no âmbito da actividade farmacêutica, tendo em conta a miscelânea de idades e de experiências que encontramos nas diversas áreas de actividade do nosso sector.
FM – A candidata da Lista B, Irene Silveira, defende a revisão do actual processo de revalidação da carteira profissional, que considera injusto e inadequado. Não é da mesma opinião…
FC – Temos um contrato-programa que vamos assumir com os farmacêuticos que votarem em nós, numa primeira instância, e depois com todos os outros. O nosso programa defende a diferenciação profissional. Entendemos que a revalidação da carteira profissional deve dar a garantia do reforço de competências dos nossos quadros e do empenho contínuo na busca da confiança dos nossos utentes. Nesta área a evolução científica é constante, e os farmacêuticos têm de actualizar os seus conhecimentos permanentemente. A formação contínua é, nessa medida, um aspecto essencial, e a revalidação da carteira profissional pode demonstrar isso mesmo, aferindo, a cada cinco anos, que estamos empenhados na melhoria dos serviços que prestamos à sociedade. Há três anos que desenvolvemos um projecto de formação com três ciclos: há 6625 colegas em processo de revalidação, e foram já realizadas 9983 acções creditadas. Noventa por cento dos 1604 formandos que estão actualmente no primeiro ciclo têm pelo menos uma actividade creditada. Têm cinco anos para apresentar os seus créditos, e nós apontamos como média três por ano.
FM – Como encara as críticas a esse novo processo de revalidação?
FC – É um processo novo, como diz, e nessa medida é natural alguma resistência à mudança, mas as pessoas vão aderindo a este processo de formação contínua e de aquisição de competências. É um processo inclusivo, com o qual entendemos que será possível puxar a Ordem para cima e mostrar à sociedade o empenho da nossa classe na constante evolução profissional. Com base neste esquema, a OF poderá afirmar a qualquer momento a competência e actualização de todos os seus membros. Obviamente todas as medidas têm alturas de implementação, de avaliação e de melhoria, e depois de algum tempo de aplicação deste processo está na hora de procedermos a essa avaliação. Para isso contamos com as críticas e as sugestões de todos os colegas. É nessa medida que estamos a percorrer o país e a ouvir os profissionais. Visitamo-los e chamamo-los a reuniões para debater os problemas e as soluções.
FM – Está convicta da vitória no dia 21?
FC – Estou. Se assim não fosse não me teria candidatado. Estou certa da justeza do projecto da equipa que lidero, que apresentou ideias concretas e que queremos assumir. Assumimos um compromisso com os membros da OF, de que poderão pedir-nos responsabilidades mais tarde. No que diz respeito à equipa e ao projecto, estão reunidas todas as condições para vencermos e melhorarmos a nossa Ordem.
Carla Teixeira
Fonte: entrevista à candidata
Imagem: «Farmácia e Medicamento»
Ruanda recebe conferência internacional sobre HIV/Sida
De acordo com Innocent Nyaruhirira, Secretário de Estado para a Luta contra o HIV e outras pandemias, o Ruanda foi o local eleito para esta reunião devido à vontade política demonstrada pelo país e manifestada através das campanhas de luta contra a doença.
Pretende-se que os participantes troquem experiências “dos seus respectivos países em termos de estratégias a fim de garantir uma distribuição racional e equitativa dos medicamentos aos doentes da sida sem esquecer as consequências desta pandemia”, referiu o responsável.
Os participantes vão ainda ter oportunidade de assistir à apresentação do relatório elaborado pelo Banco Mundial sobre o "Programa Plurinacional de Luta contra o HIV/Sida para África 2000-2006: resultados da acção lançada pelo BM em resposta a uma crise de desenvolvimento".
O conteúdo do relatório aborda principalmente as transformações que estão em curso e refere que a progressão da doença parece estar a diminuir em alguns países da África Subsariana, entre os quais o Uganda, o Quénia ou Zimbabwe, para além de algumas províncias urbanas como a Etiópia, o Ruanda, o Burundi, o Malawi e a Zâmbia.
Marta Bilro
Fonte: Panapress, Angola Press.
Força mecânica nos estudo dos receptores das células
A técnica de utilização da força permite aos investigadores visualizar a interacção entre as moléculas. Este movimento molecular tem um papel importante porque dá a conhecer o crescimento das células, a sua proliferação e as diferenças entre elas. Eles apercebem-se das mudanças que por exemplo os químicos fazem no ambiente onde se localiza a célula devido ao número e tipo de moléculas que ali se encontram.
«Este trabalho é um desafio porque a superfície das células diferem muito entre si, o que as torna quimicamente diferentes», explica Van Vliet, um dos autores do programa Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Os receptores das células permitem que estas se mantenham em constante comunicação com o ambiente que as rodeia, assim as moléculas, que estão à superfície, transmitem-lhe as informações necessárias para que o receptor desenvolva as funções necessárias. No estudo, foi observado mais atentamente o receptor da célula vascular que é importante tranmissor de células vasculares através do sangue.
Antes desta técnica de força mecânica, os investigadores conseguiam através do microscópio de luz visualizar apenas as estruturas maiores e os núcleos, mas não as minúsculas moléculas que vivem à superfície das células.
O método dá ainda a possibilidade de estudar a membrana dura das células. Sobrepondo as imagens das membranas e dos receptores os investigadores chegam à maioria dos receptores. «Estas correlações suportama a teoria actual de que a função do receptor está ligada a outras proteínas da superfície da célula, que transmitem forças mecânicas para a parte externa das células», explica Van Vliet.
A investigação foi feita National Science Foundation Nanoscale Exploratory Research, o Center for the Integration of Medicine and Innovative Technology, o Hugh Hampton Young Memorial Foundation e o Beckman Foundation Young Investigators Program.
Sara Pelicano
Fontes: MIT
Roche reafirma estratégia de aquisições para 2007
O director executivo da farmacêutica suíça Roche, Franz Humer, confirmou as previsões do laboratório para 2007 e o interesse em proceder a determinadas aquisições para complementar o portfolio da empresa. Porém, garante que não estão interessados em mega-fusões ou mega-aquisições. “Não temos nem vamos ter uma presença no mercado dos genéricos”, asseverou.Numa conferência de imprensa em Paris, o responsável salientou o “excelente” arranque de 2007 e afirmou que a estratégia da empresa é “gerar frutos”. As vendas da Roche aumentaram 16 por cento no primeiro trimestre deste ano e Humer mostrou-se confiante de que os lucros obtidos por acção vão crescer mais rapidamente do que o volume de vendas.
A empresa farmacêutica deverá continuar a apostar no desenvolvimento de fármacos patenteados e revelou que irá pedir à entidade europeia e norte-americana de controlo de medicamentos para que, no final do ano, reveja a autorização do Actemra, um medicamento em fase de experimentação destinado ao tratamento da artrite reumatóide. Isto porque, segundo afirmou Humer, a Roche espera introduzir o medicamento no mercado no final de 2008 ou início de 2009.
Para além disso, o mesmo responsável adiantou ainda que o laboratório suíço não tem quaisquer intenções de alterar os 56 por cento que detém na Genetech Inc., a empresa de biotecnologia sedeada na Califórnia que foi responsável pela criação do Avastin e do Herceptin. “Estamos muito satisfeitos com a forma como a nossa relação com a Genetech se tem desenvolvido e não temos intenção de alterá-la”, afirmou.
Segundo Humer, a empresa não põe de parte a possibilidade de estabelecer alianças idênticas à que já tem com a Genetech. “Se surgir a oportunidade de criar uma estrutura similar o grupo irá certamente fazê-lo”, revelou. O director-executivo reafirmou também o interesse numa aliança com a Transgene, uma empresa francesa de biotecnologia. Os dois grupos estão a cooperar no desenvolvimento de vacinas contra o vírus do papiloma humano, relacionado ao desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas.
Deixando as preocupações de lado, Humer referiu que os dados apresentados este ano na reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla inglesa), onde foram anunciados os avanços de medicamentos rivais, não oferecem qualquer ameaça ao seu lugar de topo no mercado oncológico.
“Pelo que vi na ASCO não estou preocupado com a concorrência”, afirmou, acrescentando que “os obstáculos que se colocam aos novos investidores são muito maiores do que os que tivemos que enfrentar quando entrámos no mercado”, já que eles precisam mostrar que os benefícios dos seus produtos vão além dos da Roche e da Genetech.
Marta Bilro
Fonte: First World, Bloomberg, Forbes.
Glaxo lança Alli nos Estados Unidos
A GlaxoSmithKline anunciou para esta semana o lançamento, nos Estados Unidos, do Alli (orlistat), um medicamento para o tratamento da obesidade que não precisa de prescrição médica. Na Europa o início da distribuição do novo produto deverá ocorrer até final do ano, de acordo com a empresa britânica, sendo ainda esperada a sua aprovação no Canadá, na Nova Zelândia, na China e na América Latina.
O Alli corresponde a uma versão de baixa dosagem de orlistat, o princípio activo do medicamento Xenical da Roche, que tem de ser prescrito pelo médico para poder ser administrado, e que é já distribuído em todo o mundo à excepção do Japão. O novo medicamento da empresa britânica, a segundo maior fabricante de fármacos a nível mundial, deverá chegar às farmácias norte-americanas durante esta semana, onde está previsto um fornecimento inicial de 400 mil embalagens, que deverão estar totalmente distribuídas e disponíveis no mercado a partir de amanhã, dia 15.
Fonte da farmacêutica adiantou que este deverá ser um dos maiores lançamentos de sempre da Glaxo e provavelmente um dos maiores lançamentos de fármacos sem necessidade de prescrição médica alguma vez realizados em todo o mundo. De acordo com a companhia britânica, a conjugação do Alli com um regime para perder peso e a prática de exercício físico regular permitirão aos seus utilizadores uma perda de peso 50 por cento superior à que conseguiriam unicamente através da dieta e da prática de exercício, já que o fármaco actua bloqueando cerca de 25 por cento da gordura presente nos alimentos, reduzindo o volume de calorias que é absorvido pelo organismo.
Obesidade epidémica
Actualmente estima-se em cerca de 140 milhões o número de adultos obesos nos Estados Unidos. Os números globais são ainda mais avassaladores: mil milhões de pessoas com excesso de peso e 300 milhões de obesos em todo o mundo fazem da obesidade uma das doenças mais prevalentes à escala mundial, já catalogada pela Organização Mundial de Saúde como a epidemia do século XXI. Em Portugal a incidência do problema está calculada em 13 por cento da população masculina e 15 por cento da população feminina. A Direcção-Geral de Saúde avisa que, se não forem tomadas medidas para travar o processo, metade dos portugueses sofrerá de obesidade em 2025.
Carla Teixeira
Fontes: First Word, JornalismoPortoNet, Bloomberg, Organização Mundial de Saúde e Financial Times
Novo software acelera a identificação de variações genéticas

O novo “Variant Reporter Software” reduz o tempo da revisão manual destes dados ao detectar automaticamente as variações genéticas, agilizando o processo de análise de dados. A Applied Biosystems espera que o software possa reduzir para até metade do tempo que actualmente é necessário para avaliar dados de variação genética gerados durante projectos de sequenciação clínica.
A sequenciação clínica é geralmente utilizada para identificar variações genéticas em populações de amostra. Esta técnica de análise é crucial para compreender as causas genéticas de doenças e a resposta individual aos medicamentos. Tecnologias de sequenciaçao automática de DNA tornaram possível aos investigadores executar estudos de detecção e monitorização de variações genéticas em grandes amostras de população. Estes projectos de grande escala estão a gerar conjuntos substanciais de dados que requerem ferramentas bioinformáticas robustas que possam facilitar a rápida análise e gestão desses dados.
Espera-se que as características deste software permitam aos investigadores estudar mais eficientemente doenças complexas cruzando múltiplos genes e conjuntos de dados maiores do que as actuais aplicações de software conseguem gerir. A possibilidade de avaliar rapidamente dados re-sequenciados pode fazer avançar significativamente a pesquisa focada na base molecular da doença ou numa potencial resposta de um indivíduo a um medicamento. O “Variant Reporter Software” resolve os problemas de acumulação de dados que existem actualmente neste processo, disponibilizando uma melhor maneira de avaliar rapidamente os dados de variações e identificando pontos de interesse. Isto pode economizar centenas de horas gastos na avaliação destes grandes conjuntos de dados.
Isabel Marques
Fontes: BusinessWire.com e www2.appliedbiosystems.com
Lisboa e Vale do Tejo com maior capacidade hospitalar
Em comunicado, o gabinete do ministro da saúde, Correia de Campos, fez saber que “estão em concurso parcerias público-privadas que vão significar um aumento líquido de 530 camas”, provando desta forma que o aparecimento de novas unidades de saúde privadas, em Lisboa, não afectou o SNS.
Manuel Delgado, presidente da Associação de Administradores Hospitalares, não se surpreende com os número apresentados pelo governo, concordando que a médio prazo, o aparecimento destas novas unidades privadas, levará a uma reestruturação no sector.
“O sector privado em termos de oferta de internamento vivia à volta de pequenas clínicas com uma dimensão na ordem das 20/30 camas. Essa dinâmica está a ser posta em causa pelo investimento de grupos económicos. Isso vai necessariamente, a médio prazo, obrigar – não direi a fusões – mas à eliminação de pequenas clínicas em beneficio destas instituições com uma dimensão maior e com uma oferta mais confiável para os doentes”, acrescentou.
Inês de Matos
Fonte: Renascença
Nova vacina para gripe, Optaflu, da Novartis, aprovada pela UE
Esta vacina pode ser produzida em massa mais rapidamente no caso de uma pandemia, que poderia ser despoletada, por exemplo, pela gripe das aves. A Optaflu é a primeira grande inovação na produção de vacinas para a gripe em mais de 50 anos. Os peritos têm encorajado os fabricantes de fármacos a desenvolverem métodos mais modernos para o desenvolvimento de vacinas para a gripe, que permitiria uma produção mais rápida e eficaz.
Durante o programa de avaliação clínica da segurança e imunogeneticidade da vacina, mais de 3400 pessoas receberam a Optaflu. Estes dados mostraram que a Optaflu cumpriu todos os critérios de avaliação clínica da União Europeia.
Espera-se que esta nova vacina esteja disponível em Portugal a partir de 2008.
Paulo Frutuoso
Fontes: Medscape, Novartis, Reuteurs
Defeito genético pode ser a causa de doença respiratória e doença cardíaca congénita
A ligação entre as duas doenças começa nas células ciliadas, finas estruturas semelhantes a pêlos, cujos movimentos ajudam a eliminar as partículas e as mucosidades das vias aéreas inferiores. Os investigadores notaram inicialmente a relação em crianças com uma doença respiratória que afecta estas células, a discinesia ciliar primária. Uma mutação genética que prejudica o movimento das células ciliadas causa a doença. Algumas crianças que foram tratadas à discinesia ciliar na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill também tinham heterotaxia – um posicionamento anormal do coração e dos pulmões associado a doença cardíaca congénita.
A equipa de investigadores interrogou-se se a discinesia ciliar primária e a heterotaxia estariam relacionadas, uma vez que se sabe que outros tipos de células ciliadas desenpenham um papel na organização e direccionamento dos órgãos num embrião em desenvolvimento. Contudo, os resultados do novo estudo demonstram que estão relacionadas.
O estudo descobriu que a prevalência de heterotaxia e anomalias cardíacas congénitas era 200 vezes maior em pessoas com discinesia ciliar primária do que na população geral (um em 50 versus um em dez mil).
Segundo um dos investigadores, Dr. Michael Knowles, estes resultados devem incentivar os médicos que tratam pacientes com doença cardíaca congénita a serem mais vigilantes, no que se refere a testar e tratar anomalias respiratórias.
Crianças com heterotaxia e doença cardíaca congénita geralmente são submetidas a cirurgias para reparar os defeitos do coração, e caso tenham complicações respiratórias no pós-operatório, normalmente assume-se que os problemas foram causados pelos problemas cardíacos, acrescenta o Dr. Knowles. Mas o estudo indica que estes problemas respiratórios das crianças podem ter uma causa genética subjacente.
Os investigadores esperam que estas associações entre a função ciliar, os defeitos do coração e a organização dos órgãos no interior do peito e abdómen levem a uma melhor compreensão de como estes defeitos evoluem.
Isabel Marques
Fontes: NewsMax.com e Manual Merck
Relatório aponta insustentabilidade da indústria farmacêutica
O modelo de negócio da indústria farmacêutica é “economicamente insustentável”, refere um relatório divulgado na quinta-feira pela consultora PricewaterhouseCoopers. O estudo sugere que a forte aposta das empresas farmacêuticas num núcleo reduzido de medicamentos, na esperança de obterem um grande volume de vendas, é um reflexo da sua “incapacidade operacional” para agirem de forma suficientemente rápida na produção de tratamentos inovadores, exigidos pelos mercados globais.
Steve Arlington, o principal responsável pela investigação, considera que as empresas farmacêuticas gastam o dobro do tempo necessário para levar a cabo uma investigação comparativamente com o tempo gasto há 10 anos. No entanto, a produção dos medicamentos foi reduzida a metade: entre 40 e 45 por cento dos ensaios clínicos realizados em fármacos na fase 3 falham.
As acções das empresas farmacêuticas não obtiveram bons resultados, as vendas e os custos publicitários aumentaram, assim como as restrições legais e regulamentares, a reputação da indústria têm sido manchada por casos mediáticos como o do Vioxx, o analgésico da Merck que já foi alvo de milhares de processos judiciais.
As entidades que prestam cuidados de saúde e os utentes estão ansiosos para reduzir os gastos com tratamentos. As pessoas vivem mais tempo mas não necessariamente de forma mais saudável. Este facto conduz a previsões que indicam que, em 2020, o mercado farmacêutico global deverá obter mais do dobro da sua facturação, ascendendo aos 9,76 biliões de euros (1.3 biliões de dólares norte-americanos).
Os responsáveis pelo estudo aconselham a indústria farmacêutica a mudar para tirar partido destas novas oportunidades, direccionando os seus investimentos mais para a investigação e menos para as vendas e marketing. “A indústria farmacêutica deve concentrar-se principalmente no desenvolvimento de medicamentos para a prevenção ou cura. De qualquer forma, os fármacos terão que demonstrar benefícios reais e lidar com as necessidades médicas ainda não preenchidas”, salienta Arlington.
O relatório elaborado pela PricewaterhouseCoopers vai mais além ao afirmar que a indústria farmacêutica precisa de se unir a outros “parceiros de peso” – governos, pacientes e investidores – para discutir a melhor forma de seguir em frente.
Steve Arlington sugere, por isso, que a protecção sobre as patentes dos medicamentos, que actualmente vigoram por 20 anos, sejam prolongadas por um período mais extenso de forma a incentivar as empresas a produzirem mais fármacos inovadores e a vendê-los a um preço mais reduzido.
Uma das sugestões apresentadas pelo especialista é a expansão do campo de escolhas das pesquisas preliminares para a Ásia, por exemplo, onde a investigação é menos dispendiosa. Outra das hipóteses passa por aumentar a colaboração com académicos.
Ainda assim, existem alguns indícios de que as empresas farmacêuticas estão a começar a mudar os seus modelos de pesquisa. A GlaxoSmithKline, por exemplo, inaugurou recentemente uma clínica de imagiologia no valor de 74 milhões de euros (50 milhões de libras), no Hammersmith Hospital, em cooperação com o Imperial College e o Conselho de Pesquisa Médica. O objectivo é utilizar o novo complexo como plataforma de troca de conhecimentos entre académicos na utilização dos últimos avanços em imagiologia de forma a perceber melhor as doenças e como tratá-las, acelerando o desenvolvimento de novos fármacos.
Para que as mudanças sejam exequíveis, a indústria tem que se movimentar rapidamente ou enfrentar uma nova ronda de fusões e aquisições por parte das empresas líderes de mercado, caindo nas mãos dos privados.
O mesmo relatório diz ainda que há sete países que poderão ser responsáveis por um quinto da receita global de medicamentos até 2020, relativamente aos oito por cento registados em 2004: Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia. A China sozinha poderá ser o segundo ou terceiro maior mercado do mundo, previu a consultora responsável pelo estudo.
Os proprietários e as patentes
Em 2012, altura em que expiram algumas das patentes mais importantes, as principais empresas farmacêuticas deverão perder entre 14 e 41 por cento das receitas actuais. A Pfizer terá que enfrentar o fim da exclusividade sobre a patente do Viagra e do Lipitor, o medicamento mais vendido no mundo, o que se traduzirá na perda de 41 por cento das suas receitas. Por sua vez a AstraZeneca deverá perder 38 por cento das suas vendas, enquanto que a GlaxoSmithKline vê expirar, em 2012, as patentes dos seus dois fármacos mais bem sucedidos, o Advair (comercializado em Portugal com o nome Eustidil) e o Avandia, estando previstas quebras nas receitas na ordem dos 23 por cento.
Marta Bilro
Fonte: Prime Newswire, The Guardian Unlimited, Financial Times, MSN Money, msnbc.com
Dia Mundial do Dador de Sangue - “Sangue Seguro para uma Maternidade Segura”
Este ano, o tema do Dia Mundial do Dador de Sangue é “Sangue Seguro para uma Maternidade Segura”, para enaltecer o papel salvador de vidas de uma transfusão de sangue durante os cuidados maternais e perinatais. Irá também introduzir uma nova iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), com vista a melhorar a disponibilidade temporal de sangue seguro em instalações de saúde que providenciam cuidados obstétricos de emergência, particularmente em países com altas taxas de mortalidade maternal; e medidas para reduzir transfusões desnecessárias.
No mundo inteiro existem mais de 500 mil mortes maternas por ano, 99% das quais nos países em desenvolvimento. Destas, cerca de 44% sucedem em África, 31% na Ásia e mais de 21% na América Latina e nas Caraíbas, sendo atribuídas a hemorragias e ao risco de desenvolvimento de complicações. As hemorragias severas são mais frequentes em mulheres grávidas com problemas de saúde, tais como anemia, sépsis, malária, HIV/SIDA e mutilação genital feminina.
Pelo mundo fora, o Dia Mundial do Dador de Sangue será o foco de actividades especiais para homenagearem os milhões de pessoas que, generosamente, doam sangue para salvar vidas. Para doar sangue é necessário estar em bom estado de saúde, possuir hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos. Para uma primeira dádiva, o limite de idade é aos 60 anos. Os homens podem dar sangue de 3 em 3 meses (4 vezes/ano) e as mulheres de 4 em 4 meses (3 vezes/ano) sem qualquer prejuízo para si próprios.
Para mais informações contacte o Serviço de Promoção da Dádiva de Sangue do Instituto Português do Sangue:
Parque de Saúde de Lisboa
Av. do Brasil, nº 53 – Pav. 17
1749-005 Lisboa
Telef: 217 921 020
Fax: 217 956 492
E-mail: dadiva@ips.min-saude.pt
Paulo Frutuoso
Fontes: OMS, Instituto Português do Sangue
