sexta-feira, 20 de julho de 2007

Cadeiras de bebé aumentam risco de síndrome de morte súbita do lactente

Os recém-nascidos transportados sentados em bancos de automóveis ou em cadeiras de transportes e retenção de crianças correm um risco mais elevado de sofrer de Síndroma de Morte Súbita do Lactente (SMSL), revela um novo estudo.

A investigação, que analisou 508 bebés com idade inferior a 1 ano, observou que 17 mortes ocorreram quando as crianças se encontravam “sentados em determinados aparelhos”, 10 das quais permaneceram por explicar, refere Aurore Côté, do Centro de Saúde da Universidade McGill, e orientadora do estudo publicado pelo “Archives of Disease in Childhood”.

Porém a análise aponta para um risco acrescido em todos os bebés que se encontram no primeiro mês de vida, quer sejam ou não prematuros, sempre que estão sentados em cadeiras de transporte para automóveis ou cadeiras de bebé. “A mensagem transmitida aos pais deve ser: não deixem que um bebé com menos de um mês de idade passe muito tempo sentado num carro ou num assento para bebés”, salientou a especialista.

Keith Tanswell, director do departamento de neurologia do Hospital de Crianças Toronto considera interessantes as conclusões do estudo, que “sugere que não é ideal transportar um bebé no assento de um carro sem colocar a cabeça em posição neutral”. No entanto, a dimensão da pesquisa é reduzida, considera o responsável, sublinhando que transportar os bebés sem a cadeira apropriada comporta riscos de ferimentos bem mais acrescidos. Os autores têm consciência que a investigação tem um alcance limitado por não haver um grupo de controlo com bebés vivos e saudáveis, mas destacaram que as crianças que cuja causa de morte conseguiu ser determinada funcionaram como um grupo de controlo nominal.

A SMSL é o nome atribuído à morte súbita e inesperada de um bebé, sem explicação da causa, mesmo após investigação apropriada. Nos países ocidentais constitui uma das causas mais frequentes de morte no primeiro ano de vida. O fenómeno existe também em Portugal mas desconhece-se ainda a sua verdadeira extensão. Embora não se conheça a causa desta síndroma, sabe-se que o risco aumenta se os bebés dormirem de bruços ou se a mãe fumou durante a gravidez e se continua a fumar após o parto.

Marta Bilro

Fonte: Med Page Today, The Star, Sociedade Portuguesa de Pediatria.

EMEA: Acomplia é contra-indicado em pacientes com depressão

O Acomplia (rimonabant), medicamento comercializado pela Sanofi-Aventis e destinado à perda de peso, deve ser tomado com precaução. Um parecer emitido pela Agência Europeia do Medicamento (EMEA) refere que o fármaco é contra-indicado em pacientes que estão a ser tratados com antidepressivos ou que sofram de uma depressão clínica.

De acordo com Comité de Especialidades Farmacêuticas para Uso Humano da EMEA (CHMP), a substância deve ser acompanhada de um alerta que esclareça os doentes acerca dos efeitos secundários inerentes à toma, entre os quais se destacam os pensamentos suicidas. Ainda assim, a EMEA decidiu não suspender a comercialização do medicamento por considerar que os benefícios superam os riscos, excepto em pacientes com depressões ou que tomem anti-depressivos.

O medicamento é indicado como adjuvante na dieta e no exercício físico para o tratamento de doentes obesos ou com excesso de peso e com factores de risco associados, tais como diabetes tipo 2 ou a dislipidemia. Em Junho, Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drug Administration – FDA) recusou a aprovação do medicamento no mercado daquele país baseando-se num estudo que, apesar de confirmar a eficácia do tratamento na diminuição de peso, referia que os pacientes a quem foi administrado o fármaco relataram, com frequência, a ocorrência de pensamentos ou actos suicidas e perturbações psicológicas.

O Acomplia está à venda na Europa desde Junho de 2006, porém, a EMEA salienta que os médicos estão apreensivos relativamente aos riscos de utilização do medicamento desde que este foi disponibilizado no mercado. Os reguladores europeus recomendam agora que as contra-indicações do fármaco sejam actualizadas. “Se começar a sentir sintomas de depressão enquanto toma o Acomplia, ou se está a ser tratado com antidepressivos, consulte o seu médico”, refere a EMEA, sublinhando que tem registo de 364 reacções psiquiátricas, 16 das quais incluíam pensamentos suicidas, enquanto 48 eram referentes a sinais de depressão.

O laboratório francês afirmou que os avisos que acompanham o Acomplia já foram actualizados de forma a “incluírem informação acerca das perturbações depressivas”.

Marta Bilro

Fonte: Forbes, Reuters, The Earth Times.

Autoridades suspendem venda de medicamento importado
Nutriflex retirado do mercado brasileiro


O secretário de Saúde e Defesa Civil do Brasil deu nesta semana indicações ao sector farmacêutico do país no sentido da suspensão imediata da distribuição e da comercialização de todas as embalagens do lote 6081A159 do medicamento Nutriflex Lipid Plus, com data de fabrico de 20 de Fevereiro de 2006 e prazo de validade de Janeiro do próximo ano, bem como das embalagens do mesmo lote com data de fabrico de 9 de Março de 2006 e validade até Fevereiro de 2008.

Ambas as versões do fármaco são fabricadas e comercializadas pela empresa farmacêutica B. Braun Melsungen, com sede na Alemanha, e importados para o Brasil pelos Laboratórios B. Braun SA. O secretário de Saúde e Defesa Civil adianta que a retirada do medicamento do mercado se deve a uma suspeita de contaminação microbiológica em algumas embalagens daqueles lotes, razão pela qual ordenou a suspensão da sua distribuição e venda. O não cumprimento desta ordem será considerado pelas autoridades brasileiras como uma infração de cariz sanitário e poderá acarretar sanções previstas na lei federal.

Carla Teixeira
Fonte: JB Online
Estudo publicado na revista médica «Chest»
Obesidade presdispõe a distúrbios respiratórios

O excesso de peso está relacionado com o aumento do risco do surgimento da apneia obstructiva do sono, que pode levar ao desenvolvimento da síndrome de hipoventilação, e nos casos mais graves ao agravamento das manifestações respiratórias nocturnas. Um estudo agora divulgado na revista médica «Chest» aconselha, por isso, os profissionais de saúde a estimular a perda de peso nos seus doentes.

Considerando que a obesidade constitui um grave problema de saúde pública nas sociedades modernas, e tendo em conta que a sua prevalência tem vindo a aumentar nos últimos anos, os investigadores avaliaram as várias manifestações respiratórias, identificadas através da polissonografia realizada em indivíduos que apresentavam factores de risco daquelas doenças, e concluíram que os obesos graves têm maior propensão para a coexistência da apneia obstructiva do sono e da hipoventilação, num cenário que tem como consequência uma menor irrigação de oxigénio no sangue arterial durante os períodos de sono, que culmina numa exacerbação da sintomatologia de falta de ar, elevando igualmente o risco de complicações graves que podem levar à morte directa ou indirecta, já que muitas vezes a obesidade, que prevalece em indivíduos de todas as idades e de todos os grupos sócio-económicos, surge frequentemente associada a outras doenças, como as cardiovasculares, principal causa de morte nos países desenvolvidos.

Carla Teixeira
Fonte: Chest, Bibliomed, Fundação Portuguesa de Cardiologia
Quando administrados nas grávidas
Multivitamínicos podem evitar cancro nos bebés

As gravidezes acompanhadas da administração de suplementos vitamínicos têm maior probabilidade de ter como desfecho o nascimento de crianças saudáveis. Um estudo conduzido por uma equipa de cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, concluiu que a ingestão daqueles suplementos é importante para um melhor desenvolvimento do feto.

Segundo os resultados da pesquisa agora divulgada, a toma de um suplemento antes da gravidez e durante os primeiros meses de gestação pode reduzir o risco do desenvolvimento de certos tipos de tumores nos bebés. No caso da leucemia infantil, por exemplo, essa diminuição poderá chegar aos 36 por cento, de acordo com a investigação destes especialistas. A incidência de outros problemas, como a formação de tumores malignos no tecido nervoso (neuroblastomas), pode ainda chegar mais longe, registando diminuições de 47 por cento, enquanto os cancros no cérebro revelam menos 27 por cento de probabilidades de se desenvolverem. Os cientistas canadianos suspeitam que o ácido fólico presente nos suplementos multivitamínicos seja um dos elementos responsáveis pela maior protecção dos filhos das mulheres que, enquanto grávidas, os tomaram.

Carla Teixeira
Fonte: Performance Online

Fármaco experimental da Metabasis para a diabetes falha objectivo

A Metabasis declarou que os dados da fase intermédia do ensaio do fármaco experimental oral para a diabetes tipo 2, o CS-917, mostraram que o fármaco falhou na redução dos níveis crónicos de açúcar no sangue. O composto está a ser desenvolvido pela Daiichi Sankyo, como parte de um acordo de licenciamento entre as duas companhias. A Metabasis e a Daiichi Sankyo estão a analisar as descobertas do estudo.

No que se refere ao CS-917, a Daiichi Sankyo informou a Metabasis que os resultados do ensaio de fase 2b, recentemente finalizado, mostraram que o produto candidato falhou, em ambas as doses testadas, o objectivo de baixar o nível ajustado por placebo de hemoglobina glicosilada (HbA1c), uma medida de carga de glicose. O estudo envolveu 392 pacientes, divididos por quatro tratamentos. Dois grupos receberam CS-917 a 50 mg bid e 100 mg bid respectivamente. O terceiro grupo recebeu metformina a 850 mg bid e o quarto grupo recebeu placebo. O nível médio de HbA1c, no início do estudo, era de aproximadamente 7,6-7,7 por cento. O nível ajustado por placebo de HbA1c no final do tratamento de três meses ficou inalterado com a dose baixa e houve um decréscimo de 0,17 por cento no grupo tratado com a dose elevada de CS-917. O tratamento com metformina resultou num decréscimo de 0,50 por cento. O CS-917 pareceu ser seguro e bem tolerado pelos pacientes. A Daiichi Sankyo e a Metabasis continuam a avaliar os resultados.

O CS-917 é um profármaco de um inibidor activado oralmente, potente e selectivo de fructose-1, 6-bisfosfatase, uma enzima reguladora no caminho responsável pela produção de glicose no fígado, conhecido como o caminho de gliconeogénese. O CS-917 foi descoberto através da utilização da tecnologia NuMimetic da Metabasis e está a ser desenvolvido pela Daiichi Sankyo.

O vice-presidente executivo na área de investigação e desenvolvimento da Metabasis, Dr. Mark Erion, revelou que a companhia está surpreendida e desapontada com os resultados revelados até agora por esta importante fase 2b do ensaio clínico, especialmente após os resultados promissores de pequenos estudos iniciais e pré-clínicos de 14 e 18 dias. Neste momento, a companhia tem muitas questões sem resposta, como, por exemplo, se o facto dos níveis de glicose no plasma em jejum e dos níveis de HbA1c nos pacientes no início da fase 2b do ensaio serem substancialmente mais baixos, do que os que foram estudados na anterior fase 2a, poderá ter tido impacto nos resultados. Este é apenas um dos factores que a empresa pretende avaliar, esperando trabalhar de perto com a Daiichi Sankyo, nas próximas semanas, na análise e comparação dos resultados deste e de ensaios anteriores. Estes esforços podem ajudar a equipa da Metabasis a determinar o impacto destas descobertas no CS-917 e nos fármacos experimentais do tipo de inibidor de gliconeogénese , incluindo o MB07803.

O presidente da Metabasis, Dr. Paul Laikind, sublinhou que a companhia tem outros programas entusiasmantes nos estádios clínico e pré-clínico, como é do conhecimento dos accionistas. Por exemplo, o MB07811, o produto candidato para o tratamento do colesterol elevado, que está actualmente a ser avaliado num ensaio clínico importante e pode representar uma grande oportunidade de mercado, se for um produto bem sucedido. A Metabasis revelou ainda recentemente dados promissores do MB07133, o fármaco experimental para o cancro primário do fígado.

Independentemente do resultado da análise dos dados do CS-917, a companhia continua entusiasmada com as perspectivas dos seus vários produtos e com o seu próprio futuro.

Isabel Marques

Fontes: FirstWord, Bloomberg, SmartMoney

Schering-Plough termina acordo com Metabasis e Valeant

A Schering-Plough terminou o acordo com a Metabasis e com a Valeant para o desenvolvimento e comercialização de um composto para o tratamento da hepatite B, o pradefovir, um fármaco antiviral oral, segundo anunciou a Metabasis. A Schering-Plough tomou esta decisão de devolver todos os direitos sobre o fármaco à Metabasis, devido, em parte, aos dados pré-clínicos do pradefovir que sugeriam um aumento da incidência de cancro com doses mais elevadas.

Resultados promissores da fase 2b do estudo do pradefovir foram relatados em 2006 pela Valeant, a detentora anterior da licença do produto. Todavia, depois de os direitos exclusivos de desenvolvimento e comercialização do pradefovir terem sido concedidos à Schering-Plough, foram completados estudos de carcinogenicidade de 24 meses em ratos e ratazanas que revelaram um acréscimo na incidência de cancro com as doses mais elevadas do fármaco. Como resultado destas descobertas e outras considerações, a Schering-Plough tomou a decisão de terminar o acordo.

A Metabasis inicialmente licenciou o composto à Valeant, que depois vendeu os direitos à Schering-Plough em Dezembro. A Schering-Plough adquiriu a licença do tratamento em Janeiro, tendo efectuado pagamentos de 19,2 milhões de dólares à Valeant e de 1,8 milhões de dólares à Metabasis.

O presidente da Metabasis, Paul Laikind, disse que a Schering-Plough ainda não tinha iniciado as actividades de desenvolvimento clínico do pradefovir quando foram conhecidos os resultados do estudo de carcinogenicidade. A Metabasis acredita que a Schering-Plough tomou a decisão de terminar o acordo por várias razões, contudo, isto não significa necessariamente que o desenvolvimento e aprovação do pradefovir não sejam viáveis. Nos próximos meses, a Metabasis irá rever cuidadosamente os resultados clínicos e toxicológicos e outros factores para determinar o futuro do pradefovir.

Isabel Marques

Fontes: FirstWord, Bloomberg, SmartMoney

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Daqui a oito anos 75% da população dos EUA será obesa

Um novo estudo desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins em Baltimore, EUA, revelou que em 2015, três em cada quatro norte-americanos terão excesso de peso, o que corresponde a 75 por cento da população total do país. Se a obesidade é já uma realidade alarmante, no futuro ela será mesmo uma epidemia mortal, afirmam os investigadores.

Youfa Wang, dirigente do estudo, considera que «a obesidade é uma crise de saúde pública. Se o nível de obesidade e de peso a mais continuar a subir a este ritmo, em 2015, 75 por cento dos adultos e quase 24 por cento das crianças e adolescentes vão ser gordos ou obesos».

O estudo baseou-se na análise de investigações anteriores, recorrendo também a algumas sondagens nacionais que contabilizam pesos e comportamentos. A partir desta análise, os investigadores definiram as taxas de obesidade dos adultos através da fórmula que indica o índice de massa corporal (IMC), segundo a qual pessoas com um nível superior a 25 de IMC têm peso a mais e aquelas que apresentam um resultado superior a 30 são obesas.

Os resultados apresentados em 2003/2004 indicavam já que 66 por cento dos adultos americanos tinham peso a mais, tal como 16 por cento das crianças e adolescentes norte-americanos, existindo ainda 34 por cento em risco de ficarem com peso a mais.

«É provável que a obesidade continue a aumentar e, se nada for feito, vai tornar-se brevemente a maior causa de morte, passível de prevenção, dos Estado Unidos», diz Wang, pois a obesidade leva ao aparecimento de doenças cardíacas, diabetes e alguns tipos de cancro.

Os investigadores deixam o alerta, no futuro, mais do que a um corpo rechonchudo, a obesidade passará a estar associada à principal causa de morte nos EUA.

Inês de Matos

Fonte: Sol
Doentes com cancro fazem apelo ao PR

A UHDC apela para vetar a nova lei do tabaco,aprovada na Assembleia da república no dia 28 de Junho.

A União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC) anunciou hoje que vai apelar ao Presidente da República, Cavaco Silva, para que vete a nova Lei do Tabaco.
Segundo o Presidente da UHDC, em declarações à agência Lusa, a lei é anticonstitucional, "Estamos na presença de uma lei anticonstitucional que discrimina os cidadãos em geral e os trabalhadores da restauração em particular, pelo que vamos apelar ao Presidente da República para que vete a lei"
A UHDC alega também que, "se está provado cientificamente que fumar prejudica gravemente a saúde de quem fuma e a dos que o rodeiam, não pode haver nenhum argumento para justificar que um fumador, num espaço fechado, possa fumar junto de um não fumador".
Contestam a possibilidade de " os proprietários dos estabelecimentos de restauração com menos de 100 metros quadrados poderem decidir se querem ser um espaço para fumadores, para não fumadores ou para ambos", adiantou Luís Filipe Soares.
A UHDC afirma que"essa prerrogativa viola o princípio do artigo 64º da Constituição, ao não proteger os empregados dos estabelecimentos que optarem por serem espaços para fumadores, em detrimento dos empregados dos estabelecimentos que optarem por serem espaços para não fumadores".
O artigo 64º da Constituição determina que "todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover".
A UHDC propõe que se mantenha a redacção tal como constava na proposta de lei que o ministro da Saúde, Correia de Campos, apresentou na Assembleia da República.
Essa proposta"Expressava a proibição de fumar, nomeadamente, nos estabelecimentos de restauração ou de bebidas, incluindo os que possuam salas ou espaços destinados a dança, com excepção dos estabelecimentos com mais de 100 metros quadrados, onde poderão ser criadas áreas específicas para o efeito, desde que não excedam 30 por cento da área afecta ao público, sejam totalmente compartimentadas, disponham de ventilação separada e sejam áreas onde os empregados não tenham que permanecer".
A União Humanitária dos Doentes com Cancro considera-se "precursora" da Lei do Tabaco, por ter entregue a 07 de Abril de 2004 uma petição na Assembleia da República para que fosse "proibido fumar em todos os espaços públicos fechados".
A nova Lei do Tabaco aprovada pelo parlamento é mais tolerante que a proposta de diploma inicialmente apresentada pelo Governo e deverá entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2008.
Relativamente à proposta que saiu do Conselho de Ministros a 1 de Março, a lei apresenta uma redução de mil para 750 euros no limite máximo das multas a aplicar a fumadores transgressores e autoriza os proprietários dos estabelecimentos mais pequenos a escolher se querem ou não ser espaços sem fumo, o que lhes era imposto segundo a formulação inicial.
Agora, cada proprietário poderá decidir se quer ser um espaço para não fumadores, para fumadores ou para ambos, desde que fique garantida a qualidade do ar para os não fumadores.
Quanto aos estabelecimentos com mais de 100 metros quadrados, mantém-se a obrigação de serem destinados a não fumadores, embora possam ter um espaço para fumadores, desde que não ultrapasse 30 por cento do total do espaço.

Sandra Cunha

Fontes:Lusa/SOL
Terapia prolongada pode ser a salvação de seropositivos

Um estudo clínico, publicado hoje pela revista médica "The Lancet" concluiu que as pessoas que reagem positivamente aos tratamentos antiretovirais podem ver um "marcador-chave" do sistema imunitário voltar ao normal,se a triterapia se prolongar o suficiente.

Amanda Mocroft explicou que os resultados só se aplicam " aos pacientes que tenham uma reacção óptima à terapia anti-retroviral e devem, por isso, ser considerados como o melhor cenário possível".
O estudo do cenário óptimo incidiu sobre 1.835 pacientes seropositivos incluídos no abrangente estudo europeu EuroSida (14.262 pacientes) que tinham iniciado uma triterapia e estavam a reagir bem ao tratamento, já que a quantidade de vírus no sangue (carga viral) desceu abaixo do limite de 50 vírus por mililitro de sangue.
No início do tratamento, os pacientes tinham em média uma taxa de linfócitos CD4 (um tipo de glóbulos brancos que têm um papel fundamental na regulação da resposta do sistema imunitário e servem como marcadores de evolução da doença) de cerca de 204 por milímetro cúbico de sangue, sendo que a taxa normal é superior a 500.
A capacidade de um paciente seropositivo evitar as doenças oportunistas, como a tuberculose, e consequentemente a morte, está ligada à contagem dos CD4.
Pesquisas anteriores davam contam de que a taxa de CD4 estagnava após alguns anos de tratamento.
Os novos resultados demonstram que a recuperação pode prosseguir de forma duradoura até regressar à normalidade, ou quase.
O maior aumento médio anual da taxa de CD4 (mais 100 células por milímetro cúbico) é observado no primeiro ano de tratamento.
Seguem-se nos cinco anos seguintes aumentos anuais mais fracos.
Para os pacientes que tinham um baixo nível deste tipo de glóbulos bracos à partida (inferior a 200), existem subidas significativas após cinco anos de tratamento.
E para os pacientes que tinham começado com uma contagem de 350 CD4, no final de três anos de tratamento, a taxa era aproximada das pessoas não infectadas pelo vírus da SIDA (HIV).
Segundo os autores, o regresso a uma taxa normal de CD4 pode ser conseguido para todas as pessoas infectadas "se a redução da carga viral, graças ao tratamento, se puder manter durante um período suficientemente longa".
A estimativa da UNAIDS ( AIDS epidemic update, UNAIDS) aponta para cerca de 42.000 pessoas infectadas em Portugal, ou seja, cerca de 0,4% da população Portuguesa. As taxas de novos diagnósticos de infecção VIH em Portugal são as maiores da Europa.Este estudo poderá ser uma nova esperança para os infectados com VIH.

Sandra Cunha
Fontes:Lusa / SOL,www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ci.../sida/portu1.htm,www.roche.pt


Erro médico custou 112.500 euros


Um erro médico num parto ocorrido no Hospital de São Marcos em Fevereiro de 1993, que motivou lesões diversas ao então nascituro,leva a uma indemnização de 112.500 euros

O Tribunal concluiu que o parto deveria ter sido realizado por cesariana e não parto natural, dado que o bebé se apresentava na posição de pés, o que colocava, à partida, vários riscos para a sua saúde.Após o nascimento, a criança ficou com paralisia cerebral e foi «afectada de paralisia à esquerda (com lesão do membro superior esquerdo e diafragmática), sofrendo, ainda, de graves dificuldades respiratórias».Tem, também, infecções frequentes das vias respiratórias, com febres e muita tosse, tendo tido uma pneumonia em tenra idade.
Em declarações à Lusa, o advogado do Hospital São Marcos, Artur Marques, anunciou que vai recorrer para o Tribunal Central: «O Hospital discorda da fixação das indemnizações e da conclusão de que houve erro médico«.
O advogado dos queixosos José Carlos Moniz da Cunha disse, por seu lado, que a mãe do menor «é a melhor cliente do mundo: soube sofrer e sabe esperar.Acrescentou que «só mesmo uma mãe tão paciente a cuidar dele pôde aguardar tão calmamente todo este tempo, senhora do reconhecimento das razões do filho...»
O jurista deixou também uma «homenagem à classe médica e ao sábio Colectivo de juízes que tomou a decisão». Disse que «a sentença só foi possível porque houve sumidades da Obstetrícia que, apresentado que lhes foi o caso, se dispuseram a depor para melhor ilustração da matéria a ajuizar».Salientou que a queixa foi feita apenas contra o Hospital porque «a mãe não quer mal às médicas que fizeram nascer o seu filho». A decisão judicial garante que a mãe, quando grávida, frequentou os serviços do Hospital, onde, e através dos parâmetros de duas ecografias se constatou que o feto se encontrava em posição de pés.
A mãe deu entrada na Maternidade a 8 de Fevereiro, onde, depois de observada pela médica de serviço, entrou em trabalho de parto, tendo-lhe sido feita uma radiografia.
O juiz escreve que «não lhe foi realizada qualquer acção para monitorizar o andamento do trabalho de parto nas oito ou nove horas em que esteve na sala de expectantes, mas já em trabalho de parto».O bebé nasceu de pés para a frente, e foi puxado pela médica assistente, dado ter ficado «encravado» por um braço e retido pela cabeça por tempo não apurado.A saída do menino «só foi conseguida com recurso à manobra de Mauriceau - a introdução manual no útero para tentar corrigir a posição do nascituro - e de ter sido cortada para a facilitar"»No final, o Serviço de Neonatologia registou vários traumas de parto, que «foram consequência directa e necessária de diversas lesões».
O Tribunal concluiu que «a opção médica recomendada seria a Cesariana por envolver uma menor probabilidade de ocorrência de lesões traumáticas, mormente a do braço» e apontou «várias insuficiências em termos de exames médicos à parturiente». «O parto vaginal exigia cuidada avaliação dos factores de risco», diz o tribunal, considerando que houve violação da boa prática médica e que «não terão sido tomadas todas as medidas clinicamente correctas para o êxito do parto».
Nos primeiros anos de vida, a criança apresentava dificuldades alimentares e teve de fazer reabilitação físico-motora do braço esquerdo e exercícios respiratórios, duas vezes por semana, bem como terapia ocupacional.Tinha dificuldades na fala e na movimentação do braço esquerdo, ao nível do ombro e clavícula, não conseguia elevar o antebraço, e o pulmão esquerdo quase não tinha actividade respiratória.Viveu até agora com incapacidade parcial e permanente, que se prolongará por toda a vida e sofreu de «dores e padecimentos físicos» que foram atenuados pelos cuidados especiais dos pais, já que mãe deixou de trabalhar para o acompanhar.
A acção envolveu «a responsabilidade civil extracontratual do Hospital de São Marcos por factos ilícitos, praticados pelos seus órgãos ou agentes acto ilícito e culposo e nexo causalidade».
A administração do Hospital ainda não se prenunciou sobre o assunto, uma vez que ainda não lhe foi notificado, mas uma fonte do órgão garantiu que actuará na defesa do interesse público.

Sandra Cunha


Fontes:Lusa/SOL

Descoberto processo de análise do ADN cinco vezes mais rápido

Cientistas do “Jefferson Medical College” e da Universidade Johns Hopkins anunciaram ter desvendado uma nova técnica de análise do ADN cinco vezes mais rápida e menos dispendiosa do que a utilizada actualmente. A descoberta poderá ter um vasto leque de aplicações, desde a ciência forense, à clonagem ou ao bioterrorismo, afirmam os investigadores.

Jonathan Brody, professor de cirurgia em Jefferson, Filadélfia, e Scott Kern, em Johns Hopkins, Baltimore, afirmam que o processo de electroforese que conseguiram desenvolver poderá “poupar milhões de dólares por ano, apenas pelo facto de acelerar os procedimentos”.

A maioria das técnicas biológicas envolvem a electroforese, o que aconteceu foi que os cientistas analisaram o ADN, mas os compostos envolvidos no processo permaneceram inalterados por 30 anos. Os investigadores alegam que o composto de lítio presente no ácido bórico da electroforese do ADN é uma solução melhorada relativamente à que é utilizada há já 30 anos.

“Um processo que normalmente demora uma hora e meia ou duas horas para ser realizado pode ser efectuado em 10 minutos”, afirmou Jonathan Brody, salientando que o novo método poderá ter um grande conjunto de aplicações que vão desde a neurociência à biologia do desenvolvimento e a vários outros campos que envolvem a análise do ADN.

“Muita da nossa ciência é abstracta e resulta de um processo de crescimento contínuo”, considera o especialista até porque é raro estar-se perante a possibilidade de “provocar um impacto em quase todos os campos da ciência de uma só vez”. Conforme explicou Brody, o processo começa a ganhar aceitação e utilização a nível internacional, tornando-se mais frequente, mas “tal como qualquer coisa na ciência demorará algum tempo para que se torne prática comum”.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, Daily India, Science Daily.

Marcador-chave no sistema imunitário
Anti-retrovirais podem salvar seropositivos


Os doentes que registem um grau óptimo de adesão aos tratamentos para a sida com fármacos anti-retrovirais podem ver um marcador-chave no sistema imunitário voltar ao normal, se a tripla terapia for prolongada por um período de tempo suficiente.

Um estudo levado a cabo por investigadores europeus e argentinos, publicado na revista médica «The Lancet», dá conta da boa notícia, mas explica que, de acordo com os autores da pesquisa, os seus resultados “só se aplicam aos pacientes que tenham revelado uma reacção óptima à terapia anti-retroviral, pelo que devem ser considerados apenas diante do melhor cenário possível”. O estudo acompanhou 1.835 seropositivos incluídos no abrangente estudo europeu «EuroSida» (em que foram observados 14.262 pacientes). Todos tinham iniciado a triterapia e estavam a reagir bem ao tratamento, com a carga viral a descer abaixo do limite de 50 vírus por mililitro de sangue.
A taxa média de linfócitos CD4 (um tipo de glóbulos brancos com papel fulcral na resposta do sistema imunitário e que servem como marcadores da doença, além de contribuírem para a capacidade de o doente seropositivo evitar o surgimento das chamadas doenças oportunistas) era, no início do tratamento daqueles doentes, de 204 por milímetro cúbico de sangue (a taxa normal é superior a 500). No entanto, a evolução do estudo permitiu aferir uma recuperação muito significativa daquele tipo de células, que prosseguiu de forma duradoura, até à normalidade ou muito perto disso. O maior aumento tem lugar durante o primeiro ano de tratamento, seguindo-se aumentos menores nos anos seguintes. Assim, se a terapia for suficientemente prolongada, os doentes com sida poderão atingir os níveis normais de CD4.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa

Merck volta a enfrentar processos interpostos por accionistas

Um tribunal norte-americano voltou a accionar os processos de vários accionistas contra a farmacêutica Merck por alegações de que esta terá ocultado os riscos inerentes à toma do anti-inflamatório Vioxx.

Os três juízes encarregues de analisar o recurso do processo consideraram que este deveria ser devolvido ao magistrado do tribunal federal da Nova Jérsia que os tinha anulado em Maio de 2006.

O Vioxx, que rendia à farmacêutica norte-americana 1,8 mil milhões de euros por ano, foi retirado do mercado em Setembro de 2004, por suspeitas de provocar um elevado risco de ataque cardíaco, enfarte e morte. Os accionistas afirmam que esses efeitos secundários foram omitidos pelos directores da empresa.

O tribunal de recurso apurou que o juiz Stanley R. Chesler cometeu um erro ao não permitir que os queixosos incluíssem no processo provas adicionais, baseando-se em fundamentos de que esses materiais teriam sido adquiridos em resultado de um acordo de descoberta consensual. O novo painel de juízes considerou que Chesler deverá determinar se essas provas poderiam afectar o mérito da lei.

Marta Bilro

Fonte: BBC News, Forbes.

Ranbaxy duplica lucros no terceiro trimestre de 2007

A Ranbaxy, o segundo maior laboratório farmacêutico indiano, registou uma duplicação dos resultados no segundo trimestre do ano impulsionada por um forte crescimento no mercado europeu e pela valorização da rupia que lhe reduziu os custos com empréstimos contraídos no estrangeiro. Os resultados divulgados pela empresa superam as previsões avançadas anteriormente.

Os lucros da empresa aumentaram para os 47 milhões de euros (2,64 mil milhões de rupias) no segundo trimestre de 2007, relativamente aos 21,7 (1,21 mil milhões de rupias) milhões de euros registados em igual período do ano anterior. O director executivo da Ranbaxy, Malvinder Singh, afirmou, em declarações aos jornalistas, que a performance da empresa deverá melhorar ainda mais no segundo semestre do ano à medida que a companhia lança novos produtos no mercado.

O responsável adiantou ainda que a farmacêutica considera a possibilidade de proceder a novas aquisições para aumentar o crescimento, isto depois das oito operações de compra levadas a cabo no ano passado, metade das quais na Europa, com o objectivo de cortar nos custos de distribuição e aumentar a venda de genéricos. As estimativas apontam para um crescimento do mercado global de genéricos na ordem dos 73,3 mil milhões de euros em 2010, e os laboratórios concorrentes estão a proceder a aquisições para manter o crescimento dos lucros.

“A empresa anunciou um bom crescimento das vendas em todos os seus mercados, crescimento esse que deverá continuar”, afirmou Saion Mukherjee, analista da Brics Securities, em Bombaim, acrescentando que “as aquisições serão uma contribuição vital para o crescimento na Roménia e na África do Sul”. A Ranbaxy, que tem ambições de pertencer ao top cinco das maiores empresas de genéricos, registando vendas anuais no valor de 3,6 mil milhões de euros em 2012, viu as suas acções subirem à medida que os analistas partilhavam o optimismo acerca do futuro da empresa. “Continuamos positivos. A empresa empenha-se em prestar bons serviços”, salientou Sarabjit Kaur Nangra, analista do sector farmacêutico na Angel Broking Ltd.

As vendas do laboratório indiano subiram 55 por cento na Europa, para os 62 milhões de euros no segundo semestre, já na América do Norte o aumento das vendas não ultrapassou os 12 por cento, atingindo os 73,8 milhões de euros.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Bloomberg.

Certolizumab Pegol representa alternativa no tratamento da doença de Crohn

Dois estudos divulgados pelo “New England Journal of Medicine” sugerem que o Certolizumab Pegol pode ser uma ajuda importante para as pessoas que sofrem da doença de Crohn, principalmente para aquelas que não reagem à medicação convencional.

O medicamento desenvolvido pela UBC Pharma, que actua de forma similar aos fármacos já existentes, ainda não se encontra disponível no mercado. Porém, a farmacêutica já submeteu o pedido de Autorização de Introdução no Mercado (AIM) à Agência Europeia do Medicamento (EMEA). Gerald W. Dryden Jr., professor de medicina na Universidade de Louisville, considera que a substância poderá “oferecer mais opções aos pacientes”.

A causa da doença de Crohn é desconhecida, no entanto, as investigações centraram-se em três possibilidades principais: uma disfunção do sistema imunitário, uma infecção e a dieta alimentar. Por norma, os doentes de Crohn são tratados com adalimumab (Humira), infliximab (Remicade) e certolizumab, sendo que, este último é considerado menos destrutivo das células imunitárias do organismo.

No primeiro estudo, realizado por Stefan Schreiber na Universidade Christian Albrechts, na Alemanha, foram administradas 400 mg do medicamento no inicio da análise e uma segunda dose na quarta semana, a 668 pacientes com casos severos a moderados da doença. Posteriormente os doentes que reagiram ao tratamento foram administrados com uma outra dose do fármaco ou com um placebo a cada quarto semanas. Os cientistas observaram que 48 por cento dos pacientes que anteriormente tinham manifestado uma reacção ao medicamento estavam ainda em remissão na 26ª semana quando continuavam a tomar o medicamento. No entanto, apenas 29 por cento dos doentes que inicialmente reagiram ao medicamento mas que depois ingeriram placebos, entraram em remissão.

No outro estudo, conduzido por William Sandborn, da Clinica Mayo, em Rochester, no Minesota, 662 pacientes foram administrados com o medicamento ou com um placebo três vezes num período de quatro semanas e depois uma vez a cada quatro semanas. Os doentes que ingeriram o medicamento demonstraram melhores resultados a curto prazo, porém não houve uma diferença significativa entre os dois grupos na 26ª semana. Apesar dos dois estudos terem produzido resultados diferentes, eles sugerem que o medicamento é uma “terapia eficaz” escreveu James Lewis, professor de medicina e epidemiologia na Universidade da Pensilvânia, num comentário que acompanha a publicação dos estudos. Caso seja aprovado, o fármaco oferece um tratamento alternativo aos dois medicamentos já existentes, acrescentou o mesmo especialista.

A doença de Crohn afecta tipicamente toda a espessura da parede intestinal, é frequente que se manifeste na porção mais baixa do intestino delgado (íleo) e no intestino grosso, mas pode ocorrer em qualquer segmento do tracto gastrointestinal. Nas últimas décadas, a incidência da doença de Crohn aumentou tanto nos países ocidentais como nos países em vias de desenvolvimento. Ocorre aproximadamente em igual proporção nos dois sexos e quase todos os casos surgem antes dos 30 anos, mas a maioria começa entre os 14 e os 24 anos.

Marta Bilro

Fonte: The Earth Times, Forbes, Manual Merck.

Esquema com receitas falsas desmantelado pela Judiciária
Detido director de farmácia envolvido em fraude


O director clínico de uma farmácia de Setúbal foi hoje detido por suspeitas de estar envolvido numa rede que terá burlado o Serviço Nacional de Saúde em mais de um milhão de euros.

De acordo com uma notícia avançada no site do semanário «Expresso» ao final da manhã de hoje, a acção da rede tinha por base a emissão de receitas falsas, com a intenção de, num momento posterior, obter dos serviços competentes do SNS as comparticipações devidas pela alegada venda de medicamentos que na realidade nunca chegaram a ser vendidos. A investigação, que segundo a imprensa estaria a decorrer há já bastante tempo (alguns meios de informação apontam um ano, mas outros já falam de três), terá culminado numa intervenção policial desencadeada há dois dias, que ao final desta manhã teve como desfecho a prisão do director clínico da farmácia envolvida. Além da detenção foram feitas várias buscas.

Carla Teixeira
Fonte: Expresso, Correio da Manhã, Rádio Renascença
Dados de um estudo a publicar em Agosto no Brasil
Gravidez e saúde mental estão ligadas


Um estudo a publicar na edição de Agosto do título brasileiro «Revista de Saúde Pública» concluiu que há uma ligação entre a gravidez e o estado de saúde mental da mulher grávida. Numa investigação que incidiu sobre adolescentes da cidade de São Paulo, os investigadores aferiram que os sintomas de ansiedade e depressão, bem como o consumo de tabaco, são mais comuns nas adolescentes grávidas pela primeira vez do que nas jovens da mesma idade que nunca engravidaram.

A investigação, que teve como objectivo fazer uma estimativa da prevalência de problemas de saúde mental em adolescentes grávidas do primeiro filho e comparar o perfil daquelas jovens com o das que, tendo uma visa sexualmente activa, nunca passaram pela situação, chama a atenção dos serviços de planeamento familiar brasileiros para o facto de, tendo conhecimento destes dados, poder ser mais fácil evitar os possíveis prejuízos para a saúde daquelas mães e dos seus bebés.
No que diz respeito aos resultados, os dois grupos de adolescentes não diferiram de forma muito significativa no que toca à prevalência total de problemas de saúde mental (24,6 por cento nas grávidas; 27,3 por cento nas não-grávidas), mas no que respeita à sintomatologia de ansiedade e depressão notou-se que 24,2 por cento das grávidas sofriam de problemas desse género, contra 15,3 por cento das outras jovens, havendo também diferenças evidentes nos sintomas de retraimento (13 por cento no primeiro grupo; apenas 4,5 por cento no segundo). O consumo de tabaco foi outra variante a revelar grande disparidade: 21,3 por cento das adolescentes grávidas fumava, enquanto no outro grupo apenas 11 por cento tinha aquele vício.

Carla Teixeira
Fonte: Revista de Saúde Pública
Estudo comparou eficácia no tratamento do cancro colorrectal
Quimioterapia combinada ou sequencial?

A quimioterapia sequencial não é menos válida do que a quimioterapia combinada no tratamento do cancro do cólon e do recto. Uma investigação levada a cabo por investigadores do Grupo Holandês do Cancro do Cólon e Recto com vista a fazer a comparação entre as duas terapias, e tentar perceber qual a mais eficaz em termos de toxicidade, custos e taxa de sobrevivência dos pacientes, concluiu que não há diferenças significativas entre as duas.

De acordo com os resultados do estudo, divulgados na edição deste mês do jornal médico-científico «The Lancet», os cientistas aferiram que, “para os pacientes com cancro do cólon e recto avançado, o tratamento combinado com todas as drogas citotoxicas efectivas não é melhor do que a utilização sequencial”. Isto deve-se, à luz da mesma pesquisa, ao facto de a progressão da sobrevivência em todas as linhas de tratamento consequentes não ter sido significativamente diferente entre os dois grupos analisados no estudo agora divulgado.
Para estudar uma doença que é anualmente diagnosticada em cerca de um milhão de pessoas, 45 por cento das quais se encontram já em estádios muito avançados da doença, os investigadores acompanharam 805 doentes, que dividiram em dois grupos: o primeiro grupo foi submetido ao tratamento por quimioterapia combinada, enquanto o segundo grupo utilizou os fármacos segundo o método sequencial. No primeiro grupo o tratamento de primeira linha teve por base a administração de capecitabina e irinotecan e o de segunda linha associou capecitabina e oxaliplatina. No segundo grupo foi administrado aos doentes capecitabina no tratamento de primeira linha, irinotecan na segunda linha e oxaliplatina na terceira.
Do total de 805 pacientes que iniciaram o estudo 675 (84 por cento) morreram no período da sua realização (339 no grupo da quimioterapia combinada, 336 no outro grupo). A taxa de sobrevivência também não diferiu muito entre os dois grupos de doentes, oscilando entre os 17,4 meses nos voluntários submetidos ao tratamento combinado e os 16,3 meses nos doentes que seguiram o tratamento farmacológico sequencial.

Carla Teixeira
Fonte: TV Ciência
Curso de Verão na Universidade Católica do Porto
«Alimentos funcionais e seus efeitos na saúde»


Arranca no próximo dia 23, na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto (pólo da Asprela), o curso de Verão «Novos alimentos funcionais e seus efeitos na saúde», que integra um amplo e inovador programa de formação daquele estabelecimento de Ensino Superior. Até Setembro serão muitos os temas alvo de iniciativas semelhantes, que na área da Saúde abarcarão temáticas como a relação entre alimentos e saúde, a sida e as vacinas ou a construção de uma horta biológica.

No curso com início agendado para a próxima segunda-feira, e que se prolonga por três dias, com quatro horas de aulas em cada um deles, serão abordados assuntos relacionados com a alimentação saudável e as recomendações nutricionais, mas o conceito de alimentos funcionais, o seu papel no organismo humano, a importância da interpretação do rótulo, os seus principais ingredientes e as acções biológicas que desempenham no organismo – probióticos, prebióticos, antioxidantes, ómegas 3 e 6, proteínas, péptidos e esteróis vegetais – serão protagonistas.

Carla Teixeira
Fonte: Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa

CHMP recomenda aprovação de Cervarix

O Cervarix, vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), produzida pela GlaxoSmithKline está a um passo de ser lançada no mercado europeu depois do Comité de Especialidades Farmacêuticas para Uso Humano da Agência Europeia do Medicamento (CHMP) ter recomendado a sua aprovação. A farmacêutica britânica espera receber uma autorização da Comissão Europeia para comercializar a substância dentro dos próximos meses.

Os tipos 16 e 18 do vírus do papiloma humano são os principais alvos do Cervarix, que representam cerca de 70 por cento dos casos de cancro do colo do útero. No entando, resultados preliminares de um ensaio clínico de Fase III revelaram que o Cervarix confere uma protecção eficaz contra infecções persistentes caudas pelos tipos 45, 31 e 52 do HPV, que contribuem igualmente para o aparecimento do cancro do colo do útero.

O CHMP analisou os dados de ensaios clínicos que envolveram a participação de 30 mil mulheres, com idades compreendidas entre os 10 e os 25 anos de idade, que demonstraram que a candidata a vacina teve resultados eficazes e era, geralmente, bem tolerada, afirmou a empresa. Segundo a GSK estão ainda em curso vários ensaios clínicos que observam a actuação do Cervarix.

O laboratório tinha mencionando, anteriormente, a intenção de lançar a vacina na Europa durante o segundo semestre de 2007. A substância vai agora ser submetida à aprovação da Comissão Europeia que poderá emitir uma licença de comercialização nos próximos meses.

Depois do cancro da mama, o cancro cervical é o segundo tipo de cancro mais comum que afecta as mulheres, provocando mais de 270 mil mortes por ano, a nível mundial. O Cervarix obteve, em Maio, a sua primeira licença de comercialização na Austrália, onde a sua utilização foi recomendada em mulheres com idades compreendidas entre os 10 e os 45 anos. Caso receba parecer positivo, a nova vacina da GSK vai competir com o Gardasil, vacina produzida pela Sanofi Pasteur MSD que já se encontra disponível do mercado, e que oferece protecção contra os tipos 16 e 18 do HPV.

Marta Bilro

Fonte: CNN Money, RTT News, Trading Markets.

Lucros da Roche crescem 24% no primeiro semestre

Severin Schwan é nomeado director executivo

A farmacêutica suíça Roche obteve um aumento nos lucros na ordem dos 24 por cento, no primeiro semestre do ano, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, apoiado pelo sucesso de vendas do Avastin (bevacizumab), e do Herceptin (trastuzumab), dois fármacos destinados ao tratamento do cancro, e superando as estimativas dos analistas que se fixavam nos 16 por cento.

Os resultados líquidos da maior produtora mundial de medicamentos anticancerígenos subiram dos 2,39 mil milhões de euros, registados no primeiro semestre de 2006, para os 2,97 mil milhões de euros no período homólogo deste ano. As acções da empresa foram alvo de um crescimento de 1,7 por cento, ou 2,12 euros, para os 131,5 euros.

A Roche anuncou também a nomeação do seu actual director da unidade de diagnósticos, Severin Schwan, como director executivo, que assim sucede no cargo a Franz Humer, no dia 4 de Março de 2008. De acordo com a empresa não existiu qualquer pressão exterior que interviesse nesta alteração, justificando a medida com a decisão de separar os papéis de director executivo e presidente devido à crescente complexidade das tarefas inerentes a cada posição. Humer mantém-se, assim, como presidente da Roche. “Esta é uma transição suave pelo que estou absolutamente convicto de que funcionará bem”, afirmou Humer.

O Avastin e o Herceptin, ambos desenvolvidos em parceria com a Genentech estão a fornecer uma ajuda crucial para que o crescimento da Roche seja superior do que o dos seus rivais que têm enfrentado o aumento da competição dos genéricos e lutado pela substituição dos medicamentos antigos por novas versões. A farmacêutica ambiciona expandir a utilização dos medicamentos anticancerígenos testando-os noutros tipos de tumores e em fases mais precoces da doença.

No que diz respeito às vendas, o aumento atingiu os 15 por cento, alcançando os 13,76 mil milhões de euros, impulsionados pelo crescimento de 17 por da divisão farmacêutica. As receitas para a totalidade do ano deverão registar um crescimento a dois dígitos, referiu a empresa, confirmando uma previsão anterior. “No segundo semestre, a Roche irá, quase de certeza, ser a melhor do seu sector em termos de crescimento, vendas e capacidade de gerar lucros”, afirmou Denise Anderson, analista da Landsbanki Kepler, em Zurique.

Marta Bilro

Fonte: Bloomberg, Forbes.

Medicamentos de última geração para a diabetes
Fármacos mais caros, mas não mais eficazes


Os medicamentos de última geração para o combate à diabetes são bastante mais caros do que os seus antecessores, mas ao que parece o grau de eficácia não teve a mesma evolução positiva. Um estudo publicado na revista científica «Annals of Internal Medicine» assevera que os modernos tratamentos para a doença não são mais úteis no controlo dos níveis de glucose no sangue do que os mais antigos.

No âmbito de uma investigação que, pela primeira vez, analisou a eficácia das mais modernas terapias para a diabete de tipo II, comparando-a de forma exaustiva com a dos fármacos de segunda geração, visando aferir os benefícios as consequências perniciosas de cada tipo de medicamentos para aquela doença. Uma equipa de investigadores da Universidade de John Hopkins, nos Estados Unidos, estudou 216 trabalhos anteriores e duas revisões dos dados existentes, concluindo que os mais antigos tratamentos para a diabetes têm sensivelmente os mesmos efeitos dos que mais recentemente foram introduzidos no mercado, apesar de os mais novos terem custos bastante superiores.
No que diz respeito à recente polémica relacionada com a rosigliatazona, que à luz de um estudo publicado no «The New England Journal of Medicine» implicaria um maior risco de doenças cardiovasculares, os resultados da investigação divulgada agora permitem concluir, animando o debate sobre o assunto, que as estatísticas relativas à rosigliatazona “não revelam diferenças significativas comparativamente aos fármacos mais antigos, pelo que, de acordo com os peritos norte-americanos, “os efeitos da rosiglitazona na mortalidade e na ocorrência de problemas a nível do coração continua incerta”.

Carla Teixeira
Fonte: El Mundo
Unidades de saúde passam a ser classificadas como os hotéis…
Estrelas para os hospitais


O presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Álvaro Almeida, anunciou ontem, na cidade do Porto, a intenção de, a breve trecho, dotar os hospitais portugueses de um sistema de avaliação semelhante ao que é aplicado nos hotéis, atribuindo estrelas à qualidade de cada estabelecimento hospitalar, e elaborando um ranking das instituições que se destaquem pela positiva naquele parâmetro.

As unidades de saúde poderão assim passar a ser avaliadas e classificadas tendo em conta os serviços prestados, e é objectivo da ERS pôr a medida em marcha já no próximo ano. Potencialmente polémica – visto que, segundo declarações feitas ao farmacia.com.pt por vários médicos do Hospital de São João – os hospitais não devem ser avaliados de acordo com os critérios usados para as unidades turísticas –, a medida passa pela atribuição de estrelas aos serviços sanitários.
Não obstante, Álvaro Almeida garante que não está em marcha qualquer tentativa de diferenciação ou discriminação dos hospitais inseridos em qualquer daquelas categorias, que vão de zero a cinco estrelas, asseverando que o que se pretende é “avaliar todos os cuidados de saúde, públicos, privados e sociais, sem qualquer distinção”, estando já o sistema em fase de implementação. No entanto, os quatro profissionais de saúde auscultados pelo nosso portal questionaram-se, em tom irónico, sobre “que tipo de doente recorre a um hospital sabendo que essa unidade foi avaliada com zero estrelas?”…
O presidente da Entidade Reguladora de Saúde, que falava na cidade Invicta no âmbito de um seminário sobre perspectivas para o sector, considerou que este sistema, que já está em vigor em países como os Estados Unidos e o Reino Unido, constitui “uma forma simplificada” de gestão daqueles serviços que, salientou, “traz algumas vantagens”.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa
Conferência europeia agendada para Setembro em Lisboa
Saúde Portugal Expo & Conferências 2007


Sida, doenças do coração, cancro, diabetes, depressão, tabagismo e dependência do álcool serão, entre os dias 20 e 23 de Setembro deste ano, protagonistas de um encontro científico europeu em Lisboa. Com apresentação oficial marcada para hoje, o evento «Saúde Portugal Expo & Conferências 2007» visa reunir instituições públicas e privadas e dar a conhecer a toda a sociedade os problemas de saúde mais comuns e as soluções terapêuticas actualmente disponíveis.

O encontro deverá ter lugar no Parque das Missas, em Lisboa, e de acordo com o que o farmacia.com.pt conseguiu apurar, incluirá 26 workshops de prevenção e de promoção da saúde, dirigidos a jovens, adultos e idosos, com abordagens diversas de doenças como a sida, a diabetes, a depressão, os problemas cardiovasculares e oncológicos, o consumo de tabaco e a dependência face ao álcool. Num programa paralelo ao da conferência realizar-se-ão ainda o Fórum Nacional das Associações de Doentes e três salões simultâneos, formatados por áreas terapêuticas: o Salão Internacional dos Equipamentos, Tecnologias e Produtos para a Saúde, o I Salão Nacional dos Prestadores de Serviços e Cuidados de Saúde e o I Salão da Promoção da Saúde, Prevenção da Doença, Estilos de Vida Saudáveis e do Bem-Estar, numa iniciativa do Jornal do Centro de Saúde que conta com o patrocínio institucional do Alto Comissariado da Saúde.
Considerando que “os cidadãos procuram mais e melhor saúde”, a organização do encontro procura sensibilizar o público em geral e os profissionais do sector em particular para a necessidade de, atendendo a esse anseio da população”, fazer da prestação de cuidados de saúde, preventivos ou curativos, a nível individual ou da comunidade, “mais do que uma mera actividade económica”, transformando aquela área no que ela é efectivamente, “uma das maiores responsabilidades sociais, com inovação, humanização, personalização e qualidade”. Porque a saúde é “um bem para as pessoas”, o encontro contará com a participação de inúmeros expositores, entre hospitais, centros de saúde e unidades de saúde familiar, clínicas, institutos médicos e laboratórios de análises, instituições de ensino e formação na área da Saúde, da assistência social e da medicina no trabalho.
O programa completo do evento, que aguarda a visita de mais de 50 mil pessoas e deverá contar com a presença do ministro da Saúde, Correia de Campos, na sessão de encerramento, está disponível no site http://www.jornaldocentrodesaude.pt/.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, Jasfarma, Jornal do Centro de Saúde

Portugueses dão nota negativa ao SNS

A avaliação que os portugueses fazem do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é negativa, atribuindo-lhe uma nota de sete valores numa escala de 0 a 20. A nota é justificada pelas longas filas de espera, pelos sucessivos erros administrativos de que a comunicação social tem feito eco e pelas últimas alterações produzidas por Correia de Campos, actual ministro da Saúde, de acordo com uma sondagem Aximage/CM.

Confrontado com os resultados da sondagem, o socialista António Arnault, apelidado de o pai do SNS, considera que “os sete valores são injustos, tanto mais que a última avaliação internacional, feita pela Organização Mundial de Saúde, coloca Portugal no 12.º lugar”, no entanto, atribui o descrédito dos portugueses “à política do actual ministro da Saúde que vai desacreditando o serviço nacional com o encerramento de várias unidades”.

Não se mostrando surpreendido, Arnault considera que a situação é muito grave, servindo de “aviso ao ministro e ao Governo para repensarem as políticas. As constantes notícias de encerramento de unidades de saúde, as manifestações espontâneas de descontentamento dos utentes e tudo o mais faz transparecer uma péssima imagem do SNS.”

Grave é também o facto de os inquiridos, que não utilizaram o SNS nos últimos 12 meses, terem uma opinião bastante negativa do mesmo, dos quais cerca de 60 por cento considera que o funcionamento do SNS é mau ou muito mau, contra apenas 9,9 por cento que o elogia.

O ministro Correia de Campo, desdramatiza a questão, dando conta de que esse valor se ficou a dever aos inquiridos que não frequentaram os serviços públicos de Saúde, alegando que existe uma discrepância de opinião entre utentes, pois “quem não frequenta o SNS tem, normalmente, opinião negativa. Os que frequentam têm opinião positiva. Esta diferença tem sido atribuída por diversos especialistas ao facto de existir uma tendência para os media darem um relevo desproporcionalmente maior às notícias negativas, comparativamente com as notícias positivas”, justifica o ministro.

Na opinião de Jacinto Oliveira, da Ordem dos Enfermeiros, os resultados da avaliação indicam a necessidade de reflexão quanto ao caminho a seguir, não só por parte de “todos os agentes e parceiros da Saúde”, mas “acima de tudo” por parte do “senhor ministro”.

A longas filas de espera para serviços cirúrgicos estão no topo dos exemplos apontados para o mau funcionamento do SNS, principalmente aquelas que envolvem problemas oncológicos, pois em Portugal o tempo médio de espera por uma cirurgia no tratamento de cancro era de 105 dias (três meses e meio), apesar de as sociedades científicas fixarem em 14 dias o tempo máximo de espera para tratamento cirúrgico em oncologia.

De realçar é ainda o facto dos residentes no interior do pais manifestarem uma opinião mais positiva sobre o SNS, enquanto que na comparação por sexos, são os homens que têm uma melhor opinião dos serviços de saúde, com 7,2 valores contra 6,8 das mulheres.

Inês de Matos

Fonte: Correio da Manhã

Afinal Vitamina C não evita constipações

Um novo estudo dirigido por investigadores australianos e finlandeses, publicado hoje pela organização internacional Cochrane Collaboration, vem desmistificar o suposto efeito preventivo da vitamina C, sobre as constipações, negando que exista uma relação entre o consumo diário de vitamina e o menor risco de constipação.

Baseados em cerca de 30 estudos que abrangeram 11 mil pessoas, os investigadores apuraram que o consumo diário de vitamina C apenas reduz para metade o risco de constipação em indivíduos submetidos a esforços físicos extremos, como é o caso dos maratonistas ou dos soldados.

Os indivíduos participantes nos estudos tomavam diariamente pelo menos 200 miligramas de vitamina C, no entanto, constatou-se que no grande público o efeito das vitaminas sobre a prevenção das constipações é muito pouco significativo para ser aconselhado.

No inicio dos anos 70, o investigador americano Linus Pauling, prémio Nobel da Química, aconselhou numa das suas obras a ingestão de mil miligramas de vitamina C por dia, como forma de reduzir o risco de constipações, dando assim origem ao mito que ainda hoje vigora.

Inês de Matos

Fonte: RTP

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Portugal ainda não prevê uso terapêutico da marijuana
IDT admite legalização da cannabis


O uso terapêutico da cannabis não se encontra previsto no ordenamento jurídico português, mas alguns médicos acreditam que as potencialidades da substância sustentariam a legalização da sua administração em determinados tratamentos, e não entendem que a aprovação desse anseio seja sistematicamente adiada pelas autoridades. O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência já disse não ter “qualquer objecção de princípio” à medida.

João Goulão exige apenas que as motivações que sustentam essa decisão sejam “devidamente comprovadas”, e afirma desconhecer a existência de investigações médicas em curso com o objectivo de validar as potencialidades terapêuticas da cannabis, que no nosso país não está legalizada para qualquer fim. No entanto, e tal como o farmacia.com.pt oportunamente noticiou, em Espanha está implantado um projecto experimental de administração de marijuana desde 2003, enquanto o Canadá e os Estados Unidos investiram também no desenvolvimento de diversas iniciativas similares, sempre com o apoio de médicos e farmacêuticos.
Maria José Campos, médica açoriana que se define como “fumadora esporádica de cannabis”, lamenta que Portugal esbarre constantemente na “falta de vontade política para legislar nesta matéria”, frisando que também a indústria farmacêutica “não tem interesse na investigação sobre a planta, que é muito barata e isso não lhe convém”. A especialista refere ainda que, na sua opinião, o recurso à planta é “de longe preferencial” à criação de um fármaco a partir dela, já que um composto químico “será sempre um derivado sintético ou semi-sintético”. Asseverando que não prescreve cannabis aos seus doentes, “porque em Portugal isso seria contra a lei”, Maria José Campos disse estar atenta aos desenvolvimentos relativamente ao assunto.
De acordo com a médica açoriana, nos doentes com sida – que são aqueles que mais assiduamente acompanha na sua função profissional – a cannabis “estimula o apetite e reduz as náuseas, efeito secundário de alguns antiretrovirais”. João Goulão, pelo contrário, salienta os efeitos nocivos do consumo não controlado da substância, apontando como consequências mais perniciosas a desmotivação e as psicoses canábicas. O Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, por seu turno, destacou que “o desenvolvimento de um novo medicamento contendo como substância activa um estupefaciente não depende da legalização do seu uso para aplicações não clínicas”, e que “a substância tem apenas de provar que é eficaz e com uma relação benefício/risco adequada à indicação terapêutica a que se destina”.

Carla Teixeira
Fonte: Agência Lusa, Diário dos Açores, Infarmed

Uso de remédio sem orientação médica poderá elevar o colestrol

O risco de elevação do colesterol devido ao uso de medicamentos sem acompanhamento adequado é um erro de negligência que podemos pagar caro.
Dr.Edson,especialista brasileiro avisa que "Os remédios que mais se relacionam ao aumento da taxa são aparentemente inocentes. São os diuréticos, os anticoncepcionais e os corticosteróides - drogas anti inflamatórias".
Segundo ele, pessoas que sofrem de dislipidemia - alteração na concentração de lipídios, como colesterol e triglicerídios - devem ter cuidado redobrado ao utilizar essas e outras drogas. "Esses pacientes demandam acompanhamento médico periódico", afirma Dr. Edson.
Além do uso das medicações citadas, o aumento das taxas de colesterol está usualmente ligado ao estilo de vida, especialmente nas cidades.
Indivíduos sedentários, obesos,fumadores e aqueles que não adoptam uma alimentação balanceada estão na linha de risco. "Cabe destacar que há também doenças que ocasionam a elevação, como diabetes, alcoolismo, problemas renais e da tiróide", explica o cardiologista.
Porém o nutricionista Rodrigo Valim esclarece que, o colesterol é por um lado,uma gordura muito importante para o funcionamento do organismo. "Há dois tipos: o HDL, que protege o organismo. Já o LDL, chamado de colesterol ruim, é responsável pela formação de placas que, com o tempo, obstruem as artérias".
A Associação Médica Americana insiste em que os níveis de colesterol normais se situem abaixo de 200 mg% e que a HDL colesterol seja acima de 3s%.
As recomendações para quem deseja manter o nível adequado de colesterol são as mesmas para quem quer viver bem e muito: não ingerir alimentos de origem animal em excesso, realizar actividade física com regularidade, manter-se dentro da faixa de peso ideal e não fumar. Em alguns casos, a taxa permanece alta. Para esses, é necessário o uso de medicação específica", esclarece Dr. Edson. Como o colesterol elevado não produz sinais ou sintomas, a visita anual ao médico é o único caminho para a detecção precoce. "Um simples exame de sangue indica a situação do paciente e possibilita a minimização dos riscos", conclui o cardiologista.
O colesterol é a principal causa de doenças cardiovasculares, que por sua vez lideram o ranking de mortalidade no mundo. Como exemplos, destacam- se o enfarto e o acidente vascular cerebral.

Sandra Cunha
Fontes: Canal Rio Claro,Grande Enciclopédia Médica:Saúde da família
Pregabalina melhora funções diárias e reduz quadro doloroso
Nova medicação para tratamento da fibromialgia


A Food and Drug Administration aprovou o uso da pregabalina no tratamento das manifestações da fibromialgia. O medicamento revelou capacidade para melhorar as funções diárias e reduzir o quadro doloroso nos portadores da doença, embora nem todos os doentes submetidos à mesma terapia tenham desenvolvido a mesma resposta.

O fármaco actua minimizando a dor e a rigidez muscular, mas o seu mecanismo de actuação ainda não é conhecido, tendo também como efeitos secundários mais comuns as tonturas e a sonolência. A FDA alerta que o novo medicamento só deve ser usado mediante prescrição médica e sob acompanhamento daquele profissional, visto não produzir os mesmos resultados em todos os pacientes em que é administrado. A fibromialgia é uma doença reumática que se caracteriza pela presença de pontos dolorosos em diversas partes do organismo, em locais de inserção músculo-ligamentar nos ossos. Além da dor, podem coexistir outros sintomas, como fraqueza, cansaço, mal-estar, indisposição e distúrbios do sono.

Carla Teixeira
Fonte: FDA News, Bibliomed
Dose diária recomendada poderá aumentar
Vitamina D ajuda a prevenir doenças do coração


O «National Health and Nutrition Examination Survey» (NHANES), um dos mais intensivos e abrangentes estudos alguma vez realizados sobre a relação entre a alimentação e a saúde humana, feito nos Estados Unidos, revelou que a Vitamina D protege das doenças cardiovasculares. Um dado que, a confirmar-se, poderá fazer aumentar consideravelmente os níveis diários recomendados da vitamina.

De acordo com aquele estudo, as pessoas que apresentam menores valores de Vitamina D enfrentam um risco acrescido de desenvolver hipertensão, diabetes e obesidade, factores mais predisponentes para as chamadas doenças do coração. O investigador Keith Norris, que conduziu a pesquisa, explicou que os resultados a que a sua equipa chegou poderão determinar a revisão – com um previsível aumento – dos níveis diários recomendados da Vitamina D. “Actualmente a dose diária recomendada corresponde a 800 unidades internacionais, mas duas mil UI é o valor indicado para adquirir os valores adequados da Vitamina D no sangue”, disse o especialista, para quem o impacto desta descoberta poderá ser bastante significativo no domínio da saúde pública.

Carla Teixeira
Fonte: Performance Online

Novartis regista crescimento de 14% no primeiro semestre de 2007

As receitas líquidas da farmacêutica suíça Novartis cresceram 14 por cento nos primeiros seis meses do ano, atingindo os 14,4 mil milhões de euros. Os lucros líquidos da empresa registaram também uma subida de 14 por cento no primeiro semestre de 2007, face ao período homólogo do ano anterior, ascendendo aos 3 mil milhões de euros.

O desempenho foi positivo em todas as unidades da empresa, sendo que a Sandoz, responsável pelos medicamentos genéricos foi das que mais se destacou, com um crescimento de 19 por cento nas receitas líquidas, alcançando os 2,5 mil milhões de euros. Por sua vez, e quando comparadas com igual período do ano anterior, as receitas líquidas da divisão de Vacinas e Diagnósticos cresceu 45 por cento.

Impulsionada pelo desempenho das linhas cardiovascular e oncológica, a Pharma, unidade que representa os medicamentos inovadores, foi alvo de um crescimento de 12 por cento, totalizando 8,6 mil milhões de euros.

O anti-hipertensor Diovan (Valsartan), com vendas de 1,7 mil milhões de euros ao longo dos primeiros seis meses do ano, e o Glivec (imatinibe), uma terapia alvo no tratamento da leucemia mielóide crónica, cujas vendas somaram 1,01 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2007, foram os dois medicamentos mais bem sucedidos da farmacêutica.

“Concentrando a nossa atenção na inovação já obtivemos sete aprovações importantes este ano e esperamos conseguir mais autorizações durante o segundo semestre”, salientou Daniel Vasella, director-executivo e presidente do Grupo Novartis.

Fonte: Novartis, Portal Fator, Diário Económico.

Merck transfere direitos do Niaspan para a Abbott

O laboratório Merck vai transferir para a farmacêutica Abbott os direitos do Niaspan (Ácido nicotínico), um medicamento utilizado no tratamento do colesterol.

A norte-americana Abbott, que adquiriu a Kos Pharmaceuticals Inc. no final de 2006 e que é responsável pela comercialização do Niaspan nos Estados Unidos da América, vai agora gerir a distribuição e marketing do medicamento nos outros países cuja a administração dos direitos do fármaco estava a cargo da farmacêutica alemã.

Em 2002, a Merck estabeleceu um acordo com a Kos, para a qual transferiu os direitos de comercialização do Niaspan a nível mundial, com excepção da América do Norte e Japão.

As vendas do medicamento renderam, em 2006, 7 milhões de euros.

Marta Bilro

Fonte: Reuters, Pharma Live, Merck.

Roche aposta na convergência informativa

A farmacêutica Roche estabeleceu um acordo com a IBM Portugal para a instalação de uma tecnologia que lhe permitirá reunir, num único portal, informação sobre clientes que antes se encontrava dispersa por várias aplicações, disponibilizado aos seus colaboradores a partilha de informação e documentos e a consulta de relatórios em tempo real.

A empresa adere assim à WebSphere Portal e WebSphere Dashboard reestruturando a sua plataforma de gestão de informação. Num comunicado emitido pela farmacêutica, a Roche argumenta que esta modificação surge da necessidade de “evitar a duplicação de informação acerca dos clientes” inserida por diferentes utilizadores.

Para além disto, está também prevista a “criação de um conjunto de painéis de controlo que permitem a visualização em tempo real de métricas de negócio, através de um histórico descriminado e detalhado”, utilizado para «identificar a origem e as causas dos resultados de negócio”.

Este é um “projecto de referência”, elogia José Joaquim de Oliveira, Administrador-Delegado da IBM Portugal, surgindo como “o primeiro projecto de tecnologia portal e dashboards implementada em Portugal, na indústria farmacêutica”.

Marta Bilro

Fonte: iGov

Ásia destaca-se em ensaios clínicos de Fase I

Singapura, China, Japão e Índia despertam atenções

À medida que as empresas farmacêuticas se concentram em populações mais disponíveis para se submeterem a ensaios clínicos, a Ásia tem-se revelado um pólo de extrema importância no âmbito do desenvolvimento rápido e menos dispendioso de medicamentos, onde a realização de ensaios clínicos de Fase I é uma realidade cada vez mais frequente. Esta foi uma ideia chave debatida no encontro da Associação de Informação de Medicamentos, em Atlanta, nos Estados Unidos da América.

Os ensaios clínicos de Fase I realizados na Ásia têm estado bastante limitados. Ali, esses estudos consistem, principalmente, numa interligação entre várias análises que fornecem à farmacocinética e farmacodinâmica locais os dados relativos à eficácia e segurança requeridos pela maioria dos países asiáticos, como é o caso da China, Coreia do Sul, Japão e Índia. O que acontece é que as doses necessárias para essas populações são muito mais reduzidas do que as exigidas para os povos de raça caucasiana.

No entanto, aos poucos, gerar-se uma tendência para realizar ensaios clínicos globalmente “correctos desde o inicio”. Neste âmbito, há cada vez mais locais da Ásia que começam estudos de fase em simultâneo com o ocidente, considera Shirley Suresh, gestora de operações da Singapore Clinical Research na Société Générale de Surveillance (SGS) Life Science Services.

Na opinião desta especialista, “é muito importante envolver os países asiáticos nas fases preliminares dos ensaios clínicos dos medicamentos e deveria haver mais responsáveis pelas pesquisas que debatessem esta aproximação com as entidades decisoras”. Suresh cita um estatístico da Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drugs Administration - FDA) que refere que “os dados referentes aos estudos globais são mais eficazes do que o cruzamento de vários estudos, uma vez que todos os itens [relativos às especificidades das populações] são devidamente considerados desde o inicio”. Este método pode também conceder um acesso mais rápido das farmacêuticas aos grandes mercados asiáticos e ajudar a suprimir o grande atraso relativo aos medicamentos existente nessas regiões.

Baseado no argumento de ser “bastante distinto” dos seus vizinhos asiáticos e de dar primazia aos estudos com seres humanos, Singapura tem atraído vários interesses internacionais no âmbito dos ensaios clínicos de primeira fase. “Isto acontece porque o país tem pouca população e não possui os requisitos necessários para estudos de larga escala em fase avançada”. O país beneficia ainda da grande mistura de povos provenientes dos países vizinhos que ali habitam, o que faz com que os dados requeridos pelas entidades reguladoras nessas nações próximas possam também ser ali gerados.

A China, com um enorme potencial de mercado, é outro dos países que desperta o interesse estrangeiro no que toca aos ensaios clínicos de fase primária. Para qualquer substância nova que ainda não tenha sido aprovada noutro país são requeridos ensaios clínicos desde a Fase I a III elaborados com população chinesa, antes do medicamento poder ser aprovado pela entidade reguladora do país. Caso o fármaco já tenha sido autorizado noutro local, são apenas exigidos os ensaios farmacocinéticos e de Fase III.

Ainda assim, colocam-se vários problemas para a realização deste tipo de estudos em território chinês. Por um lado, apenas os hospitais credenciados pela Administração Estatal dos Alimentos e Fármacos (SFDA), em locais específicos e com determinadas especializações, podem participar nos ensaios clínicos, e, por outro, a exportação de sangue ou ADN é restrita ou proibida, sendo que qualquer importação de fármacos tem que ser inspeccionada e submetida a um controlo de qualidade, o qual demora entre 15 a 30 dias.

Este conjunto de requisitos faz com que algumas empresas comecem a preparar programas de desenvolvimento de medicamentos específicos para a China, que funcionam como uma unidade efectivamente contida em si própria, que realiza desde os ensaios clínicos aos testes laboratoriais e à produção piloto no interior do país.

O Japão, o segundo maior Mercado mundial de fármacos, começa igualmente a dar nas vistas no ramo dos ensaios clínicos de fase preliminar. Apesar da extensão do mercado, um medicamento demora, em média, mais 3,5 anos a ser aprovado e obter autorização de comercialização no Japão do que nos Estados Unidos da América ou na Europa. Esta demora está relacionada com o facto de haver uma grande minúcia no que toca aos dados dos estudos farmacocinéticos e farmacodinâmicos, que têm que ter origem obrigatória na população do país, antes de qualquer outro estudo poder ser iniciado. Algumas das barreiras reguladoras começam agora a ser quebradas pelas autoridades e prevê-se que, dentro de um ou dois anos, possa haver uma maior regularidade de estudos globais realizados no Japão desde o inicio.

A Índia é outra dos países chave nesta região, e que também requer dados relativos à sua própria população antes de atribuir uma aprovação para a comercialização de uma substância. Apesar disso, a regulamentação indica que relativamente aos novos medicamentos descobertos por outros países, os dados de Fase I obtidos no exterior são também exigidos antes de qualquer ensaio clínico poder iniciar-se no país. Posteriormente, os dados relativos aos ensaios clínicos de Fase I ou II são realizados com participantes locais, para depois os ensaios clínicos de Fase III poderem ser conduzidos em simultâneo com outros estudos globais.

Marta Bilro

Fonte: BioPharma-reporter.com

Desceram 48 por cento no segundo trimestre deste ano
Quebra acentuada nos lucros da Pfizer


A Pfizer é um dos gigantes da indústria farmacêutica a nível mundial, mas só no segundo trimestre deste ano registou uma quebra de 48 por cento nos lucros, que mesmo assim foram de 921,7 milhões de euros naquele período.

De acordo com um comunicado divulgado esta manhã pela própria companhia farmacêutica, face ao período homólogo de 2006 a Pfizer descreveu resultados menos animadores, num cenário que os responsáveis pela empresa atribuem à perda de exclusividade da patente dos medicamentos Zoloft e Norvasc e a um fraco nível de vendas nos Estados Unidos do fármaco Lipitor, indicado para o tratamento do colesterol. Estes resultados incluem ainda um pagamento à Bristol-Myers Squibb para o desenvolvimento do Apixaban. As receitas da Pfizes sofreram um recuo de seis pontos percentuais, para os 8041 milhões de euros.

Carla Teixeira
Fonte: Dinheiro Digital

Indústria Farmacêutica: Inovação não supera gastos com investigação

Depois de decorrido mais de metade do ano em vigor, mantém-se a perspectiva de que os esforços empenhados pela indústria farmacêutica na produção de medicamentos realmente inovadores não superam a quantidade reduzida de fármacos que foram aprovados este ano nos Estados Unidos da América (EUA), relativamente ao mesmo período do ano anterior. Porém, os custos com a investigação continuam a aumentar.

Até ao momento, a Administração Norte-Americana dos Alimentos e Fármacos (Food and Drugs Administration - FDA) concedeu aprovação a apenas sete substâncias que continham um composto activo nunca antes comercializado no mercado norte-americano e, por isso, denominadas como Novas Entidades Moleculares, ou Candidaturas de Licença Biológica. A este número sobrepõem-se os 11 pareceres favoráveis atribuídos pela entidade reguladora em igual período de 2006.

De acordo com o portal BioPharmaReporter.com, durante a última década, tem-se registado um crescimento acentuado nos custos da investigação e desenvolvimento, algo que não se reflecte no número de novas aprovações de medicamentos. Enquanto as farmacêuticas tentam lidar da melhor forma com o problema, o padrão parece permanecer inalterável.

Um relatório recentemente divulgado pelo Departamento de Contabilidade do governo dos EUA revelou que entre 1993 e 2004, os gastos com a investigação e desenvolvimento subiram 147 por cento para os 29 mil milhões de euros. Porém, o número de Candidaturas a Novos Fármacos cresceu apenas 38 por cento, a maioria dos quais referiam-se a alterações de medicamentos já existentes. Já o número de Novas Entidades Moleculares aumentou escassos sete por cento.

Na lista de medicamentos inovadores aprovados, este ano, pela FDA figuram o Vyvanse (lisdexanfetamina) da New River Pharmaceuticals para tratar o défice de atenção causado pela hiperactividade; o Tekturna (aliskiren) desenvolvido pela Novartis em parceria com a Speedel e comercializado na Europa como Resilez, destinado ao tratamento da hipertensão; o Letairis (Ambrisentan), da Gilead, utilizado no tratamento da hipertensão arterial pulmonar; o Tykerb (lapatinib) da GlaxoSmithKline para o tratamento do cancro da mama HER2 positivo; o antibacteriano Altabax (retapamulina), para o tratamento tópico do impetigo; o Torisel (temsirolimus) da Wyeth para o carcinoma das células renais; e o Soliris (eculizumab), da Alexion Pharmaceuticals, indicado no tratamento de doentes com hemoglobinuria paroxística nocturna (PHN).

O Neupro (rotigotina), da Schwarz Pharma, para o tratamento inicial da doença de Parkinson, é oitavo medicamento a ser aprovado, este ano, pela FDA, no entanto, a substância já tinha recebido luz verde da entidade reguladora europeia em 2006. Marta Bilro

Fonte: BioPharma-Reporter.com

Directores médicos destacam performance da Pfizer, Merck e GSK

Pela primeira vez em quatro anos, os directores médicos colocam o laboratório alemão Merck entre as três empresas de destaque do ramo farmacêutico no “Managed Care Medical Director Promotional Audit” da Verispan relativo à primavera de 2007. A Pfizer garantiu o primeiro lugar da tabela de destaque, seguido da Merck e da GlaxoSmithKline.

O ranking calculado pela Verispan, uma joint-venture informática de cuidados de saúde, baseia-se em cinco áreas de avaliação, a objectividade clínica, serviços de valor acrescentado, gestão da doença, enfoque pessoal e corporativo.

Desde 2003, a Merck não conseguia melhor do que um sétimo lugar, sendo que no seu melhor ranking de sempre atingiu apenas a quarta posição. Entre o Outono de 2006 e a primavera de 2007, a posição da Merck melhorou em quatro das cinco categorias avaliadas.

A empresa “está a regressar mais forte depois da interrupção, trabalha bem e percebe os problemas, fornece actualizações frequentes”, salientou um dos directores médicos que listou a Merck como a melhor na categoria da objectividade clínica. Outro dos profissionais que referiu o bom desempenho da empresa na gestão da doença destacou que a Merck possui “programas antigos que são clinicamente fortes”.

A Pfizer, mantém-se, pelo sexto ano consecutivo, no primeiro lugar no cômputo da classificação atribuída pelos directores médicos. A empresa norte-americana obteve nota máxima em três das cinco categorias avaliadas, incluindo o enfoque pessoal, área em que é líder desde o Outono de 2004.

Marta Bilro

Fonte: Generic, Engenering & biotechnology news, PM Farma.

Organon e Dyax estabelecem aliança para desenvolver terapêutica com anticorpos

A Organon anunciou que estabeleceu um acordo com a Dyax Corp. para descobrir e desenvolver anticorpos humanos para fins terapêuticos, para o tratamento de doenças auto-imunes e cancro. Segundo os termos do acordo, a Dyax irá utilizar a sua tecnologia registada de expressão de fagos (phage display, em inglês) para identificar anticorpos dirigidos a um alvo, identificado no Centro de Pesquisa em Biotecnologia da Organon, em Cambridge, nos Estados Unidos. A Dyax irá receber taxas de licença e financiamento de pesquisa, assim como pagamentos por objectivos e regalias sobre as vendas líquidas, que podem resultar do desenvolvimento clínico da Organon e da comercialização destes anticorpos. Os detalhes financeiros não foram revelados.

O vice-presidente executivo de Investigação e Desenvolvimento da Organon, David Nicholson, comentou que faz parte da estratégia da empresa expandir o portfolio de produtos biotecnológicos. A tecnologia de “phage display” de última geração da Dyax irá ajudar a Organon a fortalecer a área de Investigação e Desenvolvimento, no que se refere a terapias com anticorpos para o cancro e doenças auto-imunes.

O presidente da Dyax, Henry E. Blair, afirmou que a empresa está satisfeita com a realização deste acordo com a Organon, uma das companhias biofarmacêuticas líderes na Europa, que está envolvida na pesquisa de novas terapêuticas com anticorpos. A colaboração realça ainda a importância da tecnologia da Dyax e o sucesso do Programa de Licenciamento e Financiamento de Pesquisa que continua a gerar valor significativo para a empresa.

Phage display
Os organismos vivos, como as viroses, têm a capacidade de exibir um produto de gene estranho, ou proteína, nas suas superfícies. Com base nesta capacidade dos organismos exibir proteínas, os cientistas da Dyax inventaram uma expressão de proteínas em fagos, um método novo de detectar individualmente dezenas de milhares de milhões de anticorpos humanos, péptidos ou pequenas proteínas na superfície de um pequeno vírus bacteriológico chamado bacteriófago. Utilizando esta tecnologia patenteada de expressão de fagos, conhecida como “phage display”, a Dyax é capaz de produzir e pesquisar entre grandes colecções, também referidas como bibliotecas (libraries, em inglês), de anticorpos, pequenas proteínas ou péptidos, de modo a identificar rapidamente aqueles componentes que se ligam com grande afinidade ou elevada especificidade aos alvos de interesse.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

Consumo da droga psicoactiva BZP aumenta na Europa

Comissão Europeia pede à presidência portuguesa que tome medidas

A Comissão Europeia está preocupada com o crescente consumo da droga psicoactiva BZP, dai que tenha anunciado ontem em Bruxelas, que pretende solicitar à presidência portuguesa a adopção de medidas de controlo da substância 1-benzilpiperazina (BZP), concorrente do ecstasy no mercado ilegal, bem como a instauração de sanções. A droga, que resulta da mistura de um medicamento contra parasitas intestinais com um outro produto, pode ter consequências graves para a saúde, apesar dos seus efeitos a longo prazo não estarem ainda determinados.

A Comissão Europeia manifestou a sua intenção depois de ter sido divulgada a avaliação do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, que aponta um forte crescimento do consumo de BZP entre as crianças e os adolescentes, alertando ainda que o consumo da substância 1-benzilpiperazina pode causar hipertensão, aceleração das pulsações, convulsões, ansiedade e insónias. A avaliação estará na agenda do próximo Conselho de Ministros da Justiça e Assuntos Internos, em meados de Setembro, onde deverá ser tomada uma posição de combate ao problema.

A principal forma de acesso a esta droga é através da Internet, onde é vendida sob a forma de comprimidos ou cápsulas, como produtos psicoactivos "naturais" ou de "ervanário" e como alternativa legal ao ecstasy, induzindo os consumidores a crer que é uma droga segura.

A publicidade agressiva que normalmente acompanha esta droga tem impulsionado o seu consumo, pois no final do ano passado, o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência e a Europol tinham já registado um aumento substancial do número de notificações relativas à BZP. A últimas apreensões tem confirmado o crescimento do consumo, mostrando que existe já um envolvimento da criminalidade organizada no tráfico e distribuição por grosso da BZP.

Em diversos países europeus tem-se recorrido a legislação semelhante à aplicável às outras drogas, para regular o mercado da BZP. Noutros países, como é o caso da Holanda e da Espanha, o controlo é feito ao abrigo da legislação sobre medicamentos.

No inicio do ano a BZP foi incluída na Lista de Substâncias Proibidas do Código Mundial Anti-doping como substância estimulante proibida nas competições.

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

Lupin recebe aprovação final para os comprimidos genéricos de Amlodipina

A Lupin Pharmaceuticals, Inc. anunciou que a FDA concedeu aprovação final para o registo de um genérico (ANDA, sigla em inglês) da companhia, os comprimidos de Amlodipina Besilato 2.5 mg, 5 mg e 10 mg. A comercialização deste genérico irá começar brevemente.

Os comprimidos de Amlodipina Besilato da Lupin são o genérico equivalente aos comprimidos Norvasc da Pfizer, ou seja, um bloqueador do canal de cálcio de largo espectro indicado para o tratamento da hipertensão. O Norvasc teve vendas anuais de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares em doze meses, até Dezembro de 2006, com base nos dados de vendas da IMS Health.

O presidente da Lupin Pharmaceuticals, Vinita Gupta, disse que a empresa está satisfeita com a aprovação dos comprimidos de Amlodipina Besilato, acrescentando ainda que esta aprovação alarga o portfolio em crescimento da Lupin de medicamentos cardiovasculares, e que espera poder oferecer esta alternativa de menor custo aos pacientes dos Estados Unidos.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

Sons inaudíveis podem provocar a morte

O ruido de baixa frequência, apesar de parecer inofensivo, é na realidade o motivador da doença vibro-acústica, um conjunto de males que poderão, inclusive, levar à morte dos pacientes. Os sons abaixo dos 500 Hertz, incluindo aqueles de que o ouvido humano não se apercebe, provocam uma reacção defensiva do organismo, face a um ataque com efeitos mais devastadores do que os já comprovados para o stress.

O médico Nuno Castelo Branco, responsável pela designação da doença, explica que a exposição a ruídos de baixa frequência resulta em lesões e formações suplementares de tecido como uma tentativa de o corpo se "equilibrar" depois das agressões sonoras, fabricando colagéneo.

Há mais de 20 anos a trabalhar pelo reconhecimento de queixas de saúde que escapam à maior parte dos meios de diagnóstico, o médico e a sua equipa tiveram no passado mês de Março o primeiro reconhecimento do seu trabalho, quando a Autoridade para as Condições de Trabalho reconheceu 100% de incapacidade profissional a uma hospedeira de bordo.

Profissões relacionadas com a aviação estão mais expostas a ruídos de baixa frequência, mas também os outros meios de transporte são responsáveis pela emissão de ruídos imperceptíveis que afectam o ser humano, para além dos aparelhos emissores de sons e de vibrações, como os electrodomésticos, por exemplo.

Mas os profissionais do ramo da aviação foram de facto o primeiro ponto de partida para a investigação de Nuno Castelo Branco, que observou técnicos de aviões, pilotos e pessoal de cabine, detectando vários casos de espessamento do miocárdio, a membrana que envolve o coração. Com o recurso a broncoscopias foi ainda possível detectar uma tendência para existência de lesões na árvore respiratória dos indivíduos.

Para além destas observações, a equipa de Nuno Castelo Branco tem também seguido de perto duas famílias, directamente expostas a ruídos de baixa frequência, uma de Lisboa, residente a três mil metros de uns silos industriais de armazenamento de cereais e que emitem infra-sons quando em laboração e outra de Torres Vedras, cuja habitação recebe níveis de infra-sons ainda mais elevados , provenientes de geradores de energia eólica.

De acordo com a física Mariana Alves Pereira, uma investigadora envolvida no projecto, ambas as famílias têm revelado problemas de saúde, no entanto, a família de Torres Vedras apresenta também uma mudança de comportamentos no agregado familiar e nos animais domésticos. Estas mudanças comportamentais serão apresentadas em finais de Agosto, num congresso sobre ruído, a ter lugar em Istambul, como alguns dos efeitos associados à doença vibro-acústica.

A infertilidade será a próxima área de investigação da equipa de Nuno Castelo Branco, que se encontra já em fase de projecção de um estudo sobre os efeitos dos infra-sons nesta matéria.

Inês de Matos

Fonte: Jornal de Noticias

Novos resultados clínicos do Cytotect demonstram redução da ocorrência de linfomas após transplante

Estudo científico demonstra que a administração de imunoglobulinas contra citomegalovírus (CVM) reduz o risco de doenças cancerígenas a seguir a transplantes. Os dados são relativos a mais de 40.000 pacientes analisados.

As conclusões de um artigo publicado na revista “Lancet of Oncology”, do Prof. Dr. Gerhard Opelz, do Instituto de Imunologia da Universidade de Heidelberg, e dos seus colegas, revelam que a administração de Cytotect reduz significativamente os riscos de linfomas após cirurgia de transplante de órgãos. Os resultados baseiam-se na análise dos dados de mais de 40.000 pacientes. O estudo foi reconhecido num comentário, na mesma edição da revista, que enfatiza o seu significado em termos científicos.

Os linfomas (cancro dos nódulos linfáticos) representam uma enorme complicação a seguir aos transplantes, e ocorrem entre dois a cinco por cento de todos os pacientes transplantados. A causa mais comum destes tumores é uma infecção pelo vírus Epstein-Barr (VEB). Visto que o sistema imunitário dos pacientes transplantados é inibido, de modo a evitar rejeição do novo órgão, estes pacientes estão particularmente susceptíveis a infecções pelo VEB. O Cytotect já é administrado com sucesso como profilaxia contra infecções por citomegalovírus (CMV) que ocorrem após o transplante. Comparado com outras imunoglobulinas, o Cytotect contém uma concentração especialmente alta de anticorpos contra o vírus Epstein-Barr.

No dia 13 de Julho, peritos de renome no campo dos transplantes discutiram conjuntamente com a Biotest as possíveis consequências da prática clínica do Cytotect. Os participantes nesta discussão concordaram unanimemente que a profilaxia estabelecida para o CMV também tem um efeito preventivo na formação de linfomas induzidos pelo VEB.

A Biotest espera que os novos resultados aumentem o potencial de comercialização do Cytotect.

Isabel Marques

Fontes: Pharmalive

Frutas e verduras reduzem em 30% o risco de morte precoce

A ingestão de pelo menos 500 gramas diárias de fruta e verduras reduz o risco de morte em 30% revela um estudo feito Instituto Catalán de Oncología (ICO). O estudo foi publicado no The American Journal of Clinical Nutrition.


Dois pratos de legumes, onde devem estar presentes tomates, pepinos e pimentos porque são os mais ricos em antioxidantes e três peças de fruta são a quantidade mínima necessária para garantir uma vida mais saudável. Falta contabilizar ainda um estilo de vida activo com prática de desporto.

A investigação foi feita durante seis anos e contou com a participação de 15.610 mil homens e 25.748 mil mulheres, com idades entre os 30 e os 69 anos, todos de origem espanhola. Cruzados os dados de acordo com as idades, o estilo de vida (activo ou passivo) e o sexo concluiu-se que há uma relação directa entre o maior consumo de vegetais e menor índice de mortalidade.

Carlos Gonzáles, responsável pelo Serviço de Epidemiologia do Cancro, salienta que «estamos numa fase em que a saudável dieta mediterrânea está a desaparecer, pelo que é necessário fazer uma campanha de sensibilização para este assunto».

As pessoas que participaram do estudo afirmam que não é difícil criar o acto de ter uma alimentação saudável, baseada na fruta e nas verduras.

sara pelicano

fontes: europa press